domingo, maio 11, 2008

A China, o Tibete, o PC, o Desemprego e o preço dos Alimentos

Não é da minha conta julgar se os Chineses devem viver sob um regime daqueles ou, se de um outro!

Também tenho as maiores reservas sobre a bondade do regime teocrático do DalaiLama e dos seus monges, sob quem recaiem muitos crimes de séculos contra o povo tibetano.

Não me custa admitir que a China fez avanços tremendos directamente da pré-história para a sociedade agro-industrial, em cerca de 50 anos. Com que custos sociais, estamos ainda para ver.

Mas o que custa mesmo ver e admitir é, que o PCP que em Portugal acusa o governo de todas as malfeitorias, promovendo campanhas de agitação junto dos empregados e desempregados , não tenha um pingo de vergonha e vá em delegação à China, louvar os avanços da revolução e do socialismo chinês:
"Confirmámos aos camaradas chineses a nossa firme condenação às enormes acusações internacionais contra a China que estão a ser feitas utilizando o pretexto dos Jogos Olímpicos (JO)", disse em declarações à Agência Lusa Albano Nunes, membro da comissão política e do secretariado do PCP, à frente de uma delegação de cinco membros do PCP de visita à China a convite do Partido Comunista Chinês (PCC). Segundo Albano Nunes, as críticas à administração chinesa no Tibete "não são uma questão de soberania, nem de direitos humanos, mas sim uma forma das potências imperialistas pressionarem a China, aproveitando o pretexto dos JO". Para o representante do PCP, "o papel cada vez mais importante da China na comunidade global, os êxitos inegáveis do país e os objectivos socialistas que Pequim se propõe alcançar" são as razões que justificam a campanha internacional contra a política chinesa. O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, já tinha afirmado em Março, quando se registaram as manifestações anti-China em Lassa, que o partido português reconhece o Tibete como parte integrante da China e que os incidentes tinham como "objectivo político comprometer os Jogos Olímpicos" na China. Citado hoje pelo "Diário do Povo", jornal oficial do PCC, Liu Yunshan, Secretário do Comité Central do PCC, agradeceu ao PCP "o apoio precioso nas questões sobre o Tibete, Taiwan e direitos humanos", depois do encontro com a delegação portuguesa no Palácio do Povo, em Pequim. Liu Yunshan mostrou satisfação pelas longas relações amigáveis entre os dois partidos, sublinhando o esforço do PCP para desenvolver as boas relações sino-portuguesas. Albano Nunes elogiou os êxitos chineses na construção socialista e o progresso chinês nos últimos 30 anos de reforma e abertura, manifestando o desejo que a China fique mais poderosa. "Penso que está a ser uma visita frutuosa e útil", comentou Albano Nunes, acrescentando que este tipo de intercâmbio político é importante "para formarmos a nossa opinião, autónoma e independente". Albano Nunes chefia uma delegação do PCP que visita a China entre 5 e 14 de Maio, a convite do Departamento Internacional do Comité Central do PCC."

Não apenas acusa o governo português de reduzir as conquistas de Abril como de destruir a indústria, as pescas nacionais e das deslocalizações. Quantas e quantas vezes os vimos já à porta das fábricas, que vão encerrar, a gritar contra o governo, aliado dos patrões, ou a exigir que se façam para ontem as escolas e os hospitais ainda em falta?

Que coisa é esta que faz o PCP não entender o ridículo da sua ideologia e a evidente contradição da sua prática? Vão louvar a economa chinesa e o seu desenvolvimento baseado em salários de miséria, em ausência total de segurança social ou no trabalho, de férias ou de apoio à velhice.

Estes diminutos custos - acrescidos dos maiores crimes contra o ambiente que se conhecem - têm permitido à China destruir por esse mundo fora a indústria dos texteis, dos sapatos, dos plásticos, dos brinquedos, da indústria naval, da indústria ligeira, agora dos automóveis, etc.,têm feito subir em flecha o preço das ramas de petróleo - têm das mais baixas taxas de aproveitamento calórico de todo o mundo -e provocado a deslocalização brutal de centenas de empresas e provocado no Ocidente milhões de desempregados.

Finalmente, sabe-se já que são detentores de cerca de 75% da dívida externa dos EUA e que as reservas de divisas que acumularam - as maiores de sempre na História -lhes permitem agora também entrar força na especulação bancária, empresarial - compram centenas de empresas por ano nos EUA - e por fim, como o seu desenvolvimento tem sido preferentemente industrial, têm cada vez mais necessidade de produtos agrícolas, visto que parte da sua população já pretende comer um pouco melhor. Desta forma são já um dos maiores importadores de alimentos de todo o mundo e sempre a aumentar!

É esta economia selvagem a quem o PCP presta vassalagem .

Manuela Ferreira Leite, about 3

O que seria deste país sem a originalidade cristalina das tiradas da D. Manuela?


E ela não vai de modas! Logo que pensa uma novidade, um up-grade, aí está ela com aqueles casaquitos de tecido grosso, como se estivéssemos a caminho de nova idade do gelo, a deixar-nos verdadeiras pérolas do seu rosário de originalidades.


Assim, sim, até eu ganhava de caras:


"A candidata à liderança do PSD, Manuela Ferreira Leite, disse este sábado aos jovens que «ter um canudo ao estilo de Sócrates que dá para tudo» já não serve para ter êxito no mercado de trabalho, noticia a Lusa.
«Precisamos de um sistema educativo sólido. A ideia de que se tem um canudo estilo engenheiro Sócrates, que dá para tudo, já não serve e o desemprego de jovens licenciados está ligado a esta questão: ou bem que o canudo tem algum significado, ou não serve para nada neste momento», afirmou.
Manuela Ferreira Leite falava em Lourosa, Santa Maria da Feira, num encontro organizado pela JSD que serviu para apresentar os mandatários da candidata na estrutura de juventude do partido.
A candidata salientou que a realidade complexa com que os jovens hoje deparam não corresponde ao quadro de há 20 anos, em que os pais ficavam descansados quando os filhos se formavam porque arranjavam emprego.
«Acabaram os empregos para toda a vida e hoje a formação não termina quando se conclui um curso na Universidade», observou, defendendo que a questão educativa não reside tanto nos programas, mas mais em dotar os jovens de uma formação exigente, que lhes confira capacidades para aprenderem e se adaptarem ao longo da vida.
No que respeita à habitação dos jovens, Ferreira Leite reconheceu que «é um problema sério que tem de ser ponderado», mas manifestou a convicção de que «não é com subsídios que se resolve porque essa via tradicional já se viu que não dá resultados» "In Diário"


Podem estar os jovens descansados que ela tem ideias próprias e, um dia, vai apresentá-las.

É desta massa que se fazem os grandes estadistas. Com ideias para resolver os assuntos...ou para ir ponderando!

sexta-feira, maio 09, 2008

A embófia

Isto hoje está cheio de embófia, ora vejam

"Sou muito amigo do dr. Almeida Rodrigues, já trabalhei com ele várias vezes, mas também sou procurador-geral adjunto com dez anos de cargo e por uma questão de estatuto não podia ficar" [na dependência hierárquica de um polícia]."Se eu ficasse, seria mal visto pelos meus colegas do Ministério Público".
Baltasar Pinto, director nacional adjunto da Polícia Judiciária, em declarações ao JN
e já agora, a excelente crónica do Ferreira Fernades no DN :

CARTA É ANTIGA E O PORTUGAL É O DE SEMPRE

""Almeida Rodrigues, polícia, é o novo patrão da PJ. Por isso, Baltasar Pinto, o nº 2, demitiu-se: "Sou procurador-geral adjunto com dez anos de cargo e por uma questão de estatuto não podia ficar". Um procurador sob um simples polícia? Que horror, o estatuto arrepela-se todo! Portugal foi sempre assim, de castas, com raros a oporem-se. Um dia, o duque do Cadaval(procuradoríssimo-geral, pois era o corregedor-mor) tartou por tu o polícia Pina Manique ( simples corregedor ). Pina Manique escreveu ao duque, dizendo que se ele o tratou assim por ser de nascimento humilde, então, " caguei para mim que nada valho". Mas, prosseguiu Pina Manique, se foi por causa do cargo menor que ocupava, então "caguei para o cargo". E, rematou Pina Manique, caso não fosse uma ou outra razão, que o duque lhe dissesse, pois ele queria saber," se devo ou não cagar para V. Exª". Com gosto emprestarei a carta ao polícia que manda hoje na PJ, para ele enviar a quem de direito ""

quinta-feira, maio 08, 2008

Dormir com o inimigo


Para além da extraordinária carreira de compositor pop e de embaixador da boa vontade, o cavalheiro também serve para "dama de companhia" do Bush , quando em visita a certos países africanos, de bom comportamento, diga-se !

Quem tem telhados de vidro devia ter cuidadado com as pedras que voam....

Manuela Ferreira Leite, about 2


Entrevista que custou ver.

Nada a favorece: O aspecto. O tom de voz. Os grandes planos ... e o que se lhe percebe entre murmúrios e arranques de mau feitio, é que se prepararia para baixar impostos, nomeadamente o IMI que diz ser muito injusto (?).

Além de eu não saber se há de facto impostos justos, ou se é a sua aplicação que é injusta, salta à vista que a candidata a vencer o PS, não vai olhar a meios para agradar à sua clientela: A grande economista e financeira quase, quase, esteve a afirmar que iria pôr em prática em Portugal uma Flat Rate, como na Polónia.

É acabar de vez com o Estado-Social em toda a sua dimensão. É o Menezes de volta a privatizar tudo! Com a flat rate não haveria fundos para coisa alguma . Seria o salve-se quem puder. O SOS . O Mayday! Mayday! Os excluídos a voltarem ao analfabetismo. Os emigrantes a serem apenas os analfabetos.

A Igreja católica com campo aberto para a salvação das famílias e dos desamparados e das suas almas.

O regresso do trabalho infantil e, fatalmente depois, o défice a obrigá-la de novo e sempre, a fazer habilidades fiscais.

Nem os patrões mais desbragados apoiariam tal coisa!

É que ela não percebe ser indispensável um mercado interno para que haja uma economia própria.
E para tal é preciso investir, de forma continuada, em meios humanos e em suporte financeiro na única saída possível para o País : Na Educação ! Como o governo está fazer ! Novas escolas e equipamentos escolares como nunca se viu em Portugal.

Ou então, tudo isto vai ser uma grande zona franca da Europa...

