quinta-feira, agosto 25, 2005
Afinal a religião e o petróleo são miscíveis!
“You know, I don't know about this doctrine of assassination, but if he thinks we're trying to assassinate him, I think that we really ought to go ahead and do it “
Pat Robertson
O famoso tele-evangelista Pat-Robertson , alto dignitário da teocracia que se apoderou do poder na América e que através dos muitos Institutos e poderosos meios de comunicação deixou cair a máscara, agora acha conveniente que os EUA devam assassinar um Presidente ( mais um) eleito livremente num outro País livre e independente, a Venezuela.
Para além das questões de ordem e da ordem internacional, levantam-se outras pontas deste problema mais vasto e que é o desenfreado uso da religião para fazer política . E da mais reles e ordinária, diga-se!
Então os talibans e os aihatolas não eram acusados de fazer isso mesmo?
Desenganem-se aqueles que inocentemente pensavam que a religião era para orar a um deus! Ou para espalhar a paz entre os homens!
Tem sido, sempre, para justificar todos os crimes e, em nome dos variados deuses, perpetuar no poder uma classe, uma clique, uns déspotas!
Há uns tempos atrás escrevi aqui que o Chavez ainda não tinha um bloqueio em cima porque tinha petróleo para vender aos EUA. Acertei.
Leia mais na bbc.co.uk
quarta-feira, agosto 24, 2005
O Sal da vida e as leituras de GWBush
Com o devido crédito ao autor de "Salt", Mark Kurlansky, e ao The Guardian Unlimited, aproveito este período de férias, quase acabadas para muitos, para meter esta pulga atrás da orelha.
O texto vale bem a pena e acredito que fica melhor no original que na minha tradução que só podia ser perdoada porque não passaria duma tentativa:
Hope you like my book, Mr Bush
O texto vale bem a pena e acredito que fica melhor no original que na minha tradução que só podia ser perdoada porque não passaria duma tentativa:
Hope you like my book, Mr Bush
Mark Kurlansky Tuesday August 23, 2005
The white stuff: Salt has made this year's presidential beach reading list
What does it mean that George W Bush, a man who has demonstrated little ability for reflection, who is known to read no newspapers and whose headlong charge into disaster after cataclysm has shown a complete ignorance of history, who wants to throw out centuries of scientific learning and replace it with mythical mumbo-jumbo that he mistakenly calls religion, who preaches Christianity but seems to have never read the teachings of the great anti-war activist, Jesus Christ, is now spending his vacation reading my book, Salt: A World History?
Reading the White House propaganda about what a serious reader he is, choosing books of depth rather than beach reads, it occurred to me that this may be an entirely staff-manufactured hoax, designed to give the president the appearance of having an intellectual depth he clearly lacks. But Warren Vieth, a White House correspondent for the Los Angeles Times, who, bored to the brink of madness in Crawford, Texas where the president was vacationing while the world exploded, interviewed me last week. He assured me that Bush reads books and discusses them in a way that makes clear he has truly read them.
So why was Bush reading Salt, and what could he get out of it? Perhaps, if he did pick it himself, it was because he was once in the Texas oil business that began in 1901 when Patillo Higgins and Anthony Lucas ignored the advice of geologists and drilled around a Texas salt dome called Spindletop.
In many ways, oil replaced salt. Before the age of petroleum, geology was largely dedicated to understanding and locating salt. The technology of drilling rigs and wells was primarily about salt. Because only salted food could be traded, it was the basis of economies. Because armies and navies needed it for provisions and to maintain horses and it was the only known way to cauterise a wound, it was considered strategic. Alliances were formed and wars were fought over it. Several revolutions erupted in part over excessive salt taxes. Queen Elizabeth I had warned England of its dangerous dependence on foreign sea salt.
All of this furore over common salt seems a little silly today. I hope Bush, with his interest in history, will realise that, in time, the fights over oil will look equally foolish. Could this lead to his abandoning his Texas cronies, realising oil is not worth hundreds of thousands of lives in Iraq, and that government has the ability to foster research and develop existing technology to move the world away from oil?
Doubtless, after this happens the political leaders of the world will be ready to kill for the next big thing. So maybe he should put my book down, walk outside and talk to the grieving mothers of the American youth he wasted, who are camped in front of the ranch.
The white stuff: Salt has made this year's presidential beach reading list
What does it mean that George W Bush, a man who has demonstrated little ability for reflection, who is known to read no newspapers and whose headlong charge into disaster after cataclysm has shown a complete ignorance of history, who wants to throw out centuries of scientific learning and replace it with mythical mumbo-jumbo that he mistakenly calls religion, who preaches Christianity but seems to have never read the teachings of the great anti-war activist, Jesus Christ, is now spending his vacation reading my book, Salt: A World History?
Reading the White House propaganda about what a serious reader he is, choosing books of depth rather than beach reads, it occurred to me that this may be an entirely staff-manufactured hoax, designed to give the president the appearance of having an intellectual depth he clearly lacks. But Warren Vieth, a White House correspondent for the Los Angeles Times, who, bored to the brink of madness in Crawford, Texas where the president was vacationing while the world exploded, interviewed me last week. He assured me that Bush reads books and discusses them in a way that makes clear he has truly read them.
So why was Bush reading Salt, and what could he get out of it? Perhaps, if he did pick it himself, it was because he was once in the Texas oil business that began in 1901 when Patillo Higgins and Anthony Lucas ignored the advice of geologists and drilled around a Texas salt dome called Spindletop.
In many ways, oil replaced salt. Before the age of petroleum, geology was largely dedicated to understanding and locating salt. The technology of drilling rigs and wells was primarily about salt. Because only salted food could be traded, it was the basis of economies. Because armies and navies needed it for provisions and to maintain horses and it was the only known way to cauterise a wound, it was considered strategic. Alliances were formed and wars were fought over it. Several revolutions erupted in part over excessive salt taxes. Queen Elizabeth I had warned England of its dangerous dependence on foreign sea salt.
All of this furore over common salt seems a little silly today. I hope Bush, with his interest in history, will realise that, in time, the fights over oil will look equally foolish. Could this lead to his abandoning his Texas cronies, realising oil is not worth hundreds of thousands of lives in Iraq, and that government has the ability to foster research and develop existing technology to move the world away from oil?
Doubtless, after this happens the political leaders of the world will be ready to kill for the next big thing. So maybe he should put my book down, walk outside and talk to the grieving mothers of the American youth he wasted, who are camped in front of the ranch.
Volto às recordações porque tudo arde
Visto que a minha procuração para defesa do Dr. Mário Soares, dos membros da Assembleia da República, de cada Presidente de Autarquia e dos maiores partidos, está em vias de expirar, regresso por momentos às recordações de um tempo mais despreocupado e revisito as minhas memórias, antes que tudo arda:
Volto em pensamento, regularmente, a Coimbra, a Miranda e à Lousã.
