Sempre me interessei pela Geografia. Andei por lá. Depois tive a sorte de ver o uma boa parte do mundo. Falta-me exactamente essa parte: A América latina e o sul dos EEUU.
Depois veio o Katrina. Os antiamericanos primários encheram-nos de fotos, de relatos, de imagens terceiro-mundistas tiradas no sul dos EEUU.
O Michael Moore escreveu ao Bush. Este, de seguida, reconheceu a pobreza, a miséria e a necessidade ( hei-de voltar a esta delicada motivação) de dois ou três planos Marshall só para o Alabama, a Louisiana e o Missouri.
Logo de seguida o presidente Hugo Chavez Frias ( nome completo para evitar confusões), da Venezuela, vai a N. York, discursa na ONU, aponta o dedo às ameaças à integridade da Venezuela, às ameaças físicas contra ele e sem nos dar tempo, confunde a Geografia!
É verdade! : Foi ao Bronx, , e duma assentada, atirou com o meu razoável saber geográfico para o brejo:
Fez uma reunião com apoiantes seus e notíciou que tinha dado instruções à Empresa de Petóleos do Caribe (CitGo, a tal que pretende também ajudar aqueles Países da região que não têm petróleo! ) para suportar o custo da limpeza e despoluição do rio do Bronx , ali em plena Big Aple. Na sala de jantar do grande e rico País do Norte!
Alguém me diz afinal onde começa a tal América latina ?
E, já agora, onde acaba a outra, a dos ricos e poderosos?
Ainda vamos ouvir falar muito desta espinha que se atravessa nalgumas gargantas.
sábado, setembro 17, 2005
sexta-feira, setembro 16, 2005
Para compreender este povo
Ainda não passaram 24 h sobre a notícia do relatório da OCDE onde Portugal, os portugueses, as escolas nacionais e os professores eram mostrados como são: Portugal, deprimido; os portugueses, pouco instruídos e iletrados; as escolas nacionais, pouco voltadas para a sua finalidade; os professores, esses, passando o menos tempo possível nas escolas.
Ninguém deu conta da relação entre estes factos?
Ontem e hoje os jornais estão cheios de notícias e de comentários, aliás quase todos com origem nas associações de empresas e de empresários, e que alertam para o facto da região norte de Portugal ser aquela onde os efeitos da crise económica sa fazem sentir com mais intensidade. Ludgero Marques do alto da sua imparcialidade gritava até "ser preciso" vir a Lisboa retirar o dinheiro que aqui estaria e que seria do Norte.
Todos os relatórios sobre economia nacional referem que a região norte se caracteriza pela indústria da cerzideira e do investimento selvagem. Empresas fantasma que abriam sem se dar por elas e que fechavam de repente. Salários mínimos, horários excessivos, trabalho infantil, lembram-se?, ordenados em atraso, impostos por pagar, segurança social descontada aos trabalhadores mas por liquidar ao Estado e fraca, muito fraca escolaridade de trabalhadores e empresários.
Desconhecimento absoluto da relação entre o produto acabado e os mercados de destino.
Estão a ver a relação entre o problema das escolas e o relatório da OCDE?
Entre aquelas duas realidades, a debilidade do tecido produtivo e a fraquíssima escolaridade?
Por outro lado, é do conhecimento público e notório que é na zona norte, no chamado eixo Porto- Braga que há a maior concentração de Rolls-Royces e de Ferraris de toda a Europa? E que este ano a Porche vendeu, no 1º semestre, mais de um carro por dia! Dizem até que o representante se viu obrigado a comprar uma máquina de contar notas - como as dos bancos- visto os seus clientes pagarem a dinheiro os carritos de 30 e de 40.000 contos!
Agora já viram a relação entre a baixa escolaridade, a indústria de quintal e a acumulação desenfreada?
Podia agora acrescentar que continua a ser dali, do Norte, de onde sai todos os anos, há décadas, o grande fluxo migratório nacional. Para todos os trabalhos desqualificados na Europa e USA.
Não carece!:
Hoje, 16 de Setembro de 2005, o primeiro-ministro, eleito por maioria absoluta dos votos dos portugueses e a ministra da educação do seu governo, foram insultados e vaiados por professores quando visitavam uma escola na Figueira da Foz.
Todos sabemos que o Governo tem anunciado medidas para melhorar o funcionamento das escolas: colocou a tempo os professores, vai dar formação aos professores de matemática, introduziu o ensino do Inglês no 1ºCiclo, refeições às crianças, horários das escolas compatíveis com o trabalho dos pais, etc.
Preocupa-me a relação entre todos os factos que apresento. Preocupa-me ainda mais quanto está enraizada neste povo a necessidade de um poder autoritário e arrogante para os fazer trabalhar e respeitarem-se!
Ninguém deu conta da relação entre estes factos?
Ontem e hoje os jornais estão cheios de notícias e de comentários, aliás quase todos com origem nas associações de empresas e de empresários, e que alertam para o facto da região norte de Portugal ser aquela onde os efeitos da crise económica sa fazem sentir com mais intensidade. Ludgero Marques do alto da sua imparcialidade gritava até "ser preciso" vir a Lisboa retirar o dinheiro que aqui estaria e que seria do Norte.
Todos os relatórios sobre economia nacional referem que a região norte se caracteriza pela indústria da cerzideira e do investimento selvagem. Empresas fantasma que abriam sem se dar por elas e que fechavam de repente. Salários mínimos, horários excessivos, trabalho infantil, lembram-se?, ordenados em atraso, impostos por pagar, segurança social descontada aos trabalhadores mas por liquidar ao Estado e fraca, muito fraca escolaridade de trabalhadores e empresários.
Desconhecimento absoluto da relação entre o produto acabado e os mercados de destino.
Estão a ver a relação entre o problema das escolas e o relatório da OCDE?
Entre aquelas duas realidades, a debilidade do tecido produtivo e a fraquíssima escolaridade?
Por outro lado, é do conhecimento público e notório que é na zona norte, no chamado eixo Porto- Braga que há a maior concentração de Rolls-Royces e de Ferraris de toda a Europa? E que este ano a Porche vendeu, no 1º semestre, mais de um carro por dia! Dizem até que o representante se viu obrigado a comprar uma máquina de contar notas - como as dos bancos- visto os seus clientes pagarem a dinheiro os carritos de 30 e de 40.000 contos!
Agora já viram a relação entre a baixa escolaridade, a indústria de quintal e a acumulação desenfreada?
Podia agora acrescentar que continua a ser dali, do Norte, de onde sai todos os anos, há décadas, o grande fluxo migratório nacional. Para todos os trabalhos desqualificados na Europa e USA.
Não carece!:
Hoje, 16 de Setembro de 2005, o primeiro-ministro, eleito por maioria absoluta dos votos dos portugueses e a ministra da educação do seu governo, foram insultados e vaiados por professores quando visitavam uma escola na Figueira da Foz.
Todos sabemos que o Governo tem anunciado medidas para melhorar o funcionamento das escolas: colocou a tempo os professores, vai dar formação aos professores de matemática, introduziu o ensino do Inglês no 1ºCiclo, refeições às crianças, horários das escolas compatíveis com o trabalho dos pais, etc.
Preocupa-me a relação entre todos os factos que apresento. Preocupa-me ainda mais quanto está enraizada neste povo a necessidade de um poder autoritário e arrogante para os fazer trabalhar e respeitarem-se!
Para compreender GW Bush
Completamente encostado à parede por uma opinião pública americana que felizmente acordou de uma noite muito escura, GWBush voltou esta madrugada a assumir total responsabilidade pela não assistência às vítimas do Katrina.
Mas fez mais. Reconheceu o abandono e a pobreza a que estava votada a população do sul dos USA.
E, pasme-se, atribuiu esse abandono e essa miséria a centenas de anos de descriminação e de racismo.
E anunciou um mega programa de reabilitação e de reconstrução das áreas afectadas. Dinheiro no bolso dos sobreviventes. Cursos de formação profissional e centenas de milhares de empregos.
O custo estimado, será superior à soma dos gastos nas guerras do Iraque e do Afeganistão.
Não sei se os americanos no seu conjunto lhe vão perdoar.
Sei é que, a manter estas considerações, a não as desmentir de imediato, GWBush vai entrar para a lista de antiamericanos primários do José Pacheco Pereira!
Mas fez mais. Reconheceu o abandono e a pobreza a que estava votada a população do sul dos USA.
E, pasme-se, atribuiu esse abandono e essa miséria a centenas de anos de descriminação e de racismo.
E anunciou um mega programa de reabilitação e de reconstrução das áreas afectadas. Dinheiro no bolso dos sobreviventes. Cursos de formação profissional e centenas de milhares de empregos.
O custo estimado, será superior à soma dos gastos nas guerras do Iraque e do Afeganistão.
Não sei se os americanos no seu conjunto lhe vão perdoar.
Sei é que, a manter estas considerações, a não as desmentir de imediato, GWBush vai entrar para a lista de antiamericanos primários do José Pacheco Pereira!
Para compreender Deus
Na sua primeira intervenção depois do Katrina, melhor, passados 4 dias de o Katrina ter afogado New Orleans, o presidente Bush tomado de fervor teológico, invocou - eu ouvi em directo - invocou, várias vezes, o nome do Senhor pedindo-Lhe que continuasse a abençoar a América
Notícias acabadas de chegar dão conta de que o novíssimo furacão Ophélia acaba d aterrar na Carolina do Norte e espatifa tudo por onde passa!
Será Deus um antiamericano primário?
Notícias acabadas de chegar dão conta de que o novíssimo furacão Ophélia acaba d aterrar na Carolina do Norte e espatifa tudo por onde passa!
Será Deus um antiamericano primário?
quinta-feira, setembro 15, 2005
Para compreender Dias Loureiro
Interessante explicação do Menina Não Entra que nos vai deixando perceber alguns dos valores por que se pautam os arautos da direita. Sempre preocupados com as finanças públicas.
São valores simples: Os do dinheiro, seja como for, venha donde vier.
São valores simples: Os do dinheiro, seja como for, venha donde vier.
Para compreender o déficit
Com a inestimável colaboração da Câmara Corporativa, e com a coragem que revela, estamos a começar a entrar na grande Avenida dos Privilégios e Mordomias que os vários agentes do Estado, saído do 25 de Abril, se outorgaram.
Não foram só as prebendas e medalhas. A cada título, a cada degrau correspondia mais uma fatia do bolo dos contribuintes.
Agora, parece, este governo abriu a caixa de Pandora! Começa a conhecer-se alguma coisa do que nunca se falou.
Vamos então aguardar os novos capítulos visto que os senhores juizes já começam a justificar as suas mordomias, reformas e pensões, com... as mordomias, benesses e pensões dos outros!
Assim, vamos todos em breve perceber o que se passa com os nossos impostos. E para onde foram. Anos a fio.
Impõe-se perguntar quanto ganha um juiz? Mas com tudo, por favor!
E quanto paga de impostos?
Quando é que se reforma? Quanto fica receber de reforma?
Qual é o saldo entre aquilo que descontou e o que vai receber de reforma, atendendo à expectativa média de vida?
Não venham dizer que é demagogia fazermos contas!
Só queremos perceber o déficit
Não foram só as prebendas e medalhas. A cada título, a cada degrau correspondia mais uma fatia do bolo dos contribuintes.
Agora, parece, este governo abriu a caixa de Pandora! Começa a conhecer-se alguma coisa do que nunca se falou.
Vamos então aguardar os novos capítulos visto que os senhores juizes já começam a justificar as suas mordomias, reformas e pensões, com... as mordomias, benesses e pensões dos outros!
Assim, vamos todos em breve perceber o que se passa com os nossos impostos. E para onde foram. Anos a fio.
Impõe-se perguntar quanto ganha um juiz? Mas com tudo, por favor!
E quanto paga de impostos?
Quando é que se reforma? Quanto fica receber de reforma?
Qual é o saldo entre aquilo que descontou e o que vai receber de reforma, atendendo à expectativa média de vida?
Não venham dizer que é demagogia fazermos contas!
Só queremos perceber o déficit
Para compreender a imprensa
Desde há dois dias que as televisões, todas, e a TSF também toda, se multiplicam em esforços redobrados no sentido de nos fazerem compreender e acreditar que o António Vitorino, Governo e a Galp estavam conluiados no sentido de entregarem ao António Vitorino, através da firma para quem trabalha, a representação do Governo e da Galp nas negociações a haver com a EMI.
E para que dúvidas não houvesse repetiram a notícia como se desse facto dependesse a independência do País.
Mas não depende, por duas razões: primeiro porque a notícia é falsa e ainda não ouvi o desmentido e as desculpas inerentes; secundo, porque se fosse verdadeira a notícia, o qie é que estava mal?
O António Vitorino fez juramento de castidade e não pode falar de petróleo? O Governo não pode contratar firmas de advogados? A Galp não pode ter advogado?
Para que conste aqui está o desmentido da notícia, no Público, já se vê!
E para que dúvidas não houvesse repetiram a notícia como se desse facto dependesse a independência do País.
Mas não depende, por duas razões: primeiro porque a notícia é falsa e ainda não ouvi o desmentido e as desculpas inerentes; secundo, porque se fosse verdadeira a notícia, o qie é que estava mal?
O António Vitorino fez juramento de castidade e não pode falar de petróleo? O Governo não pode contratar firmas de advogados? A Galp não pode ter advogado?
Para que conste aqui está o desmentido da notícia, no Público, já se vê!
Para compreender os advogados
O ilustre Bastonário da Ordem dos Advogados, está a ser citado hora a hora pela não menos ilustre TSF.
Está verdadeiramente indignado com o Governo. Das razões próximas que o irritam salienta a alteração das férias judiciais e pouco mais. Clama que a justiça está em perigo e indica isso sim, o caminho para as verdadeiras reformas que o aparelho judicial "há muito aguarda".
E sem atentar no ridículo em que cai, enumera uma a uma as tais medidas que o Governo "não levou a cabo, nestes 6 meses de governação":
- A reforma Judicial
- A reforma do Código Civil
- A reforma do Código Penal
- A reforma do Código Processual
- A reforma das Custas
- A reforma territorial dos Tribunais
Perdi-me. Terei falhado alguma coisa?
Que Governo é este que em seis longos meses, incluindo as férias de Verão, os incêndios, as autárquicas, o Orçamento rectificativo para 2005 e o OEA para 2006, ainda não cuidou daquela pequena lista de tarefas?
É já conhecido o expediente de, para evitar que se faça algum acoisa, clamar que está tudo por fazer!
Está verdadeiramente indignado com o Governo. Das razões próximas que o irritam salienta a alteração das férias judiciais e pouco mais. Clama que a justiça está em perigo e indica isso sim, o caminho para as verdadeiras reformas que o aparelho judicial "há muito aguarda".
E sem atentar no ridículo em que cai, enumera uma a uma as tais medidas que o Governo "não levou a cabo, nestes 6 meses de governação":
- A reforma Judicial
- A reforma do Código Civil
- A reforma do Código Penal
- A reforma do Código Processual
- A reforma das Custas
- A reforma territorial dos Tribunais
Perdi-me. Terei falhado alguma coisa?
Que Governo é este que em seis longos meses, incluindo as férias de Verão, os incêndios, as autárquicas, o Orçamento rectificativo para 2005 e o OEA para 2006, ainda não cuidou daquela pequena lista de tarefas?
É já conhecido o expediente de, para evitar que se faça algum acoisa, clamar que está tudo por fazer!
Para compreender os Juizes
As regalias excessivas falam por si. Os desmandos dos poderosos estão agora na praça pública. Por este andar o peito do Governo é pequeno para tanta medalha!
Este Post merece letra grande!:
O Estado Novo instituiu a regalia, a qual subsistiu até aos nossos dias: os magistrados judiciais e do Ministério Público têm direito a casa de habitação... mobilada. Quando não haja casas disponíveis, ou os magistrados não as habitem, estes têm direito a um subsídio de compensação, para todos os efeitos equiparado a ajudas de custo.O que demonstra de que se trata, de facto, de um complemento de vencimento é a circunstância de esta regalia ser extensiva aos magistrados jubilados, que andarão provavelmente entretidos a cuidar dos netos. E a verdade é que não estamos a falar de trocos: actualmente, o subsídio de compensação cifra-se em 700 euros mensais.Face à possibilidade de ser reduzido este tipo de regalias, não teremos de ser compreensivos para alguns excessos dos magistrados, designadamente quando não se lembram que constituem um órgão de soberania?ADENDA - Um leitor, através de e-mail, dá uma achega que faz a diferença toda: "(...) o que (...) colocou nessa entrada corresponde à realidade, mas não se refere a uma situação que é de todo em todo escandalosa. Estou a lembrar-me (e sucede com frequência) de situações em que ambos os membros do casal são juizes ou procuradores do Ministério Público. Nestes casos, o subsídio de compensação é percebido por ambos! Ou, como também sucede, é atribuída a um cônjuge a casa de função e ao outro o subsídio! É legítima uma tal situação?"
Este Post merece letra grande!:
O Estado Novo instituiu a regalia, a qual subsistiu até aos nossos dias: os magistrados judiciais e do Ministério Público têm direito a casa de habitação... mobilada. Quando não haja casas disponíveis, ou os magistrados não as habitem, estes têm direito a um subsídio de compensação, para todos os efeitos equiparado a ajudas de custo.O que demonstra de que se trata, de facto, de um complemento de vencimento é a circunstância de esta regalia ser extensiva aos magistrados jubilados, que andarão provavelmente entretidos a cuidar dos netos. E a verdade é que não estamos a falar de trocos: actualmente, o subsídio de compensação cifra-se em 700 euros mensais.Face à possibilidade de ser reduzido este tipo de regalias, não teremos de ser compreensivos para alguns excessos dos magistrados, designadamente quando não se lembram que constituem um órgão de soberania?ADENDA - Um leitor, através de e-mail, dá uma achega que faz a diferença toda: "(...) o que (...) colocou nessa entrada corresponde à realidade, mas não se refere a uma situação que é de todo em todo escandalosa. Estou a lembrar-me (e sucede com frequência) de situações em que ambos os membros do casal são juizes ou procuradores do Ministério Público. Nestes casos, o subsídio de compensação é percebido por ambos! Ou, como também sucede, é atribuída a um cônjuge a casa de função e ao outro o subsídio! É legítima uma tal situação?"
quarta-feira, setembro 14, 2005
A História, de novo?
Ao ver no que se tornou a América dos livres pensadores e dos romancistas libertários, tenho que fazer muitos flash-backs e de recorrer a muita interpretação para compreender e aceitar o McArthismo, a caça às bruxas, a brutalidade interna, os julgamentos sumários, a pena de morte, o neo-colonialismo da restante América, as intervenções militares por esse mundo fora, o nível intelectual do seus dirigentes, o estado sócio-vegetativo da maioria da sua população e o fervor religioso que completa o quadro ideológico necessário à continuidade do stato quo.
Confesso, estava até convencido que havia assim a modos que uma super agência, Think Tank do mal, onde uma data de sábios loucos preparavam as acções a levar a cabo, a prever um e mais outro cenários e a programar e reprogramar as crises, por forma a que tudo estivesse previsto e que a cada novo desafio, aliás previsto, programado e organizado, puxavam dos imensos tratados sócio-económicos e tinham um plano A, um B e mais um C e todas variáveis previstas. Como um analista de xadrez. Para cada jogada uma resposta. À escala local e à escala mundial. Temi muitas vezes que tivessem metido a História no bolso, num lap-top.
Que, armados da melhor inteligência, ao nível do planeta, estivessem sempre à frente dos factos, dos acontecimentos. Com anos de avanço. Sabendo qual a peça de xadrez a ser colocada em cada casa, em cada País. E obteriam assim um controlo que de facto pareciam ter.
Os acontecimentos como as derrotas da Coreia e no Vietnam, a queda do Atartheid, o assassinato de Allende ou a fuga da Etiópia trouxeram de novo algumas dúvidas e tive que reanalisar a eventual existência do Think Tank Global. Então se existe como é que é possível estas coisas acontecerem?
Então a História não parou? Não a tinham metida no bolso do colete?
Continuava, ou não continuava a gerar soluções para as contradições que mesmo este iluminado imperialismo vinha produzindo em todo o mundo? Contradições e anti-corpos, também eles portadores de ideologia de sinal contrário. De valores religiosos opostos e tudo.
Claro que havia sempre os rufos dos tambores da ideologia dominante, os seus valores e herois, as suas marcas comerciais e a sua opulência global. Por todo o lado, e em Portugal, as correias de transmissão estavam bem activas e multiplicavam-se em cortinas de confetis e de fantasia.
Até nos mandavam seguir as séries deTV e ir mais ao cinema para conhecer o mundo e a América em especial. Eram as pandeiretas, as castanholas, as marjoretes que seguiam na frente do cortejo imperial.
