segunda-feira, fevereiro 06, 2006
Os crimes e os alibis
Em necessitado socorro dos agravados muçulmanos, seguidores do profeta, surge hoje uma voz de cuja independência não me cabe duvidar. É verdade. Do alto da sua imensa compreensão do mundo e dos homens, vem, donde devia vir, a paladina inteligência e a oportunidade do comentário: -"Compreendo muito bem a ofensa sentida e sofrida na sua fé, pelos árabes, e pela razão da blasfémia cometida" E não vem apenas apoiar os ofendidos. Mostra uma indesfarsável satisfação pelos resultados obtidos. Até os encoraja a prosseguirem a caminho da absoluta desgraça que iniciaram. Ao ver este quadro, eu que sofro de irreprimível sensibilidade para entrever os mais delicados actos de altruismo e de comiseração para com os fracos e desvalidos, eu, dizia, lembrava-me das vezes que os criminosos indicavam a Poirot o melhor caminho para que se enganasse completamente na busca dos verdadeiros culpados! Só que desta vez a indicação, o comentário, saiu da boca de J. W. Bush !
A religião dos outros e o seu sangue
Compreendo o impulso destruidor dos que nada têm a perder. Sempre assim foi. Não é da política, nem da razão, nem sequer da religião do que falo. É da lei da física que fala da acção e da reacção. A compreensão do mundo, por via dos que dele nada têm, é proporcional à discriminação social de que padecem. Aliás, organizada. Vejamos então: Quem se manifesta e em que Países isso ocorre? - Nos que reservam às suas populações os mais baixos níveis de escolaridade, de saúde e de vida. - Naqueles onde a discriminação é mais gritante e onde as diferenças sociais se medem aos milhões de dólares. - E em todos onde a super-estrutura religiosa concorre em intolerância com o poder instituído. Barril de petróleo a barril de petróleo. Depois, nos outros, a intolerância religiosa, seja ela qual for, assume a "independência" e passa a ter vida própria: Substitui-se aos comandos civis e proclama decretos, declara guerras e até as inicia. As potências ocidentais e coloniais que dividiram a Irlanda, os Balcãs, a Palestina, o Médio Oriente e a África e que, ao longo de gerações, condenaram povos inteiros aos martírios das separações, às mais sangrentas humilhações, que utilizaram a seu favor as intolerâncias religiosas e que as a(r)maram, que esperavam? As mesmas potências que perpetuaram no poder as famílias de déspotas e de angariadores de fundos que eles mesmos, uma e outra vez, voltavam a reinvestir nos bancos dos Senhores, de que estavam à espera? Aqueles que recorrentemente foram trocando cada prisioneiro, cada assassínio, cada mártir, por um punhado de dólares mais, esperavam colher os frutos da tolerância e da racionalidade? Este é o caldo de cultura que foi longamente apurado pelas potências exploradoras e coloniais. O poder anti-democrático foi justificado pela religião que serviu, como uma luva. Mas infelizmente há mais: Na origem destes acontecimentos, está um acto espontâneo ou uma maquinação? Os cartoonistas desataram de repente a fazer, todos, caricaturas do profeta, por sua alta recriação, ou estamos perante um fenómeno totalmente encomendado, destinado a “justificar” às populações das democracias, as novas matanças, as novas divisões e a defesa do seu bem estar social? As novas intervenções, ou, o que é o mesmo, o actual preço do barril do petróleo?: - Todas as noites, milhares de TVs vão mostrar-nos como são antipáticos, feios, barbudos, intolerantes e mal vestidos, esses que se manifestam ofendidos em nome de um Deus, que não é o nosso e que, mostram-nos, exige vingança! Às próximas cruzadas prevejo grande afluência. De um lado e de outro. Aos simples está, de facto, reservado um lugar em todos os cemitérios.
quarta-feira, janeiro 25, 2006
Os tiros nos pés
Solta a matilha, beiças nos cornetins, têmporas a latejar, aí está aberta a caça ao Governo:
Ontem era a fantástica história das armas da ETA.
Hoje, a recondução do Constâncio no cargo de Governador do Banco de Portugal.
Amanhã não sabemos.
