segunda-feira, setembro 05, 2005

Ajuda de Cuba aos EEUU

Qualquer dia ainda veremos um fluxo de refugiados a caminho do "Inferno Comunista". É só esperar que a administração americana disso se encarregará:
Aqui, num jornal da segunda maior democracia americana: O Globo

Porque é necessário ler Vital Moreira

Ele fala por si, nada posso acrescentar, salvo a devida vénia:

Castigo divino
A seguir ao grande terramoto de 1755, provocou grande agitação um folheto que "provava" ser a catástrofe um castigo de Deus, escrito pelo padre Gabriel Malagrida (jesuíta de origem italiana, com longa obra missionária no Brasil, que depois foi desterrado pelo Marquês de Pombal, acabando condenado pelo crime de lesa-magestade e executado pela Inquisição).A ira divina sempre fez parte das explicações populares das grandes catástrofes, naturais ou não. Hoje, numa época de fanatismos religiosos, a tragédia do furacão Katrina fez proliferar os partidários do castigo de Deus. Como relata hoje o Público (link só para assinantes), os fundamentalistas cristãos norte-americanos consideram-na uma punição divina pelos pecados do aborto e do homosexualismo. Os fundamentalistas islâmicos vêem nela a vingança de Alá pelas ofensas dos Estados Unidos contra o Islão. Em Israel, os zionistas consideram-na um castigo pela pressão dos Estados Unidos para a retirada dos colonatos israelitas de Gaza. Não havendo agora punição humana para os partidários do castigo de Deus (que, aliás, recai sempre sobre inocentes...), a virtuosa omnipotência divina não seria melhor empregada na punição dos próprios autores destas elocubrações? Haja Deus!
[Inserido por vital moreira] 5.9.05

Um Link para a Liberdade

Absolutamente necessário quando os diques que cederam, podiam e deviam ter sido reforçados!
Nomeadamente por aqueles que, adormecidos com subsídios, alcool, droga e "desperados", nem sequer tiveram vontade de votar contra na última eleição americana!
New Orleans era o parque de diversões dos ricos! O "NewAvana" como o próprio Bush lembra entre lágrimas de crocodilo e bençãos de iluminado:
"Here's what I believe. I believe that the great city of New Orleans will rise again and be a greater city of New Orleans. (Applause.) I believe the town where I used to come from, Houston, Texas, to enjoy myself -- occasionally too much -- (laughter) -- will be that very same town, that it will be a better place to come to. That's what I believe."-- George W. Bush

Não percam esta animação:
http://www.bozzetto.com/freedom.htm

sexta-feira, setembro 02, 2005

Carta a MMoore, com cópia para vocês.

Caro Michael,

Tive há pouco conhecimento de que escreveste ao presidente Bush.
Sobre o furacão Katrina. Como não estou de acordo com a tua perspectiva do problema, faço duas coisas. Transcrevo a tua carta e vou fazendo os meus comentários.
Assim poupa-se no papel.
Sei que estás de acordo!

Friday, September 2nd, 2005
Dear Mr. Bush:
Any idea where all our helicopters are? It's Day 5 of Hurricane Katrina and thousands remain stranded in New Orleans and need to be airlifted. Where on earth could you have misplaced all our military choppers? Do you need help finding them? I once lost my car in a Sears parking lot. Man, was that a drag.

( primeiro: mas porque é que os pobres não foram retirados de NO? Estava-se mesmo a ver que seria impossível retirá-los depois de estarem bloqueados e afogados. Não haveria meios nem tempo para o fazer. Retirar de helicóptero, um a um meio milhão de habitantes? velhos, mulheres e crianças? Ainda por cima doentes, mal alimentados, drogados até?Mas de que é que estás a falar?)
Also, any idea where all our national guard soldiers are? We could really use them right now for the type of thing they signed up to do like helping with national disasters. How come they weren't there to begin with?
( Segundo: Mas quando é que um furacão é um caso de polícia? Faz-me o favor de por essas ideias na ordem homem! Um furacão é um caso de assistência social, de bombeiros, de albergues alternativos, de assistência médica e alimentar: A Guarda Nacional? Mas eles sabem segurar diques? Ou só dão tiros?)
Last Thursday I was in south Florida and sat outside while the eye of Hurricane Katrina passed over my head. It was only a Category 1 then but it was pretty nasty. Eleven people died and, as of today, there were still homes without power. That night the weatherman said this storm was on its way to New Orleans. That was Thursday! Did anybody tell you? I know you didn't want to interrupt your vacation and I know how you don't like to get bad news. Plus, you had fundraisers to go to and mothers of dead soldiers to ignore and smear. You sure showed her!
I especially like how, the day after the hurricane, instead of flying to Louisiana, you flew to San Diego to party with your business peeps. Don't let people criticize you for this -- after all, the hurricane was over and what the heck could you do, put your finger in the dike?
And don't listen to those who, in the coming days, will reveal how you specifically reduced the Army Corps of Engineers' budget for New Orleans this summer for the third year in a row. You just tell them that even if you hadn't cut the money to fix those levees, there weren't going to be any Army engineers to fix them anyway because you had a much more important construction job for them -- BUILDING DEMOCRACY IN IRAQ!