Ao Senhor da Serra, a Olho Marinho, ao Trevim,
Era tudo verde e para a vista se perder. Havia futuro em cada sombra. Em cada sombra um convite.
Oiço afinal que tudo ardeu.
Não ficou mesmo nada?
É pena que tenha de ser assim.
Merecíamos a oportunidade de colocar o braço no ombro do horizonte, na cintura da serra, e de trazer um bocado de verde connosco!
Volto em pensamento, regularmente, a Coimbra, a Miranda e à Lousã.
Ao Senhor da Serra, a Olho Marinho, ao Trevim,
Era tudo verde e para a vista se perder. Havia futuro em cada sombra. Em cada sombra um convite.
Oiço afinal que tudo ardeu.
Não ficou mesmo nada?
É pena que tenha de ser assim.
Merecíamos a oportunidade de colocar o braço no ombro do horizonte, na cintura da serra, e de trazer um bocado de verde connosco!
segunda-feira, agosto 22, 2005
Carta aberta ao futuro primeiro-ministro de Portugal, o PQP e Filipe II
Visto que daqui as notícias chegam aí com atraso, dirijo-me já a V.Exa. e não ao seu antecessor, sem medo de errar muito!
É a V.Exa que falo no intuito de o felicitar pelo seu novo cargo e para o avisar das razões porque o seu anterior colega foi outro que partiu sem nos deixar saudades.
Nem quero falar de promessas eleitorais que sem elas quem é que seria eleito?, não senhor, não se trata disso!
Desejo isso sim apelar para que V.Exa se filie no novo partido que acabo de formar. O PQP- Pró Qué Preciso
Tá a ver?
É assim a modos de um Partido todo novo destinado a fazer o que é preciso neste País.
Digamos que praticamente desde a fundação da nacionalidade, acto maior e do mais profundo significado, tudo o que aqui se tem feito ou é fruto do acaso ou da extrema necessidade.
Sempre se evitou com êxito, diga-se, que se fizesse o que era realmente preciso.
Nem me atrevo a enumerar os maiores disparates nacionais: esqueço as estaladas dadas na mãe; meto na gaveta a cruzada contra os mouros; relevo os casamentos consanguíneos, as tentativas de regresso à coroa espanhola e os incestos; atiro para trás das costas o comércio de escravos e a invenção da acumulação capitalista e do comércio dito triangular; nem quero falar da globalização iniciada com o recurso à perfídia, à inveja, aos canhões enfim; não recordo já a venda de património e de receitas vencidas e vincendas levadas a cabo, alegremente, reinado após reinado, vendendo por cem o que valia mil e comprando hoje por mil o que amanhã custaria dez ou vinte; a incompetência colonial, o abandono das terras, a monocultura, a falta de plano a qualquer nível, quero esquecer que mais recentemente e a um ritmo alucinante, em termos históricos, se nacionalizaram latifúndios, a seguir pagaram-se indemnizações aos anteriores proprietários e depois devolveram-se-lhes as mesmas terras onde tudo regressou ao século XV, mas ainda com menos empregos e nenhuma produtividade; nem falo da protecção dos interesses nacionais agora com as antigas colónias; vamos relevar a história de Cahora-Bassa que constitui um “case study” nas melhores faculdades de economia do mundo e risota universal para muitos séculos vindouros; Atiro sobre o fogo destruidor a suave capa do olvido; nem recordo a completa ausência de realização de métodos de retenção de água no solo, vulgo barragens, ou a insustentável leveza da paisagem que breve se constitui em recordação fumegante; Não quero saber de F-16 ou de submarinos que não lhes almejo utilidade!
Tá a ver?
Temos portanto um partido novo à sua espera. O caderno de encargos é variado mas simples. Bastará fazer o contrário do que foi feito nos últimos oito séculos e já está! Fica feito o que é preciso e damos como justificado a criação do PQP!
Viva o Pró Qué Preciso!
Portugal já não aguenta mais!
Se isto não for feito receio que Filipe II tivesse razão quando, optando por outras conquistas, se queixava dizendo que “em Portugal não se governam nem se deixam governar!”
sexta-feira, agosto 19, 2005
A Jarda Escocesa, o Pinóquio e os Imigrantes ilegais
Sabemos desde a mais tenra idade que os valores da educação britânica são imutáveis. Temos a certeza do seu conteúdo estimável e que se baseiam nos sãos princípios do carácter dos habitantes da velha Albion. Era como um facto geográfico. A conduta cível morava ali. A verdade observava sobranceira e, derramava os suficientes salpicos da sua imensa self-confidence.
Claro que de vez em quando lá havia uma história de cuecas e de ministros, de princesas e de leitos alheios, de instrutores cavalariça e de roçagar de sedas e cetins. Havia até quem, olhando para trás, tivesse visto a mais feroz e descarada acumulação do capital e da propriedade privada.
Mas as instituições eram sagradas. Ele era a coroa, os diversos castelos, as obras de caridade, o exército senhores, o exército!, a navy, os boinas de várias cores, o império colonial, a recusa do euro, a commonwealth. Desculpem, não é engano, não senhor. Eu disse Commonwealth mesmo!
Não sabem o que é ? O nome está mesmo a dizer, Commonwealth, Riqueza Comum ! É assim como uma sociedade por quotas onde o dinheiro de todos foi entregue a um deles para benefício do próprio e de rios de propaganda a seu favor. Assim não há problemas. Todos diferentes e todos a contribuirem para o bem da gestão centralizada. Até se criou a bolsa de valores e a bolsa de mercadorias onde os mais ricos podiam comprar aos mais pobres o máximo de produtos pelo valor mínimo de mercado. Há alguém que não perceba estas inúmeras vantagens?
Mas lá estou eu a afastar-me do título e do fundo da questão. Falava de instituições e do brilho que cobria as melhores. Nomeadamente a Jarda Escocesa sempre felizmente encarregada do combate aos maus. Parece que há por lá umas duvidazitas sobre as diversas versões da morte do electricista brasileiro. Afinal o homem não usava a perigosa gabardina. Até tinha pegado no jornal gratuíto lá do sítio, não saltou barreiras e só se apressou na entrada da porta da carruagem. Claro que a cor da pele não ajudou nada. A reconstituição agora divulgada, a ser a verdadeira, mostra bem como se faz: agarra-se nos braços do homem. Pela sua frente pois estava sentado. Depois um ou mais agentes disparam oito tiros na cabeça da vítima, sem mais aquelas! Serviço acabado! Limpo! Perdão, tudo sujo! Aliás deve ter sido uma merda de miolos por todo o lado.
No minuto seguinte já a Jarda Escocesa sabia que matara um inocente da forma mais fria e cruel.
Sabia e contou ao mundo uma história que isto de versões de factos o que conta são as primeiras impressões. Depois, quem é que quer saber de pormenores? De especulações jornalisticas?
O homem tinha corrido, não tinha? O homem usava gabardina, não usava? Era escuro de pele, não era? Até estava, parecia, ilegal na Inglaterra!