O que sabemos é que os tamborzinhos da independente imprensa tomou os freios nos dentes e já lhe cheira à carniça do governo. Do próprio Sócrates.
Ontem exigiam explicações sobre uma atoarda. Hoje, tentam tolher os gestos ao governo de maioria.
Não vai ser por aí, senhores: Têm primeiro que derrubar o Governo e encontrar para isso a “tal” justificação do não funcionamento regular das instituições.
Nisto, confesso, são especialistas!
Veja-se como funciona esta oposição!
Ontem era a fantástica história das armas da ETA.
Hoje, a recondução do Constâncio no cargo de Governador do Banco de Portugal.
Amanhã não sabemos.
O que sabemos é que os tamborzinhos da independente imprensa tomou os freios nos dentes e já lhe cheira à carniça do governo. Do próprio Sócrates.
Ontem exigiam explicações sobre uma atoarda. Hoje, tentam tolher os gestos ao governo de maioria.
Não vai ser por aí, senhores: Têm primeiro que derrubar o Governo e encontrar para isso a “tal” justificação do não funcionamento regular das instituições.
Nisto, confesso, são especialistas!
Veja-se como funciona esta oposição!
segunda-feira, janeiro 23, 2006
A cor do dinheiro
| Cavaco ganhou e foi a todas as janelas - como prevíramos - e agradeceu a todos. Aos mais amigos e aos adversários. À Maria. Agradeceu até ao Marques Mendes e ao Ribeiro e Castro. Lívido, mas agradeceu. Só faltou agradecer a quem o financiou: Esqueceu-se do povo simples e anónimo que terá financiado quase cinco milhões de euros. Se, por um lado, percebo a fina percepção dos pobres para vislumbrar uma boa aplicação financeira, já acho mal este esquecimento, tratando-se de dinheiro emprestado a um professor de finanças... |
O desprezo da família
| O incompreendido Cavaco continua a receber os protestos da maior consideração e estima um pouco por todo o lado. O inefável jornal Le Figaro, arauto da direita, parece pouco entusiasmado com o respeitável passado construtivo de CS e, menos ainda, do papel que desempenhou na destruição da educação em Portugal, no lamentável período em que teve poder executivo : "En vingt ans, même si le niveau de vie général a bien augmenté, même si l'on a construit tous les ponts ou autoroutes possibles ici et là, on a bel et bien oublié l'investissement primordial, celui qui fait toute la différence entre le tiers-monde et le monde développé : l'école. Le réveil est brutal. La croissance portugaise, qui jusqu'en 2000 côtoyait celles de l'Espagne ou de l'Irlande, est aujourd'hui plate comme une limande. Le moral des Portugais, au plus bas, est inversement proportionnel à la montée du chômage et suit le feuilleton des délocalisations d'usines portugaises vers l'Afrique du Nord ou l'Asie" |
( Ler tudo)
Agora, em que batalhas se(nos) vai envolver?
As gargalhadas de Deus
Tornados, primeiro, no riso da Europa e depois no escárnio do Mundo aqui fica o que de nós diz a inteligência internacional. Melhor, dizia. Antes da eleição. Agora estão pelo chão de tanto se rirem:
Portugal busca salvador
Las mujeres le estrujan por la calle, los jóvenes gritan a voz en cuello "otra vez, otra vez, el pueblo portugués quiere a Cavaco otra vez" y "Cavaco ve adelante, eres nuestro presidente". Cuando llega la comitiva de los Audi y BMW, decenas de jubilados con banderitas de tela, una tuna femenina y la máquina municipal del PSD local estallan en ovaciones y cánticos de alegría. Así se vive, más o menos, el efecto Cavaco Silva en Portugal: como si de repente Dios bajara de los cielos.
( Ler tudo)
Portugal busca salvador
Las mujeres le estrujan por la calle, los jóvenes gritan a voz en cuello "otra vez, otra vez, el pueblo portugués quiere a Cavaco otra vez" y "Cavaco ve adelante, eres nuestro presidente". Cuando llega la comitiva de los Audi y BMW, decenas de jubilados con banderitas de tela, una tuna femenina y la máquina municipal del PSD local estallan en ovaciones y cánticos de alegría. Así se vive, más o menos, el efecto Cavaco Silva en Portugal: como si de repente Dios bajara de los cielos.
