Eu não disse que a direita e a esquerda iam implorar que o PS e o governo impusessem a ordem?
No Abrupto, o JPP revolta-se, e exige bordoada:
"Está toda a gente a fazer de conta, a começar pelo governo, que não existe hoje um grave problema de ordem pública em Portugal. Tudo na paralisação das empresas de camionagem é ilegal e ninguém quer saber. Impedir a circulação e bloquear estradas é ilegal, organizar piquetes que impedem com violência os camiões de passar é ilegal, e tudo isto é feito diante dos olhos dos agentes da GNR que passivamente assistem não se sabe bem para quê. Presumo que terão instruções para não prenderem ninguém, para não irem ver de onde vieram as pedradas, para garantir a passagem de quem quer passar e são bastantes os que o desejam fazer. Eu sei que no governo estão os que foram para a Ponte 25 de Abril incitar ao bloqueio e participar nele, mas deixar que o império da força se instale nas ruas e estradas paga-se muito caro. Os sinais que estão a ser dados são todos de fraqueza do estado e da lei."
Directamente da presidente do PSD vem esta pérola:
"PSD pede ao Governo que seja sensível e procure entendimento com sector transportes
O PSD apelou hoje ao Governo para que seja sensível às dificuldades do sector dos transportes e procure chegar a um acordo que minimize os efeitos do aumento dos preços dos combustíveis, que levou à paralisação de milhares de camionistas no país desde esta madrugada.
O deputado social-democrata Jorge Costa fez, “em nome da presidente do PSD”, Manuela Ferreira Leite, “um apelo ao Governo para que seja sensível às dificuldades do sector e abandone uma atitude mais arrogante, mais sobranceira, de assobiar para o ar”. ( in Blasfémias)
ou, do Rodrigo Moita de Deus, do 31 da Armada estoutra:
"nostalgia
- é estranho ver estas guerras entre camionistas e governo sem encontrar os irmãos Pinto.
publicado por Rodrigo Moita de Deus "
e ainda, do Tomar Partido, ganhamos esta:
"A DEMISSÃO DO ESTADO
Depois das repetidas violações da lei a que o país, atónito, tem assistido nos últimos dias, que culminaram no bloqueio do camionistão, acaba de acontecer o que ninguém queria, mas muitos ajudaram a provocar. Um homem que participava no piquete de camionistas em protesto contra o aumento dos combustíveis na zona de Zibreira, concelho de Alcanena, foi hoje atropelado mortalmente por um camião que tentava furar o bloqueio. O Governo, onde pontificam apoiantes e activistas do bloqueio da ponte nos dias de agonia do cavaquismo, demitiu-se de garantir a ordem pública. O resultado aí está."
Já se esqueceram das manifs arruaceiras organizadas pela CGTP ( esquerda e direita, tudo junto, contra as reformas do governo) ????
Pois ainda hoje foram a Viana soltar uns insultos à passagem do 1º Ministro que trabalha para eles, dias santos e feriados!
Pode ser que um dia percebam. Tenho as minhas dúvidas, dado o carácter dos envolvidos...
O que todos querem é mesmo a revanche do buzinão da ponte quando do Cavaco !
O interesse dos portugueses? de Portugal? O que é isso? uma raça?
terça-feira, junho 10, 2008
segunda-feira, junho 09, 2008
? DIA DA RAÇA ?
Cavaco Silva tem-nos mimoseado ao longo seu mandato com um fartote de conselhos retirados do baú dos lugares comuns e das banalidades bíblicas.
Hoje, ao meio do nada que tinha para dizer sobre a crise profunda que atinge a nossa frágil economia, e como prova da sua pouquíssima cultura democrática - de que muitos de nós andávamos saudosos - veio acordar-nos da pior maneira:
- Hoje não falo senão de amanhã, o Dia da Raça
A frase em si é já um bico-de-obra. A construção da ideia já releva do muito que podemos esperar do seu arguto raciocínio.
Agora, a alembradura, ao melhor estilo de acto-falhado, referindo o Dia de Portugal como o Dia da Raça (do Fascismo e do Colonialismo ) sublinha toda a falta de sensibilidade que possui para o desempenho daquelas funções e a completa ausência de passado de luta anti-fascista e democrática, que sabíamos ele não ter, é certo, mas esperávamos que disfarçasse!
Digamos que está à altura das suas tradições governativas como 1º Ministro...do PSD!
Hoje, ao meio do nada que tinha para dizer sobre a crise profunda que atinge a nossa frágil economia, e como prova da sua pouquíssima cultura democrática - de que muitos de nós andávamos saudosos - veio acordar-nos da pior maneira:
- Hoje não falo senão de amanhã, o Dia da Raça
A frase em si é já um bico-de-obra. A construção da ideia já releva do muito que podemos esperar do seu arguto raciocínio.
Agora, a alembradura, ao melhor estilo de acto-falhado, referindo o Dia de Portugal como o Dia da Raça (do Fascismo e do Colonialismo ) sublinha toda a falta de sensibilidade que possui para o desempenho daquelas funções e a completa ausência de passado de luta anti-fascista e democrática, que sabíamos ele não ter, é certo, mas esperávamos que disfarçasse!
Digamos que está à altura das suas tradições governativas como 1º Ministro...do PSD!
Um Casino chamado PSL
??Então não é que a PGR acha que houve mesmo tramoia e que o governo de PSL fez uma Lei, à medida, para favorecer a Estoril-Sol...??
Aqui.
E agora? Não vai ninguém ser incomodado?
E o PSD, mais a sua impoluta dirigente o que diz? Faz-se justiça ou faz-se de conta?
Aqui.
E agora? Não vai ninguém ser incomodado?
E o PSD, mais a sua impoluta dirigente o que diz? Faz-se justiça ou faz-se de conta?
Então agora o que diz a oposição?

Agora que os armadores usaram os pescadores par ase manifestarem;
Já que os pescadores usados pelos armadores, chegaram a roupa ao pelo da polícia e destruiram o pescado em armazém;
Agora que os donos dos camiões usaram da força para impedir a circulação livre dos que vivem do seu trabalho;
Agora que o lock-out se declara e se manifesta abertamente;
O que faz a direita populista?
- Chama pela polícia para abrir portões das lotas e dos frigoríficos ?
- Pede que se cumpra a Lei e se prendam os prevaricadores?
Não, a direita populista apela ao diálogo, o PR gagueja umas mínimas sobre a solidariedade e por fim ambos acham que tem que haver equilíbrio e bon senso da parte do governo!
E a esquerda, o que faz a esquerda?
- Condena o lock-out ?
- Pede medidas para que a liberdade de trabalhar e de circular seja aplicada em todas as estradas, aldeias, vilas e cidades?
- Diz uma palavra sobre o momento difícil que o País está a atravessar, qq que fosse o governo ?
Não, a esquerda comporta-se igualzinha à direita, talvez até com menos vergonha e nenhum pudor:
Ataca o governo, usa das dificuldades internas do PS para atacar o governo, organiza manifs e espera que o País lhe seja servido no prato, em fartas doses regadas a muito fel. E, nada diz sobre o cumprimento da lei e da ordem.
O PS está a gerir esta crise sabiamente: De futuro, quando estes cavalheiros da péssima figura, se levantarem na AR contra a ASAE, a PSP, a GNR, vai-lhes ser perguntado onde andavam quando destas malfeitorias e o que fizeram com elas!!
Estes são os políticos que Eça de Queiroz dizia que tinham de ser daitados fora, pela mesma razão que se mudam as fraldas ás crianças...Com regularidade...
Alcochete - Aeroporto - Turismo - Combustíveis
Ainda sobre o futuro aeroporto, não seria aconselhável uma nova e desapaixonada discussão sobre a sua viabilidade económica face aos cenários de crise permanente e generalizada no mercado/preços dos combustíveis?
Já estão estudados os cenários da exploração dessa infraestrutura com o petróleo a 200 ou a 250 US$ por barril?
A negação dos países da OPEP de aumentarem a sua produção, corresponde ou não a um verdadeiro racionamento mundial por via da oferta, e por via da pressão dos preços?
A menos que aconteçam vários e muito improváveis milagres, podemos estar diante de um novo paradigma quanto às viagens de negócios e, o que será pior, quanto ao turismo.
A aposta no TGV para ligação à Espanha e Europa, parece ser uma decisão acertada e que pode continuar a trazer turismo a Portugal de forma sustentada. Já o novo Aeroporto tem que ser reavaliado quanto à sua rentabilidade.
Já estão estudados os cenários da exploração dessa infraestrutura com o petróleo a 200 ou a 250 US$ por barril?
A negação dos países da OPEP de aumentarem a sua produção, corresponde ou não a um verdadeiro racionamento mundial por via da oferta, e por via da pressão dos preços?
A menos que aconteçam vários e muito improváveis milagres, podemos estar diante de um novo paradigma quanto às viagens de negócios e, o que será pior, quanto ao turismo.
A aposta no TGV para ligação à Espanha e Europa, parece ser uma decisão acertada e que pode continuar a trazer turismo a Portugal de forma sustentada. Já o novo Aeroporto tem que ser reavaliado quanto à sua rentabilidade.
sexta-feira, junho 06, 2008
Crise. Qual crise?
Já estão esgotados os 75.000 bilhetes para o concerto da Madona lá para Setembro.
A 60€, cada, dá a linda somade 4,5 milhões.
O Rock in Rio vendeu nestes 5 dias 354.000, a 30€, prefaz a modesta soma de 10,62 milhões...
Santa paciência!
A 60€, cada, dá a linda somade 4,5 milhões.
O Rock in Rio vendeu nestes 5 dias 354.000, a 30€, prefaz a modesta soma de 10,62 milhões...
Santa paciência!
O Jumento#links
Não posso estar mais de acordo. Pena é que o nível dos comentários releve da ausência de racionalidade e de nacional bota-abaixismo militante.
Nunca se tratam de marcar as prioridades. É tudo ou nada. E já para amanhã.
O Jumento#links
Nunca se tratam de marcar as prioridades. É tudo ou nada. E já para amanhã.
O Jumento#links
quinta-feira, junho 05, 2008
A mentira como arma
Manuel Alegre deve andar de cabeça perdida e em busca de protagonismo que lhe escapa por entre os ataques que profere:
De tal forma, que deixou de participar na Comissão Política do PS e das reuniões do grupo parlamentar.
Realmente é mentira que não haja debate interno no PS. Ele é que se julga acima desse debate. Não vai lá nem participa.
E mantém o seu gráu de Vice-presidente da AR por nomeação do mesmo PS.
Se a isto juntarmos que foi aos Açores, na comitiva de militantes que ia participar nas Jornadas do PS... não para participar delas, mas para ir a um lançamento de um livro, patrocinado pelo Governo Regional dos Açores... ( quer dizer, pago por nós contribuintes...), não considera isto mais uma golpada oportunista e de baixa ética republicana ?
Ou já não repara na triste figura que anda a fazer e que permite à esquerdalhada de serviço juntar uma pujante barriga aos pequenos cérebros em parada ?
De tal forma, que deixou de participar na Comissão Política do PS e das reuniões do grupo parlamentar.
Realmente é mentira que não haja debate interno no PS. Ele é que se julga acima desse debate. Não vai lá nem participa.
E mantém o seu gráu de Vice-presidente da AR por nomeação do mesmo PS.
Se a isto juntarmos que foi aos Açores, na comitiva de militantes que ia participar nas Jornadas do PS... não para participar delas, mas para ir a um lançamento de um livro, patrocinado pelo Governo Regional dos Açores... ( quer dizer, pago por nós contribuintes...), não considera isto mais uma golpada oportunista e de baixa ética republicana ?
Ou já não repara na triste figura que anda a fazer e que permite à esquerdalhada de serviço juntar uma pujante barriga aos pequenos cérebros em parada ?
Oportunidade de MFL

Hoje, quando da apresentação da moção de censura ao governo, por parte do CDS, o PSD de MFL tem uma oportunidade de ouro de se desmarcar duma oposição sem critério e oportunista e de deixar o CDS a falar no deserto, provavelmente com um PC entalado com a coincidente manif que organizou através da CGTP, e sem qq margem de manobra...
Basta colocar-se à margem da derrota da moção e abster-se na votação.
Seria um golpe de mestre.
Caso vote a favor da moção do CDS, está a engordar a cobra que a morderá numa primeira esquina da vida...
quarta-feira, junho 04, 2008
E deu também mais isto. Vai boa a colheita!
Não costumo estar de acordo com o estilo e o voluntarismo de Ana Gomes.
Hoje dou a mão à palmatória e só posso aplaudir o seu poste na Causa Nossa, que copio:
"E negócios à direita
O rol é extenso. Mais ainda, se falarmos dos negócios pouco socialistas, feitos por certos socialistas, por debaixo da mesa ou nos bastidores.Basta atentar no relato da revista SÁBADO, na última edição, de 29 de Maio, no artigo “Como Portas tentou ir para os EUA”, elaborado com base nas escutas telefónicas efectuadas às conversas de Abel Pinheiro, no quadro do processo judicial Portucale.Trata-se do favor que o socialista Dr. José Lamego se prestou a prestar a Paulo Portas, quando este se viu desempregado do Governo, em 2005. O objectivo era arranjar-lhe uma sinecura transitória na Universidade de Georgetown, nos EUA.O Dr. José Lamego confirmou à SÁBADO: “era uma questão política e pessoal”.Seria, mas as cunhas americanas do inefável socialista eram fracotas e não funcionaram: o Dr. Portas, em vez de se refastelar nos EUA, não teve outro remédio senão refugiar-se na AR .Confesso que não conhecia a Paulo Portas esta faceta de “anjinho”: há muito que dava para perceber que as conexões americanas do Prof. Lamego eram tão eficazes como as do vidente Prof. Bambo. Pois não é verdade que já não tinham funcionado para o próprio Dr. Lamego, quando em 2003 anunciou ir para o Iraque como membro do CPA (o governo provisório da coligação ocupante), e afinal se limitou a conseguir um marginal cargo de “Advisor” da CPA? E para isso foi preciso que o insaciável PM Durão Barroso, mai-lo seu incontrolável MNE Martins da Cunha, tivessem de pedinchar que se fartaram ao Departamento de Estado. E só conseguiram a migalhinha do lugar de “Advisor” – já servia para o Governo PSD-CDS e o inefável Dr. Lamego tentarem fazer ferro à direcção Ferro do PS! - em troca de Portugal desistir, em favor dos EUA, de uma candidatura ao Conselho Executivo da UNESCO, que há anos vinha sendo preparada.Os fretes e a graxa a Rumsfeld não valeram a Paulo Portas tudo o que esperaria, além da medalhita (e do mais que se apurar nas investigações judiciais em curso, ao Portucale e aos submarinos....). Achou-se tão descalço, tão desvalido, tão desesperado, que até se confiou à vidência transantlântica do Prof. Lamego...Escuso de dizer que não me surpreendeu a cumplicidade Portas-Lamego, mesmo por interposição do omnipresente Abel. Mas o relato da SÁBADO demonstra como estão mesmo bem um para o outro, estes comparsas!.....