Banco Espírito dos Santos


Para além das piadas jocosas sobre o novo nome do BES ou sobre Geldof em Lisboa, há a reter o sumarento texto de "resposta oficiosa" do Jornal de Angola que mete no mesmo saco, exploradores, mercenários e negreiros, animadores culturais, actividade bancária com industriais da hotelaria e, muita muita raiva sobre tudo que não seja yesmen ao serviço de um regime que muito poucos podem considerar não ser repulsivo, to say the least...:




«Angola tem a triste sina de aturar todo o tipo de aventureiros, desde mercenários, que em 1975 invadiram o país, até briosos rapazes e raparigas que a coberto de organizações não governamentais ou da caridade barata nos entram pelas portas dentro.Com calma, desprezando uns e pondo no seu devido lugar outros, o nosso país vai andando a um ritmo invejável, vai reconstruindo o que esses aventureiros ajudaram a destruir, vai fazendo do caos da guerra uma terra prometida, onde todos têm uma oportunidade e uma vida decente.Agora que das cinzas da guerra nasce a nova realidade, os abutres de ontem radicalizam o discurso e lançam violentos ataques sobre Angola e os seus governantes.O músico irlandês Bob Geldof foi convidado pelo Banco Espírito Santo (BES) e pelo semanário “Expresso” para ir a Lisboa falar sobre desenvolvimento sustentado. Mas em vez disso, tocou ao comediante Bob fazer a diferença. E fez. O convidado de honra do BES e do “Expresso” começou por fazer rir a selecta assistência que no caríssimo Hotel Pestana de Lisboa o ouvia atentamente, ao afirmar que “as casas mais ricas do mundo estão na baía de Luanda, são mais caras do que em Chelsea e Park Lane”. Bob Geldof ou comportava uma dose excessiva de uísque ou não sabe sequer onde fica Luanda e muito menos Angola. Na baía de Luanda não há casas...Embalado nos seus vómitos, o comediante britânico ousou insultar os angolanos, afirmando perante os convidados que “Angola é gerida por criminosos”. O organizador do Live Aid e do Live 8, no ambiente luxuoso do Hotel Pestana e ante os pobrezinhos do BES ou os proprietários do “Expresso”, resolveu ser malcriado. E os que nunca perdem a menor oportunidade para justificar uns pingos dos diamantes de sangue, logo se aproveitaram das tiradas cómicas de Bob.Mas a notícia, que pelos vistos tem origem na agência noticiosa portuguesa Lusa, afinal tem o seu lado de falsa.Bob Geldof é verdadeiro, trata-se daquele espertalhaço que fez concertos rock para matar a fome ao mundo, mandou uns bagos de jinguba para África e o resto foi para outros bolsos mais selectos. O BES também é verdadeiro, tem largos interesses económicos em Angola e, pelos vistos, a sua administração gosta de lidar com criminosos. Pinto Balsemão também é verdadeiro, embora adore vender ilusões. A falsidade da notícia está no facto de ter reportado que o embaixador angolano, Assunção dos Anjos, abandonou a sala quando o comediante Bob disse que Angola é governada por criminosos. Na verdade, o embaixador de Angola em Portugal nem sequer estava na sala. Ninguém de bom-senso perde tempo a ouvir comediantes de quinta categoria, ainda que convidados por banqueiros milionários e o local do espectáculo seja o luxuoso Hotel Pestana de Lisboa.Bob fez mesmo a diferença e portou-se como os seus contratadores queriam. Se um dia alguém o contratar para uma conferência no Hotel Alvalade, em Luanda, o músico vai chamar criminosos aos seus próprios governantes, descendentes de piratas e negreiros e que ainda hoje vivem na opulência à custa dos povos de África ou da Ásia. É tudo uma questão de dinheiro. Mas em Angola ninguém compra farsantes. Pelos vistos o BES tem que ver quem convida para falar de desenvolvimento sustentado. É que lhe pode aparecer alguém a injuriar governantes estrangeiros.» in Jornal de Angola

Entretanto o BES aqui em POrtugal já se desmarcou de qq relação com as opiniões do referido cantor e organizador de eventos... Pudera!
O curioso porém é como estes mesmos campeões daliberdade e da democracia em África apenas se preocupam com o que se passa no Zimbabué quanto a Angola, é o que se vê !

quarta-feira, maio 07, 2008

She had a dream !

A professora que aspira a que "a educação volte a ter o brilho e encanto dos anos 80, que suspira que lhe seja devolvida a dignidade roubada e que sonha integrar aquilo a que chama o Clube das Novas Oportunidades", deverá estar a referir-se ao sistema educativo que viu a luz com a Lei de Bases de 1986;
Estas professoras que se dizem preocupadas – aos quatro ventos -com a qualidade do ensino, são ainda pior do que aqueles que frontalmente estão contra tudo:
Afirmam que o sistema educacional, hoje não tem qualidade". Referem-se ao período do experimentalismo pedagógico, sem avaliação, que vigorou de 1974 a 1986?
Ou falam do tempo do ensino liceal apenas para uma minoria nos tempos da ditadura?
Quando é que se perdeu a tal dignidade?
Terá sido com a substituição de Hermano Saraiva por Veiga Simão ou foi o Ministro Galvão Teles?
Ou a culpada é a democracia e o alargamento da escolaridade obrigatória no tempo da primeira maioria absoluta de Cavaco Silva?
Ou a brilhante dignidade foi-lhes roubada quando recusam as aulas de substituição?, a escola a tempo inteiro?, as aulas de 90 minuto?, ou as escolas com mais de dez alunos?, o Estatuto do Aluno?, ou o da Carreira Docente?, quando insultam os seus superiores?, ou organizam arruaças de crianças de 10 ou 12 anos?
Quando aceitam ser enredados pelo PC/CGTP/FENPROF que apenas desejam continuar os seus privilégios sindicais e os utilizam como argumento contra o Governo democraticamente eleito por maioria dos portugueses?
Terá sido quando tiveram de cumprir horários, ou justificar as suas faltas ?
Era bom que a par das preocupações sobre a pedagogia e dos alardes sobre teorizações, mostrassem, na prática e sem lamechices um verdadeiro empenho na aplicação das medidas que este Ministério de MLR tão devotadamente vai implementando.
Era tempo de perceberem que este Ministério permite que as escolas sejam de facto autónomas e definam um trajecto próprio para si e para os seus alunos. E que vai levar a cabo a efectiva ligação da escola à comunidade e aos Municípios, como por esse mundo civilizado se faz há muito.
Excelente a entrevista de ontem na 4. Maria de Lurdes Rodrigues esteve a um nível a que não estamos habituados a ver os nossos políticos. Esteve clara e determinada, sem choradinhos ou acomodações. Ela tem um rumo e vai segui-lo, contra ventos e marés!
Temos Ministra ! She has a Dream !

Banco Alimentar ?

Confesso que não sou muito motivado a "dar" num determinado dia e duma forma completamente anónima, sem saber quais os critérios da destribuição ou se estaria de acordo com as prioridades definidas.
Enfim, acho que já pagamos impostos suficientes para haver um mínimo para todos e para cada um.
Mas o que mais me irrita nestas recolhas do Banco Alimentar é que se colocam à porta dos maiores grupos da destribuição, à porta dos Jumbos, dos Continentes, dos Modelos e Feiras Novas.
Porquê?
Para matar a fome de alguns concidadãos teremos que enriquecer mais e mais os Belmiros deste País ?
Não haverá outra forma, em que uma parte da nossa dádiva não vá parar ao bolso destes magnatas?
Sugiro uma senha que pode ser destribuída no Metro, impressa nos jornais, afixada nas cx multibanco e que permitisse uma dádiva em numerário, directamente para uma conta com a qual se fizessem compras por grosso não a retalho.
Com igual valor pago aos supers e hipers ter-se-ia conseguido aumentar 30% a quantidade de produtos!
Este dia de apelo à nossa solidariedade está irremediavelmente marcado pelo lucro escandaloso obtido com o nosso suor e a beneficiar, em primeiro lugar, os mais ricos homens do País...
Pergunto-me se, por acaso, estes senhores não serão também sócios do tal Banco Alimentar!

terça-feira, maio 06, 2008

Basta! Isto é um horror!


Não aprecio particularmente a pintura da Paula Rego, mas devo reconhecer o seu extraordinário sentido de justiça que trespassa a tela dos seus quadros.

E há notícias que infelizmente são a legenda de muitos dos seus quadros.

Dizem-nos que já foram mortas em Portugal, até hoje, 17 mulheres e que mais outras 11 foram gravemente feridas pelos maridos ou namorados, o que seja !

É preciso fazer alguma coisa:

A frieza dos números não traduz todo terror que se abate sobre as vítimas, sobre as mulheres. E não vale a pena escamotear ou discutir minudências: Trata-se de um crime da pior espécie onde, para além da frieza de processos, há grande dose de premeditação. A mulher não é morta à primeira estalada. Não. São anos e anos de amesquinhamento da personalidade, e de terror sobre todos os membros da família ! Há três planos para lutar contra isto. Primeiro é preciso que a Igreja católica suba ao púlpito, tire a máscara do cinismo e condene estas práticas de terror. Não os oiço na condenação destes números. Preferem até agora discutir se devem ou não pagar IRS sobre o salário que o contribuinte lhes paga... Segundo, é preciso melhorar a efectiva responsabilidade dos actores escolares. Efectivar trabalho cívico desde a juventude. Participar não apenas em visitas a museus, à praia e a supermercados! É preciso levar os jovens aos hospitais e às cadeias! Sugerir-lhes trabalhos de grupo sobre a solidariedade e sobre a civilidade. Finalmente, é preciso e urgente assustar os futuros agressores. Com penas exemplares, sem direito a perdões, nem a saídas precárias. É preciso parar este flagelo que lança uma sombra de horror e de impunidade sobre a sociedade!
Basta!

A Crónica da Rosarinho

Por ser excelente, aconselho uma visita. Com o link certinho!
E então o novo logo do PSD é melhor do que o meu! Que inveja !

segunda-feira, maio 05, 2008

Desemprego , por Pacheco Pereira

Pacheco Pereira no ABRUPTO publica um texto sob o título Desemprego de que retiro a parte final:

"Mas nós falhamos mais se não temos a consciência de fazer alguma coisa. Porque se pode, na acção cívica, no voluntariado, no mundo empresarial, na política, fazer muita coisa por estas mulheres. O que é preciso é vê-las e à sua condição e não as cobrir com o manto diáfano da inevitabilidade. A começar pelo Governo, que mais uma vez se vai voltar para o betão e não para as pessoas."
O texto aflora preocupações ao nível da saudade das campanhas políticas à porta das fábricas, e do sentimentalismo, quase solidariedade, para com os desempregados , em especial com as mulheres.
Ora este tipo de abordagem do desemprego e das suas consequências ao nível familiar não é inocente em Pacheco Pereira.
Aliás nada é inocente em Pacheco Pereira. Esta abordagem tem por finalidade quase freudiana aumentar a simpatia política para com MFLeite de quem é fervoroso apoiante. Como qualquer de nós, dsconhecendo qual o seu programa seja para o PSD , seja para o País, se lá chegar, bem entendido !
Por que raio é que ele se lembraria agora de carpir em cima do desemprego das mulheres?
De facto não condena nunca a situação de exploração da mão-de-obra que foi levada ao limite lá pelo norte naquelas "fábricas" de trabalho intensivo, onde o único valor acrescentado era a tal mão -de-obra não especializada e barata, muito barata !
Também não condena o desaparecimento de milhões e milhões de euros em "cursos de formação" fantasmas e que saíram do bolso dos contribuintes europeus.
Não senhor!
Ele acha que afinal era evitável que os ordenados pagos no Leste, ou na India, ou na China, tornassem essas fábricas completamente inviáveis. Não se trata de os patrôes serem maus ou bonzinhos - como o tal casal de suecos do seu post seguinte..., trata-se isso sim, de sobrevivência da produção. Pura e simples.
Aqui não há sentimentalismo possível. Ou fechavam por decisão dos patrões, ou fechavam por os produtos não se poderem vender com estes custos de produção. Mas Pacheco Pereira sabe muito bem destas leis da formação de preços, do preço médio de mercado para que tendem todos os bens, tenham eles a origem que tiverem. Sabe isso, mas do que se lembra não é condenar a antiga política do emprego a qualquer custo, nem dos subsidios a fundo perdido atribuidos por "posto de trabalho criado", sem atender à sua precariedade, não senhor, ele sugere políticas de apoio com base no voluntariado e na acção cívica...
É de espantar!
Mas não é tudo.
Finaliza, atacando o governo por tentar alavancar a economia, neste momento atacada por todos os lados, através do lançamento de um ambicioso plano de obras públicas que irão criar milhares de empregos directos e indirectos. E que ao final, contribuirão para um País com mais transportes, mais turismo, mais agricultura e mais energia limpa. Também não se lembrou de referir os esforços realizados por este governo ao nível da requalificação dos portugueses, ou do apoio à maternidade, ou no desemprego.
É que está vedado ao governo, qualquer que seja, criar empregos. A sugestão sub-liminar desta possibilidade, é pouco honesta.
Por outro lado, empregos baseados em baixos salários são passado. Aí não podemos competir com os chamados países emergentes. Só se lembrou de chorar nos ombros das mulheres e de criticar o governo...
Mas ainda não fez mea culpa por ter apoiado a invasão do Iraque, a qual como se sabe hoje, foi uma mentira monstruosa que está na base da falência da economia dos EEUU e, por arrasto, da crise na Europa e no Mundo. Detalhes. Minudências.

