sábado, novembro 12, 2005

Os cursos profissionais que todos pedem...


À volta de Lisboa proliferam as habitações sociais, na maioria superpovoadas de imigrantes africanos.
Aí, as escolas mais "atentas" deram início, há anos, a cursos profissionalizantes, destinados à inserção no mundo do trabalho, de jovens já fora da idade da escolaridade obrigatória, mas com várias carências nos aproveitamentos obtidos.
A realização desses cursos visa a rápida colocação dos jovens em locais de trabalho, para o que as escolas e os seus docentes se multiplicam, nas respectivas áreas, na procura de locais para que os seus alunos iniciem estágios em empresas locais.
Trabalho árduo e dedicado desses professores.
A semana passada, em Vialonga( 15 km de Lisboa), que tem há muitos anos uma forte percentagem de população negra e onde as Escolas gozam de grande respeito, o Restaurante "O Cherne" recusou qualquer estágio a miúdos negros e não teve dúvidas, nem receio, em fazê-lo explicitamente.
Professores e alunos entenderam a mensagem.
Isto numa terra onde as escolas não são assaltadas ou vandalizadas.
Onde existe uma paz social invejável, se comparada com outros bairos à volta de Lisboa!
O que torna absolutamente revoltante este racismo e esta exclusão.
Mas que um dia vai transformar desempregados em assaltantes, jovens excluídos em ondas de tumúltos, miúdos em incendiários.
Ninguém aguenta a frieza e o cinismo da sociedade que lhes deu uma casa, na periferia da grande cidade, onde estão autorizados a morrer de fome.
Todos exigem mais carpinteiros, cozinheiros, e canalizadores. Onde estão as empresas que os vão empregar?

Pessoa, aos sábados

"Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me. Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime."

Em TABACARIA - Álvaro de Campos, 15-1-1928

Ler o Le Monde perceber porquê

Le Monde dizia:
"Um país que se considera como pátria dos direitos do homem e santuário de um modelo social generoso, mostra-se aos olhos de todos, incapaz de assegurar condições de vida dignas a jovens franceses cujos avós imigrados contribuíram para os "trinta anos gloriosos" (da II Guerra aos anos 70), mas que não têm tido outro horizonte senão desemprego, regressão tribal e racismo."

Eles lá sabem porquê!

sexta-feira, novembro 11, 2005

A Inteligência nacional e a evangelização em curso


Recorro com grande humildade, à pesquisa de "Um homem das Cidades", para dar a este blog onde escrevo, um fresco contributo da "Inteligência nacinal", tão carente de devoção e de elevação cristãs:
O Evangelho segundo a ACEGE
A Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE), constituída, em 1952, sob a denominação UCIDT - União Católica de Industriais e Dirigentes de Trabalho e, ultimamente, denominada UCIDT Movimento Cristão de Empresários e Gestores, e cujos estatutos foram aprovados em Fátima a 7 de Março de 1998, esteve ontem representada no debate na RTP2, «Espiritualidade e gestão».

A ACEGE promoveu recentemente a assinatura de um Código de Ética.Na sessão pública de assinatura do Código de Ética por empresários e gestores estiveram presentes individualidades com relevo nas empresas portuguesas, tais como João Alberto Pinto Basto, Alípio Dias, Álvaro Barreto, Pedro Teixeira Duarte, Vasco de Mello, Vasco Pessanha, António Castro Henriques, José Vinagre, António Pinto Leite, Nuno Fernandes Thomaz, Henrique Bandeira Vieira, Armindo Monteiro, entre outros.
Tudo gente de primeira água, portanto.
«Neste âmbito, este documento defende uma conduta ética por parte de empresários e gestores, que não tem de ser encarada como um constrangimento para a gestão das empresas nem é incompatível com a obtenção de lucro, sendo antes pelo contrário, um factor de desenvolvimento sustentado do tecido empresarial português, de maior competitividade, e de maior riqueza e justiça social».
Ou seja, lá por serem cristãos nada de inibições quando toca a gamar o próximo.Mas vejamos algumas das intervenções de alguns dos seus ilustres membros no II Congresso desta sagrada família.

Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, Ética:
Factor de Realização e Progresso
Senhor Dom José Policarpo, Eminência Beijo, respeitosamente, o anel de Vossa Eminência, saudando o egrégio Pastor de uma das duas dioceses por onde se divide a minha faina quotidiana, mas também o Magno Chanceler da Universidade em que ensinei durante inesquecíveis 16 anos, e, sobretudo, o Mestre no Pensamento, no Magistério e no Testemunho, numa Igreja que sabe falar para o Século XXI e os seus desafios, como sempre soube conjugar a eternidade do seu horizonte como a temporalidade das suas sucessivas circunstâncias.De cortar a respiração!
Ele beija o anel do egrégio sacana do Policarpo! Numa Igreja que sempre se soube adaptar aos tempos e sem perder a sua essência!Onde é que o Marcelo foi buscar esta verve? Terá sido a algum Ministro do fascismo?!

PS- Não era este Policarpo que queria mandar a Force de Frappe contra a "racaille"?

Manuel Alegre, triste


O deputado eleito pelo PS, Manuel Alegre, esteve hoje em greve.
Declarou mesmo que era livre de ir ou não à Assembleia da República.
Engraçado que este deputado considere que não está obrigado a comparecer no seu local de trabalho especialmente, se ia votar ( acto grande da democracia ) o OGE, que regulará a vida de todos os portugueses no próximo ano.
Triste interpretação das suas actuais obrigações.

A comédia divina ou o regresso à Idade Média


O pastor evangelista e neo-con americano, Pat Robertson, ameaça a população de uma vilória americana de destruição, por acção de Deus, visto que não aceitaram o ensino da nova idiotice cristã chamada, e intraduzível, "intelligent design" que prega a anti-ciência.
É o mesmo que andou a pregar a cruzada contra o Iraque e as famosas WMD.
Aliás ELES são sempre os mesmos!
A coisa é aberrante mas não ouvimos ainda uma condenação formal do Vaticano acerca destes desvarios.
(FoxNews)
VIRGINIA BEACH, Va. — Religious broadcaster Pat Robertson warned residents of a rural Pennsylvania town Thursday that disaster may strike there because they "voted God out of your city" by ousting school board members who favored teaching intelligent design.
All eight Dover, Pa., school board members up for re-election were defeated Tuesday after trying to introduce "intelligent design" — the belief that the universe is so complex that it must have been created by a higher power — as an alternative to the theory of evolution.
"I'd like to say to the good citizens of Dover: If there is a disaster in your area, don't turn to God. You just rejected him from your city," Robertson said on the Christian Broadcasting Network's "700 Club."

VIRGINIA BEACH, Va. — Religious broadcaster Pat Robertson warned residents of a rural Pennsylvania town Thursday that disaster may strike there because they "voted God out of your city" by ousting school board members who favored teaching VIRGINIA BEACH, Va. — Religious broadcaster Pat Robertson warned residents of a rural Pennsylvania town Thursday that disaster may strike there because they "voted God out of your city" by ousting school board members who favored teaching intelligent design.
All eight Dover, Pa., school board members up for re-election were defeated Tuesday after trying to introduce "intelligent design" — the belief that the universe is so complex that it must have been created by a higher power — as an alternative to the theory of evolution.
"I'd like to say to the good citizens of Dover: If there is a disaster in your area, don't turn to God. You just rejected him from your city," Robertson said on the Christian Broadcasting Network's "700 Club."
All eight Dover, Pa., school board members up for re-election were defeated Tuesday after trying to introduce "intelligent design" — the belief that the universe is so complex that it must have been created by a higher power — as an alternative to the theory of evolution.
"I'd like to say to the good citizens of Dover: If there is a disaster in your area, don't turn to God. You just rejected him from your city," Robertson said on the Christian Broadcasting Network's "700 Club."

quinta-feira, novembro 10, 2005

http://www.lse.ac.uk/

Copio, dado a clareza do exposto, do Luis Marvão ( que não deixou link no comentário abaixo) :
Why Immigrants Don't Riot Here" é um artigo interessante, embora eivado de alguma simplicidade. Sobre a questão da mobilidade social, estudos recentes demonstram que esta é, nos Estados Unidos, bem menor do que em muitos países da Europa Ocidental. É o que nos revela por exemplo o trabalho de pesquisa da London School of Economics and Political Science(http://www.lse.ac.uk/.. Passo a citar parte das conclusões do referido estudo : “A careful comparison reveals that the USA and Britain are at the bottom with the lowest social mobility. Norway has the greatest social mobility, followed by Denmark, Sweden and Finland. Germany is around the middle of the two extremes, and Canada was found to be much more mobile than the UK.”“In a comparison of eight European and North American countries, Britain and the United States have the lowest social mobility.” É provável que no que concerne à imigração as oportunidades de ascensão social sejam maiores no lado de lá do Atlântico. Historicamente, os EUA são um país de imigração, ao contrário da maior parte da Europa, onde este fenómeno é recente. Um último apontamento sobre a imigração muçulmana, associada à livre empresa e aos negócios nos EUA por oposição ao caso francês, caracterizado pela dependência da Segurança Social. Importa saber de que populações estamos a falar, porque nem sempre as condições de partida são iguais : Jovens estudantes instruídos ou famílias tradicionalmente ligadas à actividade comercial oriundas do Golfo Pérsico não estão nas mesmas condições dos empobrecidos imigrantes do Magreb.