[Publicado por AG] [3.6.08]
Hoje dou a mão à palmatória e só posso aplaudir o seu poste na Causa Nossa, que copio:
"E negócios à direita
O rol é extenso. Mais ainda, se falarmos dos negócios pouco socialistas, feitos por certos socialistas, por debaixo da mesa ou nos bastidores.Basta atentar no relato da revista SÁBADO, na última edição, de 29 de Maio, no artigo “Como Portas tentou ir para os EUA”, elaborado com base nas escutas telefónicas efectuadas às conversas de Abel Pinheiro, no quadro do processo judicial Portucale.Trata-se do favor que o socialista Dr. José Lamego se prestou a prestar a Paulo Portas, quando este se viu desempregado do Governo, em 2005. O objectivo era arranjar-lhe uma sinecura transitória na Universidade de Georgetown, nos EUA.O Dr. José Lamego confirmou à SÁBADO: “era uma questão política e pessoal”.Seria, mas as cunhas americanas do inefável socialista eram fracotas e não funcionaram: o Dr. Portas, em vez de se refastelar nos EUA, não teve outro remédio senão refugiar-se na AR .Confesso que não conhecia a Paulo Portas esta faceta de “anjinho”: há muito que dava para perceber que as conexões americanas do Prof. Lamego eram tão eficazes como as do vidente Prof. Bambo. Pois não é verdade que já não tinham funcionado para o próprio Dr. Lamego, quando em 2003 anunciou ir para o Iraque como membro do CPA (o governo provisório da coligação ocupante), e afinal se limitou a conseguir um marginal cargo de “Advisor” da CPA? E para isso foi preciso que o insaciável PM Durão Barroso, mai-lo seu incontrolável MNE Martins da Cunha, tivessem de pedinchar que se fartaram ao Departamento de Estado. E só conseguiram a migalhinha do lugar de “Advisor” – já servia para o Governo PSD-CDS e o inefável Dr. Lamego tentarem fazer ferro à direcção Ferro do PS! - em troca de Portugal desistir, em favor dos EUA, de uma candidatura ao Conselho Executivo da UNESCO, que há anos vinha sendo preparada.Os fretes e a graxa a Rumsfeld não valeram a Paulo Portas tudo o que esperaria, além da medalhita (e do mais que se apurar nas investigações judiciais em curso, ao Portucale e aos submarinos....). Achou-se tão descalço, tão desvalido, tão desesperado, que até se confiou à vidência transantlântica do Prof. Lamego...Escuso de dizer que não me surpreendeu a cumplicidade Portas-Lamego, mesmo por interposição do omnipresente Abel. Mas o relato da SÁBADO demonstra como estão mesmo bem um para o outro, estes comparsas!.....
[Publicado por AG] [3.6.08]
O melhor que o dia deu
• de Rui Ramos,
Uma página para a frente, duas para trás (Público de hoje):
“Há quem, como tratamento, recomende ao PSD a adopção urgente da fórmula política que anima as direitas europeias mais bem sucedidas: o PSD devia transformar-se num partido para os liberais e conservadores que estão à direita do PS. É uma óptima ideia, que só tem este problema: o PSD já é um partido de direita, para liberais e conservadores. Como votou a maioria dos deputados do PSD no caso da lei do aborto? Como teria votado a maioria dos conservadores. O que dizem os líderes do PSD sobre o papel do Estado? O que os liberais costumam dizer. E onde se situam os eleitores do PSD, quando sondados acerca da sua posição no leque político que vai da direita à esquerda? Segundo um estudo recente, muito mais à direita do que os do CDS.”•
ou, de
Vital Moreira,
Manter o rumo, na tempestade :
«(…) Concluído o essencial das inóspitas reformas do sector público e registado o notável sucesso na saída da situação de "défice excessivo", era chegada a altura de tirar partido do crescimento da economia e do emprego, da folga das finanças públicas, da descida de impostos e do aumento das despesas sociais e do investimento público. O crescimento de quase 2 por cento registado em 2007, os indicadores de aumento do emprego, a anunciada redução do IVA e a implícita promessa de uma redução ulterior, tudo isso alimentava fundadamente a esperança de um círculo virtuoso de crescimento económico e de investimento público, de aumento das receitas fiscais e de despesas sociais.Esse quadro está decididamente prejudicado pelo impacto da crise financeira e sobretudo da imparável subida do petróleo, com efeitos no encarecimento do crédito, dos transportes e das actividades mais dependentes dos combustíveis, e indirectamente de toda a economia (…).Há duas maneiras de reagir a esta emergência política.Uma consiste em recorrer a medidas avulsas de curto prazo para tentar salvar as perspectivas eleitorais, sacrificando os resultados alcançados até agora na reforma do Estado e na disciplina das finanças públicas. Tal seria o caso, por exemplo, da intervenção administrativa nos preços dos combustíveis ou da redução substancial da sua carga tributária, da cedência às reclamações de tratamento especial dos grupos e sectores mais directamente afectados (como os transportes ou o sector da pesca), de suspensão das decisões em curso de implementação (por exemplo, a imposição de portagens em algumas Scut).Outra via consiste, pelo contrário, em assumir como irreversível o novo "choque petrolífero" e, embora atenuando o impacto da crise sobre os sectores económicos e sociais mais vulneráveis, preparar o país para um novo paradigma económico definitivamente assente sobre o petróleo muito mais caro (…).»
Uma página para a frente, duas para trás (Público de hoje):
“Há quem, como tratamento, recomende ao PSD a adopção urgente da fórmula política que anima as direitas europeias mais bem sucedidas: o PSD devia transformar-se num partido para os liberais e conservadores que estão à direita do PS. É uma óptima ideia, que só tem este problema: o PSD já é um partido de direita, para liberais e conservadores. Como votou a maioria dos deputados do PSD no caso da lei do aborto? Como teria votado a maioria dos conservadores. O que dizem os líderes do PSD sobre o papel do Estado? O que os liberais costumam dizer. E onde se situam os eleitores do PSD, quando sondados acerca da sua posição no leque político que vai da direita à esquerda? Segundo um estudo recente, muito mais à direita do que os do CDS.”•
ou, de
Vital Moreira,
Manter o rumo, na tempestade :
«(…) Concluído o essencial das inóspitas reformas do sector público e registado o notável sucesso na saída da situação de "défice excessivo", era chegada a altura de tirar partido do crescimento da economia e do emprego, da folga das finanças públicas, da descida de impostos e do aumento das despesas sociais e do investimento público. O crescimento de quase 2 por cento registado em 2007, os indicadores de aumento do emprego, a anunciada redução do IVA e a implícita promessa de uma redução ulterior, tudo isso alimentava fundadamente a esperança de um círculo virtuoso de crescimento económico e de investimento público, de aumento das receitas fiscais e de despesas sociais.Esse quadro está decididamente prejudicado pelo impacto da crise financeira e sobretudo da imparável subida do petróleo, com efeitos no encarecimento do crédito, dos transportes e das actividades mais dependentes dos combustíveis, e indirectamente de toda a economia (…).Há duas maneiras de reagir a esta emergência política.Uma consiste em recorrer a medidas avulsas de curto prazo para tentar salvar as perspectivas eleitorais, sacrificando os resultados alcançados até agora na reforma do Estado e na disciplina das finanças públicas. Tal seria o caso, por exemplo, da intervenção administrativa nos preços dos combustíveis ou da redução substancial da sua carga tributária, da cedência às reclamações de tratamento especial dos grupos e sectores mais directamente afectados (como os transportes ou o sector da pesca), de suspensão das decisões em curso de implementação (por exemplo, a imposição de portagens em algumas Scut).Outra via consiste, pelo contrário, em assumir como irreversível o novo "choque petrolífero" e, embora atenuando o impacto da crise sobre os sectores económicos e sociais mais vulneráveis, preparar o país para um novo paradigma económico definitivamente assente sobre o petróleo muito mais caro (…).»
A esquerda, à esquerda da esquerda! nº 2
Aqueles que, preocupados com o luzir dos seus lustros, esquecem ou atraiçoam a inevitabilidade da realidade, estão para os portugueses de hoje como os patos de plástico na banheira das criancinhas: Estão lá a fingir!
Os que exigem que o país seja transformado, de pobre em rico, em menos tempo do que dura uma legislatura, estão ao serviço da especulação e dos oportunistas. Ou são uns FDP!!
Ou acumulam.
O que o PS encontrou quando chegou ao Governo, eleito conforme com o programa que apresentou ao eleitorado, foi
- Uma taxa de inflação de 3,4%
- Uma taxa de desemprego de 5,5%
- Uma taxa de deslocalização de empresas superior a 2,5% dos valores anuais dos empregados...
- Um deficit nas contas públicas de 6,7% e ameaça de procedimento por parte da UE = corte nos fundos de coesão!
- A Contratação Colectiva em declínio
- O Salário Mínimo que era actualizado à taxa da inflação...
- Mais de dois milhões de pessoas no limiar da pobreza ou mesmo em pleno gozo dessa faculdade...
- O investimento estrangeiro em fuga e, o nacional próximo do zero.
- O investimento turístico, embrulhado nos interesses autárquicos e ecológicos, e parado.
- Os lixos, mais ou menos tóxicos, sem tratamento e sem destino. Na confusão do não faz nem deixa fazer!
- Recessão da economia com "crescimento "negativo = a mais desemprego
- A prática abusiva de centenas de titulares de cargos públicos a beneficiarem de situações financeiras da maior desigualdade face ao comum dos trabalhadores e dos contribuintes.
- Uma Administração Pública gorda, ineficaz e inamovível
- Encargos insuportáveis com a Dívida Pública, os juros da dívida ao estrangeiro e ao CITIBank
- Um OGE em que as verbas "administráveis" não eram superiores a 17% do mesmo. O restante já estava consignado à despesa.
- As autarquias e os Governos Regionais a gastarem à tripa-forra e a contribuirem para o défit mas não para a economia ou o investimento reprodutível.
- Centenas de Serviços Públicos, Institutos e similares sem qq utilidade prática ou contributo para o desenvolvimento.
- Um Sistema Judicial onde reinava - e ainda reina - a lei do compadrio, do corporativismo e onde os Processos atrasados tinham de mais de 15 anos e ultrapassavam o milhão
- Um mapa judiciário com mais de cem anos, e a população a viver noutros sítios diferentes dos que tinham Tribunais...
- Forças policiais desarticuladas, envelhecidas e mal equipadas.
- Contratos leoninos para a aquisição de submarinos, helicópteros e sistemas de comunicações.
- Os bombeiros, sem coordenação e os fogos a aumentarem todos os anos.
- Empresas Municipais onde reinava a maior impunidade face à gestão dos dinheiros públicos.
- Completa desorganização do Sistema Educativo. Nem professores estavam colocados em Novembro...
- A Escola Pública sem rei nem roque, a viver em autogestão pseudo-democrática e com grande violência entre-muros.
- Completo divórcio entre a Escola, a Comunidade e as Autarquias.
- Horários das Escolas inadequados à vida dos pais.
- Permanente roleta na "colocação" de profs por menos de 1 ano lectivo...
- Mais de 10.000 profs com horário zero, espalhados por Sindicatos, mestrados, Autarquias e similares.
- Desresponsabilização dos profs pelos resultados dos alunos
- Mais de 20% de chumbos (retenções) até ao 4º ano da escolaridade obrigatória (?)
- Abandono escolar superior a 45% antes do 9º ano de escolaridade
- Apenas 3 em 5 alunos, que chegavam à Universidade, concluiam os cursos
- Universidades a ministrarem mais de 1000 cursos superiores "diferentes", sem qq relação com a realidade, as necessidade e possibilidades do país.
- Evidente desorganização e decadência do SNS, com 250.000 operações em lista de espera e 550.000 portugueses sem médico de familia, zero de apoio à natalidade e paternidade
- Um reduzido nº de médicos em formação, insuficiente para a normal substituição dos que se reformassem...
- O mapa hospitalar ao invés da concentração populacional, e muito envelhecido
- Uma gestão dos dinheiros da Saúde em completo desalinho e desnorte.
- Aborto clandestino e morte de centenas de mulheres por ano às mãos de curiosas privadas
- A Segurança Social hipotecada, a ameaçar encerrar dentro de 5 a 10 anos e de cair na mão dos privados
- A Igreja Católica à espera de mais contribuições do OGE para as suas obras de caridade e de manipulação de votos, perdão, devotos
- As Obras Públicas em desnorte, um faz-que-não-faz-que-faz-e-refaz-estudo, mas nada fazer!
- Um Tratado de Lisboa para ser elaborado, discutido e assinado.
- Juntem-lhe agora um choque petrolífico e o quadro de actuação fica completo
É disto que têm saudades?
É a isto que querem regressar com essa "descoberta" dos pobres em Portugal?
Até se atrevem a falar em emigração! É só ir aos C. Comerciais ver os anúncios a pedir empregados de todo o género a que apenas respondem imigrantes...dispostos a trabalhar.
Os portugueses, esses, continuam à espera que uns iluminados descubram petróleo no Beato! Ou que lhes prometam o que não têm para lhes dar! Vigarice e oportunismo têm hora!
Quando é que estes senhores, e porque forma, se manifestaram contra ou se disponibilizaram para melhorar aquele estado de coisas?
Só vejo os que nada fazem mas que mamam na teta gorda do OGE, a desdenhar da política honesta deste governo e, a apodar os que o apoiam, de "direita".
Era só o que me faltava!
Direita desavergonhada e oportunista são estes todos que, acolhidos sob o chapéu das benesses que a si próprios atribuiram, pretendem derrubar este governo. É natural que queiram isso : Os seus interesses e os dos seus amigos estão a ficar demasiado próximos do lume...
Não consigo evitar personalizar um bocado esta minha repulsa pelos oportunistas:
Ana Benavente? Mas não foi ela uma das responsáveis pelo estado da Educação neste País?
E não foi ela que levou da AR, quando se retirou, mais de 60.000 Euros de reintegração na vida ?? Ela e outros que ali estavam sentadinhos à espera dum directo da SIC...
Qual foi o contributo do Manuel Alegre para a resolução destes "pequenos problemas"?
Ou quando é que se manifestou contra a sua génese?
Deve ter sido na poesia que eu não li. E que, pelos vistos, felizmente, ele também não escreve!
Os que exigem que o país seja transformado, de pobre em rico, em menos tempo do que dura uma legislatura, estão ao serviço da especulação e dos oportunistas. Ou são uns FDP!!
Ou acumulam.
O que o PS encontrou quando chegou ao Governo, eleito conforme com o programa que apresentou ao eleitorado, foi
- Uma taxa de inflação de 3,4%
- Uma taxa de desemprego de 5,5%
- Uma taxa de deslocalização de empresas superior a 2,5% dos valores anuais dos empregados...
- Um deficit nas contas públicas de 6,7% e ameaça de procedimento por parte da UE = corte nos fundos de coesão!
- A Contratação Colectiva em declínio
- O Salário Mínimo que era actualizado à taxa da inflação...
- Mais de dois milhões de pessoas no limiar da pobreza ou mesmo em pleno gozo dessa faculdade...
- O investimento estrangeiro em fuga e, o nacional próximo do zero.
- O investimento turístico, embrulhado nos interesses autárquicos e ecológicos, e parado.
- Os lixos, mais ou menos tóxicos, sem tratamento e sem destino. Na confusão do não faz nem deixa fazer!
- Recessão da economia com "crescimento "negativo = a mais desemprego
- A prática abusiva de centenas de titulares de cargos públicos a beneficiarem de situações financeiras da maior desigualdade face ao comum dos trabalhadores e dos contribuintes.
- Uma Administração Pública gorda, ineficaz e inamovível
- Encargos insuportáveis com a Dívida Pública, os juros da dívida ao estrangeiro e ao CITIBank
- Um OGE em que as verbas "administráveis" não eram superiores a 17% do mesmo. O restante já estava consignado à despesa.
- As autarquias e os Governos Regionais a gastarem à tripa-forra e a contribuirem para o défit mas não para a economia ou o investimento reprodutível.
- Centenas de Serviços Públicos, Institutos e similares sem qq utilidade prática ou contributo para o desenvolvimento.
- Um Sistema Judicial onde reinava - e ainda reina - a lei do compadrio, do corporativismo e onde os Processos atrasados tinham de mais de 15 anos e ultrapassavam o milhão
- Um mapa judiciário com mais de cem anos, e a população a viver noutros sítios diferentes dos que tinham Tribunais...
- Forças policiais desarticuladas, envelhecidas e mal equipadas.
- Contratos leoninos para a aquisição de submarinos, helicópteros e sistemas de comunicações.
- Os bombeiros, sem coordenação e os fogos a aumentarem todos os anos.