Parece que no entanto, esses animadores da festa têm pouco que festejar e ficaram sozinhos em campo. O cortejo atrasou-se visivelmente. Ficou para trás. Desde o 11 de Setembro 2001 que ficou para trás. Num verdadeiro furacão de acontecimentos que parece terem há muito abandonado os manuais do Think Tank e partido, disparados, à aventura. Produzindo contradições cada vez maiores, mais difíceis de resolver e de maior duração.
Querem ver que o marxismo e a sua análise materialista da história estão de novo em acção? Mesmo na cabeça do Imperador?
Alive and kiking?
A História, de novo?
Confesso, estava até convencido que havia assim a modos que uma super agência, Think Tank do mal, onde uma data de sábios loucos preparavam as acções a levar a cabo, a prever um e mais outro cenários e a programar e reprogramar as crises, por forma a que tudo estivesse previsto e que a cada novo desafio, aliás previsto, programado e organizado, puxavam dos imensos tratados sócio-económicos e tinham um plano A, um B e mais um C e todas variáveis previstas. Como um analista de xadrez. Para cada jogada uma resposta. À escala local e à escala mundial. Temi muitas vezes que tivessem metido a História no bolso, num lap-top.
Que, armados da melhor inteligência, ao nível do planeta, estivessem sempre à frente dos factos, dos acontecimentos. Com anos de avanço. Sabendo qual a peça de xadrez a ser colocada em cada casa, em cada País. E obteriam assim um controlo que de facto pareciam ter.
Os acontecimentos como as derrotas da Coreia e no Vietnam, a queda do Atartheid, o assassinato de Allende ou a fuga da Etiópia trouxeram de novo algumas dúvidas e tive que reanalisar a eventual existência do Think Tank Global. Então se existe como é que é possível estas coisas acontecerem?
Então a História não parou? Não a tinham metida no bolso do colete?
Continuava, ou não continuava a gerar soluções para as contradições que mesmo este iluminado imperialismo vinha produzindo em todo o mundo? Contradições e anti-corpos, também eles portadores de ideologia de sinal contrário. De valores religiosos opostos e tudo.
Claro que havia sempre os rufos dos tambores da ideologia dominante, os seus valores e herois, as suas marcas comerciais e a sua opulência global. Por todo o lado, e em Portugal, as correias de transmissão estavam bem activas e multiplicavam-se em cortinas de confetis e de fantasia.
Até nos mandavam seguir as séries deTV e ir mais ao cinema para conhecer o mundo e a América em especial. Eram as pandeiretas, as castanholas, as marjoretes que seguiam na frente do cortejo imperial.
Parece que no entanto, esses animadores da festa têm pouco que festejar e ficaram sozinhos em campo. O cortejo atrasou-se visivelmente. Ficou para trás. Desde o 11 de Setembro 2001 que ficou para trás. Num verdadeiro furacão de acontecimentos que parece terem há muito abandonado os manuais do Think Tank e partido, disparados, à aventura. Produzindo contradições cada vez maiores, mais difíceis de resolver e de maior duração.
Querem ver que o marxismo e a sua análise materialista da história estão de novo em acção? Mesmo na cabeça do Imperador?
Alive and kiking?
A História, de novo?
Os privilégios das classes dirigentes
É hoje claro, para a população em geral, que depois do 25 de Abril foi decretado o saque aos benefícios, benesses e mordomias a um tal ritmo e profundidade que limparam o "caixa". Literalmente. Foi fartar, vilanagem! Foram as negociatas sobre a carniça exposta.
A todos os níveis da administração pública foi permitida a autofixação de benefícios desde pensões vitalícias a pagamento de estudos próprios e de familiares. Nas forças militares há até disposições sobre a continuidade da assistência médica e medicamentosa para os ex-cônjuges, mesmo depois de ter havido divórcio, e ambos tenham voltado a casar! Como se duma herança se tratasse, dividiram o bolo sem cuidar que podiam um dia ser descobertos.
O dia chegou. Nada mais há nos cofres públicos e o governo vê-se obrigado a reanalisar os " direitos adquiridos". Os que pagam impostos agradecem! Os que os metiam nos bolsos reagem!
O Miguel Abrantes na sua Câmara Corporativa brinda-nos com algumas excelentes reflexões de que transcrevo, agradecido, a seguinte denúncia :
Qual destes dois magistrados defende melhor a respectiva classe: o Juiz Desembargador Alexandre Baptista Coelho, presidente da Direcção da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, ou o Procurador-Geral Adjunto António Cluny, presidente (vitalício) da Direcção do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público?
Para os indecisos, o CC dá uma ajuda. Passados à lupa os estatutos dos magistrados (judiciais e do Ministério Público), os direitos adquiridos por ambas as classes são praticamente idênticos — e de se lhes tirar o chapéu. Mas, às vezes, é nos pormenores que está a diferença.
Ora acontece que o Estatuto do Ministério Público contém uma norma que não foi comtemplada pelo Estatuto dos Magistrados Judiciais: trata-se da “isenção de quaisquer derramas lançadas pelas autarquias locais” [art. 107.º, n,º1, alínea a)].
Por sua vez, o Estatuto dos Magistrados Judiciais contém uma outra norma que não consta do Estatuto do Ministério Público (nem, de resto, aproveita a qualquer outra classe de trabalhadores por conta de outrem): trata-se da “dedução, para cálculo do imposto sobre o rendimento de pessoas singulares, de quantias despendidas com a valorização profissional” [art. 17.º, n.º1, alínea h)].Com estes dados, caros juízes e procuradores, toca a decidir, enviando o voto para o e-mail indicado no cabeçalho, até ao próximo dia 23, data-limite fixada por António Cluny, segundo a imprensa, para ver satisfeitas as reivindicações do sindicato a que preside.
Os magistrados decidem!
A todos os níveis da administração pública foi permitida a autofixação de benefícios desde pensões vitalícias a pagamento de estudos próprios e de familiares. Nas forças militares há até disposições sobre a continuidade da assistência médica e medicamentosa para os ex-cônjuges, mesmo depois de ter havido divórcio, e ambos tenham voltado a casar! Como se duma herança se tratasse, dividiram o bolo sem cuidar que podiam um dia ser descobertos.
O dia chegou. Nada mais há nos cofres públicos e o governo vê-se obrigado a reanalisar os " direitos adquiridos". Os que pagam impostos agradecem! Os que os metiam nos bolsos reagem!
O Miguel Abrantes na sua Câmara Corporativa brinda-nos com algumas excelentes reflexões de que transcrevo, agradecido, a seguinte denúncia :
Qual destes dois magistrados defende melhor a respectiva classe: o Juiz Desembargador Alexandre Baptista Coelho, presidente da Direcção da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, ou o Procurador-Geral Adjunto António Cluny, presidente (vitalício) da Direcção do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público?
Para os indecisos, o CC dá uma ajuda. Passados à lupa os estatutos dos magistrados (judiciais e do Ministério Público), os direitos adquiridos por ambas as classes são praticamente idênticos — e de se lhes tirar o chapéu. Mas, às vezes, é nos pormenores que está a diferença.
Ora acontece que o Estatuto do Ministério Público contém uma norma que não foi comtemplada pelo Estatuto dos Magistrados Judiciais: trata-se da “isenção de quaisquer derramas lançadas pelas autarquias locais” [art. 107.º, n,º1, alínea a)].
Por sua vez, o Estatuto dos Magistrados Judiciais contém uma outra norma que não consta do Estatuto do Ministério Público (nem, de resto, aproveita a qualquer outra classe de trabalhadores por conta de outrem): trata-se da “dedução, para cálculo do imposto sobre o rendimento de pessoas singulares, de quantias despendidas com a valorização profissional” [art. 17.º, n.º1, alínea h)].Com estes dados, caros juízes e procuradores, toca a decidir, enviando o voto para o e-mail indicado no cabeçalho, até ao próximo dia 23, data-limite fixada por António Cluny, segundo a imprensa, para ver satisfeitas as reivindicações do sindicato a que preside.
Os magistrados decidem!
terça-feira, setembro 13, 2005
O Estado guarda nocturno, os militares e a direita
Já todos vimos a direita a proclamar as vantagens do Estado Mínimo, do Estado guarda nocturno.
Defendem em todas as tribunas, menos estado e maior liberdade de acção para os seus actores preferidos: Defendem abertamente que o Estado se liberte do fardo da educação e do da saúde, deixando campo aberto à livre iniciativa, como na América, onde 45 milhoes de cidadãos não têm qualquer apoio na doença; Não querem o Estado com o exclusivo do poder judicial ou correccional/prisional, como na América, onde já abundam prisões privadas e torcionários pagos à hora!; defendem agora, em Portugal, o poder indescriminado das Associções militares desde que contrariem a ordem constitucional. Quer dizer, já ultrapassaram, como se vê, o limiar do Estado minimo. Já estão a "organizar" a anarquia! E a brincar com o fogo!
Para que conste, deixo este pedaço de enciclopédia cuja leitura atira a nossa direita para os fundamentalismos da anarquia e do salve-se quem puder !
Night watchman state
From Wikipedia, the free encyclopedia.
A night watchman state, or a minimal state is a form of government in political philosophy where the government's responsibilities are so minimal they cannot be reduced much further without becoming a form of anarchy. The responsibilities in a hypothetical night watchman state would include the police, judicial systems, prisons and the military, the minimum allegedly required to uphold the law, which is limited to protect individuals from coercion and theft, to remove criminals from society, and to defend the country from foreign aggression. The term night watchman state was coined in 19th century liberalism, and is a metaphor for a state that "sleeps" (i.e., refrains from getting involved in citizens' lives) until someone's civil liberties are infringed.
Defendem em todas as tribunas, menos estado e maior liberdade de acção para os seus actores preferidos: Defendem abertamente que o Estado se liberte do fardo da educação e do da saúde, deixando campo aberto à livre iniciativa, como na América, onde 45 milhoes de cidadãos não têm qualquer apoio na doença; Não querem o Estado com o exclusivo do poder judicial ou correccional/prisional, como na América, onde já abundam prisões privadas e torcionários pagos à hora!; defendem agora, em Portugal, o poder indescriminado das Associções militares desde que contrariem a ordem constitucional. Quer dizer, já ultrapassaram, como se vê, o limiar do Estado minimo. Já estão a "organizar" a anarquia! E a brincar com o fogo!
Para que conste, deixo este pedaço de enciclopédia cuja leitura atira a nossa direita para os fundamentalismos da anarquia e do salve-se quem puder !
Night watchman state
From Wikipedia, the free encyclopedia.
A night watchman state, or a minimal state is a form of government in political philosophy where the government's responsibilities are so minimal they cannot be reduced much further without becoming a form of anarchy. The responsibilities in a hypothetical night watchman state would include the police, judicial systems, prisons and the military, the minimum allegedly required to uphold the law, which is limited to protect individuals from coercion and theft, to remove criminals from society, and to defend the country from foreign aggression. The term night watchman state was coined in 19th century liberalism, and is a metaphor for a state that "sleeps" (i.e., refrains from getting involved in citizens' lives) until someone's civil liberties are infringed.
A democracia por procuração e os tambores da guerra
Visto o Tribunal ter recusado provimento à providência cautelar solicitada pelas Associações Militares no sentido de alterarem outra recusa de manifestação pública, esta do Governo Civil de Lisboa, os militares reunidos em plenário parece terem decidido, a quente, entre soluços e em clima de grande crispação, que no próximo dia 21 eles não se manifestariam, mas enviam as mulheres/companheiras para se manifestarem contra o Governo.
A minha qualidade de não jurista autoriza-me a considerar esta "delegação" de direitos como uma original forma de democracia por procuração.
A democracia atribui direitos e impõe deveres na exacta medida dos primeiros.
Assim sendo, não é admissível usar dos direitos e transferir, por procuração, os deveres.
Por outro lado, há direitos tão arreigados directamente a deveres, que não compete aos cidadõas poderem dispor deles. São os chamados direitos indisponíveis, como o da vida por exemplo.
Isto julgo eu.
Há também outros deveres e direitos não transmissíveis. Os códigos estão cheios deles.
Ninguém pode passar uma procuração para outrem o substituir nos seus deveres para com os filhos e mulher ou marido; tal é também impossível para o simples acto do voto em urna; ninguém pode ser eleito por procuração de outrem, etc.
Julgo assim que, mandar as mulheres ou outro familiar, participar em manifestações proibidas, constitui um arrepio da lei, um atestado de menoridade às mulheres e um abuso inadmissível da ordem democrática.
Estamos perante uma classe que não se respeita e que pretende desrespeitar também as suas famílias.
Andam mal avisados os militares! Deve ser das companhias em que andam; Das companhias e dos apoios oportunistas que recebem dos que, em pré-campanha, resolvem chicotear o Governo nem que para tanto tenham que fazer ruir um dos pilares fundamentais da ordem constitucional.
Só gostava que me explicassem o papel da chamada comunicação social que corre a reproduzir em horário nobre, os maiores dislates saídos da boca de qualquer concorrente a eleições, e a mais um lugar pago pelo contribuinte. Andam a rufar nos tambores errados.
Andam a brincar com o fogo.
A minha qualidade de não jurista autoriza-me a considerar esta "delegação" de direitos como uma original forma de democracia por procuração.
A democracia atribui direitos e impõe deveres na exacta medida dos primeiros.
Assim sendo, não é admissível usar dos direitos e transferir, por procuração, os deveres.
Por outro lado, há direitos tão arreigados directamente a deveres, que não compete aos cidadõas poderem dispor deles. São os chamados direitos indisponíveis, como o da vida por exemplo.
Isto julgo eu.
Há também outros deveres e direitos não transmissíveis. Os códigos estão cheios deles.
Ninguém pode passar uma procuração para outrem o substituir nos seus deveres para com os filhos e mulher ou marido; tal é também impossível para o simples acto do voto em urna; ninguém pode ser eleito por procuração de outrem, etc.
Julgo assim que, mandar as mulheres ou outro familiar, participar em manifestações proibidas, constitui um arrepio da lei, um atestado de menoridade às mulheres e um abuso inadmissível da ordem democrática.
Estamos perante uma classe que não se respeita e que pretende desrespeitar também as suas famílias.
Andam mal avisados os militares! Deve ser das companhias em que andam; Das companhias e dos apoios oportunistas que recebem dos que, em pré-campanha, resolvem chicotear o Governo nem que para tanto tenham que fazer ruir um dos pilares fundamentais da ordem constitucional.
Só gostava que me explicassem o papel da chamada comunicação social que corre a reproduzir em horário nobre, os maiores dislates saídos da boca de qualquer concorrente a eleições, e a mais um lugar pago pelo contribuinte. Andam a rufar nos tambores errados.
Andam a brincar com o fogo.
Ainda o Katrina
Copiado do Ideias para Debate do Machado da Graça aqui fica um texto excelente , que subscrevo :
Nova Orleães
Esta semana publiquei no SAVANA este texto:Há dias uma amiga mandou-me o seguinte comentário:Julgava que já tinha visto tudo, estamos a habituar-nos...New Orleans vista de cima, um charco cheio de paus de fósforos. Os velhos, as crianças, os olhares vazios em grande plano. Estamos a habitur-nos, as tragédias sucedem-se a um ritmo cada vez mais rápido. Os grupos de assaltantes que partem as montras e levam as televisões, os soldados enviados para dispararem a matar sobre eles. Os discursos oficiais, as explicações, a retórica de esquerda e de direita, pois, estamos a habituar-nos. Mas quando passo pela televisão e faço um zapping rápido ouço "...preparativos para a chegada dos rfefugiados", até que enfim uma notícia boa... mas...mas que raio é isto? "Esta loja de Baton Rouge costumava vender 15 armas por dia, agora vende cerca de 1000..." Como é? E os compradores, classe média, lavadinhos e penteados: "Se eu parar num semáforo e eles me assaltarem, posso ao menos disparar". "Eles que não se aproximem, nós estamos prontos". Cartazes nas casas: " U loot, W shoot". Afinal são estes os preparativos para a chegada dos refugiados. (A própria palavra "refugiado" tem um som estranho neste contexto, mas isso são pormenores.) Não, esta cena ainda não tinha visto. Afinal é assim que nós somos?Eu próprio já tinha passado por um espanto semelhante. Depois de ter lido em muitas partes que a Guarda Nacional tinha sido enviada para Nova Orleães para apoiar os sinistrados, fui ver as fotos que o New York Times publicava e as imagens eram chocantes. Os tais soldados da Guarda Nacional eram iguais aos que estão no Iraque: Farda de combate, capacetes de aço e espingardas na mão, prontas a ser usadas.Para quem está habituado a ver os nossos militares e os dos países vizinhos a apoiar a população, durante as inundações, de mangas arregaçadas e sem quaisquer armas visiveis, as fotos do jornal falavam claramente de uma outra forma de estar e actuar. De uma outra definição das prioridades: Em Nova Orleães a protecção das propriedades esteve, aparentemente, muito acvima da protecção das vidas.E tudo aquilo com o tempero desagradável de uma divisão de classes paralela à divisão racial, a lembrar demasiadamente o que se passava por cá antes da independência.Dizia alguém que os Estados Unidos são muitas coisas diferentes, umas boas e outras más.Estes Estados Unidos que estamos a descobrir por causa desta tragédia são a parte terceiro-mundista daquele potentado económico. São o quintal miserável, por trás das mansões ricas, são os que não merecem grande apoio nem apreço porque são pobres. E, sendo pobres, isso quer dizer que não foram capazes de cumprir o sonho americano de ficar ricos a partir do nada. São, por conseguinte, menos americanos que os outros, os que venceram na vida.A minha amiga pergunta: Afinal é assim que somos?Eu, partindo do que tenho visto por cá, em situações semelhantes, acho que não. Que não somos.Mas, aparentemente, eles são.
Nova Orleães
Esta semana publiquei no SAVANA este texto:Há dias uma amiga mandou-me o seguinte comentário:Julgava que já tinha visto tudo, estamos a habituar-nos...New Orleans vista de cima, um charco cheio de paus de fósforos. Os velhos, as crianças, os olhares vazios em grande plano. Estamos a habitur-nos, as tragédias sucedem-se a um ritmo cada vez mais rápido. Os grupos de assaltantes que partem as montras e levam as televisões, os soldados enviados para dispararem a matar sobre eles. Os discursos oficiais, as explicações, a retórica de esquerda e de direita, pois, estamos a habituar-nos. Mas quando passo pela televisão e faço um zapping rápido ouço "...preparativos para a chegada dos rfefugiados", até que enfim uma notícia boa... mas...mas que raio é isto? "Esta loja de Baton Rouge costumava vender 15 armas por dia, agora vende cerca de 1000..." Como é? E os compradores, classe média, lavadinhos e penteados: "Se eu parar num semáforo e eles me assaltarem, posso ao menos disparar". "Eles que não se aproximem, nós estamos prontos". Cartazes nas casas: " U loot, W shoot". Afinal são estes os preparativos para a chegada dos refugiados. (A própria palavra "refugiado" tem um som estranho neste contexto, mas isso são pormenores.) Não, esta cena ainda não tinha visto. Afinal é assim que nós somos?Eu próprio já tinha passado por um espanto semelhante. Depois de ter lido em muitas partes que a Guarda Nacional tinha sido enviada para Nova Orleães para apoiar os sinistrados, fui ver as fotos que o New York Times publicava e as imagens eram chocantes. Os tais soldados da Guarda Nacional eram iguais aos que estão no Iraque: Farda de combate, capacetes de aço e espingardas na mão, prontas a ser usadas.Para quem está habituado a ver os nossos militares e os dos países vizinhos a apoiar a população, durante as inundações, de mangas arregaçadas e sem quaisquer armas visiveis, as fotos do jornal falavam claramente de uma outra forma de estar e actuar. De uma outra definição das prioridades: Em Nova Orleães a protecção das propriedades esteve, aparentemente, muito acvima da protecção das vidas.E tudo aquilo com o tempero desagradável de uma divisão de classes paralela à divisão racial, a lembrar demasiadamente o que se passava por cá antes da independência.Dizia alguém que os Estados Unidos são muitas coisas diferentes, umas boas e outras más.Estes Estados Unidos que estamos a descobrir por causa desta tragédia são a parte terceiro-mundista daquele potentado económico. São o quintal miserável, por trás das mansões ricas, são os que não merecem grande apoio nem apreço porque são pobres. E, sendo pobres, isso quer dizer que não foram capazes de cumprir o sonho americano de ficar ricos a partir do nada. São, por conseguinte, menos americanos que os outros, os que venceram na vida.A minha amiga pergunta: Afinal é assim que somos?Eu, partindo do que tenho visto por cá, em situações semelhantes, acho que não. Que não somos.Mas, aparentemente, eles são.
