Cavaco Silva abriu a boca. E disse:
Que com ele em Belém tudo seria diferente de com ele em S. Bento.
Que desta vez é que vai ser.
Que a economia será revitalizada.
Que não haverá falta de médicos nem listas de espera
Que a Segurança Social vai ter um superavite
Que a iletracia desaparecia
Que seria o investimento estrangeiro a estar nas listas de espera
Que as forças armadas, a polícia, os professores, a tropa, a justiça, os magistrados, os pescadores, os livreiros e os arrumadores de automóveis seriam todos aumentados e que os funcionários públicos passariam à reforma aos 45, perdão,aos 35 anos!
Com direito a partidas de sueca com suecas mesmo!
Que o "amor" seria diferente em Portugal e que a pirâmide etária voltaria a ter mais base e menos altura .
Só não disse como é que faria isto tudo.
Não duvido das suas capacidades.
O que me preocupa é que a "medida" da democracia não lhe assenta.
Ou muda de alfaiate ou compra dois números acima!
A que ele usa actualmente não lhe serve.
Está-lhe apertada!
segunda-feira, novembro 21, 2005
domingo, novembro 20, 2005
A poesia ao domingo
-------------------Num meio-dia de fim de primavera
Tive um sonho como uma fotografia,
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se na erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.
Tinha fugido do céu.
-----------------
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempe a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à volta da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas -
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque não era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.
---------------
Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar no chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica,
Diz-me que Deus não percebe nada
Das cousas que criou--
" Se é que ele as criou, do que duvido"--
"Ele diz, que por exemplo, que os seres cantam a sua glória,
Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres"
E depois, cansados de dizer mal de Deus,
O menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa
-----------------
Esta é a história do meu Menino Jesus,
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?
Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos, ( em, Ficções do Interlúdio )
1911-1912
A Guerra já chegou a Washington
Já na cabeça do império passam os piores cenários e aqueles que, agarrados às orelhas, se encaminham para o fundo, preparam-se para se fazer acompanhar de um vasto cortejo de desgraças e misérias humanas.
É só ler o que diz de Washington o correspondente do el Pais :
La guerra de Irak estalla en Washington
El debate sobre el repliegue de las tropas se abre paso en el Congreso y en la opinión pública
La guerra de Irak ha llegado ya al Congreso de Estados Unidos con toda su violencia. Republicanos y demócratas mantuvieron la noche del viernes un crispadísimo debate en el que quedó claro que la idea de la retirada de las tropas del país árabe está ya en la agenda de su clase política. El debate culminaba una semana en la que las secuelas de la llamada por el presidente Bush "guerra contra el terrorismo" -torturas, cárceles secretas, etcétera- dañaban de nuevo el prestigio internacional de EE UU. Mientras en Irak dos nuevos atentados suicidas se saldaban con más de 40 muertos, en El Cairo comenzaba una conferencia de reconciliación nacional iraquí de éxito harto improbable
(ler tudo)
Mas o que fica para trás é um País completamente destruído e em plena guerra civil, religiosa e tribal. Um regresso a séculos atrás.
A grande ironia da aventura petrocleptomaníaca são os vencedores. Porque os há.
Primeiro, o Estado de Israel que ganhou anos de alívio da pressão exercida por um "mundo islâmico organizado" e que se vai debater durante décadas para encontrar de novo qualquer entendimento quer interna quer externamente. Vis a vis aliados e inimigos.
Em segundo lugar a indústria militar e armamentista que, esvaziados os arsenais e ensaiadas as novas bombas, se lançará, lá no centro do império, na campanha de preparação da próxima guerra !
Quando é que isto irá acontecer?
Embora o dia esteja particularmente nublado, avanço que as próximas eleições americanas, daqui a um ano, serão muito importantes e que no terreno, o número de baixas americanas ainda não tem uma expressão suficiente para mobilizar uma vaga de fundo como a que varreu os EEUU em 70-75. Mas talvez isso se verifique muito antes dos 4000 mortos que ao ritmo actual de 70-90 por mês, daria qualquer coisa entre 2 e 3 anos .
É só ler o que diz de Washington o correspondente do el Pais :
La guerra de Irak estalla en Washington
El debate sobre el repliegue de las tropas se abre paso en el Congreso y en la opinión pública
La guerra de Irak ha llegado ya al Congreso de Estados Unidos con toda su violencia. Republicanos y demócratas mantuvieron la noche del viernes un crispadísimo debate en el que quedó claro que la idea de la retirada de las tropas del país árabe está ya en la agenda de su clase política. El debate culminaba una semana en la que las secuelas de la llamada por el presidente Bush "guerra contra el terrorismo" -torturas, cárceles secretas, etcétera- dañaban de nuevo el prestigio internacional de EE UU. Mientras en Irak dos nuevos atentados suicidas se saldaban con más de 40 muertos, en El Cairo comenzaba una conferencia de reconciliación nacional iraquí de éxito harto improbable
(ler tudo)
Mas o que fica para trás é um País completamente destruído e em plena guerra civil, religiosa e tribal. Um regresso a séculos atrás.