De Eisenhower a JPP

O falecido Presidente americano Dwight Eisenhower, republicano de gema e que nunca tirou grandes notas em sociologia política( também não sei se ele sabia o que isso seria), disse um dia esta frase que, guardada no tempo, serve a JPP que hoje, mais um avez, explica no Público as vantagens do sistema Bush, sobre os estúpidos europeus que insistem em ter uma segurança social: É ler e tirar as conclusões:

"Should any political party attempt to abolish social security, unemployment insurance, and eliminate labor laws and farm programs, you would not hear of that party again in our political history. There is a tiny splinter group, of course, that believes you can do these things.
Among them are .. a few .. Texas oil millionaires, and an occasional politician or business man from other areas. Their number is negligible and they are stupid."
--
President Dwight Eisenhower, Republican,November 8, 1954
Mas para JPP o raciocínio é simples: Agora chama aos levantamentos juvenis apenas "violência política" e pronto, compara-os de seguida com as Brigadas Vermelhas (é verdade, está no Público) e com as 25 de Abril, afirma que os que aceitam essa violência ( quem foi ? ) usam uma sociologia de pacotilha.
A fórmula é velha e gasta. Mente-se sobre o que ninguém disse e, de seguida, classifica-se o mentiroso de ignorantee perigoso.
Mas trai-se pelo caminho e deixa cair estas pérolas:
" Antes os proletários deveriam fazer a revolução violenta ( Esperem, ele tem outra)porque eram explorados e a sua "mais-valia" apropriada pelos capitalistas, agora os jovens revoltam-se porque não têm "esperança no futuro".
Portanto Dr.PP o Sr. tem uma outra análise da formação do valor e da riqueza? O trabalho realizado já não é mais valioso do que aquele que é pago?
Então Dr.! Vamos a escrever essa nova teoria que tanta falta nos faz.
Trate de explicar isso aos milhões de assalariados a quem sobra mês, e falta dinheiro!
Que aos desempregados não vale a pena. Ou atrapalha-se?
Até mesmo os patrôes, os assalariadores, os sub-empreiteiros dos sub-empreiteiros, dos sub-empreiteiros dos sub-empreiteiros, lhe agradeceriam essa maravilhosa teoria que lhes permitiria nunca pagar impostos sobre o trabalho realizado ou sobre o trabalho pago.
As mini empresas de trabalhadores precários que realizam as grandes obras para as empresas gigantes que ganham os concursos públicos por esse mundo fora estão à espera dessa sua explicação!
Não me diga que nunca ouviu falar que os portugueses dos séculos XVi e XVII autorizavam os escravos, no Brasil, a trabalhar umas horas, por dia, nas hortas para proverem ao seu sustento, e das suas famílias? Nunca percebeu a habilidaade da coisa? Marx provavelmente não sabia desta habilidade dos portugueses de então. Teria poupado tempo a explicar a formação da riqueza e o valor do trabalho.
Nem percebeu ainda o real significado do ordenado mínimo e dos subsídios de desemprego nas sociedades capitalistas avançadas?
Só mais um bocadinho, se não se importam?:
" Há desemprego, guetização, marginalidade( ou exclusão/xenofobia?), exclusão e racismo, mas há também outras causas de que se evita falar, tão sociais como as anteriores, como seja o efeito sobre populações deprimidas ( porquê deprimidas? por estarem em França sem trabalho e sem finalidade na vida?) da intensa subsidiação do providencialismo do Estado, gerando expectativas artificiais e um direito de reivindicação( já lá vamos Dr., não se moa!), cada vez mais incomportável numa Europa em declínio, da recusa do trabalho ( ora esta! ele meteu aqui a recusa do trabalho sem fazer parte da receita dos problemas! Então Dr.! Os miúdos de 13 -20 anos, os malandros, não querem trabalhar? Madraços! e querem o quê?) , por uma "vida de rua" sem controlo, nem "patrão", de discriminações sexuais de origem cultural e religiosa que têm a ver com a ideia patrimonial da mulher muçulmana, pelos homens da sua família. ( Os meus leitores são testemunhas que eu não o interrompi agora, nesta melhor tirada de sociologia do Corão e do papel da mulher na família muçulmana).
E pergunto se é preciso mais para nos fartarmos de rir?
Ou de chorar talvez. A isto chama-se um politólogo português do sec.XXI. Um analista político com página aberta nos diários que desejar e nas televisões que preferir.
Quantos anos é que andámos para trás, depois do 25 de Abril?
Tem que ser para antes de 54 visto até o Gen Eisenhower, já nessa data, chamava estúpidos aos que defendiam a ausência de apoios sociais e de factores de inclusão na sociedade.
Depois PP diz que comparado com os bidonvilles os actuais guetos são "paraísos", que "se condena a polícia(?), e acha mal a "culpabilização dos políticos".
Não escreve uma vez o nome do Sarkozy nem da repressão que aí vem.
Nem uma palavra sobre as promessas de melhores apoios, mais emprego e melhor integração dos excluídos já determinados pelo estúpido governo francês!
Só em Portugal é que ele condena os políticos, quando o partido em que milita, não está no governo, bem entendido!
Não sei a que propósito é que ele meteu na sua "receita de solução dos problemas" aquela das mulheres muçulmanas e do seu papel na família.
Querem ver que há um papel diferente , da mulher, nas famílias dos muçulmanos e que só ele conhece? Qual será? Diferente das outras mulheres, das outras famílias, das outras religiões, no mesmo estágio de desenvolvimento das sociedades?
Que papel será esse que determina que, os jovens antes de se integrarem na sociedade, devem sair à noite e queimar carros?
Valha-o Deus!
Seguem-se os perturbantes ciúmes dos neo-nazis e das "acções punitivas drásticas" contra eles voltadas, caso fossem esses os autores dos desacatos...

