segunda-feira, maio 05, 2008

Desemprego , por Pacheco Pereira

Pacheco Pereira no ABRUPTO publica um texto sob o título Desemprego de que retiro a parte final:

"Mas nós falhamos mais se não temos a consciência de fazer alguma coisa. Porque se pode, na acção cívica, no voluntariado, no mundo empresarial, na política, fazer muita coisa por estas mulheres. O que é preciso é vê-las e à sua condição e não as cobrir com o manto diáfano da inevitabilidade. A começar pelo Governo, que mais uma vez se vai voltar para o betão e não para as pessoas."
O texto aflora preocupações ao nível da saudade das campanhas políticas à porta das fábricas, e do sentimentalismo, quase solidariedade, para com os desempregados , em especial com as mulheres.
Ora este tipo de abordagem do desemprego e das suas consequências ao nível familiar não é inocente em Pacheco Pereira.
Aliás nada é inocente em Pacheco Pereira. Esta abordagem tem por finalidade quase freudiana aumentar a simpatia política para com MFLeite de quem é fervoroso apoiante. Como qualquer de nós, dsconhecendo qual o seu programa seja para o PSD , seja para o País, se lá chegar, bem entendido !
Por que raio é que ele se lembraria agora de carpir em cima do desemprego das mulheres?
De facto não condena nunca a situação de exploração da mão-de-obra que foi levada ao limite lá pelo norte naquelas "fábricas" de trabalho intensivo, onde o único valor acrescentado era a tal mão -de-obra não especializada e barata, muito barata !
Também não condena o desaparecimento de milhões e milhões de euros em "cursos de formação" fantasmas e que saíram do bolso dos contribuintes europeus.
Não senhor!
Ele acha que afinal era evitável que os ordenados pagos no Leste, ou na India, ou na China, tornassem essas fábricas completamente inviáveis. Não se trata de os patrôes serem maus ou bonzinhos - como o tal casal de suecos do seu post seguinte..., trata-se isso sim, de sobrevivência da produção. Pura e simples.
Aqui não há sentimentalismo possível. Ou fechavam por decisão dos patrões, ou fechavam por os produtos não se poderem vender com estes custos de produção. Mas Pacheco Pereira sabe muito bem destas leis da formação de preços, do preço médio de mercado para que tendem todos os bens, tenham eles a origem que tiverem. Sabe isso, mas do que se lembra não é condenar a antiga política do emprego a qualquer custo, nem dos subsidios a fundo perdido atribuidos por "posto de trabalho criado", sem atender à sua precariedade, não senhor, ele sugere políticas de apoio com base no voluntariado e na acção cívica...
É de espantar!
Mas não é tudo.
Finaliza, atacando o governo por tentar alavancar a economia, neste momento atacada por todos os lados, através do lançamento de um ambicioso plano de obras públicas que irão criar milhares de empregos directos e indirectos. E que ao final, contribuirão para um País com mais transportes, mais turismo, mais agricultura e mais energia limpa. Também não se lembrou de referir os esforços realizados por este governo ao nível da requalificação dos portugueses, ou do apoio à maternidade, ou no desemprego.
É que está vedado ao governo, qualquer que seja, criar empregos. A sugestão sub-liminar desta possibilidade, é pouco honesta.
Por outro lado, empregos baseados em baixos salários são passado. Aí não podemos competir com os chamados países emergentes. Só se lembrou de chorar nos ombros das mulheres e de criticar o governo...
Mas ainda não fez mea culpa por ter apoiado a invasão do Iraque, a qual como se sabe hoje, foi uma mentira monstruosa que está na base da falência da economia dos EEUU e, por arrasto, da crise na Europa e no Mundo. Detalhes. Minudências.

Isto... há mar e mar... há ir e voltar...

Da notícia de hoje no DN fica-me um gosto salgado na boca e a certeza de que o passo foi maior do que a perna. Só visionários, completamente loucos, se aventuravam mar adentro, naquelas tábuas pregadas, sem instrumentos ou metereologia. Ficou a aventura!


"Como o 'space shuttle'

A nau encontrada na costa da Namíbia numa prospecção da empresa de diamantes De Beers que Filipe Vieira de Castro acredita ser do período entre o final do século XV até 1540, tem uma tecnologia que, em soud byte, pode ser comparada à dos actuais Space Shuttle. "Nesta altura, as naus seguiam de Lisboa até Cochim, por exemplo, muitas vezes sem porem o pé em terra. Levavam 400 pessoas, comida e água para todos. Eram naus extraordinariamente estáveis, resistentes, capazes e velozes", explica o especialista. Uma nau deste tipo é sinónimo "de uma construção naval fantástica detida pelos portugueses da altura". E a nau da Namíbia devia, em sua opinião, seguir para a Índia. "Os lingotes de cobre costumavam ser trocados por pimenta. E as presas de elefante podiam ter sido levadas de Lisboa para serem trabalhadas na Índia, ou o navio podia ter passado por Cabo Verde, onde havia um grande entreposto." Opinião contrária tem o historiador e também especialista em naus, Francisco Contente Domingues. Embora ainda esteja renitente em fazer declarações, face aos poucos dados revelados, considera que a nau regressava da Índia. "Para ter naufragado ali, só podia vir da Índia, porque os barcos que iam para lá não tomavam aquela rota." Quanto à presença das moedas espanholas e portuguesas "costumavam seguir para a Índia para pagar a pimenta, mas podiam neste caso pertencer aos grandes dignatários do Oriente que nestas viagens traziam as suas fortunas". Independentemente do sentido desta nau da Carreira da Índia, o historiador também classifica este achado como "verdadeiramente extraordinário".DN, 5-5-2008

MFerrer

Diamantes de Angola


Por ser completamente naïfe, não resisto à tentação de publicar na íntegra este estupendo momento do quotidiano em Angola. Ora aí vai:



«ANGOLANO É MATUMBO»