( Ler tudo)
Um traidor à janela
| Afinal, como suspeitava e escrevera, os desempregados votaram nos banqueiros, os minimamente assalariados votaram no candidato da direita, os reformados das pensões de miséria deram o voto ao representante dos pensionistas dos milhares de euros, as mulheres, senhores, foram dar o voto como outras vão a Fátima. De rastos! Por uma unha negra. Por uma mão cheia de votos. A ironia da democracia, e do estado dela nas sociedades mediatizadas, é que os descamisados correm o risco de serem levados na propaganda, no paga dois e leva três, no viaja agora e paga em prestações. E, quer queiram quer não, preparem-se para pagar as diversas facturas. A dos banqueiros, a dos industriais dos salários em atraso, a dos fundos europeus delapidados, a do tal monstro do serviço público, que tem um pai e mãe. A factura das corporações e dos media que lhe fizeram a eleição à medida. Faz lembrar a velha rábula do incendiário bombeiro. No dia 17 escrevi aqui que ele tinha escolhido o leito dos traidores e que nele se ia deitar. Não foi preciso esperar nada. Ontem à noite, depois do susto apanhado, veio reiterar o apoio ao Governo que odeia, e prometer os tais consensos alargados quando e sempre que possíveis... Assim uma espécie de corporativismo libertário. Ou a quadratura do círculo. PS- A um senhor Sousa Novais que escolheu este blog para escarrador da sua revanche, sempre lhe digo que nem a vitória foi uma cabazada, nem era a esquerda que seleccionava os eleitores. Está a tentar branquear a História. Essa é velha! Tenha vergonha, digo-lhe eu. Quem escolhia os eleitores, era o regime que desapareceu às mão da esquerda. Custe muito ou custe pouco! Eram eles que impediam o voto a quem não sabia ler ou tivesse menos do que a 4ª classe. Perdão, não era bem assim, no caso das mulheres tinham que ter mesmo o antigo 5º ano do liceu! Era assim como uma Madeira em tamanho familiar. Ou crês ou morres. Ou votas em mim e tens emprego, ou vais para a miséria. E era preciso apresentar atestado de bom comportamento civil e militar. E fazer declaração de rejeição do comunismo... Também não votavam os emigrantes nem os imigrantes. Nem os colonizados. E, se por acaso, alguém fosse conotado com outras “ideias” ficava sem emprego e sem carteira profissional. Não sabia, ou está a fazer-se de imbecil? Dono do 25 de Abril? Este blog? Valha-o Deus! Porque será que a direita trauliteira invoca o 25 de Abril só e para espernear que ele não é da esquerda? Até lhes posso dar alguma razão. Porque foi um golpe de estado feito pela classe militar e colonialista assustada com o espectro de mais derrotas militares. Mas isso é outra história que não pretendo atrapalhar mais o delicado tecido cerebral do seu Novais. Mas raras vezes têm a coragem de clamar pelo 24 de Abril que é o seu paraíso perdido |
terça-feira, janeiro 17, 2006
O traidor e as janelas
| Cavaco Silva se vier a ser eleito pela ignorância do povo e pela mais descarada demagogia e populismo de direita, depara-se com um inevitável conflito. Ou talvez não. O homem, uma vez eleito, teria que resolver a seu favor um conflito insanável consigo e com a História: Ou nega tudo quanto trejurara durante a campanha eleitoral em matéria de “estabilidade” e de “cooperação institucional” e, para salvar a face, vai enfrentar o Parlamento democraticamente eleito ou, suprema ironia, faz de morto e descompromete-se dos seus apoiantes que o subvencionam e o esperam utilizar como arma de retaliação contra a democracia, os direitos, as liberdades e a justiça. Ser pago pela alta burguesia ainda colonialista, incapaz de competir em economia aberta, e andar a cantar a Grândola Vila Morena, comporta os germes da putrefacção da democracia ou dele próprio. Em qualquer dos casos o papel que lhe está reservado é o do traidor: a uns ou a outros. Aos eleitores, caídos muitos deles no conto do vigário, ou aos insuportáveis patrocinadores, proponentes da vigarice! Dada a tradição que por aí ainda vigora sobre o tratamento a dar a traidores, quer-me parecer que seria avisado mandar pregar as janelas dos palácios... |