Evangelização também por cá!



Nestes tempos de prometida evangelização - com o patrocínio da Igreja Católica Portuguesa - sempre é bom lembrar aos incautos os benefícios históricos desse movimento espiritual cujas consequências se têm feito sentir por todo o mundo, sempre com vantagens para os mais pobres, os excluídos e os segregados.
É o que faz o Carlos Esperança no Diário Ateísta. Pra ler e meditar!

quarta-feira, novembro 09, 2005

Vénus Express na órbita de Vénus

-- Antecipação artística da Vénus Express próxima do seu objectivo

The concept for control of the Venus Express mission is based on the use of a single control centre, the Venus Express Mission Operations Centre (VMOC) at ESOC, Germany, in conjunction with the ESA deep space ground station located in Cebreros (near Madrid, Spain). The baseline operations philosophy is to acquire scientific data primarily during the 95 minute pericenter planetary passes, store the data on-board and downlink it during a single eight-hour pass each day.
(Ler mais )

5...4...3...2...1... et voilá!

O momento do lançamento com êxito, hoje, de Baikonur, do Vénus Express.
Também um êxito da cooperação e da ciência europeia!

A Europa no conhecimento do Espaço

Partiu hoje de Baikonur na Rússia a nave espacial Venus Express, propulsionada por um fogetão Soyus-Fregat sob a coordenação da Starsem, uma sociedade euro-russa com a participação da Aerospacial, Ariane, a Agência Russa do Espaço e o produtor do foguetão Soyus.
Fica aqui a notícia completa sobre o referido lançador europeu e as suas características, visto que detém a mais elevada taxa de êxito nos lançamentos de satélites, tripulados ou não: 98%