Isto... há mar e mar... há ir e voltar...

Da notícia de hoje no DN fica-me um gosto salgado na boca e a certeza de que o passo foi maior do que a perna. Só visionários, completamente loucos, se aventuravam mar adentro, naquelas tábuas pregadas, sem instrumentos ou metereologia. Ficou a aventura!


"Como o 'space shuttle'

A nau encontrada na costa da Namíbia numa prospecção da empresa de diamantes De Beers que Filipe Vieira de Castro acredita ser do período entre o final do século XV até 1540, tem uma tecnologia que, em soud byte, pode ser comparada à dos actuais Space Shuttle. "Nesta altura, as naus seguiam de Lisboa até Cochim, por exemplo, muitas vezes sem porem o pé em terra. Levavam 400 pessoas, comida e água para todos. Eram naus extraordinariamente estáveis, resistentes, capazes e velozes", explica o especialista. Uma nau deste tipo é sinónimo "de uma construção naval fantástica detida pelos portugueses da altura". E a nau da Namíbia devia, em sua opinião, seguir para a Índia. "Os lingotes de cobre costumavam ser trocados por pimenta. E as presas de elefante podiam ter sido levadas de Lisboa para serem trabalhadas na Índia, ou o navio podia ter passado por Cabo Verde, onde havia um grande entreposto." Opinião contrária tem o historiador e também especialista em naus, Francisco Contente Domingues. Embora ainda esteja renitente em fazer declarações, face aos poucos dados revelados, considera que a nau regressava da Índia. "Para ter naufragado ali, só podia vir da Índia, porque os barcos que iam para lá não tomavam aquela rota." Quanto à presença das moedas espanholas e portuguesas "costumavam seguir para a Índia para pagar a pimenta, mas podiam neste caso pertencer aos grandes dignatários do Oriente que nestas viagens traziam as suas fortunas". Independentemente do sentido desta nau da Carreira da Índia, o historiador também classifica este achado como "verdadeiramente extraordinário".DN, 5-5-2008

MFerrer

Diamantes de Angola


Por ser completamente naïfe, não resisto à tentação de publicar na íntegra este estupendo momento do quotidiano em Angola. Ora aí vai:



«ANGOLANO É MATUMBO»


"Caros amigos e amigas tenho algo a dizer sobre os mangoles que ja ha muito me esta a chatear...ninguem me contou eu vi...no ano passado Rikinho vulgo dono da casa blanca productora de eventos e shows conseguiu fazer chegar cantores como BUSTHA RHIMES,MARIO WINANS,B2K ,JA RULE e outros por ai fora como Mauricio Matar,Alexandre Pires,etc...porém as situaçoes sao sempre embaraçosas na hora das compras dos ingressos se nao sao preços absurdos sao as confusoes antes do espetaculo,mas o que me chateia é passar por todas essas situaçoes e chegar la dentro assistir 10 min de espetaculo e os matumbos dos povos nao sei se sao do MARÇAL,CAZENGA,RANGEL,TERRA NOVA,PETRANGOL ou até mesmo pessoas da cidade terem que te tirar dali mais cedo por nao saberem estar,sao confusoes tentam atirar coisas nos cantores,lutam entre eles,robam-se e se calhar até matam-se e o Rikinho é o causador disso tudo porque só se interessa com o dinheiro ja nao transmite segurança as pessoas e principalmente aos famosos e famosas, por exemplo tambem vou vos contar essas...nos espetaculos lindos que a UNITEL organizou o ano passado parecia estar tudo bem,1º MISSI ELIOT aá rainha do rap teve cá com um show de arromba e muito lindo com as suas 35 bailarinas dpois de ter elogiado o publico lá presente dizendo que somos tao lindos como os latinos mas nem com isso os MATUMBOS ficaram quietos!..reparem MISSY ELIOT cantava e de repente um MATUMBO consegue passar pelos seguranças e deixa cair MISSY no palco batendo com o juelho nas colunas que ficam frontais ao público parando assim o show para receber os 1º socorros,agora reparem essa MISSY ELIOT tem contrato com a marca adidas e portanto como sempre veio vestida a rigor de adidas, chegou uma parte que ela pegou um tenis atirou e viu a luta que viu por causa de um pé dos tenis dela,logo entao ela chamou as 35 bailarinas e pediu que descalçassem os tenis d`adidas e oferecessem a cada uma das pessoas que elas quisessem!..porem uma das bailarinas desce para o publico com um tenis na mao acompanhada de um segurança e foi puxada, assaltada, machucada até a tissagem lhe tiraram e logo MISSY e as suas Bailarinas tiveram que fugir do palco e de ANGOLA porque?porque o ANGOLANO É MATUMBO,o segundo espetaculo novamente unitel e quem veio uma figura JAY Z tudo corria bem a primeira indelicadeza dos MATUMBOS no meio do espetaculo o JAY Z a cantar começaram a chamar pela BEYONCE porque quase todo mundo sabia que ela estava cá....fizeram JAY Z parar a musica chamar atenção ao povo que isso era uma grande indelicadeza da nossa parte porque o show era dele e não da BEYONCE nem com isso ficaram quietos.Continuando o espetaculo e todo mundo a gostar lá outro matumbo dicide atirar uma garrafa de água prá cara do JAY Z e ele não sei se sangrou ou se ficou inchado e parou o show foi embora com muitos pedidos não voltou mais.Agora vamos falar um bocado da CASA BLANCA do nosso amigo RIKINHO que pensa que os cantores são da laia dele!...50 CENT teve em Angola pela 1ª vez em março dia 23 do ano passado muitas falhas de luz,má organização na hora de entrar humilhar as pessoas que ja estavam na aréa vip tiveram que sair incluindo eu e um amigo «ninguem me contou eu vi e senti» para cobrar o convite novamente porque não sabe gerir nem organizar um espetaculo.Logo entao dpois de muita duvida naquele dia o 50CENT estava lá com o seu amigo TONY YAYO tudo corria bem de repente falta de luz,os matumbos a tentarem subir prá o palco o proprio RIKINHO teve que virar guarda do 50 CENT mas o que é que ele pensa que só porque o estado paga 1milhao e tal prá esses cantores americanos são da laia dele?não confunde RIKINHO!....50CENT cantava e os MATUMBOS tentavam envadir o palco mais uma vez um consegue passar pela segurança e deixa cair 50 CENT quase mas quase ele caía lá prá baixo.Porém o show continuo e ele foi se embora dizendo que voltava «AZAR DELE»...na passada quarta feira dia 30 de Março G UNIT em ANGOLA aquela espectativa se vem ou não vem lá liguei a LAC e ouvi que 50 Cent e a G UNIT estavam cá,porém começou mais um dia de guerra os ingressos até não foram dificeis porque como mais ninguem acredita muito no RIKINHO então tavam poucos convictos se seria verdade ou não,o pior foi tudo em cima da hora fila gigante na cidadela prá entrar....já viram o que é infrentar uma fila pagar 2000kwanzas e entrar e depois nao puderes ver bem o melhor RAPER do mundo..posto lá dentro como sempre até corria bem a prata da casa teve bem e de seguida G UNIT e 50CENT no palco o povo gritava cantava ele como sempre um grande artista em palco tao a vontade mas como sempre os MATUMBOS tentavam invadir e nem com a porrada de um dos seguranças de 50CENT violento eles ficavam quietos!...porém o espetaculo decorria as mil maravilhas e derrepente um patricio MATUMBO nao sei da onde consegue passar os seguranças e qual foi a 1º coisa que pensou em fazer roubar um fio de PLATINA COM DIAMANTES CAROS de 50 CENT causando assim uma grande confusao,50 CENT pula atras dele e agarra o mas não consegue recuperar o seu fio que dizem estar avaliado em 500 mil dolares Americanos porque mais de 100 pessoas foram prá cima do cantor e ele triste retira –se imediatamente do recinto e entra para o carro pronto prá ir embora o seu agente chamou MIGUEL NETO e pediu que ele fosse falar com o PÚBLICO porque aquele não era um fio valioso só mas sim sentimental prá ele e os MATUMBOS e GATUNOS não deram o fio acabando assim um espetaculo de 3 horas passando a ter 15 minutos de espetaculo todo mundo foi se embora triste porque tanto ele como alguns do que lá estavam não tiveram culpa de fazer parte desta raça....agradeçiamos que repassassem esse mail porque todos aqueles que sofrem sempre injustiças deste tipo não sofram mais por NIGLIGENCIA DE RIKINHOS E CAMBADA DE MATUMBOS.... "

O Museu a criar

No mesmo dia em que nos informam que ao PSD foram concedidos vários meses para pagar, sem juros, uma multa por ter aceite financiamentos que a Lei considera como ilegalidades e nós pensamos que poderão ser muito mais do que isso..., a CGTP acha, e diga-se com razão, que as declarações de rendimentos de 6000 empresários que declararam receber apenas o ordenado mínimo, constitui um escândalo.
Não posso estar mais de acordo com esta denúncia.
Que aliás seria bem fácil de verificar e de combater:
Bastaria mandar fiscais às casa de praia da costa Alentejana e Algarvia, nos meses de Estio e pedir os recibozinhos do aluguer das mesmas. Pedir os cheques que comprovam o aluguer e seguir o "arame".
De Junho a Outubro os rendimentos dessa economia paralela mandariam o défice nacional para o Museu das inutilidades!

domingo, maio 04, 2008

O PSD nas Lonas

Retirado, com a devida vénia daqui, espanto-me que a chamada media não investigue a fundo a dimensão e a origem destes desmandos financeiros:
O PSD não tem condições para liquidar a pronto a coima de 268.415 Euros que lhe foi aplicada pelo Tribunal Constitucional no âmbito do financiamento ilegal efectuado pela Somague. Os cofres estão vazios e os bancos não emprestam. Assim, vai efectuar a sua liquidação em quatro prestações, sem juros, até 2010. OK. Mas qual é, afinal, a situação das finanças do PSD? Segundo Miguel Macedo, antigo secretário-geral do PSD e responsável pelas contas do partido entre 2005 e Outubro de 2007, ouvido pelo Público, o empréstimo de 8 milhões de Euros para as autárquicas de 2005 foi liquidado na totalidade. Recuando no tempo, Macedo recorda que o passivo do PSD, quando Marques Mendes chegou à liderança, era de 13 milhões de Euros, dos quais 4 respeitantes a dívidas do PSD-Madeira. Não sei o que se passa nos outros partidos, mas o desnorte da Buenos Aires devia fazer corar de vergonha os seus economistas e dirigentes, de cada vez que invectivam as finanças do país. Porque quem governa assim a sua casa...