( Ora aí estamos nós a meter os pés pelas mãos: Mas alguém acredita que a maior potência de todos os tempos, a que vela dia e noite sobre o que cada um de nós escreve na net ou diz ao tetelé, não tenha um plano de assistência para alagamentos e cheias de todos os gráus? Para salvar a sua amada população? A que vive sob a estrelada bandeira, garantia da liberdade e das oportunidades? Queres convencer-me que o presidente de tal nação mete férias e assobia para o lado quando milhões de seus concidadão bem amados, se dedicam a segurar diques, a salvar a pele e a morrer afogados?
Queres que acredite que ele gosta mais do Iraque que da Louisiana? do Mississipi ? Que foi bem briefado sobre os furacões?)
On Day 3, when you finally left your vacation home, I have to say I was moved by how you had your Air Force One pilot descend from the clouds as you flew over New Orleans so you could catch a quick look of the disaster. Hey, I know you couldn't stop and grab a bullhorn and stand on some rubble and act like a commander in chief. Been there done that. ( confesso que também me comoveu! E os ingratos dos pretos não é que se armaram e dispararam sobre os hélis ?)
There will be those who will try to politicize this tragedy and try to use it against you. Just have your people keep pointing that out. Respond to nothing. Even those pesky scientists who predicted this would happen because the water in the Gulf of Mexico is getting hotter and hotter making a storm like this inevitable. Ignore them and all their global warming Chicken Littles. There is nothing unusual about a hurricane that was so wide it would be like having one F-4 tornado that stretched from New York to Cleveland.
( Vejo aqui neste bocado de carta umas referências menos elogiosas à política energética da administraçãoBush. Ora estando o grande norte e o Alaska tão afastados do Golfo do México, qual a relação? Querem ver que a gasolina que se consome no Norte afecta o Sul? Quem vai acreditar que a política de luta contra incêndios em tão boa hora levada a cabo por essa administração pode aumentar o risco de tempestades monstruosas?)
No, Mr. Bush, you just stay the course. It's not your fault that 30 percent of New Orleans lives in poverty or that tens of thousands had no transportation to get out of town. C'mon, they're black! I mean, it's not like this happened to Kennebunkport. Can you imagine leaving white people on their roofs for five days? Don't make me laugh! Race has nothing -- NOTHING -- to do with this!
( Todos, e cada um dos descamisados pretos do Sul dos EUA, são apenas o exército de reserva para umas surtidas pelo mundo fora! O resto que se dane! E mão -de-obra sempre desqualificada, barata e disponível)
You hang in there, Mr. Bush. Just try to find a few of our Army helicopters and send them there. Pretend the people of New Orleans and the Gulf Coast are near Tikrit.
Yours,
Michael Moore
MMFlint@aol.comhttp://www.michaelmoore.com/
( Agora é que o caldo se entornou: Não sei se estás a ver aqueles generais, aqueles almirantes da tecnologia da democracia musculada, andarem a recolher ou a transportar uma data de pretos, velhos, esfomeados e ainda por cima sem petróleo nenhum!? E a abandonarem aquele promissor Iraque onde se fazem fortunas do dia para a noite?
Valha-te Deus homem!
E depois, se tiras os hélis do Iraque como é? Aquilo por lá, se a memória não me falha, ainda tem uns problemazitos para resolver. Uma democracia para escorar!
Dizem que, ainda, sem prazo para regressar. Será?
Sinceramente
Manuel Ferrer