E isto dos imigrantes ilegais por lá colhe que se farta!
Ah ! é verdade quem é que já viu um imigrante ilegal de olhos azuis num daqueles países da Commonwealth? Nunca houve disso. Só há em Dover e em Calais. Por vezes em contentores e todos com uma péssima cor de pele. É da alimentação!
Claro que de vez em quando lá havia uma história de cuecas e de ministros, de princesas e de leitos alheios, de instrutores cavalariça e de roçagar de sedas e cetins. Havia até quem, olhando para trás, tivesse visto a mais feroz e descarada acumulação do capital e da propriedade privada.
Mas as instituições eram sagradas. Ele era a coroa, os diversos castelos, as obras de caridade, o exército senhores, o exército!, a navy, os boinas de várias cores, o império colonial, a recusa do euro, a commonwealth. Desculpem, não é engano, não senhor. Eu disse Commonwealth mesmo!
Não sabem o que é ? O nome está mesmo a dizer, Commonwealth, Riqueza Comum ! É assim como uma sociedade por quotas onde o dinheiro de todos foi entregue a um deles para benefício do próprio e de rios de propaganda a seu favor. Assim não há problemas. Todos diferentes e todos a contribuirem para o bem da gestão centralizada. Até se criou a bolsa de valores e a bolsa de mercadorias onde os mais ricos podiam comprar aos mais pobres o máximo de produtos pelo valor mínimo de mercado. Há alguém que não perceba estas inúmeras vantagens?
Mas lá estou eu a afastar-me do título e do fundo da questão. Falava de instituições e do brilho que cobria as melhores. Nomeadamente a Jarda Escocesa sempre felizmente encarregada do combate aos maus. Parece que há por lá umas duvidazitas sobre as diversas versões da morte do electricista brasileiro. Afinal o homem não usava a perigosa gabardina. Até tinha pegado no jornal gratuíto lá do sítio, não saltou barreiras e só se apressou na entrada da porta da carruagem. Claro que a cor da pele não ajudou nada. A reconstituição agora divulgada, a ser a verdadeira, mostra bem como se faz: agarra-se nos braços do homem. Pela sua frente pois estava sentado. Depois um ou mais agentes disparam oito tiros na cabeça da vítima, sem mais aquelas! Serviço acabado! Limpo! Perdão, tudo sujo! Aliás deve ter sido uma merda de miolos por todo o lado.
No minuto seguinte já a Jarda Escocesa sabia que matara um inocente da forma mais fria e cruel.
Sabia e contou ao mundo uma história que isto de versões de factos o que conta são as primeiras impressões. Depois, quem é que quer saber de pormenores? De especulações jornalisticas?
O homem tinha corrido, não tinha? O homem usava gabardina, não usava? Era escuro de pele, não era? Até estava, parecia, ilegal na Inglaterra!
E isto dos imigrantes ilegais por lá colhe que se farta!
Ah ! é verdade quem é que já viu um imigrante ilegal de olhos azuis num daqueles países da Commonwealth? Nunca houve disso. Só há em Dover e em Calais. Por vezes em contentores e todos com uma péssima cor de pele. É da alimentação!
quinta-feira, agosto 18, 2005
O gato escondido e outras tropelias
Ainda a readaptar-me aos ruídos da cidade, acredito ter ouvido ontem de manhã uma não notícia. Isto é, uma notícia que não devia ter sido. Dada, compreendem? Colocada no éter pela TSF. E digo eu que não devia ter sido eterizada já que, depois, nem mais uma palavra sobre a matéria. E não é que me pareceu importante a referida notícia?
Rezava ela - que não vos quero aí a roer as unhas - que algures no Iraque um grupo de zelosos vigias de uma não menos cuidada instalação tinham sido, os seis, bárbaramente assassinados por uns encapuçados. Ah!, já me esquecia do curioso da notícia: Que os referidos mortos eram todos israelitas e estavam lá no Iraque a dar protecção à tal instalação.
Anda aqui qualquer coisa a ficar destapada. Então não eram os americanos e ingleses que tinham ocupado, manu militari, o Iraque?
Não tinham declarado que em caso algum queriam lá os Israelitas para que se não dissesse o óbvio?
Então as campanhas de desinformação da Al- não sei o quê, têm uma base de realidade?
Se o gato estava escondido, já o encontraram e com pouca saúde, diz a TSF.
Rezava ela - que não vos quero aí a roer as unhas - que algures no Iraque um grupo de zelosos vigias de uma não menos cuidada instalação tinham sido, os seis, bárbaramente assassinados por uns encapuçados. Ah!, já me esquecia do curioso da notícia: Que os referidos mortos eram todos israelitas e estavam lá no Iraque a dar protecção à tal instalação.
Anda aqui qualquer coisa a ficar destapada. Então não eram os americanos e ingleses que tinham ocupado, manu militari, o Iraque?
Não tinham declarado que em caso algum queriam lá os Israelitas para que se não dissesse o óbvio?
Então as campanhas de desinformação da Al- não sei o quê, têm uma base de realidade?
Se o gato estava escondido, já o encontraram e com pouca saúde, diz a TSF.
2 PRANCHAS 2
Regressado de férias e das saudades disto, voilá um escriba olhando já o horizonte e agora provido de mais uma prancha. Maior, mais larga, tipo sport, que, ou me engano muito, ou vamos ter horas extras aqui no convés. Muita cerimónia, muita exéquia, algumas lágrimas e poucas saudades.
! Quem viver, verá !
! Quem viver, verá !
quinta-feira, julho 28, 2005
Mais uma pérola para o meu rosário
David Galbraith faz o favor de nos ensinar : ( Com tradução minha e quase livre. Desculpem)
COMO DEBATER COM UM CRIACIONISTA SEM SE FICAR CHATEADO
O problema de argumentar com um Criacionista ou equiparados é que primeiro não vale a pena e segundo, nem divertido é. Quem é que gostaria de se chatear lendo 5 páginas de um debate inútil? Se alguém persistir em manter uma posição e a defendê-la em termos quase científicos, apesar da evidência dos argumentos em contrário, então, parece, que não há argumento racional que o faça mudar de ideias. Melhor será contraditá-lo na sua irracionalidade partindo do mesmo ponto de vista.
Para conseguir isto, acerca da evolução, inventei a noção do Darwinismo Espiritual, um desafio espiritual ao Criacionismo tal como o Desenho Inteligente(?) constitui um desafio ao Darwinismo. Assim você pode usar as técnicas do debate religioso:
Criacionista: Blah, blah, blah... – durante horas
Darwinista Espiritual : Você está enganado
Criacionista : Então prove-o
Darwinista Espiritual: Deus falou-me e disse-me que você estava enganado.
Criacionista: Não , não falou
Darwinista Espiritual : Você não está a respeitar a minha fé – e você está enganado – E muita sorte a sua que hoje em dia os Darwinistas Espirituais já não queimam os hereges
Delicioso, não acharam?