E que dizer então do tratamento de favor dado a este "contribuinte" faltoso?
A dívida não provém de um qualquer negócio legal. Não. Provém de uma ilegalidade que em muitos países dava cadeia ! Da próxima vez que nos mandarem notificações para cobrarem impostos sobre rendimentos legítimos o que deveremos dizer ? Qual o prazo para pagarmos? sem juros, está bem de ver !

sábado, maio 03, 2008

VPValente e o seu gráu Zero

Depois de ter escrito quase tudo quanto podia ser escrito contra o governo socialista de José Sócrates o tremendista VPValente atreve-se a escrever, no não menos comprometido Público:

«Quando Sócrates começou o seu programa de "reformas" seduziu e comoveu a direita. Com Ferraz da Costa (o antigo presidente da CIP) à cabeça, toda a gente veio gabar o homem que chegava e muita gente disse logo que, se ele perseverasse em tão bom caminho, votaria PS em 2009. Com o tempo, o entusiasmo esfriou, mas nunca a direita deixou de considerar o primeiro-ministro como coisa sua ou, pelo menos, parcialmente coisa sua. Alguns "notáveis" até passaram para o outro lado, em nome da imparável decadência do PSD e da velha necessidade de salvar a Pátria. O Partido Socialista não andou (e, de certa maneira, ainda não anda) longe de ser adoptado pelo capitalismo: se não como partido único, como único partido. Nem Portas, nem Marques Mendes, nem Menezes se comparavam ao discreto e autoritário Sócrates, que parecia nascido numa tradição de boa memória.
Ao princípio este amor expansivo da direita não trouxe a Sócrates qualquer problema. Pelo contrário, tornou difícil a oposição do CDS e do PSD. Só que pouco a pouco esse mesmo amor fortaleceu a esquerda. Dentro do PS, Manuel Alegre e um bando inconformado com a ortodoxia financeira do Governo. Fora do PS, o Bloco e o PC e, por exemplo, uma "classe" como os professores. Pior: as grandes manifestações de rua (e houve várias) mostraram que o descontentamento não era um fenómeno momentâneo e ameaçava cristalizar numa rejeição militante e durável. Anteontem, com o anúncio de uma moção de censura, o PC (seguido pelo Bloco), declarou guerra ao primeiro-ministro em termos de uma rara violência. Para Jerónimo de Sousa, Sócrates é um traidor, sem "um neurónio social-democrata".
Tacticamente, isto põe Sócrates numa posição embaraçosa. Numa época de vacas magras - muito mais magras do que ele esperava - precisa de recuperar o voto da esquerda, sem perder o voto da direita. Ora, para recuperar o voto da esquerda não basta a retórica do costume e as pequenas concessões que ultimamente vem fazendo (um recuo geral está por natureza excluído). E, para não perder o presuntivo voto da direita, precisa que no PSD a presente balbúrdia não acabe. Mas se em 2009 o PSD se conseguir apresentar com o mínimo de decoro e um "chefe" que o país leve a sério, o seu fiel eleitorado talvez não o abandone à sua sorte. Se, por acaso, isso acontecer, Sócrates cairá pelo buraco, que ele abriu, entre a hostilidade da esquerda e a natural preferência da direita pela própria "família".

E escreve-o na véspera da publicação da sondagem do Expresso que desfralda os mais consolidados números sobre a aprovação que as políticas do Governo recebem do Portugueses, em doses de mais de 42%.............
Parece que afinal, e como é costume, quem tem razão é o povo...

sexta-feira, maio 02, 2008

O gráu zero da Política


A Assembleia da República votou hoje, e aprovou, um voto de reconhecido agradecimento a um dos homens que em Portugal mais se notabilizou no combate à democracia e no apoio a todas as iniciativas reaccionárias. É verdade! Ao louvar o Cónego Melo, os deputados que comem o pão da democracia que lhes mete na boca o povo deste País, não tiveram um resquício de vergonha ou de pudor, apoiando desta forma quem sempre desdenhou da democracia e dos valores da tolerância e civilidade!

Além da minha vergonha e do meu repúdio deixo aqui um pequeno texto recolhido de santeiro.blogspot.com/2008 :

A morte lava mais branco

Autor: Carlos Esperança

O funeral do cónego Eduardo Melo, da Sé de Braga, deu origem a uma importante concentração fúnebre.Uns foram para ter a certeza de que ficam livres de uma testemunha incómoda, outros para prestar homenagem a um homem que não hesitaria em defender a Igreja à bomba.Não foi a devoção que o celebrizou, foi o poder que o tornou temido e respeitado. A estátua que lhe fizeram não foi uma homenagem às ave-marias que rezou, às missas que disse ou à frequência com que sacava do breviário. Foi a paga dos favores que fez, das cumplicidades que teceu, do poder que detinha. Não era homem para andar de hissope em punho a aspergir beatas que arfavam lubricamente à sua volta antes da Revolução de Abril, era um homem de acção. Do futebol à política. Do salazarismo ao MDLP.O cónego Eduardo Melo pode não ter sido o responsável pelo assassínio do padre Max, cuja morte ficou impune embora se saiba a origem dos explosivos.Na morte teve a acompanhá-lo o inevitável presidente da Câmara, Mesquita Machado, o Governador Civil e um secretário de Estado, além de gente anónima que aproveitou os autocarros gratuitos para ir a Braga.O bem-aventurado cónego, que nunca renegou a sedução por Salazar e o aborrecimento pela democracia, foi a enterrar quatro dias antes do 25 de Abril que tanto detestava. Se Deus existisse tê-lo-ia deixado viver até ao 28 de Maio. Era uma data mais grata à sua alma de fascista, uma consolação para quem nunca se adaptou à democracia

A direita trauliteira e os boatos


Que a direita trauliteira deita mão de todos os expedientes, por mais sujos, para confundir, não constitui uma novidade,
Que alguns incáutos fiquem aterrorizados , não espanta,
Que os próceres da "defesa da família e dos bons costumes" não tenham gostado da descolonização, está à vista,
Que o exército da A. do Sul, os mercenários e torcionários da Pide se tenham reunido em Johanesburgo para acertar estratégias fosse contra Portugal descolonizador, fosse contra os jovens países, isso era o seu destino e a sua tarefa,
Mas que, passados 34 anos, em Portugal, um sociólogo com responsabilidades na comunicação social, tenha feito eco desta porcaria aqui ao lado e que, através dela, se tivesse atrevido a verter o seu veneno sobre a figura do Almirante Rosa Coutinho a quem tanto devem não só os colonos de Angola como afinal todos os povos de Angola, é que constitui não só uma vergonha como um atentado ao pudor e à inteligência.
O sociólogo é o António Barreto e já pediu no Público, umas pífias desculpas ao Almirante, tão injustamente insultado, ao ouvir o coro de protestos que levantou tal falta de escrúpulos.
É claro para todos que se trata de um papel forjado e cujo conteúdo não pode merecer mais do que directo caixote do lixo!
Como esfarrapada "desculpa" pelo erro afirma o sociólogo que nunca viu qq desmentido do conteúdo : Haja paciência ! Então um papel com esta credibilidade quer factual, quer de conteúdo ou ainda tendo como "origem" o Século de Johanesburg, pode merecer um momento de crédito ?
Uma porcaria, é o que é!

Manuela Ferreira Leite, about

Diz Mira Amaral:
«os governos PSD/PP nada mudaram em relação aos anteriores governos de Guterres» e mostraram «total incapacidade de fazer a reforma da Administração Pública, que nem sequer foi enunciada».
«Estes senhores [o actual Governo do PS] pelo menos enunciaram-na», acrescentou.
Mira Amaral criticou a operação de venda de créditos do Estado feita por Manuela Ferreira Leite para ter um défice inferior a três por cento em 2003, defendendo que «isso devia ter sido um empréstimo e não uma receita» inscrita no orçamento porque onerou os orçamentos futuros.
De acordo com o ex-ministro do Trabalho e da Indústria de Cavaco Silva, o que se fez foi «contabilidade criativa» e «martelar os défices».
Mira Amaral disse ainda que a situação do País «não se transforma com visão contabilística».
Se pegarmos num responsável empresarial, só porque é sério ou porque tem ar de mau, e o transformarmos» em presidente executivo ou presidente do conselho de administração «o que é acontece? Daqui a um ano está falida», ilustrou. »(TSF online --- 30 de Abril 08)

Iraque, Abril 2008

50 mortos neste mês !
Quantos estropiados?
Os EEUU estão metidos, como sempre disse, no maior sarilho da sua história.
Ainda os vamos ver a pedir ao Irão que os ajude a resolver o problema !
O seu aliado na zona, Israel, apenas os levará para mais fundo!

quarta-feira, abril 30, 2008

O pior uso das varandas


Em Roma a direita trauliteira ganhou as eleições mediante vários expedientes largamente experimentados. Mas, desmemoriados, foram a correr à varanda sem se lembrarem dos azares do passado ....





O post em directo, 14:03h

Estou a ver a RTP1 em directo a entrevistar o reu Avelino Ferreira Torres que mostra além da habitual argumentação de qualidade, uma gravata linda com bandeiras norte-americanas.
Lindo de morrer !

A pôr as manguinhas de fora

A esquálida figura, além de fazer de pitonisa àcerca do futuro a trilhar pelo governo na proteção dos valores do déficit, vai pondo as manguinhas de fora, ora quanto à democracia na Madeira, ora no outro déficit de conhecimento da política, que mandou descobrir entre a juventude, parece que ou não leu bem os resultados do tal estudo, ou então não percebeu o que lá está:

1. “De um ponto de vista quer absoluto quer comparativo, os portugueses evidenciam atitudes de baixo envolvimento com a política. A relação entre a idade e o grau de importância dada à (e interesse na) política é curvilinear, ou seja, menor entre os muito jovens e entre os mais velhos. Contudo, as diferenças entre os jovens adultos e o resto da população activa são reduzidas, o que faz com que, comparando exclusivamente, no contexto europeu, os indivíduos com idades entre os 18 e os 29 anos, as atitudes de envolvimento político dos jovens adultos portugueses escapem, do ponto de vista da sua intensidade, aos últimos lugares europeus.”
2.“Do ponto de vista dos comportamentos participativos, os jovens adultos também não se distinguem particularmente do resto da população activa, ao passo que os indivíduos com menos de 18 anos não se distinguem particularmente dos indivíduos com 65 anos ou mais. Esta curvilinearidade na relação entre a participação e a idade é expectável, mas os níveis de disponibilidade para a participação e de participação real dos mais jovens podem ser vistos como sendo comparativamente elevados tendo em conta a sua posição no ciclo de vida.”
Da próxima vez que a nossa Imprensa o abordar talvez valha a pena perguntar-lhe afinal em que estudo é que se baseou para desta forma inusitada atacar a juventude e os seus conhecimentos da política....

terça-feira, abril 29, 2008

O Inferno, o Paraíso e o Futuro - Parte 2

Parece que eu não estava completamente fora da questão no post anterior....e

...aproveitando a tradução daqui, confesso que já não surpreende a dimensão do problemas e as suas consequências sobre os mais carenciados.

Pode ser então que ,ao descer tão baixo, a crise venha a apresentar soluções que agora não se vislumbram :



Crise sistémica global: Quatro grandes tendências para o periodo 2008-2013
por GEAB
Ao aproximar-se do cerne da crise sistémica global que, segundo o LEAP/E2020, corresponderá ao segundo semestre de 2008, doravante já é possível apreender melhor as grandes tendências que definirão as taxas de câmbio, o comércio mundial e as dinâmicas regionais num prazo de cinco anos. Com efeito, algumas das principais características da fase dita de "decantação" da crise começam a delinear-se. O LEAP/E2020 decidiu portanto apresentar neste GEAB Nº 24 suas primeiras antecipações sobre estas grandes tendências no horizonte 2011/2013. Estas antecipações são certamente úteis para os investidores individuais que desejarem ter uma certa visibilidade a médio prazo. Elas podem igualmente ser muito particularmente pertinentes para as empresas exportadores e as autoridades económicas e financeiras que têm necessidade de tal visibilidade para elaborar suas decisões estratégicas, num momento em que se afunda o conjunto das referências e das certezas que fundamentaram a economia e as finanças mundiais destas últimas décadas. Nestas últimas semanas foi possível constatar até que ponto os operadores económicos e financeiros do planeta estão desnorteados enquanto as instituições encarregadas de regular os mercados ou de enquadrar a evolução económica mundial vêm a sua impotência manifestar-se a plena luz. Neste GEAB Nº 24 desenvolvemos quatro tendências particularmente representativas da fase de impacto da crise sistémica global tais como se vão revelar entre meados de 2008 e o horizonte 2011/2013. Pela primeira vez a nossa equipe começa a estar em condições de dar indicações precisas sobre as tendências a 3/5 anos. Elas são completadas nomeadamente por "Recomendações estratégicas" neste número do Global Europe Anticipation Bulletin.