quarta-feira, dezembro 28, 2005
| Só uma perguntinha se fazem o favor: - Alguém poderá indagar junto do candidato Cavaco Silva o que é uma Empresa estrangeira em Portugal ? À luz da livre circulação de pessoas e de capitais dentro da UE ? Uma empresa para ser considerada estrangeira tem quanto de capital estrangeiro ? 5, 10, 15, 20, 40, 49. 51% ou tem mesmo que ser todo estrangeiro? Ou é só pelo apelido? A sede pode ser na Guiana Francesa? Ou no off-shore da Madeira? Exemplos?: a cimenteira Secil vendeu por 420m de euros a Enersis, a uma multinacional australiana; a Galp encontra-se encalhada numa participação gigantesca da ENI; A VW de Palmela que incorpora quase 60 % de produção nacional ?; O Casino Estoril é ou não propriedade de um cidadão chinês? O franchising da MacDonalds é ou não estrangeiro? A Burger King ? A Zara ? De que é que aquela luminária financeira está a falar? |

| A Subserviência do ex-colono Regressado de um período, longo, de "cooperação" com a esperança saída da derrocada do império e da sua substituição por outra "ordem", tive muitas oportunidades de observar os arrivistas que não só se tornavam subservientes, se aculturavam, e suprema ironia, passaram a reclamar do seu País de origem aquilo que ele ou não podia dar, ou nem sequer possuía.Refiro aqueles que vivendo presentemente em Moçambique ou em Angola consideram necessária à sua assimilação ao caldo da cultura dominante ( ou da classe dominante, para ser mais exacto), para o que lançam mão do descrédito de Portugal e das suas instituições. As suas vítimas preferidas são, ou a Cahora Bassa ou a TAP. É como se transportassem o colonialismo, às costas, através dos tempos, para se exibirem como seus permanentes antagonistas.Não percebem que o ridículo de andar a passear fantasmas e a insultar a sua memória - por pior que seja - não pode branquear o oportunismo dos que ali se apoderaram dos factores de produção e os colocaram ao seu serviço.Nunca encontrei um anti-português ou um anti-Portugal tão fervoroso e devotado como um branco arrivista e que pretendia tornar-se mais negro que o Kioko mais escuro ou o mais retinto dos Zulus. Vestiam, falavam e até escreviam como um dos assimilados negros. E isto só acontecia, claro, com os portugueses ou com os ex-portugueses. Os outros cooperantes, italianos, búlgaros, cubanos, chineses, ingleses, etc, esses mantinham a sua identidade e espírito crítico para com o que os rodeava.Casos houve, na Universidade em que o professor, doutra nacionalidade, interpelava os ex-portugueses sem entender o extremismo das suas posições anti-Portugal!O longo braço do colonialismo está ainda presente e a fazer das suas! |
terça-feira, dezembro 27, 2005
? É isto que os Media querem para PR ?
Ainda há poucos dias, numa visita à classe mais reaccionária de emigrantes portugueses no Brasil, Cavaco, entusiasmado com o poder que lhe vaticinam e prometem, gaguejava uma sua primeiríssima decisão tão logo fosse empossado: Um departamento, uma secretaria para o Emigrante português que fiacaria na Presidência da República, sob sua custódia e supervisão.
A sala com 300 ou 400 convivas, veio abaixo. Genial ideia, disseram!
Para que é que serviria tal estorvo? Para concorrer com o Governo e seus Departamentos legalmente em funções? Claro!
Para desautorizar o Governo e fazer constar que não tem nem atenção aos assuntos dos emigrantes, nem capacidade para lidar com tais detalhes governativos.
Foi assim como, se convidado para um jantar, desse receitas de culinária à dona da casa!