A Noruega, outra vez!
Eu não dizia, há dois dias, que a Noruega era um País como os outros?
Os noruegueses, uns calmeirões vermelhuscos perfeitamente normais?
Pois aí está a confirmação:
Foram a votos e zás votaram na esquerda trabalhista e nos verdes. É verdade. Querem fazer uma experiência de políticas menos liberais. Talvez até um bocadinho mais de Estado!
E a grande alteração teria de vir do compromisso com a Nato. Para arrepio de muitos, vão retirar as tropas do Iraque e do Afeganistão.
Deve haver agora uns mal intencionados a fazer a ligação entre os rankings publicados na véspera das eleições e a tentativa de condicionar a decisão do eleitor norueguês.
Ou não leram os rankings, ou não se preocupam com a esquerda no governo do reino!
São mesmo normais estes noruegueses!
Qualquer dia até pedem o desmantelamento das bases atómicas americanas em solo norueguês!
PS- Os derrotados aguardam o banho gelado que lhes reservamos.
Os noruegueses, uns calmeirões vermelhuscos perfeitamente normais?
Pois aí está a confirmação:
Foram a votos e zás votaram na esquerda trabalhista e nos verdes. É verdade. Querem fazer uma experiência de políticas menos liberais. Talvez até um bocadinho mais de Estado!
E a grande alteração teria de vir do compromisso com a Nato. Para arrepio de muitos, vão retirar as tropas do Iraque e do Afeganistão.
Deve haver agora uns mal intencionados a fazer a ligação entre os rankings publicados na véspera das eleições e a tentativa de condicionar a decisão do eleitor norueguês.
Ou não leram os rankings, ou não se preocupam com a esquerda no governo do reino!
São mesmo normais estes noruegueses!
Qualquer dia até pedem o desmantelamento das bases atómicas americanas em solo norueguês!
PS- Os derrotados aguardam o banho gelado que lhes reservamos.
segunda-feira, setembro 12, 2005
O Aquecimento e a Discussão Global
Já não bastava o Sócrates, o Katrina e os antiamericanos primários , vêm agora os secundários e os terciários, nas vozes mais autorizadas dos comentadores americanos, encher o saco do Pacheco Pereira: Ler e meditar.
O resto são diques derrubados, corpos a boiar e New Orleans semi destruída:
Jeremy Rifkin: The Controversy After the Storm
From: <http://www.commondreams.org/>Published on Tuesday, September 6, 2005 by The Chosun (Korea)
Global Warming Hits New Orleans: The Controversy After the Storm
by Jeremy Rifkin
First the deafening roar of Katrina bearing down at 145 miles per hour on the gulf coast of the United States. Now the eerie silence, as victims wash ashore and out to sea. And in the aftermath, it seems that all of official Washington is holding its breath, less the dirty little secret gets out: that Katrina is the entropy bill for increasing CO2 emissions and global warming. The scientists have been warning us for years. They said to keep our eyes on the Caribbean where the dramatic effects of climate change are first likely to show up in the form of more severe and even catastrophic hurricanes. Indeed. Over the course of the past several years, hurricane activity and intensity has picked up in the Caribbean basin. Now the killer storm Katrina has hit with a vengeance, exacting incomprehensible devastation on a wide swath of the southeastern portion of the United States.
( Continua)
O resto são diques derrubados, corpos a boiar e New Orleans semi destruída:
Jeremy Rifkin: The Controversy After the Storm
From: <http://www.commondreams.org/>Published on Tuesday, September 6, 2005 by The Chosun (Korea)
Global Warming Hits New Orleans: The Controversy After the Storm
by Jeremy Rifkin
First the deafening roar of Katrina bearing down at 145 miles per hour on the gulf coast of the United States. Now the eerie silence, as victims wash ashore and out to sea. And in the aftermath, it seems that all of official Washington is holding its breath, less the dirty little secret gets out: that Katrina is the entropy bill for increasing CO2 emissions and global warming. The scientists have been warning us for years. They said to keep our eyes on the Caribbean where the dramatic effects of climate change are first likely to show up in the form of more severe and even catastrophic hurricanes. Indeed. Over the course of the past several years, hurricane activity and intensity has picked up in the Caribbean basin. Now the killer storm Katrina has hit with a vengeance, exacting incomprehensible devastation on a wide swath of the southeastern portion of the United States.
( Continua)
Carta do Michael Moore a todos os eleitores Bush
Sunday, September 11th, 2005A Letter to All Who Voted for George W. Bush from Michael Moore
To All My Fellow Americans Who Voted for George W. Bush:
On this, the fourth anniversary of 9/11, I'm just curious, how does it feel?
How does it feel to know that the man you elected to lead us after we were attacked went ahead and put a guy in charge of FEMA whose main qualification was that he ran horse shows?
That's right. Horse shows.
I really want to know -- and I ask you this in all sincerity and with all due respect -- how do you feel about the utter contempt Mr. Bush has shown for your safety? C'mon, give me just a moment of honesty. Don't start ranting on about how this disaster in New Orleans was the fault of one of the poorest cities in America. Put aside your hatred of Democrats and liberals and anyone with the last name of Clinton. Just look me in the eye and tell me our President did the right thing after 9/11 by naming a horse show runner as the top man to protect us in case of an emergency or catastrophe.
I want you to put aside your self-affixed label of Republican/conservative/born-again/capitalist/ditto-head/right-winger and just talk to me as an American, on the common ground we both call America.
Are we safer now than before 9/11? When you learn that behind the horse show runner, the #2 and #3 men in charge of emergency preparedness have zero experience in emergency preparedness, do you think we are safer?
When you look at Michael Chertoff, the head of Homeland Security, a man with little experience in national security, do you feel secure?
When men who never served in the military and have never seen young men die in battle send our young people off to war, do you think they know how to conduct a war? Do they know what it means to have your legs blown off for a threat that was never there?
Do you really believe that turning over important government services to private corporations has resulted in better services for the people?
Why do you hate our federal government so much? You have voted for politicians for the past 25 years whose main goal has been to de-fund the federal government. Do you think that cutting federal programs like FEMA and the Army Corps of Engineers has been good or bad for America? GOOD OR BAD?
With the nation's debt at an all-time high, do you think tax cuts for the rich are still a good idea? Will you give yours back so hundreds of thousands of homeless in New Orleans can have a home?
Do you believe in Jesus? Really? Didn't he say that we would be judged by how we treat the least among us? Hurricane Katrina came in and blew off the facade that we were a nation with liberty and justice for all. The wind howled and the water rose and what was revealed was that the poor in America shall be left to suffer and die while the President of the United States fiddles and tells them to eat cake.
That's not a joke. The day the hurricane hit and the levees broke, Mr. Bush, John McCain and their rich pals were stuffing themselves with cake. A full day after the levees broke (the same levees whose repair funding he had cut), Mr. Bush was playing a guitar some country singer gave him. All this while New Orleans sank under water.
It would take ANOTHER day before the President would do a flyover in his jumbo jet, peeking out the window at the misery 2500 feet below him as he flew back to his second home in DC. It would then be TWO MORE DAYS before a trickle of federal aid and troops would arrive. This was no seven minutes in a sitting trance while children read "My Pet Goat" to him. This was FOUR DAYS of doing nothing other than saying "Brownie (FEMA director Michael Brown), you're doing a heck of a job!"
My Republican friends, does it bother you that we are the laughing stock of the world?
And on this sacred day of remembrance, do you think we honor or shame those who died on 9/11/01? If we learned nothing and find ourselves today every bit as vulnerable and unprepared as we were on that bright sunny morning, then did the 3,000 die in vain?
Our vulnerability is not just about dealing with terrorists or natural disasters. We are vulnerable and unsafe because we allow one in eight Americans to live in horrible poverty. We accept an education system where one in six children never graduate and most of those who do can't string a coherent sentence together. The middle class can't pay the mortgage or the hospital bills and 45 million have no health coverage whatsoever.
Are we safe? Do you really feel safe? You can only move so far out and build so many gated communities before the fruit of what you've sown will be crashing through your walls and demanding retribution. Do you really want to wait until that happens? Or is it your hope that if they are left alone long enough to soil themselves and shoot themselves and drown in the filth that fills the street that maybe the problem will somehow go away?
I know you know better. You gave the country and the world a man who wasn't up for the job and all he does is hire people who aren't up for the job. You did this to us, to the world, to the people of New Orleans. Please fix it. Bush is yours. And you know, for our peace and safety and security, this has to be fixed. What do you propose?
I have an idea, and it isn't a horse show.
Yours,
Michael Moorewww.michaelmoore.commmflint@aol.com
To All My Fellow Americans Who Voted for George W. Bush:
On this, the fourth anniversary of 9/11, I'm just curious, how does it feel?
How does it feel to know that the man you elected to lead us after we were attacked went ahead and put a guy in charge of FEMA whose main qualification was that he ran horse shows?
That's right. Horse shows.
I really want to know -- and I ask you this in all sincerity and with all due respect -- how do you feel about the utter contempt Mr. Bush has shown for your safety? C'mon, give me just a moment of honesty. Don't start ranting on about how this disaster in New Orleans was the fault of one of the poorest cities in America. Put aside your hatred of Democrats and liberals and anyone with the last name of Clinton. Just look me in the eye and tell me our President did the right thing after 9/11 by naming a horse show runner as the top man to protect us in case of an emergency or catastrophe.
I want you to put aside your self-affixed label of Republican/conservative/born-again/capitalist/ditto-head/right-winger and just talk to me as an American, on the common ground we both call America.
Are we safer now than before 9/11? When you learn that behind the horse show runner, the #2 and #3 men in charge of emergency preparedness have zero experience in emergency preparedness, do you think we are safer?
When you look at Michael Chertoff, the head of Homeland Security, a man with little experience in national security, do you feel secure?
When men who never served in the military and have never seen young men die in battle send our young people off to war, do you think they know how to conduct a war? Do they know what it means to have your legs blown off for a threat that was never there?
Do you really believe that turning over important government services to private corporations has resulted in better services for the people?
Why do you hate our federal government so much? You have voted for politicians for the past 25 years whose main goal has been to de-fund the federal government. Do you think that cutting federal programs like FEMA and the Army Corps of Engineers has been good or bad for America? GOOD OR BAD?
With the nation's debt at an all-time high, do you think tax cuts for the rich are still a good idea? Will you give yours back so hundreds of thousands of homeless in New Orleans can have a home?
Do you believe in Jesus? Really? Didn't he say that we would be judged by how we treat the least among us? Hurricane Katrina came in and blew off the facade that we were a nation with liberty and justice for all. The wind howled and the water rose and what was revealed was that the poor in America shall be left to suffer and die while the President of the United States fiddles and tells them to eat cake.
That's not a joke. The day the hurricane hit and the levees broke, Mr. Bush, John McCain and their rich pals were stuffing themselves with cake. A full day after the levees broke (the same levees whose repair funding he had cut), Mr. Bush was playing a guitar some country singer gave him. All this while New Orleans sank under water.
It would take ANOTHER day before the President would do a flyover in his jumbo jet, peeking out the window at the misery 2500 feet below him as he flew back to his second home in DC. It would then be TWO MORE DAYS before a trickle of federal aid and troops would arrive. This was no seven minutes in a sitting trance while children read "My Pet Goat" to him. This was FOUR DAYS of doing nothing other than saying "Brownie (FEMA director Michael Brown), you're doing a heck of a job!"
My Republican friends, does it bother you that we are the laughing stock of the world?
And on this sacred day of remembrance, do you think we honor or shame those who died on 9/11/01? If we learned nothing and find ourselves today every bit as vulnerable and unprepared as we were on that bright sunny morning, then did the 3,000 die in vain?
Our vulnerability is not just about dealing with terrorists or natural disasters. We are vulnerable and unsafe because we allow one in eight Americans to live in horrible poverty. We accept an education system where one in six children never graduate and most of those who do can't string a coherent sentence together. The middle class can't pay the mortgage or the hospital bills and 45 million have no health coverage whatsoever.
Are we safe? Do you really feel safe? You can only move so far out and build so many gated communities before the fruit of what you've sown will be crashing through your walls and demanding retribution. Do you really want to wait until that happens? Or is it your hope that if they are left alone long enough to soil themselves and shoot themselves and drown in the filth that fills the street that maybe the problem will somehow go away?
I know you know better. You gave the country and the world a man who wasn't up for the job and all he does is hire people who aren't up for the job. You did this to us, to the world, to the people of New Orleans. Please fix it. Bush is yours. And you know, for our peace and safety and security, this has to be fixed. What do you propose?
I have an idea, and it isn't a horse show.
Yours,
Michael Moorewww.michaelmoore.commmflint@aol.com
O Afeganistão - Iraque 2
Não é que a RTP no Telejornal de hoje nos informa que os americanos estão cercados nas suas bases no Afeganistão, que não controlam o terreno, que só os meios aéreos lhes permitem sobreviver ao inferno que os rodeia?
Que apenas existe um simulacro de administração na capital, Kabul? Estando todo o resto nas mãos dos talibans?
E que já morreram mais soldados americanos no Afeganistão que no Iraque?
Salvo erro os americanos são o terceiro invasor nos últimos cem anos a ser ali derrotado: Ingleses, russos e agora americanos. É obra!
Para comemorar o 11 de Setembro até parece uma crítica às invasões reactivas!
Que apenas existe um simulacro de administração na capital, Kabul? Estando todo o resto nas mãos dos talibans?
E que já morreram mais soldados americanos no Afeganistão que no Iraque?
Salvo erro os americanos são o terceiro invasor nos últimos cem anos a ser ali derrotado: Ingleses, russos e agora americanos. É obra!
Para comemorar o 11 de Setembro até parece uma crítica às invasões reactivas!
Correio dos leitores: As reformas de Cavaco
Como é prazeirosa a pesca à linha no vasto lago do Vital Moreira! :
«Ao acabar de ler o artigo no PÚBLICO sobre o valor das várias reformas que Cavaco Silva foi acumulando fiquei surpreendido. É que, se bem fizermos o somatório dos anos de trabalho, verificamos que o ex-primeiro ministro já trabalhou cerca de 75,5 anos, que, se adicionarmos à idade com que provavelmente se iniciou no mundo do trabalho (suponhamos aí uns 23 anos), já perfaria hoje a bonita idade de 98,5 anos. Não está mal para quem se presta a ser candidato presidencial. E falam da idade de Mário Soares!Mas passando por cima desta forma muito peculiar de determinar a idade das pessoas muito eu folgaria em saber a forma como Prof. CS conseguiu trabalhar no Banco de Portugal como Técnico (o que pressuporia um trabalho a tempo integral como funcionário do banco) e ao mesmo tempo como funcionário docente da universidade onde é suposto que praticasse o seu horário normal. Este dom de ubiquidade é de salientar e pode ser que até constitua um estímulo para a sua candidatura.»Fernando Barros
[Publicado por vital moreira] 12.9.05
«Ao acabar de ler o artigo no PÚBLICO sobre o valor das várias reformas que Cavaco Silva foi acumulando fiquei surpreendido. É que, se bem fizermos o somatório dos anos de trabalho, verificamos que o ex-primeiro ministro já trabalhou cerca de 75,5 anos, que, se adicionarmos à idade com que provavelmente se iniciou no mundo do trabalho (suponhamos aí uns 23 anos), já perfaria hoje a bonita idade de 98,5 anos. Não está mal para quem se presta a ser candidato presidencial. E falam da idade de Mário Soares!Mas passando por cima desta forma muito peculiar de determinar a idade das pessoas muito eu folgaria em saber a forma como Prof. CS conseguiu trabalhar no Banco de Portugal como Técnico (o que pressuporia um trabalho a tempo integral como funcionário do banco) e ao mesmo tempo como funcionário docente da universidade onde é suposto que praticasse o seu horário normal. Este dom de ubiquidade é de salientar e pode ser que até constitua um estímulo para a sua candidatura.»Fernando Barros
[Publicado por vital moreira] 12.9.05
Pessoal! Reduzimos o País!
Aproveito o mote do Pacheco Pereira – grande ideólogo da direita – que atravessa uma fase cinematográfica e espera da sétima arte a resposta à famosa dúvida “Que fazer?”
Mas, basta ir lendo a imprensa escrita e evitar cochilar às horas dos noticiários.
Está lá quase tudo o que lhe interessa: Todos os apoios de que goza este Governo de maioria. Querem ver?
- A Associação Nacional dos Sargentos já manifestou a sua completa concordância contra as medidas do Governo
- Os militares no activo, na reserva e na reforma saúdam o acordo que lhes permite contrariar liminarmente as propostas do Governo para o seu sector.
- A GNR e a Polícia deram já conhecer a sua intenção de unanimemente estarem organizados para se opor às medidas do Governo.
- Os professores depois de alguns momentos de hesitação, felizmente ultrapassados, estão reunidos à volta de posições opostas às do governo no que diz respeito ao cumprimento do horário laboral! Não queriam lá ver a Ministra mandou que estivessem presentes nas escolas e dessem apoio aos alunos carenciados, no decurso de 35h semanais? Isto não são as galeras!
- Os Sindicatos de professores já andaram hoje nas escolas a impor que as aulas de substituição (quando os outros faltam ), sejam consideradas horas extraordinárias e pagas em conformidade.
- Também hoje a FNE se colocou ao lado da FENPROF na defesa do incumprimento do que estava determinado quanto à presença dos professores nas escolas, para além das 22h de trabalho semanal lectivo. Uma exploração!
- Alguém ouviu uma só palavra de apoio ou de estímulo às medidas capazes de contrariar a vergonha que é a reprovação de 15% no 2ºano de escolaridade ou o abandono escolar de 45% até ao 9º ano?
- Felizmente os magistrados estão de greve marcada caso o Governo não ceda às suas reivindicações corporativas. E exigem de volta as antigas férias judiciais de 3 meses!
- A função pública está determinada em contrariar as medidas referentes a reformas e de progressão automática de carreiras.
- A Associação Nacional de Farmácias apoia claramente qualquer coisa que impeça este Governo de levar por diante a mais tímida das reformas do sector.
- Os professores do 1ºciclo do Básico mostraram disponibilidade para se oporem ferozmente à alteração da idade de reforma aos 52 anos. É verdade 52 aninhos! Profissão de alto desgaste, sim senhor! Tal como os bombeiros, homens do lixo, mineiros, pilotos de caça e astronautas.
- E então que dizer dos aplausos que vieram do lado dos enfermeiros ao acordo a que chegaram de, por todos os meios, contrariar as reformas do seu sector. Outra profissão de alto desgaste dado o facto de terem TODOS vários empregos.
- Que dizer então do entusiasmo suscitado pela reacção contra as medidas de encerramento de escolas com poucos alunos? Aqui mesmo em Lisboa temos uma, a Marquês de Pombal, onde os mais de 100 professores são obrigados a dar aulas a menos de 200 alunos.
Isto é o País mínimo. Reduzido! a infinitamente pequeno. É a realidade a copiar o cinema. Como ensina o Pacheco Pereira.
Cá por mim fico feliz. A capacidade da minha prancha é inversamente proporcional ao tamanho dos personagens a afogar!
Mas, basta ir lendo a imprensa escrita e evitar cochilar às horas dos noticiários.
Está lá quase tudo o que lhe interessa: Todos os apoios de que goza este Governo de maioria. Querem ver?
- A Associação Nacional dos Sargentos já manifestou a sua completa concordância contra as medidas do Governo
- Os militares no activo, na reserva e na reforma saúdam o acordo que lhes permite contrariar liminarmente as propostas do Governo para o seu sector.
- A GNR e a Polícia deram já conhecer a sua intenção de unanimemente estarem organizados para se opor às medidas do Governo.
- Os professores depois de alguns momentos de hesitação, felizmente ultrapassados, estão reunidos à volta de posições opostas às do governo no que diz respeito ao cumprimento do horário laboral! Não queriam lá ver a Ministra mandou que estivessem presentes nas escolas e dessem apoio aos alunos carenciados, no decurso de 35h semanais? Isto não são as galeras!
- Os Sindicatos de professores já andaram hoje nas escolas a impor que as aulas de substituição (quando os outros faltam ), sejam consideradas horas extraordinárias e pagas em conformidade.
- Também hoje a FNE se colocou ao lado da FENPROF na defesa do incumprimento do que estava determinado quanto à presença dos professores nas escolas, para além das 22h de trabalho semanal lectivo. Uma exploração!
- Alguém ouviu uma só palavra de apoio ou de estímulo às medidas capazes de contrariar a vergonha que é a reprovação de 15% no 2ºano de escolaridade ou o abandono escolar de 45% até ao 9º ano?
- Felizmente os magistrados estão de greve marcada caso o Governo não ceda às suas reivindicações corporativas. E exigem de volta as antigas férias judiciais de 3 meses!
