Diz o Expresso que o Cavaco Silva apoia o Belmiro de Azevedo.
Acho bem!
Primeiro, porque o Cavaco Silva já apoiou outros menos qualificados.
Querem ver?
Apoiou o Gen. Spínola e até foi ao funeral que me lembre
Apoiou o Valentim
Apoiou o Lara da censura. Apoiou, sim senhor!
Apoiou o G Bush
Apoiou o Santana e o Durão
Apoiou... fartou-se de apoiar!
Depois, era chegada a hora de apoiar o Belmiro que inventou as mercearias grandes e que, tal como ele, é responsável pelo desaparecimento de significativa parte da pequena e média empresa em Portugal, nos últimos 25 anos!
À minha micro-empresa, pediu ele vários milhares de contos adiantados para colocar, à venda, em regime de consignação, os meus produtos.
Estava certo. Era para todas as suas mercearias. Se vendesse tudo bem. Se não vendesse devolvia. A mercadoria, claro. Os milhares de contos, esses, não voltavam, tinham sido apoio.
Não fizemos o negócio e não lhe pude dar apoio.
Com o Cavaco Silva, já o caso é diferente. Pode dar-lhe apoio que a mercadoria não vai ser devolvida. Não pode. É de contrafacção !
É a democracia do faz-de-conta. E do vale-tudo!
domingo, agosto 28, 2005
Mata,mata!
Hoje há 6 toiros 6 em Barrancos.
Sob a capa da tradição vai dar-se largas a uma das mais degradantes formas de tortura. essa sim, tradicional!
Uns carrascos travestidos de sacerdotes dessa fé, dando ares de corajosos, mas jogando com os animais um jogo previamente viciado e cobardemente ensaiado.
Claro que a bestialidade em Barrancos não é uma prioridade num País no estado do nosso. É verdade!
Mas para os saudosos do antigamente tenho uma proposta irrecusável:
Não haveria também a hipótese de reinstalar o poder do Marcelo Caetano/União Nacional, aí num lugarejo tipo Barrancos e voltar a por tudo como dantes? Com GNR de polainas, Pides de gabardina, pároco temente a Deus e às autoridades, bufos na taberna, reguadas nas escolas, salário da época, latifundiários a arrematar trabalho eventual voluntário, tornado obrigatório?Muito analfabetismo. sem médico nem remédios, electricidade ou água potável.
Sem vacinas e muitas procissões.
Iam ver como, fruto da tradição, se desenvolvia o turismo e lá voltavam, aos molhos, esses saudosistas do fascismo, dos reis e das touradas! Um regabofe!
Depois, um dia, era só soltar os touros. A sério! Sem serem embolados. Sem serem sangrados previamente. Ou dopados. Sem barreiras de madeira ou escapatória.
Um mano a mano autêntico! Não é essa autenticidade que choram, perdida?
Sob a capa da tradição vai dar-se largas a uma das mais degradantes formas de tortura. essa sim, tradicional!
Uns carrascos travestidos de sacerdotes dessa fé, dando ares de corajosos, mas jogando com os animais um jogo previamente viciado e cobardemente ensaiado.
Claro que a bestialidade em Barrancos não é uma prioridade num País no estado do nosso. É verdade!
Mas para os saudosos do antigamente tenho uma proposta irrecusável:
Não haveria também a hipótese de reinstalar o poder do Marcelo Caetano/União Nacional, aí num lugarejo tipo Barrancos e voltar a por tudo como dantes? Com GNR de polainas, Pides de gabardina, pároco temente a Deus e às autoridades, bufos na taberna, reguadas nas escolas, salário da época, latifundiários a arrematar trabalho eventual voluntário, tornado obrigatório?Muito analfabetismo. sem médico nem remédios, electricidade ou água potável.
Sem vacinas e muitas procissões.
Iam ver como, fruto da tradição, se desenvolvia o turismo e lá voltavam, aos molhos, esses saudosistas do fascismo, dos reis e das touradas! Um regabofe!
Depois, um dia, era só soltar os touros. A sério! Sem serem embolados. Sem serem sangrados previamente. Ou dopados. Sem barreiras de madeira ou escapatória.
Um mano a mano autêntico! Não é essa autenticidade que choram, perdida?
A Higiene Pública e a saúde naval
Tenho seguido com o mesmo estômago fraco os desempenhos públicos, e o que deles resulta, do vice-presidente da CMPorto e do AJJardim.
O mesmo se passa com o Isaltino e com o Major Loureiro.
Parece um concurso de obscenidades.
Cada um deles a superar o nosso espanto e indignação!
Desculpem, mas dada a minha condição de marujo com responsabilidades neste navio, aqui declaro que por higiene pública, e para saúde dos que viajam, não os cito. Não os comento.
Vomito da amurada!
O mesmo se passa com o Isaltino e com o Major Loureiro.
Parece um concurso de obscenidades.
Cada um deles a superar o nosso espanto e indignação!
Desculpem, mas dada a minha condição de marujo com responsabilidades neste navio, aqui declaro que por higiene pública, e para saúde dos que viajam, não os cito. Não os comento.
Vomito da amurada!
Lá se foi uma pérola, perdão um poema!
Numa comunicação a empresários e num apelo ao investimento, Sócrates citou , esta semana, um excerto de um poema de Sá-Carneiro:“Um pouco mais de sol - eu era brasa.Um pouco mais de azul - eu era além”.
E pedia assim aos investidores que acreditassem no País e renovassem investimentos.
Não sei se lhe deram ouvidos. Sei que um primeiro-ministro que cita poetas é bem melhor do que aquele que profere bacoradas, mastigando bolo-rei!
Aqui fica o Poema:
“Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num grande mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quase vivido...
Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!
De tudo houve um começo ... e tudo errou...-
Ai a dor de ser - quase, dor sem fim...
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se enlaçou mas não voou...
Momentos de alma que, desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas que não fixei...
Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...
Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...
Um pouco mais de sol - e fora brasa
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém... “
Parece no entanto que esta citação que procura ilustrar um apelo não agrada à pureza da Joana Amaral Dias dos "bichos-carpinteiros" que considera a citação pouco reflectida e fora do contexto. E, claro, toda a trupe de comentadores de serviço que só têm por função deitar a baixo, destruir. Esses fazem parte dos que têm dores de dentes psicológicas e inveja galopante.
Não desesperem que temos prancha e mar de sobra
Bom! Estamos evoluir! Então já não são as políticas que são más, já não é responsável por o petróleo estar mais caro, pela deslocalização das empresas? Agora são as citações que são mal escolhidas para o momento.
Agora é o Mário Sá Carneiro que que é errático e infelizmente pouco credível. Valha-a Deus!
Talvez um lugarzito de assistente para as citações apropriadas, ACA para os iniciados! e tudo havia de melhorar.
Não seria melhor perguntar-se se os investidores portugueses estão a investir no País ou no estrangeiro?
Se, por acaso, a velha citação das pérolas e dos porcos não teria aqui algum lugar?
Vá lá, um esforço: Como naquelas associações beneficentes, escoteiros e assim: Vamos gostar hoje e todos os próximos dias, um bocadinho, de Portugal?
Valeu?
E pedia assim aos investidores que acreditassem no País e renovassem investimentos.
Não sei se lhe deram ouvidos. Sei que um primeiro-ministro que cita poetas é bem melhor do que aquele que profere bacoradas, mastigando bolo-rei!
Aqui fica o Poema:
“Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num grande mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quase vivido...
Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!
De tudo houve um começo ... e tudo errou...-
Ai a dor de ser - quase, dor sem fim...
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se enlaçou mas não voou...
Momentos de alma que, desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas que não fixei...
Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...
Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...
Um pouco mais de sol - e fora brasa
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém... “
Parece no entanto que esta citação que procura ilustrar um apelo não agrada à pureza da Joana Amaral Dias dos "bichos-carpinteiros" que considera a citação pouco reflectida e fora do contexto. E, claro, toda a trupe de comentadores de serviço que só têm por função deitar a baixo, destruir. Esses fazem parte dos que têm dores de dentes psicológicas e inveja galopante.
Não desesperem que temos prancha e mar de sobra
Bom! Estamos evoluir! Então já não são as políticas que são más, já não é responsável por o petróleo estar mais caro, pela deslocalização das empresas? Agora são as citações que são mal escolhidas para o momento.
Agora é o Mário Sá Carneiro que que é errático e infelizmente pouco credível. Valha-a Deus!
Talvez um lugarzito de assistente para as citações apropriadas, ACA para os iniciados! e tudo havia de melhorar.
Não seria melhor perguntar-se se os investidores portugueses estão a investir no País ou no estrangeiro?
Se, por acaso, a velha citação das pérolas e dos porcos não teria aqui algum lugar?
Vá lá, um esforço: Como naquelas associações beneficentes, escoteiros e assim: Vamos gostar hoje e todos os próximos dias, um bocadinho, de Portugal?
Valeu?
sábado, agosto 27, 2005
São os incêndios, estúpidos! Os incêndios!
O JPP, no seu "abrupto", tem-se desdobrado em esforços para aumentar o fumo dos incêndios e, acompanhado dos comentadores que ele próprio escolhe, uns tais Ricardo Prata, C. Medina Ribeiro, António Carrilho, SMF e agora rufam já outros tambores esforçados ecos da sanha anti-tudo no "mar salgado" onde o delírio anti-socialista e anti-tudo lhes engrola os argumentos e lhes turva a já fraca vista.
Parecem até psicóticos em busca das próprias sombras.
Se tiverem estômago passem por lá. Vejam como, e até onde se chega, para ao mesmo tempo que se puxa por livros escolares do tempo do salazarismo, se desanca no actual governo e no PR.
O JPP e os seus "comentadores" sabem bem quem eucaliptou o País, quando e quem pinheirou quase tudo.
Claro que conhecem os grandes benefícios que o regime salazarista trouxe ao desenvolvimento e progressos rurais.
Como, naquele tempo, as populações eram mantidas, até com recurso à igreja, na maior obscuridade e como a sacrossanta propriedade e regime de exploração rural era mantido pela força em todo o País.
Também não desconhecem que até há bem pouco tempo os proprietários rurais sobreviveram num regime de exploração medieval do tipo "foros" e de verdadeiros servos agrícolas.
Conheci isso, de perto, na região de Coimbra/ Lousã há apenas 30/40 anos!
Deviam saber que em Portugal, mercê da exploração colonial, isso sim!, foi possível manter o País no maior atraso e que aqui nunca se fez a chamada revolução agrícola et pour cause, a industrial! O colonialismo teve destas coisas. Atrasou-nos e reduziu irremediavelmente à miséria milhões de seres humanos por esse mundo fora, séculos a fio!
Mas qual?! Aqueles senhores acham que os responsáveis são, por esta ordem:
- Os governos socialistas, incluindo o actual, que deve ter organizado a seca, a incúria das populações, o abandono das terras e os fogos postos!
- O actual Presidente da República que não pode apelar a nada, especialmente se isso puder inquietar algum proprietário mesmo que tenha 80 anos e já nem seja capaz de depenar uma galinha!
- A legislação que não é aplicada há décadas, em todos os aspectos da vida nacional, com evidentes culpas deste governo que já lá está há seis meses e só pode ter mandado apagar os fogos.
- O Estado, que somos todos nós, pagantes de impostos e que vimos, desde o 25 de Abril, os governos da direita a pregarem a favor da santa propriedade privada, das privatizações e das negociatas com aquilo que pode dar lucro imediato e olhando para o lado quando no Verão o País ía ardendo.
- O rendimento mínimo de inserção ou o garantido ! É verdade! E a estagnação comunista! Deve ser culpa deste governo tudo o que se passa por esse mundo fora. Mais o preço do barril, o terrorismo e os preços dos produtos chineses.
É quase patética esta tentativa de responsabilizar o rendimento mínimo de inserção/ ou garantido, como desejar o JPP e o FNV, pelo abandono do meio rural, pela desertificação do interior e pelos fogos. Se o ridículo queimasse, o FNV e mais estes comentadores em busca do tempo perdido, estariam reduzidos e cinzas. Esses "pequenos proprietários" queriam o quê? Continuar a pagar salários de miséria por trabalho braçal de grande dureza e completamente desprovido de protecção ou de futuro? O povo foi-se embora? Não trabalha mais para eles? Ingrato esse povo. Aliás o Salazar por alguma razão proibia a emigração. Um bocadinho de bom senso e de vergonha podia evitar que se continuassem a vender balelas socias e fantasias políticas para justificarem as saudades do antigamente!Mas essa da "estagnação comunista" é uma pérola digna das que saiem, entre vapores, pela boca fora do vosso AJJardim!
Se me sobrar um bocadito de tempo, vou actualizar a minha lista de espera para os saltos para a água!
Há montes de candidatos afogueados e a precisar de arrefecer as ideias!
Parecem até psicóticos em busca das próprias sombras.
Se tiverem estômago passem por lá. Vejam como, e até onde se chega, para ao mesmo tempo que se puxa por livros escolares do tempo do salazarismo, se desanca no actual governo e no PR.
O JPP e os seus "comentadores" sabem bem quem eucaliptou o País, quando e quem pinheirou quase tudo.
Claro que conhecem os grandes benefícios que o regime salazarista trouxe ao desenvolvimento e progressos rurais.
Como, naquele tempo, as populações eram mantidas, até com recurso à igreja, na maior obscuridade e como a sacrossanta propriedade e regime de exploração rural era mantido pela força em todo o País.
Também não desconhecem que até há bem pouco tempo os proprietários rurais sobreviveram num regime de exploração medieval do tipo "foros" e de verdadeiros servos agrícolas.
Conheci isso, de perto, na região de Coimbra/ Lousã há apenas 30/40 anos!
Deviam saber que em Portugal, mercê da exploração colonial, isso sim!, foi possível manter o País no maior atraso e que aqui nunca se fez a chamada revolução agrícola et pour cause, a industrial! O colonialismo teve destas coisas. Atrasou-nos e reduziu irremediavelmente à miséria milhões de seres humanos por esse mundo fora, séculos a fio!
Mas qual?! Aqueles senhores acham que os responsáveis são, por esta ordem:
- Os governos socialistas, incluindo o actual, que deve ter organizado a seca, a incúria das populações, o abandono das terras e os fogos postos!
- O actual Presidente da República que não pode apelar a nada, especialmente se isso puder inquietar algum proprietário mesmo que tenha 80 anos e já nem seja capaz de depenar uma galinha!
- A legislação que não é aplicada há décadas, em todos os aspectos da vida nacional, com evidentes culpas deste governo que já lá está há seis meses e só pode ter mandado apagar os fogos.
- O Estado, que somos todos nós, pagantes de impostos e que vimos, desde o 25 de Abril, os governos da direita a pregarem a favor da santa propriedade privada, das privatizações e das negociatas com aquilo que pode dar lucro imediato e olhando para o lado quando no Verão o País ía ardendo.
- O rendimento mínimo de inserção ou o garantido ! É verdade! E a estagnação comunista! Deve ser culpa deste governo tudo o que se passa por esse mundo fora. Mais o preço do barril, o terrorismo e os preços dos produtos chineses.
É quase patética esta tentativa de responsabilizar o rendimento mínimo de inserção/ ou garantido, como desejar o JPP e o FNV, pelo abandono do meio rural, pela desertificação do interior e pelos fogos. Se o ridículo queimasse, o FNV e mais estes comentadores em busca do tempo perdido, estariam reduzidos e cinzas. Esses "pequenos proprietários" queriam o quê? Continuar a pagar salários de miséria por trabalho braçal de grande dureza e completamente desprovido de protecção ou de futuro? O povo foi-se embora? Não trabalha mais para eles? Ingrato esse povo. Aliás o Salazar por alguma razão proibia a emigração. Um bocadinho de bom senso e de vergonha podia evitar que se continuassem a vender balelas socias e fantasias políticas para justificarem as saudades do antigamente!Mas essa da "estagnação comunista" é uma pérola digna das que saiem, entre vapores, pela boca fora do vosso AJJardim!
Se me sobrar um bocadito de tempo, vou actualizar a minha lista de espera para os saltos para a água!
Há montes de candidatos afogueados e a precisar de arrefecer as ideias!
sexta-feira, agosto 26, 2005
FOLEIRO E CASTO
Descaradamente roubado do Renas e Veados e, a seu crédito, um bocadinho do post que merece ser lido com aplausos!:
Temo-nos aqui esquecido de referir as acções do novo cabecilha do CDS, sabem quem é? É aquele partido fundado pelo ministro dos negócios estrangeiros, e pronto, tem agora um novo número 1 (ao todo são 12), Ribeiro e Castro (o "e" é para parecerem mais, mas são mesmo 12, contei-os duas vezes). O senhor está agora por aí nuns cartazes a dizer "De novo a seu lado.", e lá me esforcei por lembrar quando tinha sido a última vez que isso tinha acontecido, e não consegui mesmo lembrar. Só pode portanto ter sido num desses lugares de má fama onde não se consegue ver quem está ao lado ou num desses momentos menos dignificantes em que a bebida nos tolhe a vista, melhor nem tentar imaginar a situação...
Temo-nos aqui esquecido de referir as acções do novo cabecilha do CDS, sabem quem é? É aquele partido fundado pelo ministro dos negócios estrangeiros, e pronto, tem agora um novo número 1 (ao todo são 12), Ribeiro e Castro (o "e" é para parecerem mais, mas são mesmo 12, contei-os duas vezes). O senhor está agora por aí nuns cartazes a dizer "De novo a seu lado.", e lá me esforcei por lembrar quando tinha sido a última vez que isso tinha acontecido, e não consegui mesmo lembrar. Só pode portanto ter sido num desses lugares de má fama onde não se consegue ver quem está ao lado ou num desses momentos menos dignificantes em que a bebida nos tolhe a vista, melhor nem tentar imaginar a situação...
quinta-feira, agosto 25, 2005
A Novíssima Constituição do Iraque - 2
Não seria preciso ser muito avisado para desconfiar aqui há meses que esta Constituição seria grata, veneranda e obrigada, ao Islão.
Teria sido, isso sim, um número de magia advinhar que este documento não tivesse uma linha, uma palavra, uma vírgula, sobre o facto do Iraque estar ocupado militarmente por mais de 400.000 soldados de vinte Países e completamente cercado pela mais poderosa máquina naval jamais vista. Que para além dos soldados referidos há ainda um número, nunca tornado público, de mercenários e de "empresas" de segurança contratadas entre os mais ferozes do mundo e para as tarefas mais sujas e degradantes.
Mas é preciso ser ingénuo para acreditar na remota possibilidade de alguma vez ser possível misturar uns princípios de democracia com um estado islamita. Quando é que isso aconteceu? Onde?
Basta ler agora os Artigos 1 e 2 e suas alíneas para verificarmos que estamos não no Iraque mas no reino da fantasia e do faz de conta:
August 24, 2005
Text of the Draft Iraqi Constitution
By THE ASSOCIATED PRESS
The complete text of the draft Iraqi Constitution, as translated from the Arabic by The Associated Press:
PREAMBLE
We the sons of Mesopotamia, land of the prophets, resting place of the holy imams, the leaders of civilization and the creators of the alphabet, the cradle of arithmetic: on our land, the first law put in place by mankind was written; in our nation, the most noble era of justice in the politics of nations was laid down; on our soil, the followers of the prophet and the saints prayed, the philosophers and the scientists theorized and the writers and poets created
.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
CHAPTER ONE: BASIC PRINCIPLES
Article (1): The Republic of Iraq is an independent, sovereign nation, and the system of rule in it is a democratic, federal, representative (parliamentary) republic.
Article (2):
1st -- Islam is the official religion of the state and is a basic source of legislation:
(a) No law can be passed that contradicts the fixed principles of Islam.
(b) No law can be passed that contradicts the principles of democracy.
(c) No law can be passed that contradicts the rights and basic freedoms outlined in this constitution.