Launch VehicleVenus Express will be launched by a Soyuz-Fregat launcher from the Baikonur Cosmodrome. The launch window is open from 26th October until 25th November 2005. Soyuz-Fregat rockets are procured through Starsem, a European-Russian company that markets Soyuz launchers outside Russia. Starsem has four shareholders - Aerospatiale, Arianespace, the Russian Space Agency and TsSKB Samara, the manufacturer of the Soyuz vehicle.
Cutaway diagram of Soyuz-Fregat launch vehicle (image courtesy of Starsem)
Soyuz was first launched in November 1963 and 1683 have been flown as of 13 October 2003. A manned version carries crews to the International Space Station, while unmanned versions are used to launch satellites, interplanetary spacecraft and Progress cargo vehicles. It is one of the most reliable launchers in the world, with a 98% success rate.
The Soyuz launch vehicle comprises a lower composite and upper composite. The lower composite is made up of four boosters (first stage), the central core (second stage) and the upper, third stage. The upper composite is made up of a fourth stage (Fregat) along with a payload adapter, a fairing, and the Venus Express spacecraft. The Fregat, payload adapter, and Venus Express spacecraft are all contained within the fairing.
The four side boosters and the core (second) stage ignite at the same time, shortly before liftoff. The boosters burn for slightly less than two minutes, then shut down and separate. After booster separation, the second stage continues to burn for about a further three minutes. Two seconds before second stage shutdown, the third stage ignites and then separates from the second stage. After the third stage burns out it then separates from the upper composite. All lower composite stages use liquid oxygen and kerosene as fuel.
The main engine on the fourth stage, the Fregat, is ignited twice. The first ignition moves the Fregat-Venus Express composite from the suborbital trajectory into which it is delivered by the Soyuz third stage into an almost circular parking orbit. The second injects Venus Express into its interplanetary flight trajectory. The Fregat uses unsymmetrical dimethyl hydrazine (UDMH) and nitrogen tetroxide as fuel.

PS- Estou a preparar uma lista de personalidades para serem enviadas para o Espaço e, evitando algum injusto esquecimento, aceito as vossas sugestões, desde que garantam que não vão causar poluição

aPachecações

Pacheco Pereira continua a tentar apachecar-nos.
Mas o estilo é mau e as ideias, então, são dos museus.
Vejam lá este post, que reproduzo na íntegra:

Num artigo de hoje do Libération , que se queixa de que o “Estado abandonou os bairros sociais (as “Cités”)”, percebem-se três coisas:
a enorme rede de subsídios e financiamentos estatais típicos do “modelo social europeu”. O artigo cita a crise das acções de alfabetização, financiamentos do Fasild (antigo Fundo de Acção Social), acções de prevenção com adolescentes, programa de empregos-jovem, acções com mulheres, associações subsidiadas (o exemplo é uma intitulada Sable d’Or Mediterranée) que fazem acções de inserção, acolhimento dos recém emigrados, acesso à cultura, teatro de adultos, iniciação ao cinema, vários projectos artísticos e culturais, etc., etc.;
a enorme quantidade de pessoas que trabalha nestes programas, associações, ONGs, que são elas próprias um grupo de pressão para o aumento dos subsídios e o alargamento dos apoios estatais, e que, não é por acaso, aparecem nesta crise como as principais vozes “justificando” a “revolta dos jovens”;e, por último,
o enorme contraste entre o modo europeu de “receber” e integrar os emigrantes envolvendo-os em subsídios e apoios, centrado no estado e no orçamento, hoje naturalmente em crise; e o modo americano que vive acima de tudo do dinamismo da sociedade que lhes dá oportunidades de emprego e ascensão social.
Nem vos interrompi a leitura para ver se isso ia para baixo.
Ele, o que sempre quer, é deitar abaixo a Europa e todo o seu modelo social. O homem, o dr. professor, o intelectual que fotografa bibliotecas, está contra o seguinte:
- A alfabetização dos imigrantes
- A Acção Social
- A prevenção dos comportamentos de risco dos jovens imigrantes e filhos de.
- Programa de emprego jovem
- Associações subsidiadas
- Acções de inserção com mulheres
- Acolhimento de recém emigrados
- Acesso à cultura
- Teatro de adultos
- Iniciação ao cinema
- Projectos artísticos e culturais
- As ONGs
está até contra os etc, etc.
Esqueci-me de alguma coisa? Parece que é tudo por hoje.
Só falta a cereja em cima do bolo: The american way of life. E eu acrescentaria "of life and death!"...
Para terminar a litania oferece-nos as vantagens da ausência disso tudo. Aonde? Nos EUA, onde havia de ser!
Lá, o gigantesco exército industrial de reserva constituido por índios ( totalmente subsidiados para não fazeren nada!), negros( 20% na cadeia e outros tantos nas polícias, nos bombeiros e no exército. Os restantes vivem em condições iguais às de N.Orleans), latinos( todos no limiar do desemprego ou apenas com um salário mínimo que mal dá para sobreviver, sem residência autorizada e apenas para trabalhos menores ou agrícolas).
Tudo isto numa escala de milhões de seres humanos.
Lá na pátria que tem 1% da sua população na cadeia! Mais de 2,7 milhões de pessoas!
É esse o modelo que idolatra e propõe.
Lá onde os trabalhadores da indústria se se lembrarem de se associar em sindicatos são imediatamente despedidos e que que tomam drogas para poderem continuar a suportar os ritmos de produção da indústria;
Lá, onde a Condoleeza Rice não consegue alugar um quarto na 5ª Avenue.
Onde há milhares de emigrantes sujeitos a programas de experimentação de novos medicamentos, verdadeiras "guinea pigs" de duas patas!
Onde há universidades para os ricos( cujos cursos custam mais de um miilhão de dólares) que têm empregos garantidos no final do curso, e universidades para os outros mais escuros e para os negros, onde o ensino se vai degradando à medida que a pele dos alunos escurece e que escusam de procurar empregos fora dos segmentos a eles destinados: the performing arts, the sport and the social services ( os que servem de correias transmissoras da ideologia racista e segregacionista). Depois para compor o ramalhete têm uns, mais escuros, apresentadores de TV que existem para servirem de Eusébios de lá...
Nos EUA onde não há segurança social e onde também não há lista de espera para cirurgias pela simples razão de que as listas não existem! Nem listas nem cirurgias. Ou pagas ou morres!
Lá onde há jornais para negros, rádios para latinos, revistas para coloured people, TVs para todas as minorias bem separadinhas e isoladas em guetos donde não podem sair.
Pacheco Pereira nunca percebeu o Archie Brown? Via e não entendia?
Ele precisava era duma cura Nos EUA para ver se gostava de ser discriminado e tratado de latino ou quanto muito de ibérico.
Estava-lhe garantido um lugar de taxista ou de pasteleiro.
Que os outros estão já destinados.
A menos que vá dar aulas para uma dessas universidades da reacção evangélica, tão na moda por lá. Mas aulas de quê?