- A função pública está determinada em contrariar as medidas referentes a reformas e de progressão automática de carreiras.
- A Associação Nacional de Farmácias apoia claramente qualquer coisa que impeça este Governo de levar por diante a mais tímida das reformas do sector.
- Os professores do 1ºciclo do Básico mostraram disponibilidade para se oporem ferozmente à alteração da idade de reforma aos 52 anos. É verdade 52 aninhos! Profissão de alto desgaste, sim senhor! Tal como os bombeiros, homens do lixo, mineiros, pilotos de caça e astronautas.
- E então que dizer dos aplausos que vieram do lado dos enfermeiros ao acordo a que chegaram de, por todos os meios, contrariar as reformas do seu sector. Outra profissão de alto desgaste dado o facto de terem TODOS vários empregos.
- Que dizer então do entusiasmo suscitado pela reacção contra as medidas de encerramento de escolas com poucos alunos? Aqui mesmo em Lisboa temos uma, a Marquês de Pombal, onde os mais de 100 professores são obrigados a dar aulas a menos de 200 alunos.
Isto é o País mínimo. Reduzido! a infinitamente pequeno. É a realidade a copiar o cinema. Como ensina o Pacheco Pereira.
Cá por mim fico feliz. A capacidade da minha prancha é inversamente proporcional ao tamanho dos personagens a afogar!
A TSF ou a informação orientada
A TSF, badalo maior da nossa imprensa falada, tamborete dos poderosos, esteve hoje particularmente preocupada desde as 6:00h da manhã com três principais assuntos:
O início do ano lectivo, e tudo tentaram para descredibilizar os esforços do governo no sentido de organizar, organizar e organizar o que estava como todos sabiam. Até descobriram que em Lisboa apenas 30% das escolas vão cumprir a directiva de alargar o horário até às 17.30h
Porque será que em Lisboa onde há mais professores por m2 é que a medida não se pode aplicar?
A retirada israelita, de Gaza e tudo tentaram para fazer esquecer o nome do agressor e do invasor. Não houve habilidade que não usassem para lançar o odioso sobre os brutais palestinianos que já estavam, diziam, a destruir as sinagogas agora abandonadas e indefesas.
São uns ingratos esses palestinianos!
Os comentários do prof Marcelo, a que deram um ênfase especial e até contraditório com o que ele realmente disse e que era só uma embrulhada de opiniões sobre as manifs da tropa. De facto, e honra lhe seja feita, o prof tão depressa achava bem as manifs, como de seguida as considerava um erro. Uma trapalhada a fazer lembrar o que tem de melhor o partido do prof .
Mas que ninguém considere que a TSF está ao serviço da desinformação e da especulação noticiosa! Não senhor!
O início do ano lectivo, e tudo tentaram para descredibilizar os esforços do governo no sentido de organizar, organizar e organizar o que estava como todos sabiam. Até descobriram que em Lisboa apenas 30% das escolas vão cumprir a directiva de alargar o horário até às 17.30h
Porque será que em Lisboa onde há mais professores por m2 é que a medida não se pode aplicar?
A retirada israelita, de Gaza e tudo tentaram para fazer esquecer o nome do agressor e do invasor. Não houve habilidade que não usassem para lançar o odioso sobre os brutais palestinianos que já estavam, diziam, a destruir as sinagogas agora abandonadas e indefesas.
São uns ingratos esses palestinianos!
Os comentários do prof Marcelo, a que deram um ênfase especial e até contraditório com o que ele realmente disse e que era só uma embrulhada de opiniões sobre as manifs da tropa. De facto, e honra lhe seja feita, o prof tão depressa achava bem as manifs, como de seguida as considerava um erro. Uma trapalhada a fazer lembrar o que tem de melhor o partido do prof .
Mas que ninguém considere que a TSF está ao serviço da desinformação e da especulação noticiosa! Não senhor!
O inefável professor
O governo socialista de maioria absoluta eleito este ano não é do agrado do prof Marcelo.
O prof Marcelo vive a semana a carregar a pilha para descarregar o veneno diante da Ana Sousa Dias - que coitada - deve fazer o inverso: Passa a semana a descarregar o veneno para ao domingo carregar a pilha!
O prof Marcelo gostava de um escândalo real, verdadeiro, e se possível, com fardas e tudo, para se debruçar sobre ele e bolsar umas verdades!
O prof. Marcelo gosta de fardas e estremece a especificidade da vida militar. Está no seu direito.
O João Morgado Fernandes, Terras do Nunca, é que se lembrou das bandeiras e do baú do professor.
Bem achado!
Mas o que é um mau sinal dos tempos, mas, ao mesmo tempo a indicação d e que o Governo está a governar a favor dos portugueses, é que as corporações que viviam acomodadas à sombra dos impostos pagos pelos outros, se manifestam e se irritam.
A deriva sindicalista da tropa é que me parece roçar o ridículo!
Quando o governo era o da ditadura que os mandava fazer a guerra colonial, os cavalheiros não se manifestavam nas ruas. Que me lembre!
O prof Marcelo vive a semana a carregar a pilha para descarregar o veneno diante da Ana Sousa Dias - que coitada - deve fazer o inverso: Passa a semana a descarregar o veneno para ao domingo carregar a pilha!
O prof Marcelo gostava de um escândalo real, verdadeiro, e se possível, com fardas e tudo, para se debruçar sobre ele e bolsar umas verdades!
O prof. Marcelo gosta de fardas e estremece a especificidade da vida militar. Está no seu direito.
O João Morgado Fernandes, Terras do Nunca, é que se lembrou das bandeiras e do baú do professor.
Bem achado!
Mas o que é um mau sinal dos tempos, mas, ao mesmo tempo a indicação d e que o Governo está a governar a favor dos portugueses, é que as corporações que viviam acomodadas à sombra dos impostos pagos pelos outros, se manifestam e se irritam.
A deriva sindicalista da tropa é que me parece roçar o ridículo!
Quando o governo era o da ditadura que os mandava fazer a guerra colonial, os cavalheiros não se manifestavam nas ruas. Que me lembre!
Val mal o Mundo!
Estou habitualmente de acordo com o Carlos Esperança, Ponte Europa,.
Hoje, faço alguns reparos para o que me parece menos feliz:
Evidentemente que os assassinos devem ser julgados, condenados e cumprir as penas.
Só não vejo a contribuição dada pelos "políticos" na libertação descrita e por excesso de prisão preventiva.
De facto são os políticos que fazem as leis e as alteram.
Mas, salvo erro ou omissão, os políticos de serviço desde o 25 de Abril, com pequeninas janelas de oportunidade, como se diz na astronomia, foram sempre governos de direita, suportados por maiorias de direita.
Acho melhor apontar o dedo aos "políticos de direita", do que a todos.
É que dessa forma, além de desculpar os culpados pelo estado da justiça, lança-se a lama para o ar e vai cair direitinha em cima deste governo socialista que me parece credor de valores da honestidade e da justiça social. Não se pode é esperar que em 6/7 meses de assadura esteja tudo feito.
Aliás basta alterar um horário duma escola, dum hospital, responsabilizar a gestão duma empresa, dum quartel, para que caia o Carmo e a Trindade.
Cito o amigo e saudoso Manel Camões: A Democracia tem limites!
Os juizes não devem fazer greves!
Depois, a Orianna Falacci.
O respeito que lhe tenho, há muitos anos, quando combatia a guerra do Vietnam, não tolhe a minha discordância sobre a condenação do Corão que ela sintetiza na frase citada:
O que é facto indesmentível e histórico é que a razão última das agressões é a ambição e a ganância. Se vier revestida de catecismos, são meras manipulações ideológicas.
Veja-se hoje o caso dos israelitas que depois de 38 anos de ocupação militar de uma parte de Gaza,tudo arrasaram na retirada e deixaram para trás - odiosa provocação - dezenas de sinagogas vazias. Destruiram escolas, habitações e hospitais. Deixaram só as sinagogas de pé, à espera de passarem de algozes a vítimas da perseguição religiosa e dos radicais islâmicos.
Quando todos sabemos que durante 2000 os árabes conviveram no Médio Oriente com milhares de judeus e de cristãos!
Não foi o Corão que intoxicou os terroristas do 11 de Setembro ou de Oklahoma. De Bali ou de Londres.
Foi a exclusão, foi o despotismo colocado no poder para servir o imperialismo, que usou o Corão para se perpetuar no poder, foram os crimes do sionismo e a manipulação da informação a nível global que confundiu a definição do inimigo.
E afinal serviu perfeitamente os fins em vista: Justificar o ódio racista, classificar como de segunda categoria a religião muçulmana, vis à vis a cristã e à judaica.
Justificou as guerras preventivas, as ocupações militares e agora, até anunciam os ataques nucleares preventivos!
Se mais exemplos fossem necessários lembro que Bush decretou, como se se tratasse de um bispo, o próximo dia 16 um dia nacional de oração.
Este facto está ao nível das teocracias medievais, da selva amazónica e dos talibãs.
Esta é uma medida intoxicante! Assente no mais puro racismo e no apartheid que por lá está instalado!
Já tenho afirmado que o melhor explosivo é esta mistura desavergonhada de ganância internacional, do imenso poderio militar e da absoluta boçalidade, revestida de catecismos, quaisquer que sejam!
Tal como os cruzados atacaram e quase destruiram a civilização árabe e as suas conquistas de tolerância, científicas e culturais, agora é preciso demonizar essa religião para melhor explorar as suas riquezas.
Nem que para tal seja necessário voltar a desenhar as fronteiras do Médio Oriente e recriar novas e mais domesticadas correias de transmissão.
Vai mal o mundo.
Hoje, faço alguns reparos para o que me parece menos feliz:
Evidentemente que os assassinos devem ser julgados, condenados e cumprir as penas.
Só não vejo a contribuição dada pelos "políticos" na libertação descrita e por excesso de prisão preventiva.
De facto são os políticos que fazem as leis e as alteram.
Mas, salvo erro ou omissão, os políticos de serviço desde o 25 de Abril, com pequeninas janelas de oportunidade, como se diz na astronomia, foram sempre governos de direita, suportados por maiorias de direita.
Acho melhor apontar o dedo aos "políticos de direita", do que a todos.
É que dessa forma, além de desculpar os culpados pelo estado da justiça, lança-se a lama para o ar e vai cair direitinha em cima deste governo socialista que me parece credor de valores da honestidade e da justiça social. Não se pode é esperar que em 6/7 meses de assadura esteja tudo feito.
Aliás basta alterar um horário duma escola, dum hospital, responsabilizar a gestão duma empresa, dum quartel, para que caia o Carmo e a Trindade.
Cito o amigo e saudoso Manel Camões: A Democracia tem limites!
Os juizes não devem fazer greves!
Depois, a Orianna Falacci.
O respeito que lhe tenho, há muitos anos, quando combatia a guerra do Vietnam, não tolhe a minha discordância sobre a condenação do Corão que ela sintetiza na frase citada:
O que é facto indesmentível e histórico é que a razão última das agressões é a ambição e a ganância. Se vier revestida de catecismos, são meras manipulações ideológicas.
Veja-se hoje o caso dos israelitas que depois de 38 anos de ocupação militar de uma parte de Gaza,tudo arrasaram na retirada e deixaram para trás - odiosa provocação - dezenas de sinagogas vazias. Destruiram escolas, habitações e hospitais. Deixaram só as sinagogas de pé, à espera de passarem de algozes a vítimas da perseguição religiosa e dos radicais islâmicos.
Quando todos sabemos que durante 2000 os árabes conviveram no Médio Oriente com milhares de judeus e de cristãos!
Não foi o Corão que intoxicou os terroristas do 11 de Setembro ou de Oklahoma. De Bali ou de Londres.
Foi a exclusão, foi o despotismo colocado no poder para servir o imperialismo, que usou o Corão para se perpetuar no poder, foram os crimes do sionismo e a manipulação da informação a nível global que confundiu a definição do inimigo.
E afinal serviu perfeitamente os fins em vista: Justificar o ódio racista, classificar como de segunda categoria a religião muçulmana, vis à vis a cristã e à judaica.
Justificou as guerras preventivas, as ocupações militares e agora, até anunciam os ataques nucleares preventivos!
Se mais exemplos fossem necessários lembro que Bush decretou, como se se tratasse de um bispo, o próximo dia 16 um dia nacional de oração.
Este facto está ao nível das teocracias medievais, da selva amazónica e dos talibãs.
Esta é uma medida intoxicante! Assente no mais puro racismo e no apartheid que por lá está instalado!
Já tenho afirmado que o melhor explosivo é esta mistura desavergonhada de ganância internacional, do imenso poderio militar e da absoluta boçalidade, revestida de catecismos, quaisquer que sejam!
Tal como os cruzados atacaram e quase destruiram a civilização árabe e as suas conquistas de tolerância, científicas e culturais, agora é preciso demonizar essa religião para melhor explorar as suas riquezas.
Nem que para tal seja necessário voltar a desenhar as fronteiras do Médio Oriente e recriar novas e mais domesticadas correias de transmissão.
Vai mal o mundo.
sábado, setembro 10, 2005
A Realidade e a Ficção
Para além das estupendas coisas que aprendemos com o Pacheco Pereira - grande ideólogo da direita - não há por aí um voluntário que lhe explique que os filmes de Hollywood são ficção, são de plástico, não são documentários?
Dada a grandeza da tarefa, contribuo com uns títulos, avulsos:
- Por alguns dólares mais
- E tudo o vento levou
- Casablanca
- Trinitá
- Citizen Kaine
- O comboio apitou três vezes
- Ulisses
- Os dez mandamentos
- A Túnica
- O exorcista
- Cabaré
- Paris, Texas
- O homem aranha
- Regresso ao futuro
- Shark
- Encontros imediatos do 3º grau
- Titanic
- Música no coração
- Bambi
É que o Pacheco Pereira afirma que basta ver os filmes e as sérias de televisão para se conhecer a América!:
"O retrato da pobreza e violência nas EUA entra-nos em casa todos os dias pelas séries televisivas e pelos filmes........por isso não me venham agora dizer que se DESCOBRIU a pobreza do Sul e que ela é predominantemente negra. Não viram nenhum filme americano nos últimos anos, não viram nenhuma série televisiva?"
Jornal o Público, quinta-feira, 8 de Set 2005
E pronto, curso dado, setença lavrada, aí segue o senhor professor na sua lida entre as aulas, os seminários, as crónicas a caminho do fim da prancha! De olhos abertos, bem cerrados!
Dada a grandeza da tarefa, contribuo com uns títulos, avulsos:
- Por alguns dólares mais
- E tudo o vento levou
- Casablanca
- Trinitá
- Citizen Kaine
- O comboio apitou três vezes
- Ulisses
- Os dez mandamentos
- A Túnica
- O exorcista
- Cabaré
- Paris, Texas
- O homem aranha
- Regresso ao futuro
- Shark
- Encontros imediatos do 3º grau
- Titanic
- Música no coração
- Bambi
É que o Pacheco Pereira afirma que basta ver os filmes e as sérias de televisão para se conhecer a América!:
"O retrato da pobreza e violência nas EUA entra-nos em casa todos os dias pelas séries televisivas e pelos filmes........por isso não me venham agora dizer que se DESCOBRIU a pobreza do Sul e que ela é predominantemente negra. Não viram nenhum filme americano nos últimos anos, não viram nenhuma série televisiva?"
Jornal o Público, quinta-feira, 8 de Set 2005
E pronto, curso dado, setença lavrada, aí segue o senhor professor na sua lida entre as aulas, os seminários, as crónicas a caminho do fim da prancha! De olhos abertos, bem cerrados!
quinta-feira, setembro 08, 2005
Simão Bolivar nunca foi à Noruega !
Hoje, que andam aí uns alvoroçados comentadores duma lista de Países, mais ou menos desenvolvidos e que, lacrimejantes, invejam o ar que os noruegueses respiram, lembro que o egoísmo dos noruegueses os impede , do cimo da pilha de dinheiro onde estão sentados, de partilharem seja com quem for, especialmente com a UE, um barril que seja do imundo produto!
Está tudo à venda! E quem precisa paga!
Do outro lado do mundo, no entanto passa-se algo de inusitado. Há um País, um governo, que apesar de séculos de exploração colonial e do imperialismo norte-americano, olha para os outros Países do Caribe com SOLIDARIEDADE e lhe soferece uma base para poderem partilhar a sua riqueza energética a custos e juros moderados: A Venezuela!
Será porque a Noruega está cheia de bases atómicas americanas que nada quer ter a ver com a UE?
Ou será que a Venezuela, ao solidarizar-se com os outros pobres da região, foi para o Index da Administração Bush?
A Declaração assinada ontem na Jamaica, no 190º aniversário da Carta de SimãoBolivar a apelar à solidariedade e à liberdade dos povos colonizados, fala por ela própria:
Declaración de Montego Bay
Los Jefes de Estado y/o de Gobierno participantes en la Reunión Cumbre sobre PETROCARIBE, convocada por el Presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Hugo Chávez Frías, y el Primer Ministro de Jamaica, Honorabilísimo Percival James Patterson, reunidos el 6 de septiembre de 2005 en Montego Bay, Jamaica, recordamos solemnemente que hoy se conmemora el 190 Aniversario de la Carta de Jamaica, en la que el Libertador Simón Bolívar, al hacer manifiesto su sueño de integración americana, expresó: "Yo deseo más que otro alguno ver formar en América la más grande nación del mundo, menos por su extensión y riquezas que por su libertad y gloria."
A la luz del sueño del Libertador reiteramos, tal como fue proclamado en Puerto La Cruz, que PETROCARIBE tiene por objetivo fundamental contribuir a la seguridad energética, al desarrollo socioeconómico, a la integración y transformación de las sociedades latinoamericanas y caribeñas. Por estas razones, PETROCARIBE está concebido como un proyecto integral que promueve la solidaridad entre estas sociedades y la eliminación de las desigualdades sociales; para mejorar la calidad de vida y la participación efectiva de todos los pueblos en la determinación y construcción de su propio destino.
En consecuencia, hemos acordado que, como medio para estimular la formación de fondos destinados a promover programas de desarrollo económico y social, la República Bolivariana de Venezuela suministre combustible en las cuotas fijadas a las empresas mixtas acordadas con los Estados respectivos y reciba el pago del porcentaje correspondiente de la factura petrolera según las condiciones establecidas en el Acuerdo de Cooperación Energética PETROCARIBE.
La suma equivalente al porcentaje del pago aplazado será utilizado para crear un Fondo en cada uno de los respectivos países beneficiarios. El objetivo de este Fondo es impulsar programas de desarrollo económico y social, fomentar la capacitación y el empleo (particularmente entre las mujeres y los jóvenes), incrementar las actividades productivas y los servicios (tales como el transporte aéreo), mejorar la asistencia médica pública (incluyendo el VIH/SIDA), la educación, la cultura, y los deportes.
En este sentido, los beneficios derivados de PETROCARIBE podrán convertirse en un aporte sustancial a la lucha contra la pobreza, el desempleo, el analfabetismo y la falta de asistencia médica, que alcance a todos los sectores del país y de modo especial a los más necesitados de ayuda. En la práctica, esto significa que Venezuela otorgará un crédito por el monto del pago aplazado por 25 años a cada país signatario, para los objetivos antes señalados, el cual sería reembolsado en efectivo o con productos a precios preferenciales, según lo establecido en el Acuerdo de Cooperación Energética PETROCARIBE.
Puesto que la situación del precio del combustible es sumamente inestable y las posibles fluctuaciones hacia precios más elevados constituyen un motivo de gran preocupación, Venezuela, inspirada en los más profundos y sinceros sentimientos de solidaridad, ha expresado su disposición de analizar las situaciones más probables que tales perspectivas pudieran originar y buscar alternativas que contribuyan al mayor grado de seguridad, beneficios reales y desarrollo para los países firmantes del Acuerdo de PETROCARIBE.
Este esfuerzo ha sido acogido con beneplácito y agradecimiento por los países participantes de la reunión en ocasión del 190 Aniversario de la ilustre Carta de Jamaica de Simón Bolívar.
Montego Bay, 6 de septiembre del 2005
Está tudo à venda! E quem precisa paga!
Do outro lado do mundo, no entanto passa-se algo de inusitado. Há um País, um governo, que apesar de séculos de exploração colonial e do imperialismo norte-americano, olha para os outros Países do Caribe com SOLIDARIEDADE e lhe soferece uma base para poderem partilhar a sua riqueza energética a custos e juros moderados: A Venezuela!
Será porque a Noruega está cheia de bases atómicas americanas que nada quer ter a ver com a UE?
Ou será que a Venezuela, ao solidarizar-se com os outros pobres da região, foi para o Index da Administração Bush?