- Empresas Municipais onde reinava a maior impunidade face à gestão dos dinheiros públicos.
- Completa desorganização do Sistema Educativo. Nem professores estavam colocados em Novembro...
- A Escola Pública sem rei nem roque, a viver em autogestão pseudo-democrática e com grande violência entre-muros.
- Completo divórcio entre a Escola, a Comunidade e as Autarquias.
- Horários das Escolas inadequados à vida dos pais.
- Permanente roleta na "colocação" de profs por menos de 1 ano lectivo...
- Mais de 10.000 profs com horário zero, espalhados por Sindicatos, mestrados, Autarquias e similares.
- Desresponsabilização dos profs pelos resultados dos alunos
- Mais de 20% de chumbos (retenções) até ao 4º ano da escolaridade obrigatória (?)
- Abandono escolar superior a 45% antes do 9º ano de escolaridade
- Apenas 3 em 5 alunos, que chegavam à Universidade, concluiam os cursos
- Universidades a ministrarem mais de 1000 cursos superiores "diferentes", sem qq relação com a realidade, as necessidade e possibilidades do país.
- Evidente desorganização e decadência do SNS, com 250.000 operações em lista de espera e 550.000 portugueses sem médico de familia, zero de apoio à natalidade e paternidade
- Um reduzido nº de médicos em formação, insuficiente para a normal substituição dos que se reformassem...
- O mapa hospitalar ao invés da concentração populacional, e muito envelhecido
- Uma gestão dos dinheiros da Saúde em completo desalinho e desnorte.
- Aborto clandestino e morte de centenas de mulheres por ano às mãos de curiosas privadas
- A Segurança Social hipotecada, a ameaçar encerrar dentro de 5 a 10 anos e de cair na mão dos privados
- A Igreja Católica à espera de mais contribuições do OGE para as suas obras de caridade e de manipulação de votos, perdão, devotos
- As Obras Públicas em desnorte, um faz-que-não-faz-que-faz-e-refaz-estudo, mas nada fazer!
- Um Tratado de Lisboa para ser elaborado, discutido e assinado.
- Juntem-lhe agora um choque petrolífico e o quadro de actuação fica completo
É disto que têm saudades?
É a isto que querem regressar com essa "descoberta" dos pobres em Portugal?
Até se atrevem a falar em emigração! É só ir aos C. Comerciais ver os anúncios a pedir empregados de todo o género a que apenas respondem imigrantes...dispostos a trabalhar.
Os portugueses, esses, continuam à espera que uns iluminados descubram petróleo no Beato! Ou que lhes prometam o que não têm para lhes dar! Vigarice e oportunismo têm hora!
Quando é que estes senhores, e porque forma, se manifestaram contra ou se disponibilizaram para melhorar aquele estado de coisas?
Só vejo os que nada fazem mas que mamam na teta gorda do OGE, a desdenhar da política honesta deste governo e, a apodar os que o apoiam, de "direita".
Era só o que me faltava!
Direita desavergonhada e oportunista são estes todos que, acolhidos sob o chapéu das benesses que a si próprios atribuiram, pretendem derrubar este governo. É natural que queiram isso : Os seus interesses e os dos seus amigos estão a ficar demasiado próximos do lume...
Não consigo evitar personalizar um bocado esta minha repulsa pelos oportunistas:
Ana Benavente? Mas não foi ela uma das responsáveis pelo estado da Educação neste País?
E não foi ela que levou da AR, quando se retirou, mais de 60.000 Euros de reintegração na vida ?? Ela e outros que ali estavam sentadinhos à espera dum directo da SIC...
Qual foi o contributo do Manuel Alegre para a resolução destes "pequenos problemas"?
Ou quando é que se manifestou contra a sua génese?
Deve ter sido na poesia que eu não li. E que, pelos vistos, felizmente, ele também não escreve!
terça-feira, junho 03, 2008
Números da Crise
Segundo noticiou a SIC, nos três primeiros dias do Rock in Rio venderam-se 209.000 bilhetes!
E o governo não baixa os impostos?
E a esquerdalhada sofrida faz concerto-comício-desgarradas?
E o governo não baixa os impostos?
E a esquerdalhada sofrida faz concerto-comício-desgarradas?
Trinta anos depois e de milhões gastos na Educação
Acabo de receber isto e quero-o partilhar. Hoje estou assim. Um mãos largas:
Situação 1: O Pedro está a pensar ir até ao monte depois das aulas, assim que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder fazer uma fisga:
Ano 1978: O director da escola vê, pergunta-lhe onde se vendem, mostra-lhe a sua, que é mais antiga, mas que também é boa.
Ano 2008: A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola.
Situação 2 : O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas:
Ano 1978: Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e acabam por ir juntos jogar matrecos.
Ano 2008: A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar, O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar a Moura-Guedes à porta da escola a apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva.
Situação 3 : O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas:
Ano 1978: Mandam o Jaime ir falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.
Ano 2008: Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime parece um Zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.
Situação 4 : O Luis parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este:
Ano 1978: O Luis tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.
Ano 2008: Prendem o pai do Luís por maus tratos a menores. Sem a figura paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.
Situação 5 : O Zézinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. A sua professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar. Maria abraça-o para o consolar:
Ano 1978: Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a correr.
Ano 2008: A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego. Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zézinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda batete com o corpo numa varanda. O dono do carro e do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.
Situação 6 : Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado "chocolate" ao outro:
Ano 1978: Depois de uns socos esquivos, levantam-se e cada um para sua casa. Amanhã são colegas.
Ano 2008: A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens problemáticos e ódio racial. A juventude Skinhead finge revolucionar-se a respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.
Situação 7 : Tens que fazer uma viagem:
Ano 1978: Viajas num avião de TAP, dão-te de comer, convidam-te a beber seja o que for, tudo servido por hospedeiras de bordo espectaculares, num banco que cabem dois como tu.
Ano 2008: Entras no avião a apertar o cinto nas calças, que te obrigaram a tirar no controle. Enfiam-te num banco onde tens de respirar fundo para entrar e espetas o cotovelo na boca do passageiro ao lado e se tiveres sede o hospedeiro maricas apresenta-te um menu de bebidas com os preços inflacionados 150%, só porque sim. E não protestes muito pois quando aterrares enfiam-te o dedo mais gordo do mundo pelo cú acima para ver se trazes drogas.
Situação 8 : Fazias uma asneira na sala de aula:
Ano 1978: O professor espetava duas valentes lostras bem merecidas. Ao chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque "alguma deves ter feito"
Ano 2008: Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te desculpa e compra-te uma Playstation 3.
Situação 9: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno:
Ano 1978: Não se passa nada.
Ano 2008: As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e caganeira.
Situação 10: O fim das férias:
Ano 1978: Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, terminam as férias. No dia seguinte vai-se trabalhar.
Ano 2008: Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia e caganeira.
Agora, como dizia o outro, é fazer as contas!!!!!!!!!!
Situação 1: O Pedro está a pensar ir até ao monte depois das aulas, assim que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder fazer uma fisga:
Ano 1978: O director da escola vê, pergunta-lhe onde se vendem, mostra-lhe a sua, que é mais antiga, mas que também é boa.
Ano 2008: A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola.
Situação 2 : O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas:
Ano 1978: Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e acabam por ir juntos jogar matrecos.
Ano 2008: A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar, O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar a Moura-Guedes à porta da escola a apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva.
Situação 3 : O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas:
Ano 1978: Mandam o Jaime ir falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.
Ano 2008: Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime parece um Zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.
Situação 4 : O Luis parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este:
Ano 1978: O Luis tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.
Ano 2008: Prendem o pai do Luís por maus tratos a menores. Sem a figura paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.
Situação 5 : O Zézinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. A sua professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar. Maria abraça-o para o consolar:
Ano 1978: Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a correr.
Ano 2008: A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego. Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zézinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda batete com o corpo numa varanda. O dono do carro e do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.
Situação 6 : Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado "chocolate" ao outro:
Ano 1978: Depois de uns socos esquivos, levantam-se e cada um para sua casa. Amanhã são colegas.
Ano 2008: A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens problemáticos e ódio racial. A juventude Skinhead finge revolucionar-se a respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.
Situação 7 : Tens que fazer uma viagem:
Ano 1978: Viajas num avião de TAP, dão-te de comer, convidam-te a beber seja o que for, tudo servido por hospedeiras de bordo espectaculares, num banco que cabem dois como tu.
Ano 2008: Entras no avião a apertar o cinto nas calças, que te obrigaram a tirar no controle. Enfiam-te num banco onde tens de respirar fundo para entrar e espetas o cotovelo na boca do passageiro ao lado e se tiveres sede o hospedeiro maricas apresenta-te um menu de bebidas com os preços inflacionados 150%, só porque sim. E não protestes muito pois quando aterrares enfiam-te o dedo mais gordo do mundo pelo cú acima para ver se trazes drogas.
Situação 8 : Fazias uma asneira na sala de aula:
Ano 1978: O professor espetava duas valentes lostras bem merecidas. Ao chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque "alguma deves ter feito"
Ano 2008: Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te desculpa e compra-te uma Playstation 3.
Situação 9: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno:
Ano 1978: Não se passa nada.
Ano 2008: As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e caganeira.
Situação 10: O fim das férias:
Ano 1978: Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, terminam as férias. No dia seguinte vai-se trabalhar.
Ano 2008: Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia e caganeira.
Agora, como dizia o outro, é fazer as contas!!!!!!!!!!
Claro que estão indignados
Copiado do Critico de Música e pela actualidade...
"Porque um ex-autarca do PS diz que a juntas de freguesia não servem para nada. E servem? Claro que servem! Servem para boys and girls em pré-início de carreira, ou que não podem aspirar a vôos mais altos, arranjarem a "vidinha". Nem que seja provisoriamente porque com os contactos que por lá arranjam depois se verá... O mesmo em relação a essa aberração que só existe em Portugal e que dá pelo nome de Governo Civil. Para tratar do passaporte e pedir a anulação das multas passadas pela PSP não necessito de um governador civil em cada distrito.As freguesias e as pequenas localidades necessitam é de escolas, centros de saúde e esquadras da polícia. Eventualmente de um pequeno estaminé de atendimento das câmaras municipais onde as pessoas possam tratar das burocracias"http://criticademusica.blogspot.com
"Porque um ex-autarca do PS diz que a juntas de freguesia não servem para nada. E servem? Claro que servem! Servem para boys and girls em pré-início de carreira, ou que não podem aspirar a vôos mais altos, arranjarem a "vidinha". Nem que seja provisoriamente porque com os contactos que por lá arranjam depois se verá... O mesmo em relação a essa aberração que só existe em Portugal e que dá pelo nome de Governo Civil. Para tratar do passaporte e pedir a anulação das multas passadas pela PSP não necessito de um governador civil em cada distrito.As freguesias e as pequenas localidades necessitam é de escolas, centros de saúde e esquadras da polícia. Eventualmente de um pequeno estaminé de atendimento das câmaras municipais onde as pessoas possam tratar das burocracias"http://criticademusica.blogspot.com
A esquerda à esquerda da esquerda!
Possuídos de um fervor religioso-esquerdistico-militante, um grupo de iluminados, de ex-quase tudo, aplaudidos pela direita trauliteira e pela outra esquerda diletante e nada-fazente, vão hoje reunir-se e acrescentar poesia à política e, em lume brando, mexeendo devagar, vão tentar absorver os vapores rutilantes que hão-de subir nos ares e provocar ajoelhamentos entre os crentes:
"A mania que alguma esquerda tem com "um direito natural" à "luta de classes e pelos mais desfavorecidos", à "propriedade do património da liberdade", ao direito quase divino de "reserva moral do regime" leva-os à incoerência e a negar princípios basilares pelos quais se bateram, pior, usam como "escudo" algumas utopias inocentes e algumas "ideias redondas", usam como reféns "propostas bonitas" que transformam em mártires ao omitir a parte principal de qualquer proposta, projecto ou critica que é como fazer melhor no espaço chamado Portugal e no tempo chamado hoje?Como é que implementam, como é que se financiam e como é que se garante a sustentabilidade das "ideias"?
Para finalizar deixo um excerto dum artigo do João Marques de Almeida no Diário Económico que exemplifica na perfeição a minha opinião sobre "esta" esquerda:
"Um dia, no auge do seu fervor revolucionário, Otelo Saraiva de Carvalho disse a Olof Palme, o antigo líder social-democrata sueco: ‘em Portugal, queremos acabar com os ricos’.
Respondeu Palme, ‘na Suécia, queremos acabar com os pobres’. A extrema-esquerda nacional continua a ser filha de Otelo."
"A mania que alguma esquerda tem com "um direito natural" à "luta de classes e pelos mais desfavorecidos", à "propriedade do património da liberdade", ao direito quase divino de "reserva moral do regime" leva-os à incoerência e a negar princípios basilares pelos quais se bateram, pior, usam como "escudo" algumas utopias inocentes e algumas "ideias redondas", usam como reféns "propostas bonitas" que transformam em mártires ao omitir a parte principal de qualquer proposta, projecto ou critica que é como fazer melhor no espaço chamado Portugal e no tempo chamado hoje?Como é que implementam, como é que se financiam e como é que se garante a sustentabilidade das "ideias"?
Para finalizar deixo um excerto dum artigo do João Marques de Almeida no Diário Económico que exemplifica na perfeição a minha opinião sobre "esta" esquerda:
"Um dia, no auge do seu fervor revolucionário, Otelo Saraiva de Carvalho disse a Olof Palme, o antigo líder social-democrata sueco: ‘em Portugal, queremos acabar com os ricos’.
Respondeu Palme, ‘na Suécia, queremos acabar com os pobres’. A extrema-esquerda nacional continua a ser filha de Otelo."
O Tribunal de contas condenou a política de MFL
Não se trata duma notícia de hoje, é certo, mas deve ser apresentada com regularidade para esclarecimento dos menos atentos e de muitos mal intencionados, por muita conversa que tenham sobre os seus valores e feitos passados:
"Com a operação de cedência das dívidas ao fisco e à Segurança Social, o Estado conseguiu no final de 2003 arrecadar de uma só vez 1,7 mil milhões de euros, que foi o valor pago pelo Citigroup pelo conjunto dos créditos que totalizavam 11,44 mil milhões de euros.
Posteriormente, foram emitidas obrigações referentes às dívidas adquiridas por investidores internacionais, que recebem ainda uma remuneração. Assim, o Estado vai pagando aos investidores à medida que for cobrando as dívidas. E aqui tem residido o problema.
Grande parte das dívidas cedidas revelaram-se inexistentes, pelo que o Estado está a ser obrigado a substituí-las por créditos mais recentes o que tem prejudicado a arrecadação de receitas fiscais e deverá continuar a fazê-lo nos próximos anos."
Fácil é atacar este governo, fazer-se de imbecil e possuir a imobilidade das pedras e a compreensão dos anjinhos dos altares.
Pelos vistos é mais difícil ter um discurso que revele alguma análise ao que os rodeia, em vez dos fantasmas de que alimentam os grotescos temores.
Esta capacidade para negar as evidências e o trabalho do PS e do 1º Ministro em todas as áreas de intervenção, hão-de conduzi-los a servir a direita trauliteira e a encher os manicómios políticos
"Com a operação de cedência das dívidas ao fisco e à Segurança Social, o Estado conseguiu no final de 2003 arrecadar de uma só vez 1,7 mil milhões de euros, que foi o valor pago pelo Citigroup pelo conjunto dos créditos que totalizavam 11,44 mil milhões de euros.
Posteriormente, foram emitidas obrigações referentes às dívidas adquiridas por investidores internacionais, que recebem ainda uma remuneração. Assim, o Estado vai pagando aos investidores à medida que for cobrando as dívidas. E aqui tem residido o problema.