Crise financeira mundial – Poupadores e investidores capturados na armadilha com US$10.000 mil milhões de "activos fantasmas"
Crise dos activos denominados em US dólares – Fim de 2008: A Reserva Federal dos EUA e sua rede de "Primary Dealers" em luta pela sua sobrevivência institucional e financeira.
Crise das taxas de câmbio- Horizonte 2011/2013: Perturbação duradoura da hierarquia mundial das taxas de câmbio.
Crise social mundial – Das revoltas da fome aos 25 milhões de desempregados da Muito Grande Depressão estado-unidense


Cada uma desta crises sectoriais é em simultâneo a ilustração da amplitude histórica da crise sistémica global e a confirmação de que nós não estamos senão no princípio da sua fase de impacto uma vez que as protecções desaparecem umas após as outras anunciando automaticamente novos agravamentos da situação. É o processo "em espiral", como descreveu o LEAP/E2020 nos números anteriores do GEAB, característico desta crise sistémica global. Para este comunicado público, o LEAP/E2020 escolheu apresentar uma parte do primeiro ponto sobre a Crise financeira mundial: Poupadores e investidores capturados na armadilha com US$10.000 mil milhões de "activos fantasmas". Crise financeira mundial – Poupadores e investidores capturados na armadilha com US$10.000 mil milhões de "activos fantasrmas" Se o vosso banqueiro vos induziu a investir nos US$10.000 mil milhões de activos fantasmas que assombram o planeta financeiro, então provavelmente já perdeu tudo mesmo que ainda não o saiba . E não são os responsáveis das finanças do G7 e da assembleia geral do FMI, reunida em 11, 12 e 13 de Abril último, que vão alterar grande coisa. Todos eles estão perfeitamente impotentes face à crise em curso. Com o pano de fundo da redução do pessoal e da venda das suas reservas de ouro a fim de colmatar o seu défice, o FMI encarna doravante o naufrágio das instituições criadas após a Segunda Guerra Mundial para regular a economia do planeta. As conclusões dos trabalhos das reuniões de meados de Abril ilustram aliás a incapacidade de agir em conjunto dos actores agrupados no seio do FMI e dos seus diferentes ramos: de um lado, as instituições públicas desejam melhor enquadrar as actividades bancárias para evitar futuras catástrofes financeiras como aquelas que agora conhecemos: de outro, os bancos preferem contentar-se com promessas de melhores comportamentos. E o único resultado tangível é a inacção a curto e médio prazo: a crise actual continuará a agravar-se enquanto os debates prosseguirão no FMI. Aliás, mesmo em termos conceptuais, o FMI está ultrapassado. Assim, segundo nossos peritos, o montante de 1.000 mil milhões de dólares de perdas financeiras acumuladas pela crise actual é irrisório . São da ordem dos 10.000 mil milhões de dólares as perdas que doravante será preciso aguardar nos próximos dois anos . Dito de outra forma, esperamos que vários grandes bancos mundiais sejam engolidos neste redemoinho assim como numerosas empresas com modelos económicos frágeis ou demasiado dependentes do consumidor americano .

Portanto, e o LEAP/E2020 deseja mais uma vez insistir neste ponto, a natureza do problema financeiro actual é ao mesmo tempo muito simples de definir e muito difícil de apreender correctamente: há actualmente no planeta de 10 milhões de milhões de dólares que não têm senão uma existência fictícia; e os grandes bancos vão doravante tentar desembaraçarem-se deles a preço de liquidação a fim de limitar as suas perdas . Mas mesmo a estes preços de liquidação ainda serão armadilhas pois estes activos já não têm qualquer valor real e não recuperarão qualquer valor . Eles são como "activos fantasmas" ("ghost assets") que não se chegam a "encarnar" nos activos reais. O essencial destes "activos fantasmas" é compostos por empréstimos hipotecários estado-unidenses, por dólares dos EUA, Títulos do Tesouro dos EUA e em geral activos denominados na divisa americana, mas também activos denominados em libras esterlinas . Eles foram criados ex-nihilo na euforia financeira destes últimos dez anos pelos "aprendizes de feiticeiros" da Wall Street, da City e das grandes praças financeiras mundiais . Lembrem-se! Foi o período já remoto em que todo o mundo se extasiava com o "milagre" da nova finança que permitia criar uma "economia financeira" igual a 1000 vezes a economia mundial real . Pois bem, desde há alguns meses, os felizes beneficiários destas riquezas infinitas virtuais tentam em vão encontrar-lhes uma encarnação bem tangível . Ora, o conjunto dos mercados de activos afunda-se ou dá lugar a bolhas tão frágeis como efémeras: imobiliário, energia, títulos do tesouro americano, dólares, acções, alimentar, ... E estas imensas massas financeiras virtuais giram a uma velocidade crescente ao redor do planeta à procura de um investimento rentável, de uma encarnação durável... em vão. Este fenómeno cria movimentos tectónicos de altas e baixas rápidas (algumas semanas) de bolhas de activos (quando nestas últimas décadas as bolhas duravam pelo menos alguns anos), criando de facto uma alta generalizada dos preços a aproximando-se a cada dia mais um pouco da sua lógica última: a inflação galopante... quando unicamente o medo de ver o valor de todos os activos afundar, inclusive a moeda de referência, reina no assunto. As "fabulosas" reservas em divisas ou Títulos do Tesouro americano da China, do Japão, do Reino Unido e outros fazem parte desta coorte de "activos fantamas". E eles vão assombrar durante numerosos anos os balanços dos bancos, as perdas dos investidores e os pesadelos dos banqueiros centrais. A forma colectiva favorita destes "activos fantasmas", quando eles não chegam a se encarnar, chama-se inflação. Assim, para o LEAP/E2020, a inflação real nos Estados Unidos (incluindo alimentação, energia, ...) vai ultrapassar os 10% em média anual a partir do segundo semestre de 2008 ; ela ultrapassará os 5% na Europa; e aproximar-se-á dos 20% na China. Nos países em desenvolvimento, muito ligados às variações da divisa americana, ela vai literalmente "explodir" sob múltiplos constrangimentos: energia, alimentação, debilidades das divisas... (artigo completo no GEAB Nº 24 – por assinatura).

segunda-feira, abril 28, 2008

O Inferno, o Paraíso e o Futuro

Retirado, com a devida vénia do TantasBroncas, aqui fica um texto do Eça e meia dúzia alinhavos com que me coso:

Holocausto. O que terá provocado o ódio dos alemães ao judeu ?
Cartas de Inglaterra - O Israelismo (Eça de Queiroz)"
O Holocausto, o genocídio dos judeus pelos alemães existiu, ninguém o pode negar. Apenas se pode discutir o total número de vítimas . Mas o que terá provocado esse ódio dos alemães ao judeu ?


Escreve Eça de Queiroz :
«Mas que diremos do movimento na Alemanha? Que em 1880, na sábia e tolerante Alemanha, depois de Hegel, de Kant e de Schopenhauer, com os professores Strauss e Hartmann, vivos e trabalhando, se recomece uma campa
nha contra o judeu, o matador de Jesus, como se o imperador Maximihiano estivesse ainda, do seu acampamento de Pádua, decretando a destruição da lei rabínica e ainda pregasse em Colónia o furioso Grão de Pimenta, geral dos dominicanos –, é facto para ficar de boca aberta todo um longo dia de Verão.
Porque enfim, sob formas civilizadas e constitucionais (petições, meetings, artigos de revista, panfletos, interpelações), é realmente a uma perseguição de judeus que vamos assistir, das boas, das antigas, das manuelinas, quando se deitavam à mesma fogueira os livros do rabino e o próprio rabino, exterminando assim economicamente, com o mesmo feixe de lenha, a doutrina e o doutor.»
«Mas o mais extraordinário ainda é a atitude do Governo alemão: interpelado, forçado a dar a opinião oficial, a opinião de Estado sobre este rancor obsoleto e repentino da Alemanha contra o judeu, o Governo declara apenas com lábio escasso e seco «que não tenciona parara alterar a legislação relativamente aos israelitas».
«Deixa a colónia judaica em presença da irritação da grossa população germânica — e lava simplesmente as suas mãos ministeriais na bacia de Pôncio Pilatos. Não afirma sequer que há-de fazer respeitar as leis que protegem o judeu, cidadão do império; tem apenas a vaga tenção, vaga como a nuvem da manhã, de as não alterar por ora!»
O motivo do ódio anti-semítico
« O motivo do furor anti-semítico é simplesmente a crescente prosperidade da colónia judaica, colónia relativamente pequena, apenas composta de quatrocentos mil judeus; mas que pela sua actividade, a sua pertinácia, a sua disciplina, está fazendo uma concorrência triunfante à burguesia alemã.
A alta finança e o pequeno comércio estão-lhe igualmente nas mãos: é o judeu que empresta aos estados e aos príncipes, é a ele que o pequeno proprietário hipoteca as terras. Nas profissões liberais absorve tudo: é ele o advogado com mais causas e o médico com mais clientela: se na mesma rua há dois tendeiros, um alemão e outro judeu, o filho da Germânia ao fim do ano está falido, o filho de Israel tem carruagem! Isto tornou-se mais frisante depois da guerra: e o bom alemão não pode tolerar este espectáculo do judeu engordando, enriquecendo, reluzindo, enquanto ele, carregado de louros, tem de emigrar para a América à busca de pão.»
A ostentação judaica
«Mas se a riqueza do judeu o irrita, a ostentação que o judeu faz da sua riqueza enlouquece-o de furor. E, neste ponto, devo dizer que o Alemão tem razão. A antiga legenda do israelita, magro, esguio, adunco, caminhando cosido com a parede, e coando por entre as pálpebras um olhar turvo e desconfiado – pertence ao passado.
O judeu hoje é um gordo. Traz a cabeça alta, tem a pança ostentosa e enche a rua. É necessário vê-los em Londres, em Berlim, ou em Viena: nas menores coisas, entrando em um café ou ocupando uma cadeira de teatro, têm um ar arrogante e ricaço, que escandaliza. A sua pompa espectaculosa de Salomões "parvenus" ofende o nosso gosto contemporâneo, que é sóbrio. Falam sempre alto, como em país vencido, e em um restaurante de Londres ou de Berlim nada há mais intolerável que a gralhada semítica. Cobrem-se de jóias, todos os arreios das carruagens são de ouro, e amam o luxo grosso. Tudo isto irrita.
Mas o pior ainda na Alemanha é o hábil plano com que fortificam a sua prosperidade e garantem o luxo, tão hábil que tem um sabor de conspiração: na Alemanha, o judeu, lentamente, surdamente, tem-se apoderado das duas grandes forças sociais – a Bolsa e imprensa. Quase todas as grandes casas bancárias da Alemanha, quase todos os grandes jornais, estão na posse do semita. Assim, torna-se inatacável. De modo que não só expulsa o alemão das profissões liberais, o humilha com a sua opulência rutilante e o traz dependente pelo capital; mas, injúria suprema, pela voz dos seus jornais, ordena-lhe o que há-de fazer, o que há-de pensar, como se há-de governar e com que se há-de bater!
Tudo isto ainda seria suportável se o judeu se fundisse com a raça indígena. Mas não. O mundo judeu conserva-se isolado, compacto, inacessível e impenetrável. As muralhas formidáveis do Templo de Salomão, que foram arrasadas, continuam a pôr em torno dele um obstáculo de cidadelas. Dentro de Berlim há uma verdadeira Jerusalém inexpugnável: aí se refugiam com o seu Deus, o seu livro, os seus costumes, o seu Sabbath, a sua língua, o seu orgulho, a sua secura, gozando o ouro e desprezando o cristão. Invadem a sociedade alemã, querem lá brilhar e dominar, mas não permitem que o alemão meta sequer o bico do sapato dentro da sociedade judaica.
Só casam entre si; entre si, ajudam-se regiamente, dando-se uns aos outros milhões – mas não favoreceriam com um troco um alemão esfomeado; e põem um orgulho, um coquetismo insolente em se diferençar do resto da nação em tudo, desde a maneira de pensar até à maneira de vestir. Naturalmente, um exclusivismo tão acentuado é interpretado como hostilidade – e pago com ódio.»
E Eça continua, aconselha também o que teriam que fazer os alemães usando a mente e o músculo , para combater a hegemonia judaica. Isto foi escrito cerca de 60 anos antes do Holocausto, e se tievesse lido e assimilado por uns e outros, talvez o tivesse evitado ! Aconselha-se a leitura do texto completo.
Publicada por João Manuel Soares


Agora os alinhavos com que me coso:
Em vista da enorme pressão seja mediática e ou militar, o certo é que somos todos os dias confrontados com dois tipos de maquinações. As que têm origem nos Think Tanks / Universidades e Fundações Norte Americanas e os factos relacionados com as actividades de Israel seja no plano militar seja através do controlo que exerce na economia mundial e em especial na Norte Americana.
Que pensar dos mesmos que especulam nos Mercados de Futuros, fazendo disparar os preços de Todas as matérias-primas e nomeadamente dos bens alimentares e dos que, de facto, disparam sobre civis da Faixa de Gaza e dos campos de refugiados do Líbano?
Qual a dimensão desta acumulação de capital especulativo capaz de pôr de rastos um País, um Continente, todo o Planeta, enviando os seus habitantes, over night, para as portas do Inferno, usando das mais eficazes armas jamais produzidas ou um simples email, a partir, claro está, de um desses Paraísos, sem fiscalidade ?
Que Futuro é este que vamos legar às novas gerações ?

domingo, abril 27, 2008

Debaixo d'olho !