"Caros amigos e amigas tenho algo a dizer sobre os mangoles que ja ha muito me esta a chatear...ninguem me contou eu vi...no ano passado Rikinho vulgo dono da casa blanca productora de eventos e shows conseguiu fazer chegar cantores como BUSTHA RHIMES,MARIO WINANS,B2K ,JA RULE e outros por ai fora como Mauricio Matar,Alexandre Pires,etc...porém as situaçoes sao sempre embaraçosas na hora das compras dos ingressos se nao sao preços absurdos sao as confusoes antes do espetaculo,mas o que me chateia é passar por todas essas situaçoes e chegar la dentro assistir 10 min de espetaculo e os matumbos dos povos nao sei se sao do MARÇAL,CAZENGA,RANGEL,TERRA NOVA,PETRANGOL ou até mesmo pessoas da cidade terem que te tirar dali mais cedo por nao saberem estar,sao confusoes tentam atirar coisas nos cantores,lutam entre eles,robam-se e se calhar até matam-se e o Rikinho é o causador disso tudo porque só se interessa com o dinheiro ja nao transmite segurança as pessoas e principalmente aos famosos e famosas, por exemplo tambem vou vos contar essas...nos espetaculos lindos que a UNITEL organizou o ano passado parecia estar tudo bem,1º MISSI ELIOT aá rainha do rap teve cá com um show de arromba e muito lindo com as suas 35 bailarinas dpois de ter elogiado o publico lá presente dizendo que somos tao lindos como os latinos mas nem com isso os MATUMBOS ficaram quietos!..reparem MISSY ELIOT cantava e de repente um MATUMBO consegue passar pelos seguranças e deixa cair MISSY no palco batendo com o juelho nas colunas que ficam frontais ao público parando assim o show para receber os 1º socorros,agora reparem essa MISSY ELIOT tem contrato com a marca adidas e portanto como sempre veio vestida a rigor de adidas, chegou uma parte que ela pegou um tenis atirou e viu a luta que viu por causa de um pé dos tenis dela,logo entao ela chamou as 35 bailarinas e pediu que descalçassem os tenis d`adidas e oferecessem a cada uma das pessoas que elas quisessem!..porem uma das bailarinas desce para o publico com um tenis na mao acompanhada de um segurança e foi puxada, assaltada, machucada até a tissagem lhe tiraram e logo MISSY e as suas Bailarinas tiveram que fugir do palco e de ANGOLA porque?porque o ANGOLANO É MATUMBO,o segundo espetaculo novamente unitel e quem veio uma figura JAY Z tudo corria bem a primeira indelicadeza dos MATUMBOS no meio do espetaculo o JAY Z a cantar começaram a chamar pela BEYONCE porque quase todo mundo sabia que ela estava cá....fizeram JAY Z parar a musica chamar atenção ao povo que isso era uma grande indelicadeza da nossa parte porque o show era dele e não da BEYONCE nem com isso ficaram quietos.Continuando o espetaculo e todo mundo a gostar lá outro matumbo dicide atirar uma garrafa de água prá cara do JAY Z e ele não sei se sangrou ou se ficou inchado e parou o show foi embora com muitos pedidos não voltou mais.Agora vamos falar um bocado da CASA BLANCA do nosso amigo RIKINHO que pensa que os cantores são da laia dele!...50 CENT teve em Angola pela 1ª vez em março dia 23 do ano passado muitas falhas de luz,má organização na hora de entrar humilhar as pessoas que ja estavam na aréa vip tiveram que sair incluindo eu e um amigo «ninguem me contou eu vi e senti» para cobrar o convite novamente porque não sabe gerir nem organizar um espetaculo.Logo entao dpois de muita duvida naquele dia o 50CENT estava lá com o seu amigo TONY YAYO tudo corria bem de repente falta de luz,os matumbos a tentarem subir prá o palco o proprio RIKINHO teve que virar guarda do 50 CENT mas o que é que ele pensa que só porque o estado paga 1milhao e tal prá esses cantores americanos são da laia dele?não confunde RIKINHO!....50CENT cantava e os MATUMBOS tentavam envadir o palco mais uma vez um consegue passar pela segurança e deixa cair 50 CENT quase mas quase ele caía lá prá baixo.Porém o show continuo e ele foi se embora dizendo que voltava «AZAR DELE»...na passada quarta feira dia 30 de Março G UNIT em ANGOLA aquela espectativa se vem ou não vem lá liguei a LAC e ouvi que 50 Cent e a G UNIT estavam cá,porém começou mais um dia de guerra os ingressos até não foram dificeis porque como mais ninguem acredita muito no RIKINHO então tavam poucos convictos se seria verdade ou não,o pior foi tudo em cima da hora fila gigante na cidadela prá entrar....já viram o que é infrentar uma fila pagar 2000kwanzas e entrar e depois nao puderes ver bem o melhor RAPER do mundo..posto lá dentro como sempre até corria bem a prata da casa teve bem e de seguida G UNIT e 50CENT no palco o povo gritava cantava ele como sempre um grande artista em palco tao a vontade mas como sempre os MATUMBOS tentavam invadir e nem com a porrada de um dos seguranças de 50CENT violento eles ficavam quietos!...porém o espetaculo decorria as mil maravilhas e derrepente um patricio MATUMBO nao sei da onde consegue passar os seguranças e qual foi a 1º coisa que pensou em fazer roubar um fio de PLATINA COM DIAMANTES CAROS de 50 CENT causando assim uma grande confusao,50 CENT pula atras dele e agarra o mas não consegue recuperar o seu fio que dizem estar avaliado em 500 mil dolares Americanos porque mais de 100 pessoas foram prá cima do cantor e ele triste retira –se imediatamente do recinto e entra para o carro pronto prá ir embora o seu agente chamou MIGUEL NETO e pediu que ele fosse falar com o PÚBLICO porque aquele não era um fio valioso só mas sim sentimental prá ele e os MATUMBOS e GATUNOS não deram o fio acabando assim um espetaculo de 3 horas passando a ter 15 minutos de espetaculo todo mundo foi se embora triste porque tanto ele como alguns do que lá estavam não tiveram culpa de fazer parte desta raça....agradeçiamos que repassassem esse mail porque todos aqueles que sofrem sempre injustiças deste tipo não sofram mais por NIGLIGENCIA DE RIKINHOS E CAMBADA DE MATUMBOS.... "