COMO DEBATER COM UM CRIACIONISTA SEM SE FICAR CHATEADO
O problema de argumentar com um Criacionista ou equiparados é que primeiro não vale a pena e segundo, nem divertido é. Quem é que gostaria de se chatear lendo 5 páginas de um debate inútil? Se alguém persistir em manter uma posição e a defendê-la em termos quase científicos, apesar da evidência dos argumentos em contrário, então, parece, que não há argumento racional que o faça mudar de ideias. Melhor será contraditá-lo na sua irracionalidade partindo do mesmo ponto de vista.
Para conseguir isto, acerca da evolução, inventei a noção do Darwinismo Espiritual, um desafio espiritual ao Criacionismo tal como o Desenho Inteligente(?) constitui um desafio ao Darwinismo. Assim você pode usar as técnicas do debate religioso:
Criacionista: Blah, blah, blah... – durante horas
Darwinista Espiritual : Você está enganado
Criacionista : Então prove-o
Darwinista Espiritual: Deus falou-me e disse-me que você estava enganado.
Criacionista: Não , não falou
Darwinista Espiritual : Você não está a respeitar a minha fé – e você está enganado – E muita sorte a sua que hoje em dia os Darwinistas Espirituais já não queimam os hereges
Delicioso, não acharam?
A Nova Constituição do Iraque
Repescado do Ponte Europa, com o devido crédito ao Carlos Esperança, vou juntando as pérolas deste rosário porque quero voltar a este assunto, tal como merece.
"A nova Constituição terá por base a lei islâmica - um monstruoso conjunto de prescrições religiosas que retira às mulheres os direitos que tinham conquistado em 1959, reconhecidos por Saddam, no campo do casamento, divórcio e heranças. A obrigação de respeitar os «princípios democráticos» e os «direitos fundamentais» foi postergada pelo projecto constitucional já divulgado, que assume que «o islão é a religião oficial do Estado, a principal fonte de legislação e nenhuma lei pode entrar em contradição com o Islão».Enfim, as sentenças de Maomé em vias de transitarem em julgado. Fonte: Diário de Notícias de 27-07-2005."
Deixo hoje apenas um pequeno apontamento:
Tal como noutros lugares do Mundo, a intervenção no Médio Oriente de que a invasão do Iraque é só mais um episódio grotesco, vai colocar no poder as forças mais reaccionárias e retrógradas.
Que para se perpetuarem no poder vão segregando contradições insoluveis com o seu próprio povo.
Mas no mundo árabe há ainda outra questão que baralha os dados, turva a visão e corta muitas das escapatórias aos oprimidos: A religião e a lei corânica.
A mistura já se tem revelado explosiva. Ainda não entenderam?
"A nova Constituição terá por base a lei islâmica - um monstruoso conjunto de prescrições religiosas que retira às mulheres os direitos que tinham conquistado em 1959, reconhecidos por Saddam, no campo do casamento, divórcio e heranças. A obrigação de respeitar os «princípios democráticos» e os «direitos fundamentais» foi postergada pelo projecto constitucional já divulgado, que assume que «o islão é a religião oficial do Estado, a principal fonte de legislação e nenhuma lei pode entrar em contradição com o Islão».Enfim, as sentenças de Maomé em vias de transitarem em julgado. Fonte: Diário de Notícias de 27-07-2005."
Deixo hoje apenas um pequeno apontamento:
Tal como noutros lugares do Mundo, a intervenção no Médio Oriente de que a invasão do Iraque é só mais um episódio grotesco, vai colocar no poder as forças mais reaccionárias e retrógradas.
Que para se perpetuarem no poder vão segregando contradições insoluveis com o seu próprio povo.
Mas no mundo árabe há ainda outra questão que baralha os dados, turva a visão e corta muitas das escapatórias aos oprimidos: A religião e a lei corânica.
A mistura já se tem revelado explosiva. Ainda não entenderam?
A TV dos simples
Escusam de estar à espera que vá continuar a zurzir no CMC : Ontem foi dia da TV dos pobres. Hoje, não. Hoje é a dos simples. E não é pouca coisa. Falo dos srs. LXavier e PPereira ali sentadinhos de fronte do sr. JCoelho. Dos primeiros vieram, à compita e à vez, as preocupações. O que ouvia, abanava a recheada cabeça pautando cada ideia, cada chamada de atenção.
O que falava, era todo preocupações sobre quem viria ser – espante-se! – não o futuro inquilino de Belém, não senhor, mas como é que ele iria ajudar mais e melhor o engº. Sócrates a governar. A governar, foi o que ouvi!
Tenho já a confirmação que o engº. já dormiu melhor esta noite .
Que as qualidades de MSoares, muitas, eram uma garantia disto e daquilo mas, claro, as do CSilva, essas, sobre nadando na economia e nos altos estudos nacionais e internacionais de que amplamente dispõe, dizia, era o melhor para o Sócrates, melhor para o programa do PS e melhor para o País!
Seria até a garantia que faltava para não haver mais problemas. Seria assim como a banha da cobra política. Panaceia universal de governos com alguns problemazitos.
Daí passaram esvoaçando para o CCunha, ex-ministro que igualmente estimavam. Receio até ter visto uma pequena lágrima de saudade quando lembraram a obra feita , os planos prometidos, a justeza dos pontos de vista. E então do curricula, foi quase emocionante ouvi-los. Estávamos na presença de um dos melhores, quiçá o melhor e mais conhecedor dos economistas e dos justos, dos iluminados.
- Que nos faz falta, disseram em coro!
De todas as iniciativas, planos, orçamentos e opções, lembravam-se. Tinham era esquecido que foi contra elas que sempre, votaram contra. Tinham feito escândalo nos media. Tinham ameaçado com os tribunais, a vasculhação da vida privada, o controlo das contas bancárias. Em suma, uma televisão para os simples.
E a minha prancha que já está ali embrulhada para ir de férias!
O que falava, era todo preocupações sobre quem viria ser – espante-se! – não o futuro inquilino de Belém, não senhor, mas como é que ele iria ajudar mais e melhor o engº. Sócrates a governar. A governar, foi o que ouvi!
Tenho já a confirmação que o engº. já dormiu melhor esta noite .
Que as qualidades de MSoares, muitas, eram uma garantia disto e daquilo mas, claro, as do CSilva, essas, sobre nadando na economia e nos altos estudos nacionais e internacionais de que amplamente dispõe, dizia, era o melhor para o Sócrates, melhor para o programa do PS e melhor para o País!
Seria até a garantia que faltava para não haver mais problemas. Seria assim como a banha da cobra política. Panaceia universal de governos com alguns problemazitos.