A Declaração assinada ontem na Jamaica, no 190º aniversário da Carta de SimãoBolivar a apelar à solidariedade e à liberdade dos povos colonizados, fala por ela própria:
Declaración de Montego Bay
Los Jefes de Estado y/o de Gobierno participantes en la Reunión Cumbre sobre PETROCARIBE, convocada por el Presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Hugo Chávez Frías, y el Primer Ministro de Jamaica, Honorabilísimo Percival James Patterson, reunidos el 6 de septiembre de 2005 en Montego Bay, Jamaica, recordamos solemnemente que hoy se conmemora el 190 Aniversario de la Carta de Jamaica, en la que el Libertador Simón Bolívar, al hacer manifiesto su sueño de integración americana, expresó: "Yo deseo más que otro alguno ver formar en América la más grande nación del mundo, menos por su extensión y riquezas que por su libertad y gloria."
A la luz del sueño del Libertador reiteramos, tal como fue proclamado en Puerto La Cruz, que PETROCARIBE tiene por objetivo fundamental contribuir a la seguridad energética, al desarrollo socioeconómico, a la integración y transformación de las sociedades latinoamericanas y caribeñas. Por estas razones, PETROCARIBE está concebido como un proyecto integral que promueve la solidaridad entre estas sociedades y la eliminación de las desigualdades sociales; para mejorar la calidad de vida y la participación efectiva de todos los pueblos en la determinación y construcción de su propio destino.
En consecuencia, hemos acordado que, como medio para estimular la formación de fondos destinados a promover programas de desarrollo económico y social, la República Bolivariana de Venezuela suministre combustible en las cuotas fijadas a las empresas mixtas acordadas con los Estados respectivos y reciba el pago del porcentaje correspondiente de la factura petrolera según las condiciones establecidas en el Acuerdo de Cooperación Energética PETROCARIBE.
La suma equivalente al porcentaje del pago aplazado será utilizado para crear un Fondo en cada uno de los respectivos países beneficiarios. El objetivo de este Fondo es impulsar programas de desarrollo económico y social, fomentar la capacitación y el empleo (particularmente entre las mujeres y los jóvenes), incrementar las actividades productivas y los servicios (tales como el transporte aéreo), mejorar la asistencia médica pública (incluyendo el VIH/SIDA), la educación, la cultura, y los deportes.
En este sentido, los beneficios derivados de PETROCARIBE podrán convertirse en un aporte sustancial a la lucha contra la pobreza, el desempleo, el analfabetismo y la falta de asistencia médica, que alcance a todos los sectores del país y de modo especial a los más necesitados de ayuda. En la práctica, esto significa que Venezuela otorgará un crédito por el monto del pago aplazado por 25 años a cada país signatario, para los objetivos antes señalados, el cual sería reembolsado en efectivo o con productos a precios preferenciales, según lo establecido en el Acuerdo de Cooperación Energética PETROCARIBE.
Puesto que la situación del precio del combustible es sumamente inestable y las posibles fluctuaciones hacia precios más elevados constituyen un motivo de gran preocupación, Venezuela, inspirada en los más profundos y sinceros sentimientos de solidaridad, ha expresado su disposición de analizar las situaciones más probables que tales perspectivas pudieran originar y buscar alternativas que contribuyan al mayor grado de seguridad, beneficios reales y desarrollo para los países firmantes del Acuerdo de PETROCARIBE.
Este esfuerzo ha sido acogido con beneplácito y agradecimiento por los países participantes de la reunión en ocasión del 190 Aniversario de la ilustre Carta de Jamaica de Simón Bolívar.
Montego Bay, 6 de septiembre del 2005
O petróleo venezuelano e os médicos cubanos
O maior jornal de Caracas, Venezuela, tem hoje uma interessante notícia sobre a boa vizinhança, o Katrina e a diplomacia de dentes cerrados:
EE UU dice que pagará gasolina ofrecida por Venezuela tras paso de Katrina
Estados Unidos pagará por la gasolina ofrecida por Venezuela tras el paso del huracán Katrina y estudia si es posible que médicos cubanos operen en su territorio "sin la certificación necesaria", dijo Roger Noriega, jefe de la diplomacia estadounidense para Latinoamérica.
"El gobierno de Venezuela ha acordado enviarnos gasolina; por supuesto que vamos a pagar por ella, así que apreciamos la oportunidad de pagar por gasolina", se encargó de aclarar Noriega tras una conferencia en el Centro de Estudios Estratégicos e Internacionales (CSIS).
El presidente Hugo Chávez anunció que Citgo, la filial estadounidense de la empresa estatal petrolera de Venezuela PDVSA, donará un millón de barriles de crudo y hasta cinco millones de dólares para las labores de rescate en la costa estadounidense del Golfo de México.
"Es algo muy, muy inspirador que tengamos buenos vecinos, y muchos de ellos han ofrecido apoyo en tiempos de necesidad", añadió Noriega, que dejará su cargo a mediados de este mes.
Dijo que el gobierno de George W. Bush "no quiere rechazar contribuciones simbólicas" y estudia actualmente qué necesita antes de dar luz verde a varias donaciones.
Cuba y otros países latinoamericanos como El Salvador y Perú han ofrecido enviar médicos para asistir a los damnificados.
"Algunos han ofrecido médicos pero francamente tenemos que ver si es posible que equipos médicos operen en territorio estadounidense sin la certificación necesaria", afirmó.
Hei-de mandar saber se os militares americanos no Iraque estão certificados por algum governo local!
EE UU dice que pagará gasolina ofrecida por Venezuela tras paso de Katrina
Estados Unidos pagará por la gasolina ofrecida por Venezuela tras el paso del huracán Katrina y estudia si es posible que médicos cubanos operen en su territorio "sin la certificación necesaria", dijo Roger Noriega, jefe de la diplomacia estadounidense para Latinoamérica.
"El gobierno de Venezuela ha acordado enviarnos gasolina; por supuesto que vamos a pagar por ella, así que apreciamos la oportunidad de pagar por gasolina", se encargó de aclarar Noriega tras una conferencia en el Centro de Estudios Estratégicos e Internacionales (CSIS).
El presidente Hugo Chávez anunció que Citgo, la filial estadounidense de la empresa estatal petrolera de Venezuela PDVSA, donará un millón de barriles de crudo y hasta cinco millones de dólares para las labores de rescate en la costa estadounidense del Golfo de México.
"Es algo muy, muy inspirador que tengamos buenos vecinos, y muchos de ellos han ofrecido apoyo en tiempos de necesidad", añadió Noriega, que dejará su cargo a mediados de este mes.
Dijo que el gobierno de George W. Bush "no quiere rechazar contribuciones simbólicas" y estudia actualmente qué necesita antes de dar luz verde a varias donaciones.
Cuba y otros países latinoamericanos como El Salvador y Perú han ofrecido enviar médicos para asistir a los damnificados.
"Algunos han ofrecido médicos pero francamente tenemos que ver si es posible que equipos médicos operen en territorio estadounidense sin la certificación necesaria", afirmó.
Hei-de mandar saber se os militares americanos no Iraque estão certificados por algum governo local!
Receita para afogar inocentes
A crueza do título só peca por tardia.
O que eu suspeitava e quase anunciei, há dias, aí está, transformada em factos agora transcritos da Causa Nossa e do correio dos leitores de Vital Moreira.
Podem cortar verbas, por censura nas notícias, fechar as zonas de impacto dos olhos dos curiosos e pagar a comentadores afinadinhos. Não podem é esconjurar o passado e o que não fizeram :
Correio dos leitores: Katrina
«(...) Estou farto de ver comentários no sentido de desculpabilizar a administração Bush do que se passou em Nova Orleães. Trata-se, para mim, de política consciente, donde, responsável e responsabilizável, coerente e sistemática:- Em 2001, a FEMA [agência federal para as emergências] alertou que um furacão atingindo NO era um dos 3 mais prováveis desastres nos EUA, juntamente com um ataque terrorrista a NY. A administração Bush cortou os fundos para o controle de cheias de NO em 44%.- Há 1 ano, o U.S. Army Corps of Engineers propôs fazer um estudo sobre como proteger New Orleans de um furacão catastrófico. A administração Bush ordenou que o estudo não fosse feito.- Em 2004, a administração Bush cortou os fundos pedidos por NO para proteger a cidade das águas do lago Pontchartrain em mais de 80%.A decisão da administração Bush de anular em 2003 a política iniciada em 1990 por Bush pai e reafirmada por Clinton de proteger os pântanos que cercam a cidade não pode ser ignorada: mais de 80 mil km quadrados foram desprotegidos e entregues a urbanizadores. Cada 2 milhas de pântano reduz a altura das águas das cheias em 15 cm. Em resposta, um estudo de 2004 previu que NO seria devastada por furacões de nível 2 ou 3. O comentário da Casa Branca foi: "highly questionable" e gabaram-se: "Everybody loves what we're doing." (...)»Antonio Inglês (http://ribatejo.blogspot.com)
[Publicado por vital moreira] 6.9.05
O que eu suspeitava e quase anunciei, há dias, aí está, transformada em factos agora transcritos da Causa Nossa e do correio dos leitores de Vital Moreira.
Podem cortar verbas, por censura nas notícias, fechar as zonas de impacto dos olhos dos curiosos e pagar a comentadores afinadinhos. Não podem é esconjurar o passado e o que não fizeram :
Correio dos leitores: Katrina
«(...) Estou farto de ver comentários no sentido de desculpabilizar a administração Bush do que se passou em Nova Orleães. Trata-se, para mim, de política consciente, donde, responsável e responsabilizável, coerente e sistemática:- Em 2001, a FEMA [agência federal para as emergências] alertou que um furacão atingindo NO era um dos 3 mais prováveis desastres nos EUA, juntamente com um ataque terrorrista a NY. A administração Bush cortou os fundos para o controle de cheias de NO em 44%.- Há 1 ano, o U.S. Army Corps of Engineers propôs fazer um estudo sobre como proteger New Orleans de um furacão catastrófico. A administração Bush ordenou que o estudo não fosse feito.- Em 2004, a administração Bush cortou os fundos pedidos por NO para proteger a cidade das águas do lago Pontchartrain em mais de 80%.A decisão da administração Bush de anular em 2003 a política iniciada em 1990 por Bush pai e reafirmada por Clinton de proteger os pântanos que cercam a cidade não pode ser ignorada: mais de 80 mil km quadrados foram desprotegidos e entregues a urbanizadores. Cada 2 milhas de pântano reduz a altura das águas das cheias em 15 cm. Em resposta, um estudo de 2004 previu que NO seria devastada por furacões de nível 2 ou 3. O comentário da Casa Branca foi: "highly questionable" e gabaram-se: "Everybody loves what we're doing." (...)»Antonio Inglês (http://ribatejo.blogspot.com)
[Publicado por vital moreira] 6.9.05
"O furacão da pobreza"
Porque me não canso de ler e reler Vital Moreira:
Impressionantes os dados fornecidos, a propósito da tragédia de Nova Orleães, neste artigo de Nicholas D. Kristof no New York Times, sobre a pobreza e as carências sanitárias nos Estados Unidos.
«Hurricane Katrina also underscores a much larger problem: the growing number of Americans trapped in a never-ending cyclone of poverty. (...)The U.S. Census Bureau reported a few days ago that the poverty rate rose again last year, with 1.1 million more Americans living in poverty in 2004 than a year earlier. After declining sharply under Bill Clinton, the number of poor people has now risen 17 percent under Mr. Bush.If it's shameful that we have bloated corpses on New Orleans streets, it's even more disgraceful that the infant mortality rate in America's capital is twice as high as in China's capital. That's right - the number of babies who died before their first birthdays amounted to 11.5 per thousand live births in 2002 in Washington, compared with 4.6 in Beijing.Indeed, according to the United Nations Development Program, an African-American baby in Washington has less chance of surviving its first year than a baby born in urban parts of the state of Kerala in India.Under Mr. Bush, the national infant mortality rate has risen for the first time since 1958. The U.S. ranks 43rd in the world in infant mortality, according to the C.I.A.'s World Factbook; if we could reach the level of Singapore, ranked No. 1, we would save 18,900 children's lives each year.Nationally, 29 percent of children had no health insurance at some point in the last 12 months, and many get neither checkups nor vaccinations. On immunizations, the U.S. ranks 84th for measles and 89th for polio.(...) That's the larger hurricane of poverty that shames our land.»
Na verdade, uma vergonha mais própria de países do 3º mundo...
Impressionantes os dados fornecidos, a propósito da tragédia de Nova Orleães, neste artigo de Nicholas D. Kristof no New York Times, sobre a pobreza e as carências sanitárias nos Estados Unidos.
«Hurricane Katrina also underscores a much larger problem: the growing number of Americans trapped in a never-ending cyclone of poverty. (...)The U.S. Census Bureau reported a few days ago that the poverty rate rose again last year, with 1.1 million more Americans living in poverty in 2004 than a year earlier. After declining sharply under Bill Clinton, the number of poor people has now risen 17 percent under Mr. Bush.If it's shameful that we have bloated corpses on New Orleans streets, it's even more disgraceful that the infant mortality rate in America's capital is twice as high as in China's capital. That's right - the number of babies who died before their first birthdays amounted to 11.5 per thousand live births in 2002 in Washington, compared with 4.6 in Beijing.Indeed, according to the United Nations Development Program, an African-American baby in Washington has less chance of surviving its first year than a baby born in urban parts of the state of Kerala in India.Under Mr. Bush, the national infant mortality rate has risen for the first time since 1958. The U.S. ranks 43rd in the world in infant mortality, according to the C.I.A.'s World Factbook; if we could reach the level of Singapore, ranked No. 1, we would save 18,900 children's lives each year.Nationally, 29 percent of children had no health insurance at some point in the last 12 months, and many get neither checkups nor vaccinations. On immunizations, the U.S. ranks 84th for measles and 89th for polio.(...) That's the larger hurricane of poverty that shames our land.»
Na verdade, uma vergonha mais própria de países do 3º mundo...
Promiscuidade, factos e 'ficção'
Vai uma fatia do queijo?
Gostosa?:
Luis Delgado está a negociar com a PT a rescisão do vínculo que o ligava a esta, enquanto presidente do CA da Lusomundo Media, entretanto vendida a Joaquim Oliveira.
Luis Delgado ontem, no DN, apontava Nuno Morais Sarmento como 'um nome de futuro, credível, carismático e com capacidade de liderança', do PSD e do País.São factos... Já só pode ser ficção que...
Luis Delgado peça qualquer coisa como 300 000 €uros para 'sair'.
Luis Delgado seja representado nas negociações com a PT por um advogado chamado... Nuno Morais Sarmento, ex ministro que tutelou a Comunicação Social e pela mão do qual aterrou na Lusomundo, vindo da Lusa.
Gostosa?:
Luis Delgado está a negociar com a PT a rescisão do vínculo que o ligava a esta, enquanto presidente do CA da Lusomundo Media, entretanto vendida a Joaquim Oliveira.
Luis Delgado ontem, no DN, apontava Nuno Morais Sarmento como 'um nome de futuro, credível, carismático e com capacidade de liderança', do PSD e do País.São factos... Já só pode ser ficção que...
Luis Delgado peça qualquer coisa como 300 000 €uros para 'sair'.
Luis Delgado seja representado nas negociações com a PT por um advogado chamado... Nuno Morais Sarmento, ex ministro que tutelou a Comunicação Social e pela mão do qual aterrou na Lusomundo, vindo da Lusa.
Troia,a Arrábida e o Nordeste Brasileiro
Acabo de assistir à implusão de duas torres que faziam parte do complexo turístico de Troia.
Nunca chegaram a servir para o que tinham sido projectadas.
Eram uns nados mortos e nunca as disputas laborais os reanimaram.
Perfila-se agora um futuro constituído por um investimento do maior grupo privado português, a Sonae, e que diz ir ser responsável por mais de 10.000 empregos directos e indirectos.
Vamos acreditar que isso é verdade. Queremos acreditar que o governo, a estar presente, terá acautelado os nossos sinteresses. É desses que se trata. Não dos da Sonae!
Até aqui tudo bem.
No entanto ando com uma dúvida que partilho.
Então se o novo complexo se destina à ocupação de 30 hectatres com hoteis de 5 estrelas, casinos e residências de luxo onde raio fica o povo? Só a trabalhar?
Não vai ter férias?
A classe média onde está? Vai de férias para o Brasil? Pra Tunísia? Marruecos?
É que as praias da Arrábida estão encerradas vai para três anos e agora, as de Troia, vão ser um gigantesco estaleiro.
A Quercus não deixa que se organize ou se faça obra mínima na Serra da Arrábida. Mesmo naquela que se esboroa para cima dos carros que passam.
Não se faz uma reparação da arriba da zona do Portinho ou da Figueirinha para, prevenindo os desmoronamentos, permitir o parqueamento dos carros dos veraneantes; não se cria um transporte público barato e eficaz até ao Portinho. Não se autoriza um motel,nem que seja de madeira e colmo. Tem que ser reserva total.
É claro que , depois, arde que se farta e os bombeiros não têm lá acesso! Detalhes de quem não cuida nem preserva a nossa flora!
Fica assim a população em geral privada de tudo.
Desenvolve-se o turismo para os muito ricos, manda-se a classe média para o Brasil, Cabo-Verde ou Sul de Espanha e, os outros, os que servem às mesas, limpam o chão, cortam a relva e amassam o pão, esses tomam banho em casa, se houver água.
PS- Ando cá a matutar numa teoria sobre a circulação turística, o estado das nossas sociedades e a generalizada distração com que vamos lá fora, ver o típico, deixando atrás de nós um mar de carências, trabalho precário e de praias privadas.
Nunca chegaram a servir para o que tinham sido projectadas.
Eram uns nados mortos e nunca as disputas laborais os reanimaram.
Perfila-se agora um futuro constituído por um investimento do maior grupo privado português, a Sonae, e que diz ir ser responsável por mais de 10.000 empregos directos e indirectos.
Vamos acreditar que isso é verdade. Queremos acreditar que o governo, a estar presente, terá acautelado os nossos sinteresses. É desses que se trata. Não dos da Sonae!
Até aqui tudo bem.
No entanto ando com uma dúvida que partilho.
Então se o novo complexo se destina à ocupação de 30 hectatres com hoteis de 5 estrelas, casinos e residências de luxo onde raio fica o povo? Só a trabalhar?
Não vai ter férias?
A classe média onde está? Vai de férias para o Brasil? Pra Tunísia? Marruecos?
É que as praias da Arrábida estão encerradas vai para três anos e agora, as de Troia, vão ser um gigantesco estaleiro.
A Quercus não deixa que se organize ou se faça obra mínima na Serra da Arrábida. Mesmo naquela que se esboroa para cima dos carros que passam.
Não se faz uma reparação da arriba da zona do Portinho ou da Figueirinha para, prevenindo os desmoronamentos, permitir o parqueamento dos carros dos veraneantes; não se cria um transporte público barato e eficaz até ao Portinho. Não se autoriza um motel,nem que seja de madeira e colmo. Tem que ser reserva total.
É claro que , depois, arde que se farta e os bombeiros não têm lá acesso! Detalhes de quem não cuida nem preserva a nossa flora!
Fica assim a população em geral privada de tudo.
Desenvolve-se o turismo para os muito ricos, manda-se a classe média para o Brasil, Cabo-Verde ou Sul de Espanha e, os outros, os que servem às mesas, limpam o chão, cortam a relva e amassam o pão, esses tomam banho em casa, se houver água.
PS- Ando cá a matutar numa teoria sobre a circulação turística, o estado das nossas sociedades e a generalizada distração com que vamos lá fora, ver o típico, deixando atrás de nós um mar de carências, trabalho precário e de praias privadas.
Ontem a Finlândia, hoje a Noruega.
Ainda ontem era a Finlândia com os seus telemóveis e crescimento económico que fazia inveja.
Já hoje descobriram ainda melhor, a Noruega!
A do petróleo a dar com um pau!
Do gás natural que é um horror!
Da hulha branca e da hulha negra.
Da pesca fácil e do melhor que há!
O melhor dos camarões!
O melhor bacalhau! O salmão, senhores, o salmão!
Tem sido uma procissão de pensadores e de comentadores de pensadores que impressiona.
Que doi.
Deixei há pouco no Afixe o seguinte comentário que copio aqui visto que, quem lê Afixe já não precisa de ler mais nada!
As estatísticas são o que são. A Noruega tem os melhores índices de todo o mundo. Sem discussão.É hoje o Koweit na Europa.Mas o que é que fizeram para terem ou para merecerem ter todas as mais importantes riquezas naturais, de que o mundo precisa, e está pronto a pagar acima, muito acima, do seu custo de produção?
Tiveram Inquisição durante 500 anos?Quantas terras colonizaram?