O Museu a criar

No mesmo dia em que nos informam que ao PSD foram concedidos vários meses para pagar, sem juros, uma multa por ter aceite financiamentos que a Lei considera como ilegalidades e nós pensamos que poderão ser muito mais do que isso..., a CGTP acha, e diga-se com razão, que as declarações de rendimentos de 6000 empresários que declararam receber apenas o ordenado mínimo, constitui um escândalo.
Não posso estar mais de acordo com esta denúncia.
Que aliás seria bem fácil de verificar e de combater:
Bastaria mandar fiscais às casa de praia da costa Alentejana e Algarvia, nos meses de Estio e pedir os recibozinhos do aluguer das mesmas. Pedir os cheques que comprovam o aluguer e seguir o "arame".
De Junho a Outubro os rendimentos dessa economia paralela mandariam o défice nacional para o Museu das inutilidades!

domingo, maio 04, 2008

O PSD nas Lonas

Retirado, com a devida vénia daqui, espanto-me que a chamada media não investigue a fundo a dimensão e a origem destes desmandos financeiros:
O PSD não tem condições para liquidar a pronto a coima de 268.415 Euros que lhe foi aplicada pelo Tribunal Constitucional no âmbito do financiamento ilegal efectuado pela Somague. Os cofres estão vazios e os bancos não emprestam. Assim, vai efectuar a sua liquidação em quatro prestações, sem juros, até 2010. OK. Mas qual é, afinal, a situação das finanças do PSD? Segundo Miguel Macedo, antigo secretário-geral do PSD e responsável pelas contas do partido entre 2005 e Outubro de 2007, ouvido pelo Público, o empréstimo de 8 milhões de Euros para as autárquicas de 2005 foi liquidado na totalidade. Recuando no tempo, Macedo recorda que o passivo do PSD, quando Marques Mendes chegou à liderança, era de 13 milhões de Euros, dos quais 4 respeitantes a dívidas do PSD-Madeira. Não sei o que se passa nos outros partidos, mas o desnorte da Buenos Aires devia fazer corar de vergonha os seus economistas e dirigentes, de cada vez que invectivam as finanças do país. Porque quem governa assim a sua casa...

E que dizer então do tratamento de favor dado a este "contribuinte" faltoso?
A dívida não provém de um qualquer negócio legal. Não. Provém de uma ilegalidade que em muitos países dava cadeia ! Da próxima vez que nos mandarem notificações para cobrarem impostos sobre rendimentos legítimos o que deveremos dizer ? Qual o prazo para pagarmos? sem juros, está bem de ver !

sábado, maio 03, 2008

VPValente e o seu gráu Zero

Depois de ter escrito quase tudo quanto podia ser escrito contra o governo socialista de José Sócrates o tremendista VPValente atreve-se a escrever, no não menos comprometido Público:

«Quando Sócrates começou o seu programa de "reformas" seduziu e comoveu a direita. Com Ferraz da Costa (o antigo presidente da CIP) à cabeça, toda a gente veio gabar o homem que chegava e muita gente disse logo que, se ele perseverasse em tão bom caminho, votaria PS em 2009. Com o tempo, o entusiasmo esfriou, mas nunca a direita deixou de considerar o primeiro-ministro como coisa sua ou, pelo menos, parcialmente coisa sua. Alguns "notáveis" até passaram para o outro lado, em nome da imparável decadência do PSD e da velha necessidade de salvar a Pátria. O Partido Socialista não andou (e, de certa maneira, ainda não anda) longe de ser adoptado pelo capitalismo: se não como partido único, como único partido. Nem Portas, nem Marques Mendes, nem Menezes se comparavam ao discreto e autoritário Sócrates, que parecia nascido numa tradição de boa memória.
Ao princípio este amor expansivo da direita não trouxe a Sócrates qualquer problema. Pelo contrário, tornou difícil a oposição do CDS e do PSD. Só que pouco a pouco esse mesmo amor fortaleceu a esquerda. Dentro do PS, Manuel Alegre e um bando inconformado com a ortodoxia financeira do Governo. Fora do PS, o Bloco e o PC e, por exemplo, uma "classe" como os professores. Pior: as grandes manifestações de rua (e houve várias) mostraram que o descontentamento não era um fenómeno momentâneo e ameaçava cristalizar numa rejeição militante e durável. Anteontem, com o anúncio de uma moção de censura, o PC (seguido pelo Bloco), declarou guerra ao primeiro-ministro em termos de uma rara violência. Para Jerónimo de Sousa, Sócrates é um traidor, sem "um neurónio social-democrata".
Tacticamente, isto põe Sócrates numa posição embaraçosa. Numa época de vacas magras - muito mais magras do que ele esperava - precisa de recuperar o voto da esquerda, sem perder o voto da direita. Ora, para recuperar o voto da esquerda não basta a retórica do costume e as pequenas concessões que ultimamente vem fazendo (um recuo geral está por natureza excluído). E, para não perder o presuntivo voto da direita, precisa que no PSD a presente balbúrdia não acabe. Mas se em 2009 o PSD se conseguir apresentar com o mínimo de decoro e um "chefe" que o país leve a sério, o seu fiel eleitorado talvez não o abandone à sua sorte. Se, por acaso, isso acontecer, Sócrates cairá pelo buraco, que ele abriu, entre a hostilidade da esquerda e a natural preferência da direita pela própria "família".

E escreve-o na véspera da publicação da sondagem do Expresso que desfralda os mais consolidados números sobre a aprovação que as políticas do Governo recebem do Portugueses, em doses de mais de 42%.............
Parece que afinal, e como é costume, quem tem razão é o povo...

sexta-feira, maio 02, 2008

O gráu zero da Política


A Assembleia da República votou hoje, e aprovou, um voto de reconhecido agradecimento a um dos homens que em Portugal mais se notabilizou no combate à democracia e no apoio a todas as iniciativas reaccionárias. É verdade! Ao louvar o Cónego Melo, os deputados que comem o pão da democracia que lhes mete na boca o povo deste País, não tiveram um resquício de vergonha ou de pudor, apoiando desta forma quem sempre desdenhou da democracia e dos valores da tolerância e civilidade!