Pois não houve um só desses jornais e rádios que fazem "forums" por dá-cá-aquela-palha, que tivesse uma palavrinha de crtítica ao iluminado candidato! Não senhor! Ficaram mudos e quedos perante o ataque às instituições da República e ao atirar da Constituição para o lixo!
Mas hoje é diferente e ainda mais divertido: Agora o homem propõe descaradamente a criação duma secretaria de Estado para Acompanhar as Empresas Estrangeiras no País - acção da esfera exclusiva do Governo, diz a Constituição.
Perante a celeuma que provocou, Cavaco veio já desmentir que tivesse dito tais coisas.
É portanto ele o mentiroso, ou o jornalista do JN inventou a proposta ?
O futuro vai encarregar-se de nos esclarecer.
O episódio é apenas a parte do gato que está escondido!
A sala com 300 ou 400 convivas, veio abaixo. Genial ideia, disseram!
Para que é que serviria tal estorvo? Para concorrer com o Governo e seus Departamentos legalmente em funções? Claro!
Para desautorizar o Governo e fazer constar que não tem nem atenção aos assuntos dos emigrantes, nem capacidade para lidar com tais detalhes governativos.
Foi assim como, se convidado para um jantar, desse receitas de culinária à dona da casa!
Pois não houve um só desses jornais e rádios que fazem "forums" por dá-cá-aquela-palha, que tivesse uma palavrinha de crtítica ao iluminado candidato! Não senhor! Ficaram mudos e quedos perante o ataque às instituições da República e ao atirar da Constituição para o lixo!
Mas hoje é diferente e ainda mais divertido: Agora o homem propõe descaradamente a criação duma secretaria de Estado para Acompanhar as Empresas Estrangeiras no País - acção da esfera exclusiva do Governo, diz a Constituição.
Perante a celeuma que provocou, Cavaco veio já desmentir que tivesse dito tais coisas.
É portanto ele o mentiroso, ou o jornalista do JN inventou a proposta ?
O futuro vai encarregar-se de nos esclarecer.
O episódio é apenas a parte do gato que está escondido!
domingo, dezembro 25, 2005
O inominável nomeado

| Este blog tem-se pautado por manter uma certa higiene.Quase que a temos conseguido.Lamento informar que somos forçados a meter a mão na massa e a chamar os bois pelos nomes.Já perceberam que desta vez vou falar do Ribeiro e Castro que já pelo seu nome me parece vir de excelentes famílias. E o homem, tem-nos insultado a inteligência e a História com frases de carroceiro, de pároco analfabeto. Por acaso? Não meus caros. Não é por acaso. Ele está apenas a posicionar-se instintivamente na corrida aos despojos que julga irem ficar no terreno da batalha das presidenciais. Está a empurrar o Cavaco Silva para as teses do perigo da esquerda no poder. E de certa forma tem razão: Com este orçamento comunitário e a possibilidade de fazer renascer a débil economia portuguesa, o governo de Sócrates tem mesmo que optar por uma de duas políticas: Ou avança com reformas populares, cria emprego e oportunidades, moderniza a administração e a justiça ou então prossegue a política dos governos da direita em Portugal que desbarataram milhões a fazer de conta que governavam e a reforçar as grandes fortunas no País! Aí, o inominável, surge qual anunciador das tragédias passadas e a avisar-nos das que o futuro prepara. Empurra assim o Cavaco para que seja ele o arauto da "resistência" às medidas do governo! Tudo o resto, o terrorismo, os regimes fascistas, o imperialismo, as intervenções no Panamá, no Líbano, na Somália, no Haiti, Guernica, o Iraque, o Afeganistão, a Guerra do Ópio, o Apartheid, o assassínio de P. Lumumba, o Incêndio do Reichstag, a noite de cristal, Guantanamo, a deriva fascista nos EUA, são apenas "cenários" em que a tenebrosa figura se movimenta. Há muito que a direita, todas as direitas, sempre e assim continuarão, limita-se a considerar os seus contrários como perigosos terroristas. A palavra pode até ter evoluído. Já foram anarquistas. Antes eram maçons. Revoltosos. Escravos fugidos. Comunistas. Sindicalistas. Republicanos. Foras-da-lei. Tudo lhes tem servido para justificar os seus crimes e para considerar ilegal toda a acção libertadora! Daí o conceito de guerras justas! A estes canalhas é preciso dar caça! |
quarta-feira, dezembro 21, 2005
Já Bocage não sou...