Tiveram uma descolonização?
Quantos emigrantes têm espalhados pelo mundo?
Quantos imigrantes acolheram, sem habilitações literárias ou profissionais?
Há muito que dispôem de inesgotável energia hídrica.Têm tido uma sorte quase inexplicável visto que -eu conheço a Noruega e os norueguese - não são super homens nem super dotados. São gente grande e normal. Uns mais bêbados que outros, mas normal.E agora, com tanto dinheiro que pensam não acabar, e que não querem partilhar com mais ninguém. É uma forma de normalidade, essa, de se sentirem ricos e cheios de si!As comparações com Portugal são absurdas e comprovam à saciedade que provêm sempre dos que não gostam nem deste País nem dos portugueses e pouco ou nada fazem, ao seu redor, para melhorar esta terra.Empenham-se no seu local de trabalho, ou fazem o mínimo?
Envolvem-se na assistência à família, aos excluídos e, ou conhecem Portugal?
Já foram aos Açores ver o Portugal dos séculos passados? Ainda está em palco. A não perder!Antes de haver Carlos Lopes e Rosa Mota, antes do Fernando Pessoa e do Manoel de Oliveira, do Sisa e do Nobel da Literatura o que é que fizeram para melhorar este País e para gostarem um pouco dele?A autoflagelação tem limites.Dizer mal de tudo é fácil e não paga imposto.E, principalmente, desresponsabiliza subliminarmente de qualquer culpa.É uma ladainha. A Espanha é melhor, a Europa é melhor. Os USA eram melhores antes do Katrina, agora não sei! Até para alguns, a URSS era melhor!Tenham paciência e façam alguma coisa pelo País!Obriguem os filhos a ter disciplina, a respeitarem os professores, a estudar. A ter boas notas! Paguem os vossos impostos e peçam recibo. Não metam atestados falsos de doenças falsas. Combatam a burocracia e escrevam nos livros de reclamações.Não garanto que o petróleo jorre, mas sempre ajuda um bocado!Obrigado. Tak!
Já hoje descobriram ainda melhor, a Noruega!
A do petróleo a dar com um pau!
Do gás natural que é um horror!
Da hulha branca e da hulha negra.
Da pesca fácil e do melhor que há!
O melhor dos camarões!
O melhor bacalhau! O salmão, senhores, o salmão!
Tem sido uma procissão de pensadores e de comentadores de pensadores que impressiona.
Que doi.
Deixei há pouco no Afixe o seguinte comentário que copio aqui visto que, quem lê Afixe já não precisa de ler mais nada!
As estatísticas são o que são. A Noruega tem os melhores índices de todo o mundo. Sem discussão.É hoje o Koweit na Europa.Mas o que é que fizeram para terem ou para merecerem ter todas as mais importantes riquezas naturais, de que o mundo precisa, e está pronto a pagar acima, muito acima, do seu custo de produção?
Tiveram Inquisição durante 500 anos?Quantas terras colonizaram?
Tiveram uma descolonização?
Quantos emigrantes têm espalhados pelo mundo?
Quantos imigrantes acolheram, sem habilitações literárias ou profissionais?
Há muito que dispôem de inesgotável energia hídrica.Têm tido uma sorte quase inexplicável visto que -eu conheço a Noruega e os norueguese - não são super homens nem super dotados. São gente grande e normal. Uns mais bêbados que outros, mas normal.E agora, com tanto dinheiro que pensam não acabar, e que não querem partilhar com mais ninguém. É uma forma de normalidade, essa, de se sentirem ricos e cheios de si!As comparações com Portugal são absurdas e comprovam à saciedade que provêm sempre dos que não gostam nem deste País nem dos portugueses e pouco ou nada fazem, ao seu redor, para melhorar esta terra.Empenham-se no seu local de trabalho, ou fazem o mínimo?
Envolvem-se na assistência à família, aos excluídos e, ou conhecem Portugal?
Já foram aos Açores ver o Portugal dos séculos passados? Ainda está em palco. A não perder!Antes de haver Carlos Lopes e Rosa Mota, antes do Fernando Pessoa e do Manoel de Oliveira, do Sisa e do Nobel da Literatura o que é que fizeram para melhorar este País e para gostarem um pouco dele?A autoflagelação tem limites.Dizer mal de tudo é fácil e não paga imposto.E, principalmente, desresponsabiliza subliminarmente de qualquer culpa.É uma ladainha. A Espanha é melhor, a Europa é melhor. Os USA eram melhores antes do Katrina, agora não sei! Até para alguns, a URSS era melhor!Tenham paciência e façam alguma coisa pelo País!Obriguem os filhos a ter disciplina, a respeitarem os professores, a estudar. A ter boas notas! Paguem os vossos impostos e peçam recibo. Não metam atestados falsos de doenças falsas. Combatam a burocracia e escrevam nos livros de reclamações.Não garanto que o petróleo jorre, mas sempre ajuda um bocado!Obrigado. Tak!
quarta-feira, setembro 07, 2005
Medram os matos, ardem depois!
Tenho visto muito noticiário, muita labareda, uma data de comentadores, a miséria espalhada pelos campos, os voos rasantes, os olhos acesos dos velhos a clamar ajuda.
Foi a época dos incêndios, coisa com data marcada e tudo.
Nos curtos intervalos, vieram as críticas ao governo "que não tinha preparado a época como deve de ser."
Vieram então os discursos de toda a direita e de uma certa esquerda, na AR, exigindo mais do mesmo: Mais meios para apagar os fogos! Exigem mais dinheiro dos contribuintes para as negociatas dos novos equipamentos anti-incêndios!
E parece que o Governo cai na esparrela! Vai comprar aviões e helicópteros para estarem todo o ano disponíveis!
Sem cuidar das matas, dos matos por limpar, do desmazelo e da incúria dos fogueteiros.
Sem ordenar o território, sem construir centrais de resíduos, sem estimular o aproveitamento racional do território. Isto é, sem magoar ninguém! Sem chatear nenhum proprietário, a primeira Câmara Municipal ou os Tribunais para apliquem as leis!
Bem podem multiplicar os meios de ataque a incêndios que, a repetirem-se as condições de seca e de acumulação de matéria lenhosa, vamos ter é mais horas de voos rasantes, mais carros de bombeiros incinerados, mais velhos esbugalhados e muitas labaredas.
PS- Parece que os críticos queriam que o Governo tivesso, em três meses, roçado os matos que eles deixaram medrar ao longo de anos de puro abandono. É que, primeiro, medram. Depois ardem! É por esta ordem.
Foi a época dos incêndios, coisa com data marcada e tudo.
Nos curtos intervalos, vieram as críticas ao governo "que não tinha preparado a época como deve de ser."
Vieram então os discursos de toda a direita e de uma certa esquerda, na AR, exigindo mais do mesmo: Mais meios para apagar os fogos! Exigem mais dinheiro dos contribuintes para as negociatas dos novos equipamentos anti-incêndios!
E parece que o Governo cai na esparrela! Vai comprar aviões e helicópteros para estarem todo o ano disponíveis!
Sem cuidar das matas, dos matos por limpar, do desmazelo e da incúria dos fogueteiros.
Sem ordenar o território, sem construir centrais de resíduos, sem estimular o aproveitamento racional do território. Isto é, sem magoar ninguém! Sem chatear nenhum proprietário, a primeira Câmara Municipal ou os Tribunais para apliquem as leis!
Bem podem multiplicar os meios de ataque a incêndios que, a repetirem-se as condições de seca e de acumulação de matéria lenhosa, vamos ter é mais horas de voos rasantes, mais carros de bombeiros incinerados, mais velhos esbugalhados e muitas labaredas.
PS- Parece que os críticos queriam que o Governo tivesso, em três meses, roçado os matos que eles deixaram medrar ao longo de anos de puro abandono. É que, primeiro, medram. Depois ardem! É por esta ordem.
Murray, McCarthy e os primários
Acabado de colher da Natureza do Mal, aproveitem enquanto está fresquinho:
O meu tio A. era uma pessoa calma, que nunca levantava a voz. Quando uma vez falava comigo da URSS, a voz ficou-lhe ainda mais rouca e disse que eu era um anticomunista primário, o que me não magoou, porque sabia que a palavra primário se seguia automaticamente à palavra anticomunista, mesmo nas pessoas boas e generosas como foi sempre o meu tio A. Eu não era um anticomunista primário. Os primários diziam que os comunistas matavam os velhos com uma injecção atrás da orelha quando o método mais utilizado era o tiro na nuca.Há agora um género de pessoas que, quando alguém fala do presidente Bush e dos neo cons com o desprezo que eles merecem, ou simplesmente fala dos Estados Unidos com alguma crítica, saltam logo com o antiamericanismo (uma doença da esquerda europeia, dizem) e pegado ao antiamericanismo, vem o primário. Devo declarar que gosto muito de New Orleans. Fiquei contente quando encontraram Fats Domino. Como os pobres e velhos, ele não teve tempo, meios ou vontade de fugir. Gosto de New Orleans por causa do jazz, do Mississipi, da proximidade de Louisiana onde foi rodado Shy People (1987) do grande Andreï Kontchalovski, do gang do Tom Sawyer, do Huckleberry Finn e da viúva Douglas. Não têm fim o nome dos americanos que admiro. ( Tive, um ano inteiro, uma americana nas paredes de um quarto que habitei.) Numa entrevista recente o actor e realizador George Clooney , contava que o pai, um jornalista do Kentucky perseguido durante o McCarthysmo, manteve sempre opiniões de grande coragem, tendo como modelo Edward Murray, um símbolo da independência jornalística nos USA. “Com a minha irmã aprendemos a comer depressa quando éramos convidados por outra família, porque o meu pai quase sempre discutia com os anfitriões e tínhamos que nos ir embora antes da sobremesa.” E Clooney, que dirigiu Boa Noite e Boa Sorte, para recordar Murray e Mc Carthy, continua: “E sabe que mais? Sinto orgulho de todas as discussões, de todas as refeições sem fim e de todas os despedimentos de que ele foi alvo.”Desta América sou eu. Podem ficar com as sobremesas.
E acrescento: É fácil dizer que os outros são anti-americanos por fazerem críticas à actual Administração Americana! Basta não ser negro, pobre, descendente de escravos, semi-analfabeto e não viver de pensão de sobrevivência!
O meu tio A. era uma pessoa calma, que nunca levantava a voz. Quando uma vez falava comigo da URSS, a voz ficou-lhe ainda mais rouca e disse que eu era um anticomunista primário, o que me não magoou, porque sabia que a palavra primário se seguia automaticamente à palavra anticomunista, mesmo nas pessoas boas e generosas como foi sempre o meu tio A. Eu não era um anticomunista primário. Os primários diziam que os comunistas matavam os velhos com uma injecção atrás da orelha quando o método mais utilizado era o tiro na nuca.Há agora um género de pessoas que, quando alguém fala do presidente Bush e dos neo cons com o desprezo que eles merecem, ou simplesmente fala dos Estados Unidos com alguma crítica, saltam logo com o antiamericanismo (uma doença da esquerda europeia, dizem) e pegado ao antiamericanismo, vem o primário. Devo declarar que gosto muito de New Orleans. Fiquei contente quando encontraram Fats Domino. Como os pobres e velhos, ele não teve tempo, meios ou vontade de fugir. Gosto de New Orleans por causa do jazz, do Mississipi, da proximidade de Louisiana onde foi rodado Shy People (1987) do grande Andreï Kontchalovski, do gang do Tom Sawyer, do Huckleberry Finn e da viúva Douglas. Não têm fim o nome dos americanos que admiro. ( Tive, um ano inteiro, uma americana nas paredes de um quarto que habitei.) Numa entrevista recente o actor e realizador George Clooney , contava que o pai, um jornalista do Kentucky perseguido durante o McCarthysmo, manteve sempre opiniões de grande coragem, tendo como modelo Edward Murray, um símbolo da independência jornalística nos USA. “Com a minha irmã aprendemos a comer depressa quando éramos convidados por outra família, porque o meu pai quase sempre discutia com os anfitriões e tínhamos que nos ir embora antes da sobremesa.” E Clooney, que dirigiu Boa Noite e Boa Sorte, para recordar Murray e Mc Carthy, continua: “E sabe que mais? Sinto orgulho de todas as discussões, de todas as refeições sem fim e de todas os despedimentos de que ele foi alvo.”Desta América sou eu. Podem ficar com as sobremesas.
E acrescento: É fácil dizer que os outros são anti-americanos por fazerem críticas à actual Administração Americana! Basta não ser negro, pobre, descendente de escravos, semi-analfabeto e não viver de pensão de sobrevivência!
terça-feira, setembro 06, 2005
Dar a cara por Lisboa
Mas quem é que quer aquela cara para alguma coisa?
Está alguém a fazer uma cura de desintoxicação?
Tabágica?
O outro deu as barbas para salvar a Índia. Este vai dar a cara, mas a quem?
Isto leva-me a considerar a hipótese de aproveitar e ficar com a cara do putativo presidente:
É que a CM de Lisboa deve-me desde Dezembro passado uma facturinha de uns míseros €4450.00 e nada de pagar; Usam aliás de todos os expedientes baratos para o não fazerem!
E, se se consegue falar com uma secretária de um gabinete de vereador, somos perguntados como é que conseguimos aquele número! Uma descaração é o que é! Mas como ele vai dar a cara já percebo!
Mas preferia o dinheirinho. Lá isso preferia!
Está alguém a fazer uma cura de desintoxicação?
Tabágica?
O outro deu as barbas para salvar a Índia. Este vai dar a cara, mas a quem?
Isto leva-me a considerar a hipótese de aproveitar e ficar com a cara do putativo presidente:
É que a CM de Lisboa deve-me desde Dezembro passado uma facturinha de uns míseros €4450.00 e nada de pagar; Usam aliás de todos os expedientes baratos para o não fazerem!
E, se se consegue falar com uma secretária de um gabinete de vereador, somos perguntados como é que conseguimos aquele número! Uma descaração é o que é! Mas como ele vai dar a cara já percebo!
Mas preferia o dinheirinho. Lá isso preferia!
Katrina
Nunca o nome deste blog foi tão premonitório como com o Katrina ! Infelizmente!
Preferia agora ter escolhido outro nome:
Katrabush!
Preferia agora ter escolhido outro nome:
Katrabush!
Os cartazes das autárquicas
" ...e se um presidente da Câmara não gostasse desta Lisboa?"
O que me admira é haver algum que goste!
O que me admira é haver algum que goste!
Tapar o Sol com a peneira
Ainda os telhados andavam pelo ar, os vivos julgavam salvar-se da fúria dos elementos e já os arautos da teociência exorcizavam os que ao longo dos anos vinham avisando para o aquecimento global.
Entre eles, Steven Milloy, da Fox News, faz um esforço na antecipação do que estava para vir de críticas à Administração Americana.
É patética a sua argumentação e o que é mais grave é, quantos mais furacões vão ser precisos para que eles reconhçam o inevitável: O aquecimento global existe e é responsável por cada vez maiores cataclismos climáticos. Isto não é matéria de opinião, é matéria de facto!
Entre eles, Steven Milloy, da Fox News, faz um esforço na antecipação do que estava para vir de críticas à Administração Americana.
É patética a sua argumentação e o que é mais grave é, quantos mais furacões vão ser precisos para que eles reconhçam o inevitável: O aquecimento global existe e é responsável por cada vez maiores cataclismos climáticos. Isto não é matéria de opinião, é matéria de facto!
Ter ou não ter um plano, eis a questão!
O homem que tinha um plano para o Iraque não tinha um plano para New Orleans!
( A crédito de João Morgado Fernandes da Terra do Nunca )
Bela síntese !
( A crédito de João Morgado Fernandes da Terra do Nunca )
Bela síntese !
segunda-feira, setembro 05, 2005
A religião do Estado ou o estado da Religião
Ainda, e porque a insanidade parece tomar conta de milhões de seres humanos no centro do Império, justificando assim todos os outros fundamentalismos, aqui fica um post de qualidade e de alerta!
Acts of Imaginary SkyGodsPosted in Current Events, Religious Psychosis on September 2nd, 2005
The religious psychosis found in the ‘less than human’ Christian mentalities across the US reveals its cognitive dissonance in the wake of Hurricane Katrina. It is not a benign form of psycho-neurosis, but rather a severe level of clinically insane psychosis producing twilight zoned surreal apocalyptic doomsday realities for the Christian faith-full of shit. Religious psychotic delusions come fast and furious when America’s Christian True Believers face times of external crisis with internal conflict. What is most dangerous about their religious psychosis is that it is as self-protective as a virulent virus in the mind. Those suffering the most from virulent strains of religious psychosis like Mormons, Catholics and Evangelicals realize it the least.
When confronted with vast levels of fallacious reasoning found in their faith-based belief system during times of crisis like Katrina, the Christian meme virus of the mind confounds and deepens the delusions of its carrier with written articles like “Why Does God Allow Disaster?” Or worse yet, the more vociferous Christians at “Repent America” use their cognitive dissonance as an excuse to blame a so called ‘decadent’ New Orleans gay community for being solely responsible for their fictional and highly vengeful imaginary Skygod sending Katrina to commit mass murder on 1000s, regardless of anyone’s particular sexual proclivity. This 2 millennium old Christian psychosis stemming from irrational faith-based beliefs disconnects their cerebral cortex, or ‘modern’ brain from any earthly reality leaving them with a barely functioning lower sub-cortical beast brain reacting to natural disasters as ‘Acts of God’ while somehow directly relating it to their inane self-fulfilling biblical doomsday prophecy.
Exemplifying this ‘less than human’ insane level of Christian Religious Psychosis is Agape Press, the publishing division of the American Family Association. These popular Christian Psychotics issued a press release Celebrating the Death and Despair in New Orleans that extinguished “much of the rampant sin common to the city.” The misnamed ‘agape press’ quotes a vociferous vacant headed ‘less than human’ New Orleans Pastor who says that after years of his warning, their imaginary, vengeful SkyGod, the same invisible Xtian God Bush says told him to invade Iraq mass murdering over 100,000, has finally passed judgement on the city.
“New Orleans now is abortion free. New Orleans now is Mardi Gras free. New Orleans now is free of Southern Decadence and the sodomites, the witchcraft workers, false religion — it’s free of all of those things now. God simply, I believe, in His mercy purged all of that stuff out of there — and now we’re going to start over again. … It’s time for us to stand up against wickedness so that God won’t have to deal with that wickedness. “
It is not far fetched in the least to conclude these same Christian psychotics believing natural disasters stem from an imaginary, invisible Father in the Sky are the very same clinically insane psychotic Christians making up the 40% of US Adults polled [CNN] who believe the physical world will eventually end as a result of some supernatural intervention [1]. It is also highly likely this 40% of US adults believing in a coming SkyGod inflicted Doomsday are of the very same 40% Christian category of US Adults who still give Bush a positive approval rating. [2] There is little doubt these matching 40% categories in both polls consisting of an approximate 90 million strong represent the same large group of Christian ‘true believers’ in America.
It is also a reasonable conclusion that the 1 in 5 sample of US Adults surveyed that still believe inane biblical claims of an earth-centered solar system, [3] are a full half of the same 90 million true believers still approving of Bush and believe an invisible, imaginary SkyGod will soon bring about doomsday. There is little doubt these 1 in 5 of US adults still inanely and rather insanely believing in an earth centered solar system make up 1/2 or 45 million of the 90 million Christian ‘true believers’ in America. Read the rest of this entry »
Acts of Imaginary SkyGodsPosted in Current Events, Religious Psychosis on September 2nd, 2005
The religious psychosis found in the ‘less than human’ Christian mentalities across the US reveals its cognitive dissonance in the wake of Hurricane Katrina. It is not a benign form of psycho-neurosis, but rather a severe level of clinically insane psychosis producing twilight zoned surreal apocalyptic doomsday realities for the Christian faith-full of shit. Religious psychotic delusions come fast and furious when America’s Christian True Believers face times of external crisis with internal conflict. What is most dangerous about their religious psychosis is that it is as self-protective as a virulent virus in the mind. Those suffering the most from virulent strains of religious psychosis like Mormons, Catholics and Evangelicals realize it the least.
When confronted with vast levels of fallacious reasoning found in their faith-based belief system during times of crisis like Katrina, the Christian meme virus of the mind confounds and deepens the delusions of its carrier with written articles like “Why Does God Allow Disaster?” Or worse yet, the more vociferous Christians at “Repent America” use their cognitive dissonance as an excuse to blame a so called ‘decadent’ New Orleans gay community for being solely responsible for their fictional and highly vengeful imaginary Skygod sending Katrina to commit mass murder on 1000s, regardless of anyone’s particular sexual proclivity. This 2 millennium old Christian psychosis stemming from irrational faith-based beliefs disconnects their cerebral cortex, or ‘modern’ brain from any earthly reality leaving them with a barely functioning lower sub-cortical beast brain reacting to natural disasters as ‘Acts of God’ while somehow directly relating it to their inane self-fulfilling biblical doomsday prophecy.