Além da minha vergonha e do meu repúdio deixo aqui um pequeno texto recolhido de santeiro.blogspot.com/2008 :

A morte lava mais branco

Autor: Carlos Esperança

O funeral do cónego Eduardo Melo, da Sé de Braga, deu origem a uma importante concentração fúnebre.Uns foram para ter a certeza de que ficam livres de uma testemunha incómoda, outros para prestar homenagem a um homem que não hesitaria em defender a Igreja à bomba.Não foi a devoção que o celebrizou, foi o poder que o tornou temido e respeitado. A estátua que lhe fizeram não foi uma homenagem às ave-marias que rezou, às missas que disse ou à frequência com que sacava do breviário. Foi a paga dos favores que fez, das cumplicidades que teceu, do poder que detinha. Não era homem para andar de hissope em punho a aspergir beatas que arfavam lubricamente à sua volta antes da Revolução de Abril, era um homem de acção. Do futebol à política. Do salazarismo ao MDLP.O cónego Eduardo Melo pode não ter sido o responsável pelo assassínio do padre Max, cuja morte ficou impune embora se saiba a origem dos explosivos.Na morte teve a acompanhá-lo o inevitável presidente da Câmara, Mesquita Machado, o Governador Civil e um secretário de Estado, além de gente anónima que aproveitou os autocarros gratuitos para ir a Braga.O bem-aventurado cónego, que nunca renegou a sedução por Salazar e o aborrecimento pela democracia, foi a enterrar quatro dias antes do 25 de Abril que tanto detestava. Se Deus existisse tê-lo-ia deixado viver até ao 28 de Maio. Era uma data mais grata à sua alma de fascista, uma consolação para quem nunca se adaptou à democracia

A direita trauliteira e os boatos


Que a direita trauliteira deita mão de todos os expedientes, por mais sujos, para confundir, não constitui uma novidade,
Que alguns incáutos fiquem aterrorizados , não espanta,
Que os próceres da "defesa da família e dos bons costumes" não tenham gostado da descolonização, está à vista,
Que o exército da A. do Sul, os mercenários e torcionários da Pide se tenham reunido em Johanesburgo para acertar estratégias fosse contra Portugal descolonizador, fosse contra os jovens países, isso era o seu destino e a sua tarefa,
Mas que, passados 34 anos, em Portugal, um sociólogo com responsabilidades na comunicação social, tenha feito eco desta porcaria aqui ao lado e que, através dela, se tivesse atrevido a verter o seu veneno sobre a figura do Almirante Rosa Coutinho a quem tanto devem não só os colonos de Angola como afinal todos os povos de Angola, é que constitui não só uma vergonha como um atentado ao pudor e à inteligência.
O sociólogo é o António Barreto e já pediu no Público, umas pífias desculpas ao Almirante, tão injustamente insultado, ao ouvir o coro de protestos que levantou tal falta de escrúpulos.
É claro para todos que se trata de um papel forjado e cujo conteúdo não pode merecer mais do que directo caixote do lixo!
Como esfarrapada "desculpa" pelo erro afirma o sociólogo que nunca viu qq desmentido do conteúdo : Haja paciência ! Então um papel com esta credibilidade quer factual, quer de conteúdo ou ainda tendo como "origem" o Século de Johanesburg, pode merecer um momento de crédito ?
Uma porcaria, é o que é!

Manuela Ferreira Leite, about

Diz Mira Amaral:
«os governos PSD/PP nada mudaram em relação aos anteriores governos de Guterres» e mostraram «total incapacidade de fazer a reforma da Administração Pública, que nem sequer foi enunciada».
«Estes senhores [o actual Governo do PS] pelo menos enunciaram-na», acrescentou.
Mira Amaral criticou a operação de venda de créditos do Estado feita por Manuela Ferreira Leite para ter um défice inferior a três por cento em 2003, defendendo que «isso devia ter sido um empréstimo e não uma receita» inscrita no orçamento porque onerou os orçamentos futuros.
De acordo com o ex-ministro do Trabalho e da Indústria de Cavaco Silva, o que se fez foi «contabilidade criativa» e «martelar os défices».
Mira Amaral disse ainda que a situação do País «não se transforma com visão contabilística».
Se pegarmos num responsável empresarial, só porque é sério ou porque tem ar de mau, e o transformarmos» em presidente executivo ou presidente do conselho de administração «o que é acontece? Daqui a um ano está falida», ilustrou. »(TSF online --- 30 de Abril 08)

Iraque, Abril 2008

50 mortos neste mês !
Quantos estropiados?
Os EEUU estão metidos, como sempre disse, no maior sarilho da sua história.
Ainda os vamos ver a pedir ao Irão que os ajude a resolver o problema !
O seu aliado na zona, Israel, apenas os levará para mais fundo!

quarta-feira, abril 30, 2008

O pior uso das varandas


Em Roma a direita trauliteira ganhou as eleições mediante vários expedientes largamente experimentados. Mas, desmemoriados, foram a correr à varanda sem se lembrarem dos azares do passado ....





O post em directo, 14:03h

Estou a ver a RTP1 em directo a entrevistar o reu Avelino Ferreira Torres que mostra além da habitual argumentação de qualidade, uma gravata linda com bandeiras norte-americanas.
Lindo de morrer !