Daí passaram esvoaçando para o CCunha, ex-ministro que igualmente estimavam. Receio até ter visto uma pequena lágrima de saudade quando lembraram a obra feita , os planos prometidos, a justeza dos pontos de vista. E então do curricula, foi quase emocionante ouvi-los. Estávamos na presença de um dos melhores, quiçá o melhor e mais conhecedor dos economistas e dos justos, dos iluminados.
- Que nos faz falta, disseram em coro!
De todas as iniciativas, planos, orçamentos e opções, lembravam-se. Tinham era esquecido que foi contra elas que sempre, votaram contra. Tinham feito escândalo nos media. Tinham ameaçado com os tribunais, a vasculhação da vida privada, o controlo das contas bancárias. Em suma, uma televisão para os simples.
E a minha prancha que já está ali embrulhada para ir de férias!
quarta-feira, julho 27, 2005
A televisão dos pobres faz medo ?
Caro Carlos Manuel Castro,
Vamos lá por partes e demos um ar arrumado a estes posts:
Li o o seu post aqui em 1 . Comentei no respectivo lugar - 2 - e Vc respondeu directamnete na frente do Tugir, como se lê em 3.
Deixe-me desiludi-lo. Vou ainda comentar aqui o que escreveu sobre o assunto:
4 - A América Latina está de facto muito atrasada. Nem vale a pena incluir aqui as razões desse atraso. Valerá sim sublinhar que Cuba é uma ilha em diversos sentidos e que o caminho percorrido - com erros e o mais longo cerco da história - é no entanto motivo de estudo. Sabia que erradicaram o analfabetismo?; que têm a mais desenvolvida e gratuíta medicina da América? Que recebem inclusivé norte-americanos e canadenses para se irem aí tratar?
Sabia que, apesar dos valores de troca desfavoráveis, têm a mais pequena dívida externa da América Latina? Que têm muito menos presos nas cadeias, proporcionalmente, que os EEUU?
( para sua informação um em cada cinco norte-americanos negros estão na cadeia...)
Que têm os melhores resultados desportivos da América, à sua dimensão.
Claro, não há lá uma democracia liberal. É verdade. Têm estado sujeitos às mais avançadas técnicas de propaganda política por todos os meios, ao longo de 50 anos. E o regime mantém-se? Ou o sangue corre pelas ruas ou então os cubanos são tontos.
E, já agora o Papa JPaulo II devia ser um perigoso simpatizante do Castro. Não, não, de si não! Do outro.
Também não consta que haja contas na Suiça em nome dos seus dirigentes. Que a corrupção seja a moeda nacional,etc.
Não é o paraíso. É um país pobre, mas cercado!
É fácil ser a favor dos poderosos, difícil é compreender os fracos e as suas limitações.
Àcerca da amizade com Caracas é bom de ver que Cuba aspira a qualquer oportunidade para respirar e conviver normalmente com outras nações.
Sobre a natureza maligna do regime da Venezuela, digo apenas que bastou um cheirinho de nacionalismo para desencandear golpes de estado, manifs da direita populista e ameaças do FMI.
Não tivessem eles petróleo e já estavam com um bloqueio em cima!
Uma televisão que transmita o ponto de vista dos pobres e oprimidos da América Latina, eu compreendo, é tudo o que a administração americana menos precisa !
E desculpe, não é um problema de perspectivas diversas. O seu é um caso de miopia ou de negação da realidade. Pode escolher qual prefere, ou informar-se melhor.
3 - Num ponto estamos de acordo, as divergências devem-se a perspectivas diametralmente opostas. Sinceramente, daquela dupla política não espero grandes soluções para muito do atraso da América Latina.Quanto ao venezuelano tenho de respeitar a opção dos venezuelanos por que, como se recorda, há um ano sensivelmente, a sua liderança foi submetida a referendo e o senhor manteve o poderDemocracia, em Cuba, é ar que não se respira.Descanse, pois não estou a defender o amigo norte-americano, que também tem sido prejudicial para a América latina. Reconheça-se. Todavia, lá por os norte-americanos não serem o exemplo, isso significa que me renda e aplauda o populismo-retrógrado do eixo Caracas-Havana?Como diriam alguns argentinos, o senhor de Caracas gosta tanto da pobreza que até a consegue aumentar.CMC
2 - Pois è. Já entendi as suas preocupações quanto à difusão de ideias diferentes das suas! Realmente é uma chatice. Mas o que é que se pode fazer? Os amigos americanos estão um bocado ocupados noutras latitudes. E o dinheiro não é elástico. Uma guerra tudo bem. Duas, parece exagero mesmo para os falcões endividados ( a maior dívida da história, de sempre e para sempre!).Mas não se rale tanto. Como diz, a propaganda que vão fazer no nova TV vai ser de maus produtos, não é? Tipo, as razões dos excluídos e dos marginalizados da América do Sul. A exploração das multinacionais, e assim!Como se trata de rematadas falsidades, quanto mais propaganda de um mau produto , menos êxito da publicidade! Vai ver. É uma regra dos próprios americanos!Saúde e paciência.
1 - Mais uma conquista preocupanteO pseudo-biblista-bolivarista com laivos de revolucionário prepara-se, conjuntamente com o seu amigo autocrático, para mais uma enorme e preocupante conquista: ter um canal de televisão na América Latina.O canal servirá para o inefável espalhar o evangelho da doutrina populista-retrógrada, como se ela representasse o progresso ao virar da esquina, quando, como se prognostica, significa precisamente o oposto.Os tempos são perigosos e as palavras da irresponsabilidade começam a espalhar-se de forma rápida e sem oposição.Haverá, porventura, melhor meio de propaganda do que um canal televisivo?De parvo é que o inefável nada tem.CMC
Vamos lá por partes e demos um ar arrumado a estes posts:
Li o o seu post aqui em 1 . Comentei no respectivo lugar - 2 - e Vc respondeu directamnete na frente do Tugir, como se lê em 3.
Deixe-me desiludi-lo. Vou ainda comentar aqui o que escreveu sobre o assunto:
4 - A América Latina está de facto muito atrasada. Nem vale a pena incluir aqui as razões desse atraso. Valerá sim sublinhar que Cuba é uma ilha em diversos sentidos e que o caminho percorrido - com erros e o mais longo cerco da história - é no entanto motivo de estudo. Sabia que erradicaram o analfabetismo?; que têm a mais desenvolvida e gratuíta medicina da América? Que recebem inclusivé norte-americanos e canadenses para se irem aí tratar?
Sabia que, apesar dos valores de troca desfavoráveis, têm a mais pequena dívida externa da América Latina? Que têm muito menos presos nas cadeias, proporcionalmente, que os EEUU?
( para sua informação um em cada cinco norte-americanos negros estão na cadeia...)
Que têm os melhores resultados desportivos da América, à sua dimensão.
Claro, não há lá uma democracia liberal. É verdade. Têm estado sujeitos às mais avançadas técnicas de propaganda política por todos os meios, ao longo de 50 anos. E o regime mantém-se? Ou o sangue corre pelas ruas ou então os cubanos são tontos.