Afinal as armas proibidas...


A televisão estatal italiana informa o que mais adiante se lê. Aqueles que há dois anos proclamaram a certeza da existência das WMD estavam cobertos de razão: Os habitantes de Falluja foram regados com bombas de fósforo branco.
Não sei é se lhes chegaram a dizer, na altura, que parece ter sido por erro de cálculo.
Se não os informaram na altura, fica agora dito.

US 'used' chemical weapon in Falluja
Tuesday 08 November 2005, 21:57 Makka Time, 18:57 GMT

There have been allegations the US used outlawed weapons
Italian state television has aired a documentary alleging that the US used white phosphorous shells "in a massive and indiscriminate way" against civilians during the November 2004 offensive in Falluja.
The report on Tuesday said the shells were not used to illuminate enemy fighters at night, as the US government has said, but against civilians, and that it burned their flesh had "to the bone".
The documentary by RaiNews24, the all-news channel of RAI state television, quoted ex-marine Jeff Englehart as saying he saw the bodies of burnt children and women after the bombardments.
"Burned bodies. Burned children and burned women. White phosphorous kills indiscriminately. It is a cloud that, within ... 150m of impact, will disperse and will burn every human being or animal."
There have been several allegations that the US used outlawed weapons, such as napalm, in the Falluja offensive. On 9 November 2004, the Pentagon denied that any chemical weapons, including napalm, were used in the offensive.
Reporter Abd al-Adhim Muhammad, an Aljazeera reporter in Baghdad who covered Falluja battles until the closure of Aljazeera offices in Iraq in September 2004, said there was a lot of talk inside Iraq about the use of non-conventional weapons by the US army in Iraq.

"The amount of people who used to confirm to us that the US army had been using non-conventional weapons against Falluja city was enormous, but it was impossible to confirm," he said.

Fallujans deserted their city in the November 2004 offensive "The city was sealed off and families left; so basically only the resisting fighters were inside the city. They were mostly denied admission into hospitals, so we could not verify the information from the medical fraternity, but yes everybody was saying that burnt bodies were scattered on Falluja's streets."

On its website, the US government has said it used phosphorous shells "very sparingly in Falluja, for illumination purposes". It noted that phosphorous shells were not outlawed.

"They were fired into the air to illuminate enemy positions at night, not at enemy fighters," the government statement said. Pentagon spokesman Bryan Whitman on Tuesday said white phosphorus was a conventional weapon. He said he did not know if the US army used it in Falluja in 2004.
Aljazeera + Agencies

Foi encontrado mais um anti-americano primário!

Ora aqui está mais um anti-americano primário que dá pelo nome de
The New York Times e cujo editorial de hoje se congratula com o enorme êxito conseguido por J W Bush na sua recente viagem pelas Américas:
After President Bush's disastrous visit to Latin America, it's unnerving to realize that his presidency still has more than three years to run. An administration with no agenda and no competence would be hard enough to live with on the domestic front. But the rest of the world simply can't afford an American government this bad for that long.
In Argentina, Mr. Bush, who prides himself on his ability to relate to world leaders face to face, could barely summon the energy to chat with the 33 other leaders there, almost all of whom would be considered friendly to the United States under normal circumstances. He and his delegation failed to get even a minimally face-saving outcome at the collapsed trade talks and allowed a loudmouthed opportunist like the president of Venezuela to steal the show.