| Magro, de olhos azuis, carão moreno, Bem servido de pés, meão na altura, Triste da facha, o mesmo de figura, Nariz alto no meio, e não pequeno. Incapaz de assistir num só terreno, Mais propenso ao furor do que à ternura; Bebendo em níveas mãos por taça escura De zelos infernais letal veneno: Devoto incensador de mil deidades (Digo, de moças mil) num só momento, E somente no altar amando os frades: Eis Bocage, em quem luz algum talento; Saíram dele mesmo estas verdades Num dia em que se achou mais pachorrento. Manuel Maria Barbosa du Bocage, 1765-1805 (ler mais) |
terça-feira, dezembro 20, 2005
segunda-feira, dezembro 19, 2005
Morales Aima Presidente eleito

Já a esperneante direita se antecipa nas dores do império.
Olhando d'entre a selva boliviana uma lança num lampejo
Muitos, cem Vietnames!: Che, um último desidério
De olhos já cerrados, mas agora eu vejo!
Não é que um índio, filho de índio e pai de outros tais, concorreu às eleições democráticas na Bolívia e ganhou-as?
As ondas de choque vão percorrer as espinhas e as pernitas da bem pensante e democrática direita neo-neo-neo-con! Mundo fora.
Vamos a contas?
Brasil - Venezuela - Cuba - Chile - Bolívia
O sonho do Che afinal era não só possível, como necessário
Diz o El Pais de Madrid:
Morales, por su parte, ha apuntado como prioridades de su Gobierno la lucha contra el narcotráfico y la reclamación de los derechos del Estado sobre el gas.
“Ni la cocaína ni el narcotráfico son parte de la cultura boliviana, menos de la cultura de los quechuas y aymaras”, ha afirmado en una rueda de prensa en la sede de la federación que agrupa a los productores de coca del país.
Pero, ha matizado, la política antidroga no puede centrarse en “cero coca, ni cero cocalero”; “eso tiene que cambiar”, ha añadido Morales.
Es sin embargo el otro aspecto de su discurso el que más ha preocupado a la comunidad internacional, y singularmente a los círculos económicos españoles. La petrolera española Repsol YPF (quinta en tamaño de Europa) controla un tercio de las reservas de gas natural de Bolivia (son las segundas en importancia de la compañía), y es el principal inversor empresarial en ese país (1.200 millones de dólares). Hoy ha caído un 2,3% en la Bolsa de Madrid.
Morales ha dejada clara su intención de incrementar el control estatal sobre las reservas de gas del país, reduciendo el papel de las multinacionales como Repsol o la estadounidense Exxon Mobil. El presidente de la petrolera española, Antonio Brufau, ha felicitado por su victoria a Morales, transmitiéndole por teléfono su “deseo de trabajar juntos por el bien de Bolivia”.
As prioridades da RTP
A RTP, paga com o nosso dinheiro, abriu hoje o noticiário com uma notícia/comentário/reportagem sobre uma prática tribal nas profundezas da África cuja crueldade e animalidade só se pode explicar por acompanhar o obscurantismo religioso.Até aqui tudo bem.Mas colocar a aprovação do Orçamento da UE e a fatia conseguida pelo Governo, para Portugal, lá para o meio do noticiário e com perguntas provocatórias dirigidas ao Freitas do Amaral, é que me parece pelo menos ridículo.É que se trata de um orçamento que excede as nossas melhores expectativas e que terá que ser criteriosamente utilizado visto que não haverá outro igual.Por essa Europa fora prossegue a análise ao pormenor deste assunto mas em Portugal a nossa televisão comporta-se com indiferença e desdém acerca do que vai determinar a nossa vida nos próximos 7 anos...
sexta-feira, dezembro 16, 2005
Um representante de todos os idiotas
E se, de repente, cada ministro fizesse nomeações de filhos de amigos, de afilhados de ex-ministros, de primas de compadres?
Onde estaríamos?