E, já agora o Papa JPaulo II devia ser um perigoso simpatizante do Castro. Não, não, de si não! Do outro.
Também não consta que haja contas na Suiça em nome dos seus dirigentes. Que a corrupção seja a moeda nacional,etc.
Não é o paraíso. É um país pobre, mas cercado!
É fácil ser a favor dos poderosos, difícil é compreender os fracos e as suas limitações.
Àcerca da amizade com Caracas é bom de ver que Cuba aspira a qualquer oportunidade para respirar e conviver normalmente com outras nações.
Sobre a natureza maligna do regime da Venezuela, digo apenas que bastou um cheirinho de nacionalismo para desencandear golpes de estado, manifs da direita populista e ameaças do FMI.
Não tivessem eles petróleo e já estavam com um bloqueio em cima!
Uma televisão que transmita o ponto de vista dos pobres e oprimidos da América Latina, eu compreendo, é tudo o que a administração americana menos precisa !
E desculpe, não é um problema de perspectivas diversas. O seu é um caso de miopia ou de negação da realidade. Pode escolher qual prefere, ou informar-se melhor.
3 - Num ponto estamos de acordo, as divergências devem-se a perspectivas diametralmente opostas. Sinceramente, daquela dupla política não espero grandes soluções para muito do atraso da América Latina.Quanto ao venezuelano tenho de respeitar a opção dos venezuelanos por que, como se recorda, há um ano sensivelmente, a sua liderança foi submetida a referendo e o senhor manteve o poderDemocracia, em Cuba, é ar que não se respira.Descanse, pois não estou a defender o amigo norte-americano, que também tem sido prejudicial para a América latina. Reconheça-se. Todavia, lá por os norte-americanos não serem o exemplo, isso significa que me renda e aplauda o populismo-retrógrado do eixo Caracas-Havana?Como diriam alguns argentinos, o senhor de Caracas gosta tanto da pobreza que até a consegue aumentar.CMC
2 - Pois è. Já entendi as suas preocupações quanto à difusão de ideias diferentes das suas! Realmente é uma chatice. Mas o que é que se pode fazer? Os amigos americanos estão um bocado ocupados noutras latitudes. E o dinheiro não é elástico. Uma guerra tudo bem. Duas, parece exagero mesmo para os falcões endividados ( a maior dívida da história, de sempre e para sempre!).Mas não se rale tanto. Como diz, a propaganda que vão fazer no nova TV vai ser de maus produtos, não é? Tipo, as razões dos excluídos e dos marginalizados da América do Sul. A exploração das multinacionais, e assim!Como se trata de rematadas falsidades, quanto mais propaganda de um mau produto , menos êxito da publicidade! Vai ver. É uma regra dos próprios americanos!Saúde e paciência.
1 - Mais uma conquista preocupanteO pseudo-biblista-bolivarista com laivos de revolucionário prepara-se, conjuntamente com o seu amigo autocrático, para mais uma enorme e preocupante conquista: ter um canal de televisão na América Latina.O canal servirá para o inefável espalhar o evangelho da doutrina populista-retrógrada, como se ela representasse o progresso ao virar da esquina, quando, como se prognostica, significa precisamente o oposto.Os tempos são perigosos e as palavras da irresponsabilidade começam a espalhar-se de forma rápida e sem oposição.Haverá, porventura, melhor meio de propaganda do que um canal televisivo?De parvo é que o inefável nada tem.CMC
Contribuições para a discussão - 1
Ainda do mesmo diário paquistanês, Dawn um texto cheio de pontes, de opiniões e de propostas:
Vale a pena a leitura e assino muito do que ali se diz. Um excerto:
"It is time now to get serious about religion — all religion — and draw a firm line between the real world and the world of dreams. Tony Blair has taken entirely the wrong path. He has appeased, prevaricated and pretended, maybe because he is a man of faith himself, with a Catholic wife who consorts with crystals. But never was it more important to separate the state from all faiths and relegate all religion to the private — but well-regulated — sphere.Instead David Blunkett said he wished he could spread the ethos of religious schools everywhere and Labour has done just that. The 3 per cent of the population who are Muslim may well feel excluded in a country that makes so many special allowances for Christians when slightly more Muslims go to the mosque than Anglicans attend a church once a week"
Vale a pena a leitura e assino muito do que ali se diz. Um excerto:
"It is time now to get serious about religion — all religion — and draw a firm line between the real world and the world of dreams. Tony Blair has taken entirely the wrong path. He has appeased, prevaricated and pretended, maybe because he is a man of faith himself, with a Catholic wife who consorts with crystals. But never was it more important to separate the state from all faiths and relegate all religion to the private — but well-regulated — sphere.Instead David Blunkett said he wished he could spread the ethos of religious schools everywhere and Labour has done just that. The 3 per cent of the population who are Muslim may well feel excluded in a country that makes so many special allowances for Christians when slightly more Muslims go to the mosque than Anglicans attend a church once a week"
A opinião dos outros conta?
O mais internacional dos periódicos on-line paquistaneses, o Dawn tem um editorial preocupado com uma definição internacionalmente aceitável para "Terrorismo".
Sem outro comentário aqui deixo um excerto com um convite à leitura do texto todo.
Lembro que o Pakistão só pode ser considerado, hoje em dia, um amigo dos EUA:
"Both Israel and India have used the US-led war on terror as a cover for their repressive actions. In both cases, the aim is to de-legitimize the freedom struggles of the Palestinian and Kashmiri peoples by branding their fight as terrorism. Those grappling with this issue must know that the UN guarantees the right of self- determination to all peoples. Any definition of terrorism that in principle denies the right to struggle for self-determination violates Chapter One of the UN Charter."
Sem outro comentário aqui deixo um excerto com um convite à leitura do texto todo.
Lembro que o Pakistão só pode ser considerado, hoje em dia, um amigo dos EUA:
"Both Israel and India have used the US-led war on terror as a cover for their repressive actions. In both cases, the aim is to de-legitimize the freedom struggles of the Palestinian and Kashmiri peoples by branding their fight as terrorism. Those grappling with this issue must know that the UN guarantees the right of self- determination to all peoples. Any definition of terrorism that in principle denies the right to struggle for self-determination violates Chapter One of the UN Charter."
terça-feira, julho 26, 2005
As desanventuras de Barroso, o bofe mal passado ou o Comissário horribilis
Quando o Financial Times, indefectível arauto das políticas anglo-saxónicas, globalizantes e implacáveis, se atira como gato a bofe ao Presidente da Comissão Europeia e o joga como bola de bilhar, não será para lhe amenizar as férias no Algarve.
De facto, basta ler a crónica de hoje para perceber que apesar do job ser difícil, ao José falta-lhe jeito onde lhe sobra servilismo.
Dizem que não aparece, anda escondido, faz de yes-man, prepara mal os discursos, leva ralhetes, proibem-no de participar em campanhas, criticam-lhe a composição da Comissão, descrevem-no como um "horror".