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
Mas não carece de originalidade já que, em quase todos os seus artigos, visa combater o terrorismo qualquer que ele seja, por todas as formas e meios.
Por um lado dá ideia que andaram a copiar do caderno do lado, por outro, não se parece com um programa político. É mais uma declaração de polícia!
Ou me engano muito ou vou ter de exportar pranchas para vários locais. Custa-me. Sou-lhes afeiçoado!
Teria sido, isso sim, um número de magia advinhar que este documento não tivesse uma linha, uma palavra, uma vírgula, sobre o facto do Iraque estar ocupado militarmente por mais de 400.000 soldados de vinte Países e completamente cercado pela mais poderosa máquina naval jamais vista. Que para além dos soldados referidos há ainda um número, nunca tornado público, de mercenários e de "empresas" de segurança contratadas entre os mais ferozes do mundo e para as tarefas mais sujas e degradantes.
Mas é preciso ser ingénuo para acreditar na remota possibilidade de alguma vez ser possível misturar uns princípios de democracia com um estado islamita. Quando é que isso aconteceu? Onde?
Basta ler agora os Artigos 1 e 2 e suas alíneas para verificarmos que estamos não no Iraque mas no reino da fantasia e do faz de conta:
August 24, 2005
Text of the Draft Iraqi Constitution
By THE ASSOCIATED PRESS
The complete text of the draft Iraqi Constitution, as translated from the Arabic by The Associated Press:
PREAMBLE
We the sons of Mesopotamia, land of the prophets, resting place of the holy imams, the leaders of civilization and the creators of the alphabet, the cradle of arithmetic: on our land, the first law put in place by mankind was written; in our nation, the most noble era of justice in the politics of nations was laid down; on our soil, the followers of the prophet and the saints prayed, the philosophers and the scientists theorized and the writers and poets created
.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
CHAPTER ONE: BASIC PRINCIPLES
Article (1): The Republic of Iraq is an independent, sovereign nation, and the system of rule in it is a democratic, federal, representative (parliamentary) republic.
Article (2):
1st -- Islam is the official religion of the state and is a basic source of legislation:
(a) No law can be passed that contradicts the fixed principles of Islam.
(b) No law can be passed that contradicts the principles of democracy.
(c) No law can be passed that contradicts the rights and basic freedoms outlined in this constitution.
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
Mas não carece de originalidade já que, em quase todos os seus artigos, visa combater o terrorismo qualquer que ele seja, por todas as formas e meios.
Por um lado dá ideia que andaram a copiar do caderno do lado, por outro, não se parece com um programa político. É mais uma declaração de polícia!
Ou me engano muito ou vou ter de exportar pranchas para vários locais. Custa-me. Sou-lhes afeiçoado!
Afinal a religião e o petróleo são miscíveis!
“You know, I don't know about this doctrine of assassination, but if he thinks we're trying to assassinate him, I think that we really ought to go ahead and do it “
Pat Robertson
O famoso tele-evangelista Pat-Robertson , alto dignitário da teocracia que se apoderou do poder na América e que através dos muitos Institutos e poderosos meios de comunicação deixou cair a máscara, agora acha conveniente que os EUA devam assassinar um Presidente ( mais um) eleito livremente num outro País livre e independente, a Venezuela.
Para além das questões de ordem e da ordem internacional, levantam-se outras pontas deste problema mais vasto e que é o desenfreado uso da religião para fazer política . E da mais reles e ordinária, diga-se!
Então os talibans e os aihatolas não eram acusados de fazer isso mesmo?
Desenganem-se aqueles que inocentemente pensavam que a religião era para orar a um deus! Ou para espalhar a paz entre os homens!
Tem sido, sempre, para justificar todos os crimes e, em nome dos variados deuses, perpetuar no poder uma classe, uma clique, uns déspotas!
Há uns tempos atrás escrevi aqui que o Chavez ainda não tinha um bloqueio em cima porque tinha petróleo para vender aos EUA. Acertei.
Leia mais na bbc.co.uk
quarta-feira, agosto 24, 2005
O Sal da vida e as leituras de GWBush
Com o devido crédito ao autor de "Salt", Mark Kurlansky, e ao The Guardian Unlimited, aproveito este período de férias, quase acabadas para muitos, para meter esta pulga atrás da orelha.
O texto vale bem a pena e acredito que fica melhor no original que na minha tradução que só podia ser perdoada porque não passaria duma tentativa:
Hope you like my book, Mr Bush
O texto vale bem a pena e acredito que fica melhor no original que na minha tradução que só podia ser perdoada porque não passaria duma tentativa:
Hope you like my book, Mr Bush
Mark Kurlansky Tuesday August 23, 2005
The white stuff: Salt has made this year's presidential beach reading list
What does it mean that George W Bush, a man who has demonstrated little ability for reflection, who is known to read no newspapers and whose headlong charge into disaster after cataclysm has shown a complete ignorance of history, who wants to throw out centuries of scientific learning and replace it with mythical mumbo-jumbo that he mistakenly calls religion, who preaches Christianity but seems to have never read the teachings of the great anti-war activist, Jesus Christ, is now spending his vacation reading my book, Salt: A World History?
Reading the White House propaganda about what a serious reader he is, choosing books of depth rather than beach reads, it occurred to me that this may be an entirely staff-manufactured hoax, designed to give the president the appearance of having an intellectual depth he clearly lacks. But Warren Vieth, a White House correspondent for the Los Angeles Times, who, bored to the brink of madness in Crawford, Texas where the president was vacationing while the world exploded, interviewed me last week. He assured me that Bush reads books and discusses them in a way that makes clear he has truly read them.
So why was Bush reading Salt, and what could he get out of it? Perhaps, if he did pick it himself, it was because he was once in the Texas oil business that began in 1901 when Patillo Higgins and Anthony Lucas ignored the advice of geologists and drilled around a Texas salt dome called Spindletop.
In many ways, oil replaced salt. Before the age of petroleum, geology was largely dedicated to understanding and locating salt. The technology of drilling rigs and wells was primarily about salt. Because only salted food could be traded, it was the basis of economies. Because armies and navies needed it for provisions and to maintain horses and it was the only known way to cauterise a wound, it was considered strategic. Alliances were formed and wars were fought over it. Several revolutions erupted in part over excessive salt taxes. Queen Elizabeth I had warned England of its dangerous dependence on foreign sea salt.
All of this furore over common salt seems a little silly today. I hope Bush, with his interest in history, will realise that, in time, the fights over oil will look equally foolish. Could this lead to his abandoning his Texas cronies, realising oil is not worth hundreds of thousands of lives in Iraq, and that government has the ability to foster research and develop existing technology to move the world away from oil?
Doubtless, after this happens the political leaders of the world will be ready to kill for the next big thing. So maybe he should put my book down, walk outside and talk to the grieving mothers of the American youth he wasted, who are camped in front of the ranch.
The white stuff: Salt has made this year's presidential beach reading list
What does it mean that George W Bush, a man who has demonstrated little ability for reflection, who is known to read no newspapers and whose headlong charge into disaster after cataclysm has shown a complete ignorance of history, who wants to throw out centuries of scientific learning and replace it with mythical mumbo-jumbo that he mistakenly calls religion, who preaches Christianity but seems to have never read the teachings of the great anti-war activist, Jesus Christ, is now spending his vacation reading my book, Salt: A World History?
Reading the White House propaganda about what a serious reader he is, choosing books of depth rather than beach reads, it occurred to me that this may be an entirely staff-manufactured hoax, designed to give the president the appearance of having an intellectual depth he clearly lacks. But Warren Vieth, a White House correspondent for the Los Angeles Times, who, bored to the brink of madness in Crawford, Texas where the president was vacationing while the world exploded, interviewed me last week. He assured me that Bush reads books and discusses them in a way that makes clear he has truly read them.
So why was Bush reading Salt, and what could he get out of it? Perhaps, if he did pick it himself, it was because he was once in the Texas oil business that began in 1901 when Patillo Higgins and Anthony Lucas ignored the advice of geologists and drilled around a Texas salt dome called Spindletop.
In many ways, oil replaced salt. Before the age of petroleum, geology was largely dedicated to understanding and locating salt. The technology of drilling rigs and wells was primarily about salt. Because only salted food could be traded, it was the basis of economies. Because armies and navies needed it for provisions and to maintain horses and it was the only known way to cauterise a wound, it was considered strategic. Alliances were formed and wars were fought over it. Several revolutions erupted in part over excessive salt taxes. Queen Elizabeth I had warned England of its dangerous dependence on foreign sea salt.
All of this furore over common salt seems a little silly today. I hope Bush, with his interest in history, will realise that, in time, the fights over oil will look equally foolish. Could this lead to his abandoning his Texas cronies, realising oil is not worth hundreds of thousands of lives in Iraq, and that government has the ability to foster research and develop existing technology to move the world away from oil?
Doubtless, after this happens the political leaders of the world will be ready to kill for the next big thing. So maybe he should put my book down, walk outside and talk to the grieving mothers of the American youth he wasted, who are camped in front of the ranch.
Volto às recordações porque tudo arde
Visto que a minha procuração para defesa do Dr. Mário Soares, dos membros da Assembleia da República, de cada Presidente de Autarquia e dos maiores partidos, está em vias de expirar, regresso por momentos às recordações de um tempo mais despreocupado e revisito as minhas memórias, antes que tudo arda:
Volto em pensamento, regularmente, a Coimbra, a Miranda e à Lousã.
Ao Senhor da Serra, a Olho Marinho, ao Trevim,
Era tudo verde e para a vista se perder. Havia futuro em cada sombra. Em cada sombra um convite.
Oiço afinal que tudo ardeu.
Não ficou mesmo nada?
É pena que tenha de ser assim.
Merecíamos a oportunidade de colocar o braço no ombro do horizonte, na cintura da serra, e de trazer um bocado de verde connosco!
Volto em pensamento, regularmente, a Coimbra, a Miranda e à Lousã.
Ao Senhor da Serra, a Olho Marinho, ao Trevim,
Era tudo verde e para a vista se perder. Havia futuro em cada sombra. Em cada sombra um convite.
Oiço afinal que tudo ardeu.
Não ficou mesmo nada?
É pena que tenha de ser assim.
Merecíamos a oportunidade de colocar o braço no ombro do horizonte, na cintura da serra, e de trazer um bocado de verde connosco!
segunda-feira, agosto 22, 2005
Carta aberta ao futuro primeiro-ministro de Portugal, o PQP e Filipe II
Visto que daqui as notícias chegam aí com atraso, dirijo-me já a V.Exa. e não ao seu antecessor, sem medo de errar muito!
É a V.Exa que falo no intuito de o felicitar pelo seu novo cargo e para o avisar das razões porque o seu anterior colega foi outro que partiu sem nos deixar saudades.
Nem quero falar de promessas eleitorais que sem elas quem é que seria eleito?, não senhor, não se trata disso!
Desejo isso sim apelar para que V.Exa se filie no novo partido que acabo de formar. O PQP- Pró Qué Preciso
Tá a ver?
É assim a modos de um Partido todo novo destinado a fazer o que é preciso neste País.
Digamos que praticamente desde a fundação da nacionalidade, acto maior e do mais profundo significado, tudo o que aqui se tem feito ou é fruto do acaso ou da extrema necessidade.
Sempre se evitou com êxito, diga-se, que se fizesse o que era realmente preciso.
Nem me atrevo a enumerar os maiores disparates nacionais: esqueço as estaladas dadas na mãe; meto na gaveta a cruzada contra os mouros; relevo os casamentos consanguíneos, as tentativas de regresso à coroa espanhola e os incestos; atiro para trás das costas o comércio de escravos e a invenção da acumulação capitalista e do comércio dito triangular; nem quero falar da globalização iniciada com o recurso à perfídia, à inveja, aos canhões enfim; não recordo já a venda de património e de receitas vencidas e vincendas levadas a cabo, alegremente, reinado após reinado, vendendo por cem o que valia mil e comprando hoje por mil o que amanhã custaria dez ou vinte; a incompetência colonial, o abandono das terras, a monocultura, a falta de plano a qualquer nível, quero esquecer que mais recentemente e a um ritmo alucinante, em termos históricos, se nacionalizaram latifúndios, a seguir pagaram-se indemnizações aos anteriores proprietários e depois devolveram-se-lhes as mesmas terras onde tudo regressou ao século XV, mas ainda com menos empregos e nenhuma produtividade; nem falo da protecção dos interesses nacionais agora com as antigas colónias; vamos relevar a história de Cahora-Bassa que constitui um “case study” nas melhores faculdades de economia do mundo e risota universal para muitos séculos vindouros; Atiro sobre o fogo destruidor a suave capa do olvido; nem recordo a completa ausência de realização de métodos de retenção de água no solo, vulgo barragens, ou a insustentável leveza da paisagem que breve se constitui em recordação fumegante; Não quero saber de F-16 ou de submarinos que não lhes almejo utilidade!
Tá a ver?
Temos portanto um partido novo à sua espera. O caderno de encargos é variado mas simples. Bastará fazer o contrário do que foi feito nos últimos oito séculos e já está! Fica feito o que é preciso e damos como justificado a criação do PQP!
Viva o Pró Qué Preciso!
Portugal já não aguenta mais!
Se isto não for feito receio que Filipe II tivesse razão quando, optando por outras conquistas, se queixava dizendo que “em Portugal não se governam nem se deixam governar!”
sexta-feira, agosto 19, 2005
A Jarda Escocesa, o Pinóquio e os Imigrantes ilegais
Sabemos desde a mais tenra idade que os valores da educação britânica são imutáveis. Temos a certeza do seu conteúdo estimável e que se baseiam nos sãos princípios do carácter dos habitantes da velha Albion. Era como um facto geográfico. A conduta cível morava ali. A verdade observava sobranceira e, derramava os suficientes salpicos da sua imensa self-confidence.
Claro que de vez em quando lá havia uma história de cuecas e de ministros, de princesas e de leitos alheios, de instrutores cavalariça e de roçagar de sedas e cetins. Havia até quem, olhando para trás, tivesse visto a mais feroz e descarada acumulação do capital e da propriedade privada.
Mas as instituições eram sagradas. Ele era a coroa, os diversos castelos, as obras de caridade, o exército senhores, o exército!, a navy, os boinas de várias cores, o império colonial, a recusa do euro, a commonwealth. Desculpem, não é engano, não senhor. Eu disse Commonwealth mesmo!
Não sabem o que é ? O nome está mesmo a dizer, Commonwealth, Riqueza Comum ! É assim como uma sociedade por quotas onde o dinheiro de todos foi entregue a um deles para benefício do próprio e de rios de propaganda a seu favor. Assim não há problemas. Todos diferentes e todos a contribuirem para o bem da gestão centralizada. Até se criou a bolsa de valores e a bolsa de mercadorias onde os mais ricos podiam comprar aos mais pobres o máximo de produtos pelo valor mínimo de mercado. Há alguém que não perceba estas inúmeras vantagens?
Mas lá estou eu a afastar-me do título e do fundo da questão. Falava de instituições e do brilho que cobria as melhores. Nomeadamente a Jarda Escocesa sempre felizmente encarregada do combate aos maus. Parece que há por lá umas duvidazitas sobre as diversas versões da morte do electricista brasileiro. Afinal o homem não usava a perigosa gabardina. Até tinha pegado no jornal gratuíto lá do sítio, não saltou barreiras e só se apressou na entrada da porta da carruagem. Claro que a cor da pele não ajudou nada. A reconstituição agora divulgada, a ser a verdadeira, mostra bem como se faz: agarra-se nos braços do homem. Pela sua frente pois estava sentado. Depois um ou mais agentes disparam oito tiros na cabeça da vítima, sem mais aquelas! Serviço acabado! Limpo! Perdão, tudo sujo! Aliás deve ter sido uma merda de miolos por todo o lado.
No minuto seguinte já a Jarda Escocesa sabia que matara um inocente da forma mais fria e cruel.
Sabia e contou ao mundo uma história que isto de versões de factos o que conta são as primeiras impressões. Depois, quem é que quer saber de pormenores? De especulações jornalisticas?
O homem tinha corrido, não tinha? O homem usava gabardina, não usava? Era escuro de pele, não era? Até estava, parecia, ilegal na Inglaterra!
E isto dos imigrantes ilegais por lá colhe que se farta!
Ah ! é verdade quem é que já viu um imigrante ilegal de olhos azuis num daqueles países da Commonwealth? Nunca houve disso. Só há em Dover e em Calais. Por vezes em contentores e todos com uma péssima cor de pele. É da alimentação!
Claro que de vez em quando lá havia uma história de cuecas e de ministros, de princesas e de leitos alheios, de instrutores cavalariça e de roçagar de sedas e cetins. Havia até quem, olhando para trás, tivesse visto a mais feroz e descarada acumulação do capital e da propriedade privada.
Mas as instituições eram sagradas. Ele era a coroa, os diversos castelos, as obras de caridade, o exército senhores, o exército!, a navy, os boinas de várias cores, o império colonial, a recusa do euro, a commonwealth. Desculpem, não é engano, não senhor. Eu disse Commonwealth mesmo!
Não sabem o que é ? O nome está mesmo a dizer, Commonwealth, Riqueza Comum ! É assim como uma sociedade por quotas onde o dinheiro de todos foi entregue a um deles para benefício do próprio e de rios de propaganda a seu favor. Assim não há problemas. Todos diferentes e todos a contribuirem para o bem da gestão centralizada. Até se criou a bolsa de valores e a bolsa de mercadorias onde os mais ricos podiam comprar aos mais pobres o máximo de produtos pelo valor mínimo de mercado. Há alguém que não perceba estas inúmeras vantagens?
Mas lá estou eu a afastar-me do título e do fundo da questão. Falava de instituições e do brilho que cobria as melhores. Nomeadamente a Jarda Escocesa sempre felizmente encarregada do combate aos maus. Parece que há por lá umas duvidazitas sobre as diversas versões da morte do electricista brasileiro. Afinal o homem não usava a perigosa gabardina. Até tinha pegado no jornal gratuíto lá do sítio, não saltou barreiras e só se apressou na entrada da porta da carruagem. Claro que a cor da pele não ajudou nada. A reconstituição agora divulgada, a ser a verdadeira, mostra bem como se faz: agarra-se nos braços do homem. Pela sua frente pois estava sentado. Depois um ou mais agentes disparam oito tiros na cabeça da vítima, sem mais aquelas! Serviço acabado! Limpo! Perdão, tudo sujo! Aliás deve ter sido uma merda de miolos por todo o lado.
No minuto seguinte já a Jarda Escocesa sabia que matara um inocente da forma mais fria e cruel.
Sabia e contou ao mundo uma história que isto de versões de factos o que conta são as primeiras impressões. Depois, quem é que quer saber de pormenores? De especulações jornalisticas?
O homem tinha corrido, não tinha? O homem usava gabardina, não usava? Era escuro de pele, não era? Até estava, parecia, ilegal na Inglaterra!
E isto dos imigrantes ilegais por lá colhe que se farta!
Ah ! é verdade quem é que já viu um imigrante ilegal de olhos azuis num daqueles países da Commonwealth? Nunca houve disso. Só há em Dover e em Calais. Por vezes em contentores e todos com uma péssima cor de pele. É da alimentação!
quinta-feira, agosto 18, 2005
O gato escondido e outras tropelias
Ainda a readaptar-me aos ruídos da cidade, acredito ter ouvido ontem de manhã uma não notícia. Isto é, uma notícia que não devia ter sido. Dada, compreendem? Colocada no éter pela TSF. E digo eu que não devia ter sido eterizada já que, depois, nem mais uma palavra sobre a matéria. E não é que me pareceu importante a referida notícia?
Rezava ela - que não vos quero aí a roer as unhas - que algures no Iraque um grupo de zelosos vigias de uma não menos cuidada instalação tinham sido, os seis, bárbaramente assassinados por uns encapuçados. Ah!, já me esquecia do curioso da notícia: Que os referidos mortos eram todos israelitas e estavam lá no Iraque a dar protecção à tal instalação.