A esquálida figura que dirá ela agora sobre a vontade que deu aos médicos oftalmologistas de começarem a operar os olhos aos velhinhos cá da gente?
Assim os do Portugal profundo, das cidades e vilas do interior? Da Madeira do seu amigalhaço?
É que, segundo afirmaram em audiência concedida à pressa, eles não querem perder mais tempo !
Já bastam os anos em que trabalhando apenas da parte da manha ( estes acentos que às vezes não saiem ! ) não conseguem dar vazão a tanto olho. Agora querem concorrer com o Grande Caimão e que lhes está a roubar a clientela lá do consultório!
Desde que lhes paguem outro salário que o que recebem é só para as consultas da parte da manha. ( outra vez !)
Tá mal.
Mas volto ao início: Que vai dizer o homem? Ele que tanto se debruça sobre o nosso bem estar ?

PSD, 21:30h

Depois de ouvir, Marco António, AJJardim, Santana Lopes e por fim o inefável Marcelo...bem,
Eh!Eh!Eh!

sexta-feira, abril 25, 2008

O homem acerta pouco e mal

Por não poder estar mais de acordo:

Texto de Miguel Sousa Tavares (Expresso 19/04/2008)
Cavaco no estrangeiro
«Os relatos da longa visita de Cavaco Silva à Madeira - uma semana inteira, que a agenda divulgada está longe de justificar - deixaram-me a estranha sensação de que o Presidente está de visita a um país estrangeiro: uma espécie de Palop, só que um Palop muito especial onde pagamos um alto preço por a bandeira nacional ainda flutuar onde o governo local consente.A visita começou mal antes mesmo de começar. Primeiro, porque foi antecedida de uma outra da segunda figura do Estado - essa anémona política que é Jaime Gama - que resolveu entronizar o dr. Jardim como símbolo supremo da vida democrática: o presidente do Parlamento nacional propondo como exemplo alguém que trata o parlamento regional como um lugar onde coabitam um bando de eunucos às suas ordens e “um bando de loucos” que se atreve a pôr em causa os ensinamentos do querido líder. Depois, porque antes mesmo de embarcar, já Cavaco tinha feito divulgar um comunicado anunciando ao que ia: elogiar a ‘obra’ do dito líder. E, enfim, porque, à partida, já o Presidente sabia que a sua agenda era determinada pelo dr. Jardim e de acordo com os seus desejos: estava afastado da Assembleia Regional, para que os “loucos” não envergonhassem a Região; estava afastado das traseiras da obra de sucesso do querido líder, onde entre 20 a 30% da população vivem abaixo do limiar de pobreza e em condições que deveriam obrigar o Presidente da República a perguntar alto e bom som para onde foi o dinheiro, além dos túneis e viadutos para encher o olho; e, finalmente, porque apenas lhe era consentido - e ele aceitou - receber a oposição representada no parlamento regional em “encontros informais”, no hotel onde Sua Excelência se hospedava, tal qual como receberia amigos ou conhecidos locais. E Cavaco Silva - o “sr. Silva” de Alberto João Jardim - aceitou tudo isto, muito mais do que é normal aceitar numa visita ao estrangeiro.A visita de Cavaco à Madeira é uma nódoa que não sairá tão cedo, um momento de vergonha e capitulação que veio manchar uma Presidência até aqui pacífica, louvada e isenta de riscos. Mas, na primeira vez em que tinha de correr riscos políticos e assumir-se como representante primeiro da nação portuguesa, Cavaco Silva mostrou a massa de que é feito. E deixou muitas saudades de Presidentes com coragem e capazes de distinguir aquilo que, às vezes, é essencial e de que não há forma de fugir. Tivemos dois desses: Eanes e Mário Soares. Cavaco não tem esse instinto democrático inato: é um democrata por educação, não por natureza. Já o sabíamos, mas foi penoso ter de o recordar e logo a pretexto desta fantochada interminável e menor que é a longa chantagem de trinta anos que o dr. Jardim exerce sobre os órgãos de soberania e a política portuguesa.O que eu gostava que um Presidente da República do meu país fosse fazer à Madeira era que, em lugar de se juntar ao coro dos elogios à ‘obra’ do dr. Jardim, tivesse um elogio para os portugueses que, trabalhando e pagando impostos ao longo de trinta anos, contribuíram para que a ‘obra’ se fizesse e para que o dr. Jardim fosse sucessivamente reeleito à conta disso. Que tivesse a coragem de resgatar a dívida de gratidão que a Madeira tem para com Portugal e que tem sido paga pelo dr. Jardim com intermináveis insultos e provocações, como se fosse nosso dever pagar e calar em troca do privilégio de a Madeira continuar portuguesa. Gostava que o Presidente explicasse aos madeirenses que ser português não é o resultado de uma conta de merceeiro, em que se pesa o deve e o haver e em que se reivindicam todos os direitos e se exige isenção de todos os deveres. E que, a continuar por este caminho, chegará o dia em que os portugueses vão exigir, não a “autonomia sem limites” de que falava o infeliz Luís Filipe Menezes, mas sim a independência da Madeira: a independência declarada por Portugal, entenda-se; não a independência declarada pela Madeira. Que chegará o dia em que os portugueses se vão perguntar por que é que hão-de continuar a sustentar o poder, os negócios e o exibicionismo mediático daquelas figuras patibulares que esperavam Cavaco no aeroporto do Funchal. A mim, se me perguntarem se quero continuar a pagar impostos para sustentar esta ‘autonomia’ da Madeira, representada e usufruída por aquela gente, eu respondo já que não. Que vão à vida deles e que arranjem quem lhes pague as contas, porque a mim nunca me pagaram para ser português nem eu aceitaria.Cavaco Silva deveria ter mais cuidado, mais sensibilidade política e mais noção de Estado ao afirmar que “nenhum português contesta hoje a autonomia regional”. Qual autonomia: a que custa 60, a que custa 90 ou a que custa 120 milhões por ano?Eu faço parte de um grupo, só aparentemente minoritário, dos que não acham o dr. Alberto João Jardim “engraçadíssimo”. Não lhe acho mesmo piada nenhuma. Portugal já não é, felizmente, aquela tristíssima gente que vimos nas reportagens televisivas desta semana à espera da comitiva dos drs. Cavaco e Jardim. Aquilo é o Portugal no seu pior - inculto, ignaro, subserviente perante o poder, mendicante, reverente, alimentado a ‘sopas de cavalo cansado’ e vendendo o voto por um chafariz. E também não sou sensível àqueles supostos esgares de humor de Cavaco Silva, debitando banalidades grandiloquentes, quando desce ao ‘povo’, protegido por um eterno esquadrão de gorilas que jamais dispensa. Acho tudo aquilo uma fantochada, o Américo Tomás revisitado num país que eu desejo para sempre defunto e sepultado.Esta viagem de Cavaco à Madeira serviu para me explicar, se eu não soubesse já, a razão pela qual jamais votei ou votarei neste homem. Porque, ao contrário do que ele parece pensar, não é o cargo que está ao serviço dele, mas ele que deveria estar ao serviço do cargo. E não esteve.»

quinta-feira, abril 24, 2008

Comunicado com Argolinha

Santana Lopes, o menino, o guerreiro, o das várias pensões de reforma, a quem o Jardim chama mais "uma criatura", acaba de nos resurpreender: É candidato, contra todos os outros, à corrida à liderança do PPD-PSD.

Nota : O tal Marco António, de Gaia, já comenta este acontecimento como "indesejável"
Temos novela !

A Insustentável Leveza de ser democrata, mesmo !


Alberto João Jardim, o tal da insuperável dimensão democrática, acaba de nos explicar que só será candidato ...caso haja um consenso.

Para os mais distraídos: Que vai a eleições se lhe garantirem a vitória, antecipadamente, mesmo !
Isto para nosso divertimento, claro !

Partido Sem Desenvolvimento com Argolinha


São todos testemunhas de como tenho evitado comentar sofregamente a desmenorreia que a tudo avassala;

Não faltam testemunhos da minha frugalidade na "apreciação" dos mais candentes episódios com argolinha.

De tudo a que assistimos, incomodados, tenho dado pouca nota e nenhum comentário.

Faltam-me adjectivos onde me sobram espantos. Careço de palavras para tanto estoicismo:
São demasiados personagens para um só romance.
É como nas listas telefónicas: Falta-me o enredo.
Não desenvolvem !

O desemprego e a acumulação desmedida

Ângelo Correia, segundo o Absorto, carrega o fardo de pelo menos 14 empregos onde desenvolve, a par das sua permanentes comentações na TV, uma actividade extenuante, sem contar com a intrigalhada que se lhe reconhece...

Não seria já tempo de se limitar a meia dúzia os empregos possíveis, e a penalizar com impostos puros e duros esta desmedida afronta aos descamisados, de quem, aliás, ele se permite falar.
Não se pode fazer uma Lei sobre estes desmandos?
Acho que seria higiénico que todos os membros de direcção de orgãos políticos fossem não só obrigados a publicitar anualmente o que ganham, mas donde lhes vem.

Nota : Cônsul do Reino Hachemita da Jordânia ! ( Sempre tive as maiores dúvidas àcerca destes reinos criados pelo colonialismo inglês...)


EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL - ACTUAL
• Presidente do C.A. da Lusitaniagás-Compª do Gás do Centro, S.A.

• Presidente do C.A. da TEJO-Ambiente, S.A.
• Presidente da Comissão Executiva da Fomentinvest SGPS, S.A.
• Administrador da Fundação Ilidio Pinho
• Administrador da Compª de Seguros Global e Global Vida, S.A.
• Administrador da Ecoambiente
• Administrador da EcoProgresso
• Administrador da Compª Portuguesa de Higiene, S.A. (PHARMA)
• Consultor da Philips Portuguesa, S.A.
• Presidente da Assembleia Geral da Ferpinta SPPS
• Membro do Conselho Consultivo da Roland, Berger & Partner, Lda.
• Membro do Conselho Consultivo da DVH-FBO (Portugal)
• Presidente da Direcção da Câmara de Comércio e Industria Árabe Portuguesa
• Consul Honorário do Reino Hachemita da Jordânia em Portugal

Da Impunidade de que gozam alguns

Ana Gomes vai inquietar desta vez alguém no Ministério Público com estas denúncias ?

Ou no Banco de Portugal ?
Ou no Tribunal de Contas ?