A grande ironia da aventura petrocleptomaníaca são os vencedores. Porque os há.
Primeiro, o Estado de Israel que ganhou anos de alívio da pressão exercida por um "mundo islâmico organizado" e que se vai debater durante décadas para encontrar de novo qualquer entendimento quer interna quer externamente. Vis a vis aliados e inimigos.
Em segundo lugar a indústria militar e armamentista que, esvaziados os arsenais e ensaiadas as novas bombas, se lançará, lá no centro do império, na campanha de preparação da próxima guerra !
Quando é que isto irá acontecer?
Embora o dia esteja particularmente nublado, avanço que as próximas eleições americanas, daqui a um ano, serão muito importantes e que no terreno, o número de baixas americanas ainda não tem uma expressão suficiente para mobilizar uma vaga de fundo como a que varreu os EEUU em 70-75. Mas talvez isso se verifique muito antes dos 4000 mortos que ao ritmo actual de 70-90 por mês, daria qualquer coisa entre 2 e 3 anos .
sábado, novembro 19, 2005
O Contra-Contra-Informação
Diz o "Arrebenta" e estamos conversados:
O que mais me angustia na invendabilidade da imagem de Cavaco Silva é que, ao contrário dos outros candidatos, enquanto os bonecos da "Contra-Informação" conseguem ser piores do que os originais, o Cavaco real consegue ser, relativamente à "Contra-Informação", uma caricatura pior do que a sua própria caricatura.Arrebenta Homepage
O que mais me angustia na invendabilidade da imagem de Cavaco Silva é que, ao contrário dos outros candidatos, enquanto os bonecos da "Contra-Informação" conseguem ser piores do que os originais, o Cavaco real consegue ser, relativamente à "Contra-Informação", uma caricatura pior do que a sua própria caricatura.Arrebenta Homepage
E que tal sair sem fazer barulho ?
Os nossos aliados da Nato e as suas correias de transmissão de notícias têm rivalizado hoje na quantidade de espaço noticioso reservado à morte do nosso primeiro militar. Sobre este assunto disseram:
- Nada ! Absolutamente nada!
Mas aqui em Portugal, com as honrosas excepções do PC e do BE, todo o aparelho político, a começar no PR e a acabar nos emproados chefes militares, todos choraram lágrimas de crocodilo e se ufanaram do maravilhoso papel que reservaram aos nossos soldados sob uma cadeia de comando que começa em Kabul e acaba em Londres ou Washington.
Se na página da FoxNews de há pouco escrevermos "portuguese casualty" o resultado é este.
Acho pois muito curioso que os tais aliados, de que tanto dependemos, se interessem assim por nós!
Pode ser que se sairmos devagarinho do Afeganistão e do Iraque, nem notem!
- Nada ! Absolutamente nada!
Mas aqui em Portugal, com as honrosas excepções do PC e do BE, todo o aparelho político, a começar no PR e a acabar nos emproados chefes militares, todos choraram lágrimas de crocodilo e se ufanaram do maravilhoso papel que reservaram aos nossos soldados sob uma cadeia de comando que começa em Kabul e acaba em Londres ou Washington.
Se na página da FoxNews de há pouco escrevermos "portuguese casualty" o resultado é este.
Acho pois muito curioso que os tais aliados, de que tanto dependemos, se interessem assim por nós!
Pode ser que se sairmos devagarinho do Afeganistão e do Iraque, nem notem!
sexta-feira, novembro 18, 2005
http://www.thebigview.com/pastlife/
Fiz o teste sim senhor e deu o que deu:
I don't know how you feel about it, but you were female in your last earthly incarnation.You were born somewhere in the territory of modern Thailand around the year 1325.
Your profession was that of a jeweler or watch-maker.
Your brief psychological profile in your past life:Inquisitive, inventive, you liked to get to the very bottom of things and to rummage in books. Talent for drama, natural born actor.
The lesson that your last past life brought to your present incarnation:Your lesson is to learn discretion and moderation and then to teach others to do the same. Your life will be happier if you help those who lack reasoning.
Do you remember now?
Especialmente num dia em que fui e continuo a ser criticado por dar uma sugestão sobre ... a discrição...
I don't know how you feel about it, but you were female in your last earthly incarnation.You were born somewhere in the territory of modern Thailand around the year 1325.
Your profession was that of a jeweler or watch-maker.
Your brief psychological profile in your past life:Inquisitive, inventive, you liked to get to the very bottom of things and to rummage in books. Talent for drama, natural born actor.
The lesson that your last past life brought to your present incarnation:Your lesson is to learn discretion and moderation and then to teach others to do the same. Your life will be happier if you help those who lack reasoning.
Do you remember now?
Especialmente num dia em que fui e continuo a ser criticado por dar uma sugestão sobre ... a discrição...
A Irresponsabilidade
«Foi uma página que voltei na minha vida, não penso voltar a exercer responsabilidades políticas.»
Cavaco Silva, Lusa, 15 de Janeiro de 1996
Percebem agora o que ele quer dizer de "não fazer política"?