Os pro Bush estão a ver reduzida a sua base de sustentação e qualquer dia são eles que se apontarão, uns aos outros, como anti-americanos.
Já não falta muito...

terça-feira, novembro 08, 2005

O Chicote e a Cenoura

Como previsto, Villepin enfrentou hoje os acontecimentos e a Assembleia Nacional, com duas ordens de medidas. O Chicote e a Cenoura:
Devant un hémicycle comble et fiévreux, le Premier ministre a précisé mardi que l'état d'urgence pourra être prorogé «si les circonstances l'exigent» • Il a par ailleurs annoncé la création d'une «agence de la cohésion sociale et de l'égalité des chances» •
LIBERATION.FR : mardi 08 novembre 2005 - 16:23
É verdade, os incendiários não pegaram só fogo aos automóveis e caixotes do lixo, às escolas e uma ou outra fábrica, não senhor.
Pegaram mesmo fogo ao stato quo. Esse já era.
E para já, a classe dominante francesa percebeu onde é que está a raiz do problema. É mesmo a falta de coesão social e a desigualdade de oportunidades!
Calem-se lá os Pachecos Pereiras e os outros comissários políticos da direita disfarçados de sociólogos de aldeia.
Até o Villepin já percebeu!

Metadiálogos de Boliqueime (VII)

Visto que já estamos em plena campanha abrimos este espaço aos inspirados diálogos do Great Portuguese Disaster 85-95 que muito estão a contribuir para a formação cívica dos jovens:

"-- Ó, avô, o que é que quer dizer "racaille"?...
-- Onde é que tu ouviste isso, meu amor?...
-- Foi na televisão...: dizem que a racaille está a conquistar Paris...
-- Querido, não se pode acreditar em tudo o que passa na televisão... Porque é que não fazes como o vovô, que não lê jornais, nem vê televisão?...
-- ... excepto a "Primeira Companhia!!!..."
-- (risos) Sim, claro, excepto a "Primeira Companhia". Portugal, OPPS, deitar, OOPs, em frente, OOPS, marchar, OOPS, ao fundo!...
-- Bilu bilu bilu bilu!...
-- ... querido, então o vovô vai explicar... Racaille são aquelas pessoas que vivem numa economia medíocre, que não querem trabalhar, que não vão à escola.... que não votam no avô, e que só saem à rua para fazer mal aos outros.
-- Ó, vô, e no tempo do avô, havia racaille?...
-- Claro que não, querido, no tempo do avô... (silêncio)... Olha, filho, uma coisa... em português, nós não dizemos "racaille", dizemos "pretos", "monhés" e "camones de leste"... No tempo do avô, vinham muitos pretos, para construirem muitas casas, muitas estradas e muitos condomínios de luxo...
-- E construíam essas coisas para eles?...
-- Não, construíam para os amigos do avô e da avó. Lembras-te daquele senhor que esteve cá ontem, o Professor Cadilhe?... O Professor Cadilhe foi dos primeiros a comprar uma casa nas Amoreiras, feita pelos pretos!... E é amigo do avô e da avó!...
-- E por que é que os pretos não moravam nas Amoreiras?...
-- Os pretos não moravam nas Amoreiras porque aquelas casas não são para pretos!...
-- Então, moram onde?...
-- No tempo do avô, moravam na Pedreira dos Húngaros, e na Cova da Moura, e no Bairro do Fim do Mundo, e no Bairro das Marianas, e no Casal Ventoso, e no Bairro da Boavista, e...
-- Em condomínios de luxo, avô?...
-- Claro que não, querido, em condomínios de preto...
-- E por que é que eles vinham para Portugal para morar em condomínios de pretos?
-- Porque os amigos do avô, dos bancos e da construção civil iam à terra deles dizer que nós precisávamos de pretos para trabalharem em Portugal, e que eles deviam vir, para ganharem mais qualquer coisinha do que na terra deles.
-- E ganhavam mais qualquer coisinha?...
-- Umas vezes sim, outras vezes... não. Geralmente... não. Os pretos são muito preguiçosos, e às vezes chegava ao fim da semana, e as pessoas que são amigas do avô olhavam para eles, e diziam "tu não trabalhaste nada esta semana, escarumba, esta semana podes já começar já a ir pôr a manta à janela, que daqui recebes népia!..."
-- E o que é que eles faziam?...
-- Faziam o que os pretos fazem todos, metiam-se no álcool, na droga, na prostituição, e começavam a roubar as pessoas que votam no avô...
-- Ó, avô, e o avô quer ser eleito para acabar com os pretos?...
-- Querido, se, como espero, for eleito, em Janeiro, Presidente da República, o avô vai obrigar os pretos a estarem sempre na casa deles, na Cova da Moura, no Bairro 2 de Maio, na Boavista, no Pica-Pau Amarelo...
-- Ó, avô, e o avô acha que assim acaba com os pretos?...
-- (suspiro) Querido, os pretos são como os funcionários públicos, não acabam nunca, o melhor que nos pode acontecer é que vão morrendo todos...(Cai o pano)
posted by Arrebenta : Segunda-feira, Novembro 07, 2005
Force de frappe
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The Redoutable, the first French nuclear missile submarine