Exemplifying this ‘less than human’ insane level of Christian Religious Psychosis is Agape Press, the publishing division of the American Family Association. These popular Christian Psychotics issued a press release Celebrating the Death and Despair in New Orleans that extinguished “much of the rampant sin common to the city.” The misnamed ‘agape press’ quotes a vociferous vacant headed ‘less than human’ New Orleans Pastor who says that after years of his warning, their imaginary, vengeful SkyGod, the same invisible Xtian God Bush says told him to invade Iraq mass murdering over 100,000, has finally passed judgement on the city.
“New Orleans now is abortion free. New Orleans now is Mardi Gras free. New Orleans now is free of Southern Decadence and the sodomites, the witchcraft workers, false religion — it’s free of all of those things now. God simply, I believe, in His mercy purged all of that stuff out of there — and now we’re going to start over again. … It’s time for us to stand up against wickedness so that God won’t have to deal with that wickedness. “
It is not far fetched in the least to conclude these same Christian psychotics believing natural disasters stem from an imaginary, invisible Father in the Sky are the very same clinically insane psychotic Christians making up the 40% of US Adults polled [CNN] who believe the physical world will eventually end as a result of some supernatural intervention [1]. It is also highly likely this 40% of US adults believing in a coming SkyGod inflicted Doomsday are of the very same 40% Christian category of US Adults who still give Bush a positive approval rating. [2] There is little doubt these matching 40% categories in both polls consisting of an approximate 90 million strong represent the same large group of Christian ‘true believers’ in America.
It is also a reasonable conclusion that the 1 in 5 sample of US Adults surveyed that still believe inane biblical claims of an earth-centered solar system, [3] are a full half of the same 90 million true believers still approving of Bush and believe an invisible, imaginary SkyGod will soon bring about doomsday. There is little doubt these 1 in 5 of US adults still inanely and rather insanely believing in an earth centered solar system make up 1/2 or 45 million of the 90 million Christian ‘true believers’ in America. Read the rest of this entry »
New Orleans nas palavras do Mayor
Para evitar sermos comidos por parvos ouvindo os noticiários das nossas televisões, e pelos comentadores de serviço, fazem o favor de ler quem percebe disto?
O Mayor de New Orleans. Please?!
O Mayor de New Orleans. Please?!
O sofrimento dos colonos de Gaza
Directamente copiado da fonte: "para lá de Bagdade"
Li, há dias, no Público, uma outra crónica da Esther Mucznik em que a mesma se insurge contra um artigo de Alexandra Lucas Coelho, no qual esta autora desvaloriza o sofrimento dos 8, ou 9 mil colonos de Gaza, especialmente quando comparado com o sofrimento dos mais de 1 milhão de Palestinianos amontoados no resto de Gaza. Esther brinda-nos com várias pérolas, como a da falta de imparcialidade de Lucas Coelho, ou a de que a desumanização começa pela desvalorização do sofrimento. Quanto à primeira com certeza Esther não quer exigir dictâmes tão rigorosos aos outros que ela própria não esteja disposta a aplicar, já relativamente à segunda, estará Esther a dizer-nos que devemos ter igual compaixão pelo sofrimentos de um criminoso e das suas vítimas?
Li, há dias, no Público, uma outra crónica da Esther Mucznik em que a mesma se insurge contra um artigo de Alexandra Lucas Coelho, no qual esta autora desvaloriza o sofrimento dos 8, ou 9 mil colonos de Gaza, especialmente quando comparado com o sofrimento dos mais de 1 milhão de Palestinianos amontoados no resto de Gaza. Esther brinda-nos com várias pérolas, como a da falta de imparcialidade de Lucas Coelho, ou a de que a desumanização começa pela desvalorização do sofrimento. Quanto à primeira com certeza Esther não quer exigir dictâmes tão rigorosos aos outros que ela própria não esteja disposta a aplicar, já relativamente à segunda, estará Esther a dizer-nos que devemos ter igual compaixão pelo sofrimentos de um criminoso e das suas vítimas?
Ajuda de Cuba aos EEUU
Qualquer dia ainda veremos um fluxo de refugiados a caminho do "Inferno Comunista". É só esperar que a administração americana disso se encarregará:
Aqui, num jornal da segunda maior democracia americana: O Globo
Aqui, num jornal da segunda maior democracia americana: O Globo
Porque é necessário ler Vital Moreira
Ele fala por si, nada posso acrescentar, salvo a devida vénia:
Castigo divino
A seguir ao grande terramoto de 1755, provocou grande agitação um folheto que "provava" ser a catástrofe um castigo de Deus, escrito pelo padre Gabriel Malagrida (jesuíta de origem italiana, com longa obra missionária no Brasil, que depois foi desterrado pelo Marquês de Pombal, acabando condenado pelo crime de lesa-magestade e executado pela Inquisição).A ira divina sempre fez parte das explicações populares das grandes catástrofes, naturais ou não. Hoje, numa época de fanatismos religiosos, a tragédia do furacão Katrina fez proliferar os partidários do castigo de Deus. Como relata hoje o Público (link só para assinantes), os fundamentalistas cristãos norte-americanos consideram-na uma punição divina pelos pecados do aborto e do homosexualismo. Os fundamentalistas islâmicos vêem nela a vingança de Alá pelas ofensas dos Estados Unidos contra o Islão. Em Israel, os zionistas consideram-na um castigo pela pressão dos Estados Unidos para a retirada dos colonatos israelitas de Gaza. Não havendo agora punição humana para os partidários do castigo de Deus (que, aliás, recai sempre sobre inocentes...), a virtuosa omnipotência divina não seria melhor empregada na punição dos próprios autores destas elocubrações? Haja Deus!
[Inserido por vital moreira] 5.9.05
Castigo divino
A seguir ao grande terramoto de 1755, provocou grande agitação um folheto que "provava" ser a catástrofe um castigo de Deus, escrito pelo padre Gabriel Malagrida (jesuíta de origem italiana, com longa obra missionária no Brasil, que depois foi desterrado pelo Marquês de Pombal, acabando condenado pelo crime de lesa-magestade e executado pela Inquisição).A ira divina sempre fez parte das explicações populares das grandes catástrofes, naturais ou não. Hoje, numa época de fanatismos religiosos, a tragédia do furacão Katrina fez proliferar os partidários do castigo de Deus. Como relata hoje o Público (link só para assinantes), os fundamentalistas cristãos norte-americanos consideram-na uma punição divina pelos pecados do aborto e do homosexualismo. Os fundamentalistas islâmicos vêem nela a vingança de Alá pelas ofensas dos Estados Unidos contra o Islão. Em Israel, os zionistas consideram-na um castigo pela pressão dos Estados Unidos para a retirada dos colonatos israelitas de Gaza. Não havendo agora punição humana para os partidários do castigo de Deus (que, aliás, recai sempre sobre inocentes...), a virtuosa omnipotência divina não seria melhor empregada na punição dos próprios autores destas elocubrações? Haja Deus!
[Inserido por vital moreira] 5.9.05
Um Link para a Liberdade
Absolutamente necessário quando os diques que cederam, podiam e deviam ter sido reforçados!
Nomeadamente por aqueles que, adormecidos com subsídios, alcool, droga e "desperados", nem sequer tiveram vontade de votar contra na última eleição americana!
New Orleans era o parque de diversões dos ricos! O "NewAvana" como o próprio Bush lembra entre lágrimas de crocodilo e bençãos de iluminado:
"Here's what I believe. I believe that the great city of New Orleans will rise again and be a greater city of New Orleans. (Applause.) I believe the town where I used to come from, Houston, Texas, to enjoy myself -- occasionally too much -- (laughter) -- will be that very same town, that it will be a better place to come to. That's what I believe."-- George W. Bush
Não percam esta animação:
http://www.bozzetto.com/freedom.htm
Nomeadamente por aqueles que, adormecidos com subsídios, alcool, droga e "desperados", nem sequer tiveram vontade de votar contra na última eleição americana!
New Orleans era o parque de diversões dos ricos! O "NewAvana" como o próprio Bush lembra entre lágrimas de crocodilo e bençãos de iluminado:
"Here's what I believe. I believe that the great city of New Orleans will rise again and be a greater city of New Orleans. (Applause.) I believe the town where I used to come from, Houston, Texas, to enjoy myself -- occasionally too much -- (laughter) -- will be that very same town, that it will be a better place to come to. That's what I believe."-- George W. Bush
Não percam esta animação:
http://www.bozzetto.com/freedom.htm
sexta-feira, setembro 02, 2005
Carta a MMoore, com cópia para vocês.
Caro Michael,
Tive há pouco conhecimento de que escreveste ao presidente Bush.
Sobre o furacão Katrina. Como não estou de acordo com a tua perspectiva do problema, faço duas coisas. Transcrevo a tua carta e vou fazendo os meus comentários.
Assim poupa-se no papel.
Sei que estás de acordo!
Friday, September 2nd, 2005
Dear Mr. Bush:
Any idea where all our helicopters are? It's Day 5 of Hurricane Katrina and thousands remain stranded in New Orleans and need to be airlifted. Where on earth could you have misplaced all our military choppers? Do you need help finding them? I once lost my car in a Sears parking lot. Man, was that a drag.
( primeiro: mas porque é que os pobres não foram retirados de NO? Estava-se mesmo a ver que seria impossível retirá-los depois de estarem bloqueados e afogados. Não haveria meios nem tempo para o fazer. Retirar de helicóptero, um a um meio milhão de habitantes? velhos, mulheres e crianças? Ainda por cima doentes, mal alimentados, drogados até?Mas de que é que estás a falar?)
Also, any idea where all our national guard soldiers are? We could really use them right now for the type of thing they signed up to do like helping with national disasters. How come they weren't there to begin with?
( Segundo: Mas quando é que um furacão é um caso de polícia? Faz-me o favor de por essas ideias na ordem homem! Um furacão é um caso de assistência social, de bombeiros, de albergues alternativos, de assistência médica e alimentar: A Guarda Nacional? Mas eles sabem segurar diques? Ou só dão tiros?)
Last Thursday I was in south Florida and sat outside while the eye of Hurricane Katrina passed over my head. It was only a Category 1 then but it was pretty nasty. Eleven people died and, as of today, there were still homes without power. That night the weatherman said this storm was on its way to New Orleans. That was Thursday! Did anybody tell you? I know you didn't want to interrupt your vacation and I know how you don't like to get bad news. Plus, you had fundraisers to go to and mothers of dead soldiers to ignore and smear. You sure showed her!
I especially like how, the day after the hurricane, instead of flying to Louisiana, you flew to San Diego to party with your business peeps. Don't let people criticize you for this -- after all, the hurricane was over and what the heck could you do, put your finger in the dike?
And don't listen to those who, in the coming days, will reveal how you specifically reduced the Army Corps of Engineers' budget for New Orleans this summer for the third year in a row. You just tell them that even if you hadn't cut the money to fix those levees, there weren't going to be any Army engineers to fix them anyway because you had a much more important construction job for them -- BUILDING DEMOCRACY IN IRAQ!
( Ora aí estamos nós a meter os pés pelas mãos: Mas alguém acredita que a maior potência de todos os tempos, a que vela dia e noite sobre o que cada um de nós escreve na net ou diz ao tetelé, não tenha um plano de assistência para alagamentos e cheias de todos os gráus? Para salvar a sua amada população? A que vive sob a estrelada bandeira, garantia da liberdade e das oportunidades? Queres convencer-me que o presidente de tal nação mete férias e assobia para o lado quando milhões de seus concidadão bem amados, se dedicam a segurar diques, a salvar a pele e a morrer afogados?
Queres que acredite que ele gosta mais do Iraque que da Louisiana? do Mississipi ? Que foi bem briefado sobre os furacões?)
On Day 3, when you finally left your vacation home, I have to say I was moved by how you had your Air Force One pilot descend from the clouds as you flew over New Orleans so you could catch a quick look of the disaster. Hey, I know you couldn't stop and grab a bullhorn and stand on some rubble and act like a commander in chief. Been there done that. ( confesso que também me comoveu! E os ingratos dos pretos não é que se armaram e dispararam sobre os hélis ?)
There will be those who will try to politicize this tragedy and try to use it against you. Just have your people keep pointing that out. Respond to nothing. Even those pesky scientists who predicted this would happen because the water in the Gulf of Mexico is getting hotter and hotter making a storm like this inevitable. Ignore them and all their global warming Chicken Littles. There is nothing unusual about a hurricane that was so wide it would be like having one F-4 tornado that stretched from New York to Cleveland.
( Vejo aqui neste bocado de carta umas referências menos elogiosas à política energética da administraçãoBush. Ora estando o grande norte e o Alaska tão afastados do Golfo do México, qual a relação? Querem ver que a gasolina que se consome no Norte afecta o Sul? Quem vai acreditar que a política de luta contra incêndios em tão boa hora levada a cabo por essa administração pode aumentar o risco de tempestades monstruosas?)
No, Mr. Bush, you just stay the course. It's not your fault that 30 percent of New Orleans lives in poverty or that tens of thousands had no transportation to get out of town. C'mon, they're black! I mean, it's not like this happened to Kennebunkport. Can you imagine leaving white people on their roofs for five days? Don't make me laugh! Race has nothing -- NOTHING -- to do with this!
( Todos, e cada um dos descamisados pretos do Sul dos EUA, são apenas o exército de reserva para umas surtidas pelo mundo fora! O resto que se dane! E mão -de-obra sempre desqualificada, barata e disponível)
You hang in there, Mr. Bush. Just try to find a few of our Army helicopters and send them there. Pretend the people of New Orleans and the Gulf Coast are near Tikrit.
Yours,
Michael MooreMMFlint@aol.comhttp://www.michaelmoore.com/
( Agora é que o caldo se entornou: Não sei se estás a ver aqueles generais, aqueles almirantes da tecnologia da democracia musculada, andarem a recolher ou a transportar uma data de pretos, velhos, esfomeados e ainda por cima sem petróleo nenhum!? E a abandonarem aquele promissor Iraque onde se fazem fortunas do dia para a noite?
Valha-te Deus homem!
E depois, se tiras os hélis do Iraque como é? Aquilo por lá, se a memória não me falha, ainda tem uns problemazitos para resolver. Uma democracia para escorar!
Dizem que, ainda, sem prazo para regressar. Será?
Sinceramente
Manuel Ferrer
Tive há pouco conhecimento de que escreveste ao presidente Bush.
Sobre o furacão Katrina. Como não estou de acordo com a tua perspectiva do problema, faço duas coisas. Transcrevo a tua carta e vou fazendo os meus comentários.
Assim poupa-se no papel.
Sei que estás de acordo!
Friday, September 2nd, 2005
Dear Mr. Bush:
Any idea where all our helicopters are? It's Day 5 of Hurricane Katrina and thousands remain stranded in New Orleans and need to be airlifted. Where on earth could you have misplaced all our military choppers? Do you need help finding them? I once lost my car in a Sears parking lot. Man, was that a drag.
( primeiro: mas porque é que os pobres não foram retirados de NO? Estava-se mesmo a ver que seria impossível retirá-los depois de estarem bloqueados e afogados. Não haveria meios nem tempo para o fazer. Retirar de helicóptero, um a um meio milhão de habitantes? velhos, mulheres e crianças? Ainda por cima doentes, mal alimentados, drogados até?Mas de que é que estás a falar?)
Also, any idea where all our national guard soldiers are? We could really use them right now for the type of thing they signed up to do like helping with national disasters. How come they weren't there to begin with?
( Segundo: Mas quando é que um furacão é um caso de polícia? Faz-me o favor de por essas ideias na ordem homem! Um furacão é um caso de assistência social, de bombeiros, de albergues alternativos, de assistência médica e alimentar: A Guarda Nacional? Mas eles sabem segurar diques? Ou só dão tiros?)
Last Thursday I was in south Florida and sat outside while the eye of Hurricane Katrina passed over my head. It was only a Category 1 then but it was pretty nasty. Eleven people died and, as of today, there were still homes without power. That night the weatherman said this storm was on its way to New Orleans. That was Thursday! Did anybody tell you? I know you didn't want to interrupt your vacation and I know how you don't like to get bad news. Plus, you had fundraisers to go to and mothers of dead soldiers to ignore and smear. You sure showed her!
I especially like how, the day after the hurricane, instead of flying to Louisiana, you flew to San Diego to party with your business peeps. Don't let people criticize you for this -- after all, the hurricane was over and what the heck could you do, put your finger in the dike?
And don't listen to those who, in the coming days, will reveal how you specifically reduced the Army Corps of Engineers' budget for New Orleans this summer for the third year in a row. You just tell them that even if you hadn't cut the money to fix those levees, there weren't going to be any Army engineers to fix them anyway because you had a much more important construction job for them -- BUILDING DEMOCRACY IN IRAQ!
( Ora aí estamos nós a meter os pés pelas mãos: Mas alguém acredita que a maior potência de todos os tempos, a que vela dia e noite sobre o que cada um de nós escreve na net ou diz ao tetelé, não tenha um plano de assistência para alagamentos e cheias de todos os gráus? Para salvar a sua amada população? A que vive sob a estrelada bandeira, garantia da liberdade e das oportunidades? Queres convencer-me que o presidente de tal nação mete férias e assobia para o lado quando milhões de seus concidadão bem amados, se dedicam a segurar diques, a salvar a pele e a morrer afogados?
Queres que acredite que ele gosta mais do Iraque que da Louisiana? do Mississipi ? Que foi bem briefado sobre os furacões?)
On Day 3, when you finally left your vacation home, I have to say I was moved by how you had your Air Force One pilot descend from the clouds as you flew over New Orleans so you could catch a quick look of the disaster. Hey, I know you couldn't stop and grab a bullhorn and stand on some rubble and act like a commander in chief. Been there done that. ( confesso que também me comoveu! E os ingratos dos pretos não é que se armaram e dispararam sobre os hélis ?)
There will be those who will try to politicize this tragedy and try to use it against you. Just have your people keep pointing that out. Respond to nothing. Even those pesky scientists who predicted this would happen because the water in the Gulf of Mexico is getting hotter and hotter making a storm like this inevitable. Ignore them and all their global warming Chicken Littles. There is nothing unusual about a hurricane that was so wide it would be like having one F-4 tornado that stretched from New York to Cleveland.
( Vejo aqui neste bocado de carta umas referências menos elogiosas à política energética da administraçãoBush. Ora estando o grande norte e o Alaska tão afastados do Golfo do México, qual a relação? Querem ver que a gasolina que se consome no Norte afecta o Sul? Quem vai acreditar que a política de luta contra incêndios em tão boa hora levada a cabo por essa administração pode aumentar o risco de tempestades monstruosas?)
No, Mr. Bush, you just stay the course. It's not your fault that 30 percent of New Orleans lives in poverty or that tens of thousands had no transportation to get out of town. C'mon, they're black! I mean, it's not like this happened to Kennebunkport. Can you imagine leaving white people on their roofs for five days? Don't make me laugh! Race has nothing -- NOTHING -- to do with this!
( Todos, e cada um dos descamisados pretos do Sul dos EUA, são apenas o exército de reserva para umas surtidas pelo mundo fora! O resto que se dane! E mão -de-obra sempre desqualificada, barata e disponível)
You hang in there, Mr. Bush. Just try to find a few of our Army helicopters and send them there. Pretend the people of New Orleans and the Gulf Coast are near Tikrit.
Yours,
Michael MooreMMFlint@aol.comhttp://www.michaelmoore.com/
( Agora é que o caldo se entornou: Não sei se estás a ver aqueles generais, aqueles almirantes da tecnologia da democracia musculada, andarem a recolher ou a transportar uma data de pretos, velhos, esfomeados e ainda por cima sem petróleo nenhum!? E a abandonarem aquele promissor Iraque onde se fazem fortunas do dia para a noite?
Valha-te Deus homem!
E depois, se tiras os hélis do Iraque como é? Aquilo por lá, se a memória não me falha, ainda tem uns problemazitos para resolver. Uma democracia para escorar!
Dizem que, ainda, sem prazo para regressar. Será?
Sinceramente
Manuel Ferrer
O lixo debaixo do tapete e a desagragação social
Deixem-me fazer as citações um bocado mais adiante.
Prefiro começar por dizer que conheço um pouco dos EUA e que ali se vive desde há muito a mais descarada e desavergonhada segregação racial. Que o ódio racial é claro e que basta ser-se pouco branco para se ser corrido de lugares, empregos e bairros ou, pelo contrário, ser-se pouco negro para correr os mais sérios riscos, incluindo o da própria morte, em guetos, bairros, cidades e até Estados negros.