De não ser político?
Cavaco Silva, Lusa, 15 de Janeiro de 1996
Percebem agora o que ele quer dizer de "não fazer política"?
De não ser político?
Quem é que fica deste lado?
Provavelmente vêm aí tempos em que à nascença nos coloquem um chip comportamental, vacinal, reprogamável de trinta em trinta dias, por down-load automático, sempre que tocarmos num puxador de porta, sairmos à rua ou fizermos zapping.
Evitam-se bichas para o IRS, irritações com a porteira, a existência de tribunais, de advogados e de polícias.
Talvez até um dia se acabe mesmo com os exércitos e as bombas.
Mas até lá, desculpem, vou estar de acordo com o Miguel Sousa Tavares. Completamente!
Quero lá saber das relações homo.
Não preciso que mas esfreguem na cara.
Prefiro as outras e, se possível, com alguma privacidade!
Perdi uns leitores?
Eles também eram pouquinhos!
Evitam-se bichas para o IRS, irritações com a porteira, a existência de tribunais, de advogados e de polícias.
Talvez até um dia se acabe mesmo com os exércitos e as bombas.
Mas até lá, desculpem, vou estar de acordo com o Miguel Sousa Tavares. Completamente!
Quero lá saber das relações homo.
Não preciso que mas esfreguem na cara.
Prefiro as outras e, se possível, com alguma privacidade!
Perdi uns leitores?
Eles também eram pouquinhos!
War on Terror : As aventuras pagam-se
Quando os aventureiros americanos deixarem o Afeganistão, porque podem ter a certeza que o farão, mais tarde ou mais cedo, quantos mortos teremos que chorar?
A que título é que portugueses na flor da idade, se aventuram no Afeganistão?
Foram defender-nos do terrorismo?
War on terror?
Temos interesses nos oleodutos que estão previstos para o transporte estratégico das riquezas do interior da Ásia para os portos do Afeganistão?
A distribuição internacional dos custos de sangue e os custos morais das guerras de rapina, deveriam ser suportados pelos seus autores.
A Portugal já chega a pesada carga do colonialismo e das guerras coloniais.
War on Terror?
A que título é que portugueses na flor da idade, se aventuram no Afeganistão?
Foram defender-nos do terrorismo?
War on terror?
Temos interesses nos oleodutos que estão previstos para o transporte estratégico das riquezas do interior da Ásia para os portos do Afeganistão?
A distribuição internacional dos custos de sangue e os custos morais das guerras de rapina, deveriam ser suportados pelos seus autores.
A Portugal já chega a pesada carga do colonialismo e das guerras coloniais.
War on Terror?
A TSF e a OTA
A excitada direcção da TSF ao serviço de quem se sabe, abria hoje com uma pérola do jornalismo sério e rigoroso, que já repetiu aí umas 6 ou 7 vezes:
"O governo esconde há cinco anos um estudo sobre a OTA" ...que transforma Lisboa na periferia da periferia do turismo, com milhões de turistas a menos, hoteis vazios, bordeis às moscas, desemprego a rodos, etc.
As tintas não podiam ser mais negras.
Só que o governo não está lá há cinco anos...
Nem esse estudo foi publicado ou está disponível, e acredito, não será o único.
Jornalismo?
É mais assim como "wisky de Sacavém"
"O governo esconde há cinco anos um estudo sobre a OTA" ...que transforma Lisboa na periferia da periferia do turismo, com milhões de turistas a menos, hoteis vazios, bordeis às moscas, desemprego a rodos, etc.
As tintas não podiam ser mais negras.
Só que o governo não está lá há cinco anos...
Nem esse estudo foi publicado ou está disponível, e acredito, não será o único.
Jornalismo?
É mais assim como "wisky de Sacavém"
Os senhores professores
Com algumas excepções que daqui saúdo e não misturo o joio ao trigo, é absolutamente vergonhoso o que alguns professores e direcções de escolas estão a fazer aos nossos filhos, utilizando as instalações do Estado e à custa do erário público.
- Refiro-me à instigação à greve dos alunos às aulas de recuperação, enquanto por outro lado, se constituem em verdadeiras empresas ilegais, ilícitas e paralelas de "explicações", onde campeia a fuga ao fisco e o compadrio
- Transformação da escola e dos tempos lectivos em verdadeiros comícios contra a política educativa do governo, com prejuízo da disciplina e da ordem democrática.
- O eventual e contrariado "cumprimento" das directivas do Ministério é executado como se se tratassem de ordens sem nexo, sem valor e incompetentes. Sob protesto.
A coroar esta falta de vergonha, hoje estão em greve. E na Escola 24 do Agrupamento Eugénio dos Santos, em Lisboa, as portas encontravam-se encerradas à excepção de uma única, onde uma funcionária tipo porteira de "boite", a entreabria e, olhando para o grupo de alunos - entre os 6 e os 10 anos - escolhia os que podiam entrar:
- Tu entras. E agarrava-os pelas golas dos kispos, passando-os para dentro da Escola.
e os que eram deixados na rua:
- Tu não entras. E o olhar fixava-se já no seguinte candidato.