O lixo debaixo do tapete e a desagragação social

Deixem-me fazer as citações um bocado mais adiante.
Prefiro começar por dizer que conheço um pouco dos EUA e que ali se vive desde há muito a mais descarada e desavergonhada segregação racial. Que o ódio racial é claro e que basta ser-se pouco branco para se ser corrido de lugares, empregos e bairros ou, pelo contrário, ser-se pouco negro para correr os mais sérios riscos, incluindo o da própria morte, em guetos, bairros, cidades e até Estados negros.
Aquilo há muito que pode rebentar pelas mal cosidas costuras sociais.
Ora a segregação racial não é um fim em si própria, não senhor. É apenas a fase mais visível do fenómeno da violentíssima acumulação de capital, da consequente segregação social e justificação desa mesma segregação com base na cor de pele, na origem étnica e na religão. Porque há uma religião do estado. Não duvidem!
Depois, na chamada terra da liberdade e da democracia, há ainda o regime de repressão e de terror que ali vigora.
Um de cada cinco negros americanos - e são negros todos os que não forem brancos caucasianos - Um em cada cinco, dizia, está na cadeia!
Os restantes quatro estão, na sua maioria, num estado de miséria indescritível. no plano social, no educativo e no dos bens materiais. Sem quaisquer recursos materiais ou de esperança de verem alterada este estado de coisas.
Constituem a reserva de mão-de-obra sempre disponível e barata que, depois de terem enriquecido gerações e gerações de negreiros e de proprietários de terras de algodão, estão agora, compelidos, a engrossar as fileiras dos exércitos que os EAU têm espalhados pelo mundo.
Só que estavam tapados pelo tapete da propaganda e pela voz dos media domesticados, quer lá quer por esse mundo de Deus!
E não é que veio um furacão e acertou em cheio no Burquina-Fasso, perdão, na Somália, perdão, no Sri-Lanca, não, não, foi no Sul do Império. Lá nos Estados do Sul e tirou o tapete, literalmente, à propaganda àcerca do paraìso na Terra. De repente os nossos ecrans ficaram indesculpavelmente confusos. Onde é que estamos?
Os "pivots", de unha envernizada e brilhantina na testa, olhavam para a câmara e saíam-lhes fracos vagidos, vagos comentários, ao que viam.
Aquilo afinal são os EUA que pelo mundo fora espalham o medo, a morte e a sobranceria? Com aqueles pobres todos? Daquela cor? Sem eira nem beira?
E então que dizer, dos extraordinários meios de apoio e de socorro que não aparecem em lado nenhum?; das imensas universidades onde os mais ricos desenvolvem as melhores bombas para atacar os mais pobres?
Afinal parece que só havia plano de evacuação, de apoio e de socorro para os mais ricos. Para os brancos que deixaram a cidade entregue a si própria!
Bastou um furacão, muita chuva - que falta nos fazia! - e dois dias de ausência de autoridade para que a sociedade se desfizesse, que os ódios interraciais e toda a animalidade surgisse à luz do dia, sem qualquer controlo e sem que as autoridades pudessem fazer outra coisa que não fosse gritar "Ó da guarda que está a chover"!
A governadora exigiu a presença de 40.000 soldados especiais para controlarem a população da cidade! E com ordem para atirar a matar!
Mas 40.000 é um exército! E dizem precisar de meses.
A maior das inépcias e uma gigantesca sobranceria possibilitou que os ricos e mais abastados fugissem da zona, depois de avisados. Todos os restantes, todos pobres e na maioria todos negros foram deixados aos milhões para trás, como coisas não solúveis, na água.
Mas sem água potável, sem comida, sem luz eléctrica ou saneamento. Sem socorro! Dias a fio.
Mergulhados na maior imundíce, na água contaminada com as fossas e latrinas. Com os depósitos do lixo urbano e os cadáveres humanos e animais a flutuar entre os telhados das casas de madeira e zinco onde vivia a maioria da população. Com toda a poluição de produtos do petróleo - sempre ele - que continuadamente se derramam da indústria agora imobilizada e abandonada.
Diante deste quadro - sobre o qual muito mais há a dizer - devo perguntar aos que só atiram pedras a Cuba, se por acaso alguma vez viram, por lá, imagens tão degradantes como aquelas que nos apresentam agora, hoje, sobre os EUA?
Já alguma vez viram o presidente de Cuba não poder aterrar de helicóptero com medo dos ataques da sua própria população?
Por este caminho, e se vivermos mais uns anos, ainda veremos a onda de emigrantes a desejar chegar a Cuba!

Tinha um plano de pré-reforma para a minha prancha e estou a ver que afinal vou ter é horas extra. Trabalhos dobrados!

Agora as citações, só de americanos não filiados nem na Al-quaeda nem no PC, que eu tenho cuidado com as companhias:

"I assume the president's going to say he got bad intelligence... I think that wherever you see poverty, whether it's in the white rural community or the black urban community, you see that the resources have been sucked up into the war and tax cuts for the rich." -- Congressman Charles B. Rangel"

Many black people feel that their race, their property conditions and their voting patterns have been a factor in the response....I'm not saying that myself, but what's self-evident is that you have many poor people without a way out." -- Rev. Jesse Jackson"

In New Orleans, the disaster's impact underscores the intersection of race and class in a city where fully two-thirds of its residents are black and more than a quarter of the city lives in poverty. In the Lower Ninth Ward neighborhood, which was inundated by the floodwaters, more than 98 percent of the residents are black and more than a third live in poverty."-- David Gonzalez, NY Times

terça-feira, agosto 30, 2005

Os agricultores? Estão bem obrigado!