Grande parte das dívidas cedidas revelaram-se inexistentes, pelo que o Estado está a ser obrigado a substituí-las por créditos mais recentes o que tem prejudicado a arrecadação de receitas fiscais e deverá continuar a fazê-lo nos próximos anos."
Fácil é atacar este governo, fazer-se de imbecil e possuir a imobilidade das pedras e a compreensão dos anjinhos dos altares.
Pelos vistos é mais difícil ter um discurso que revele alguma análise ao que os rodeia, em vez dos fantasmas de que alimentam os grotescos temores.
Esta capacidade para negar as evidências e o trabalho do PS e do 1º Ministro em todas as áreas de intervenção, hão-de conduzi-los a servir a direita trauliteira e a encher os manicómios políticos
Os pézinhos de lã
Era uma vez um País em que, ao primeiro problema sério, todos andavam de meias de lã:
Era um País engraçado onde, a seguir ao barulho, se fazia muito pouco ruído.
Era como se fosse um País intermitente: Ora se ouvia uma chinfrineira, ora fiava tudo fininho.
Vem esta alegoria, não da gaguês do PR, mas do cuidadinho com que se tratam alguns prevaricadores e desordeiros.
Então os partidos e os comentadores de algibeira que grasnavam, há pouco, por um cigarrito indevido, o que é que pensam das arruaças dos armadores e do seu ilegal lock-out?
Greve, não! disseram. Paralização total do Sector.
Os (re)partidos, a que falta um bocado de poesia, o que é que tiram da cartola?
Agora que a AdConcorrência determinou que não encontrou cartelização de preços ou qq outra irregularidade, o que vão fazer?
Façam o que fizerem duma coisa tenho a certeza:
- Os supermercados vão continuar a ter margens escandalosas no comércio do peixe!
Compram-no a menos de um euro e vendem-nos a mais de doze, em média! E, tal como ontem no Prós e Contras, o assunto foi liminarmente cortado da discussão, tudo vai ficar na mesma até à próxima crise.
O governo vai comprar a paz social com algumas medidas entre o impopularoide e o simplistoide, talvez a UE se chegue à frente com umas migalhas, e todos vão calçar as tais meis de lã, próprias da pesca!
Menos barulho ff.
Era um País engraçado onde, a seguir ao barulho, se fazia muito pouco ruído.
Era como se fosse um País intermitente: Ora se ouvia uma chinfrineira, ora fiava tudo fininho.
Vem esta alegoria, não da gaguês do PR, mas do cuidadinho com que se tratam alguns prevaricadores e desordeiros.
Então os partidos e os comentadores de algibeira que grasnavam, há pouco, por um cigarrito indevido, o que é que pensam das arruaças dos armadores e do seu ilegal lock-out?
Greve, não! disseram. Paralização total do Sector.
Os (re)partidos, a que falta um bocado de poesia, o que é que tiram da cartola?
Agora que a AdConcorrência determinou que não encontrou cartelização de preços ou qq outra irregularidade, o que vão fazer?
Façam o que fizerem duma coisa tenho a certeza:
- Os supermercados vão continuar a ter margens escandalosas no comércio do peixe!
Compram-no a menos de um euro e vendem-nos a mais de doze, em média! E, tal como ontem no Prós e Contras, o assunto foi liminarmente cortado da discussão, tudo vai ficar na mesma até à próxima crise.
O governo vai comprar a paz social com algumas medidas entre o impopularoide e o simplistoide, talvez a UE se chegue à frente com umas migalhas, e todos vão calçar as tais meis de lã, próprias da pesca!
Menos barulho ff.
Emigrantes, os últimos náufragos!
De facto, como eu os entendo:
Passadas as passas dos Algarves , sem profissão, carentes de tudo, depois de revoltados com a sua situação à partida da terra e da família, uma vez chegados, deitaram-se ao trabalho disponível. a tudo o que encontraram. Em estado de necessidade.
Foram ajudantes de ajudantes, limpadores de tudo que andava sujo, apanhadores da fruta que nunca tinham visto alinhada como os soldadinhos, foram varredores das fábricas onde outros que sabiam ler os olhavam quando olhavam, de pé em todas as filas de todos os serviços de emprego e de desemprego, comeram o pão que o diabo amassou e até sobrado das mesas, acabados os serviços de jantar, esperaram pelos Serviços Sociais que lhes dissessem onde podiam viver, viram os filhos nascer e ir para escolas aprender o-que-não-sabiam-que-não-sabiam, e, suprema ironia, começarem ou a rir-se deles ou a "compreendê-los", perseveraram, a todos serviram e de quase todos receberam dose abundante de incompreensão, muito ultraje, todo o paternalismo e discriminação possíveis. Muito racismo, até.
Como eu os entendo!
Despojados da sua cultura, mesmo da sua alimentação tradicional, comparados com outros emigrantes, sentiram a carga negativa da sua origem, da sua terra que é pobre, de que os jornais só falam quando acontece um desastre, metem-se em guetos aculturais de saudosas sardinhas e música pimba.
Os filhos crescem e mudam de nacionalidade, já não querem passar as férias na terra, na casa nova e fria e inacabada, no deserto de amigos e de laços culturais a que deitar mão.
Resignados a um fado, que é sorte, mas é amargo, à primeira oportunidade de emergirem da desclassificação, da marginalização a que foram votados, agarram-se como náufragos à oportunidade de se reverem em algo que seja português e que seja bom e reconhecido!
Lá da nossa terra!
Seja pois o futebol!
Como eu vos entendo!
Passadas as passas dos Algarves , sem profissão, carentes de tudo, depois de revoltados com a sua situação à partida da terra e da família, uma vez chegados, deitaram-se ao trabalho disponível. a tudo o que encontraram. Em estado de necessidade.
Foram ajudantes de ajudantes, limpadores de tudo que andava sujo, apanhadores da fruta que nunca tinham visto alinhada como os soldadinhos, foram varredores das fábricas onde outros que sabiam ler os olhavam quando olhavam, de pé em todas as filas de todos os serviços de emprego e de desemprego, comeram o pão que o diabo amassou e até sobrado das mesas, acabados os serviços de jantar, esperaram pelos Serviços Sociais que lhes dissessem onde podiam viver, viram os filhos nascer e ir para escolas aprender o-que-não-sabiam-que-não-sabiam, e, suprema ironia, começarem ou a rir-se deles ou a "compreendê-los", perseveraram, a todos serviram e de quase todos receberam dose abundante de incompreensão, muito ultraje, todo o paternalismo e discriminação possíveis. Muito racismo, até.
Como eu os entendo!
Despojados da sua cultura, mesmo da sua alimentação tradicional, comparados com outros emigrantes, sentiram a carga negativa da sua origem, da sua terra que é pobre, de que os jornais só falam quando acontece um desastre, metem-se em guetos aculturais de saudosas sardinhas e música pimba.
Os filhos crescem e mudam de nacionalidade, já não querem passar as férias na terra, na casa nova e fria e inacabada, no deserto de amigos e de laços culturais a que deitar mão.
Resignados a um fado, que é sorte, mas é amargo, à primeira oportunidade de emergirem da desclassificação, da marginalização a que foram votados, agarram-se como náufragos à oportunidade de se reverem em algo que seja português e que seja bom e reconhecido!
Lá da nossa terra!
Seja pois o futebol!
Como eu vos entendo!
segunda-feira, junho 02, 2008
Jornal Público, ao seu nível!
Depois de colocar um tìtulo escandaloso, vai-se à notícia, ao conteúdo, e não passa de opiniões de terceiros misturadas com doses avulsas de azedume, inveja e alguma calúnia. Junta-lhe as suspeitas do costume sobre os políticos e sobre os partidos, acrescenta-lhe as habituais suspeições sobre o papel e a independência do MPúblico - que noutras ocasiões mais corporativas, idolatra - e aí temos uma caixa para abrir uma 1ª página.
Regretable, como diria um emigrante, com ligeira entoação nortenha:
"Este jornal Público já viu outras e melhores madrugadas. De facto, o título da notícia tem pouco ou nada a ver com o seu conteúdo. Serve é para fazer parte da campanha populista e anti partidos em que está francamente empenhado. A soldo de quê? Não sabemos. Sabemos isso sim , que de uma não notícia, já refogada e que foi "dando" ao longo dos anos, o Público agora resolve meter no mesmo saco os que eventualmente cometeram ilegalidades, que se farta de insinuar, mas que o MPúblico afinal não descobre!, mais aqueles que, como o governo de Gueterres deu o pontapé de saída para resolver um problema antigo e, um governo de Sócrates que anulou o tal concurso, o renegociou, e conseguiu uma poupança de 50 milhões. Coisa pouca e sem relevo ou importância! E que o Público coloca a par dos que eventualmente olhavam para o lado a ver se não viam passar os tais 50M !Um avarento rigor jornalístico acolita-se com uma boa dose de calúnia sibilina para colocar tudo no mesmo saco: Os inocentes, os justos, os eventuais prevaricadores e a própria autoridade judicial.
Jornalismo de sarjeta? Não.
Do Público!"
Isto foi o que lá escrevi. Publicam ? Talvez.
Regretable, como diria um emigrante, com ligeira entoação nortenha:
"Este jornal Público já viu outras e melhores madrugadas. De facto, o título da notícia tem pouco ou nada a ver com o seu conteúdo. Serve é para fazer parte da campanha populista e anti partidos em que está francamente empenhado. A soldo de quê? Não sabemos. Sabemos isso sim , que de uma não notícia, já refogada e que foi "dando" ao longo dos anos, o Público agora resolve meter no mesmo saco os que eventualmente cometeram ilegalidades, que se farta de insinuar, mas que o MPúblico afinal não descobre!, mais aqueles que, como o governo de Gueterres deu o pontapé de saída para resolver um problema antigo e, um governo de Sócrates que anulou o tal concurso, o renegociou, e conseguiu uma poupança de 50 milhões. Coisa pouca e sem relevo ou importância! E que o Público coloca a par dos que eventualmente olhavam para o lado a ver se não viam passar os tais 50M !Um avarento rigor jornalístico acolita-se com uma boa dose de calúnia sibilina para colocar tudo no mesmo saco: Os inocentes, os justos, os eventuais prevaricadores e a própria autoridade judicial.
Jornalismo de sarjeta? Não.
Do Público!"
Isto foi o que lá escrevi. Publicam ? Talvez.
Ainda os tumultos dos pescadores/armadores
Já há por aí quem queira atirar outras culpas sobre o legislação que pretensamente defenderia os especuladores...
Sobre isso:
Os pescadores têm que vender o peixe na Lota.
Aqui , na Espanha, nos EEUU e na China!
É a lei do comércio por grosso, aplicável ao peixe, às batatas, aos nabos e melões.
Mas ninguém pode impedir os pescadores de se organizarem em sociedades, cooperativas ou não, de comércio de pescado ou de batatas e nabos.
O que se passa é que é mais prático ser pescador em mini barcos, sem qq condições, alguns mesmo a gasolina(!) e largarem o peixe na Lota, sem mais preocupações. E gritar por subsídios que o contribuinte teria de pagar!
Foram eles, os pescadores, que abandonaram o produto do seu trabalho nas mãos dos especuladores.
Não se querem organizar, nem que o Ministro lhes empreste 40M de euros!
Com essa verba qq um podia fazer uma empresa, alugar as câmaras do Estado, nas Lotas do Minho ao Algarve, e comprar o peixe todo.
Vendê-lo depois às grandes superfícies e exportá-lo. E ganhar muito dinheiro com isso.
Ou pensam, alguns deste críticos, que os comerciantes de peixe da Galiza não são sociedades participadas em partes iguais por armadores, pescadores e comerciantes?
Não se pode é ser analfabeto e saber organizar a vida!
Mas agora estabelecida a confusão até os pescadores que trabalhavam umas horitas por semana e vendiam o peixe directamente aos restaurantes de luxo, por debaixo do balcão e sem papeis...estão forçados à greve e sem rendimentos para governar a vida.
Cada restaurante de luxo deste País tem um ou mais pescadores que "trabalham" para eles sem Segurança Social, sem reforma ou Fundo de desemprego. São aos milhares e estão agora com uma imensa entaleda.
Para os outros, que parecem nada saber do assunto, sempre lhes digo que as verdadeiras embarcações de pesca de médio e longo curso vendem o pescado ainda estando em alto mar.
Como?
Abrindo concurso à melhor oferta para as quantidades de produto que têm a bordo já refrigerado e classificado por calibres e qualidades...
Agora os pescadores de costa, com barquitos que os mandam ao fundo por dá cá aquela onda, esses não se organizam e fazem greves e arruaças.
Que praga ou destinio será este de os portugueses não se organizarem em Portugal mas, uma vez emigrados, cumprem todas as orientações, trabalham as horas que forem necessárias, e regressam de lá todos contentes a dizer que "aquilo é que é organização !"??
Até quando?
Sobre isso:
Os pescadores têm que vender o peixe na Lota.
Aqui , na Espanha, nos EEUU e na China!
É a lei do comércio por grosso, aplicável ao peixe, às batatas, aos nabos e melões.
Mas ninguém pode impedir os pescadores de se organizarem em sociedades, cooperativas ou não, de comércio de pescado ou de batatas e nabos.
O que se passa é que é mais prático ser pescador em mini barcos, sem qq condições, alguns mesmo a gasolina(!) e largarem o peixe na Lota, sem mais preocupações. E gritar por subsídios que o contribuinte teria de pagar!
Foram eles, os pescadores, que abandonaram o produto do seu trabalho nas mãos dos especuladores.
Não se querem organizar, nem que o Ministro lhes empreste 40M de euros!
Com essa verba qq um podia fazer uma empresa, alugar as câmaras do Estado, nas Lotas do Minho ao Algarve, e comprar o peixe todo.
Vendê-lo depois às grandes superfícies e exportá-lo. E ganhar muito dinheiro com isso.
Ou pensam, alguns deste críticos, que os comerciantes de peixe da Galiza não são sociedades participadas em partes iguais por armadores, pescadores e comerciantes?
Não se pode é ser analfabeto e saber organizar a vida!
Mas agora estabelecida a confusão até os pescadores que trabalhavam umas horitas por semana e vendiam o peixe directamente aos restaurantes de luxo, por debaixo do balcão e sem papeis...estão forçados à greve e sem rendimentos para governar a vida.
Cada restaurante de luxo deste País tem um ou mais pescadores que "trabalham" para eles sem Segurança Social, sem reforma ou Fundo de desemprego. São aos milhares e estão agora com uma imensa entaleda.
Para os outros, que parecem nada saber do assunto, sempre lhes digo que as verdadeiras embarcações de pesca de médio e longo curso vendem o pescado ainda estando em alto mar.
Como?
Abrindo concurso à melhor oferta para as quantidades de produto que têm a bordo já refrigerado e classificado por calibres e qualidades...
Agora os pescadores de costa, com barquitos que os mandam ao fundo por dá cá aquela onda, esses não se organizam e fazem greves e arruaças.
Que praga ou destinio será este de os portugueses não se organizarem em Portugal mas, uma vez emigrados, cumprem todas as orientações, trabalham as horas que forem necessárias, e regressam de lá todos contentes a dizer que "aquilo é que é organização !"??
Até quando?
West-Side Story
Porto Rico foi ontem a votos para a eleição do Representante do Partido Democrata à corrida presidencial americana deste ano.
Hilary Clinton ganhou, dobrado contra singelo.
A branca, mulher do ex-presidente, ex-latifundiário, ex- especulador imobiliário, ex-fazedor de guerras, ganhou contra um mulato, senador, e lutador pelos direitios civis na América.
Até aqui, nada de novo.
É normal ali, os pobres e descamisados votarem nos ricos. Até penso que se não está na Lei, devia estar!
Vejam lá:
Porto rico foi invadido pelos americanos em 1898 e passou a ser um posto militar avançado com 5 bases militares, e a ser considerado estado Associado com Governo próprio, nas seguintes condições:
Chefe de Estado - George Bush
Vice Presidente - Dick Cheney
Governador - Aníbal Acevedo Vilá
Puerto Rico tem autoridade sobre os seus assuntos internos.