Qual a credibilidade a dar a tais actuações no quadro do emagrecimento das despesas do Estado?
E se, ao arrepio das motivações de redução das despesas com pessoal e do melhor aproveitamento de quadros que, embora competentes, são excedentários, alguns ministros se comportassem como se fossem surdos ou como se nós fossemos todos mentecaptos ?
É que a filha do ex-ministro António Monteiro, de seu nome Maria Monteiro, acaba de ser nomeada por Freitas do Amaral para as funções de Adida de Imprensa na Embaixada em Londres onde vai auferir uma remuneração de cerca de 2000 contos por mês.
Sem discutir a competência da jovem ou da necessidade de um adido nessa Embaixada – coisas aliás que mereceriam outro post – resta-nos apreciar a “justificação” com que Freitas do Amaral nos brinda e devolver-lhe o tratamento de débeis mentais que nos atribui a todos.
Também não sei que mérito pode alguém retirar do facto de ser o representante oficial dum País habitado por idiotas e cretinos!
Eis a famosa explicação(?):
“Em relação à referência que me é feita na coluna Sobe e Desce, na pág. 23 do PÚBLICO de sabádo 10, gostaria de esclarecer o seguinte:
1) Não é verdade que a dra. Maria Monteiro seja “assessora de imprensa de Freitas do Amaral”: ela é, sim, consultora técnica na área da informação do Gabinete de Informação e Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que tem sido, aliás, alfobre de grande número dos nossos conselheiros e adidos de imprensa no estrangeiro;
2) Não é verdade que a decisão de nomear a dra. Maria Monteiro para Londres tenha sido tomada “agora”, e “depois” de o ministro ter anunciado uma revisão do regime legal de designação de conselheiros e adidos técnicos. Essa é a aparência. A realidade é outra: a decisão referida, como várias outras, foi tomada antes do Verão; a decisão de estabelecer um novo regime legal sobre a matéria (para vigorar a partir de 2006) só foi tomada pelo Governo em Setembro e anunciada em Outubro na AR; mas só agora, em Dezembro, o Ministério das Finanças pôde descongelar a verba para o caso de Londres. Daí a confusão (decerto involuntária) da sra. jornalista: fiando-se nas aparências, acabou por criticar injustamente.”
DIOGO FREITAS DO AMARAL
Ministro dos Negócios Estrangeiros
Onde estaríamos?
Qual a credibilidade a dar a tais actuações no quadro do emagrecimento das despesas do Estado?
E se, ao arrepio das motivações de redução das despesas com pessoal e do melhor aproveitamento de quadros que, embora competentes, são excedentários, alguns ministros se comportassem como se fossem surdos ou como se nós fossemos todos mentecaptos ?
É que a filha do ex-ministro António Monteiro, de seu nome Maria Monteiro, acaba de ser nomeada por Freitas do Amaral para as funções de Adida de Imprensa na Embaixada em Londres onde vai auferir uma remuneração de cerca de 2000 contos por mês.
Sem discutir a competência da jovem ou da necessidade de um adido nessa Embaixada – coisas aliás que mereceriam outro post – resta-nos apreciar a “justificação” com que Freitas do Amaral nos brinda e devolver-lhe o tratamento de débeis mentais que nos atribui a todos.
Também não sei que mérito pode alguém retirar do facto de ser o representante oficial dum País habitado por idiotas e cretinos!
Eis a famosa explicação(?):
“Em relação à referência que me é feita na coluna Sobe e Desce, na pág. 23 do PÚBLICO de sabádo 10, gostaria de esclarecer o seguinte:
1) Não é verdade que a dra. Maria Monteiro seja “assessora de imprensa de Freitas do Amaral”: ela é, sim, consultora técnica na área da informação do Gabinete de Informação e Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que tem sido, aliás, alfobre de grande número dos nossos conselheiros e adidos de imprensa no estrangeiro;
2) Não é verdade que a decisão de nomear a dra. Maria Monteiro para Londres tenha sido tomada “agora”, e “depois” de o ministro ter anunciado uma revisão do regime legal de designação de conselheiros e adidos técnicos. Essa é a aparência. A realidade é outra: a decisão referida, como várias outras, foi tomada antes do Verão; a decisão de estabelecer um novo regime legal sobre a matéria (para vigorar a partir de 2006) só foi tomada pelo Governo em Setembro e anunciada em Outubro na AR; mas só agora, em Dezembro, o Ministério das Finanças pôde descongelar a verba para o caso de Londres. Daí a confusão (decerto involuntária) da sra. jornalista: fiando-se nas aparências, acabou por criticar injustamente.”