Enquanto o Estado estiver refém de uns tantos energúmenos e não usar a força da lei para se fazer respeitar, estamos nas mãos de irresponsáveis com responsabilidades!
- Refiro-me à instigação à greve dos alunos às aulas de recuperação, enquanto por outro lado, se constituem em verdadeiras empresas ilegais, ilícitas e paralelas de "explicações", onde campeia a fuga ao fisco e o compadrio
- Transformação da escola e dos tempos lectivos em verdadeiros comícios contra a política educativa do governo, com prejuízo da disciplina e da ordem democrática.
- O eventual e contrariado "cumprimento" das directivas do Ministério é executado como se se tratassem de ordens sem nexo, sem valor e incompetentes. Sob protesto.
A coroar esta falta de vergonha, hoje estão em greve. E na Escola 24 do Agrupamento Eugénio dos Santos, em Lisboa, as portas encontravam-se encerradas à excepção de uma única, onde uma funcionária tipo porteira de "boite", a entreabria e, olhando para o grupo de alunos - entre os 6 e os 10 anos - escolhia os que podiam entrar:
- Tu entras. E agarrava-os pelas golas dos kispos, passando-os para dentro da Escola.
e os que eram deixados na rua:
- Tu não entras. E o olhar fixava-se já no seguinte candidato.
Enquanto o Estado estiver refém de uns tantos energúmenos e não usar a força da lei para se fazer respeitar, estamos nas mãos de irresponsáveis com responsabilidades!
quinta-feira, novembro 17, 2005
Hollywood a nossos pés!

Instado pelo Steven Soderbergh, que já não faz nada sem me questionar, concordei com a a realização de "Che, o gigante ", embora admita ainda a discussão sobre o título da obra acabada que, depois de visionada, terá ou não, a minha benção.
Steven Soderbergh, pede ainda desculpa por não se sentir em condições, "regretablement", por não ter dado prioridade a outros filmes que adoraria já ter feito:
- Cavaco Silva, o não-político
- Marques Mendes, o aviador ( Ota, estão a ver?)
- Pacheco Pereira, o apachecador
- Os professores, esses reformados
- Juizes, os anti-reformas
Esperemos que leve a bom porto(?) estas promessas de trabalho e que, o pessoal aí, continue a amar Che Guevara como O Homem Novo!
Eu vou estar, à frente, na fila de espera.
Metadiálogos de Boliqueime (XIII) -Um São Francisco de Assis da Lapa-Pobre
-- AI, VÓ, EU NÃO QUERO IR MAIS PARA O COLÉGIO!...
-- Então, por quê, meu quequezinho de coco?
-- Porque o "Naifas" anda lá com uma foto do "Expresso" a mostrar a toda a gente, e a dizer que eu sou mesmo o neto do Cavaco, e eles chamam-me muitos nomes!...
-- Querido, mas tens de perceber que faz parte do caminho da Cruz sofrer, para poder chegar onde o vovô quer chegar. Pensa no vovô como um mártir, numa pessoa em que todas as pessoas más batem e que vai ganhar porque as pessoas boazinhas deste país vão ter pena daquele santo homem em quem tanto se bate, e vão votar nele, pondo a cruz no Coitadinho...
-- Ó, vó, mas eles chamam-me nomes tão feios!... Por que é que o "Expresso" pôs, na primeira página, a fotografia do vovô connosco?... Eu não queria aparecer na primeira página do "Expresso"!... Eu sou muito pequenino para aparecer na primeira página do "Expresso"!...
-- Meu meio quequezinho de coco... O "Expresso" pôr o vovô contigo na primeira página para mostrar aos Portugueses que ele não era só o homem mais poderoso de Portugal no tempo em que mais dinheiro havia para se roubar, e se roubou, em que o dinheiro que vinha para os Portugueses acabava a forrar as paredes de bancos duvidosos, que o vovô não se limitou a criar muitos pobres, muitos desempregados, muitas pessoas sem abrigo, muitos drogados, muitos arrumadores de carros, muitos prédios horríveis nos subúrbios, muita gente a ganhar misérias com contratos a prazo, muitas empresas-fantasma, para sacar dinheiro e desaparecer do mapa, todas as estratégias para não pagar impostos, que o vovô não era só aquele homem do tempo em que os doentes eram contaminados, por questões de economia, com lotes cheios de HIV, em que se dispersavam polícias à mangueirada, em que se dava com o cacete no povo, e os rapazinhos que iam ver que barulho era aquele acabavam paraplégicos com balas de metal, disparadas por armas de borracha, cravadas na coluna... O "Expresso" publicou a foto do vovô com os seus netinhos para apelar ao afecto, e mostrar que o vovô, para lá das boas obras atrás realizadas, também era um coração de Deus, um sofredor, um São Francisco de Assis da Lapa Pobre, capaz de procriar, e de estender a sua asinha de vovô-galinha por cima de quatro netinhos muito fofos!...