Anda aqui qualquer coisa a ficar destapada. Então não eram os americanos e ingleses que tinham ocupado, manu militari, o Iraque?
Não tinham declarado que em caso algum queriam lá os Israelitas para que se não dissesse o óbvio?
Então as campanhas de desinformação da Al- não sei o quê, têm uma base de realidade?
Se o gato estava escondido, já o encontraram e com pouca saúde, diz a TSF.
Rezava ela - que não vos quero aí a roer as unhas - que algures no Iraque um grupo de zelosos vigias de uma não menos cuidada instalação tinham sido, os seis, bárbaramente assassinados por uns encapuçados. Ah!, já me esquecia do curioso da notícia: Que os referidos mortos eram todos israelitas e estavam lá no Iraque a dar protecção à tal instalação.
Anda aqui qualquer coisa a ficar destapada. Então não eram os americanos e ingleses que tinham ocupado, manu militari, o Iraque?
Não tinham declarado que em caso algum queriam lá os Israelitas para que se não dissesse o óbvio?
Então as campanhas de desinformação da Al- não sei o quê, têm uma base de realidade?
Se o gato estava escondido, já o encontraram e com pouca saúde, diz a TSF.
2 PRANCHAS 2
Regressado de férias e das saudades disto, voilá um escriba olhando já o horizonte e agora provido de mais uma prancha. Maior, mais larga, tipo sport, que, ou me engano muito, ou vamos ter horas extras aqui no convés. Muita cerimónia, muita exéquia, algumas lágrimas e poucas saudades.
! Quem viver, verá !
! Quem viver, verá !
quinta-feira, julho 28, 2005
Mais uma pérola para o meu rosário
David Galbraith faz o favor de nos ensinar : ( Com tradução minha e quase livre. Desculpem)
COMO DEBATER COM UM CRIACIONISTA SEM SE FICAR CHATEADO
O problema de argumentar com um Criacionista ou equiparados é que primeiro não vale a pena e segundo, nem divertido é. Quem é que gostaria de se chatear lendo 5 páginas de um debate inútil? Se alguém persistir em manter uma posição e a defendê-la em termos quase científicos, apesar da evidência dos argumentos em contrário, então, parece, que não há argumento racional que o faça mudar de ideias. Melhor será contraditá-lo na sua irracionalidade partindo do mesmo ponto de vista.
Para conseguir isto, acerca da evolução, inventei a noção do Darwinismo Espiritual, um desafio espiritual ao Criacionismo tal como o Desenho Inteligente(?) constitui um desafio ao Darwinismo. Assim você pode usar as técnicas do debate religioso:
Criacionista: Blah, blah, blah... – durante horas
Darwinista Espiritual : Você está enganado
Criacionista : Então prove-o
Darwinista Espiritual: Deus falou-me e disse-me que você estava enganado.
Criacionista: Não , não falou
Darwinista Espiritual : Você não está a respeitar a minha fé – e você está enganado – E muita sorte a sua que hoje em dia os Darwinistas Espirituais já não queimam os hereges
Delicioso, não acharam?
COMO DEBATER COM UM CRIACIONISTA SEM SE FICAR CHATEADO
O problema de argumentar com um Criacionista ou equiparados é que primeiro não vale a pena e segundo, nem divertido é. Quem é que gostaria de se chatear lendo 5 páginas de um debate inútil? Se alguém persistir em manter uma posição e a defendê-la em termos quase científicos, apesar da evidência dos argumentos em contrário, então, parece, que não há argumento racional que o faça mudar de ideias. Melhor será contraditá-lo na sua irracionalidade partindo do mesmo ponto de vista.
Para conseguir isto, acerca da evolução, inventei a noção do Darwinismo Espiritual, um desafio espiritual ao Criacionismo tal como o Desenho Inteligente(?) constitui um desafio ao Darwinismo. Assim você pode usar as técnicas do debate religioso:
Criacionista: Blah, blah, blah... – durante horas
Darwinista Espiritual : Você está enganado
Criacionista : Então prove-o
Darwinista Espiritual: Deus falou-me e disse-me que você estava enganado.
Criacionista: Não , não falou
Darwinista Espiritual : Você não está a respeitar a minha fé – e você está enganado – E muita sorte a sua que hoje em dia os Darwinistas Espirituais já não queimam os hereges
Delicioso, não acharam?
A Nova Constituição do Iraque
Repescado do Ponte Europa, com o devido crédito ao Carlos Esperança, vou juntando as pérolas deste rosário porque quero voltar a este assunto, tal como merece.
"A nova Constituição terá por base a lei islâmica - um monstruoso conjunto de prescrições religiosas que retira às mulheres os direitos que tinham conquistado em 1959, reconhecidos por Saddam, no campo do casamento, divórcio e heranças. A obrigação de respeitar os «princípios democráticos» e os «direitos fundamentais» foi postergada pelo projecto constitucional já divulgado, que assume que «o islão é a religião oficial do Estado, a principal fonte de legislação e nenhuma lei pode entrar em contradição com o Islão».Enfim, as sentenças de Maomé em vias de transitarem em julgado. Fonte: Diário de Notícias de 27-07-2005."
Deixo hoje apenas um pequeno apontamento:
Tal como noutros lugares do Mundo, a intervenção no Médio Oriente de que a invasão do Iraque é só mais um episódio grotesco, vai colocar no poder as forças mais reaccionárias e retrógradas.
Que para se perpetuarem no poder vão segregando contradições insoluveis com o seu próprio povo.
Mas no mundo árabe há ainda outra questão que baralha os dados, turva a visão e corta muitas das escapatórias aos oprimidos: A religião e a lei corânica.
A mistura já se tem revelado explosiva. Ainda não entenderam?
"A nova Constituição terá por base a lei islâmica - um monstruoso conjunto de prescrições religiosas que retira às mulheres os direitos que tinham conquistado em 1959, reconhecidos por Saddam, no campo do casamento, divórcio e heranças. A obrigação de respeitar os «princípios democráticos» e os «direitos fundamentais» foi postergada pelo projecto constitucional já divulgado, que assume que «o islão é a religião oficial do Estado, a principal fonte de legislação e nenhuma lei pode entrar em contradição com o Islão».Enfim, as sentenças de Maomé em vias de transitarem em julgado. Fonte: Diário de Notícias de 27-07-2005."
Deixo hoje apenas um pequeno apontamento:
Tal como noutros lugares do Mundo, a intervenção no Médio Oriente de que a invasão do Iraque é só mais um episódio grotesco, vai colocar no poder as forças mais reaccionárias e retrógradas.
Que para se perpetuarem no poder vão segregando contradições insoluveis com o seu próprio povo.
Mas no mundo árabe há ainda outra questão que baralha os dados, turva a visão e corta muitas das escapatórias aos oprimidos: A religião e a lei corânica.
A mistura já se tem revelado explosiva. Ainda não entenderam?
A TV dos simples
Escusam de estar à espera que vá continuar a zurzir no CMC : Ontem foi dia da TV dos pobres. Hoje, não. Hoje é a dos simples. E não é pouca coisa. Falo dos srs. LXavier e PPereira ali sentadinhos de fronte do sr. JCoelho. Dos primeiros vieram, à compita e à vez, as preocupações. O que ouvia, abanava a recheada cabeça pautando cada ideia, cada chamada de atenção.
O que falava, era todo preocupações sobre quem viria ser – espante-se! – não o futuro inquilino de Belém, não senhor, mas como é que ele iria ajudar mais e melhor o engº. Sócrates a governar. A governar, foi o que ouvi!
Tenho já a confirmação que o engº. já dormiu melhor esta noite .
Que as qualidades de MSoares, muitas, eram uma garantia disto e daquilo mas, claro, as do CSilva, essas, sobre nadando na economia e nos altos estudos nacionais e internacionais de que amplamente dispõe, dizia, era o melhor para o Sócrates, melhor para o programa do PS e melhor para o País!
Seria até a garantia que faltava para não haver mais problemas. Seria assim como a banha da cobra política. Panaceia universal de governos com alguns problemazitos.
Daí passaram esvoaçando para o CCunha, ex-ministro que igualmente estimavam. Receio até ter visto uma pequena lágrima de saudade quando lembraram a obra feita , os planos prometidos, a justeza dos pontos de vista. E então do curricula, foi quase emocionante ouvi-los. Estávamos na presença de um dos melhores, quiçá o melhor e mais conhecedor dos economistas e dos justos, dos iluminados.
- Que nos faz falta, disseram em coro!
De todas as iniciativas, planos, orçamentos e opções, lembravam-se. Tinham era esquecido que foi contra elas que sempre, votaram contra. Tinham feito escândalo nos media. Tinham ameaçado com os tribunais, a vasculhação da vida privada, o controlo das contas bancárias. Em suma, uma televisão para os simples.
E a minha prancha que já está ali embrulhada para ir de férias!
O que falava, era todo preocupações sobre quem viria ser – espante-se! – não o futuro inquilino de Belém, não senhor, mas como é que ele iria ajudar mais e melhor o engº. Sócrates a governar. A governar, foi o que ouvi!
Tenho já a confirmação que o engº. já dormiu melhor esta noite .
Que as qualidades de MSoares, muitas, eram uma garantia disto e daquilo mas, claro, as do CSilva, essas, sobre nadando na economia e nos altos estudos nacionais e internacionais de que amplamente dispõe, dizia, era o melhor para o Sócrates, melhor para o programa do PS e melhor para o País!
Seria até a garantia que faltava para não haver mais problemas. Seria assim como a banha da cobra política. Panaceia universal de governos com alguns problemazitos.
Daí passaram esvoaçando para o CCunha, ex-ministro que igualmente estimavam. Receio até ter visto uma pequena lágrima de saudade quando lembraram a obra feita , os planos prometidos, a justeza dos pontos de vista. E então do curricula, foi quase emocionante ouvi-los. Estávamos na presença de um dos melhores, quiçá o melhor e mais conhecedor dos economistas e dos justos, dos iluminados.
- Que nos faz falta, disseram em coro!
De todas as iniciativas, planos, orçamentos e opções, lembravam-se. Tinham era esquecido que foi contra elas que sempre, votaram contra. Tinham feito escândalo nos media. Tinham ameaçado com os tribunais, a vasculhação da vida privada, o controlo das contas bancárias. Em suma, uma televisão para os simples.
E a minha prancha que já está ali embrulhada para ir de férias!
quarta-feira, julho 27, 2005
A televisão dos pobres faz medo ?
Caro Carlos Manuel Castro,
Vamos lá por partes e demos um ar arrumado a estes posts:
Li o o seu post aqui em 1 . Comentei no respectivo lugar - 2 - e Vc respondeu directamnete na frente do Tugir, como se lê em 3.
Deixe-me desiludi-lo. Vou ainda comentar aqui o que escreveu sobre o assunto:
4 - A América Latina está de facto muito atrasada. Nem vale a pena incluir aqui as razões desse atraso. Valerá sim sublinhar que Cuba é uma ilha em diversos sentidos e que o caminho percorrido - com erros e o mais longo cerco da história - é no entanto motivo de estudo. Sabia que erradicaram o analfabetismo?; que têm a mais desenvolvida e gratuíta medicina da América? Que recebem inclusivé norte-americanos e canadenses para se irem aí tratar?
Sabia que, apesar dos valores de troca desfavoráveis, têm a mais pequena dívida externa da América Latina? Que têm muito menos presos nas cadeias, proporcionalmente, que os EEUU?
( para sua informação um em cada cinco norte-americanos negros estão na cadeia...)
Que têm os melhores resultados desportivos da América, à sua dimensão.
Claro, não há lá uma democracia liberal. É verdade. Têm estado sujeitos às mais avançadas técnicas de propaganda política por todos os meios, ao longo de 50 anos. E o regime mantém-se? Ou o sangue corre pelas ruas ou então os cubanos são tontos.
E, já agora o Papa JPaulo II devia ser um perigoso simpatizante do Castro. Não, não, de si não! Do outro.
Também não consta que haja contas na Suiça em nome dos seus dirigentes. Que a corrupção seja a moeda nacional,etc.
Não é o paraíso. É um país pobre, mas cercado!
É fácil ser a favor dos poderosos, difícil é compreender os fracos e as suas limitações.
Àcerca da amizade com Caracas é bom de ver que Cuba aspira a qualquer oportunidade para respirar e conviver normalmente com outras nações.
Sobre a natureza maligna do regime da Venezuela, digo apenas que bastou um cheirinho de nacionalismo para desencandear golpes de estado, manifs da direita populista e ameaças do FMI.
Não tivessem eles petróleo e já estavam com um bloqueio em cima!
Uma televisão que transmita o ponto de vista dos pobres e oprimidos da América Latina, eu compreendo, é tudo o que a administração americana menos precisa !
E desculpe, não é um problema de perspectivas diversas. O seu é um caso de miopia ou de negação da realidade. Pode escolher qual prefere, ou informar-se melhor.
3 - Num ponto estamos de acordo, as divergências devem-se a perspectivas diametralmente opostas. Sinceramente, daquela dupla política não espero grandes soluções para muito do atraso da América Latina.Quanto ao venezuelano tenho de respeitar a opção dos venezuelanos por que, como se recorda, há um ano sensivelmente, a sua liderança foi submetida a referendo e o senhor manteve o poderDemocracia, em Cuba, é ar que não se respira.Descanse, pois não estou a defender o amigo norte-americano, que também tem sido prejudicial para a América latina. Reconheça-se. Todavia, lá por os norte-americanos não serem o exemplo, isso significa que me renda e aplauda o populismo-retrógrado do eixo Caracas-Havana?Como diriam alguns argentinos, o senhor de Caracas gosta tanto da pobreza que até a consegue aumentar.CMC
2 - Pois è. Já entendi as suas preocupações quanto à difusão de ideias diferentes das suas! Realmente é uma chatice. Mas o que é que se pode fazer? Os amigos americanos estão um bocado ocupados noutras latitudes. E o dinheiro não é elástico. Uma guerra tudo bem. Duas, parece exagero mesmo para os falcões endividados ( a maior dívida da história, de sempre e para sempre!).Mas não se rale tanto. Como diz, a propaganda que vão fazer no nova TV vai ser de maus produtos, não é? Tipo, as razões dos excluídos e dos marginalizados da América do Sul. A exploração das multinacionais, e assim!Como se trata de rematadas falsidades, quanto mais propaganda de um mau produto , menos êxito da publicidade! Vai ver. É uma regra dos próprios americanos!Saúde e paciência.
1 - Mais uma conquista preocupanteO pseudo-biblista-bolivarista com laivos de revolucionário prepara-se, conjuntamente com o seu amigo autocrático, para mais uma enorme e preocupante conquista: ter um canal de televisão na América Latina.O canal servirá para o inefável espalhar o evangelho da doutrina populista-retrógrada, como se ela representasse o progresso ao virar da esquina, quando, como se prognostica, significa precisamente o oposto.Os tempos são perigosos e as palavras da irresponsabilidade começam a espalhar-se de forma rápida e sem oposição.Haverá, porventura, melhor meio de propaganda do que um canal televisivo?De parvo é que o inefável nada tem.CMC
Vamos lá por partes e demos um ar arrumado a estes posts:
Li o o seu post aqui em 1 . Comentei no respectivo lugar - 2 - e Vc respondeu directamnete na frente do Tugir, como se lê em 3.
Deixe-me desiludi-lo. Vou ainda comentar aqui o que escreveu sobre o assunto:
4 - A América Latina está de facto muito atrasada. Nem vale a pena incluir aqui as razões desse atraso. Valerá sim sublinhar que Cuba é uma ilha em diversos sentidos e que o caminho percorrido - com erros e o mais longo cerco da história - é no entanto motivo de estudo. Sabia que erradicaram o analfabetismo?; que têm a mais desenvolvida e gratuíta medicina da América? Que recebem inclusivé norte-americanos e canadenses para se irem aí tratar?
Sabia que, apesar dos valores de troca desfavoráveis, têm a mais pequena dívida externa da América Latina? Que têm muito menos presos nas cadeias, proporcionalmente, que os EEUU?
( para sua informação um em cada cinco norte-americanos negros estão na cadeia...)
Que têm os melhores resultados desportivos da América, à sua dimensão.
Claro, não há lá uma democracia liberal. É verdade. Têm estado sujeitos às mais avançadas técnicas de propaganda política por todos os meios, ao longo de 50 anos. E o regime mantém-se? Ou o sangue corre pelas ruas ou então os cubanos são tontos.
E, já agora o Papa JPaulo II devia ser um perigoso simpatizante do Castro. Não, não, de si não! Do outro.
Também não consta que haja contas na Suiça em nome dos seus dirigentes. Que a corrupção seja a moeda nacional,etc.
Não é o paraíso. É um país pobre, mas cercado!
É fácil ser a favor dos poderosos, difícil é compreender os fracos e as suas limitações.
Àcerca da amizade com Caracas é bom de ver que Cuba aspira a qualquer oportunidade para respirar e conviver normalmente com outras nações.
Sobre a natureza maligna do regime da Venezuela, digo apenas que bastou um cheirinho de nacionalismo para desencandear golpes de estado, manifs da direita populista e ameaças do FMI.
Não tivessem eles petróleo e já estavam com um bloqueio em cima!
Uma televisão que transmita o ponto de vista dos pobres e oprimidos da América Latina, eu compreendo, é tudo o que a administração americana menos precisa !
E desculpe, não é um problema de perspectivas diversas. O seu é um caso de miopia ou de negação da realidade. Pode escolher qual prefere, ou informar-se melhor.
3 - Num ponto estamos de acordo, as divergências devem-se a perspectivas diametralmente opostas. Sinceramente, daquela dupla política não espero grandes soluções para muito do atraso da América Latina.Quanto ao venezuelano tenho de respeitar a opção dos venezuelanos por que, como se recorda, há um ano sensivelmente, a sua liderança foi submetida a referendo e o senhor manteve o poderDemocracia, em Cuba, é ar que não se respira.Descanse, pois não estou a defender o amigo norte-americano, que também tem sido prejudicial para a América latina. Reconheça-se. Todavia, lá por os norte-americanos não serem o exemplo, isso significa que me renda e aplauda o populismo-retrógrado do eixo Caracas-Havana?Como diriam alguns argentinos, o senhor de Caracas gosta tanto da pobreza que até a consegue aumentar.CMC
2 - Pois è. Já entendi as suas preocupações quanto à difusão de ideias diferentes das suas! Realmente é uma chatice. Mas o que é que se pode fazer? Os amigos americanos estão um bocado ocupados noutras latitudes. E o dinheiro não é elástico. Uma guerra tudo bem. Duas, parece exagero mesmo para os falcões endividados ( a maior dívida da história, de sempre e para sempre!).Mas não se rale tanto. Como diz, a propaganda que vão fazer no nova TV vai ser de maus produtos, não é? Tipo, as razões dos excluídos e dos marginalizados da América do Sul. A exploração das multinacionais, e assim!Como se trata de rematadas falsidades, quanto mais propaganda de um mau produto , menos êxito da publicidade! Vai ver. É uma regra dos próprios americanos!Saúde e paciência.