Aqui há dias, ainda de férias, fui,dar uma volta pelo arrosal, lá bem no meio, entre a Comporta e a Carregueira de Baixo, ali onde há agora montes de cegonhas para turista ver.

Lá fui andando junto ao canal de irrigação, olhando quer as cegonhas, quer na ribanceira que separa o arrosal da estrada, as várias casas de verão duns afortunados que nem se importam com os mosquitos.

Mas, de repente, entre as árvores que fracamente tapavam uma dessas casas, estava estacinado como se fosse um carrinho de mão, um aparador de relva, uma motoreta, estava lá, luzidío e novo, completamente novo, um helicóptero azul de 5 ou 6 lugares, ali entre as árvores no quintal de alguém que precisa de se deslocar rápido e sem polícia de trânsito, entre as suas casas.

Calculo que deva ser um desses agricultores que à noite, no telejornal, pedem subsídios e protestam miséria.

As desigualdades estão a ficar circuscritas ? como os incêndios ?

Fraco desempenho > Borda-fora !

Segundo o insuspeito NY Times, a oficial Bunnatine H. Greenhouse, depois de trabalhar 20 anos no exército, como supervisora ou controladora dos contractos com fornecedors, foi despromovida, nas condições que pode ler aqui.
E aqui este bocadinho, para não ficar muito grande o post:
"A top Army contracting official who criticized a large, noncompetitive contract with the Halliburton Company for work in Iraq was demoted Saturday for what the Army called poor job performance.
The official, Bunnatine H. Greenhouse, has worked in military procurement for 20 years and for the past several years had been the chief overseer of contracts at the Army Corps of Engineers, the agency that has managed much of the reconstruction work in Iraq. "

Isto parece a maldição das pirâmides, houvesse disso no Iraque.
Aqui entre nós, a senhora devia ter tento na língua e perceber a missão civilizacional, levada a cabo pela administração americana e seu vice-presidente, invadindo o Iraque, saqueando o petróleo e ficar caladinha.
Quem é que quereria discutir o preço das panquecas e dos feijões refogados em pleno deserto?
Reservo-lhe um lugar de destaque aqui na lista prá prancha.
É mais seguro que trabalhar com certa gente!

O Jumento duplicado

Eis uma fotocópia que não me importo de tirar:

JUMENTO DO DIA

ROMANTISMO
Não sou um admirador nem das qualidades nem do currículo político de Manuel Alegre, e a situação que este militante do PS está a criar não passa de mais uma das suas birras românticas; uma candidatura de Manuel Alegre seria claramente derrotada por Cavaco Silva pois há muita gente à esquerda que não o admira tanto como ele julga. Mas muito pior do que isso, corria-se um sério risco de Cavaco conseguir uma maioria tão expressiva que resultaria num regresso quase imediato do cavaquismo, daí o empenho de algumas personalidades da direita, como o JPP, numa candidatura de Alegre. Estamos perante um caso em que o romantismo não ajuda a lucidez, e Manuel Alegre deveria perceber que não tem dimensão política para o cargo que ambiciona.


Isto a continuar assim vai mesmo para o Cavaco. Pode ser que ele faça mesmo o que a direita anseia e este povo, se calhar, não desmerece. Atente-se na campanha avagalhada dos polícias, dos sindicatos, da extrema esquerda, do PC, dos opion makers, do JPP, do Luis Delgado, do Jardim, do Carlos Encarnação, das farmácias, dos juízes e do futebol que, calado, não paga as dívidas...
Desta vez estão todos de acordo, não é?
Quase apetece que o Cavaco ganhe, o governo seja de direita e depois veríamos se ainda havia vaga de incêndios e de contestações!
Será essa a estratégia do PC? Depois teria mais filiados e muitas manifs. Teria?
Dizia o meu amigo Aquino que nada como um governo soviético para produzir anti-comunistas e nada como um governo de esquerda liberal para dar origem a reaccionários. Será ?

F = P+C

Não houve um senhor que ficou famoso a arrumar umas incógnitas e umas variáveis?

Deu-me para isto : A matemática politica ou a Matelíca

No Público de hoje há um senhor que explica que Portugal sem corrupção seria a Finlândia.
Quer dizer: se mandássemos a corrupção para lá eles ficavam assim como o Avelino ou o Loureiro e nós ficávamos loiros e angelicais. Era bestial!
Assim, isto da Matelítica fica assim: F de Finlândia é igual a P de Portugal mais C de Corrupção
Ainda fico famoso!