-- Ó, vó, mas o vampiro, a piranha e a hiena também procriam e protegem os seus netinhos, não é?...
-- Sim, querido, mas desse facto da História Natural, o "Expresso" não se lembrou. Os jornais não podem mesmo saber tudo, né?...
(Cai a renda de bilros, que, por causa das pregas desagradáveis, Maria, Modesta e Modista, ajeita carinhosamente com a mão)
# posted by Arrebenta : Quinta-feira, Novembro 17, 2005
Acabou-se o emprego e o desemprego
A Câmara Municipal de Setúbal (PC), num passe de mágica, está em condições de acabar com o desemprego na cidade, no Distrito e no País!
É verdade.
Faz-se assim: os funcionários da CMS começam a faltar. Ao fim de dez dias de faltas, manda-se instalar um processo com vista à sua punição ,e se necessário, à sua reforma compulsiva.
Que aquela entidade empregadora não brinca: Cumpra-se a Lei!
É o que tem estado a acontecer.A dezenas de funcionários.
Depois, admitem-se outros funcionários e o processo reinicia-se, até não haver mais desempregados.
Passaram todos entretanto pelos quadros da edilidade, e dali para a C.G. Aposentações! Directos.
Com os anos de trabalho que tiverem e com a idade que Deus lhes deu.
Fácil e dá milhões!
É verdade.
Faz-se assim: os funcionários da CMS começam a faltar. Ao fim de dez dias de faltas, manda-se instalar um processo com vista à sua punição ,e se necessário, à sua reforma compulsiva.
Que aquela entidade empregadora não brinca: Cumpra-se a Lei!
É o que tem estado a acontecer.A dezenas de funcionários.
Depois, admitem-se outros funcionários e o processo reinicia-se, até não haver mais desempregados.
Passaram todos entretanto pelos quadros da edilidade, e dali para a C.G. Aposentações! Directos.
Com os anos de trabalho que tiverem e com a idade que Deus lhes deu.
Fácil e dá milhões!
quarta-feira, novembro 16, 2005
Armas de Destruição Massiva
O insuspeito Washington Post publica um texto que aqui deixo e que fala por si e pelos crimes que por aí andam a cometer, uns. A ocultar, outros.
The BBC News website looks at the facts behind the row.
What is white phosphorus?
White phosphorus is a solid, waxy man-made chemical which ignites spontaneously at about 30C and produces an intense heat, bright light and thick pillars of smoke.
The US military says it used white phosphorus to flush out insurgents
It continues to burn until deprived of oxygen and, if extinguished with water, can later reignite if the particles dry out and are exposed again to the air.
Also known by the military as WP or Willy Pete, white phosphorus is used in munitions, to mark enemy targets and to produce smoke for concealing troop movements.
It can also be used as an incendiary device to firebomb enemy positions.
What are its effects?
If particles of ignited white phosphorus land on a person's skin, they can continue to burn right through flesh to the bone. Toxic phosphoric acid can also be released into wounds, risking phosphorus poisoning.
Skin burns must be immersed in water or covered with wet cloths to prevent re-combustion until the particles can be removed.
Exposure to white phosphorus smoke in the air can also cause liver, kidney, heart, lung or bone damage and even death.
A former US soldier who served in Iraq says breathing in smoke close to a shell caused the throat and lungs to blister until the victim suffocated, with the phosphorus continuing to burn them from the inside.
Long-term exposure to lesser concentrations over several months or years may lead to a condition called "phossy jaw", where mouth wounds are caused that fail to heal and the jawbone eventually breaks down.
How did the US use it?
The US initially denied reports it had used white phosphorus as a weapon in Falluja in November 2004, saying it had been used only for illumination and laying smokescreens.
WHITE PHOSPHORUS
Spontaneously flammable chemical used for battlefield illumination
Contact with particles causes burning of skin and flesh
Use of incendiary weapons prohibited for attacking civilians (Protocol III of Convention on Certain Conventional Weapons)
Protocol III not signed by US
However, the Pentagon has now confirmed the substance was used as an "incendiary weapon" during the assault.
The BBC News website looks at the facts behind the row.
What is white phosphorus?
White phosphorus is a solid, waxy man-made chemical which ignites spontaneously at about 30C and produces an intense heat, bright light and thick pillars of smoke.
The US military says it used white phosphorus to flush out insurgents
It continues to burn until deprived of oxygen and, if extinguished with water, can later reignite if the particles dry out and are exposed again to the air.
Also known by the military as WP or Willy Pete, white phosphorus is used in munitions, to mark enemy targets and to produce smoke for concealing troop movements.
It can also be used as an incendiary device to firebomb enemy positions.
What are its effects?
If particles of ignited white phosphorus land on a person's skin, they can continue to burn right through flesh to the bone. Toxic phosphoric acid can also be released into wounds, risking phosphorus poisoning.
Skin burns must be immersed in water or covered with wet cloths to prevent re-combustion until the particles can be removed.
Exposure to white phosphorus smoke in the air can also cause liver, kidney, heart, lung or bone damage and even death.