1 - Mais uma conquista preocupanteO pseudo-biblista-bolivarista com laivos de revolucionário prepara-se, conjuntamente com o seu amigo autocrático, para mais uma enorme e preocupante conquista: ter um canal de televisão na América Latina.O canal servirá para o inefável espalhar o evangelho da doutrina populista-retrógrada, como se ela representasse o progresso ao virar da esquina, quando, como se prognostica, significa precisamente o oposto.Os tempos são perigosos e as palavras da irresponsabilidade começam a espalhar-se de forma rápida e sem oposição.Haverá, porventura, melhor meio de propaganda do que um canal televisivo?De parvo é que o inefável nada tem.CMC
Contribuições para a discussão - 1
Ainda do mesmo diário paquistanês, Dawn um texto cheio de pontes, de opiniões e de propostas:
Vale a pena a leitura e assino muito do que ali se diz. Um excerto:
"It is time now to get serious about religion — all religion — and draw a firm line between the real world and the world of dreams. Tony Blair has taken entirely the wrong path. He has appeased, prevaricated and pretended, maybe because he is a man of faith himself, with a Catholic wife who consorts with crystals. But never was it more important to separate the state from all faiths and relegate all religion to the private — but well-regulated — sphere.Instead David Blunkett said he wished he could spread the ethos of religious schools everywhere and Labour has done just that. The 3 per cent of the population who are Muslim may well feel excluded in a country that makes so many special allowances for Christians when slightly more Muslims go to the mosque than Anglicans attend a church once a week"
Vale a pena a leitura e assino muito do que ali se diz. Um excerto:
"It is time now to get serious about religion — all religion — and draw a firm line between the real world and the world of dreams. Tony Blair has taken entirely the wrong path. He has appeased, prevaricated and pretended, maybe because he is a man of faith himself, with a Catholic wife who consorts with crystals. But never was it more important to separate the state from all faiths and relegate all religion to the private — but well-regulated — sphere.Instead David Blunkett said he wished he could spread the ethos of religious schools everywhere and Labour has done just that. The 3 per cent of the population who are Muslim may well feel excluded in a country that makes so many special allowances for Christians when slightly more Muslims go to the mosque than Anglicans attend a church once a week"
A opinião dos outros conta?
O mais internacional dos periódicos on-line paquistaneses, o Dawn tem um editorial preocupado com uma definição internacionalmente aceitável para "Terrorismo".
Sem outro comentário aqui deixo um excerto com um convite à leitura do texto todo.
Lembro que o Pakistão só pode ser considerado, hoje em dia, um amigo dos EUA:
"Both Israel and India have used the US-led war on terror as a cover for their repressive actions. In both cases, the aim is to de-legitimize the freedom struggles of the Palestinian and Kashmiri peoples by branding their fight as terrorism. Those grappling with this issue must know that the UN guarantees the right of self- determination to all peoples. Any definition of terrorism that in principle denies the right to struggle for self-determination violates Chapter One of the UN Charter."
Sem outro comentário aqui deixo um excerto com um convite à leitura do texto todo.
Lembro que o Pakistão só pode ser considerado, hoje em dia, um amigo dos EUA:
"Both Israel and India have used the US-led war on terror as a cover for their repressive actions. In both cases, the aim is to de-legitimize the freedom struggles of the Palestinian and Kashmiri peoples by branding their fight as terrorism. Those grappling with this issue must know that the UN guarantees the right of self- determination to all peoples. Any definition of terrorism that in principle denies the right to struggle for self-determination violates Chapter One of the UN Charter."
terça-feira, julho 26, 2005
As desanventuras de Barroso, o bofe mal passado ou o Comissário horribilis
Quando o Financial Times, indefectível arauto das políticas anglo-saxónicas, globalizantes e implacáveis, se atira como gato a bofe ao Presidente da Comissão Europeia e o joga como bola de bilhar, não será para lhe amenizar as férias no Algarve.
De facto, basta ler a crónica de hoje para perceber que apesar do job ser difícil, ao José falta-lhe jeito onde lhe sobra servilismo.
Dizem que não aparece, anda escondido, faz de yes-man, prepara mal os discursos, leva ralhetes, proibem-no de participar em campanhas, criticam-lhe a composição da Comissão, descrevem-no como um "horror".
Agora não sei que faça: Se o defenda e ele manter-se-ia no lugar a chatear os europeus, ou em alternativa, o ponha na lista dos próximos saltos da prancha e teríamos que o aturar por cá transpirando sapiência política, antes do tempo...
Que me dizem?
De facto, basta ler a crónica de hoje para perceber que apesar do job ser difícil, ao José falta-lhe jeito onde lhe sobra servilismo.
Dizem que não aparece, anda escondido, faz de yes-man, prepara mal os discursos, leva ralhetes, proibem-no de participar em campanhas, criticam-lhe a composição da Comissão, descrevem-no como um "horror".
Agora não sei que faça: Se o defenda e ele manter-se-ia no lugar a chatear os europeus, ou em alternativa, o ponha na lista dos próximos saltos da prancha e teríamos que o aturar por cá transpirando sapiência política, antes do tempo...
Que me dizem?
Quem infiltra quem ?
Cá estou eu de novo com um dilema: Ou acredito nestas notícias, ou nos inflamados repúdios das nossas ONG / OA / Partidos da Terra, contra qualquer coisa que se queira fazer em prol do País. Saltam que nem feras cutucadas e ameaçam com tribunais, medidas cautelares e União Europeia.
Haverá alguma relação, ou sou eu que oiço coisas?
Com a devida vénia do ALERTA EM REDE :
Greenpeace na lista do FBI
Rio, 18/jul/05 – A Agência Estado nos informa hoje que membros da ONG ambientalista Greenpeace e da associação de defesa dos direitos civis American Civil Liberties Union (Aclu) acusaram o FBI de espionagem, por ter reunido milhares de páginas de documentação sobre a atividade das duas organizações. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos reconheceu que o FBI tem em seu poder 2.383 documentos relacionados ao Greenpeace e 1.173 à Aclu. Segundo o FBI, no início do próximo ano os documentos poderão ser avaliados e, assim, poderá ser considerada a possibilidade de divulgação das informações.
[1] O Greenpeace acusou o governo de Bush de ter reunido a documentação como uma forma de espionagem política, o que não deixa de ser no mínimo irônico quando se sabe que o mesmo Greenpeace tem atuado no Brasil como linha auxiliar dos interesses estadunidenses, como ficou cabalmente demonstrado em matéria publicada pela Folha de S. Paulo (11/01/04), revelando que a ONG era fonte dos serviços de informação do Departamento de Estado dos EUA sobre o programa nuclear brasileiro.
[2] Igualmente, convém recordar a denúncia feita no Parlamento russo pelo diretor do Serviço de Segurança Federal (FSB), Nikolai Patrushev, de que os serviços de inteligência estrangeiros utilizam as ONGs para a coleta de informações e a promoção dos interesses de seus países citando, nominalmente, as estadunidenses Peace Corps e o Instituto Republicano Internacional (IRI), uma das organizações que integram a rede da Fundação Nacional para a Democracia (NED), entidade-chave do "Projeto Democracia" estadunidense, o maldisfarçado programa oficial do Governo de Washington para promover a sua versão da "democracia liberal" em todo o planeta. [3]
Haverá alguma relação, ou sou eu que oiço coisas?
Com a devida vénia do ALERTA EM REDE :
Greenpeace na lista do FBI
Rio, 18/jul/05 – A Agência Estado nos informa hoje que membros da ONG ambientalista Greenpeace e da associação de defesa dos direitos civis American Civil Liberties Union (Aclu) acusaram o FBI de espionagem, por ter reunido milhares de páginas de documentação sobre a atividade das duas organizações. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos reconheceu que o FBI tem em seu poder 2.383 documentos relacionados ao Greenpeace e 1.173 à Aclu. Segundo o FBI, no início do próximo ano os documentos poderão ser avaliados e, assim, poderá ser considerada a possibilidade de divulgação das informações.
[1] O Greenpeace acusou o governo de Bush de ter reunido a documentação como uma forma de espionagem política, o que não deixa de ser no mínimo irônico quando se sabe que o mesmo Greenpeace tem atuado no Brasil como linha auxiliar dos interesses estadunidenses, como ficou cabalmente demonstrado em matéria publicada pela Folha de S. Paulo (11/01/04), revelando que a ONG era fonte dos serviços de informação do Departamento de Estado dos EUA sobre o programa nuclear brasileiro.
[2] Igualmente, convém recordar a denúncia feita no Parlamento russo pelo diretor do Serviço de Segurança Federal (FSB), Nikolai Patrushev, de que os serviços de inteligência estrangeiros utilizam as ONGs para a coleta de informações e a promoção dos interesses de seus países citando, nominalmente, as estadunidenses Peace Corps e o Instituto Republicano Internacional (IRI), uma das organizações que integram a rede da Fundação Nacional para a Democracia (NED), entidade-chave do "Projeto Democracia" estadunidense, o maldisfarçado programa oficial do Governo de Washington para promover a sua versão da "democracia liberal" em todo o planeta. [3]
The Neutron Bomb, by Arlo Guthrie
Confesso que me tenho sentido pequenino ao lado destes senhores que blogam em estrangeiro.
Palavra. Eu que tenho as minhas limitações, faço o que posso e quando não sei vou ao dicionário.
Vou pois!
Mas apatece-me copiar um bocado do texto desta canção/balada/poema, dita por um senhor que dá pela graça de Arlo, Arlo Guthrie. Ora leiam e meditem:
The Neutron Bomb
I started thinking about the neutron bomb.
What, somebody don't like it?
No. I mean somebody told me that Reagan was asleep when the planes was happening.
You know I think it's good to have a sleeping president.
That's not a bad idea.
The more he sleeps the safer we are!
(cont)
Gostaram? Agora já posto em estrangeiro e tudo!
Palavra. Eu que tenho as minhas limitações, faço o que posso e quando não sei vou ao dicionário.
Vou pois!
Mas apatece-me copiar um bocado do texto desta canção/balada/poema, dita por um senhor que dá pela graça de Arlo, Arlo Guthrie. Ora leiam e meditem:
The Neutron Bomb
I started thinking about the neutron bomb.
What, somebody don't like it?
No. I mean somebody told me that Reagan was asleep when the planes was happening.
You know I think it's good to have a sleeping president.
That's not a bad idea.
The more he sleeps the safer we are!
(cont)
Gostaram? Agora já posto em estrangeiro e tudo!
O TG Vota ?
Sei, compreendo este impulso irreprimível de chegar ao Porto em menos 28 minutos do que actualmente.
Mas que o Ministro da Economia dê este espectáculo de nos oferecer como razão para esta obra o facto de em Espanha já haver e nós não podermos ficar atrás, é que me parece uma vergonha de argumento. Julgava eu que para um economista os investimentos eram todos movidos a "fisibility studies", a rácios de investimento x benefício. E que este, dado carácter estrurante, envolveria ainda estudos de viabilidade económica, de retorno ao investimento, directo e indirecto, de impacto ambiental, de estudo alargado de alternativas e de redimensionamento temporal. Dos métodos de construção. Da análise do método de Perth. Do custo directo e indirecto, da segurança dos trabalhadores, etc, etc, etc.
Não senhor. O método é a inveja pura e dura !
A galinha gorda da vizinha !
Ou então a razão é outra: O TG Vota ?
Hei-de voltar a isto !
Mas que o Ministro da Economia dê este espectáculo de nos oferecer como razão para esta obra o facto de em Espanha já haver e nós não podermos ficar atrás, é que me parece uma vergonha de argumento. Julgava eu que para um economista os investimentos eram todos movidos a "fisibility studies", a rácios de investimento x benefício. E que este, dado carácter estrurante, envolveria ainda estudos de viabilidade económica, de retorno ao investimento, directo e indirecto, de impacto ambiental, de estudo alargado de alternativas e de redimensionamento temporal. Dos métodos de construção. Da análise do método de Perth. Do custo directo e indirecto, da segurança dos trabalhadores, etc, etc, etc.
Não senhor. O método é a inveja pura e dura !
A galinha gorda da vizinha !
Ou então a razão é outra: O TG Vota ?
Hei-de voltar a isto !
Oito balas para um mistério, by Tony Blair
Excelente começo!
Um tipo de cor escura ( segundo o Público de hoje, citando o venerado The Times, e o meu post de ontem ), sai de casa já vigiada pela polícia que estava ali só para vigiar, mais nada, e sem suspeitar de coisa alguma, vestido com uma gabardina pro largo - que andava magro - vai apanhar o bus.
Quem é que já viu chover em Londres? Gabardinas é coisa rara digna de árabes e de outras sub-espécies!
Na mochilita a boia fria e no bolso a próxima sandes.
Já dentro do bus, os polícias que o seguiram contactam a central e informam que afinal este não é nenhum dos quatro procurados embora a cor não ajude! Tão a ver?
Que nada, devem segui-lo não vá dar-se o caso de, dada a cor o suspeito(?) querer andar também de metro. Roger and out!
E não é que o homem vai mesmo para o metro? E que como milhares de pessoas, todos os dias, saltam os torniquetes para não pagar bilhete?!
Já avisada, outra brigada, igualmente à civil, desata aos gritos e inicia uma perseguição de armas em punho!
Depois, já se sabe, o suspeito tornou-se presunto. Havia entrado numa carruagem de metro numa paragem de metro quando as portas estavam abertas! Indícios bastantes:
Oito balas na cabeça, à queima roupa!
Veio-me à lembrança o adágio do Transvaal :Branco quando corre é atleta, preto é ladrâo!
Um tipo de cor escura ( segundo o Público de hoje, citando o venerado The Times, e o meu post de ontem ), sai de casa já vigiada pela polícia que estava ali só para vigiar, mais nada, e sem suspeitar de coisa alguma, vestido com uma gabardina pro largo - que andava magro - vai apanhar o bus.
Quem é que já viu chover em Londres? Gabardinas é coisa rara digna de árabes e de outras sub-espécies!
Na mochilita a boia fria e no bolso a próxima sandes.
Já dentro do bus, os polícias que o seguiram contactam a central e informam que afinal este não é nenhum dos quatro procurados embora a cor não ajude! Tão a ver?
Que nada, devem segui-lo não vá dar-se o caso de, dada a cor o suspeito(?) querer andar também de metro. Roger and out!
E não é que o homem vai mesmo para o metro? E que como milhares de pessoas, todos os dias, saltam os torniquetes para não pagar bilhete?!
Já avisada, outra brigada, igualmente à civil, desata aos gritos e inicia uma perseguição de armas em punho!
Depois, já se sabe, o suspeito tornou-se presunto. Havia entrado numa carruagem de metro numa paragem de metro quando as portas estavam abertas! Indícios bastantes:
Oito balas na cabeça, à queima roupa!
Veio-me à lembrança o adágio do Transvaal :Branco quando corre é atleta, preto é ladrâo!
Projecto de férias
Vou de férias no princípio de Agosto e tenham paciência, levo a prancha comigo!
É para dar uns saltos para a água!
Também, sem mim, ficava aí paradona!
É para dar uns saltos para a água!
Também, sem mim, ficava aí paradona!
O balão sonda e o desespero
Isto prometia ser um passeio na avenida. Vinha aí um senhor que entre esgares e gaguejos, citações livrescas e de economia bacoca, se propunha, melhor, fazia-nos o favor de vir meter na ordem tudo e todos.
Era aguardado pelos melhores filhos das mais ilustres famílias de investidores no estrangeiro e de remetentes das fortunas que ainda por cá restam para lhe fazerem a festa de homenagem merecida.
É que o tal Sr. Prof. Cavaco tem curriculo: foi 1º ministro durante 8 anos, preparou a maior confusão nas contas públicas, organizou um deficit prospectivo que ainda se reflecte em muitos aspectos da vida económica do País.
Mas, horror dos horrores, não é que se levanta, qual adamastor dos nossos tempos, a figura mais arredondada de Mário Soares?
Não foi preciso o interessado confirmar nada, bastou que a nuvem pairasse, que o balão subisse, que alguém viesse dizer que "MS estaria a considerar, e tal e coisa ", para que se levantasse a gritaria, a histeria e o terror se instalasse, pior que em Londres.
O PSD até está preocupado não vá esta candidatura dividir o PS por dentro. Visão de horror!
O PP, esse então, quer um economista na PR. Para que é que será?
Deram a prova que faltava: O candidato certo de toda a esquerda e do centro é mesmo o Dr. Mário Soares ! Fish!
Era aguardado pelos melhores filhos das mais ilustres famílias de investidores no estrangeiro e de remetentes das fortunas que ainda por cá restam para lhe fazerem a festa de homenagem merecida.
É que o tal Sr. Prof. Cavaco tem curriculo: foi 1º ministro durante 8 anos, preparou a maior confusão nas contas públicas, organizou um deficit prospectivo que ainda se reflecte em muitos aspectos da vida económica do País.
Mas, horror dos horrores, não é que se levanta, qual adamastor dos nossos tempos, a figura mais arredondada de Mário Soares?
Não foi preciso o interessado confirmar nada, bastou que a nuvem pairasse, que o balão subisse, que alguém viesse dizer que "MS estaria a considerar, e tal e coisa ", para que se levantasse a gritaria, a histeria e o terror se instalasse, pior que em Londres.
O PSD até está preocupado não vá esta candidatura dividir o PS por dentro. Visão de horror!
O PP, esse então, quer um economista na PR. Para que é que será?
Deram a prova que faltava: O candidato certo de toda a esquerda e do centro é mesmo o Dr. Mário Soares ! Fish!
segunda-feira, julho 25, 2005
A matemática e as probabilidades
O lado favorável da matemática é quando nos anima. Nos conforta.
Realmente não é sempre assim. Mas se nos pusermos a matutar, mesmo sem algoritmo, temos que chegar à mesma conclusão. Ao mesmo resultado, diferente de zero!
Consideremos as incógnitas ( posso assegurar que é a primeiríssima vez que assim são chamados!), AJJardim, Paulo Portas, Marques Mendes, Rui Rio, o Sr. Lopes, Isaltino, o Sr. Loureiro, Cavaco Silva, o Durão, a D. Fátima, o Sr. Delgado, Marcelo RS, a bancada do PP.
E agora um bocadinho de matemática:
Qual probabilidade de tais incógnitas voltarem a estar presentes e activas, sobre a superfície da Terra, nos próximos, digamos, 13.450 anos?
Mesmo considerando que temos um factor de azar nacional de -1 elevado a n ?
Ficaram ou não mais confortados?
Realmente não é sempre assim. Mas se nos pusermos a matutar, mesmo sem algoritmo, temos que chegar à mesma conclusão. Ao mesmo resultado, diferente de zero!
Consideremos as incógnitas ( posso assegurar que é a primeiríssima vez que assim são chamados!), AJJardim, Paulo Portas, Marques Mendes, Rui Rio, o Sr. Lopes, Isaltino, o Sr. Loureiro, Cavaco Silva, o Durão, a D. Fátima, o Sr. Delgado, Marcelo RS, a bancada do PP.
E agora um bocadinho de matemática:
Qual probabilidade de tais incógnitas voltarem a estar presentes e activas, sobre a superfície da Terra, nos próximos, digamos, 13.450 anos?
Mesmo considerando que temos um factor de azar nacional de -1 elevado a n ?
Ficaram ou não mais confortados?
O velho e a sociologia
Na quitanda da favela, através do vidro baço do copito da branquinha e dos muitos anos já devidos à saudade dos poucos familiares sobrevivos, o velho, de sabedoria em punho, lamentáva-se que a continuar assim a repressão na Rocinha, "isto qualquer dia está como Londres"
S.A.R. Elisabeth II
Segundo fontes próximas, S.A.R. poderá estar a considerar, há já algum tempo, e independentemente de pressões, venham elas donde vierem, poderá estar a considerar eventualmente, dizem, uma conversão rápida ao Islamismo e assegura " isso nada ter a ver com quaisquer outras notícias vindas a público"
O Homem ao Mar! está em condições de poder afirmar que já não seria a primeira vez que, do alto do trono, se produzia uma forte inflexão religiosa, aliás de largas consequências históricas.
O Homem ao Mar! está em condições de poder afirmar que já não seria a primeira vez que, do alto do trono, se produzia uma forte inflexão religiosa, aliás de largas consequências históricas.
Olhó Globo !