Agora não sei que faça: Se o defenda e ele manter-se-ia no lugar a chatear os europeus, ou em alternativa, o ponha na lista dos próximos saltos da prancha e teríamos que o aturar por cá transpirando sapiência política, antes do tempo...
Que me dizem?
De facto, basta ler a crónica de hoje para perceber que apesar do job ser difícil, ao José falta-lhe jeito onde lhe sobra servilismo.
Dizem que não aparece, anda escondido, faz de yes-man, prepara mal os discursos, leva ralhetes, proibem-no de participar em campanhas, criticam-lhe a composição da Comissão, descrevem-no como um "horror".
Agora não sei que faça: Se o defenda e ele manter-se-ia no lugar a chatear os europeus, ou em alternativa, o ponha na lista dos próximos saltos da prancha e teríamos que o aturar por cá transpirando sapiência política, antes do tempo...
Que me dizem?
Quem infiltra quem ?
Cá estou eu de novo com um dilema: Ou acredito nestas notícias, ou nos inflamados repúdios das nossas ONG / OA / Partidos da Terra, contra qualquer coisa que se queira fazer em prol do País. Saltam que nem feras cutucadas e ameaçam com tribunais, medidas cautelares e União Europeia.
Haverá alguma relação, ou sou eu que oiço coisas?
Com a devida vénia do ALERTA EM REDE :
Greenpeace na lista do FBI
Rio, 18/jul/05 – A Agência Estado nos informa hoje que membros da ONG ambientalista Greenpeace e da associação de defesa dos direitos civis American Civil Liberties Union (Aclu) acusaram o FBI de espionagem, por ter reunido milhares de páginas de documentação sobre a atividade das duas organizações. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos reconheceu que o FBI tem em seu poder 2.383 documentos relacionados ao Greenpeace e 1.173 à Aclu. Segundo o FBI, no início do próximo ano os documentos poderão ser avaliados e, assim, poderá ser considerada a possibilidade de divulgação das informações.
[1] O Greenpeace acusou o governo de Bush de ter reunido a documentação como uma forma de espionagem política, o que não deixa de ser no mínimo irônico quando se sabe que o mesmo Greenpeace tem atuado no Brasil como linha auxiliar dos interesses estadunidenses, como ficou cabalmente demonstrado em matéria publicada pela Folha de S. Paulo (11/01/04), revelando que a ONG era fonte dos serviços de informação do Departamento de Estado dos EUA sobre o programa nuclear brasileiro.
[2] Igualmente, convém recordar a denúncia feita no Parlamento russo pelo diretor do Serviço de Segurança Federal (FSB), Nikolai Patrushev, de que os serviços de inteligência estrangeiros utilizam as ONGs para a coleta de informações e a promoção dos interesses de seus países citando, nominalmente, as estadunidenses Peace Corps e o Instituto Republicano Internacional (IRI), uma das organizações que integram a rede da Fundação Nacional para a Democracia (NED), entidade-chave do "Projeto Democracia" estadunidense, o maldisfarçado programa oficial do Governo de Washington para promover a sua versão da "democracia liberal" em todo o planeta. [3]
Haverá alguma relação, ou sou eu que oiço coisas?
Com a devida vénia do ALERTA EM REDE :
Greenpeace na lista do FBI
Rio, 18/jul/05 – A Agência Estado nos informa hoje que membros da ONG ambientalista Greenpeace e da associação de defesa dos direitos civis American Civil Liberties Union (Aclu) acusaram o FBI de espionagem, por ter reunido milhares de páginas de documentação sobre a atividade das duas organizações. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos reconheceu que o FBI tem em seu poder 2.383 documentos relacionados ao Greenpeace e 1.173 à Aclu. Segundo o FBI, no início do próximo ano os documentos poderão ser avaliados e, assim, poderá ser considerada a possibilidade de divulgação das informações.
[1] O Greenpeace acusou o governo de Bush de ter reunido a documentação como uma forma de espionagem política, o que não deixa de ser no mínimo irônico quando se sabe que o mesmo Greenpeace tem atuado no Brasil como linha auxiliar dos interesses estadunidenses, como ficou cabalmente demonstrado em matéria publicada pela Folha de S. Paulo (11/01/04), revelando que a ONG era fonte dos serviços de informação do Departamento de Estado dos EUA sobre o programa nuclear brasileiro.
[2] Igualmente, convém recordar a denúncia feita no Parlamento russo pelo diretor do Serviço de Segurança Federal (FSB), Nikolai Patrushev, de que os serviços de inteligência estrangeiros utilizam as ONGs para a coleta de informações e a promoção dos interesses de seus países citando, nominalmente, as estadunidenses Peace Corps e o Instituto Republicano Internacional (IRI), uma das organizações que integram a rede da Fundação Nacional para a Democracia (NED), entidade-chave do "Projeto Democracia" estadunidense, o maldisfarçado programa oficial do Governo de Washington para promover a sua versão da "democracia liberal" em todo o planeta. [3]
The Neutron Bomb, by Arlo Guthrie
Confesso que me tenho sentido pequenino ao lado destes senhores que blogam em estrangeiro.
Palavra. Eu que tenho as minhas limitações, faço o que posso e quando não sei vou ao dicionário.
Vou pois!
Mas apatece-me copiar um bocado do texto desta canção/balada/poema, dita por um senhor que dá pela graça de Arlo, Arlo Guthrie. Ora leiam e meditem:
The Neutron Bomb
I started thinking about the neutron bomb.
What, somebody don't like it?
No. I mean somebody told me that Reagan was asleep when the planes was happening.
You know I think it's good to have a sleeping president.
That's not a bad idea.
The more he sleeps the safer we are!
(cont)
Gostaram? Agora já posto em estrangeiro e tudo!
Palavra. Eu que tenho as minhas limitações, faço o que posso e quando não sei vou ao dicionário.
Vou pois!
Mas apatece-me copiar um bocado do texto desta canção/balada/poema, dita por um senhor que dá pela graça de Arlo, Arlo Guthrie. Ora leiam e meditem:
The Neutron Bomb
I started thinking about the neutron bomb.
What, somebody don't like it?
No. I mean somebody told me that Reagan was asleep when the planes was happening.
You know I think it's good to have a sleeping president.
That's not a bad idea.
The more he sleeps the safer we are!
(cont)
Gostaram? Agora já posto em estrangeiro e tudo!
O TG Vota ?
Sei, compreendo este impulso irreprimível de chegar ao Porto em menos 28 minutos do que actualmente.