O Papa, as heresias e o PC

Sobejam-nos testemunhas da preocupação nossa e do desvelo com que vimos seguindo cada passo, cada oscilação supraciliar do nosso Papa Benedito VI, também conhecido como Bento.
( Repararam como estou/estamos a escrever canonicamente? )
Ele tem sido missas com a juventude e apelos à presença nas ditas, um ror de curiosos despachos e não menos importantes promessas de novos santos e santas que a todos nós fazem muita falta.
Agora aí esta a reunião e a benção espargida sobre os ex-abomináveis e excomungados membros desse seita ímpia, malévola e cismática da Sociedade do Santo Pio X
A magnífica e pontifical justificação - se tal fosse necessário - é que se trata de procurar a reunião dos filhos cristãos.
A nós parece-nos bem!
Mesmo que seja com os seguidores do ultra conservador ( um neo-con, como agora se diz ) do Sr. bispo Lévèbvre, negador das directivas do "Vaticano II" e oportunamente excomungado.
Dizem-me que este nosso Bento VI até simpatiza com essas posições, até ontem heréticas!
Este Papa está para o Concílio Vaticano II assim como o nosso Jerónimo de Sousa está para a Glassnost.
Como o PC olha a perestroika!
Com a maior compreensão e desvelo. Amen.

domingo, agosto 28, 2005

Diz-me quem apoias...

Diz o Expresso que o Cavaco Silva apoia o Belmiro de Azevedo.
Acho bem!
Primeiro, porque o Cavaco Silva já apoiou outros menos qualificados.
Querem ver?
Apoiou o Gen. Spínola e até foi ao funeral que me lembre
Apoiou o Valentim
Apoiou o Lara da censura. Apoiou, sim senhor!
Apoiou o G Bush
Apoiou o Santana e o Durão
Apoiou... fartou-se de apoiar!
Depois, era chegada a hora de apoiar o Belmiro que inventou as mercearias grandes e que, tal como ele, é responsável pelo desaparecimento de significativa parte da pequena e média empresa em Portugal, nos últimos 25 anos!
À minha micro-empresa, pediu ele vários milhares de contos adiantados para colocar, à venda, em regime de consignação, os meus produtos.
Estava certo. Era para todas as suas mercearias. Se vendesse tudo bem. Se não vendesse devolvia. A mercadoria, claro. Os milhares de contos, esses, não voltavam, tinham sido apoio.
Não fizemos o negócio e não lhe pude dar apoio.
Com o Cavaco Silva, já o caso é diferente. Pode dar-lhe apoio que a mercadoria não vai ser devolvida. Não pode. É de contrafacção !
É a democracia do faz-de-conta. E do vale-tudo!

Mata,mata!

Hoje há 6 toiros 6 em Barrancos.
Sob a capa da tradição vai dar-se largas a uma das mais degradantes formas de tortura. essa sim, tradicional!
Uns carrascos travestidos de sacerdotes dessa fé, dando ares de corajosos, mas jogando com os animais um jogo previamente viciado e cobardemente ensaiado.
Claro que a bestialidade em Barrancos não é uma prioridade num País no estado do nosso. É verdade!
Mas para os saudosos do antigamente tenho uma proposta irrecusável:
Não haveria também a hipótese de reinstalar o poder do Marcelo Caetano/União Nacional, aí num lugarejo tipo Barrancos e voltar a por tudo como dantes? Com GNR de polainas, Pides de gabardina, pároco temente a Deus e às autoridades, bufos na taberna, reguadas nas escolas, salário da época, latifundiários a arrematar trabalho eventual voluntário, tornado obrigatório?Muito analfabetismo. sem médico nem remédios, electricidade ou água potável.
Sem vacinas e muitas procissões.
Iam ver como, fruto da tradição, se desenvolvia o turismo e lá voltavam, aos molhos, esses saudosistas do fascismo, dos reis e das touradas! Um regabofe!
Depois, um dia, era só soltar os touros. A sério! Sem serem embolados. Sem serem sangrados previamente. Ou dopados. Sem barreiras de madeira ou escapatória.
Um mano a mano autêntico! Não é essa autenticidade que choram, perdida?

A Higiene Pública e a saúde naval

Tenho seguido com o mesmo estômago fraco os desempenhos públicos, e o que deles resulta, do vice-presidente da CMPorto e do AJJardim.
O mesmo se passa com o Isaltino e com o Major Loureiro.
Parece um concurso de obscenidades.
Cada um deles a superar o nosso espanto e indignação!
Desculpem, mas dada a minha condição de marujo com responsabilidades neste navio, aqui declaro que por higiene pública, e para saúde dos que viajam, não os cito. Não os comento.
Vomito da amurada!

Lá se foi uma pérola, perdão um poema!