Os EEUU controlam apenas:
- O comercio interestadual
- As relações externas e o comércio
- Controlam as Alfândegas, o ar, a terra e o mar
- A imigração e a emigração
- A nacionalidade e a cidadania,
- A moeda e o seu valor
- As leis marítimas
- O serviço e as bases militares
- O exército, a Marinha e a Aviação
- O poder de declarar guerra
- Pronunciar-se sobre a constitucionalidade das leis, das jurisdições, dos processos legais e dos tratados
- Controlo sobre a Rádio, a TV as comunicações
- Sobre a agricultura, as minas e os minérios
- Têm controlo sobre as estradas e sobre o serviço postal
- Sobre a Segurança Social bem como de todas as outras áreas que costumam ser administradas pelo governo dos EEUU
- Puerto Rico controla os assuntos internos que sobram, e apenas nos casos em que não são tratados pelos EEUU, tais como a área da Saúde Pública e a poluição.
As maiores diferenças entre Puerto Rico e os restantes Estados da União é que PR não está abrangido por alguns artigos sobre o rendimento, não podem votar para qq das Câmaras dos EEUU ( Senado e C. dos Representantes), não podem votar na eleição para escolher o Presidente dos EEUU e não beneficiam de certos items do Orçamento Americano.
Alguma dúvida?
Hilary Clinton ganhou, dobrado contra singelo.
A branca, mulher do ex-presidente, ex-latifundiário, ex- especulador imobiliário, ex-fazedor de guerras, ganhou contra um mulato, senador, e lutador pelos direitios civis na América.
Até aqui, nada de novo.
É normal ali, os pobres e descamisados votarem nos ricos. Até penso que se não está na Lei, devia estar!
Vejam lá:
Porto rico foi invadido pelos americanos em 1898 e passou a ser um posto militar avançado com 5 bases militares, e a ser considerado estado Associado com Governo próprio, nas seguintes condições:
Chefe de Estado - George Bush
Vice Presidente - Dick Cheney
Governador - Aníbal Acevedo Vilá
Puerto Rico tem autoridade sobre os seus assuntos internos.
Os EEUU controlam apenas:
- O comercio interestadual
- As relações externas e o comércio
- Controlam as Alfândegas, o ar, a terra e o mar
- A imigração e a emigração
- A nacionalidade e a cidadania,
- A moeda e o seu valor
- As leis marítimas
- O serviço e as bases militares
- O exército, a Marinha e a Aviação
- O poder de declarar guerra
- Pronunciar-se sobre a constitucionalidade das leis, das jurisdições, dos processos legais e dos tratados
- Controlo sobre a Rádio, a TV as comunicações
- Sobre a agricultura, as minas e os minérios
- Têm controlo sobre as estradas e sobre o serviço postal
- Sobre a Segurança Social bem como de todas as outras áreas que costumam ser administradas pelo governo dos EEUU
- Puerto Rico controla os assuntos internos que sobram, e apenas nos casos em que não são tratados pelos EEUU, tais como a área da Saúde Pública e a poluição.
As maiores diferenças entre Puerto Rico e os restantes Estados da União é que PR não está abrangido por alguns artigos sobre o rendimento, não podem votar para qq das Câmaras dos EEUU ( Senado e C. dos Representantes), não podem votar na eleição para escolher o Presidente dos EEUU e não beneficiam de certos items do Orçamento Americano.
Alguma dúvida?
domingo, junho 01, 2008
Patinha, antão ?
Retirado do seu blog ainda activo e cheio de vida não resisto à publicação dos seus resultados ( sondagem, é certo, mas todavia resultados !):
Qual o candidato melhor preparado para ser o Presidente do PSD?
Mário Patinha Antão
35.7%
Manuela Ferreira Leite
24.5%
Pedro Passos Coelho
16.8%
Pedro Santana Lopes
16.8%
Não Sei
2.8%
Nenhum destes
2.8%
Outro
0.7%
Para contabilista e prof de finanças não está mal!
Qual o candidato melhor preparado para ser o Presidente do PSD?
Mário Patinha Antão
35.7%
Manuela Ferreira Leite
24.5%
Pedro Passos Coelho
16.8%
Pedro Santana Lopes
16.8%
Não Sei
2.8%
Nenhum destes
2.8%
Outro
0.7%
Para contabilista e prof de finanças não está mal!
Serviço Público, em lato senso!
A Antena 3 parece que tem um programa de grande audição, que nós todos pagamos, e que é difundido da parte da manhã...
Só ainda não sei se é um talk-show se um live -show...
É ouvir
http://tv.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=3037
Nota : Não se aceitam reclamações ou pontos de ordem !
Só ainda não sei se é um talk-show se um live -show...
É ouvir
http://tv.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=3037
Nota : Não se aceitam reclamações ou pontos de ordem !
Já me ia esquecendo de a felicitar

Parabéns Manuela! e felicidades!
Sinceramente!
( Como as flores estavam esgotadas, pudera!, o JPP comprou-as todas!)
Encalhados
Os desmandos dos pescadores vão ser tolerados até quando?
Em qq outro País tinham levado umas valentes arrochadas quando destruiam a propriedade de outros ou quando malhavam na dócil PSP, que só tem chanfalhos para miúdos indefesos, como se comprova. Costumam ser uns machões com os ciganos e os feirantes de galinhas. Isso é verdade!
Aqueles pescadores e seus agits definiram como inimigo o Ministro da respectiva área, sem atender a que, se vendem o peixe barato e perdem dinheiro na faina, devem organizar-se melhor.
Para já recusam uma linha de crédito para se organizarem, de 40 milhões de Euros...
Barcos de pesca, aos milhares, com "tripulações de 2 ou 3 homens, a gasolina, representam uma indústria? Onde?
Em vez de organizarem a venda do fruto do seu trabalho com menos intermediários que os exploram, a eles, e ao consumidor, decidiram impor-nos a nós, contribuintes, mais um imposto, o do diesel e gasolina ainda mais baratos!
Já têm o gasoleo a 0,77€/Litro. Acham que é pouco.
Eu também acho e queria tudo de borla para todos. Será falta de diálogo como já veio seraficamente dizer o PR?
Ou uma dessas injustiças sociais a que se referem os novos esquerdas associados?
Em qq outro País tinham levado umas valentes arrochadas quando destruiam a propriedade de outros ou quando malhavam na dócil PSP, que só tem chanfalhos para miúdos indefesos, como se comprova. Costumam ser uns machões com os ciganos e os feirantes de galinhas. Isso é verdade!
Aqueles pescadores e seus agits definiram como inimigo o Ministro da respectiva área, sem atender a que, se vendem o peixe barato e perdem dinheiro na faina, devem organizar-se melhor.
Para já recusam uma linha de crédito para se organizarem, de 40 milhões de Euros...
Barcos de pesca, aos milhares, com "tripulações de 2 ou 3 homens, a gasolina, representam uma indústria? Onde?
Em vez de organizarem a venda do fruto do seu trabalho com menos intermediários que os exploram, a eles, e ao consumidor, decidiram impor-nos a nós, contribuintes, mais um imposto, o do diesel e gasolina ainda mais baratos!
Já têm o gasoleo a 0,77€/Litro. Acham que é pouco.
Eu também acho e queria tudo de borla para todos. Será falta de diálogo como já veio seraficamente dizer o PR?
Ou uma dessas injustiças sociais a que se referem os novos esquerdas associados?
Socialistas e talvez não. Ou a realidade em suspenso!
Visto que um grupo de socialistas se prepara para oferecer de mão beijada, à esquerda irresponsável, uma data de argumentos fúteis mas perigosos, e
Porque a paciência tem limites, porque me fartei ao longo da vida de assirtir aos que deitaram fora a criança com a água do banho, ou pior, assisti à preparação de muita matança de inocentes com discursos de justiça social ou promessas da mesma, deixei à bocado, o seguinte comentário na dita Tribuna Socialista onde quero acreditar que o nome corresponda à prática...
"O oportunismo deste tipo de declarações que misturam dados recolhidos em períodos anteriores com invenções e boatos, serve a quem? Dizem falar contra o "pensamento único" e, de facto, pensam pouco no que estão a fazer!
Dizem estar contra a insegurança. Estamos todos.
Só que juntar insegurança com análise política tem um sabor a ranço e a "deja vu" que dá que pensar àcerca da seriedade dos seus autores.
E então são contra as desigualdades. Parece-me louvável.
O diabo é que não me recordo desses partidos apoiarem qq medidas do governo do PS quando enfrentou as corporações de juizes, de professores, de magistrados do MP, das farmácias, dos médicos...ou sou eu que sou distraído?
Mais democracia? Mas não foi este governo que se propôs e fez aprovar o regime de funcionamento da AR mais favorável às oposições?
Ou o que é que têm , de facto ! , a apontar à independência que tem demonstrado em relação ao poder dos Tribunais,à comunicação social, etc, etc.
Depois, esta técnica de apresentar um comunicado e juntar-lhe comentários maldosos e pouco sérios, é uma prática que reconheço nalguns períodos da História, mas que apenas um punhado de distraídos e de senis pode aprovar.
Apelar a uma "maioria social de esquerda", não é nada, e é abrir a porta a outras maiorias sociais de direita que já vimos e aturámos. Retirar conteúdos para invocar maravilhas futuras e despolitizadas, sem miolo, fala dos seus subscritores!
No momento em que o País se dedica empenhadamente a juntar os cacos de muitos anos de políticas erráticas, em termos sociais e económicos, de que é que se lembram estes iluminados:
Falam de pensamento único - quando o governo não tem nem controla qq meio de comunicação e quando a direita possui todas as principais TVs e jornais;
Quando o que vemos e ouvimos diariamente são os comentadores e os candidatos da direita a serem endeusados e escutados atenta e demoradamente, aliás, na razão inversa da quantidade de ideias que debitam.
Choram a Injustiça? Mas qual? A que é promovida há anos pelos Tribunais independentes e irresponsáveis? Ou trata-se um ataque sórdido ao governo? É que se tal é caso, a falta de vergonha está a par da ausência de memória:
Então não foi este governo que propôs e fez aprovar as mais avançadas medidas de justiça social, o maior ordenado mínimo, o apoio efectivo à pobreza na velhice, a mais vasta e profunda reforma no ensino desde o 1º ano até à universidade? Nessa universidade portuguesa onde a direita autorizara mais de mil cursos sem qq qualidade em universidades privadas de duvidosa génese e pior desempenho?
Então não foi este governo do PS que fez aprovar a IVG? ou as medidas contra a difusão de DST nas cadeias? Ou que mais investiu nos últimos 30 anos em programas de apoio à alimentação gratuita nas escolas, às novas oportunidades escolares, de apoio à velhice, à infância - com mais de 300 creches e J de Infância gratuítos - ou aos desempregados de longa duração?
A ambição de Manuel Alegre não sei se corresponde ao tamanho da sua obra literária, sei porém que é muito maior do que os seus trabalhos ou intervenções na AR, ao longo de muitos e muitos anos, onde não me recordo de uma única vez ter tido uma proposta ou um apoio ou uma recusa das aventuras que a direita todos os dias propõe.
Helena Roseta e o seu ego é já um study case...
Quanto aos recém chegados bloquistas, o espanto só pode ser ultrapassado pelo oportunismo que denotam. Qual foi a proposta que apresentaram que tivesse pés para andar? Onde é que iam buscar os fundos necessários para destribuir as benesses que o elan populista lhes recheia as insulto-propostas?
Querem uma Albânia, um "orgulhosamente sós"?
Qual é a proposta deles para a integração europeia? Estão ou não ao srviço da direita quando pretendem acolher sem barreiras nem controlo todos os imgrantes clandestinos na Europa? Apenas para disfarçar complexos neo-coloniais?Ou para exibir internacionalismos baratos?Novas e gritantes desigualdades?Dois milhões de pobres?Aumento do desemprego?Deficiências na Saúde e na Educação?Mas onde é que têm estado?A educação estava bem , não era? com mais de 60% de abandono e de falta de resultados? Com as maiores despesas por aluno da Europa e os piores resultados?A saúde? Valha-os Deus! As listas de espera, já ouviram falar? são deste governo? O abandono do campo e a concentração das populações nas cidades também são da responsabilidade do Sócrates?A falta de médicos organizada e planeada entre os anteriores governos e a Ordem dos Médicos é um dos crimes mais grotescos e de imensas repercussões na sociedade.E então, reagir a números de relatórios que se referem a 2004, não sei como classificar.Tenho na vida assistido a muita manipulação e falta de vergonha. Mas deste calibre e levada a cabo por pretensos libertadores é que não me recordo!
Tanta desonestidade tem de se voltar contra os oportunistas!
MFerrer
http://homem-ao-mar.blogspot.com/
Para evitar desgostos que já me aconteceram com censuras e cortes em comentários, faço cópia e usá-lo-ei "accordingly"
Porque a paciência tem limites, porque me fartei ao longo da vida de assirtir aos que deitaram fora a criança com a água do banho, ou pior, assisti à preparação de muita matança de inocentes com discursos de justiça social ou promessas da mesma, deixei à bocado, o seguinte comentário na dita Tribuna Socialista onde quero acreditar que o nome corresponda à prática...
"O oportunismo deste tipo de declarações que misturam dados recolhidos em períodos anteriores com invenções e boatos, serve a quem? Dizem falar contra o "pensamento único" e, de facto, pensam pouco no que estão a fazer!
Dizem estar contra a insegurança. Estamos todos.
Só que juntar insegurança com análise política tem um sabor a ranço e a "deja vu" que dá que pensar àcerca da seriedade dos seus autores.
E então são contra as desigualdades. Parece-me louvável.
O diabo é que não me recordo desses partidos apoiarem qq medidas do governo do PS quando enfrentou as corporações de juizes, de professores, de magistrados do MP, das farmácias, dos médicos...ou sou eu que sou distraído?
Mais democracia? Mas não foi este governo que se propôs e fez aprovar o regime de funcionamento da AR mais favorável às oposições?
Ou o que é que têm , de facto ! , a apontar à independência que tem demonstrado em relação ao poder dos Tribunais,à comunicação social, etc, etc.
Depois, esta técnica de apresentar um comunicado e juntar-lhe comentários maldosos e pouco sérios, é uma prática que reconheço nalguns períodos da História, mas que apenas um punhado de distraídos e de senis pode aprovar.
Apelar a uma "maioria social de esquerda", não é nada, e é abrir a porta a outras maiorias sociais de direita que já vimos e aturámos. Retirar conteúdos para invocar maravilhas futuras e despolitizadas, sem miolo, fala dos seus subscritores!
No momento em que o País se dedica empenhadamente a juntar os cacos de muitos anos de políticas erráticas, em termos sociais e económicos, de que é que se lembram estes iluminados:
Falam de pensamento único - quando o governo não tem nem controla qq meio de comunicação e quando a direita possui todas as principais TVs e jornais;
Quando o que vemos e ouvimos diariamente são os comentadores e os candidatos da direita a serem endeusados e escutados atenta e demoradamente, aliás, na razão inversa da quantidade de ideias que debitam.
Choram a Injustiça? Mas qual? A que é promovida há anos pelos Tribunais independentes e irresponsáveis? Ou trata-se um ataque sórdido ao governo? É que se tal é caso, a falta de vergonha está a par da ausência de memória:
Então não foi este governo que propôs e fez aprovar as mais avançadas medidas de justiça social, o maior ordenado mínimo, o apoio efectivo à pobreza na velhice, a mais vasta e profunda reforma no ensino desde o 1º ano até à universidade? Nessa universidade portuguesa onde a direita autorizara mais de mil cursos sem qq qualidade em universidades privadas de duvidosa génese e pior desempenho?