Hoje, apareceu-nos o Globo, com caixa de 1ª página que me parece conter o tradicional espírito britânico para com os outros, e uma original interpretação policial dos factos :
25 de julho de 2005
Versão on line atualizada às 09h03m
Ministro britânico elogia ação da polícia que matou um brasileiro no metrô
Charles Clarke, disse 'só ter elogios e admiração' pela maneira como a polícia cumpriu sua função no trágico episódio, mas negou que eles tenham ordem de 'atirar para matar' em suspeitos
25 de julho de 2005
Versão on line atualizada às 09h03m
Ministro britânico elogia ação da polícia que matou um brasileiro no metrô
Charles Clarke, disse 'só ter elogios e admiração' pela maneira como a polícia cumpriu sua função no trágico episódio, mas negou que eles tenham ordem de 'atirar para matar' em suspeitos
sábado, julho 23, 2005
E, se por acaso se enganam é sem querer!
Como prova da minha boa fé e grande compreesão aqui transcrevo o desmentido que a Rádio Renascença acaba de nos proporcionar.
Isto senhores é jornalismo sério! Do melhor!
"Por lapso, a edição online da Renascença noticiou que o novo ministro das Finanças acumulava o salário de presidente da CMVM com uma pensão de administrador do IPE.
21/07/2005
Pelo facto pedimos desculpas ao ministro das Finanças e aos leitores
Agora, só não entendo de que facto pedem desculpa:
- Se pedem desculpa por noticiarem, ou
- Se a pedem por ser uma rematada mentira caluniosa
Isto senhores é jornalismo sério! Do melhor!
"Por lapso, a edição online da Renascença noticiou que o novo ministro das Finanças acumulava o salário de presidente da CMVM com uma pensão de administrador do IPE.
21/07/2005
Pelo facto pedimos desculpas ao ministro das Finanças e aos leitores
Agora, só não entendo de que facto pedem desculpa:
- Se pedem desculpa por noticiarem, ou
- Se a pedem por ser uma rematada mentira caluniosa
Na beirinha da prancha - 3
As melhores rádios, os mais sérios porta-vozes, os mais independentes dos tele-jornais, até mesmo as notícias intercalares e os "Breaking News", só ao alcance do mais rigoroso e fino jornalismo, têm estado a cumprir escrupulosamente com o acordo estabelecido com este blog:
Ele é bomba por todo o lado e pânico de seguida. Têm sido os cortes de ruas, de bairros, avenidas, estâncias balneares, de pacatos condomínios e zonas de diversão nocturna, sistemas de transportes. E logo a abrir nos horários nobres, como contratado. Em seguida os comentários em directo dos locais e em estúdio, de civis e de militares de altas patentes. Sim senhor!
Parece assim que este blog não errou na análise / oportunidade do post
Na borda da Prancha - 2 de 11 de Julho
Parece-me que estava horrivelmente certa a minha previsão.
No entanto não havia necessidade !
Mas isso é outro post a que voltarei oportunamente.
Ele é bomba por todo o lado e pânico de seguida. Têm sido os cortes de ruas, de bairros, avenidas, estâncias balneares, de pacatos condomínios e zonas de diversão nocturna, sistemas de transportes. E logo a abrir nos horários nobres, como contratado. Em seguida os comentários em directo dos locais e em estúdio, de civis e de militares de altas patentes. Sim senhor!
Parece assim que este blog não errou na análise / oportunidade do post
Na borda da Prancha - 2 de 11 de Julho
Parece-me que estava horrivelmente certa a minha previsão.
No entanto não havia necessidade !
Mas isso é outro post a que voltarei oportunamente.
sexta-feira, julho 22, 2005
Vai-te embora que te quero cá!
A um amigo, perturbado com a substituição de um ministro por outro, dizia eu, esta manhã, que não era motivo nem para admiração e, menos ainda, para alarme.
No estado em que o País se encontra, depois de mais de 30 anos de governos de direita, de manigâncias as mais variadas, de absoluto e total assalto às finanças públicas, mesmo aos fundos de pensões, da venda de património ao desbarato, através de privatizações, de indemnizações por nacionalizações nos idos da "revolução", da venda de futuros nas cobranças fiscais, da compra de votos através do Gov. Reg. da Madeira, de investimentos, mais investidas de besta que de bípede racional, depois de tudo isto e muito mais havia a contar, não há que esperar avenidas onde se encontram buracos, não se aguardem amenidades onde sopra a tempestade e fede o ar!
Quando o País se encontra a um pequeníssimo passo da argentinização da economia e das finanças, apenas travada pela existência do Euro, quando o investimento caiu a pique, as exportações para menos 30% do que foram há um ano, quando o desemprego está à desfilada, os Sindicatos a olhar para o umbigo, as fábricas a irem embora onde os salários são ainda menores, bom, o que seria de esperar da nossa "inteligência" era uma atitude ao menos de esperteza. De adaptação. Mas nem isso!
Que foi que fizeram nestes três meses? Ao ministro demissionário, pumba!, não houve nome que não lhe chamassem. Não houve tamanho para a inveja, dimensão à mesquinhez, à falta de respeito ao homem e ao professor de economia e finanças com provas e curricula prestados noutras latitudes. Aqui era um zé-ninguém. Um idiota chapado sem uma medida, um remendo, a valer ao menos o benefício da dúvida. Pois eles só têm certezas. Estou aliás convencido que vivem de certezas.
Estou, isto é, estava, pois não é que tenho agorinha que mudar de opinião?
Não é que agora a oposição da extrema esquerda à extrema direita, não é que, estão a chorar a saída do homem.?! Que receiam que a política vá ser outra?!Que exigem a continuação da política anterior!?
Pois não votaram sempre e sistematicamenbte contra todas as medidas do tal senhor que se foi embora?
Pois alguma vez se abstiveram de vituperar a mais modestas das alterações? A menos ousada decisão?
Jamais pararam a desbragada gritaria para analisar a situação real em que deixaram o País e para impedir a governação?
Olho a ponta da prancha e não me recordo.
No estado em que o País se encontra, depois de mais de 30 anos de governos de direita, de manigâncias as mais variadas, de absoluto e total assalto às finanças públicas, mesmo aos fundos de pensões, da venda de património ao desbarato, através de privatizações, de indemnizações por nacionalizações nos idos da "revolução", da venda de futuros nas cobranças fiscais, da compra de votos através do Gov. Reg. da Madeira, de investimentos, mais investidas de besta que de bípede racional, depois de tudo isto e muito mais havia a contar, não há que esperar avenidas onde se encontram buracos, não se aguardem amenidades onde sopra a tempestade e fede o ar!
Quando o País se encontra a um pequeníssimo passo da argentinização da economia e das finanças, apenas travada pela existência do Euro, quando o investimento caiu a pique, as exportações para menos 30% do que foram há um ano, quando o desemprego está à desfilada, os Sindicatos a olhar para o umbigo, as fábricas a irem embora onde os salários são ainda menores, bom, o que seria de esperar da nossa "inteligência" era uma atitude ao menos de esperteza. De adaptação. Mas nem isso!
Que foi que fizeram nestes três meses? Ao ministro demissionário, pumba!, não houve nome que não lhe chamassem. Não houve tamanho para a inveja, dimensão à mesquinhez, à falta de respeito ao homem e ao professor de economia e finanças com provas e curricula prestados noutras latitudes. Aqui era um zé-ninguém. Um idiota chapado sem uma medida, um remendo, a valer ao menos o benefício da dúvida. Pois eles só têm certezas. Estou aliás convencido que vivem de certezas.
Estou, isto é, estava, pois não é que tenho agorinha que mudar de opinião?
Não é que agora a oposição da extrema esquerda à extrema direita, não é que, estão a chorar a saída do homem.?! Que receiam que a política vá ser outra?!Que exigem a continuação da política anterior!?
Pois não votaram sempre e sistematicamenbte contra todas as medidas do tal senhor que se foi embora?
Pois alguma vez se abstiveram de vituperar a mais modestas das alterações? A menos ousada decisão?
Jamais pararam a desbragada gritaria para analisar a situação real em que deixaram o País e para impedir a governação?
Olho a ponta da prancha e não me recordo.
quarta-feira, julho 20, 2005
Brilhante, Sr. Engº !
Anda-me a custar começar isto.
É assim a modos que ler o final do romance policial muito antes do que seria esperado.
É como contar-vos o final do filme que ainda não viram.
Assim como tapar o aviso de "chão molhado" e depois, andar a ajudar os velhinhos a levantarem-se do chão.
Mas tenho mesmo que vos dizer isto.
Parece, o Prof. Freitas do Amaral tinha um plano de longo alcance e levou-o à prática como um verdadeiro personagem de Agatha Christie. Sem piedade.
Como um verdadeiro autómato. Cortando a direito. Há meses atrás. Premeditadamente. E que plano, senhores:
Destacando-se da direita populista. Arreganhando o dente ao amigo/inimigo americano. Mostrando independência, qb, à Europa, aceitando o cargo de MNE, como independente, mas Ministro de Estado ( sine qua non ) !
Depois foi só criar espaço em redor: Que o Banco Europeu isto, que o défice aquilo, que a Constituição Europeia aqueloutro.
E agora, um golpe de mestre. A rematar sem dó nem piedade. Uma entrevista inatacável e independente. Recheada de indicações a seguir. Sem margem para fugas ao PS inteiro.
E agora?
O Engº Sócrates vai ter de seguir este farol. Never say never. He said!
Das duas uma:
Ou o Engº. Sócrates de nada sabia e vai ter de comer este prato tal como lhe está a ser servido;
Ou o Engº. Sócrates faz parte deste plano e então temos dois extraordinários organizadores e planificadores da nossa vida política próxima .
A resposta virá em breve nos comentários que fizer a este pre-anúncio.
Entretanto a oposição fica sem palavras e sem candidato! Brilhante, Engº Sócrates, brilhante!
É assim a modos que ler o final do romance policial muito antes do que seria esperado.
É como contar-vos o final do filme que ainda não viram.
Assim como tapar o aviso de "chão molhado" e depois, andar a ajudar os velhinhos a levantarem-se do chão.
Mas tenho mesmo que vos dizer isto.
Parece, o Prof. Freitas do Amaral tinha um plano de longo alcance e levou-o à prática como um verdadeiro personagem de Agatha Christie. Sem piedade.
Como um verdadeiro autómato. Cortando a direito. Há meses atrás. Premeditadamente. E que plano, senhores:
Destacando-se da direita populista. Arreganhando o dente ao amigo/inimigo americano. Mostrando independência, qb, à Europa, aceitando o cargo de MNE, como independente, mas Ministro de Estado ( sine qua non ) !
Depois foi só criar espaço em redor: Que o Banco Europeu isto, que o défice aquilo, que a Constituição Europeia aqueloutro.
E agora, um golpe de mestre. A rematar sem dó nem piedade. Uma entrevista inatacável e independente. Recheada de indicações a seguir. Sem margem para fugas ao PS inteiro.
E agora?
O Engº Sócrates vai ter de seguir este farol. Never say never. He said!
Das duas uma:
Ou o Engº. Sócrates de nada sabia e vai ter de comer este prato tal como lhe está a ser servido;
Ou o Engº. Sócrates faz parte deste plano e então temos dois extraordinários organizadores e planificadores da nossa vida política próxima .
A resposta virá em breve nos comentários que fizer a este pre-anúncio.
Entretanto a oposição fica sem palavras e sem candidato! Brilhante, Engº Sócrates, brilhante!
terça-feira, julho 19, 2005
Como é que cá chegámos?
Levantamos um pouco o véu deste profundo mistério e vamos permitir-vos jogar no Grande Simulador de Deus, coisa rara e esclarecedora.
?Donde viémos, quem somos, o que estamos a fazer?
Todas as respostas num clic, já a seguir !
?Donde viémos, quem somos, o que estamos a fazer?
Todas as respostas num clic, já a seguir !
segunda-feira, julho 18, 2005
Vagas Muito Altas
Do Bicho Carpinteiro um texto que merece ser meditado:
A teoria da conspiração afinal não é uma teoria? Responda quem souber!
BOMBA NO PÉ
A ABC e outros media estão a divulgar que os ataques a Londres fazem parte de uma operação planeada pela Al-Qaeda desde há dois anos, no Paquistão.No âmbito do desmantelamento dessa mesma operação, a 13 de Julho de 2004, as autoridades paquistanesas capturaram um líder da Al-Qaeda, Mohammed Naeem Noor Khan, tendo encontrado no seu computador planos para atacar o metro de Londres. Depois de ter sido detido, Khan passou a ser um importante espião no contra-terrorismo, levando à prisão de vários membros da Al-Qaeda baseados em Luton, uma cidade inglesa particularmente complicada neste aspecto e donde eram provenientes os terroristas responsáveis pelas bombas da passada semana.
Outros membros da Al-Qaeda desconheceriam a sua detenção e Khan comunicava com eles por e-mail, recebendo importantíssimas informações que, naturalmente, eram usadas pelos serviços secretos paquistaneses, ingleses e norte-americanos.
Uma das detenções que permitiu foi a de Ahmed Khalfan Ghailani, tido como um dos responsáveis pelos bombordeamentos a embaixadas dos EUA em África no ano de 1998.
Contudo, na Convenção Democrata do ano passado, a administração Bush decidiu elevar o nível de alerta, porque haveriam planos de ataques a alvos americanos. Se pretendia ter uma justificação para tal, ou apenas queria alertar as pessoas, a verdade é que essa subida do nível de alerta levou à fuga de informação do nome de Khan. Os media divulgaram a história, os pormenores do computador e da sua detenção. Evidentemente que, nesta altura, os extremistas traídos por Khan souberam que ele era um espião. Khan, extremamente útil até então, deixou de o ser.
A polícia inglesa tentou então capturar rapidamente os suspeitos receando que, contudo, alguns (sabendo da duplicidade de Khan) já tivessem fugido, mudando subitamente de esconderijo e de planos. Sabia-se que esta célula planeava o ataque ao metro de Londres, e a esperança era de que, não obstante a desmazelada fuga de informação, que este tivesse sido evitado.Na altura, a negligência enfureceu os serviços secretos paquistaneses e britânicos, ambos apontando para a responsabilidade americana, como aliás, inicialmente C. Rice admitiu sem reservas.“Now British and Pakistani intelligence officials are furious with the Americans for unmasking their super spy - apparently to justify the orange alert - and for naming the other captured terrorist suspects.”
O Ministro do Interior Faisal Saleh Hayyat acrescentou que as informações e a espionagem de Khan, caso não tivesse sido abortada precocemente, teriam levado à detenção de outros importantes líderes da Al-Qaeda, eventualmente até de Bin Laden. A Scotland Yard terá ficado chocada com esta decisão unilateral da administração Bush de divulgar o nome do espião.
As críticas a esta fuga de informação também tiveram voz nos EUA.Quer isto dizer que é possível que, se não tivesse havido esta imprudência de Bush, os ataques a Londres poderiam ter sido evitados;Que outros importantes líderes da Al-Qaeda poderiam ter sido capturados;Resta saber se esta importante fonte, foi destruída por Bush, por puro desleixo ou intencionalmente, por ganhos políticos.
Explica isto as declarações do Ministro do Interior francês, Nicolas Sarkozy que, na passada semana, dizia que alguns dos bombistas de Londres já tinham sido previamente detidos? (declarações polémicas e prontamente desmentidas por Charles Clarke)
Teria a operação da Al-Qaeda, parcialmente abatida em 2004, elos aos ataques a Madrid?
Antes de deixarem comentários, sugiro que leiam os links. Para não ser uma discussão de factos, mas sim de opiniões.
A teoria da conspiração afinal não é uma teoria? Responda quem souber!
BOMBA NO PÉ
A ABC e outros media estão a divulgar que os ataques a Londres fazem parte de uma operação planeada pela Al-Qaeda desde há dois anos, no Paquistão.No âmbito do desmantelamento dessa mesma operação, a 13 de Julho de 2004, as autoridades paquistanesas capturaram um líder da Al-Qaeda, Mohammed Naeem Noor Khan, tendo encontrado no seu computador planos para atacar o metro de Londres. Depois de ter sido detido, Khan passou a ser um importante espião no contra-terrorismo, levando à prisão de vários membros da Al-Qaeda baseados em Luton, uma cidade inglesa particularmente complicada neste aspecto e donde eram provenientes os terroristas responsáveis pelas bombas da passada semana.
Outros membros da Al-Qaeda desconheceriam a sua detenção e Khan comunicava com eles por e-mail, recebendo importantíssimas informações que, naturalmente, eram usadas pelos serviços secretos paquistaneses, ingleses e norte-americanos.
Uma das detenções que permitiu foi a de Ahmed Khalfan Ghailani, tido como um dos responsáveis pelos bombordeamentos a embaixadas dos EUA em África no ano de 1998.
Contudo, na Convenção Democrata do ano passado, a administração Bush decidiu elevar o nível de alerta, porque haveriam planos de ataques a alvos americanos. Se pretendia ter uma justificação para tal, ou apenas queria alertar as pessoas, a verdade é que essa subida do nível de alerta levou à fuga de informação do nome de Khan. Os media divulgaram a história, os pormenores do computador e da sua detenção. Evidentemente que, nesta altura, os extremistas traídos por Khan souberam que ele era um espião. Khan, extremamente útil até então, deixou de o ser.
A polícia inglesa tentou então capturar rapidamente os suspeitos receando que, contudo, alguns (sabendo da duplicidade de Khan) já tivessem fugido, mudando subitamente de esconderijo e de planos. Sabia-se que esta célula planeava o ataque ao metro de Londres, e a esperança era de que, não obstante a desmazelada fuga de informação, que este tivesse sido evitado.Na altura, a negligência enfureceu os serviços secretos paquistaneses e britânicos, ambos apontando para a responsabilidade americana, como aliás, inicialmente C. Rice admitiu sem reservas.“Now British and Pakistani intelligence officials are furious with the Americans for unmasking their super spy - apparently to justify the orange alert - and for naming the other captured terrorist suspects.”
O Ministro do Interior Faisal Saleh Hayyat acrescentou que as informações e a espionagem de Khan, caso não tivesse sido abortada precocemente, teriam levado à detenção de outros importantes líderes da Al-Qaeda, eventualmente até de Bin Laden. A Scotland Yard terá ficado chocada com esta decisão unilateral da administração Bush de divulgar o nome do espião.
As críticas a esta fuga de informação também tiveram voz nos EUA.Quer isto dizer que é possível que, se não tivesse havido esta imprudência de Bush, os ataques a Londres poderiam ter sido evitados;Que outros importantes líderes da Al-Qaeda poderiam ter sido capturados;Resta saber se esta importante fonte, foi destruída por Bush, por puro desleixo ou intencionalmente, por ganhos políticos.
Explica isto as declarações do Ministro do Interior francês, Nicolas Sarkozy que, na passada semana, dizia que alguns dos bombistas de Londres já tinham sido previamente detidos? (declarações polémicas e prontamente desmentidas por Charles Clarke)
Teria a operação da Al-Qaeda, parcialmente abatida em 2004, elos aos ataques a Madrid?
Antes de deixarem comentários, sugiro que leiam os links. Para não ser uma discussão de factos, mas sim de opiniões.
Caçadores, toureiros e outros muy machos
Oportuno texto e os comentários são, na maioria, de bom gosto!
Raridades.
http://controversamaresia.blogspot.com/
Raridades.
http://controversamaresia.blogspot.com/
domingo, julho 17, 2005
Este post chama-se Grandes filhos da puta
A crédito de (Papoila Procria ) um texto de grande delicadeza com o qual não posso estar mais de acordo:
A época da caça vai abrir mais cedo porque muitos animais vão morrer de sede, por causa da seca, e esta é a única maneira dos filhos de uma grande puta dos caçadores os matarem antes.Seria indecente, os filhos da puta dos caçadores chegarem lá, aos sítios onde vivem os animais, sossegados, e já estar tudo morto de sede. Indecente.Vai daí, temos que garantir que esses grandes cabrões, que só sentem que têm pilinha quando agarram numa arma e disparam contra seres vivos descaradamente mais fracos, possam matar alguma coisita.Queres morrer de sede ou com um tiro nos miolos? perguntamos nós aos coelhos, às lebres e a muitas aves de rapina.Só que não os deixamos responder.Faz todo o sentido.p.sisto está a ir de mal a pior ou é impressão minha?p.s 2tenho umas ideias engraçadas para fazer a essa cambada de maricas da merda.
posted by papoila @ 2:28 PM
sexta-feira, julho 15, 2005
Quem está metido num grande sarilho ?