A former US soldier who served in Iraq says breathing in smoke close to a shell caused the throat and lungs to blister until the victim suffocated, with the phosphorus continuing to burn them from the inside.
Long-term exposure to lesser concentrations over several months or years may lead to a condition called "phossy jaw", where mouth wounds are caused that fail to heal and the jawbone eventually breaks down.
How did the US use it?
The US initially denied reports it had used white phosphorus as a weapon in Falluja in November 2004, saying it had been used only for illumination and laying smokescreens.
WHITE PHOSPHORUS
Spontaneously flammable chemical used for battlefield illumination
Contact with particles causes burning of skin and flesh
Use of incendiary weapons prohibited for attacking civilians (Protocol III of Convention on Certain Conventional Weapons)
Protocol III not signed by US
However, the Pentagon has now confirmed the substance was used as an "incendiary weapon" during the assault.
As armas que branqueiam
É preciso denunciar por todos os meios os criminosos que usam armas químicas em guerras de rapina e de ocupação, sobre populações civis.
É preciso também denunciar os cúmplices desses crimes e os que promovem o seu branqueamento.
Quando eles branqueiam crimes, e lançam granadas de fósforo branco ,o verbo e o adjectivo não podiam ter uma raiz mais apropriada aos crimes, ao colonialismo e ao racismo : Branco !
Depois não se queixem.
É preciso também denunciar os cúmplices desses crimes e os que promovem o seu branqueamento.
Quando eles branqueiam crimes, e lançam granadas de fósforo branco ,o verbo e o adjectivo não podiam ter uma raiz mais apropriada aos crimes, ao colonialismo e ao racismo : Branco !
Depois não se queixem.
Freitas quer pôr fim a clientela no MNE
(Nada acrescento ao que o Correio da Manhã publica, on line )
O chefe da Diplomacia espera poupar 8,5 milhões de euros com o fim das nomeações políticas para as embaixadas e consulados
O ministro dos Negócios Estrangeiros vai apresentar, em breve, em Conselho de Ministros, um diploma que permite acabar com as nomeações políticas para as embaixadas e consulados e criar em sua substituição um regime de concurso público para a carreira de conselheiros técnicos e adidos.
Em causa, está o exercício de funções cujo salário oscila entre 9300 e 12 900 euros por mês. Maria Elisa, ex-deputada do PSD e ex-jornalista da RTP, e Maria Rui, ex-assessora de José Sócrates, são exemplos dessas nomeações.
Freitas do Amaral está a fazer os possíveis para que o regime do concurso público seja aplicado já a partir de 1 de Janeiro de 2006. “A legislação vai ser alterada e não será mais possível fazer nomeações políticas, porque [a carreira de conselheiros e adidos das embaixadas e consulado] vai passar a ser feita por concurso público.”
Por esta via, o ministro espera também travar os gastos salariais com o elevado número daqueles técnicos, cujo vencimento mensal varia entre um mínimo de 9300 euros e um máximo de 12 900 euros, neste caso em instituições como as Nações Unidas, a OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento da Europa, e a REPER – Representação Permanente de Portugal em Bruxelas.
Com esta iniciativa, o ministro quer “pôr fim a uma era de clientelismo que vem desde o 25 de Abril [de 1974]”, segundo o porta-voz, Carneiro Jacinto.
Mais: reduzindo para metade o número dos actuais 110 conselheiros das embaixadas e dos consulados, Freitas do Amaral espera obter uma poupança de 8,5 milhões de euros por ano aos cofres do Estado.Como apenas cerca de 10 por cento dos 55 técnicos a dispensar terminam o contrato com a respectiva embaixada até ao final de 2005, será necessário recorrer a negociações, o que obrigará o Ministério a pagar indemnizações.
Certo é que, com esta alteração legislativa, nomeações como as de Maria Elisa para a Embaixada de Portugal em Londres, em 2004, Maria Rui para a REPER, no Verão deste ano, Maria de Lurdes Vale, ex-jornalista do DN, que está na Embaixada em Madrid, ou Miguel Guedes, ex-assessor de Paulo Portas e ex-jornalista da SIC, colocado na Embaixada em Paris, deixam de ser possíveis.
O chefe da diplomacia tenciona ainda que, no futuro, o contrato dos conselheiros e adidos tenha um máximo de três anos, automaticamente prorrogado por mais três.
MARIA RUI EM BRUXELAS: A colocação da ex-assessora do primeiro-ministro, José Sócrates, na REPER, no Verão deste ano, é a polémica mais recente sobre as nomeações políticas para as representações de Portugal no estrangeiro. Graças a um despacho de José Sócrates que desbloqueou, a título excepcional, a contratação de uma pessoa para a representação de Portugal em Bruxelas, que acompanha a União Europeia, Maria Rui conseguiu regressar a um local de trabalho onde já tinha estado dois anos antes.
Neste cargo, a ex-assessora do primeiro-ministro aufere um vencimento mensal da ordem dos 10 mil euros.