Ou a Impunidade continua a grassar ( pode ser também graçar ! ) ??

terça-feira, abril 22, 2008

Capa e contra-capa

Ou o o disco riscado:
Diz a inefável TSF-on-line :

Carlos Carreiras critica actuação de Ferreira Leite à frente da distrital do PSD Lisboa

ÚLTIMAS NOTÍCIAS
• CARLOS CARREIRAS
Ferreira Leite «não engrandeceu» o PSD/Lisboa
Carlos Carreiras, o presidente da distrital do PSD de Lisboa, uma das maiores do país, não confia nas capacidades de liderança de Manuela Ferreira Leite e afirma, sem especificar, que quando a ex-ministra liderou a distrital gerou situações que «não engrandeceram» ninguém.
( 14:52 / 22 de Abril 08 )
Em declarações à TSF, Carlos Carreiras, o presidente da distrital do PSD de Lisboa, lança dúvidas sobre a capacidade de liderança de Manuela Ferreira Leite afirmando, sem especificar, que quando a ex-ministra esteve à frente da distrital de Lisboa gerou situações muito negativas.Embora não concretize as situações as quais se refere, Calos Carreira , diz que está à espera que ainda surjam mais candidaturas na corrida à sucessão de Menezes. «Não é por Ferreira Leite, mas pelas pessoas por quem está rodeada e o que ela permitiu acontecer internamente no PSD», critica o social-democrata, afirmando que «essas situações que se geraram não engrandecem nenhuma organização de homens e de mulheres».Carlos Carreira, apesar de dizer que Manuela Ferreira Leite deixou uma imagem muito negativa na passagem pela distrital de Lisboa, não quis concretizar à TSF que situação foi essa.Quanto a uma possível recandidatura de Luís Filipe Menezes, o presidente da distrital do PSD de Lisboa, uma das maiores do país, está convencido que Menezes «tem condições» para se apresentar de novo nas directas.

Digo eu : Credo !

Com a devida vénia : O Holocausto

Transcrevo daqui este excelente texto:

A História contada por burlões e traficantes
Excerto de "A Indústria do Holocausto" de Norman FinkelsteinReivindicar o carácter único do Holocausto é intelectualmente estéril e moralmente indigno e no entanto eles persistem em fazê-lo. Pergunta-se: porquê? Em primeiro lugar, porque um sofrimento que seja único confere direitos únicos. O mal inigualável do Holocausto, segundo Jacob Neusner, não só coloca os judeus numa posição à parte, como também lhes dá «um direito sobre os outros». Para Edward Alexander, o carácter único do Holocausto é um «capital moral»; os judeus devem «reivindicar a soberania» sobre «esta propriedade valiosa». [...] Este dogma também conferiu carta branca a Israel: como os não judeus estão sempre prontos a matar os judeus, estes têm todo o direito de se proteger, sempre que achem adequado. Qualquer expediente a que os judeus possam recorrer, mesmo a agressão e a tortura, constitui legítima autodefesa. Deplorando a «lição do Holocausto» do eterno ódio dos gentios, Boas Evron observa que «é realmente equivalente a uma paranóia deliberadamente construída. (...) Esta mentalidade (...) desculpa à partida qualquer tratamento desumano em relação aos não judeus, porque a mitologia que prevalece é a de que 'todos colaboraram com os nazis na destruição dos judeus' e portanto tudo é permitido aos judeus na sua relação com os outros povos.»
Parte do CAPÍTULO 2A HISTÓRIA CONTADA POR BURLÕES E TRAFICANTES
«A CONSCIÊNCIA do Holocausto» observa Boas Evron, «o respeitado escritor israelita, é na realidade «uma doutrinação oficial, propagandística, um chorrilho de chavões e uma perspectiva falsa do mundo, cujo verdadeiro objectivo não é de modo algum compreender o passado, mas manipular o presente.» Em si, o holocausto nazi não está ao serviço de nenhum desígnio político. Tanto pode gerar criticas como apoio à política israelita. Porém, refractada através de um prisma ideológico, «a memória do extermínio nazi» acabou por servir - nas palavras de Evron - «como um instrumento poderoso nas mãos da liderança israelita e dos judeus no estrangeiro». O holocausto nazi passou a ser o Holocausto.Dois dogmas centrais enquadram a ideia do Holocausto: 1) O Holocausto constitui um acontecimento histórico categoricamente único; 2) O Holocausto constitui o clímax de um ódio irracional e eterno dos não judeus pelos judeus. Nenhum destes dogmas esteve presente em qualquer discurso público antes da guerra de Junho de 1967; e, embora se tenham tornado as peças essenciais da literatura do Holocausto, eles não figuram sob forma alguma em nenhum trabalho científico sério sobre o holocausto nazi. Por outro lado, ambos os dogmas se apoiam em tradições arraigadas do judaísmo e do sionismo.Depois da Segunda Guerra Mundial, o holocausto nazi não era visto como um acontecimento exclusivamente respeitante aos judeus - e muito menos único, sob o ponto de vista histórico. Os meios judaicos americanos em especial esforçavam-se por colocá-lo num contexto universalista. No entanto, depois da guerra de Junho, a Solução Final nazi foi radicalmente reenquadrada. «A primeira e mais importante alegação a surgir da guerra de 1967 e a tomar-se emblemática do judaísmo americano», recorda Jacob Neusner, foi que «o Holocausto (...) foi único, sem paralelo na história humana». Num estudo esclarecedor, o historiador David Stannard ridiculariza «a pequena indústria dos hagiógrafos do Holocausto, que defendem o carácter único da experiência judaica com toda a energia e engenho dos zelotas ideológicos». Bem vistas as coisas, o dogma do carácter único não faz sentido.Ao nível mais básico, todos os acontecimentos históricos são únicos; quanto mais não seja por razões de tempo e lugar, e todos os acontecimentos históricos assumem características distintas, assim como características comuns a outros acontecimentos históricos. A anomalia do Holocausto é que o seu carácter único é considerado absolutamente decisivo. Que outro acontecimento histórico haverá, cabe perguntar, que seja essencialmente considerado em função da sua categoria única? Normalmente, as características distintivas do Holocausto são isoladas de forma a colocar-se o acontecimento numa categoria totalmente à parte. Nunca se toma claro, porém, por que razão os muitos aspectos comuns a outros acontecimentos devem ser vistos, comparativamente, como triviais.Todos os que escrevem sobre o Holocausto afirmam que é único, mas poucos ou nenhum explicam porquê. Sempre que alguém refuta empiricamente um argumento a favor do seu carácter único, logo surge novo argumento contrário. Os resultados, segundo Jean-Michel Chaumont, são uma multiplicidade de argumentos em conflito uns com os outros e anulando-se entre si: «O conhecimento não se acumula. Pelo contrário, para reforçar um argumento anterior, volta-se sempre ao zero.» Por outras palavras: o carácter único é um dado adquirido na ideia do Holocausto a tarefa definida é prová-lo, já que negá-lo equivale a negar o Holocausto. Talvez o problema esteja na premissa e não na prova. Mesmo que o Holocausto fosse único, que importância teria isso? De que forma alteraria a nossa compreensão sabermos que o holocausto nazi não foi a primeira, mas a quarta ou quinta catástrofe numa série de outras catástrofes comparáveis?A aquisição mais recente na corrida ao carácter único do Holocausto é o livro de Steven Katz - The Holocaust in Historical Context. Citando cerca de 5000 títulos no primeiro volume dos três que estão projectados para este estudo, Katz analisa toda a história humana para provar que «o Holocausto é fenomenologicamente único porque nunca antes nenhum Estado tinha decidido, quer em termos de intenções, quer como política realizada, aniquilar fisicamente todos os homens, mulheres e crianças pertencentes a determinado povo». Clarificando a sua tese, Katz explica: [...] «Um acontecimento histórico com características distintas é um acontecimento histórico distinto». Para evitar confusões, Katz insiste na explicação, dizendo que usa o termo fenomenologicamente «num sentido não-husserliano, não-shutzeano, não-scheleriano, não-heideggeriano, não-merleau-pontyano». Tradução: A tarefa de Katz é um disparate fenomena1. Mesmo que a tese central de Katz fosse comprovada, coisa que não acontece, isso apenas demonstraria que o Holocausto tinha em si características distintas. O contrário seria de admirar. Chaumont depreende que o estudo de Katz é na realidade «ideologia» mascarada de «ciência.Pouca diferença separa a afirmação do carácter único do Holocausto do argumento segundo o qual. o Holocausto não pode ser apreendido racionalmente. Se o Holocausto não tem precedentes na história, coloca-se acima dela e portanto não é possível a história compreendê-lo. O Holocausto é único por ser inexplicável e é inexplicável porque é único.Classificada por Novick como a «sacralização do Holocausto», esta mistificação é regularmente alimentada por Elie Wiesel. Para este autor, observa Novick com razão, o Holocausto é efectivamente uma religião do «mistério». Por conseguinte, Wiesel apregoa que. o Holocausto «conduz ao obscuro», «nega todas as respostas», «situa-se fora da história, e está mesmo para além dela», «é refractário ao conhecimento e à descrição», «não pode ser explicado nem visualizado», «nunca poderá ser entendido ou transmitido», assinala uma «destruição da história» e uma «mutação à escala cósmica». Só o sobrevivente-sacerdote (leia-se: só Wiesel) está apto a vislumbrar o seu mistério. E no entanto, o mistério do Holocausto, confessa Wiesel, «não é comunicável»; «Nem sequer podemos falar sobre ele». Assim, pela quantia habitual de 25.000 dólares (além da limusina com motorista), Wiesel explica nas suas conferências que o «segredo» da verdade de Auschwitz «reside no silêncio».A compreensão racional do Holocausto equivale, nesta perspectiva, a negá-lo. Porque a racionalidade leva-nos a negar o carácter único e o mistério do Holocausto. E comparar o Holocausto com os sofrimentos de outros povos constitui, para Wiesel, uma «traição total à história judaica». Há anos, um jornal nova-iorquino parodiava em parangonas: «Michael Jackson e 60 milhões de outras vítimas morrem num holocausto nuclear». A página das cartas de leitores reproduzia um protesto indignado de Wiesel: «Como ousam classificar de Holocausto algo que aconteceu ontem? Só houve um Holocausto (...). Nas suas memórias, Wiesel, provando que a realidade pode superar a ficção, censura Shimon Peres por este se referir «sem hesitação aos "dois holocaustos" do século xx: Auschwitz e Hiroxima. Não o devia fazer.» Um dos chavões preferidos de Wiesel afirma que «a universalidade do Holocausto reside no seu carácter único». Mas se é incomparavelmente e incompreensivelmente único, como poderá ter uma dimensão universal?O debate sobre o carácter único do Holocausto é estéril. O certo é que a reivindicação desse carácter único acabou por constituir uma forma de «terrorismo intelectual» (Chaumont). Os que recorrem aos métodos comparativos normais na investigação académica têm de começar por tomar mil e uma precauções para não serem acusados de «banalizar o Holocausto».Um corolário da afirmação do carácter único do Holocausto é que constituiu um mal único. Por mais terríveis que sejam os sofrimentos dos outros não se lhe podem igualar. Os que defendem o carácter único do Holocausto recusam em geral esta implicação, mas os seus protestos não convencem ninguém.Reivindicar o carácter único do Holocausto é intelectualmente estéril e moralmente indigno e no entanto eles persistem em fazê-lo. Pergunta-se: porquê? Em primeiro lugar, porque um sofrimento que seja único confere direitos únicos. O mal inigualável do Holocausto, segundo Jacob Neusner, não só coloca os judeus numa posição à parte, como também lhes dá «um direito sobre os outros». Para Edward Alexander, o carácter único do Holocausto é um «capital moral»; os judeus devem «reivindicar a soberania» sobre «esta propriedade valiosa».Com efeito, o carácter único do Holocausto – esta «reivindicação» em relação aos outros, este «capital moral» - representa para Israel um álibi precioso. «A singularidade dos sofrimentos dos judeus», afirma o historiador Peter Baldwin, «reforça as reivindicações morais e emocionais que Israel pode chamar a si (...) perante as outras nações.» Assim, segundo Nathan Glazer, o Holocausto, que apontava para o «peculiar carácter distintivo dos judeus», deu-lhes «o direito de se considerarem especialmente ameaçados e especialmente dignos de todos os esforços no sentido da sua sobrevivência.». Para citar um exemplo típico, todos os relatos sobre a decisão de Israel de desenvolver armas nucleares evocam o espectro do Holocausto. Como se, a não ser assim, Israel não tivesse recorrido ao nuclear!Há ainda outro factor. A reivindicação do carácter único do Holocausto é uma reivindicação do carácter único dos judeus. O que tomou o Holocausto único não foram os sofrimentos dos judeus mas o facto de os judeus sofrerem. Ou: o Holocausto é especial porque os judeus são especiais. Por isso, Ismar Schorsch, chanceler do Seminário Teológico Judaico, ridiculariza a reivindicação do carácter único do Holocausto como «uma versão secular de mau gosto sobre a Eleição». Elie Wiesel não é tão veemente sobre a singularidade dos judeus como sobre a do Holocausto. «Tudo em nós é diferente.» Os judeus são «ontologicamente» excepcionais. Ponto culminante de um ódio milenar dos gentios em relação aos judeus, o Holocausto não só atestou o sofrimento único dos judeus, como o seu carácter único.Durante a Segunda Guerra Mundial e depois dela, relata Novick, «quase ninguém no seio do governo [americano] - e praticamente ninguém fora dele, judeu ou não - teria compreendido que se falasse do "abandono dos judeus"». Deu-se o contrário depois de Junho de 1967. «O silêncio do mundo», a «indiferença do mundo», o «abandono dos judeus»; estes termos tornaram-se recorrentes no «discurso do Holocausto».Recuperando um preceito sionista, o sistema do Holocausto apresenta a Solução Final de Hitler como o clímax de um ódio milenar dos não judeus contra os judeus. Estes pereceram porque os gentios, quer fossem criminosos, quer colaboradores passivos, os queriam mortos. «O mundo livre e "civilizado"», segundo Wiesel, entregou os judeus «ao carrasco. Havia os que matavam - os homicidas - e havia os que ficaram em silêncio». As provas históricas de um impulso assassino dos não judeus são nulas. O esforço ingente de Daniel Goldhagen para provar uma variante desta alegação em Hitler's Willing Executioners pouco mais foi do que cómico. No entanto, a sua utilidade política é considerável. Por sinal, note-se que na realidade a teoria do «anti-semitismo eterno» leva água ao moinho do anti-semitismo. Como afirma Acendt em The Origins of Totalitarianism, «é um dado adquirido que esta doutrina foi adoptada pelos anti-semitas convictos; dá-lhes o melhor álibi possível para todos os horrores. É verdade que a humanidade tem insistido, há mais de 2000 anos, em matar judeus, pelo que as matanças dos ditos são uma ocupação normal, e até humana, e o ódio aos judeus é justificado sem necessidade de argumentos. O aspecto mais surpreendente desta explicação é que tem sido adoptada por muitos historiadores imparciais e por um número ainda maior de judeus.»Adoptado pela indústria do Holocausto, o dogma sobre o ódio eterno dos não judeus tem servido para justificar a necessidade de um Estado judaico e para explicar a hostilidade em relação a Israel. O Estado judaico é a única salvaguarda contra o próximo (inevitável) surto de anti-semitismo homicida; inversamente, o anti-semitismo homicida está por trás de todos os ataques e até das manobras defensivas contra o Estado judaico. Para explicar as criticas a Israel, a ficcionista Cynthia Ozick tem uma resposta pronta: «O mundo quer erradicar os judeus. (...) O mundo sempre quis erradicar os judeus.» Se todo o mundo quer a morte dos judeus, realmente é de admirar estarem ainda vivos - e, ao contrário de grande parte da humanidade, não propriamente a morrer de fome.Este dogma também conferiu carta branca a Israel: como os não judeus estão sempre prontos a matar os judeus, estes têm todo o direito de se proteger, sempre que achem adequado. Qualquer expediente a que os judeus possam recorrer, mesmo a agressão e a tortura, constitui legítima autodefesa. Deplorando a «lição do Holocausto» do eterno ódio dos gentios, Boas Evron observa que «é realmente equivalente a uma paranóia deliberadamente construída. (...) Esta mentalidade (...) desculpa à partida qualquer tratamento desumano em relação aos não judeus, porque a mitologia que prevalece é a de que 'todos colaboraram com os nazis na destruição dos judeus' e portanto tudo é permitido aos judeus na sua relação com os outros povos.»No sistema do Holocausto, não só é impossível erradicar o anti-semitismo dos gentios, como ele é sempre irracional. Goldhagen, indo mais longe que os sionistas clássicos, sem falar dos dados científicos correntes, apresenta um anti-semitismo «que nada tem a ver com os judeus reais», «não constituindo fundamentalmente uma reacção a qualquer avaliação objectiva dos actos dos judeus» e «independente da natureza e actos dos judeus». Uma patologia mental dos gentios, cujo «domínio» é «o espírito». Impelidos por «argumentos irracionais», os anti-semitas, segundo Wiesel, «ressentem-se da simples existência dos judeus.» Como nota ironicamente o sociólogo John Murray Cuddihy, «não só o que os judeus fazem ou não fazem não tem nada a ver com o anti-semitismo, como qualquer tentativa de explicar o anti-semitismo através de qualquer responsabilidade dos judeus é em si um exemplo de anti-semitismo». Não se defende, como é evidente, que o anti-semitismo seja aceitável, nem se atribui aos judeus a culpa pelos crimes de que foram alvo, mas o anti-semitismo desenvolve-se num contexto histórico específico, com todo um jogo de interesses cruzados. «Uma minoria talentosa, bem organizada e bastante bem sucedida pode suscitar conflitos derivados de tensões objectivas entre grupos», salienta Ismar Schorsch, embora esses conflitos estejam «às vezes envoltos em estereótipos anti-semíticos.»A essência irracional do anti-semitismo gentio infere-se indutivamente da essência irracional do Holocausto. A Solução Final de Hitler carecia simplesmente de racionalidade - era «o mal pelo mal», a matança em massa «sem objectivos»; marcou o culminar do anti-semitismo gentio; portanto o anti-semitismo gentio é essencialmente irracional. Tomadas separadamente ou em conjunto, estas proposições não resistem ao exame mais superficial. No entanto, politicamente o argumento é muito útil.Ao conferir inocência total aos judeus, o dogma do Holocausto iliba Israel e os judeus americanos de qualquer censura legítima. A hostilidade árabe, a hostilidade afro-americana, «não são fundamentahnente uma reacção a qualquer avaliação objectiva dos actos dos judeus» (Goldhagen). Considere-se o que diz Wiesel sobre as perseguições aos judeus: «Durante dois mil anos (...) sempre fomos ameaçados. (...) Porquê? Por coisa nenhuma.» Sobre a hostilidade árabe contra Israel: «Por sermos o que somos e por aquilo que a nossa pátria de Israel representa - o cerne das nossas vidas, o sonho dos nossos sonhos - quando os nossos inimigos tentam destruir-nos, fazem-no tentando destruir Israel.» Sobre a hostilidade dos negros em relação aos judeus americanos: «Os que se inspiram em nós não nos agradecem, antes nos atacam. Estamos numa situação muito difícil. Voltamos a ser bodes expiatórios de todos os outros. (...)Ajudámos os negros; sempre os ajudámos. (...) Tenho pena deles. Deviam aprender uma coisa connosco: gratidão. Nenhum povo no mundo conhece a gratidão tanto como nós; sempre fomos gratos.» Sempre castigados, sempre inocentes: é este o fardo dos judeus.O dogma sobre o ódio eterno dos gentios também justifica o dogma complementar do carácter único do Holocausto. Se o Holocausto marcou o clímax de um ódio milenar dos gentios aos judeus, a perseguição aos não judeus no Holocausto foi simplesmente acidental e meramente episódica, em termos históricos. Portanto, de todos os pontos de vista, os sofrimentos dos judeus durante o Holocausto foram únicos.Finalmente, os sofrimentos dos judeus foram únicos porque os judeus são únicos. O Holocausto foi único porque não foi racional. Em última análise, na sua origem esteve uma paixão irracional, quase inumana. O mundo gentio odiava os judeus por inveja, despeito: ressentimento. O anti-semitismo, segundo Nathan e Ruth Ann Perlmutter, resultou da «inveja e ressentimento dos não judeus por os judeus rivalizarem com os cristãos no mercado. (...) Os gentios, numerosos e menos competentes, invejavam os judeus, que eram em menor número e mais capazes.» Ainda que negativamente, o Holocausto confirmava pois que os judeus eram os eleitos. Por serem melhores, ou mais bem sucedidos, os judeus foram alvo da ira dos não judeus, que acabaram por massacrá-los.Num aparte breve, Novick pergunta-se: «O que seria o discurso sobre o Holocausto na América» se Elie Wiesel não fosse o seu «principal intérprete»? A resposta não é difícil: antes de Junho de 1967 a mensagem universalista de Bruno Bettelheim, sobrevivente dos campos de concentração, encontrava eco junto dos judeus americanos. Depois da guerra de Junho foi preterida em favor de Wiesel. A importância de Wiesel está em função da sua utilidade ideológica. O carácter único dos sofrimentos dos judeus/o carácter único dos judeus, a culpa permanente dos gentios/a inocência dos judeus, a defesa incondicional de Israel/a defesa dos interesses judaicos. Elie Wiesel é o Holocausto.