A pôr as manguinhas de fora

A esquálida figura, além de fazer de pitonisa àcerca do futuro a trilhar pelo governo na proteção dos valores do déficit, vai pondo as manguinhas de fora, ora quanto à democracia na Madeira, ora no outro déficit de conhecimento da política, que mandou descobrir entre a juventude, parece que ou não leu bem os resultados do tal estudo, ou então não percebeu o que lá está:

1. “De um ponto de vista quer absoluto quer comparativo, os portugueses evidenciam atitudes de baixo envolvimento com a política. A relação entre a idade e o grau de importância dada à (e interesse na) política é curvilinear, ou seja, menor entre os muito jovens e entre os mais velhos. Contudo, as diferenças entre os jovens adultos e o resto da população activa são reduzidas, o que faz com que, comparando exclusivamente, no contexto europeu, os indivíduos com idades entre os 18 e os 29 anos, as atitudes de envolvimento político dos jovens adultos portugueses escapem, do ponto de vista da sua intensidade, aos últimos lugares europeus.”
2.“Do ponto de vista dos comportamentos participativos, os jovens adultos também não se distinguem particularmente do resto da população activa, ao passo que os indivíduos com menos de 18 anos não se distinguem particularmente dos indivíduos com 65 anos ou mais. Esta curvilinearidade na relação entre a participação e a idade é expectável, mas os níveis de disponibilidade para a participação e de participação real dos mais jovens podem ser vistos como sendo comparativamente elevados tendo em conta a sua posição no ciclo de vida.”
Da próxima vez que a nossa Imprensa o abordar talvez valha a pena perguntar-lhe afinal em que estudo é que se baseou para desta forma inusitada atacar a juventude e os seus conhecimentos da política....

terça-feira, abril 29, 2008

O Inferno, o Paraíso e o Futuro - Parte 2

Parece que eu não estava completamente fora da questão no post anterior....e

...aproveitando a tradução daqui, confesso que já não surpreende a dimensão do problemas e as suas consequências sobre os mais carenciados.

Pode ser então que ,ao descer tão baixo, a crise venha a apresentar soluções que agora não se vislumbram :



Crise sistémica global: Quatro grandes tendências para o periodo 2008-2013
por GEAB
Ao aproximar-se do cerne da crise sistémica global que, segundo o LEAP/E2020, corresponderá ao segundo semestre de 2008, doravante já é possível apreender melhor as grandes tendências que definirão as taxas de câmbio, o comércio mundial e as dinâmicas regionais num prazo de cinco anos. Com efeito, algumas das principais características da fase dita de "decantação" da crise começam a delinear-se. O LEAP/E2020 decidiu portanto apresentar neste GEAB Nº 24 suas primeiras antecipações sobre estas grandes tendências no horizonte 2011/2013. Estas antecipações são certamente úteis para os investidores individuais que desejarem ter uma certa visibilidade a médio prazo. Elas podem igualmente ser muito particularmente pertinentes para as empresas exportadores e as autoridades económicas e financeiras que têm necessidade de tal visibilidade para elaborar suas decisões estratégicas, num momento em que se afunda o conjunto das referências e das certezas que fundamentaram a economia e as finanças mundiais destas últimas décadas. Nestas últimas semanas foi possível constatar até que ponto os operadores económicos e financeiros do planeta estão desnorteados enquanto as instituições encarregadas de regular os mercados ou de enquadrar a evolução económica mundial vêm a sua impotência manifestar-se a plena luz. Neste GEAB Nº 24 desenvolvemos quatro tendências particularmente representativas da fase de impacto da crise sistémica global tais como se vão revelar entre meados de 2008 e o horizonte 2011/2013. Pela primeira vez a nossa equipe começa a estar em condições de dar indicações precisas sobre as tendências a 3/5 anos. Elas são completadas nomeadamente por "Recomendações estratégicas" neste número do Global Europe Anticipation Bulletin.


Crise financeira mundial – Poupadores e investidores capturados na armadilha com US$10.000 mil milhões de "activos fantasmas"
Crise dos activos denominados em US dólares – Fim de 2008: A Reserva Federal dos EUA e sua rede de "Primary Dealers" em luta pela sua sobrevivência institucional e financeira.
Crise das taxas de câmbio- Horizonte 2011/2013: Perturbação duradoura da hierarquia mundial das taxas de câmbio.
Crise social mundial – Das revoltas da fome aos 25 milhões de desempregados da Muito Grande Depressão estado-unidense


Cada uma desta crises sectoriais é em simultâneo a ilustração da amplitude histórica da crise sistémica global e a confirmação de que nós não estamos senão no princípio da sua fase de impacto uma vez que as protecções desaparecem umas após as outras anunciando automaticamente novos agravamentos da situação. É o processo "em espiral", como descreveu o LEAP/E2020 nos números anteriores do GEAB, característico desta crise sistémica global. Para este comunicado público, o LEAP/E2020 escolheu apresentar uma parte do primeiro ponto sobre a Crise financeira mundial: Poupadores e investidores capturados na armadilha com US$10.000 mil milhões de "activos fantasmas". Crise financeira mundial – Poupadores e investidores capturados na armadilha com US$10.000 mil milhões de "activos fantasrmas" Se o vosso banqueiro vos induziu a investir nos US$10.000 mil milhões de activos fantasmas que assombram o planeta financeiro, então provavelmente já perdeu tudo mesmo que ainda não o saiba . E não são os responsáveis das finanças do G7 e da assembleia geral do FMI, reunida em 11, 12 e 13 de Abril último, que vão alterar grande coisa. Todos eles estão perfeitamente impotentes face à crise em curso. Com o pano de fundo da redução do pessoal e da venda das suas reservas de ouro a fim de colmatar o seu défice, o FMI encarna doravante o naufrágio das instituições criadas após a Segunda Guerra Mundial para regular a economia do planeta. As conclusões dos trabalhos das reuniões de meados de Abril ilustram aliás a incapacidade de agir em conjunto dos actores agrupados no seio do FMI e dos seus diferentes ramos: de um lado, as instituições públicas desejam melhor enquadrar as actividades bancárias para evitar futuras catástrofes financeiras como aquelas que agora conhecemos: de outro, os bancos preferem contentar-se com promessas de melhores comportamentos. E o único resultado tangível é a inacção a curto e médio prazo: a crise actual continuará a agravar-se enquanto os debates prosseguirão no FMI. Aliás, mesmo em termos conceptuais, o FMI está ultrapassado. Assim, segundo nossos peritos, o montante de 1.000 mil milhões de dólares de perdas financeiras acumuladas pela crise actual é irrisório . São da ordem dos 10.000 mil milhões de dólares as perdas que doravante será preciso aguardar nos próximos dois anos . Dito de outra forma, esperamos que vários grandes bancos mundiais sejam engolidos neste redemoinho assim como numerosas empresas com modelos económicos frágeis ou demasiado dependentes do consumidor americano .