MARIA ELISA EM LONDRES: Maria Elisa foi colocada como adida cultural na Embaixada de Portugal em Londres pelo Governo de Durão Barroso. Depois de várias polémicas com a Comissão Parlamentar de Ética, a ex-deputada do PSD, eleita por Castelo Branco, e ex-jornalista da RTP, era nomeada para um ‘exílio dourado’ na capital inglesa. Impedida pela Comissão de Ética de acumular as funções de deputada com as de jornalista, Maria Elisa acabou por ter um ‘prémio’ com a sua ida para a Embaixada em Londres, onde passou a auferir um salário mensal da ordem dos 10 mil euros. A ex-deputada termina o contrato no final de 2006.
PRIMEIRO DISPENSADO: O porta-voz do ministro dos Negócios Estrangeiros garante que, quando a futura legislação entrar em vigor, “eu sou o primeiro dispensado, porque sou conselheiro de Imprensa”. “Mal ficaria eu, estando de acordo com esta medida, não dar o exemplo”, explicou. Carneiro Jacinto termina o contrato com o MNE em Julho de 2007.
EMBAIXADORES DE FORA: A futura extinção das nomeações políticas para as embaixadas não inclui os embaixadores. Ferro Rodrigues, que representa Portugal na OCDE, é um desses exemplos. Segundo o porta-voz do MNE, apenas estão abrangidos pelas alterações previstas os conselheiros e adidos.
António Sérgio Azenha
O chefe da Diplomacia espera poupar 8,5 milhões de euros com o fim das nomeações políticas para as embaixadas e consulados
O ministro dos Negócios Estrangeiros vai apresentar, em breve, em Conselho de Ministros, um diploma que permite acabar com as nomeações políticas para as embaixadas e consulados e criar em sua substituição um regime de concurso público para a carreira de conselheiros técnicos e adidos.
Em causa, está o exercício de funções cujo salário oscila entre 9300 e 12 900 euros por mês. Maria Elisa, ex-deputada do PSD e ex-jornalista da RTP, e Maria Rui, ex-assessora de José Sócrates, são exemplos dessas nomeações.
Freitas do Amaral está a fazer os possíveis para que o regime do concurso público seja aplicado já a partir de 1 de Janeiro de 2006. “A legislação vai ser alterada e não será mais possível fazer nomeações políticas, porque [a carreira de conselheiros e adidos das embaixadas e consulado] vai passar a ser feita por concurso público.”
Por esta via, o ministro espera também travar os gastos salariais com o elevado número daqueles técnicos, cujo vencimento mensal varia entre um mínimo de 9300 euros e um máximo de 12 900 euros, neste caso em instituições como as Nações Unidas, a OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento da Europa, e a REPER – Representação Permanente de Portugal em Bruxelas.
Com esta iniciativa, o ministro quer “pôr fim a uma era de clientelismo que vem desde o 25 de Abril [de 1974]”, segundo o porta-voz, Carneiro Jacinto.
Mais: reduzindo para metade o número dos actuais 110 conselheiros das embaixadas e dos consulados, Freitas do Amaral espera obter uma poupança de 8,5 milhões de euros por ano aos cofres do Estado.Como apenas cerca de 10 por cento dos 55 técnicos a dispensar terminam o contrato com a respectiva embaixada até ao final de 2005, será necessário recorrer a negociações, o que obrigará o Ministério a pagar indemnizações.
Certo é que, com esta alteração legislativa, nomeações como as de Maria Elisa para a Embaixada de Portugal em Londres, em 2004, Maria Rui para a REPER, no Verão deste ano, Maria de Lurdes Vale, ex-jornalista do DN, que está na Embaixada em Madrid, ou Miguel Guedes, ex-assessor de Paulo Portas e ex-jornalista da SIC, colocado na Embaixada em Paris, deixam de ser possíveis.
O chefe da diplomacia tenciona ainda que, no futuro, o contrato dos conselheiros e adidos tenha um máximo de três anos, automaticamente prorrogado por mais três.
MARIA RUI EM BRUXELAS: A colocação da ex-assessora do primeiro-ministro, José Sócrates, na REPER, no Verão deste ano, é a polémica mais recente sobre as nomeações políticas para as representações de Portugal no estrangeiro. Graças a um despacho de José Sócrates que desbloqueou, a título excepcional, a contratação de uma pessoa para a representação de Portugal em Bruxelas, que acompanha a União Europeia, Maria Rui conseguiu regressar a um local de trabalho onde já tinha estado dois anos antes.
Neste cargo, a ex-assessora do primeiro-ministro aufere um vencimento mensal da ordem dos 10 mil euros.
MARIA ELISA EM LONDRES: Maria Elisa foi colocada como adida cultural na Embaixada de Portugal em Londres pelo Governo de Durão Barroso. Depois de várias polémicas com a Comissão Parlamentar de Ética, a ex-deputada do PSD, eleita por Castelo Branco, e ex-jornalista da RTP, era nomeada para um ‘exílio dourado’ na capital inglesa. Impedida pela Comissão de Ética de acumular as funções de deputada com as de jornalista, Maria Elisa acabou por ter um ‘prémio’ com a sua ida para a Embaixada em Londres, onde passou a auferir um salário mensal da ordem dos 10 mil euros. A ex-deputada termina o contrato no final de 2006.