Aquilo há muito que pode rebentar pelas mal cosidas costuras sociais.
Ora a segregação racial não é um fim em si própria, não senhor. É apenas a fase mais visível do fenómeno da violentíssima acumulação de capital, da consequente segregação social e justificação desa mesma segregação com base na cor de pele, na origem étnica e na religão. Porque há uma religião do estado. Não duvidem!
Depois, na chamada terra da liberdade e da democracia, há ainda o regime de repressão e de terror que ali vigora.
Um de cada cinco negros americanos - e são negros todos os que não forem brancos caucasianos - Um em cada cinco, dizia, está na cadeia!
Os restantes quatro estão, na sua maioria, num estado de miséria indescritível. no plano social, no educativo e no dos bens materiais. Sem quaisquer recursos materiais ou de esperança de verem alterada este estado de coisas.
Constituem a reserva de mão-de-obra sempre disponível e barata que, depois de terem enriquecido gerações e gerações de negreiros e de proprietários de terras de algodão, estão agora, compelidos, a engrossar as fileiras dos exércitos que os EAU têm espalhados pelo mundo.
Só que estavam tapados pelo tapete da propaganda e pela voz dos media domesticados, quer lá quer por esse mundo de Deus!
E não é que veio um furacão e acertou em cheio no Burquina-Fasso, perdão, na Somália, perdão, no Sri-Lanca, não, não, foi no Sul do Império. Lá nos Estados do Sul e tirou o tapete, literalmente, à propaganda àcerca do paraìso na Terra. De repente os nossos ecrans ficaram indesculpavelmente confusos. Onde é que estamos?
Os "pivots", de unha envernizada e brilhantina na testa, olhavam para a câmara e saíam-lhes fracos vagidos, vagos comentários, ao que viam.
Aquilo afinal são os EUA que pelo mundo fora espalham o medo, a morte e a sobranceria? Com aqueles pobres todos? Daquela cor? Sem eira nem beira?
E então que dizer, dos extraordinários meios de apoio e de socorro que não aparecem em lado nenhum?; das imensas universidades onde os mais ricos desenvolvem as melhores bombas para atacar os mais pobres?
Afinal parece que só havia plano de evacuação, de apoio e de socorro para os mais ricos. Para os brancos que deixaram a cidade entregue a si própria!
Bastou um furacão, muita chuva - que falta nos fazia! - e dois dias de ausência de autoridade para que a sociedade se desfizesse, que os ódios interraciais e toda a animalidade surgisse à luz do dia, sem qualquer controlo e sem que as autoridades pudessem fazer outra coisa que não fosse gritar "Ó da guarda que está a chover"!
A governadora exigiu a presença de 40.000 soldados especiais para controlarem a população da cidade! E com ordem para atirar a matar!
Mas 40.000 é um exército! E dizem precisar de meses.
A maior das inépcias e uma gigantesca sobranceria possibilitou que os ricos e mais abastados fugissem da zona, depois de avisados. Todos os restantes, todos pobres e na maioria todos negros foram deixados aos milhões para trás, como coisas não solúveis, na água.
Mas sem água potável, sem comida, sem luz eléctrica ou saneamento. Sem socorro! Dias a fio.
Mergulhados na maior imundíce, na água contaminada com as fossas e latrinas. Com os depósitos do lixo urbano e os cadáveres humanos e animais a flutuar entre os telhados das casas de madeira e zinco onde vivia a maioria da população. Com toda a poluição de produtos do petróleo - sempre ele - que continuadamente se derramam da indústria agora imobilizada e abandonada.
Diante deste quadro - sobre o qual muito mais há a dizer - devo perguntar aos que só atiram pedras a Cuba, se por acaso alguma vez viram, por lá, imagens tão degradantes como aquelas que nos apresentam agora, hoje, sobre os EUA?
Já alguma vez viram o presidente de Cuba não poder aterrar de helicóptero com medo dos ataques da sua própria população?
Por este caminho, e se vivermos mais uns anos, ainda veremos a onda de emigrantes a desejar chegar a Cuba!
Tinha um plano de pré-reforma para a minha prancha e estou a ver que afinal vou ter é horas extra. Trabalhos dobrados!
Agora as citações, só de americanos não filiados nem na Al-quaeda nem no PC, que eu tenho cuidado com as companhias:
"I assume the president's going to say he got bad intelligence... I think that wherever you see poverty, whether it's in the white rural community or the black urban community, you see that the resources have been sucked up into the war and tax cuts for the rich." -- Congressman Charles B. Rangel"
Many black people feel that their race, their property conditions and their voting patterns have been a factor in the response....I'm not saying that myself, but what's self-evident is that you have many poor people without a way out." -- Rev. Jesse Jackson"
In New Orleans, the disaster's impact underscores the intersection of race and class in a city where fully two-thirds of its residents are black and more than a quarter of the city lives in poverty. In the Lower Ninth Ward neighborhood, which was inundated by the floodwaters, more than 98 percent of the residents are black and more than a third live in poverty."-- David Gonzalez, NY Times
Prefiro começar por dizer que conheço um pouco dos EUA e que ali se vive desde há muito a mais descarada e desavergonhada segregação racial. Que o ódio racial é claro e que basta ser-se pouco branco para se ser corrido de lugares, empregos e bairros ou, pelo contrário, ser-se pouco negro para correr os mais sérios riscos, incluindo o da própria morte, em guetos, bairros, cidades e até Estados negros.
Aquilo há muito que pode rebentar pelas mal cosidas costuras sociais.
Ora a segregação racial não é um fim em si própria, não senhor. É apenas a fase mais visível do fenómeno da violentíssima acumulação de capital, da consequente segregação social e justificação desa mesma segregação com base na cor de pele, na origem étnica e na religão. Porque há uma religião do estado. Não duvidem!
Depois, na chamada terra da liberdade e da democracia, há ainda o regime de repressão e de terror que ali vigora.
Um de cada cinco negros americanos - e são negros todos os que não forem brancos caucasianos - Um em cada cinco, dizia, está na cadeia!
Os restantes quatro estão, na sua maioria, num estado de miséria indescritível. no plano social, no educativo e no dos bens materiais. Sem quaisquer recursos materiais ou de esperança de verem alterada este estado de coisas.
Constituem a reserva de mão-de-obra sempre disponível e barata que, depois de terem enriquecido gerações e gerações de negreiros e de proprietários de terras de algodão, estão agora, compelidos, a engrossar as fileiras dos exércitos que os EAU têm espalhados pelo mundo.
Só que estavam tapados pelo tapete da propaganda e pela voz dos media domesticados, quer lá quer por esse mundo de Deus!
E não é que veio um furacão e acertou em cheio no Burquina-Fasso, perdão, na Somália, perdão, no Sri-Lanca, não, não, foi no Sul do Império. Lá nos Estados do Sul e tirou o tapete, literalmente, à propaganda àcerca do paraìso na Terra. De repente os nossos ecrans ficaram indesculpavelmente confusos. Onde é que estamos?
Os "pivots", de unha envernizada e brilhantina na testa, olhavam para a câmara e saíam-lhes fracos vagidos, vagos comentários, ao que viam.
Aquilo afinal são os EUA que pelo mundo fora espalham o medo, a morte e a sobranceria? Com aqueles pobres todos? Daquela cor? Sem eira nem beira?
E então que dizer, dos extraordinários meios de apoio e de socorro que não aparecem em lado nenhum?; das imensas universidades onde os mais ricos desenvolvem as melhores bombas para atacar os mais pobres?
Afinal parece que só havia plano de evacuação, de apoio e de socorro para os mais ricos. Para os brancos que deixaram a cidade entregue a si própria!
Bastou um furacão, muita chuva - que falta nos fazia! - e dois dias de ausência de autoridade para que a sociedade se desfizesse, que os ódios interraciais e toda a animalidade surgisse à luz do dia, sem qualquer controlo e sem que as autoridades pudessem fazer outra coisa que não fosse gritar "Ó da guarda que está a chover"!
A governadora exigiu a presença de 40.000 soldados especiais para controlarem a população da cidade! E com ordem para atirar a matar!
Mas 40.000 é um exército! E dizem precisar de meses.
A maior das inépcias e uma gigantesca sobranceria possibilitou que os ricos e mais abastados fugissem da zona, depois de avisados. Todos os restantes, todos pobres e na maioria todos negros foram deixados aos milhões para trás, como coisas não solúveis, na água.
Mas sem água potável, sem comida, sem luz eléctrica ou saneamento. Sem socorro! Dias a fio.
Mergulhados na maior imundíce, na água contaminada com as fossas e latrinas. Com os depósitos do lixo urbano e os cadáveres humanos e animais a flutuar entre os telhados das casas de madeira e zinco onde vivia a maioria da população. Com toda a poluição de produtos do petróleo - sempre ele - que continuadamente se derramam da indústria agora imobilizada e abandonada.
Diante deste quadro - sobre o qual muito mais há a dizer - devo perguntar aos que só atiram pedras a Cuba, se por acaso alguma vez viram, por lá, imagens tão degradantes como aquelas que nos apresentam agora, hoje, sobre os EUA?
Já alguma vez viram o presidente de Cuba não poder aterrar de helicóptero com medo dos ataques da sua própria população?
Por este caminho, e se vivermos mais uns anos, ainda veremos a onda de emigrantes a desejar chegar a Cuba!
Tinha um plano de pré-reforma para a minha prancha e estou a ver que afinal vou ter é horas extra. Trabalhos dobrados!
Agora as citações, só de americanos não filiados nem na Al-quaeda nem no PC, que eu tenho cuidado com as companhias:
"I assume the president's going to say he got bad intelligence... I think that wherever you see poverty, whether it's in the white rural community or the black urban community, you see that the resources have been sucked up into the war and tax cuts for the rich." -- Congressman Charles B. Rangel"
Many black people feel that their race, their property conditions and their voting patterns have been a factor in the response....I'm not saying that myself, but what's self-evident is that you have many poor people without a way out." -- Rev. Jesse Jackson"
In New Orleans, the disaster's impact underscores the intersection of race and class in a city where fully two-thirds of its residents are black and more than a quarter of the city lives in poverty. In the Lower Ninth Ward neighborhood, which was inundated by the floodwaters, more than 98 percent of the residents are black and more than a third live in poverty."-- David Gonzalez, NY Times
terça-feira, agosto 30, 2005
Os agricultores? Estão bem obrigado!
Aqui há dias, ainda de férias, fui,dar uma volta pelo arrosal, lá bem no meio, entre a Comporta e a Carregueira de Baixo, ali onde há agora montes de cegonhas para turista ver.
Lá fui andando junto ao canal de irrigação, olhando quer as cegonhas, quer na ribanceira que separa o arrosal da estrada, as várias casas de verão duns afortunados que nem se importam com os mosquitos.
Mas, de repente, entre as árvores que fracamente tapavam uma dessas casas, estava estacinado como se fosse um carrinho de mão, um aparador de relva, uma motoreta, estava lá, luzidío e novo, completamente novo, um helicóptero azul de 5 ou 6 lugares, ali entre as árvores no quintal de alguém que precisa de se deslocar rápido e sem polícia de trânsito, entre as suas casas.
Calculo que deva ser um desses agricultores que à noite, no telejornal, pedem subsídios e protestam miséria.
As desigualdades estão a ficar circuscritas ? como os incêndios ?
Lá fui andando junto ao canal de irrigação, olhando quer as cegonhas, quer na ribanceira que separa o arrosal da estrada, as várias casas de verão duns afortunados que nem se importam com os mosquitos.
Mas, de repente, entre as árvores que fracamente tapavam uma dessas casas, estava estacinado como se fosse um carrinho de mão, um aparador de relva, uma motoreta, estava lá, luzidío e novo, completamente novo, um helicóptero azul de 5 ou 6 lugares, ali entre as árvores no quintal de alguém que precisa de se deslocar rápido e sem polícia de trânsito, entre as suas casas.
Calculo que deva ser um desses agricultores que à noite, no telejornal, pedem subsídios e protestam miséria.
As desigualdades estão a ficar circuscritas ? como os incêndios ?
Fraco desempenho > Borda-fora !
Segundo o insuspeito NY Times, a oficial Bunnatine H. Greenhouse, depois de trabalhar 20 anos no exército, como supervisora ou controladora dos contractos com fornecedors, foi despromovida, nas condições que pode ler aqui.
E aqui este bocadinho, para não ficar muito grande o post:
"A top Army contracting official who criticized a large, noncompetitive contract with the Halliburton Company for work in Iraq was demoted Saturday for what the Army called poor job performance.
The official, Bunnatine H. Greenhouse, has worked in military procurement for 20 years and for the past several years had been the chief overseer of contracts at the Army Corps of Engineers, the agency that has managed much of the reconstruction work in Iraq. "
Isto parece a maldição das pirâmides, houvesse disso no Iraque.
Aqui entre nós, a senhora devia ter tento na língua e perceber a missão civilizacional, levada a cabo pela administração americana e seu vice-presidente, invadindo o Iraque, saqueando o petróleo e ficar caladinha.
Quem é que quereria discutir o preço das panquecas e dos feijões refogados em pleno deserto?
Reservo-lhe um lugar de destaque aqui na lista prá prancha.
É mais seguro que trabalhar com certa gente!
E aqui este bocadinho, para não ficar muito grande o post:
"A top Army contracting official who criticized a large, noncompetitive contract with the Halliburton Company for work in Iraq was demoted Saturday for what the Army called poor job performance.
The official, Bunnatine H. Greenhouse, has worked in military procurement for 20 years and for the past several years had been the chief overseer of contracts at the Army Corps of Engineers, the agency that has managed much of the reconstruction work in Iraq. "
Isto parece a maldição das pirâmides, houvesse disso no Iraque.
Aqui entre nós, a senhora devia ter tento na língua e perceber a missão civilizacional, levada a cabo pela administração americana e seu vice-presidente, invadindo o Iraque, saqueando o petróleo e ficar caladinha.
Quem é que quereria discutir o preço das panquecas e dos feijões refogados em pleno deserto?
Reservo-lhe um lugar de destaque aqui na lista prá prancha.
É mais seguro que trabalhar com certa gente!
O Jumento duplicado
Eis uma fotocópia que não me importo de tirar:
JUMENTO DO DIA
ROMANTISMO
Não sou um admirador nem das qualidades nem do currículo político de Manuel Alegre, e a situação que este militante do PS está a criar não passa de mais uma das suas birras românticas; uma candidatura de Manuel Alegre seria claramente derrotada por Cavaco Silva pois há muita gente à esquerda que não o admira tanto como ele julga. Mas muito pior do que isso, corria-se um sério risco de Cavaco conseguir uma maioria tão expressiva que resultaria num regresso quase imediato do cavaquismo, daí o empenho de algumas personalidades da direita, como o JPP, numa candidatura de Alegre. Estamos perante um caso em que o romantismo não ajuda a lucidez, e Manuel Alegre deveria perceber que não tem dimensão política para o cargo que ambiciona.
Isto a continuar assim vai mesmo para o Cavaco. Pode ser que ele faça mesmo o que a direita anseia e este povo, se calhar, não desmerece. Atente-se na campanha avagalhada dos polícias, dos sindicatos, da extrema esquerda, do PC, dos opion makers, do JPP, do Luis Delgado, do Jardim, do Carlos Encarnação, das farmácias, dos juízes e do futebol que, calado, não paga as dívidas...
Desta vez estão todos de acordo, não é?
Quase apetece que o Cavaco ganhe, o governo seja de direita e depois veríamos se ainda havia vaga de incêndios e de contestações!
Será essa a estratégia do PC? Depois teria mais filiados e muitas manifs. Teria?
Dizia o meu amigo Aquino que nada como um governo soviético para produzir anti-comunistas e nada como um governo de esquerda liberal para dar origem a reaccionários. Será ?
JUMENTO DO DIA
ROMANTISMO
Não sou um admirador nem das qualidades nem do currículo político de Manuel Alegre, e a situação que este militante do PS está a criar não passa de mais uma das suas birras românticas; uma candidatura de Manuel Alegre seria claramente derrotada por Cavaco Silva pois há muita gente à esquerda que não o admira tanto como ele julga. Mas muito pior do que isso, corria-se um sério risco de Cavaco conseguir uma maioria tão expressiva que resultaria num regresso quase imediato do cavaquismo, daí o empenho de algumas personalidades da direita, como o JPP, numa candidatura de Alegre. Estamos perante um caso em que o romantismo não ajuda a lucidez, e Manuel Alegre deveria perceber que não tem dimensão política para o cargo que ambiciona.
Isto a continuar assim vai mesmo para o Cavaco. Pode ser que ele faça mesmo o que a direita anseia e este povo, se calhar, não desmerece. Atente-se na campanha avagalhada dos polícias, dos sindicatos, da extrema esquerda, do PC, dos opion makers, do JPP, do Luis Delgado, do Jardim, do Carlos Encarnação, das farmácias, dos juízes e do futebol que, calado, não paga as dívidas...
Desta vez estão todos de acordo, não é?
Quase apetece que o Cavaco ganhe, o governo seja de direita e depois veríamos se ainda havia vaga de incêndios e de contestações!
Será essa a estratégia do PC? Depois teria mais filiados e muitas manifs. Teria?
Dizia o meu amigo Aquino que nada como um governo soviético para produzir anti-comunistas e nada como um governo de esquerda liberal para dar origem a reaccionários. Será ?
F = P+C
Não houve um senhor que ficou famoso a arrumar umas incógnitas e umas variáveis?
Deu-me para isto : A matemática politica ou a Matelíca
No Público de hoje há um senhor que explica que Portugal sem corrupção seria a Finlândia.
Quer dizer: se mandássemos a corrupção para lá eles ficavam assim como o Avelino ou o Loureiro e nós ficávamos loiros e angelicais. Era bestial!
Assim, isto da Matelítica fica assim: F de Finlândia é igual a P de Portugal mais C de Corrupção
Ainda fico famoso!
Deu-me para isto : A matemática politica ou a Matelíca
No Público de hoje há um senhor que explica que Portugal sem corrupção seria a Finlândia.
Quer dizer: se mandássemos a corrupção para lá eles ficavam assim como o Avelino ou o Loureiro e nós ficávamos loiros e angelicais. Era bestial!
Assim, isto da Matelítica fica assim: F de Finlândia é igual a P de Portugal mais C de Corrupção
Ainda fico famoso!
O Papa, as heresias e o PC
Sobejam-nos testemunhas da preocupação nossa e do desvelo com que vimos seguindo cada passo, cada oscilação supraciliar do nosso Papa Benedito VI, também conhecido como Bento.
( Repararam como estou/estamos a escrever canonicamente? )
Ele tem sido missas com a juventude e apelos à presença nas ditas, um ror de curiosos despachos e não menos importantes promessas de novos santos e santas que a todos nós fazem muita falta.
Agora aí esta a reunião e a benção espargida sobre os ex-abomináveis e excomungados membros desse seita ímpia, malévola e cismática da Sociedade do Santo Pio X
A magnífica e pontifical justificação - se tal fosse necessário - é que se trata de procurar a reunião dos filhos cristãos.
A nós parece-nos bem!
Mesmo que seja com os seguidores do ultra conservador ( um neo-con, como agora se diz ) do Sr. bispo Lévèbvre, negador das directivas do "Vaticano II" e oportunamente excomungado.
Dizem-me que este nosso Bento VI até simpatiza com essas posições, até ontem heréticas!
Este Papa está para o Concílio Vaticano II assim como o nosso Jerónimo de Sousa está para a Glassnost.
Como o PC olha a perestroika!
Com a maior compreensão e desvelo. Amen.
( Repararam como estou/estamos a escrever canonicamente? )
Ele tem sido missas com a juventude e apelos à presença nas ditas, um ror de curiosos despachos e não menos importantes promessas de novos santos e santas que a todos nós fazem muita falta.
Agora aí esta a reunião e a benção espargida sobre os ex-abomináveis e excomungados membros desse seita ímpia, malévola e cismática da Sociedade do Santo Pio X
A magnífica e pontifical justificação - se tal fosse necessário - é que se trata de procurar a reunião dos filhos cristãos.
A nós parece-nos bem!
Mesmo que seja com os seguidores do ultra conservador ( um neo-con, como agora se diz ) do Sr. bispo Lévèbvre, negador das directivas do "Vaticano II" e oportunamente excomungado.
Dizem-me que este nosso Bento VI até simpatiza com essas posições, até ontem heréticas!
Este Papa está para o Concílio Vaticano II assim como o nosso Jerónimo de Sousa está para a Glassnost.
Como o PC olha a perestroika!
Com a maior compreensão e desvelo. Amen.
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A VIDA GRAVADA A FOGO