Então não foi este governo do PS que fez aprovar a IVG? ou as medidas contra a difusão de DST nas cadeias? Ou que mais investiu nos últimos 30 anos em programas de apoio à alimentação gratuita nas escolas, às novas oportunidades escolares, de apoio à velhice, à infância - com mais de 300 creches e J de Infância gratuítos - ou aos desempregados de longa duração?
A ambição de Manuel Alegre não sei se corresponde ao tamanho da sua obra literária, sei porém que é muito maior do que os seus trabalhos ou intervenções na AR, ao longo de muitos e muitos anos, onde não me recordo de uma única vez ter tido uma proposta ou um apoio ou uma recusa das aventuras que a direita todos os dias propõe.
Helena Roseta e o seu ego é já um study case...
Quanto aos recém chegados bloquistas, o espanto só pode ser ultrapassado pelo oportunismo que denotam. Qual foi a proposta que apresentaram que tivesse pés para andar? Onde é que iam buscar os fundos necessários para destribuir as benesses que o elan populista lhes recheia as insulto-propostas?
Querem uma Albânia, um "orgulhosamente sós"?
Qual é a proposta deles para a integração europeia? Estão ou não ao srviço da direita quando pretendem acolher sem barreiras nem controlo todos os imgrantes clandestinos na Europa? Apenas para disfarçar complexos neo-coloniais?Ou para exibir internacionalismos baratos?Novas e gritantes desigualdades?Dois milhões de pobres?Aumento do desemprego?Deficiências na Saúde e na Educação?Mas onde é que têm estado?A educação estava bem , não era? com mais de 60% de abandono e de falta de resultados? Com as maiores despesas por aluno da Europa e os piores resultados?A saúde? Valha-os Deus! As listas de espera, já ouviram falar? são deste governo? O abandono do campo e a concentração das populações nas cidades também são da responsabilidade do Sócrates?A falta de médicos organizada e planeada entre os anteriores governos e a Ordem dos Médicos é um dos crimes mais grotescos e de imensas repercussões na sociedade.E então, reagir a números de relatórios que se referem a 2004, não sei como classificar.Tenho na vida assistido a muita manipulação e falta de vergonha. Mas deste calibre e levada a cabo por pretensos libertadores é que não me recordo!
Tanta desonestidade tem de se voltar contra os oportunistas!
MFerrer
http://homem-ao-mar.blogspot.com/
Para evitar desgostos que já me aconteceram com censuras e cortes em comentários, faço cópia e usá-lo-ei "accordingly"
sábado, maio 31, 2008
AMY Adegas
Aquilo é um especctáculo para todas as idades?
Os paizinhos que pagam aqueles bilhetes de entrada aos seus filhos adolescentes são os mesmos que depois vêm para a rua insultar a Ministra da Educação ? e são os que se queixam de estado policial?
É sobre estes anjinhos que o PR se debruça para avaliar da sua participação política?
Ainda não chegámos ao nível de delinquência do Reino Unido mas estamos a trabalhar para isso.
Pena é que as Amys venham receber milhões de euros que, dizem, fazem falta a algumas famílias portuguesas.
Entretanto a campanha da direita, surfando a onda da insegurança ( grande ou pequena, imaginada ou não! ), está em pleno por todo o lado. Deve ser paga pelas grandes centrais de informação.
Nem têm um pingo de vergonha: Até está ali o Artur Albarran na SIC, ex-sócio de toda a espécie de negócios suspeitos e insuspeitos, a fazer um programa de "smashed news", em que mistura sexo, violência, roubo, assassínios com lugares comuns e estatísticas de violência.
Vão, vão por aí!
Os paizinhos que pagam aqueles bilhetes de entrada aos seus filhos adolescentes são os mesmos que depois vêm para a rua insultar a Ministra da Educação ? e são os que se queixam de estado policial?
É sobre estes anjinhos que o PR se debruça para avaliar da sua participação política?
Ainda não chegámos ao nível de delinquência do Reino Unido mas estamos a trabalhar para isso.
Pena é que as Amys venham receber milhões de euros que, dizem, fazem falta a algumas famílias portuguesas.
Entretanto a campanha da direita, surfando a onda da insegurança ( grande ou pequena, imaginada ou não! ), está em pleno por todo o lado. Deve ser paga pelas grandes centrais de informação.
Nem têm um pingo de vergonha: Até está ali o Artur Albarran na SIC, ex-sócio de toda a espécie de negócios suspeitos e insuspeitos, a fazer um programa de "smashed news", em que mistura sexo, violência, roubo, assassínios com lugares comuns e estatísticas de violência.
Vão, vão por aí!
Crise e pobreza generalizada entre a Classe Média?
Pois bem, o Rock in Rio apresenta enchentes de gente vinda de todo o País, com ou sem bilhete, a qualquer preço, por muitos centos de euros por noite...
Para o espectáculo da Madona, lá para Setembro foram vendidos nas primeiras horas 20.000 bilhetea a 60 euros = 1,2 milhões adiantadaos...
Ora o BE e o Alegre vão insurgir-se contra a miséria, próxima terça-feira, e a pobreza que descobriram agora em Portugal.
Lindo trabalho!
A MFL nem precisa de comprar a banda. Estes tamborzinhos já vão à frente...
Façam o favor de me lembrar estes dados na próxima campanha de choradinho nacional. Tá?
Para o espectáculo da Madona, lá para Setembro foram vendidos nas primeiras horas 20.000 bilhetea a 60 euros = 1,2 milhões adiantadaos...
Ora o BE e o Alegre vão insurgir-se contra a miséria, próxima terça-feira, e a pobreza que descobriram agora em Portugal.
Lindo trabalho!
A MFL nem precisa de comprar a banda. Estes tamborzinhos já vão à frente...
Façam o favor de me lembrar estes dados na próxima campanha de choradinho nacional. Tá?
sexta-feira, maio 30, 2008
O provincianismo no seu posto (a descoberto)
Segundo o que relata o Le Monde a convulsão planetária provocada pelo aumento de preço dos combustíveis tem consequências tremendas em todo o mundo.
Mesmo dentro dos EEUU se discute acesamente o que fazer.
Em Portugal , não é assim. A Esquerda já se aliou à direita trauliteira e descobriu toda a tramoia: Foi o PS, é o PS que é mau da fita e quer lixar a gente todos. Só por maldade!
Ainda bem que esta gente vai ganhar as próximas eleições e transformar isto na Albânia do Ocidente.
Copio do Le Monde:
Le groupe américain Dow Chemical a annoncé, mercredi 28 mai, une hausse des prix de tous ses produits pour compenser l'augmentation des prix de l'énergie, des matières premières et des transports. Ces hausses seront effectives à partir du 1er juin et pourraient atteindre 20 %.
Le groupe chimique, très diversifié comme tous les géants du secteur, produit une large gamme de produits qui vont des fournitures à l'industrie en général, notamment l'automobile, à l'agriculture, en passant par les soins et les produits grand public. Son communiqué indique qu'il a dépensé 8 milliards de dollars (5,1 milliards d'euros) en 2002 pour ses dépenses énergétiques et ses achats de matières premières. Ces mêmes dépenses ont atteint 32 milliards de dollars cette année.
Le défi posé aux industries chimiques par la hausse du prix de l'énergie et des matières premières n'est pas nouveau. Mais l'annonce de Dow est volontairement provocatrice. Elle s'accompagne d'une déclaration de guerre d'Andrew Liveris, PDG du groupe, au gouvernement américain : "Cela fait de nombreuses années que Washington échoue à régler le problème de la hausse des coûts de l'énergie. Le résultat est là : le pays se trouve confronté à une crise énergétique qui endommage gravement le secteur manufacturier américain." M. Liveris ajoute que "la faillite de la politique énergétique du gouvernement américain réduit la compétitivité de l'industrie américaine dans la mondialisation et engendre une destruction de la demande sur l'ensemble du territoire national".
Cette situation difficile n'est pas propre à Dow Chemical. Rhodia, premier groupe chimique français au côté d'Arkema (né de la fusion des activités chimie d'Elf et de TotalFina), avait perdu 20 % de sa valeur en février en Bourse quand son président, Jean-Pierre Clamadieu, avait expliqué que la hausse du prix de l'énergie rendait incertain le respect de ses objectifs financiers pour 2008.
Les prix élevés de l'énergie et des matières premières contraignent l'ensemble de l'industrie chimique à se réorienter. Le financement de la recherche (3 % du chiffre d'affaires en moyenne) a pour but en priorité d'améliorer l'efficacité énergétique de ses modes de production (biotechnologies blanches, chimie verte, usage des nanotechnologies).
L'industrie chimique étudie aussi la possibilité d'utiliser de manière efficiente et non polluante les ressources charbonnières. La recherche n'a pas seulement pour but de remplacer le pétrole mais aussi d'accélérer l'arrivée sur le marché de produits innovants économes en énergie. Un rapport du cabinet McKinsey estime que, d'ici à 2010, 20 % des produits chimiques seront produits à partir de procédés biologiques utilisant des bactéries pour la fabrication, la transformation ou la dégradation de molécules.
Yves Mamou
Mesmo dentro dos EEUU se discute acesamente o que fazer.
Em Portugal , não é assim. A Esquerda já se aliou à direita trauliteira e descobriu toda a tramoia: Foi o PS, é o PS que é mau da fita e quer lixar a gente todos. Só por maldade!
Ainda bem que esta gente vai ganhar as próximas eleições e transformar isto na Albânia do Ocidente.
Copio do Le Monde:
Le groupe américain Dow Chemical a annoncé, mercredi 28 mai, une hausse des prix de tous ses produits pour compenser l'augmentation des prix de l'énergie, des matières premières et des transports. Ces hausses seront effectives à partir du 1er juin et pourraient atteindre 20 %.
Le groupe chimique, très diversifié comme tous les géants du secteur, produit une large gamme de produits qui vont des fournitures à l'industrie en général, notamment l'automobile, à l'agriculture, en passant par les soins et les produits grand public. Son communiqué indique qu'il a dépensé 8 milliards de dollars (5,1 milliards d'euros) en 2002 pour ses dépenses énergétiques et ses achats de matières premières. Ces mêmes dépenses ont atteint 32 milliards de dollars cette année.
Le défi posé aux industries chimiques par la hausse du prix de l'énergie et des matières premières n'est pas nouveau. Mais l'annonce de Dow est volontairement provocatrice. Elle s'accompagne d'une déclaration de guerre d'Andrew Liveris, PDG du groupe, au gouvernement américain : "Cela fait de nombreuses années que Washington échoue à régler le problème de la hausse des coûts de l'énergie. Le résultat est là : le pays se trouve confronté à une crise énergétique qui endommage gravement le secteur manufacturier américain." M. Liveris ajoute que "la faillite de la politique énergétique du gouvernement américain réduit la compétitivité de l'industrie américaine dans la mondialisation et engendre une destruction de la demande sur l'ensemble du territoire national".
Cette situation difficile n'est pas propre à Dow Chemical. Rhodia, premier groupe chimique français au côté d'Arkema (né de la fusion des activités chimie d'Elf et de TotalFina), avait perdu 20 % de sa valeur en février en Bourse quand son président, Jean-Pierre Clamadieu, avait expliqué que la hausse du prix de l'énergie rendait incertain le respect de ses objectifs financiers pour 2008.
Les prix élevés de l'énergie et des matières premières contraignent l'ensemble de l'industrie chimique à se réorienter. Le financement de la recherche (3 % du chiffre d'affaires en moyenne) a pour but en priorité d'améliorer l'efficacité énergétique de ses modes de production (biotechnologies blanches, chimie verte, usage des nanotechnologies).
L'industrie chimique étudie aussi la possibilité d'utiliser de manière efficiente et non polluante les ressources charbonnières. La recherche n'a pas seulement pour but de remplacer le pétrole mais aussi d'accélérer l'arrivée sur le marché de produits innovants économes en énergie. Un rapport du cabinet McKinsey estime que, d'ici à 2010, 20 % des produits chimiques seront produits à partir de procédés biologiques utilisant des bactéries pour la fabrication, la transformation ou la dégradation de molécules.
Yves Mamou
Lembrando uma figura maior da luta dos colonizados
Aquino de Bragança foi uma figura maior, com quem tive o privilégio de privar algum tempo, quer na qualidade de seu aluno ou de convidado para "aulas especiais".Desapareceu no acidente que vitimou também Samora Machel, mas o seu contributo para a compreensão dos fenómenos do colonialismo e do pós colonialismo, levavam-no a cavalgar ondas de liberdade e de nos proporcionar inquietações que só ele tinha a autoridade moral e política para apresentar à luz do dia.
Despojado de qualquer interesse material, vivendo do seu salário de professor em Moçambique, mas privando com todos os dirigentes da Frelimo, foi até à morte conselheiro especial de Samora Machel.
Cito -o de cor :
"É preciso, para ser marxista, pôr tudo em dúvida, incluindo o marxismo", ou
"É indispensável ler as obras de Salazar, ele foi provavelmente o último grande patriota português", ou ainda
"É preciso, é indispensável começar a discutir o que será a sociedade moçambicana após Machel" ( isto em 77, quando Samora estava vivo, de saúde, e dirigindo a Frelimo e o Estado com mão de iluminado!"
Aquino dizia estas coisas e provocava verdadeiros choques nas suas aulas na U. Eduardo Mondlane ou no Centro de Estudos Africanos, em Maputo, em 1977...
Agora descobri aqui um texto interessante que partilho convosco:
"Porque falar do Aquino de Bragança (AB)?
Jacques Depelchin (2008-04-19)
Neste primeiro número do Pambazuka News em língua portuguesa, Jacques Depelchin fala-nos de um intelectual orgânico como Aquino de Bragança,num ensaio biográfico e apaixonante.Num contexto em que a globalização deixa cada vez menos espaço para pensar fora dos paradigmas ditados pelo sistema, é crucial lembrar uma personalidade que conseguiu fazer da sua vida um exemplo de fidelidade à politica emancipativa, sem cair, como gostava repetir, no Marxismo de cartilhas. Não era o único, houve outros, como por exemplo, Mário Pinto de Andrade, que se lançaram no projecto de libertação da África colonizada por Portugal, decididos à não cair na armadilha (quer dizer submissão) às regras dos partidos comunistas das metrópoles dos colonizadores.A grande paixão politica e intelectual do AB era de sempre procurar respostas singulares aos desafios não só do momento, mas também do futuro. Queria fazer do CEA não só uma instituição dedicada à resolver os problemas imediatos de Moçambique, como, por exemplo, a falta de quadros, mas também procurar aliados em zonas, países que pudessem apoiar num processo de emancipação que ele considerava crucial para África Austral, mas também do mundo inteiro. Partilhava a ideia (que se podia ler num cartaz daquela época) que o Apartheid era crime contra a humanidade. Para ele o projecto emancipativo necessitava romper com hábitos de pensar que a humanidade era só aquela que vinha directamente do iluminismo ou de qualquer outra ideologia que tratava os Africanos e dentro deles, sobretudo os mais pobres, camponeses, operários, crianças, mulheres. BREF, como costumava dizer, a obrigação/fidelidade era de ser solidário com os discriminados/danados da Terra. O projecto emancipativo, pertencia ao mundo inteiro e tinha que ser entendido como tendo a sua origem nos primórdios da humanidade; não podia ser mantido refém de qualquer modo de teorização ou de conivência politica e/ou ideologica. Neste sentido, ele pertencia aos que pensavam que o comunismo não pertencia ao modelo que surgiu nos últimos séculos, mas sim aos que sempre viveram, sem equívocos, com base nos princípios de solidariedade. Numa altura em que a cooperação Sul-Sul não se tinha tornada moda, ele convidou um estudante Brasileiro (1981-84) para vir pesquisar (para doutoramento) sobre a historia de Moçambique. Um dos frutos desta visão saiu em 2007 com a publicação do livro de Valdemir Zamparoni: De Escravo a Cozinheiro: Colonialismo e racismo em Moçambique (EDUFBA/CEAO, Salvador, Brasil). Seremos capazes de continuar nos seus traços fora das cartilhas de historia? Descartilhando a historia da África para que seja fiel a historia da humanidade?Sou anti-anti-comunistaAssim se definia politicamente Aquino de Bragança. Ele nasceu em Goa onde, aos 15 anos de idade, tornou-se membro dum dos múltiplos partidos comunistas. Em 1948 seguiu para Moçambique, enquanto o seu amigo Pio Pinto parou em Mombasa. Em 1949 vai para França, onde encontrara Marcellino dos Santos, futuro grande amigo.