PRIMEIRO DISPENSADO: O porta-voz do ministro dos Negócios Estrangeiros garante que, quando a futura legislação entrar em vigor, “eu sou o primeiro dispensado, porque sou conselheiro de Imprensa”. “Mal ficaria eu, estando de acordo com esta medida, não dar o exemplo”, explicou. Carneiro Jacinto termina o contrato com o MNE em Julho de 2007.
EMBAIXADORES DE FORA: A futura extinção das nomeações políticas para as embaixadas não inclui os embaixadores. Ferro Rodrigues, que representa Portugal na OCDE, é um desses exemplos. Segundo o porta-voz do MNE, apenas estão abrangidos pelas alterações previstas os conselheiros e adidos.
António Sérgio Azenha
Os aviões do crime
Os nossos governantes e as oposições estão em condições de nos proteger?
De nos garantir que os aviões da CIA, aviões do crime mais repelente, não usam o nosso espaço aéreo, os nossos aeroportos e demais serviços civis e militares, para o tráfico de pessoas?
Para o terrorismo de estado?
Para a eliminição de homens como nós?
Sabemos hoje que a CIA declarou guerra ao mundo.
Temos que nos defender!
A letra do hino não é só para se cantar nas paradas militares!
De nos garantir que os aviões da CIA, aviões do crime mais repelente, não usam o nosso espaço aéreo, os nossos aeroportos e demais serviços civis e militares, para o tráfico de pessoas?
Para o terrorismo de estado?
Para a eliminição de homens como nós?
Sabemos hoje que a CIA declarou guerra ao mundo.
Temos que nos defender!
A História vai condená-los, a eles e aos seus cúmplices.
A letra do hino não é só para se cantar nas paradas militares!
Fernando Rosas
Hoje no Público.
Absolutamente a não perder, " enquanto é tempo":
"Os Cárceres privados do império"
Só uma pergunta :
Aqueles que em Portugal enganaram os portugueses, continuam a apoiar estes crimes e a rufar nos tamborzinhos da guerra, não têm direito a um julgamento?
Paulo Portas, Pachecos Pereiras, Durão Barroso, Loureiro dos Santos, Marcelo Rebelo de Sousa, Luis Delgado, João Jardim e outros, vão um dia prestar contas?
Absolutamente a não perder, " enquanto é tempo":
"Os Cárceres privados do império"
Só uma pergunta :
Aqueles que em Portugal enganaram os portugueses, continuam a apoiar estes crimes e a rufar nos tamborzinhos da guerra, não têm direito a um julgamento?
Paulo Portas, Pachecos Pereiras, Durão Barroso, Loureiro dos Santos, Marcelo Rebelo de Sousa, Luis Delgado, João Jardim e outros, vão um dia prestar contas?
terça-feira, novembro 15, 2005
Pissarro judeu descendente de portugueses!

Da Rua da Judiaria copio, com a devida vénia, a informação que para mim é novidade!:Pissarro, pai do Impressionismo, descendente de judeus portugueses de Trás-os-Montes.
Até há pouco tempo, quando se discutia a paternidade da pintura moderna, o consenso parecia apontar para um único nome: Paul Cézanne. Nas últimas décadas, no entanto, um número crescente de historiadores de arte começou a questionar este pressuposto, olhando antes para Camille Pissarro, amigo e mestre de Cézanne, como o verdadeiro precursor da revolução que transformaria radicalmente a pintura na última metade do século XIX. Jacob Camille Pissarro, de seu nome completo, era filho de Abraham (Frederic) Gabriel Pissarro, um judeu “marrano” português, transmontano de Bragança, que ainda criança (nos finais do século XVIII) emigrara com os pais para Bordéus, onde na altura existia uma comunidade significativa de judeus portugueses refugiados da Inquisição. Camille nasceu a 10 de Julho de 1830 em St. Thomas, nas Ilhas Virgens, para onde o pai se mudara anos antes para servir de executor do testamento de um tio.Camille Pissarro era um personagem fascinante. Amigo e mestre de Degas, Cézanne e Gauguin, Camille Pissarro era visto pelos colegas como um “patriarca” – uma figura generosa, amável e profundamente fiel às suas amizades. “Pissarro foi como um pai para mim: era o homem a quem se pediam conselhos, era como le bon Dieu”, escreveu sobre ele Cézanne. Heri Matisse chamou-lhe “o Moisés da pintura contemporânea, aquele que nos dá a Lei”; Cézanne afirmaria categoricamente: “todos nós descendemos de Pissarro.”Anarquista convicto, Camille Pissarro não era religioso em termos formais mas, mesmo assim, nunca dissimularia o judaísmo herdado dos seus antepassados portugueses. Pelo contrário, Pissarro orgulhava-se de ser judeu.
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