Portanto, e o LEAP/E2020 deseja mais uma vez insistir neste ponto, a natureza do problema financeiro actual é ao mesmo tempo muito simples de definir e muito difícil de apreender correctamente: há actualmente no planeta de 10 milhões de milhões de dólares que não têm senão uma existência fictícia; e os grandes bancos vão doravante tentar desembaraçarem-se deles a preço de liquidação a fim de limitar as suas perdas . Mas mesmo a estes preços de liquidação ainda serão armadilhas pois estes activos já não têm qualquer valor real e não recuperarão qualquer valor . Eles são como "activos fantasmas" ("ghost assets") que não se chegam a "encarnar" nos activos reais. O essencial destes "activos fantasmas" é compostos por empréstimos hipotecários estado-unidenses, por dólares dos EUA, Títulos do Tesouro dos EUA e em geral activos denominados na divisa americana, mas também activos denominados em libras esterlinas . Eles foram criados ex-nihilo na euforia financeira destes últimos dez anos pelos "aprendizes de feiticeiros" da Wall Street, da City e das grandes praças financeiras mundiais . Lembrem-se! Foi o período já remoto em que todo o mundo se extasiava com o "milagre" da nova finança que permitia criar uma "economia financeira" igual a 1000 vezes a economia mundial real . Pois bem, desde há alguns meses, os felizes beneficiários destas riquezas infinitas virtuais tentam em vão encontrar-lhes uma encarnação bem tangível . Ora, o conjunto dos mercados de activos afunda-se ou dá lugar a bolhas tão frágeis como efémeras: imobiliário, energia, títulos do tesouro americano, dólares, acções, alimentar, ... E estas imensas massas financeiras virtuais giram a uma velocidade crescente ao redor do planeta à procura de um investimento rentável, de uma encarnação durável... em vão. Este fenómeno cria movimentos tectónicos de altas e baixas rápidas (algumas semanas) de bolhas de activos (quando nestas últimas décadas as bolhas duravam pelo menos alguns anos), criando de facto uma alta generalizada dos preços a aproximando-se a cada dia mais um pouco da sua lógica última: a inflação galopante... quando unicamente o medo de ver o valor de todos os activos afundar, inclusive a moeda de referência, reina no assunto. As "fabulosas" reservas em divisas ou Títulos do Tesouro americano da China, do Japão, do Reino Unido e outros fazem parte desta coorte de "activos fantamas". E eles vão assombrar durante numerosos anos os balanços dos bancos, as perdas dos investidores e os pesadelos dos banqueiros centrais. A forma colectiva favorita destes "activos fantasmas", quando eles não chegam a se encarnar, chama-se inflação. Assim, para o LEAP/E2020, a inflação real nos Estados Unidos (incluindo alimentação, energia, ...) vai ultrapassar os 10% em média anual a partir do segundo semestre de 2008 ; ela ultrapassará os 5% na Europa; e aproximar-se-á dos 20% na China. Nos países em desenvolvimento, muito ligados às variações da divisa americana, ela vai literalmente "explodir" sob múltiplos constrangimentos: energia, alimentação, debilidades das divisas... (artigo completo no GEAB Nº 24 – por assinatura).

segunda-feira, abril 28, 2008

O Inferno, o Paraíso e o Futuro

Retirado, com a devida vénia do TantasBroncas, aqui fica um texto do Eça e meia dúzia alinhavos com que me coso:

Holocausto. O que terá provocado o ódio dos alemães ao judeu ?
Cartas de Inglaterra - O Israelismo (Eça de Queiroz)"
O Holocausto, o genocídio dos judeus pelos alemães existiu, ninguém o pode negar. Apenas se pode discutir o total número de vítimas . Mas o que terá provocado esse ódio dos alemães ao judeu ?