Jacques Depelchin (2008-04-19)
Neste primeiro número do Pambazuka News em língua portuguesa, Jacques Depelchin fala-nos de um intelectual orgânico como Aquino de Bragança,num ensaio biográfico e apaixonante.Num contexto em que a globalização deixa cada vez menos espaço para pensar fora dos paradigmas ditados pelo sistema, é crucial lembrar uma personalidade que conseguiu fazer da sua vida um exemplo de fidelidade à politica emancipativa, sem cair, como gostava repetir, no Marxismo de cartilhas. Não era o único, houve outros, como por exemplo, Mário Pinto de Andrade, que se lançaram no projecto de libertação da África colonizada por Portugal, decididos à não cair na armadilha (quer dizer submissão) às regras dos partidos comunistas das metrópoles dos colonizadores.A grande paixão politica e intelectual do AB era de sempre procurar respostas singulares aos desafios não só do momento, mas também do futuro. Queria fazer do CEA não só uma instituição dedicada à resolver os problemas imediatos de Moçambique, como, por exemplo, a falta de quadros, mas também procurar aliados em zonas, países que pudessem apoiar num processo de emancipação que ele considerava crucial para África Austral, mas também do mundo inteiro. Partilhava a ideia (que se podia ler num cartaz daquela época) que o Apartheid era crime contra a humanidade. Para ele o projecto emancipativo necessitava romper com hábitos de pensar que a humanidade era só aquela que vinha directamente do iluminismo ou de qualquer outra ideologia que tratava os Africanos e dentro deles, sobretudo os mais pobres, camponeses, operários, crianças, mulheres. BREF, como costumava dizer, a obrigação/fidelidade era de ser solidário com os discriminados/danados da Terra. O projecto emancipativo, pertencia ao mundo inteiro e tinha que ser entendido como tendo a sua origem nos primórdios da humanidade; não podia ser mantido refém de qualquer modo de teorização ou de conivência politica e/ou ideologica. Neste sentido, ele pertencia aos que pensavam que o comunismo não pertencia ao modelo que surgiu nos últimos séculos, mas sim aos que sempre viveram, sem equívocos, com base nos princípios de solidariedade. Numa altura em que a cooperação Sul-Sul não se tinha tornada moda, ele convidou um estudante Brasileiro (1981-84) para vir pesquisar (para doutoramento) sobre a historia de Moçambique. Um dos frutos desta visão saiu em 2007 com a publicação do livro de Valdemir Zamparoni: De Escravo a Cozinheiro: Colonialismo e racismo em Moçambique (EDUFBA/CEAO, Salvador, Brasil). Seremos capazes de continuar nos seus traços fora das cartilhas de historia? Descartilhando a historia da África para que seja fiel a historia da humanidade?Sou anti-anti-comunistaAssim se definia politicamente Aquino de Bragança. Ele nasceu em Goa onde, aos 15 anos de idade, tornou-se membro dum dos múltiplos partidos comunistas. Em 1948 seguiu para Moçambique, enquanto o seu amigo Pio Pinto parou em Mombasa. Em 1949 vai para França, onde encontrara Marcellino dos Santos, futuro grande amigo.
O neo-capitalismo angolano
O seguinte artigo foi publicado pelo jornal de Angola, na edição de 25 de Fevereiro de 2008 e transcrito num blogue não identificado:
O capitalismo angolano entre o presente e o futuro
O velho Marx dizia (cito de cor): - "Historicamente, o capitalismo nasceu com as mãos sujas de sangue". A frase pode parecer exagerada, mas basta lembrar os desenvolvimentos das revoluções burguesas na Europa para confirmá-lo. Para aqueles que acham que "ler muito atrapalha as ideias", recomendo um western qualquer, para apreciarem como nasceu o grandioso capitalismo americano.Como é que o capitalismo angolano está a nascer? Qual o seu futuro imediato? Nos outros países, há livros sobre o surgimento do capitalismo e como se formaram as grandes famílias burguesas que até hoje controlam o respectivo poder. Por todas as razões, ainda é cedo para surgir um livro desses acerca da burguesia angolana nascente. Seja como for, gostaria de deixar aqui alguns contributos para algum estudioso que esteja interessado em escrevê-lo.Com efeito, acho que já é possível, pelo menos, identificar os passos principais que a burguesia angolana emergente seguiu para se transformar, gradualmente, naquilo que é hoje: um grupo altamente restrito e endinheirado, com um apetite incontrolável e uma forte tendência para o exibicionismo e a arrogância, que está mais preocupado com os seus negócios do que com os problemas da sociedade, possuidor de um discurso nacionalista, mas que confunde cultura nacional com o "Caldo do Poeira" e, além disso, não hesita em aliar-se a interesses estrangeiros, para melhor prosperar.Como aconteceu em outros países pós-coloniais, a formação dessa classe (ou é melhor dizer grupo?) teve (tem) de ser feita à sombra e com o apoio do Estado. Os raros capitalistas que sobreviveram à aventura socialista de 1975 eram de origem europeia ou seus descendentes; de resto, mais ninguém herdou nada de ninguém, pelo que, quando a aventura socialista foi dada por encerrada, só havia uma forma de enriquecer: via Estado.Assim, o primeiro passo foi lançar mão da estratégia das comissões. O segundo foi adquirir o património estatal a preços irrisórios. O terceiro foi a especulação cambial, enquanto durou a taxa de câmbio "administrativa". O quarto foi usar informação privilegiada. O quinto foi utilizar as posições ocupadas no aparelho administrativo para fazer negócios consigo mesmo, assim como exigir participações em projectos apresentados por terceiros, pedir propinas para viabilizar esses projectos ou, pura e simplesmente, desviá-los e fazê-los em nome próprio ou de "testas-de-ferro".Talvez com a excepção da especulação cambial, as outras "ferramentas de capitalização", digamos assim, continuam a ser utilizadas. Graças a elas, formou-se um grupo restrito, mas poderoso, que estende os seus tentáculos a praticamente todas as áreas de actividade.O capitalismo angolano não poderia nascer de outra maneira. Do ponto de vista histórico, não há capitalismo higiénico. Daí, por conseguinte, as histórias de vigarices, trapaças, tráfico de influências e outras, que circulam nas conversas de bar, nas tertúlias, nos encontros familiares, nas farras ou nos óbitos (é aí onde os angolanos fazem a política real e não nas instâncias de tipo ocidental que, como todos os outros países periféricos, fomos forçados a adoptar).Entretanto, a fase de acumulação primitiva de capital por parte do grupo que controla o poder efectivo em Angola está virtualmente concluída. Dois sinais apontam nesse sentido: a criação do Banco Angolano de Desenvolvimento – que é, assumidamente, uma tentativa política e financeira de criar uma classe empreendedora nacional alargada e com critérios mais ou menos democráticos e racionais, uma vez que o núcleo dominante da burguesia emergente está praticamente formado – e a entrega da gestão dos seus negócios, por parte desse núcleo, aos seus filhos e sobrinhos, muitos deles cursados no exterior, em especialidades escolhidas "estrategicamente".O que esperar, assim, do futuro imediato do capitalismo angolano? A avaliar pela "pose" dessa nova geração – entre os 30 e 40 anos de idade – que começa a gerir os negócios dos seus antecessores, não estou muito optimista. Jovens cuja primeira ambição é ser milionários, que andam todos os dias de fato preto, gravata encarnada e óculos escuros, gostam de "estilar" de Hummer e acham que a juventude angolana é só aquela que sabe o que é "tchilar" e frequenta o Miami Beach fazem-me ficar preocupado com os meus filhos mais novos e os meus (futuros) netos.
João Melo
O capitalismo angolano entre o presente e o futuro
O velho Marx dizia (cito de cor): - "Historicamente, o capitalismo nasceu com as mãos sujas de sangue". A frase pode parecer exagerada, mas basta lembrar os desenvolvimentos das revoluções burguesas na Europa para confirmá-lo. Para aqueles que acham que "ler muito atrapalha as ideias", recomendo um western qualquer, para apreciarem como nasceu o grandioso capitalismo americano.Como é que o capitalismo angolano está a nascer? Qual o seu futuro imediato? Nos outros países, há livros sobre o surgimento do capitalismo e como se formaram as grandes famílias burguesas que até hoje controlam o respectivo poder. Por todas as razões, ainda é cedo para surgir um livro desses acerca da burguesia angolana nascente. Seja como for, gostaria de deixar aqui alguns contributos para algum estudioso que esteja interessado em escrevê-lo.Com efeito, acho que já é possível, pelo menos, identificar os passos principais que a burguesia angolana emergente seguiu para se transformar, gradualmente, naquilo que é hoje: um grupo altamente restrito e endinheirado, com um apetite incontrolável e uma forte tendência para o exibicionismo e a arrogância, que está mais preocupado com os seus negócios do que com os problemas da sociedade, possuidor de um discurso nacionalista, mas que confunde cultura nacional com o "Caldo do Poeira" e, além disso, não hesita em aliar-se a interesses estrangeiros, para melhor prosperar.Como aconteceu em outros países pós-coloniais, a formação dessa classe (ou é melhor dizer grupo?) teve (tem) de ser feita à sombra e com o apoio do Estado. Os raros capitalistas que sobreviveram à aventura socialista de 1975 eram de origem europeia ou seus descendentes; de resto, mais ninguém herdou nada de ninguém, pelo que, quando a aventura socialista foi dada por encerrada, só havia uma forma de enriquecer: via Estado.Assim, o primeiro passo foi lançar mão da estratégia das comissões. O segundo foi adquirir o património estatal a preços irrisórios. O terceiro foi a especulação cambial, enquanto durou a taxa de câmbio "administrativa". O quarto foi usar informação privilegiada. O quinto foi utilizar as posições ocupadas no aparelho administrativo para fazer negócios consigo mesmo, assim como exigir participações em projectos apresentados por terceiros, pedir propinas para viabilizar esses projectos ou, pura e simplesmente, desviá-los e fazê-los em nome próprio ou de "testas-de-ferro".Talvez com a excepção da especulação cambial, as outras "ferramentas de capitalização", digamos assim, continuam a ser utilizadas. Graças a elas, formou-se um grupo restrito, mas poderoso, que estende os seus tentáculos a praticamente todas as áreas de actividade.O capitalismo angolano não poderia nascer de outra maneira. Do ponto de vista histórico, não há capitalismo higiénico. Daí, por conseguinte, as histórias de vigarices, trapaças, tráfico de influências e outras, que circulam nas conversas de bar, nas tertúlias, nos encontros familiares, nas farras ou nos óbitos (é aí onde os angolanos fazem a política real e não nas instâncias de tipo ocidental que, como todos os outros países periféricos, fomos forçados a adoptar).Entretanto, a fase de acumulação primitiva de capital por parte do grupo que controla o poder efectivo em Angola está virtualmente concluída. Dois sinais apontam nesse sentido: a criação do Banco Angolano de Desenvolvimento – que é, assumidamente, uma tentativa política e financeira de criar uma classe empreendedora nacional alargada e com critérios mais ou menos democráticos e racionais, uma vez que o núcleo dominante da burguesia emergente está praticamente formado – e a entrega da gestão dos seus negócios, por parte desse núcleo, aos seus filhos e sobrinhos, muitos deles cursados no exterior, em especialidades escolhidas "estrategicamente".O que esperar, assim, do futuro imediato do capitalismo angolano? A avaliar pela "pose" dessa nova geração – entre os 30 e 40 anos de idade – que começa a gerir os negócios dos seus antecessores, não estou muito optimista. Jovens cuja primeira ambição é ser milionários, que andam todos os dias de fato preto, gravata encarnada e óculos escuros, gostam de "estilar" de Hummer e acham que a juventude angolana é só aquela que sabe o que é "tchilar" e frequenta o Miami Beach fazem-me ficar preocupado com os meus filhos mais novos e os meus (futuros) netos.
João Melo
quinta-feira, maio 29, 2008
Chamem a polícia !
A Galp, a Repsol, a Cepsa, a Nynas e a BP foram multadas por cartelização durante mais de dez anos dos preços do betume em Espanha; segundo a RTP, transcrevo o seguinte:
Bruxelas aplica multa de 8,6 milhões de euros à Galp Energia
Bruxelas infligiu no total uma multa de 183 milhões de euros às cinco empresas envolvidas na concertação de preços
A Comissão Europeia aplicou uma multa de 8,6 milhões de euros à Galp Energia por concertação de preços no mercado de betume para asfalto em Espanha, anunciou o executivo comunitário em comunicado.
Bruxelas infligiu no total uma multa de 183 milhões de euros às cinco empresas envolvidas na concertação de preços: BP, Repsol, Cepsa, Nynas e Galp.
A Comissão Europeia argumenta que entre 1991 e 2002, estas empresas partilharam o mercado do betume para asfalto em Espanha e concertaram os preços.
A BP foi a primeira empresa a divulgar as informações relativas à prática de cartelização no âmbito do estatuto de clemência dado por Bruxelas a quem cooperar neste tipo denúncia, tendo por isso obtido imunidade, pelo que lhe viu perdoada a multa no valor de 66 milhões de euros.
( fantástica clemência! digo eu !)
A comissária europeia da Concorrência, Neelie Kroes, afirmou ser "inaceitável que as empresas tenham enganado os consumidores, as autoridades e os contribuintes espanhóis por quase 12 anos, através da partilha do mercado de betume para asfalto". "
A Comissão não tolerará este tipo de actividades ilegais, que tem como consequência prejudicar os consumidores, e nós continuaremos a aplicar sanções severas aos infractores", afirmou.
Em 2001, último ano da infracção, que durou cerca de 12 anos, o valor do mercado de betume para asfalto foi de 286 milhões de euros. O inquérito da Comissão Europeia foi iniciado em Outubro de 2002 e resolvido depois por um pedido de imunidade apresentado pela BP.
Entre 1991 e 2002, os membros do cartel estabeleceram as partes do mercado, repartiram os volumes de venda e os clientes e acompanharam os acordos de partilha do mercado ao trocarem informações comerciais sensíveis. Procediam ainda ao pagamento de indemnizações uns aos outros nos casos em que houvesse desvios em relação aos acordos de partilha de mercado e tinham acordos sobre a variação de preços do betume e o momento a partir do qual os novos preços se aplicavam. As discussões sobre a partilha de mercado ocorriam anualmente para definir os termos para o ano seguinte.
Galp Energia sabia da existência do cartel, mas nunca participou e vai recorrer da multa A Galp Energia reconhece que a empresa teve conhecimento em 1994 do cartel dos betumes para asfalto em Espanha mas nunca participou nele, considerando a multa da Comissão Europeia desproporcionada, razão pela qual vai recorrer para o Tribunal Europeu.