As notícias são preocupantes. Ou o Governo está metido num grande sarilho. Ou estamo-lo todos nós.
E não me refiro à impopularidade ocasional e volúvel. É mais da economia real de que falo.
Isto não arranca e a própria oposição começa a titubear pequenas concordâncias com as análises governativas. Jogos de espelhos.
Ainda há dias se levantavam irados contra as medidas do governo e agora afirmam que estamos à beira dum abismo! Estamos? E eles, a oposição, não têm nada a dizer sobre a matéria? Terão sido estes últimos três meses de governação que atiraram a fasquia pró brejo? Os três anos e meio anteriores o que é que têm a ver com isto? E antes ? Também não?
Nem antes do Guterres? Esse teve que admitir mais de 30.000 funcionários – que já o eram – mas que trabalhavam a recibo verde. Eram funcionários públicos de segunda e passaram nesse governo dito de maldito, para de pleno direito. Até ao direito de greve que agora exercitam contra o mesmo PS. Curiosa inversão da utilidade funcional.
Agora têm que gerir o País com a extraordinária herança do OGE2005, um primor de imaginação contabilística que escondia – apenas – 5% de despesas já completamente assumidas e sem escapatória. Era como se, ao vender-se uma empresa e pedido um balancete, o vendedor, num número de prestidigitação, tivesse simplesmente retirado as responsabilidades da dita, para apresentar uma empresa viável, saudável e próspera. Aliás diziam até que estavam em retoma! Que a crise acabara e não seriam necessários outros sacrifícios!
Pasmemos. Mas isto não está no Código das Sociedades, está é no Código Penal. E tem nome. Chama-se logro, embuste, conto do vigário e falsificação de documentos para obtenção de vantagens para si e seus apaniguados.
Mas o dramático é que se foram comprando toda uma série de cumplicidades com profissões e com corporações variadas. Elas são as deduções de horas lectivas dos professores; Os regimes especiais de assistência médica dos militares, da GNR, dos Bombeiros; As reformas antecipadas dos diplomatas, dos enfermeiros, dos professores primários; Os subsídios às Ipses para formação profissional; As representações diplomáticas, na maioria dos Países, que ninguém sabe para que servem. As delegações do ICEP, verdadeiros enxames de compadres; As férias judiciais, etc.
Tudo a sair do mesmo orçamento e a afinarem por baixo o desempenho, na inversa da remuneração. Saliente-se que um professor do secundário, em final de carreira ou na reforma, é o mais bem pago dos 15 Países.
Como inverter esta sangria sem atropelar algumas regras da democracia ou rasgar mesmo a Constituição? Verdadeiro desafio à imaginação e ao relógio que vai marcando o tempo que falta para esgotar a fonte e proclamar a insolvência. Como ontem dizia a propósito da Paz no mundo, cito-me para referir que o equilíbrio orçamental, a solvência das contas públicas e o futuro da Segurança Social, são assuntos demasiado importantes para serem deixados aos interesses corporativos, às negociações de interesses imediatos e aos acordos rapidinhos para evitar umas greves incómodas.
A não ser que nos empurremos, todos, uns aos outros, prancha fora!
E não me refiro à impopularidade ocasional e volúvel. É mais da economia real de que falo.
Isto não arranca e a própria oposição começa a titubear pequenas concordâncias com as análises governativas. Jogos de espelhos.
Ainda há dias se levantavam irados contra as medidas do governo e agora afirmam que estamos à beira dum abismo! Estamos? E eles, a oposição, não têm nada a dizer sobre a matéria? Terão sido estes últimos três meses de governação que atiraram a fasquia pró brejo? Os três anos e meio anteriores o que é que têm a ver com isto? E antes ? Também não?
Nem antes do Guterres? Esse teve que admitir mais de 30.000 funcionários – que já o eram – mas que trabalhavam a recibo verde. Eram funcionários públicos de segunda e passaram nesse governo dito de maldito, para de pleno direito. Até ao direito de greve que agora exercitam contra o mesmo PS. Curiosa inversão da utilidade funcional.
Agora têm que gerir o País com a extraordinária herança do OGE2005, um primor de imaginação contabilística que escondia – apenas – 5% de despesas já completamente assumidas e sem escapatória. Era como se, ao vender-se uma empresa e pedido um balancete, o vendedor, num número de prestidigitação, tivesse simplesmente retirado as responsabilidades da dita, para apresentar uma empresa viável, saudável e próspera. Aliás diziam até que estavam em retoma! Que a crise acabara e não seriam necessários outros sacrifícios!
Pasmemos. Mas isto não está no Código das Sociedades, está é no Código Penal. E tem nome. Chama-se logro, embuste, conto do vigário e falsificação de documentos para obtenção de vantagens para si e seus apaniguados.
Mas o dramático é que se foram comprando toda uma série de cumplicidades com profissões e com corporações variadas. Elas são as deduções de horas lectivas dos professores; Os regimes especiais de assistência médica dos militares, da GNR, dos Bombeiros; As reformas antecipadas dos diplomatas, dos enfermeiros, dos professores primários; Os subsídios às Ipses para formação profissional; As representações diplomáticas, na maioria dos Países, que ninguém sabe para que servem. As delegações do ICEP, verdadeiros enxames de compadres; As férias judiciais, etc.
Tudo a sair do mesmo orçamento e a afinarem por baixo o desempenho, na inversa da remuneração. Saliente-se que um professor do secundário, em final de carreira ou na reforma, é o mais bem pago dos 15 Países.
Como inverter esta sangria sem atropelar algumas regras da democracia ou rasgar mesmo a Constituição? Verdadeiro desafio à imaginação e ao relógio que vai marcando o tempo que falta para esgotar a fonte e proclamar a insolvência. Como ontem dizia a propósito da Paz no mundo, cito-me para referir que o equilíbrio orçamental, a solvência das contas públicas e o futuro da Segurança Social, são assuntos demasiado importantes para serem deixados aos interesses corporativos, às negociações de interesses imediatos e aos acordos rapidinhos para evitar umas greves incómodas.
A não ser que nos empurremos, todos, uns aos outros, prancha fora!
quinta-feira, julho 14, 2005
O que farás quando...
O teu irmão estiver injustamente preso?
O teu pai for humilhado e torturado fisica e mentalmente?
A tua família for ameaçada de morte?
Alguns dos teus familiares tiverem sido levados de suas casas para parte incerta?
Quando não derem notícias?
Quando fores sabendo pelos jornais do inimigo que todos os prisioneiros nas suas mãos, são regularmente sujeitos a torturas com carácter degradante?
E se souberes que a tua própria religião está ser usada como meio para aumentar os efeitos da tortura?
E, caso sejas apenas um cidadão do mundo em busca de mais justiça, como aceitar que os teus próprios aliados tenham desenvolvido e feito renascer as melhores técnicas de aviltamento da pessoa humana, e calmamente continuem a publicar as suas bestialidades tornando-as lugares comuns?
Quanto tempo deves esperar para veres estes mesmos "métodos" serem aplicados a outros detidos, de todas as nacinalidades, credo religioso ou cor de pele?
Ou devemos começar a usar um colorímetro da pele e uma base de ADN para, conjugadamente, sabermos o que nos espera em caso de sermos um dia presos? Ou um nosso familiar?
O código Penal deve ser dividido por cores, por continentes, por credos religiosos?
Digam lá se estes são os tais valores que devemos defender e de que falam Blair e Bush.
Eles repetem que vão ganhar.
Com estes métodos, o mais provável é estarmos a ser enganados e todos irmos perder.
O teu pai for humilhado e torturado fisica e mentalmente?
A tua família for ameaçada de morte?
Alguns dos teus familiares tiverem sido levados de suas casas para parte incerta?
Quando não derem notícias?
Quando fores sabendo pelos jornais do inimigo que todos os prisioneiros nas suas mãos, são regularmente sujeitos a torturas com carácter degradante?
E se souberes que a tua própria religião está ser usada como meio para aumentar os efeitos da tortura?
E, caso sejas apenas um cidadão do mundo em busca de mais justiça, como aceitar que os teus próprios aliados tenham desenvolvido e feito renascer as melhores técnicas de aviltamento da pessoa humana, e calmamente continuem a publicar as suas bestialidades tornando-as lugares comuns?
Quanto tempo deves esperar para veres estes mesmos "métodos" serem aplicados a outros detidos, de todas as nacinalidades, credo religioso ou cor de pele?
Ou devemos começar a usar um colorímetro da pele e uma base de ADN para, conjugadamente, sabermos o que nos espera em caso de sermos um dia presos? Ou um nosso familiar?
O código Penal deve ser dividido por cores, por continentes, por credos religiosos?
Digam lá se estes são os tais valores que devemos defender e de que falam Blair e Bush.
Eles repetem que vão ganhar.
Com estes métodos, o mais provável é estarmos a ser enganados e todos irmos perder.
A paz é um assunto demasiado sério para ser deixado em certas mãos...
Vale a pena ler o texto abaixo e "think about":
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2005/07/13/AR2005071302380.html?referrer=email
Vale a pena ler o texto abaixo e "think about":
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2005/07/13/AR2005071302380.html?referrer=email
quarta-feira, julho 13, 2005
Dois portugueses, o ideal e o outro
In: “Jornal de Negócios” 11Jul05
Baptista Bastos
Um fascista grotesco
b.bastos@netcabo.pt
--------------------------------------------------------------------------------
Alberto João Jardim não é inimputável, não é um jumento que zurra desabrido, não é um matóide inculpável, um oligofrénico, uma asneira em forma de humanóide, um erro hilariante da natureza.
Alberto João Jardim é um infame sem remissão, e o poder absoluto de que dispõe faz com que proceda como um canalha, a merecer adequado correctivo.
Em tempos, já assim alguém o fez. Recordemos. Nos finais da década de 70, invectivando contra o Conselho da Revolução, Jardim proclamou: «Os militares já não são o que eram. Os militares efeminaram-se». O comandante do Regimento de Infantaria da Madeira, coronel Lacerda, envergou a farda número um, e pediu audiência ao presidente da Região Autónoma da Madeira. Logo-assim, Lacerda aproximou-se dele e pespegou-lhe um par de estalos na cara. Lamuriou-se, o homenzinho, ao Conselho da Revolução. Vasco Lourenço mandou arrecadar a queixa com um seco: «Arquive-se na casa de banho».
A objurgatória contra chineses e indianos corresponde aos parâmetros ideológicos dos fascistas. E um fascista acondiciona o estofo de um canalha. Não há que sair das definições. Perante os factos, as tímidas rebatidas ao que ele disse pertencem aos domínios das amenidades. Jardim tem insultado Presidentes da República, primeiros-ministros, representantes da República na ilha, ministros e outros altos dignitários da nação. Ninguém lhe aplica o Código Penal e os processos decorrentes de, amiúde, ele tripudiar sobre a Constituição. Os barões do PSD babam-se, os do PS balbuciam frivolidades, os do CDS estremecem, o PCP não utiliza os meios legais, disponentes em assuntos deste jaez e estilo. Desculpam-no com a frioleira de que não está sóbrio. Nunca está sóbrio?
O espantoso de isto tudo é que muitos daqueles pelo Jardim periodicamente insultados, injuriados e caluniados apertam-lhe a mão, por exemplo, nas reuniões do Conselho de Estado. Temem-no, esta é a verdade. De contrário, o que ele tem dito, feito e cometido não ficaria sem a punição que a natureza sórdida dos factos exige. Velada ou declaradamente, costuma ameaçar com a secessão da ilha. Vicente Jorge Silva já o escreveu: que se faça um referendo, ver-se-á quem perde.
A vergonha que nos atinge não o envolve porque o homenzinho é o que é: um despudorado, um sem-vergonha da pior espécie. A cobardia do silêncio cúmplice atingiu níveis inimagináveis. Não pertenço a esse grupo.
APOSTILA 1 - José Sócrates foi extremamente convincente na entrevista de terça-feira à SIC. Ricardo Costa e José Gomes Ferreira apenas titubearam. Nota vinte para Sócrates. Os dois interlocutores estiveram a ver a banda passar.
APOSTILA 2 - Por falta de apoios o Ciberdúvidas, consultório de língua portuguesa na Inbternet, pode encerrar a sua notabilíssima tarefa. Fundado por João Carreira Bom e por José Mário Costa, dois excelentes jornalistas que nunca atropelaram o verbo nem se estatelaram na preposição, aquele consultório cumpre, averiguadamente, uma função desprezada pelos poderes. O número de respostas e os textos de apoio que o Ciberdúvidas tem inserido no «sítio», é volumoso e mais do que significativo, impositivo da sua especial importância. Animador desta iniciativa fundamental, depois da morte de Carreira Bom, o jornalista José Mário Costa tocou no batente de pujante instituições, como a Caixa Geral de Depósitos, a Galp, BPI, CTT e PT. Em vão. Aquele que é o «único prestador de serviço público gratuito e universal na divulgação da língua e da literatura portuguesas» está seriamente ameaçado. Dilectos: vamos à carga!
APOSTILA 3 - Na net corre um risonho comentário sobre o português ideal. Assim: tem uma pensão de 1600 contos por mês; tem dois meses de férias como os juízes; reforma-se aos 57 anos como os enfermeiros; acumula um lugar de vogal na Fundação Luso-Americana com o seu emprego, como o dr. Vítor Constâncio; tem o sistema de saúde dos polícias; tem uma verruga mais uma dioptria no olho esquerdo, e mais outro achaque qualquer para chegar aos 80 por cento de deficiência, e quase não paga inpostos; tem a esposa na TAP e viaja com descontos; tem um pai militar e faz as compras na Manutenção Militar; tem a mãe médica e não paga consultas, ao abrigo do estatuto deontológico da Ordem dos Médicos; e possui um cartão do PS e outro do PSD pelo que arranja sempre um «tacho».
Baptista Bastos
Um fascista grotesco
b.bastos@netcabo.pt
--------------------------------------------------------------------------------
Alberto João Jardim não é inimputável, não é um jumento que zurra desabrido, não é um matóide inculpável, um oligofrénico, uma asneira em forma de humanóide, um erro hilariante da natureza.
Alberto João Jardim é um infame sem remissão, e o poder absoluto de que dispõe faz com que proceda como um canalha, a merecer adequado correctivo.
Em tempos, já assim alguém o fez. Recordemos. Nos finais da década de 70, invectivando contra o Conselho da Revolução, Jardim proclamou: «Os militares já não são o que eram. Os militares efeminaram-se». O comandante do Regimento de Infantaria da Madeira, coronel Lacerda, envergou a farda número um, e pediu audiência ao presidente da Região Autónoma da Madeira. Logo-assim, Lacerda aproximou-se dele e pespegou-lhe um par de estalos na cara. Lamuriou-se, o homenzinho, ao Conselho da Revolução. Vasco Lourenço mandou arrecadar a queixa com um seco: «Arquive-se na casa de banho».
A objurgatória contra chineses e indianos corresponde aos parâmetros ideológicos dos fascistas. E um fascista acondiciona o estofo de um canalha. Não há que sair das definições. Perante os factos, as tímidas rebatidas ao que ele disse pertencem aos domínios das amenidades. Jardim tem insultado Presidentes da República, primeiros-ministros, representantes da República na ilha, ministros e outros altos dignitários da nação. Ninguém lhe aplica o Código Penal e os processos decorrentes de, amiúde, ele tripudiar sobre a Constituição. Os barões do PSD babam-se, os do PS balbuciam frivolidades, os do CDS estremecem, o PCP não utiliza os meios legais, disponentes em assuntos deste jaez e estilo. Desculpam-no com a frioleira de que não está sóbrio. Nunca está sóbrio?
O espantoso de isto tudo é que muitos daqueles pelo Jardim periodicamente insultados, injuriados e caluniados apertam-lhe a mão, por exemplo, nas reuniões do Conselho de Estado. Temem-no, esta é a verdade. De contrário, o que ele tem dito, feito e cometido não ficaria sem a punição que a natureza sórdida dos factos exige. Velada ou declaradamente, costuma ameaçar com a secessão da ilha. Vicente Jorge Silva já o escreveu: que se faça um referendo, ver-se-á quem perde.
A vergonha que nos atinge não o envolve porque o homenzinho é o que é: um despudorado, um sem-vergonha da pior espécie. A cobardia do silêncio cúmplice atingiu níveis inimagináveis. Não pertenço a esse grupo.
APOSTILA 1 - José Sócrates foi extremamente convincente na entrevista de terça-feira à SIC. Ricardo Costa e José Gomes Ferreira apenas titubearam. Nota vinte para Sócrates. Os dois interlocutores estiveram a ver a banda passar.
APOSTILA 2 - Por falta de apoios o Ciberdúvidas, consultório de língua portuguesa na Inbternet, pode encerrar a sua notabilíssima tarefa. Fundado por João Carreira Bom e por José Mário Costa, dois excelentes jornalistas que nunca atropelaram o verbo nem se estatelaram na preposição, aquele consultório cumpre, averiguadamente, uma função desprezada pelos poderes. O número de respostas e os textos de apoio que o Ciberdúvidas tem inserido no «sítio», é volumoso e mais do que significativo, impositivo da sua especial importância. Animador desta iniciativa fundamental, depois da morte de Carreira Bom, o jornalista José Mário Costa tocou no batente de pujante instituições, como a Caixa Geral de Depósitos, a Galp, BPI, CTT e PT. Em vão. Aquele que é o «único prestador de serviço público gratuito e universal na divulgação da língua e da literatura portuguesas» está seriamente ameaçado. Dilectos: vamos à carga!
APOSTILA 3 - Na net corre um risonho comentário sobre o português ideal. Assim: tem uma pensão de 1600 contos por mês; tem dois meses de férias como os juízes; reforma-se aos 57 anos como os enfermeiros; acumula um lugar de vogal na Fundação Luso-Americana com o seu emprego, como o dr. Vítor Constâncio; tem o sistema de saúde dos polícias; tem uma verruga mais uma dioptria no olho esquerdo, e mais outro achaque qualquer para chegar aos 80 por cento de deficiência, e quase não paga inpostos; tem a esposa na TAP e viaja com descontos; tem um pai militar e faz as compras na Manutenção Militar; tem a mãe médica e não paga consultas, ao abrigo do estatuto deontológico da Ordem dos Médicos; e possui um cartão do PS e outro do PSD pelo que arranja sempre um «tacho».
Ondas soltas - 1
Com a necessária vénia a crédito do Afixe e da Bluegift, um texto de grande actualidade sobre o qual muitos ensinamentos há a tirar:
Foi nos EUA que vi pela primeira vez, em Chicago, pessoas totalmente vestidas a banharem-se no lago Michigan, eram muçulmanos. Fiquei surpresa, mas não me incomodou, cada um escolhe o 'fato de banho' que quiser...
Em Londres, por outro lado, fiquei chocada sim. Há mulheres com uma máscara em bronze! (não me lembro do nome técnico), que muitas vezes seguem o homem carregadas de sacos de compras de supermercado, e a 2/3 metros atrás, pois elas não podem acompanhá-lo a par. Ele, não pode carregar qualquer peso, isso é desconsiderante, é trabalho de mulher, escrava, claro. Aqui não se chega a esse ponto, felizmente. Mas esperem, é só continuarmos a fazer que sim, como aqueles bonecos dos taxis marroquinos, e pouco faltará para esta prática se estenda ao resto da comunidade.
Tudo isto a propósito do Miguel estranhar o facto de existirem limitações sexistas no acesso a piscinas do centro europeu, em pleno sec XXI!