Escreve Eça de Queiroz :
«Mas que diremos do movimento na Alemanha? Que em 1880, na sábia e tolerante Alemanha, depois de Hegel, de Kant e de Schopenhauer, com os professores Strauss e Hartmann, vivos e trabalhando, se recomece uma campa
nha contra o judeu, o matador de Jesus, como se o imperador Maximihiano estivesse ainda, do seu acampamento de Pádua, decretando a destruição da lei rabínica e ainda pregasse em Colónia o furioso Grão de Pimenta, geral dos dominicanos –, é facto para ficar de boca aberta todo um longo dia de Verão.
Porque enfim, sob formas civilizadas e constitucionais (petições, meetings, artigos de revista, panfletos, interpelações), é realmente a uma perseguição de judeus que vamos assistir, das boas, das antigas, das manuelinas, quando se deitavam à mesma fogueira os livros do rabino e o próprio rabino, exterminando assim economicamente, com o mesmo feixe de lenha, a doutrina e o doutor.»
«Mas o mais extraordinário ainda é a atitude do Governo alemão: interpelado, forçado a dar a opinião oficial, a opinião de Estado sobre este rancor obsoleto e repentino da Alemanha contra o judeu, o Governo declara apenas com lábio escasso e seco «que não tenciona parara alterar a legislação relativamente aos israelitas».
«Deixa a colónia judaica em presença da irritação da grossa população germânica — e lava simplesmente as suas mãos ministeriais na bacia de Pôncio Pilatos. Não afirma sequer que há-de fazer respeitar as leis que protegem o judeu, cidadão do império; tem apenas a vaga tenção, vaga como a nuvem da manhã, de as não alterar por ora!»
O motivo do ódio anti-semítico
« O motivo do furor anti-semítico é simplesmente a crescente prosperidade da colónia judaica, colónia relativamente pequena, apenas composta de quatrocentos mil judeus; mas que pela sua actividade, a sua pertinácia, a sua disciplina, está fazendo uma concorrência triunfante à burguesia alemã.
A alta finança e o pequeno comércio estão-lhe igualmente nas mãos: é o judeu que empresta aos estados e aos príncipes, é a ele que o pequeno proprietário hipoteca as terras. Nas profissões liberais absorve tudo: é ele o advogado com mais causas e o médico com mais clientela: se na mesma rua há dois tendeiros, um alemão e outro judeu, o filho da Germânia ao fim do ano está falido, o filho de Israel tem carruagem! Isto tornou-se mais frisante depois da guerra: e o bom alemão não pode tolerar este espectáculo do judeu engordando, enriquecendo, reluzindo, enquanto ele, carregado de louros, tem de emigrar para a América à busca de pão.»
A ostentação judaica
«Mas se a riqueza do judeu o irrita, a ostentação que o judeu faz da sua riqueza enlouquece-o de furor. E, neste ponto, devo dizer que o Alemão tem razão. A antiga legenda do israelita, magro, esguio, adunco, caminhando cosido com a parede, e coando por entre as pálpebras um olhar turvo e desconfiado – pertence ao passado.
O judeu hoje é um gordo. Traz a cabeça alta, tem a pança ostentosa e enche a rua. É necessário vê-los em Londres, em Berlim, ou em Viena: nas menores coisas, entrando em um café ou ocupando uma cadeira de teatro, têm um ar arrogante e ricaço, que escandaliza. A sua pompa espectaculosa de Salomões "parvenus" ofende o nosso gosto contemporâneo, que é sóbrio. Falam sempre alto, como em país vencido, e em um restaurante de Londres ou de Berlim nada há mais intolerável que a gralhada semítica. Cobrem-se de jóias, todos os arreios das carruagens são de ouro, e amam o luxo grosso. Tudo isto irrita.
Mas o pior ainda na Alemanha é o hábil plano com que fortificam a sua prosperidade e garantem o luxo, tão hábil que tem um sabor de conspiração: na Alemanha, o judeu, lentamente, surdamente, tem-se apoderado das duas grandes forças sociais – a Bolsa e imprensa. Quase todas as grandes casas bancárias da Alemanha, quase todos os grandes jornais, estão na posse do semita. Assim, torna-se inatacável. De modo que não só expulsa o alemão das profissões liberais, o humilha com a sua opulência rutilante e o traz dependente pelo capital; mas, injúria suprema, pela voz dos seus jornais, ordena-lhe o que há-de fazer, o que há-de pensar, como se há-de governar e com que se há-de bater!
Tudo isto ainda seria suportável se o judeu se fundisse com a raça indígena. Mas não. O mundo judeu conserva-se isolado, compacto, inacessível e impenetrável. As muralhas formidáveis do Templo de Salomão, que foram arrasadas, continuam a pôr em torno dele um obstáculo de cidadelas. Dentro de Berlim há uma verdadeira Jerusalém inexpugnável: aí se refugiam com o seu Deus, o seu livro, os seus costumes, o seu Sabbath, a sua língua, o seu orgulho, a sua secura, gozando o ouro e desprezando o cristão. Invadem a sociedade alemã, querem lá brilhar e dominar, mas não permitem que o alemão meta sequer o bico do sapato dentro da sociedade judaica.
Só casam entre si; entre si, ajudam-se regiamente, dando-se uns aos outros milhões – mas não favoreceriam com um troco um alemão esfomeado; e põem um orgulho, um coquetismo insolente em se diferençar do resto da nação em tudo, desde a maneira de pensar até à maneira de vestir. Naturalmente, um exclusivismo tão acentuado é interpretado como hostilidade – e pago com ódio.»
E Eça continua, aconselha também o que teriam que fazer os alemães usando a mente e o músculo , para combater a hegemonia judaica. Isto foi escrito cerca de 60 anos antes do Holocausto, e se tievesse lido e assimilado por uns e outros, talvez o tivesse evitado ! Aconselha-se a leitura do texto completo.
Publicada por João Manuel Soares


Agora os alinhavos com que me coso:
Em vista da enorme pressão seja mediática e ou militar, o certo é que somos todos os dias confrontados com dois tipos de maquinações. As que têm origem nos Think Tanks / Universidades e Fundações Norte Americanas e os factos relacionados com as actividades de Israel seja no plano militar seja através do controlo que exerce na economia mundial e em especial na Norte Americana.
Que pensar dos mesmos que especulam nos Mercados de Futuros, fazendo disparar os preços de Todas as matérias-primas e nomeadamente dos bens alimentares e dos que, de facto, disparam sobre civis da Faixa de Gaza e dos campos de refugiados do Líbano?
Qual a dimensão desta acumulação de capital especulativo capaz de pôr de rastos um País, um Continente, todo o Planeta, enviando os seus habitantes, over night, para as portas do Inferno, usando das mais eficazes armas jamais produzidas ou um simples email, a partir, claro está, de um desses Paraísos, sem fiscalidade ?
Que Futuro é este que vamos legar às novas gerações ?

domingo, abril 27, 2008

Debaixo d'olho !

A esquálida figura que dirá ela agora sobre a vontade que deu aos médicos oftalmologistas de começarem a operar os olhos aos velhinhos cá da gente?
Assim os do Portugal profundo, das cidades e vilas do interior? Da Madeira do seu amigalhaço?
É que, segundo afirmaram em audiência concedida à pressa, eles não querem perder mais tempo !
Já bastam os anos em que trabalhando apenas da parte da manha ( estes acentos que às vezes não saiem ! ) não conseguem dar vazão a tanto olho. Agora querem concorrer com o Grande Caimão e que lhes está a roubar a clientela lá do consultório!
Desde que lhes paguem outro salário que o que recebem é só para as consultas da parte da manha. ( outra vez !)
Tá mal.
Mas volto ao início: Que vai dizer o homem? Ele que tanto se debruça sobre o nosso bem estar ?