Numa comunicação a empresários e num apelo ao investimento, Sócrates citou , esta semana, um excerto de um poema de Sá-Carneiro:“Um pouco mais de sol - eu era brasa.Um pouco mais de azul - eu era além”.
E pedia assim aos investidores que acreditassem no País e renovassem investimentos.
Não sei se lhe deram ouvidos. Sei que um primeiro-ministro que cita poetas é bem melhor do que aquele que profere bacoradas, mastigando bolo-rei!

Aqui fica o Poema:
“Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num grande mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quase vivido...
Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!
De tudo houve um começo ... e tudo errou...-
Ai a dor de ser - quase, dor sem fim...
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se enlaçou mas não voou...
Momentos de alma que, desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas que não fixei...
Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...
Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...
Um pouco mais de sol - e fora brasa
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém... “

Parece no entanto que esta citação que procura ilustrar um apelo não agrada à pureza da Joana Amaral Dias dos "bichos-carpinteiros" que considera a citação pouco reflectida e fora do contexto. E, claro, toda a trupe de comentadores de serviço que só têm por função deitar a baixo, destruir. Esses fazem parte dos que têm dores de dentes psicológicas e inveja galopante.
Não desesperem que temos prancha e mar de sobra
Bom! Estamos evoluir! Então já não são as políticas que são más, já não é responsável por o petróleo estar mais caro, pela deslocalização das empresas? Agora são as citações que são mal escolhidas para o momento.
Agora é o Mário Sá Carneiro que que é errático e infelizmente pouco credível. Valha-a Deus!
Talvez um lugarzito de assistente para as citações apropriadas, ACA para os iniciados! e tudo havia de melhorar.
Não seria melhor perguntar-se se os investidores portugueses estão a investir no País ou no estrangeiro?
Se, por acaso, a velha citação das pérolas e dos porcos não teria aqui algum lugar?
Vá lá, um esforço: Como naquelas associações beneficentes, escoteiros e assim: Vamos gostar hoje e todos os próximos dias, um bocadinho, de Portugal?
Valeu?

sábado, agosto 27, 2005

São os incêndios, estúpidos! Os incêndios!

O JPP, no seu "abrupto", tem-se desdobrado em esforços para aumentar o fumo dos incêndios e, acompanhado dos comentadores que ele próprio escolhe, uns tais Ricardo Prata, C. Medina Ribeiro, António Carrilho, SMF e agora rufam já outros tambores esforçados ecos da sanha anti-tudo no "mar salgado" onde o delírio anti-socialista e anti-tudo lhes engrola os argumentos e lhes turva a já fraca vista.
Parecem até psicóticos em busca das próprias sombras.
Se tiverem estômago passem por lá. Vejam como, e até onde se chega, para ao mesmo tempo que se puxa por livros escolares do tempo do salazarismo, se desanca no actual governo e no PR.
O JPP e os seus "comentadores" sabem bem quem eucaliptou o País, quando e quem pinheirou quase tudo.
Claro que conhecem os grandes benefícios que o regime salazarista trouxe ao desenvolvimento e progressos rurais.
Como, naquele tempo, as populações eram mantidas, até com recurso à igreja, na maior obscuridade e como a sacrossanta propriedade e regime de exploração rural era mantido pela força em todo o País.
Também não desconhecem que até há bem pouco tempo os proprietários rurais sobreviveram num regime de exploração medieval do tipo "foros" e de verdadeiros servos agrícolas.
Conheci isso, de perto, na região de Coimbra/ Lousã há apenas 30/40 anos!
Deviam saber que em Portugal, mercê da exploração colonial, isso sim!, foi possível manter o País no maior atraso e que aqui nunca se fez a chamada revolução agrícola et pour cause, a industrial! O colonialismo teve destas coisas. Atrasou-nos e reduziu irremediavelmente à miséria milhões de seres humanos por esse mundo fora, séculos a fio!
Mas qual?! Aqueles senhores acham que os responsáveis são, por esta ordem:
- Os governos socialistas, incluindo o actual, que deve ter organizado a seca, a incúria das populações, o abandono das terras e os fogos postos!
- O actual Presidente da República que não pode apelar a nada, especialmente se isso puder inquietar algum proprietário mesmo que tenha 80 anos e já nem seja capaz de depenar uma galinha!
- A legislação que não é aplicada há décadas, em todos os aspectos da vida nacional, com evidentes culpas deste governo que já lá está há seis meses e só pode ter mandado apagar os fogos.
- O Estado, que somos todos nós, pagantes de impostos e que vimos, desde o 25 de Abril, os governos da direita a pregarem a favor da santa propriedade privada, das privatizações e das negociatas com aquilo que pode dar lucro imediato e olhando para o lado quando no Verão o País ía ardendo.
- O rendimento mínimo de inserção ou o garantido ! É verdade! E a estagnação comunista! Deve ser culpa deste governo tudo o que se passa por esse mundo fora. Mais o preço do barril, o terrorismo e os preços dos produtos chineses.
É quase patética esta tentativa de responsabilizar o rendimento mínimo de inserção/ ou garantido, como desejar o JPP e o FNV, pelo abandono do meio rural, pela desertificação do interior e pelos fogos. Se o ridículo queimasse, o FNV e mais estes comentadores em busca do tempo perdido, estariam reduzidos e cinzas. Esses "pequenos proprietários" queriam o quê? Continuar a pagar salários de miséria por trabalho braçal de grande dureza e completamente desprovido de protecção ou de futuro? O povo foi-se embora? Não trabalha mais para eles? Ingrato esse povo. Aliás o Salazar por alguma razão proibia a emigração. Um bocadinho de bom senso e de vergonha podia evitar que se continuassem a vender balelas socias e fantasias políticas para justificarem as saudades do antigamente!Mas essa da "estagnação comunista" é uma pérola digna das que saiem, entre vapores, pela boca fora do vosso AJJardim!
Se me sobrar um bocadito de tempo, vou actualizar a minha lista de espera para os saltos para a água!
Há montes de candidatos afogueados e a precisar de arrefecer as ideias!