DIOGO FREITAS DO AMARAL
Ministro dos Negócios Estrangeiros
quarta-feira, dezembro 14, 2005
Um debate político não é uma aula

| Alguém terá que dizer ao Cavaco Silva que não basta repetir banalidades estatísticas, fora de um contexto, para passar por bom governante ou por bom economista. Coisas que já sabemos ele não é! O Jerónimo de Sousa estava mal vestido, mal sentado e a referir-se a medo ao Cavaco. Umas vezes como professor Cavaco. Outras como Sr. Dr. Cavaco. Gaguejou de mais. Mas sempre com uma reverência que não lhe conhecia. Talvez por ter sido mal aconselhado em termos económicos, como transpareceu. Não devia ter aceite aquele rosário de benfeitorias sem lembrar que por exemplo por cada emprego ganho no tempo de Cavaco, se perderam dois e saiu ainda um emigrante de Portugal para dar lugar a um imigrante... A esquerda assim está a dar o flanco quando seria fácil desfazer aquele pedante ! Tinha que o combater na arena política e dizer-lhe na cara que ele não vai tratar da economia do País nem do investimento. O homem está a enganar simplesmente os incautos que julgam possível milagres económicos em esforço, sem horas extras e sem trabalho. |
sexta-feira, dezembro 09, 2005
A tragédia por uma unha negra!

Hoje, em Chicago, e apesar de toda a tecnologia aplicada no transporte aéreo em geral, e da extrema segurança que rodeia actualmente aquele meio de transporte nos aeroportos dos EUA.
Com imensa sorte, o acidente teve apenas uma vítima. Desgraçadamente para a infeliz família que passava na auto-estrada onde o avião acabou por parar...
O que dirão os defensores da permanência da Portela dentro da cidade de Lisboa quando isto pode acontecer. E que lamentavelmente acontece!
Qual a responsabilidade que irão assumir quando um avião se desfizer no meio de Lisboa?
Ou nessa altura vão apelar ao governo que continue a jogar a roleta russa dos voos rasantes sobre a 2ª circular?
Cavaco Silva é o boneco do ventríloquo Arrebenta
O IzNoGood faz o seguinte resumo do debate de há pouco:
"Vêm aí milhões de imigrantes!
E os portugueses que se cuidem.
Votem em mim."
assim falou Cavaco Silva há pouco!
"Vou propor reuniões com o Parlamento, o Governo e vou fazer comunicações ao País para propor novas leis sobre a Justiça"
disse Cavaco!
Nada disse sobre todo o resto. Fugiu como o diabo da cruz de tudo quanto fosse comprometer-se com o País. Ou com as alternativas de políticas que têm sido seguidas pelos consecutivos governos de direita.
Que Alah tenha piedade dos que vão sofrer a continuidade dessas políticas.......caso Cavaco seja eleito !
Einxalá!"
E descobriu-se que afinal o Cavaco não é mais do que o "boneco" do ventríloquo Arrebenta
"Vêm aí milhões de imigrantes!
E os portugueses que se cuidem.
Votem em mim."
assim falou Cavaco Silva há pouco!
"Vou propor reuniões com o Parlamento, o Governo e vou fazer comunicações ao País para propor novas leis sobre a Justiça"
disse Cavaco!
Nada disse sobre todo o resto. Fugiu como o diabo da cruz de tudo quanto fosse comprometer-se com o País. Ou com as alternativas de políticas que têm sido seguidas pelos consecutivos governos de direita.
Que Alah tenha piedade dos que vão sofrer a continuidade dessas políticas.......caso Cavaco seja eleito !
Einxalá!"
E descobriu-se que afinal o Cavaco não é mais do que o "boneco" do ventríloquo Arrebenta
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