PSD, 21:30h

Depois de ouvir, Marco António, AJJardim, Santana Lopes e por fim o inefável Marcelo...bem,
Eh!Eh!Eh!

sexta-feira, abril 25, 2008

O homem acerta pouco e mal

Por não poder estar mais de acordo:

Texto de Miguel Sousa Tavares (Expresso 19/04/2008)
Cavaco no estrangeiro
«Os relatos da longa visita de Cavaco Silva à Madeira - uma semana inteira, que a agenda divulgada está longe de justificar - deixaram-me a estranha sensação de que o Presidente está de visita a um país estrangeiro: uma espécie de Palop, só que um Palop muito especial onde pagamos um alto preço por a bandeira nacional ainda flutuar onde o governo local consente.A visita começou mal antes mesmo de começar. Primeiro, porque foi antecedida de uma outra da segunda figura do Estado - essa anémona política que é Jaime Gama - que resolveu entronizar o dr. Jardim como símbolo supremo da vida democrática: o presidente do Parlamento nacional propondo como exemplo alguém que trata o parlamento regional como um lugar onde coabitam um bando de eunucos às suas ordens e “um bando de loucos” que se atreve a pôr em causa os ensinamentos do querido líder. Depois, porque antes mesmo de embarcar, já Cavaco tinha feito divulgar um comunicado anunciando ao que ia: elogiar a ‘obra’ do dito líder. E, enfim, porque, à partida, já o Presidente sabia que a sua agenda era determinada pelo dr. Jardim e de acordo com os seus desejos: estava afastado da Assembleia Regional, para que os “loucos” não envergonhassem a Região; estava afastado das traseiras da obra de sucesso do querido líder, onde entre 20 a 30% da população vivem abaixo do limiar de pobreza e em condições que deveriam obrigar o Presidente da República a perguntar alto e bom som para onde foi o dinheiro, além dos túneis e viadutos para encher o olho; e, finalmente, porque apenas lhe era consentido - e ele aceitou - receber a oposição representada no parlamento regional em “encontros informais”, no hotel onde Sua Excelência se hospedava, tal qual como receberia amigos ou conhecidos locais. E Cavaco Silva - o “sr. Silva” de Alberto João Jardim - aceitou tudo isto, muito mais do que é normal aceitar numa visita ao estrangeiro.A visita de Cavaco à Madeira é uma nódoa que não sairá tão cedo, um momento de vergonha e capitulação que veio manchar uma Presidência até aqui pacífica, louvada e isenta de riscos. Mas, na primeira vez em que tinha de correr riscos políticos e assumir-se como representante primeiro da nação portuguesa, Cavaco Silva mostrou a massa de que é feito. E deixou muitas saudades de Presidentes com coragem e capazes de distinguir aquilo que, às vezes, é essencial e de que não há forma de fugir. Tivemos dois desses: Eanes e Mário Soares. Cavaco não tem esse instinto democrático inato: é um democrata por educação, não por natureza. Já o sabíamos, mas foi penoso ter de o recordar e logo a pretexto desta fantochada interminável e menor que é a longa chantagem de trinta anos que o dr. Jardim exerce sobre os órgãos de soberania e a política portuguesa.O que eu gostava que um Presidente da República do meu país fosse fazer à Madeira era que, em lugar de se juntar ao coro dos elogios à ‘obra’ do dr. Jardim, tivesse um elogio para os portugueses que, trabalhando e pagando impostos ao longo de trinta anos, contribuíram para que a ‘obra’ se fizesse e para que o dr. Jardim fosse sucessivamente reeleito à conta disso. Que tivesse a coragem de resgatar a dívida de gratidão que a Madeira tem para com Portugal e que tem sido paga pelo dr. Jardim com intermináveis insultos e provocações, como se fosse nosso dever pagar e calar em troca do privilégio de a Madeira continuar portuguesa. Gostava que o Presidente explicasse aos madeirenses que ser português não é o resultado de uma conta de merceeiro, em que se pesa o deve e o haver e em que se reivindicam todos os direitos e se exige isenção de todos os deveres. E que, a continuar por este caminho, chegará o dia em que os portugueses vão exigir, não a “autonomia sem limites” de que falava o infeliz Luís Filipe Menezes, mas sim a independência da Madeira: a independência declarada por Portugal, entenda-se; não a independência declarada pela Madeira. Que chegará o dia em que os portugueses se vão perguntar por que é que hão-de continuar a sustentar o poder, os negócios e o exibicionismo mediático daquelas figuras patibulares que esperavam Cavaco no aeroporto do Funchal. A mim, se me perguntarem se quero continuar a pagar impostos para sustentar esta ‘autonomia’ da Madeira, representada e usufruída por aquela gente, eu respondo já que não. Que vão à vida deles e que arranjem quem lhes pague as contas, porque a mim nunca me pagaram para ser português nem eu aceitaria.Cavaco Silva deveria ter mais cuidado, mais sensibilidade política e mais noção de Estado ao afirmar que “nenhum português contesta hoje a autonomia regional”. Qual autonomia: a que custa 60, a que custa 90 ou a que custa 120 milhões por ano?Eu faço parte de um grupo, só aparentemente minoritário, dos que não acham o dr. Alberto João Jardim “engraçadíssimo”. Não lhe acho mesmo piada nenhuma. Portugal já não é, felizmente, aquela tristíssima gente que vimos nas reportagens televisivas desta semana à espera da comitiva dos drs. Cavaco e Jardim. Aquilo é o Portugal no seu pior - inculto, ignaro, subserviente perante o poder, mendicante, reverente, alimentado a ‘sopas de cavalo cansado’ e vendendo o voto por um chafariz. E também não sou sensível àqueles supostos esgares de humor de Cavaco Silva, debitando banalidades grandiloquentes, quando desce ao ‘povo’, protegido por um eterno esquadrão de gorilas que jamais dispensa. Acho tudo aquilo uma fantochada, o Américo Tomás revisitado num país que eu desejo para sempre defunto e sepultado.Esta viagem de Cavaco à Madeira serviu para me explicar, se eu não soubesse já, a razão pela qual jamais votei ou votarei neste homem. Porque, ao contrário do que ele parece pensar, não é o cargo que está ao serviço dele, mas ele que deveria estar ao serviço do cargo. E não esteve.»

quinta-feira, abril 24, 2008

Comunicado com Argolinha

Santana Lopes, o menino, o guerreiro, o das várias pensões de reforma, a quem o Jardim chama mais "uma criatura", acaba de nos resurpreender: É candidato, contra todos os outros, à corrida à liderança do PPD-PSD.

Nota : O tal Marco António, de Gaia, já comenta este acontecimento como "indesejável"
Temos novela !