segunda-feira, abril 21, 2008

Para acabar de vez com os soluços !

Como naqueles filmes a preto e branco, onde os actores maus se distinguiam dos bons caracteres, pela profundidade e escuridão das olheiras e pelo andar cambaleante, assim a SIC acaba de prevenir urbit et orbi que M.F.Leite se prepara para anunciar a sua corrida à liderança do psd ( ex-ppd-psd para os mais distraídos).
A mãe do deficit renasce das cinzas e é atirada de novo ao lume. Quer queira, quer não! Tem de ser ela. Apesar das olheiras.
É já apregoada como se duma D. Sebastiona se tratasse. Ou ela ou o Inferno !
Enredo absolutamente medonho, em todo o caso, para uma longa lista de figurantes que estavam em palco a aproveitar o sol. Baixo é certo , mas todavia sol ! Para estes, a confirmar-se o cenário, vão ser apenas pragas do Egipto em vez do mel e do leite ( fora o trocadilho, está bem de ver !)
Mas, para nós os tais que pagamos impostos, parece ser hora de apertar bem a bolsa que a donzela é farta de maneiras para no-lo gastar.
Já tínhamos o pai do monstro no poleiro de cima. Faltava agora a responsável pelos desmandos efectivos no domínio das Finanças e da Educação ( lembram-se ?)
Um susto ! Pum !

O frio aço pelas costas

Ainda o rei era vivo e ameaçava os putativos coroáveis com a prorrogação de reinado já o aço frio percorria as costas dos menos avisados e dos corredores de menor fôlego.
Melhor ainda, como na época do cio, os machos marcam o terreno:
O vice-presidente da bancada, em tão boa hora encabeçada por Santana Lopes, discreto apoiante de Menezes mas, entretanto, na sombra duma amnésia generalizada, Patinha Antão acaba de mandar às malvas a fidelidade ao chefe directo, e à outra banda "il capo de tuti capi", o enjoado Menezes.
Aço frio e de dois gumes. Zás, zás !
Patinha Antão, então ?

Diz-me com quem andas...


sexta-feira, abril 18, 2008

De ex-Lider a D. Sebastião ?

Ou o efeito boomerang, espera ele. Será?
Para já demitiu-se estrondosamente.
A ver vamos se se recandidata ou não.

E o mau tempo deu nisto

Mau Tempo: Maioria dos distritos com aviso Laranja
Quase todos os distritos de Portugal continental e o arquipélago da Madeira estão hoje com aviso Laranja, atendendo à continuação da chuva, vento e ondulação fortes, segundo o Instituto de Meteorologia (IM).

...a previsão que fiz foi só de um Tsunamizito...