Mas que o Ministro da Economia dê este espectáculo de nos oferecer como razão para esta obra o facto de em Espanha já haver e nós não podermos ficar atrás, é que me parece uma vergonha de argumento. Julgava eu que para um economista os investimentos eram todos movidos a "fisibility studies", a rácios de investimento x benefício. E que este, dado carácter estrurante, envolveria ainda estudos de viabilidade económica, de retorno ao investimento, directo e indirecto, de impacto ambiental, de estudo alargado de alternativas e de redimensionamento temporal. Dos métodos de construção. Da análise do método de Perth. Do custo directo e indirecto, da segurança dos trabalhadores, etc, etc, etc.
Não senhor. O método é a inveja pura e dura !
A galinha gorda da vizinha !
Ou então a razão é outra: O TG Vota ?
Hei-de voltar a isto !
Mas que o Ministro da Economia dê este espectáculo de nos oferecer como razão para esta obra o facto de em Espanha já haver e nós não podermos ficar atrás, é que me parece uma vergonha de argumento. Julgava eu que para um economista os investimentos eram todos movidos a "fisibility studies", a rácios de investimento x benefício. E que este, dado carácter estrurante, envolveria ainda estudos de viabilidade económica, de retorno ao investimento, directo e indirecto, de impacto ambiental, de estudo alargado de alternativas e de redimensionamento temporal. Dos métodos de construção. Da análise do método de Perth. Do custo directo e indirecto, da segurança dos trabalhadores, etc, etc, etc.
Não senhor. O método é a inveja pura e dura !
A galinha gorda da vizinha !
Ou então a razão é outra: O TG Vota ?
Hei-de voltar a isto !
Oito balas para um mistério, by Tony Blair
Excelente começo!
Um tipo de cor escura ( segundo o Público de hoje, citando o venerado The Times, e o meu post de ontem ), sai de casa já vigiada pela polícia que estava ali só para vigiar, mais nada, e sem suspeitar de coisa alguma, vestido com uma gabardina pro largo - que andava magro - vai apanhar o bus.
Quem é que já viu chover em Londres? Gabardinas é coisa rara digna de árabes e de outras sub-espécies!
Na mochilita a boia fria e no bolso a próxima sandes.
Já dentro do bus, os polícias que o seguiram contactam a central e informam que afinal este não é nenhum dos quatro procurados embora a cor não ajude! Tão a ver?
Que nada, devem segui-lo não vá dar-se o caso de, dada a cor o suspeito(?) querer andar também de metro. Roger and out!
E não é que o homem vai mesmo para o metro? E que como milhares de pessoas, todos os dias, saltam os torniquetes para não pagar bilhete?!
Já avisada, outra brigada, igualmente à civil, desata aos gritos e inicia uma perseguição de armas em punho!
Depois, já se sabe, o suspeito tornou-se presunto. Havia entrado numa carruagem de metro numa paragem de metro quando as portas estavam abertas! Indícios bastantes:
Oito balas na cabeça, à queima roupa!
Veio-me à lembrança o adágio do Transvaal :Branco quando corre é atleta, preto é ladrâo!
Um tipo de cor escura ( segundo o Público de hoje, citando o venerado The Times, e o meu post de ontem ), sai de casa já vigiada pela polícia que estava ali só para vigiar, mais nada, e sem suspeitar de coisa alguma, vestido com uma gabardina pro largo - que andava magro - vai apanhar o bus.
Quem é que já viu chover em Londres? Gabardinas é coisa rara digna de árabes e de outras sub-espécies!
Na mochilita a boia fria e no bolso a próxima sandes.
Já dentro do bus, os polícias que o seguiram contactam a central e informam que afinal este não é nenhum dos quatro procurados embora a cor não ajude! Tão a ver?
Que nada, devem segui-lo não vá dar-se o caso de, dada a cor o suspeito(?) querer andar também de metro. Roger and out!
E não é que o homem vai mesmo para o metro? E que como milhares de pessoas, todos os dias, saltam os torniquetes para não pagar bilhete?!
Já avisada, outra brigada, igualmente à civil, desata aos gritos e inicia uma perseguição de armas em punho!
Depois, já se sabe, o suspeito tornou-se presunto. Havia entrado numa carruagem de metro numa paragem de metro quando as portas estavam abertas! Indícios bastantes:
Oito balas na cabeça, à queima roupa!
Veio-me à lembrança o adágio do Transvaal :Branco quando corre é atleta, preto é ladrâo!
Projecto de férias
Vou de férias no princípio de Agosto e tenham paciência, levo a prancha comigo!
É para dar uns saltos para a água!
Também, sem mim, ficava aí paradona!
É para dar uns saltos para a água!
Também, sem mim, ficava aí paradona!
O balão sonda e o desespero
Isto prometia ser um passeio na avenida. Vinha aí um senhor que entre esgares e gaguejos, citações livrescas e de economia bacoca, se propunha, melhor, fazia-nos o favor de vir meter na ordem tudo e todos.
Era aguardado pelos melhores filhos das mais ilustres famílias de investidores no estrangeiro e de remetentes das fortunas que ainda por cá restam para lhe fazerem a festa de homenagem merecida.
É que o tal Sr. Prof. Cavaco tem curriculo: foi 1º ministro durante 8 anos, preparou a maior confusão nas contas públicas, organizou um deficit prospectivo que ainda se reflecte em muitos aspectos da vida económica do País.
Mas, horror dos horrores, não é que se levanta, qual adamastor dos nossos tempos, a figura mais arredondada de Mário Soares?
Não foi preciso o interessado confirmar nada, bastou que a nuvem pairasse, que o balão subisse, que alguém viesse dizer que "MS estaria a considerar, e tal e coisa ", para que se levantasse a gritaria, a histeria e o terror se instalasse, pior que em Londres.
O PSD até está preocupado não vá esta candidatura dividir o PS por dentro. Visão de horror!
O PP, esse então, quer um economista na PR. Para que é que será?
Deram a prova que faltava: O candidato certo de toda a esquerda e do centro é mesmo o Dr. Mário Soares ! Fish!
Era aguardado pelos melhores filhos das mais ilustres famílias de investidores no estrangeiro e de remetentes das fortunas que ainda por cá restam para lhe fazerem a festa de homenagem merecida.
É que o tal Sr. Prof. Cavaco tem curriculo: foi 1º ministro durante 8 anos, preparou a maior confusão nas contas públicas, organizou um deficit prospectivo que ainda se reflecte em muitos aspectos da vida económica do País.
Mas, horror dos horrores, não é que se levanta, qual adamastor dos nossos tempos, a figura mais arredondada de Mário Soares?
Não foi preciso o interessado confirmar nada, bastou que a nuvem pairasse, que o balão subisse, que alguém viesse dizer que "MS estaria a considerar, e tal e coisa ", para que se levantasse a gritaria, a histeria e o terror se instalasse, pior que em Londres.
O PSD até está preocupado não vá esta candidatura dividir o PS por dentro. Visão de horror!
O PP, esse então, quer um economista na PR. Para que é que será?
Deram a prova que faltava: O candidato certo de toda a esquerda e do centro é mesmo o Dr. Mário Soares ! Fish!
Subscrever:
Mensagens (Atom)