sexta-feira, agosto 26, 2005

FOLEIRO E CASTO

Descaradamente roubado do Renas e Veados e, a seu crédito, um bocadinho do post que merece ser lido com aplausos!:

Temo-nos aqui esquecido de referir as acções do novo cabecilha do CDS, sabem quem é? É aquele partido fundado pelo ministro dos negócios estrangeiros, e pronto, tem agora um novo número 1 (ao todo são 12), Ribeiro e Castro (o "e" é para parecerem mais, mas são mesmo 12, contei-os duas vezes). O senhor está agora por aí nuns cartazes a dizer "De novo a seu lado.", e lá me esforcei por lembrar quando tinha sido a última vez que isso tinha acontecido, e não consegui mesmo lembrar. Só pode portanto ter sido num desses lugares de má fama onde não se consegue ver quem está ao lado ou num desses momentos menos dignificantes em que a bebida nos tolhe a vista, melhor nem tentar imaginar a situação...

quinta-feira, agosto 25, 2005

A Novíssima Constituição do Iraque - 2

Não seria preciso ser muito avisado para desconfiar aqui há meses que esta Constituição seria grata, veneranda e obrigada, ao Islão.

Teria sido, isso sim, um número de magia advinhar que este documento não tivesse uma linha, uma palavra, uma vírgula, sobre o facto do Iraque estar ocupado militarmente por mais de 400.000 soldados de vinte Países e completamente cercado pela mais poderosa máquina naval jamais vista. Que para além dos soldados referidos há ainda um número, nunca tornado público, de mercenários e de "empresas" de segurança contratadas entre os mais ferozes do mundo e para as tarefas mais sujas e degradantes.

Mas é preciso ser ingénuo para acreditar na remota possibilidade de alguma vez ser possível misturar uns princípios de democracia com um estado islamita. Quando é que isso aconteceu? Onde?
Basta ler agora os Artigos 1 e 2 e suas alíneas para verificarmos que estamos não no Iraque mas no reino da fantasia e do faz de conta:

August 24, 2005
Text of the Draft Iraqi Constitution
By THE ASSOCIATED PRESS
The complete text of the draft Iraqi Constitution, as translated from the Arabic by The Associated Press:
PREAMBLE
We the sons of Mesopotamia, land of the prophets, resting place of the holy imams, the leaders of civilization and the creators of the alphabet, the cradle of arithmetic: on our land, the first law put in place by mankind was written; in our nation, the most noble era of justice in the politics of nations was laid down; on our soil, the followers of the prophet and the saints prayed, the philosophers and the scientists theorized and the writers and poets created

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CHAPTER ONE: BASIC PRINCIPLES
Article (1): The Republic of Iraq is an independent, sovereign nation, and the system of rule in it is a democratic, federal, representative (parliamentary) republic.
Article (2):
1st -- Islam is the official religion of the state and is a basic source of legislation:
(a) No law can be passed that contradicts the fixed principles of Islam.
(b) No law can be passed that contradicts the principles of democracy.
(c) No law can be passed that contradicts the rights and basic freedoms outlined in this constitution.


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Mas não carece de originalidade já que, em quase todos os seus artigos, visa combater o terrorismo qualquer que ele seja, por todas as formas e meios.
Por um lado dá ideia que andaram a copiar do caderno do lado, por outro, não se parece com um programa político. É mais uma declaração de polícia!

Ou me engano muito ou vou ter de exportar pranchas para vários locais. Custa-me. Sou-lhes afeiçoado!

Afinal a religião e o petróleo são miscíveis!