Pois é Miguel, estamos pior do que o Portugal dos anos 60 que separava os sexos nas escolas e outros lugares (ainda hoje os colégios de afinidade opus dei imitam o modelo). Mas sem chegar ao cúmulo observado aqui e que, não me venham com tretas, interfere de forma séria com o normal funcionamento e clima de igualdade que se pretende numa sociedade democrática. E é isso que está em causa.
Façam uma busca no google ou yahoo sobre 'piscines pour les musulmans'. Lá encontram várias provas da polémica que este problema está a suscitar. Os muçulmanos estão divididos neste problema, muitos pretendem evitar a instalação do radicalismo, mas, pelos vistos, certos europeus não estão a ajudar, pelo contrário...
Outro exemplo:
Nos hospitais, as muçulmanas que pertencem a estes grupos radicais, não podem ser tratadas por um médico do sexo masculino, sob pena de se tornarem impuras! Reparem no panorama que se gera nestas ocasiões: Há um acidente grave, as muçulmanas chegam em urgência ao hospital. São atendidas por quem está de banco, lógico. Sabem o que é que acontece nos momentos seguintes? Chega a família ou um grupo de controlo da comunidade (estilo kgb ou pide), e forma-se logo ali uma guerra santa porque os impuros não podem olhar para o corpo das muçulmanas! E os tipos exigem, em nome do respeito pelas diferenças culturais (espertos...), que sejam só as médicas a tratar das acidentadas! Não imaginam a aflição destas muçulmanas quando vêm um homem médico a aproximar-se. Escusado será dizer que se acaba por usar mil e uma artimanhas para iludir a dita e a brigada dos costumes. Mas mesmo assim, há os que se infiltram pelo hospital, para confirmar por quem elas estão realmente a ser tratadas. Ainda por cima, como eles consideram que a universidade é um covil de impuros, laicos, as mulheres não podem ir para lá estudar. Só em universidades exclusivas para mulheres. Ainda não existem por aqui mas esperem pela demora...
Por um lado, eles considerem o laicismo como a pior das impurezas (os outros apenas se enganaram no deus...), mas, por outro lado, ele convém-lhes e acaba por servir na perfeição os seus interesses, pois sem o respeito por todos os credos, não poderiam nunca manifestar-se nem impor as suas regras desta maneira. Só são coerentes no que convém, pois o objectivo principal é disseminar a vontade de Alá por todo o mundo. Ora nem mais. E o palerma do europeu, todo educadinho no 'respeito' pela diferença, acaba por cair no jogo.
É isto que convém evitar, e é por isso que a França foi tão
veemente na proibição do véu e outros símbolos religiosos ostensivos em lugares públicos. Vários países muçulmanos já o fazem há anos, justamente para impedir radicalismos.
É por isso que acabamos por funcionar como cumplices do fundamentalismo árabe quando, inconscientemente e cheios de boas intenções, acabamos por os deixar impor as suas regras.
De boas intenções está o inferno cheio, não restam dúvidas...
Foi nos EUA que vi pela primeira vez, em Chicago, pessoas totalmente vestidas a banharem-se no lago Michigan, eram muçulmanos. Fiquei surpresa, mas não me incomodou, cada um escolhe o 'fato de banho' que quiser...
Em Londres, por outro lado, fiquei chocada sim. Há mulheres com uma máscara em bronze! (não me lembro do nome técnico), que muitas vezes seguem o homem carregadas de sacos de compras de supermercado, e a 2/3 metros atrás, pois elas não podem acompanhá-lo a par. Ele, não pode carregar qualquer peso, isso é desconsiderante, é trabalho de mulher, escrava, claro. Aqui não se chega a esse ponto, felizmente. Mas esperem, é só continuarmos a fazer que sim, como aqueles bonecos dos taxis marroquinos, e pouco faltará para esta prática se estenda ao resto da comunidade.
Tudo isto a propósito do Miguel estranhar o facto de existirem limitações sexistas no acesso a piscinas do centro europeu, em pleno sec XXI!
Pois é Miguel, estamos pior do que o Portugal dos anos 60 que separava os sexos nas escolas e outros lugares (ainda hoje os colégios de afinidade opus dei imitam o modelo). Mas sem chegar ao cúmulo observado aqui e que, não me venham com tretas, interfere de forma séria com o normal funcionamento e clima de igualdade que se pretende numa sociedade democrática. E é isso que está em causa.
Façam uma busca no google ou yahoo sobre 'piscines pour les musulmans'. Lá encontram várias provas da polémica que este problema está a suscitar. Os muçulmanos estão divididos neste problema, muitos pretendem evitar a instalação do radicalismo, mas, pelos vistos, certos europeus não estão a ajudar, pelo contrário...
Outro exemplo:
Nos hospitais, as muçulmanas que pertencem a estes grupos radicais, não podem ser tratadas por um médico do sexo masculino, sob pena de se tornarem impuras! Reparem no panorama que se gera nestas ocasiões: Há um acidente grave, as muçulmanas chegam em urgência ao hospital. São atendidas por quem está de banco, lógico. Sabem o que é que acontece nos momentos seguintes? Chega a família ou um grupo de controlo da comunidade (estilo kgb ou pide), e forma-se logo ali uma guerra santa porque os impuros não podem olhar para o corpo das muçulmanas! E os tipos exigem, em nome do respeito pelas diferenças culturais (espertos...), que sejam só as médicas a tratar das acidentadas! Não imaginam a aflição destas muçulmanas quando vêm um homem médico a aproximar-se. Escusado será dizer que se acaba por usar mil e uma artimanhas para iludir a dita e a brigada dos costumes. Mas mesmo assim, há os que se infiltram pelo hospital, para confirmar por quem elas estão realmente a ser tratadas. Ainda por cima, como eles consideram que a universidade é um covil de impuros, laicos, as mulheres não podem ir para lá estudar. Só em universidades exclusivas para mulheres. Ainda não existem por aqui mas esperem pela demora...
Por um lado, eles considerem o laicismo como a pior das impurezas (os outros apenas se enganaram no deus...), mas, por outro lado, ele convém-lhes e acaba por servir na perfeição os seus interesses, pois sem o respeito por todos os credos, não poderiam nunca manifestar-se nem impor as suas regras desta maneira. Só são coerentes no que convém, pois o objectivo principal é disseminar a vontade de Alá por todo o mundo. Ora nem mais. E o palerma do europeu, todo educadinho no 'respeito' pela diferença, acaba por cair no jogo.
É isto que convém evitar, e é por isso que a França foi tão
veemente na proibição do véu e outros símbolos religiosos ostensivos em lugares públicos. Vários países muçulmanos já o fazem há anos, justamente para impedir radicalismos.
É por isso que acabamos por funcionar como cumplices do fundamentalismo árabe quando, inconscientemente e cheios de boas intenções, acabamos por os deixar impor as suas regras.
De boas intenções está o inferno cheio, não restam dúvidas...
segunda-feira, julho 11, 2005
Na borda da prancha - 2
Tenho uma proposta a fazer. Melhor, não é bem uma proposta. É mais uma espécie de jogo de perguntas e de respostas. O assunto é melindroso e pode até ferir sensibilidades. Vou botar uma argola vermelhinha neste post. Vai ficar original e talvez as críticas se fiquem pela fugaz saudação, o sorriso complacente ou o encolher de ombros e se evitem assim outras expressões envolvendo familiares. Preparados?
Ora aqui vai:
#1 - Quando os Ingleses dividiram o Médio-Oriente dando riqueza a uns seus aliados e pedras a todos os outros, estes deveriam :
a)Cantar o God save the Queen
b)Rezar e boca calada
c)Emigrar
d)Inscrever-se no British Council e aprender Inglês fluente
e)Lutar por aquilo que era deles
#2 - Quando os Israelitas, armados com as mais modernas armas por ingleses e franceses, expulsaram das suas casas e das suas terras três milhões de palestinianos amontoando-os em campos de refugiados no Líbano, estes deveriam:
a)Investir as suas poupanças nos Bancos Suiços
b)Constituir-se em partidos políticos de caráter parlamentar
c)Escrever às embaixadas ocidentais a expor a sua situação
d)Reemigrar
e)Lutar contra aqueles que os martirizavam
#3 - Quando a ONU condenou Israel, dezenas de vezes, pela usurpação de terra palestina; Quando a ONU ordenou a Israel a devolução da terra, da água e dos bens palestinos de que se tinha apoderado "manu militari", os palestinos e seus aliados árabes deveriam:
a)Ter-se voltado para Meca e pedido a Alá que intercedesse por eles junto do governo de Israel
b)Enviar delegações às feiras comerciais de produtos artesanais
c)Fazer um peditório à porta das Sinagogas mais próximas
d)Pedir ao invasor uns passes especiais a permitir que as palestinianas grávidas tivessem acesso ao hospital
e)Organizarem-se para fazer frente ao invasor
#4 - Quando, os Ingleses e Americanos colocaram no poder, na maioria dos chamados Estados Árabes, umas famílias de iluminados, devidamente apoiados na melhor ortodoxia muçulmana e na mais bem treinada polícia política, garantindo assim, duma só penada, que o poder estivesse bem entregue e que os investimentos do dinheiro do petóleo seriam, realizados, em primeiro lugar, nos bancos e nas empresas anglo-americanas,os súbditos deveriam:
a)Emigrar
b)Criar Associações Recreativas e Culturais de apoio às famílias no poder
c)Ler e reler o Corão a tentar vislumbrar onde é que estava a justificação para tanta injustiça
d)Aliar-se à clique dirigente esperando uma esmola piedosa do muito que lhes sobra
e)Revoltar-se contra os respectivos Governos e contra quem os suporta
#5 - Quando os Americanos armaram o regime de Sadam e o ajudaram na sua louca guerra contra o regime do Irão que tinha acabado de se erguer de dezenas de anos de ditadura do aliado americano Xá da Pérsia; Quando armaram Sadam com as armas químicas que usou amplamente contra o exército do Irão e também contra outro espinho cravado na bota de um dos aliados principais dos americanos, e falo da Turquia e no povo Curdo, os iraquianos deveriam:
a)Gravar na memória as vantagens de ter aliados especialistas em armamento químico
b)Destruir completamente o perigoso regime do Irão e reinstalar o Xá no poder
c)Promover a produção local de armas químicas
d)Inscrever-se na Guarda Republicana de Sadam
e)Organizar a luta clandestina contra Sadam e seus aliados
#6 - Quando os Americanos organizaram o grande embuste das WMD e tiveram o empenhado apoio de Ingleses, Polacos, Portugueses, Italianos, Australianos, Austríacos, etc., e justificaram assim a invasão do Iraque; Quando bombardearam com as mais modernas bombas de fragmentação, de perfuração, de blindagem de urânio, de controlo GPS, de retardamento, de baixa, média e grande altitude, todos os alvos possíveis, militares e sociais, culturais e organizacionais, Quando as bombas caíram aos milhares sobre zonas militares e zonas civis, universidades e escolas, hospitais e embaixadas; Quando, apesar da ausência de resposta militar do regime de Sadam, os bombardeamentos continuaram de dia e de noite; Quando a caça aos soldados no meio do deserto se transformou num verdadeiro tiro aos patos; Quando a humilhação de todos os países árabes se tornou evidente; quando, só o regime fantoche da Arábia Sáudita, deu mostras de compreender e apoiar os americanos;Quando até o Papa João Paulo II condenava os preparativos para a guerra e o seu início, os árabes deviam:
a)Escrever a Kofi Anam a pedir ajuda
b)Poupar gasolina e aumentar as exportações
c)Aumentar os depósitos a prazo na banca americana e os investimentos no NYSE
d)Nada fazer
e)Espalhar a capacidade organizativa para levar a luta do seu território ao território dos inimigos e fazê-los também sofrer o horror da guerra
#7 - Quando, milhares de prisioneiros são conservados em condições que violam todas as regras civilizacionais, em barcos prisões, em bases militares americanas espalhadas pelo mundo, sem quaisquer direitos de defesa e vítimas de toda a espécie de brutalidades, como em Abu Grahib; Quando não têm direito a um julgamento nem a serem sequer identificados; Quando, afinal estão civil e militarmente mortos, sem culpa formada e ou limite temporal de prisão; O que restará às suas famílias fazer? E aos seus amigos? Aos amigos das suas famílias? Aos que os amaram?
a)Não se esquecerem de lhes enviar um folar pela Pásqua
b)Preparar-lhes um curso de inglês por correspondência
c)Esquecerem-se deles
d)Constituirem advogado
e)Tudo fazerem para difundir uma sangrenta vingança contra tudo quanto seja ocidental, cristão, judeu e americano. Custe muito ou custe pouco.
Espero sinceramente que tenham conseguido chegar ao fim do jogo. Não era para ser simpático ou próprio para salões bem-pensantes.
Está um bocado arrebenta, isso está.
Cheira a petróleo que tresanda.
Mas, aqui na barca, a própria prancha está ali a dar-nos ideias. A propor justiça.
Aliás, a justiça começa exactamente onde acaba a prancha!
P.S.- As respostas certas podem ser lidas, todos os dias, em rigoroso exclusivo, nas primeiras páginas dos melhores diários de todo o Mundo e na aberturta dos melhores tele-jornais mediante um acordo firmado entre o Homem ao Mar! e esses orgãos de comunicação social. Palavra!
Ora aqui vai:
#1 - Quando os Ingleses dividiram o Médio-Oriente dando riqueza a uns seus aliados e pedras a todos os outros, estes deveriam :
a)Cantar o God save the Queen
b)Rezar e boca calada
c)Emigrar
d)Inscrever-se no British Council e aprender Inglês fluente
e)Lutar por aquilo que era deles
#2 - Quando os Israelitas, armados com as mais modernas armas por ingleses e franceses, expulsaram das suas casas e das suas terras três milhões de palestinianos amontoando-os em campos de refugiados no Líbano, estes deveriam:
a)Investir as suas poupanças nos Bancos Suiços
b)Constituir-se em partidos políticos de caráter parlamentar
c)Escrever às embaixadas ocidentais a expor a sua situação
d)Reemigrar
e)Lutar contra aqueles que os martirizavam
#3 - Quando a ONU condenou Israel, dezenas de vezes, pela usurpação de terra palestina; Quando a ONU ordenou a Israel a devolução da terra, da água e dos bens palestinos de que se tinha apoderado "manu militari", os palestinos e seus aliados árabes deveriam:
a)Ter-se voltado para Meca e pedido a Alá que intercedesse por eles junto do governo de Israel
b)Enviar delegações às feiras comerciais de produtos artesanais
c)Fazer um peditório à porta das Sinagogas mais próximas
d)Pedir ao invasor uns passes especiais a permitir que as palestinianas grávidas tivessem acesso ao hospital
e)Organizarem-se para fazer frente ao invasor
#4 - Quando, os Ingleses e Americanos colocaram no poder, na maioria dos chamados Estados Árabes, umas famílias de iluminados, devidamente apoiados na melhor ortodoxia muçulmana e na mais bem treinada polícia política, garantindo assim, duma só penada, que o poder estivesse bem entregue e que os investimentos do dinheiro do petóleo seriam, realizados, em primeiro lugar, nos bancos e nas empresas anglo-americanas,os súbditos deveriam:
a)Emigrar
b)Criar Associações Recreativas e Culturais de apoio às famílias no poder
c)Ler e reler o Corão a tentar vislumbrar onde é que estava a justificação para tanta injustiça
d)Aliar-se à clique dirigente esperando uma esmola piedosa do muito que lhes sobra
e)Revoltar-se contra os respectivos Governos e contra quem os suporta
#5 - Quando os Americanos armaram o regime de Sadam e o ajudaram na sua louca guerra contra o regime do Irão que tinha acabado de se erguer de dezenas de anos de ditadura do aliado americano Xá da Pérsia; Quando armaram Sadam com as armas químicas que usou amplamente contra o exército do Irão e também contra outro espinho cravado na bota de um dos aliados principais dos americanos, e falo da Turquia e no povo Curdo, os iraquianos deveriam:
a)Gravar na memória as vantagens de ter aliados especialistas em armamento químico
b)Destruir completamente o perigoso regime do Irão e reinstalar o Xá no poder
c)Promover a produção local de armas químicas
d)Inscrever-se na Guarda Republicana de Sadam
e)Organizar a luta clandestina contra Sadam e seus aliados
#6 - Quando os Americanos organizaram o grande embuste das WMD e tiveram o empenhado apoio de Ingleses, Polacos, Portugueses, Italianos, Australianos, Austríacos, etc., e justificaram assim a invasão do Iraque; Quando bombardearam com as mais modernas bombas de fragmentação, de perfuração, de blindagem de urânio, de controlo GPS, de retardamento, de baixa, média e grande altitude, todos os alvos possíveis, militares e sociais, culturais e organizacionais, Quando as bombas caíram aos milhares sobre zonas militares e zonas civis, universidades e escolas, hospitais e embaixadas; Quando, apesar da ausência de resposta militar do regime de Sadam, os bombardeamentos continuaram de dia e de noite; Quando a caça aos soldados no meio do deserto se transformou num verdadeiro tiro aos patos; Quando a humilhação de todos os países árabes se tornou evidente; quando, só o regime fantoche da Arábia Sáudita, deu mostras de compreender e apoiar os americanos;Quando até o Papa João Paulo II condenava os preparativos para a guerra e o seu início, os árabes deviam:
a)Escrever a Kofi Anam a pedir ajuda
b)Poupar gasolina e aumentar as exportações
c)Aumentar os depósitos a prazo na banca americana e os investimentos no NYSE
d)Nada fazer
e)Espalhar a capacidade organizativa para levar a luta do seu território ao território dos inimigos e fazê-los também sofrer o horror da guerra
#7 - Quando, milhares de prisioneiros são conservados em condições que violam todas as regras civilizacionais, em barcos prisões, em bases militares americanas espalhadas pelo mundo, sem quaisquer direitos de defesa e vítimas de toda a espécie de brutalidades, como em Abu Grahib; Quando não têm direito a um julgamento nem a serem sequer identificados; Quando, afinal estão civil e militarmente mortos, sem culpa formada e ou limite temporal de prisão; O que restará às suas famílias fazer? E aos seus amigos? Aos amigos das suas famílias? Aos que os amaram?
a)Não se esquecerem de lhes enviar um folar pela Pásqua
b)Preparar-lhes um curso de inglês por correspondência
c)Esquecerem-se deles
d)Constituirem advogado
e)Tudo fazerem para difundir uma sangrenta vingança contra tudo quanto seja ocidental, cristão, judeu e americano. Custe muito ou custe pouco.
Espero sinceramente que tenham conseguido chegar ao fim do jogo. Não era para ser simpático ou próprio para salões bem-pensantes.
Está um bocado arrebenta, isso está.
Cheira a petróleo que tresanda.
Mas, aqui na barca, a própria prancha está ali a dar-nos ideias. A propor justiça.
Aliás, a justiça começa exactamente onde acaba a prancha!
P.S.- As respostas certas podem ser lidas, todos os dias, em rigoroso exclusivo, nas primeiras páginas dos melhores diários de todo o Mundo e na aberturta dos melhores tele-jornais mediante um acordo firmado entre o Homem ao Mar! e esses orgãos de comunicação social. Palavra!
Na borda da prancha - 1
Agora tenho recebido muitas notícias e alguns abaixo-assinados que deveriam ser para eu transmitir à marujada. Estes de que vos falo são contra o governo, melhor, são mesmo contra o primeiro-ministro. E por ter faltado às promessas eleitorais. ( Já pensaram quem poderia ser eleito se dissesse que os impostos eram para ser aumentados? ) Bom . Isso é outro post. Do que quero falar é do tal texto que, vindo primeiro com origem na direita,(por email)a que achei melhor não dar importância, vem agora circulando, com caráter de urgência, entre uma certa esquerda que me parece estar sempre contra tudo e à espera do mundo novo, pronto a servir "over night", como diria um velho noctívago!