a Pluton missile mobile launcher
The Force de frappe (literally Striking Force; meant for dissuasion, i.e. Deterrence) is the designation of what used to be a triad of air, sea and land based French Nuclear Forces, part of the Military of France. France has the fourth largest nuclear force in the world after the USA, Russia and China.
( Seria isto que Sua Revendíssima Alteza queria dizer? ) !
"Ils sont fous ces romans!"

Des Experts

Uma das valiosas características nacionais é a capacidade, amplamente demonstrada, de toda a gente se pronunciar sobre qualquer assunto:
Vasco Pulido Valente é uma reconhecida autoridade sobre o Modelo Social Europeu e a sua aplicação na Polónia!
Marcelo Rebelo de Sousa brinda-nos com lustrosos momentos de crítica literária ou sobre o corte de sobreiros na península de Setúbal.
De Belmiro de Azevedo tem vindo a público a sua visão sobre a gestão laboral na Função Pública.
Quem é que perde uma análise do Gen. Loureiro dos Santos sobre as tácticas a aplicar, contra a reacção politico- militar e socio-religiosa, no Iraque, pelas forças de ocupação?
Ouvi há pouco D. José Policarpo discorrer sobre a eventualidade da aplicação da "force de frappe" sobre os insurrectos em França.
Não tenho a certeza se Sua Eminência Reverendíssima sabe do que fala.
Mas o facto de se preocupar como nível da resposta repressiva a dar ao levantamento dos excluidos em França, já de si releva de um grande espírito cristão. Sua Eminência preocupa-se seriamente com eles. Eles que se cuidem!
Aliás Sua Eminência, noutros momentos de comoção e de tragédia, já nos brindou com intervenções da maior actualidade, ofertando verdadeiros farois rompendo as brumas que nos rodeiam.
Estou pois firmemente seguro que, ao Governo Francês não faltarão vozes, muito embora preocupadas, mas cheias de soluções, que a eles, pobres franceses, não passariam pela cabeça!
Só têm que estar atentos.

segunda-feira, novembro 07, 2005

La rascaille de Sarkozy


( da natureza do mal, com muito gosto:)
Sarkozy, la rascaille c’est lui!
Os jovens magrebinos e negros da ex colónias da terceira geração que estão a incendiar França, ( a canalha) , não têm programa, nem organização, nem líderes, nem modelos conhecidos. Os cenários repetem os de 1968, com mais pirotecnia e os mesmos CRS, um episódio da grande revolução mundial que, se estão recordados, varreu o mundo desde os campus norte- americanos ao extremo oriente e que teve as suas sequelas tardias no fim das ditaduras ibéricas e na instauração da democracia. La chienlit, disse na altura o general de Gaulle.O que se está a passar tinha sido previsto. Lembrem-se de La haine de Mathieu Kasowitz, dos sucessivos avisos das pessoas que trabalham junto dessas comunidades, sociólogos, assistentes sociais, políticos, religiosos. Se a França responder com o programa dos Sarkozy- mais polícia, mais justiça cega e mais promessas de integração- vamos todos perder. Os ingredientes da revolta francesa estão em quase todas as cidades da Europa. Quantos pivots negros temos nas nossas televisões? Quantos analistas? Quantos actores de novela? Quantos professores? Quantos presidentes de junta, vereadores,membros das assembleias municipais? deputados? Quantos cantores de sucesso? Quantos filhos de emigrantes há nas Comissões de Honra?