“You know, I don't know about this doctrine of assassination, but if he thinks we're trying to assassinate him, I think that we really ought to go ahead and do it “
Pat Robertson

O famoso tele-evangelista Pat-Robertson , alto dignitário da teocracia que se apoderou do poder na América e que através dos muitos Institutos e poderosos meios de comunicação deixou cair a máscara, agora acha conveniente que os EUA devam assassinar um Presidente ( mais um) eleito livremente num outro País livre e independente, a Venezuela.
Para além das questões de ordem e da ordem internacional, levantam-se outras pontas deste problema mais vasto e que é o desenfreado uso da religião para fazer política . E da mais reles e ordinária, diga-se!
Então os talibans e os aihatolas não eram acusados de fazer isso mesmo?
Desenganem-se aqueles que inocentemente pensavam que a religião era para orar a um deus! Ou para espalhar a paz entre os homens!
Tem sido, sempre, para justificar todos os crimes e, em nome dos variados deuses, perpetuar no poder uma classe, uma clique, uns déspotas!
Há uns tempos atrás escrevi aqui que o Chavez ainda não tinha um bloqueio em cima porque tinha petróleo para vender aos EUA. Acertei.

Leia mais na bbc.co.uk

quarta-feira, agosto 24, 2005

O Sal da vida e as leituras de GWBush

Com o devido crédito ao autor de "Salt", Mark Kurlansky, e ao The Guardian Unlimited, aproveito este período de férias, quase acabadas para muitos, para meter esta pulga atrás da orelha.
O texto vale bem a pena e acredito que fica melhor no original que na minha tradução que só podia ser perdoada porque não passaria duma tentativa:

Hope you like my book, Mr Bush
Mark Kurlansky Tuesday August 23, 2005
The white stuff: Salt has made this year's presidential beach reading list
What does it mean that George W Bush, a man who has demonstrated little ability for reflection, who is known to read no newspapers and whose headlong charge into disaster after cataclysm has shown a complete ignorance of history, who wants to throw out centuries of scientific learning and replace it with mythical mumbo-jumbo that he mistakenly calls religion, who preaches Christianity but seems to have never read the teachings of the great anti-war activist, Jesus Christ, is now spending his vacation reading my book, Salt: A World History?

Reading the White House propaganda about what a serious reader he is, choosing books of depth rather than beach reads, it occurred to me that this may be an entirely staff-manufactured hoax, designed to give the president the appearance of having an intellectual depth he clearly lacks. But Warren Vieth, a White House correspondent for the Los Angeles Times, who, bored to the brink of madness in Crawford, Texas where the president was vacationing while the world exploded, interviewed me last week. He assured me that Bush reads books and discusses them in a way that makes clear he has truly read them.
So why was Bush reading Salt, and what could he get out of it? Perhaps, if he did pick it himself, it was because he was once in the Texas oil business that began in 1901 when Patillo Higgins and Anthony Lucas ignored the advice of geologists and drilled around a Texas salt dome called Spindletop.
In many ways, oil replaced salt. Before the age of petroleum, geology was largely dedicated to understanding and locating salt. The technology of drilling rigs and wells was primarily about salt. Because only salted food could be traded, it was the basis of economies. Because armies and navies needed it for provisions and to maintain horses and it was the only known way to cauterise a wound, it was considered strategic. Alliances were formed and wars were fought over it. Several revolutions erupted in part over excessive salt taxes. Queen Elizabeth I had warned England of its dangerous dependence on foreign sea salt.
All of this furore over common salt seems a little silly today. I hope Bush, with his interest in history, will realise that, in time, the fights over oil will look equally foolish. Could this lead to his abandoning his Texas cronies, realising oil is not worth hundreds of thousands of lives in Iraq, and that government has the ability to foster research and develop existing technology to move the world away from oil?
Doubtless, after this happens the political leaders of the world will be ready to kill for the next big thing. So maybe he should put my book down, walk outside and talk to the grieving mothers of the American youth he wasted, who are camped in front of the ranch.


Volto às recordações porque tudo arde

Visto que a minha procuração para defesa do Dr. Mário Soares, dos membros da Assembleia da República, de cada Presidente de Autarquia e dos maiores partidos, está em vias de expirar, regresso por momentos às recordações de um tempo mais despreocupado e revisito as minhas memórias, antes que tudo arda:
Volto em pensamento, regularmente, a Coimbra, a Miranda e à Lousã.
Ao Senhor da Serra, a Olho Marinho, ao Trevim,
Era tudo verde e para a vista se perder. Havia futuro em cada sombra. Em cada sombra um convite.
Oiço afinal que tudo ardeu.
Não ficou mesmo nada?
É pena que tenha de ser assim.
Merecíamos a oportunidade de colocar o braço no ombro do horizonte, na cintura da serra, e de trazer um bocado de verde connosco!