Mas o mais estranho é como essa esquerda usa o texto ipsis verbis daquela direita despudorada e a fazer figura de desmiolada.
Dá ideia que os próximos saltos para a água vão ser aos pares...
Mas o mais estranho é como essa esquerda usa o texto ipsis verbis daquela direita despudorada e a fazer figura de desmiolada.
Dá ideia que os próximos saltos para a água vão ser aos pares...
terça-feira, junho 21, 2005
AS GREVES QUE FALTOU DIVULGAR
Isto de andar por fora tem as suas desvantagens. Avisam-me agora duma série de greves todas da maior relevância e que não me lembrava de terem sido divulgadas. Querem ver?
Lembram-se da greve marcada pelos sindicatos dos professores para comemorar a anulação da lei de bases do ensino levada a cabo pelo governo da direita?
Vem-vos à ideia a greve organizada pelos mesmos atrás mencionados a combater as arremetidas do governo da direita contra o ensino laico, público e obrigatório?
Façam um esforço!
Quem esqueceu as greves contra as declarações de que Portugal era um país de religião oficial católica?
E da greve em luta pelo ensino da educação sexual nas escolas? Lembram-se dessa?
Já agora a que combatia o absentismo dos professores?
E a da maravilhosa ideia, felizmente combatida com arrojo pelos sindicatos contra o cheque ensino. Como na América. Para que cada família tivesse a oportunidade de escolher a escola pública - paga por todos nós - onde melhor os seus filhos, os filhos dos seus amigos, os afilhados dos seus compadres e por aí fora, tivessem o direito de frequentar?
A greve referida ao desinteresse dos pais pelos trabalhos da escola?
Esqueceram a greve contra a marcação destes mesmos exames cuja realização foi determinada ainda pelo anterior governo da direita?
Lembram-se certamente da greve contra a presença de mais de 5000 professores com horário zero e de outros tantos fixados a trabalhos nos próprios sindicatos?
Quem já esqueceu as várias greves pela manutenção do ensino nocturno para trabalhadores, extinto duma penada pelo governo da direita?
Ocorre-vos de certeza a luta, nas ruas, as passeatas, as bandeiras desfraldadas e os milhares de manifestantes organizados pelos sindicatos para que não entrasse em vigor a extraordinária decisão do ministro Justino, de largo alcance social de fixar um preço máximo para os livros escolares? Medida absolutamente exemplar e merecedora da atenção do comité do prémio Nobel da economia. De facto após a publicação desta medida, todos os livros e manuais escolares passaram a ter esse preço: o máximo possível. Melhor é difícil. Desta lembram-se de certeza!
Quem ignora o combate insano destes sindicatos contra o abandono escolar e a favor da fixação dos docentes nas escolas?
Ainda bem que não perderam nenhuma destas !
A mim, que estou fora, foi como se tivessem caído da prancha. Não dei conta.
Lembram-se da greve marcada pelos sindicatos dos professores para comemorar a anulação da lei de bases do ensino levada a cabo pelo governo da direita?
Vem-vos à ideia a greve organizada pelos mesmos atrás mencionados a combater as arremetidas do governo da direita contra o ensino laico, público e obrigatório?
Façam um esforço!
Quem esqueceu as greves contra as declarações de que Portugal era um país de religião oficial católica?
E da greve em luta pelo ensino da educação sexual nas escolas? Lembram-se dessa?
Já agora a que combatia o absentismo dos professores?
E a da maravilhosa ideia, felizmente combatida com arrojo pelos sindicatos contra o cheque ensino. Como na América. Para que cada família tivesse a oportunidade de escolher a escola pública - paga por todos nós - onde melhor os seus filhos, os filhos dos seus amigos, os afilhados dos seus compadres e por aí fora, tivessem o direito de frequentar?
A greve referida ao desinteresse dos pais pelos trabalhos da escola?
Esqueceram a greve contra a marcação destes mesmos exames cuja realização foi determinada ainda pelo anterior governo da direita?
Lembram-se certamente da greve contra a presença de mais de 5000 professores com horário zero e de outros tantos fixados a trabalhos nos próprios sindicatos?
Quem já esqueceu as várias greves pela manutenção do ensino nocturno para trabalhadores, extinto duma penada pelo governo da direita?
Ocorre-vos de certeza a luta, nas ruas, as passeatas, as bandeiras desfraldadas e os milhares de manifestantes organizados pelos sindicatos para que não entrasse em vigor a extraordinária decisão do ministro Justino, de largo alcance social de fixar um preço máximo para os livros escolares? Medida absolutamente exemplar e merecedora da atenção do comité do prémio Nobel da economia. De facto após a publicação desta medida, todos os livros e manuais escolares passaram a ter esse preço: o máximo possível. Melhor é difícil. Desta lembram-se de certeza!
Quem ignora o combate insano destes sindicatos contra o abandono escolar e a favor da fixação dos docentes nas escolas?
Ainda bem que não perderam nenhuma destas !
A mim, que estou fora, foi como se tivessem caído da prancha. Não dei conta.
terça-feira, maio 31, 2005
Garrafa ao Mar!
E, para quem a apanhar, que se amerceiem de nós…
"Gostava de saber como é que se começa isto:
Escrever a quem leio todos os dias. Às vezes até comento. Mas, as dúvidas não pagam dívidas.
Portanto, aqui vai:
O motivo não é o deficit, também conhecido como défice, não é o futebol, aliás, Portugal, nem o Governo, que cá em casa não estou autorizado a dizer palavrões.
É mais simples. Mais prosaico, e por isso mesmo mais difícil:
Apresento-lhe o novíssimo blog Homem ao Mar! em homem-ao-mar.blogspot.com para que, da sua experiência e pouco tempo, venha um mote, um empurrão, uma crítica.
Tem pouco sumo, ainda.
Ondas virão!
Eu sei. É poucochinho. Mas é de vontade! E a viagem promete!
Abraço
Manuel Ferrer"
"Gostava de saber como é que se começa isto:
Escrever a quem leio todos os dias. Às vezes até comento. Mas, as dúvidas não pagam dívidas.
Portanto, aqui vai:
O motivo não é o deficit, também conhecido como défice, não é o futebol, aliás, Portugal, nem o Governo, que cá em casa não estou autorizado a dizer palavrões.
É mais simples. Mais prosaico, e por isso mesmo mais difícil:
Apresento-lhe o novíssimo blog Homem ao Mar! em homem-ao-mar.blogspot.com para que, da sua experiência e pouco tempo, venha um mote, um empurrão, uma crítica.
Tem pouco sumo, ainda.
Ondas virão!
Eu sei. É poucochinho. Mas é de vontade! E a viagem promete!
Abraço
Manuel Ferrer"
Suplemento “A Europa” – nº1 ( NON pode ser lido separadamente )
Leio directamente da perna do pombo e nem acredito: Então, em França, a esquerda partiu-se aos bocados e vai de, em conjunto com a direita e a extrema direita ululante, vai, dizia eu, dizer NON ao Tratado Constitucional Europeu.
Faz lembrar aquela dos operários da velha Albion, que, nos primores da Revolução Industrial, e acossados pela repugnante acumulação primitiva do capital – a qualquer custo – se revoltaram …contra as máquinas e …partiram-nas!
Errou agora a esquerda em França. Ele há alianças que logo nos indicam se estamos no caminho certo ou no errado.
Diz-me uma carta que acabo de receber que também em Portugal há culpados de tentarem apoiar o OUI francês e que de entre eles se destaca o Presidente Sampaio. Diga-se em abono da verdade que o argumento me pareceu um bocadinho oportunista. Deve ser alguém que não gosta dele. Alguém a tentar ajustar contas antigas com um pretexto que na aparência, só nela, parece razoável:
Pois diz o ilustre causídico – pois trata-se de um – que como defensor da Constituição Portuguesa o PR não pode apoiar referendos que uma vez aprovados tornem subordinada a Cons. Port. à Europeia. À primeira vista parece um argumento que bóia. Mas não. Nem argumento é :
Primeiro, porque já hoje, à luz dos actuais tratados em vigor, as directivas europeias uma vez aprovadas em CE se sobrepõem às leis nacionais de cada membro da União. Aliás devem ser imediatamente transcritas para o nosso direito nacional !
Logo, argumento borda fora.
Segundo, porque a ser verdade que o PR deva em todas as circunstâncias defender a Constituição, então devia vetar todas e quaisquer alterações que lhe fossem submetidas viessem de onde viessem.
Não faz sentido, e prancha fora!
Terceiro, uma vez que a eventual vitória do OUI não teria - de facto – qualquer implicação no exterior da França e que se saiba eles já lá têm um PR…não colhe !
Notícias de Terra ! – 2
Afinal o sistema de comunicações é excelente e funciona mesmo.
Têm chegado notícias que se farta.
E então as últimas do governo são preocupantes. Tudo acções de emergência. Uma correria que só têm seis meses para conjugar um ano!
Para acertar as contas. Aqui a bordo já temos uma comissão para voltarmos para trás e pormos a nossa prancha ao serviço da pátria.
Dizem que só com uns passeios à beira mar é que isto vai…
Uns, mais destemidos, querem arrastar o Monstro e atirá-lo borda fora.
Outros, judiciosos, preferem nomear já uma comissão e apurar as culpas. Só depois usam a prancha. Também serve.
Têm chegado notícias que se farta.
E então as últimas do governo são preocupantes. Tudo acções de emergência. Uma correria que só têm seis meses para conjugar um ano!
Para acertar as contas. Aqui a bordo já temos uma comissão para voltarmos para trás e pormos a nossa prancha ao serviço da pátria.
Dizem que só com uns passeios à beira mar é que isto vai…
Uns, mais destemidos, querem arrastar o Monstro e atirá-lo borda fora.
Outros, judiciosos, preferem nomear já uma comissão e apurar as culpas. Só depois usam a prancha. Também serve.
sexta-feira, maio 20, 2005
Notícias de Terra ! – 1
Finalmente o primeiro pombo chegou! Estafado e um bocado perdido, mas chegou.
Agora, todos em volta da perna do bicho, a ver se se percebe a notícia:
“BES, Jeimes BES !”
Será código ? Ou não será para nós? O pombo pode ter sido “escutado” no caminho?
Parece assim, não sei, a modos que uma palavra de passe. Um nome.
Uma senha.
Logo o piadista de serviço – temos por cá muito disso –
- Isto assim é uma seca
- Uma seca ?
- Pois, uma vargem seca!
Ainda peço a minha transferência para o departamento de cripto…
Agora, todos em volta da perna do bicho, a ver se se percebe a notícia:
“BES, Jeimes BES !”
Será código ? Ou não será para nós? O pombo pode ter sido “escutado” no caminho?
Parece assim, não sei, a modos que uma palavra de passe. Um nome.
Uma senha.
Logo o piadista de serviço – temos por cá muito disso –
- Isto assim é uma seca
- Uma seca ?
- Pois, uma vargem seca!
Ainda peço a minha transferência para o departamento de cripto…
Notícias da Barca – 4
Para que se saiba, aqui vamos nós, mar a fora, mas, reparadas as velas e o cordame, que ontem ventou que se fartou, o Comandante pessoa de saberes e de muitas letras juntou-nos à ré e para nos levantar o moral contou-nos a história de Dien Bien Phu, nome esquisito esse, onde, disse, os franceses começaram a perder o império colonial e deixaram a camisa com as medalhas e tudo. Diz ele que faz agora uns 51 anos um exército de camponeses nos confins da Indochina, que se denominavam de viet-mins, se organizaram, transportaram durante noites a fio o armamento e as munições e, duma assentada, vai de destruir o melhor e mais organizado exército colonial, à sua época. E foram tantas as que deram na cabeça dos franceses que à falta de pranchas – que Dien Bien Phu é em terra firme – os oficiais e outras altas patentes deram foi uns tiros na cabeça ou foram feitos prisioneiros! Que aquilo foi sério. De dia e de noite aqueles viet-mins não deixaram os franceses em paz. Chumbo grosso para cima deles. Hoje, sabe-se, a arrogância e a suposta superioridade militar dos franceses levou-os cometer os erros do costume e a julgar-se senhores da situação. Então, à medida que a batalha decorria, mais de dois meses!, foram metendo mais e mais soldados nas fortificações enlameadas onde viviam enterrados sob o fogo dos viet-mins, esse tal exército de camponeses vestidos com pijamas e de chapéu de palha na cabeça. Foi uma luta desigual: Os franceses tinham tudo, até apoio aéreo, e os viet-mins não tinham nada mas estavam na terra deles. E aí residia a diferença. E a derrota foi tão grande que dois meses depois, em Genebra, em conversações directas com os representantes do povo vietnamita, os franceses se apressaram a pedir um cessar-fogo e a tratar de salvar o que podiam. O chefe do exército viet-min foi um tal Giap, figura de bonacheirão mas organizador de primeira que conduziu os seus homens a uma decisiva vitória sobre o colonialismo francês. Depois vieram os americanos a dar ordens e a colonizar a terra e que aquele mesmo Giap os avisou do que acontecera aos franceses. E eles, nada! Foram precisos mais 20 anos de guerra, agora contra os americanos e todo o seu poderio militar para, de novo, os derrotar e foi vê-los a saltar para os últimos aviões, helicópteros e barcos a fugirem desesperados, abandonando todo o equipamento. Como se saltassem da prancha!
Eu pergunto-me porque será que estes feitos militares e os seus heróis andam tão esquecidos dos nossos jornais e televisões ? Será isto para esquecer ? Agora reparo que só nos dão ou filmes dos peixinhos no mar ou dos americanos na Lua…que isto das guerras coloniais é muito bonito mas, na minha modesta opinião, até à data, não tem dado grandes resultados…Na altura parece tudo bem. Até dá uns votos e tudo, depois das paradas vêm os funerais e a seguir as manifs, os motins, as sarrafuscas e está o caldo entornado!
O nosso Comandante disse que tinha uma teoria que explicava tudo isso e que um dia nos contava! Fico à espera. Eu e a prancha!
Eu pergunto-me porque será que estes feitos militares e os seus heróis andam tão esquecidos dos nossos jornais e televisões ? Será isto para esquecer ? Agora reparo que só nos dão ou filmes dos peixinhos no mar ou dos americanos na Lua…que isto das guerras coloniais é muito bonito mas, na minha modesta opinião, até à data, não tem dado grandes resultados…Na altura parece tudo bem. Até dá uns votos e tudo, depois das paradas vêm os funerais e a seguir as manifs, os motins, as sarrafuscas e está o caldo entornado!
O nosso Comandante disse que tinha uma teoria que explicava tudo isso e que um dia nos contava! Fico à espera. Eu e a prancha!
quinta-feira, maio 12, 2005
Notícias da Barca – 3
Agora estou todo entusiasmado. Descobri que o Imediato, que é quem tem o programa da viagem, afinal montou um sistema de comunicações com a pátria. Foi ele que explicou para que é que eram aqueles pombos todos que tínhamos nas gaiolas. Era para mandar mensagens à pátria e dela recebermos na volta, as notícias tão estremecidas que, estou certo nos vão encher de orgulho. Este Imediato é o máximo. Noutro dia, explicou-nos porque é que o anterior Imediato tinha saltado. Da prancha, calculo. Foi que não estudava os mapas e se metia em aventuras que acabavam mal. Que gastara o que tinha e o que não tinha para obras de fachada na casa dele e na dos amigos. Que tinha prometido dar casa aos jovens, e nada. Um ror de asneiras. Este, não. Parece que quer mesmo acabar a viagem. Ah, mas afastei-me do pombal que era o motivo deste post. Ontem mesmo seguiu o primeiro pombo com as notícias de bordo e espera-se a chegada, a todo o momento, das da pátria que devem ser boas. Nem outra coisa seria de esperar visto que à parte aqueles casos – felizmente já resolvidos – da colocação dos professores e do contrato da empresa dos amigos dos ministros da coroa ( coroa, escudo e euro ! ), e outro da burla ao fisco duma quantidade de gente ligada ao futebol e de outro, que se bem me lembra, era sobre qualquer coisa como Paraísos Fiscais, Casas Pias e Espíritos Santos. Agora é que reparo: Não pode ser! A trafulhice de braço dado com tudo o que é mais santo !? Ora reparem. Paraísos, Pios e Espíritos Santos. Só mentes muito perversas, e a pedir um passeio na prancha, é que se lembrariam de meter no mesmo saco as roubalheiras e as acções do Senhor. Estão a ver? Até eu me engano! Que disparate. Acções do Senhor ! Ou bem que são acções, ou bem que são do Senhor, que era um pelintra e morreu quase nu. Que se saiba não possuía nada de seu. Nem conta bancária, nem nada. Se tivesse ido ao banco fazer um empréstimo, teria evitado ser crucificado. Tinham-lhe era soltado os cães.
quarta-feira, maio 11, 2005
Notícias da Barca – 2
Isto aqui a bordo vai complicado: O Comandante ontem juntou a marujada na ré e vai de avisar que o trabalho andava uma merda, nas aulas. É, eu já me esquecia de avisar que aqui foram instituídas aulas, levamos professores, papel e lápis. Burburinho. Os senhores professores doutores reitores até disseram que aquilo nunca se vira. Um destrambelho. Mandar averiguar como é que iam as escolas?! O aproveitamento!? Era só o que faltava. Ele que não se esquecesse que muitos deles andavam numa roda-viva da proa à ré, de estibordo a bombordo, da gávea ao mastro grande a dar aulas e a ensinar esta marujada já de si tão ingrata e tão ignara a ver se faziam deles homens. Que, se a finalidade das aulas era essa, a de alguns aprenderem alguma coisa, que então estava tudo mal. A finalidade eram as aulas, e eles davam-nas em quantidade e sobre matérias candentes. Claro que podiam porventura melhorar alguns aspectos. Talvez mais visitas de estudo e de formação para os docentes. Parava-se a barca e eles desembarcariam numas ilhas de que tinham ouvido falar onde os congressos e as semanas de estudo intensivo lhes haviam de fazer bem. Mal não fariam, diziam. Ficámos divididos. Uns diziam que para se verem livres deles a ideia das Ilhas dos Congressos lhes parecia muito bem. Outros, os do lado esquerdo, bombordo, gritando que afinal voltariam os mesmos, correram a encerar a prancha e faziam sons como “ploffff!”e “Gluglu” e ainda outros menos fáceis de vos transmitir. Depois o Comandante deu de ombros e deu também mais um tempo a ver se aquilo melhorava. É que se não melhora o remédio vai ser “ meia dúzia de passos em frente” e pluf. Homem ao mar! E não empurrem. Um de cada vez ! Há espaço para todos trinta braças mais abaixo.
Notícias da Barca - 1
Zarpámos finalmente. O ferro não queria ser içado. Levou o seu tempo. Mas aqui vamos, mar adentro, e já não há muita terra à vista. Temos é que nos concentrar na nossa navegação. Evitar escolhos. Bolinar. Escolher ventos. Procurar marés. E sobretudo, seguir o plano de viagem.
Ao contrário do que estava em uso até há pouco, não houve missa de despedida. Achei que não carecia. Ainda me lembro dos últimos que até levaram dois bispos a bordo e aquilo deu para o torto. Era o Timor. Bateram de frente. Com mar chão! Deviam estar distraídos com algum sermão, uma catequese, um responso. Coisas da vida.
Pouco se salvou do Timor. Tinham até organizado umas eleições para saber quem mandaria. Qual o rumo. E zás! De cabeça para baixo. Mar em volta. Muitos já sem vontade de se salvarem e aos seus. Vai é de se desenrascarem, os mais afoitos. O mar tudo invadiu. Os livros escritos, poucos, foram levados com as ondas. Qual eleições, qual nada. Cada um por si. Os santinhos, esses boiaram, que eram de pau. O resto afundou.
Não foi por falta de missas. Terá sido por excesso? Que digo !?
Subscrever:
Mensagens (Atom)