"A Galp Energia sabia em 1994 da existência do cartel, mas nunca colaborou com ele, vendendo sempre acima do que estava estipulado", afirmou à Lusa o porta-voz da empresa Tiago Villas-Boas. "O cartel impunha unilateralmente à Galp Energia uma quota de 48.000 toneladas/ano, num mercado de aproximadamente 1,5 milhões de toneladas/ano [...]", refere a petrolífera em comunicado. "A Galp Energia nunca participou no cartel e, desde sempre, manteve uma politica comercial autónoma [...]", acrescentou. A Galp Energia considerou hoje "totalmente desproporcionada" a condenação e multa de 8,6 milhões de euros que lhe foi aplicada pela Comissão Europeia por cartelização de preços e garantiu que vai recorrer da decisão. A Comissão Europeia anunciou hoje, em comunicado, a aplicação de uma multa de 8,6 milhões de euros à Galp Energia por concertação de preços no mercado de betume para asfalto em Espanha. Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Galp Energia rejeita a acusação e afirma estar a aguardar "que o texto completo da decisão [da Comissão Europeia] lhe seja transmitido para interpor o competente recurso junto do Tribunal de Primeira Instância das Comunidades Europeias". A empresa presidida por Ferreira de Oliveira frisa que "nunca teve qualquer condenação por conduta anti-concorrencial", mas revela que, a partir do momento em que foi notificada da acusação (em Setembro de 2006), "cautelarmente fez nas suas contas (...) provisões financeiras adequadas para fazer face a esta contingência". "O cumprimento das regras de defesa de concorrência é um imperativo" da actuação da Galp nos mercados onde está presente, reforça a empresa.
Ainda bem que assim é. Fico completamente esclarecido e descansado.
Bruxelas aplica multa de 8,6 milhões de euros à Galp Energia
Bruxelas infligiu no total uma multa de 183 milhões de euros às cinco empresas envolvidas na concertação de preços
A Comissão Europeia aplicou uma multa de 8,6 milhões de euros à Galp Energia por concertação de preços no mercado de betume para asfalto em Espanha, anunciou o executivo comunitário em comunicado.
Bruxelas infligiu no total uma multa de 183 milhões de euros às cinco empresas envolvidas na concertação de preços: BP, Repsol, Cepsa, Nynas e Galp.
A Comissão Europeia argumenta que entre 1991 e 2002, estas empresas partilharam o mercado do betume para asfalto em Espanha e concertaram os preços.
A BP foi a primeira empresa a divulgar as informações relativas à prática de cartelização no âmbito do estatuto de clemência dado por Bruxelas a quem cooperar neste tipo denúncia, tendo por isso obtido imunidade, pelo que lhe viu perdoada a multa no valor de 66 milhões de euros.
( fantástica clemência! digo eu !)
A comissária europeia da Concorrência, Neelie Kroes, afirmou ser "inaceitável que as empresas tenham enganado os consumidores, as autoridades e os contribuintes espanhóis por quase 12 anos, através da partilha do mercado de betume para asfalto". "
A Comissão não tolerará este tipo de actividades ilegais, que tem como consequência prejudicar os consumidores, e nós continuaremos a aplicar sanções severas aos infractores", afirmou.
Em 2001, último ano da infracção, que durou cerca de 12 anos, o valor do mercado de betume para asfalto foi de 286 milhões de euros. O inquérito da Comissão Europeia foi iniciado em Outubro de 2002 e resolvido depois por um pedido de imunidade apresentado pela BP.
Entre 1991 e 2002, os membros do cartel estabeleceram as partes do mercado, repartiram os volumes de venda e os clientes e acompanharam os acordos de partilha do mercado ao trocarem informações comerciais sensíveis. Procediam ainda ao pagamento de indemnizações uns aos outros nos casos em que houvesse desvios em relação aos acordos de partilha de mercado e tinham acordos sobre a variação de preços do betume e o momento a partir do qual os novos preços se aplicavam. As discussões sobre a partilha de mercado ocorriam anualmente para definir os termos para o ano seguinte.
Galp Energia sabia da existência do cartel, mas nunca participou e vai recorrer da multa A Galp Energia reconhece que a empresa teve conhecimento em 1994 do cartel dos betumes para asfalto em Espanha mas nunca participou nele, considerando a multa da Comissão Europeia desproporcionada, razão pela qual vai recorrer para o Tribunal Europeu.
"A Galp Energia sabia em 1994 da existência do cartel, mas nunca colaborou com ele, vendendo sempre acima do que estava estipulado", afirmou à Lusa o porta-voz da empresa Tiago Villas-Boas. "O cartel impunha unilateralmente à Galp Energia uma quota de 48.000 toneladas/ano, num mercado de aproximadamente 1,5 milhões de toneladas/ano [...]", refere a petrolífera em comunicado. "A Galp Energia nunca participou no cartel e, desde sempre, manteve uma politica comercial autónoma [...]", acrescentou. A Galp Energia considerou hoje "totalmente desproporcionada" a condenação e multa de 8,6 milhões de euros que lhe foi aplicada pela Comissão Europeia por cartelização de preços e garantiu que vai recorrer da decisão. A Comissão Europeia anunciou hoje, em comunicado, a aplicação de uma multa de 8,6 milhões de euros à Galp Energia por concertação de preços no mercado de betume para asfalto em Espanha. Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Galp Energia rejeita a acusação e afirma estar a aguardar "que o texto completo da decisão [da Comissão Europeia] lhe seja transmitido para interpor o competente recurso junto do Tribunal de Primeira Instância das Comunidades Europeias". A empresa presidida por Ferreira de Oliveira frisa que "nunca teve qualquer condenação por conduta anti-concorrencial", mas revela que, a partir do momento em que foi notificada da acusação (em Setembro de 2006), "cautelarmente fez nas suas contas (...) provisões financeiras adequadas para fazer face a esta contingência". "O cumprimento das regras de defesa de concorrência é um imperativo" da actuação da Galp nos mercados onde está presente, reforça a empresa.
Ainda bem que assim é. Fico completamente esclarecido e descansado.
Sob investigação por fraude e evasão fiscal
Segundo o DN e outros orgão de informação, as Finanças e o Ministério Público andaram em Empresas e escritórios propriedade de Horácio Roque e de Joe Berardo, em busca de provas relativas a um processo de fraude e evasão fiscal com intervenção de empresas e contas em off-shores.
Depois, agradecia que me avisassem no caso de alguém ir preso.
Como sou um bocado distraído, às vezes não apanho o resto da história e fico sempre ansioso sobre um eventual erro judicial...
Tudo é possível!
Depois, agradecia que me avisassem no caso de alguém ir preso.
Como sou um bocado distraído, às vezes não apanho o resto da história e fico sempre ansioso sobre um eventual erro judicial...
Tudo é possível!
terça-feira, maio 27, 2008
Só uma política conjunta da energia faz sentido
Manuel Pinho acaba de solicitar uma reunião urgente, dos Ministros da Economia, a Bruxelas.
Este é o princípio e a finalidade última da UE. Definição de políticas comuns.
Não faz sentido que a periferia tenha que manter os portos para servir a grande indústria do in-land e seja prejudicada pela sua situação geográfica versus a demografia e o centralismo industrial ou a proximidade dos mercados do Leste.
A propósito do Leste que é grande produtor de energia, qual a razão porque os nossos parceiros mais próximos desse gigante - a Rússia - já têm acordos preferenciais sobre a energia e Portugal continua aqui na cauda ocidental à espera de milagres vindos da Venezuela, de Angola e do Brasil?
O tecido produtivo europeu tem as suas características climáticas, geográficas, históricas e de desenvolvimento diferenciado, mas tem que haver uma política comum sobre a energia, os transportes, a saúde, a segurança social e a defesa.
É completamente injusto que a Austria ou a Polónia para exportar para o Leste precise apenas de uma estrada e Portugal tenha que investir em todo um complexo portuário e ter mão -de-obra disponível para servir as trocas comerciais do in-land.
Este é o princípio e a finalidade última da UE. Definição de políticas comuns.
Não faz sentido que a periferia tenha que manter os portos para servir a grande indústria do in-land e seja prejudicada pela sua situação geográfica versus a demografia e o centralismo industrial ou a proximidade dos mercados do Leste.
A propósito do Leste que é grande produtor de energia, qual a razão porque os nossos parceiros mais próximos desse gigante - a Rússia - já têm acordos preferenciais sobre a energia e Portugal continua aqui na cauda ocidental à espera de milagres vindos da Venezuela, de Angola e do Brasil?
O tecido produtivo europeu tem as suas características climáticas, geográficas, históricas e de desenvolvimento diferenciado, mas tem que haver uma política comum sobre a energia, os transportes, a saúde, a segurança social e a defesa.
É completamente injusto que a Austria ou a Polónia para exportar para o Leste precise apenas de uma estrada e Portugal tenha que investir em todo um complexo portuário e ter mão -de-obra disponível para servir as trocas comerciais do in-land.
Ele há cada apoio!

Acabo de ouvir na TSF a declaração de apoio de Ribau Esteves, conhecido entre os amigos como o Rapaz Ribau, a Pedro Santana Lopes.
A PSL ! Pela dedicação, arrojo e espirito de luta ( estou a citar de cor, tal o meu nervosismo ) que demonstra ter.
Já me tinham contado da dedicação que cada membro do anterior consulado de Menezes manifestava entre si, não esperava é que tivessem facas tão afiadas...
Se este apoio não liquidar mesmo PSL, o homem merece uma estátua ! Digo eu.
segunda-feira, maio 26, 2008
Um salto em frente...ou no abismo!

Debato-me entre a vontade de denunciar todo o horror provocado pela construção deficiente de edifícios escolares na China e a de querer evitar que este luto terrível sirva argumentos a quem os não merece, para atacar a RPC, nação que nasce do colonialismo inglês e do imperialismo americano e japonês. Não me esqueço disto tudo. No entanto...
Há limites abaixo dos quais não coloco a minha consciência.
De facto verifica-se hoje que muitas escolas chinesas simplesmente desapareceram da Terra. Esboroaram-se literalmente! Enterrando em vida muitos milhares de crianças pequeninas.
Como horror parecia-me que bastava:
- Seriam talvez edifícios velhos, pensava eu, provavelmente feitos sem ser para aquela finalidade, dizia para comigo. Possivelemente em terrenos mal escolhidos...
Infelizmente estava errado e estou revoltado com um sistema que permitiu/organizou que as coisas se passassem do seguinte modo:
Como se sabe, aos casais chineses só é permitido terem um filho para dele cuidarem o melhor possível e que os apoiará na velhice. Esta é a política de Segurança Social para as massas.
Ora esta "política" é perversa. O que ela promove é a proletarização do campesinato a qq preço.
Os pais, prevendo a própria velhice, investem aquilo que têm, e o que não têm, na educação dos filhos, na esperança que se tornem em verdadeiros Certificados de Aforro com pernas e braços para trabalhar. Em vista dos magros recursos que o campo proporciona, e verificando que só se enviarem os filhos para uma escola, seja barata ou mesmo gratuíta ( isso não sei! ) podem garantir algum sustento na velhice, deixam os filhos na terra, entregues seja a quem for, e partem para os grandes aglomerados a venderem a sua força de trabalho, sem fins-de-semana, sem férias, sem contrato de trabalho, sem formação profissional. Vão constituir um exército de voluntários que apenas desejam sobreviver, até que o filho único seja capaz de os manter na velhice.
Declaro que nunca tinha percebido esta política e o seu alcance maquiavélico. Acho que nunca nada semelhante tinha sido tentado nesta área e com estes efeitos.
Continuava enganado e não sabia quanto.
O pior estava para vir. Aqui chegado, o Estado Chinês, o que é o mesmo dizer o PCC, verifica que não tem escolas suficientes para acolher todas as crianças e deita-se a construir à pressa e por todo o lado as tais escolas para suporte desta política de massas.
Mas, como há dois tipos de cidadãos: Os membros do Partido - onde dizem que é difícil entrar - e as grandes massas, há também dois tipos de escolas. Umas, construídas por profissionais, com bons projectos e acabamentos, professores escolhidos e demais mordomias e, há as outras, de construção rápida, em regime de voluntariado, por pessoal não especializado, todos os prisioneiros que foi possível arrebanhar, com um mínimo de materiais, sem vistorias ou licenças de habitabilidade.
Não é preciso dizer-vos que as primeiras são para os membros da classe dirigente ( seja ela qual for ! ) e que as segundas, servem para os filhos dos operários das grandes fábricas nas imensas cidades, sem direitos ou regalias de qq espécie, prisioneiros do sistema montado sobre a sua carne...
Mas um terramoto abalou todo o sistema e deixou a nu a revoltante realidade: As escolas dos filhos dos membros do Partido não caíram e continuam de pé. As dos filhos dos operários transformaram-se nos seus túmulos! às dezenas de milhares!
Por muita consideração que se tenha pelos avanços conseguidos pelos comunistas , em apenas duas ou três gerações, ele há políticas tão perversas que só podem merecer o maior desprezo e repulsa. E os seus autores e responsáveis deveriam ser julgados em Nuremberga! Por crimes contra a Humanidade!
Os fins não justificam todos os meios.
Na foto acima pode ver-se, em primeiro plano, o monte de ruínas a que ficou reduzida a escola.
À esquerda, a creche para os filhos dos dirigentes e ao fundo, à direita, um hotel. Ambos em bom estado.
Poderia continuar este post com o rol das fábricas que também abateram sobre os operários e falando da "competição" que é necessário fazer aos produtos que de lá vêm. Fica para depois que estou enojado!
domingo, maio 25, 2008
A tijela meia-cheia de socialismo!
Não me disseram. Eu ouvi, no meu rádiozinho a pilhas, o Santana Lopes a chamar "socialista de meia-tijela" ao Sócrates.
Ora, se por um lado achei mal..., por outro, fiquei com a ideia que o padecimento de que o Santana se queixa é de que não está satisfeito com esta medida de socialismo.
Queria mais!
A tijela cheia!
Ora, se por um lado achei mal..., por outro, fiquei com a ideia que o padecimento de que o Santana se queixa é de que não está satisfeito com esta medida de socialismo.
Acha pouco!
Queria mais!
A tijela cheia!
Mais perto, mais curtos e mais baratos!
Quero apenas acrescentar a isto a minha opinião sobre a única resposta possível, ao nosso nível, e duma forma nacional, sem irracionalidades de esquerdismos de fim-de-semana, visto que estes vão passar a ser mais perto, mais curtos e mais baratos:
"...E, nestas cotações, os preços à saída das refinarias da Galp são tão competitivas no mercado europeu que as suas concorrentes com postos de abastecimento em Portugal (Repsol, BP, etc) se abastecem na Galp e só trazem uma parte ínfima de produtos finais das refinarias espanholas ou francesas.
"Se todas as companhias com postos de abastecimento em Portugal se abastecem sobretudo na Galp, nada as obrigando a isso, é simplesmente porque a refinadora portuguesa é competitiva nas componentes produto+distribuição. E, depois, aplicando idênticas margens de comercialização (que são reduzidas e praticamente insignificantes no valor do custo final, podendo ir até próximo do zero no caso dos hipermercados que vendem combustíveis não para lucro mas como chamariz de outras vendas), acabam por vir para o mercado com os mesmos preços, mais dia menos dia, pois os produtos aparecem ao consumidor com os mesmos dois ónus brutais: o custo do crude e os impostos sobre combustíveis.
O problema gordo, na alta dos preços dos combustíveis que sofrem os consumidores, está na sua tributação fiscal que se soma à alta da matéria-prima. Sendo o ISP uma tributação percentual, ela sobe com os aumentos dos preços. ( Aqui discordo do Tunes visto que julgo saber que o ISP é um valor fixo e não percentual. Mas aceito contribuições para meu esclarecimento) E o IVA vai subindo também de valor pois incide sobre o valor do produto após ser tributado pelo ISP. Hoje, a tributação fiscal representa mais de metade do preço pago pelo consumidor. E não pára de aumentar consoante o crude aumenta e aumenta a gasolina e congéneres. Enviesar o problema, dirigindo-o para as companhias distribuidoras, no "caso da campanha" para apenas uma delas, é "tirar da chuva" a única solução, que é possível porque é política, e que está na mão do governo e que reside em rever os seus crescentes "lucros chorudos" cada vez que os preços do petróleo aumenta, agravando a crise, em vez de contribuir para o seu amortecimento. Assim, objectivamente, este "malhar na Galp" é uma graça que se tem para com as companhias concorrentes da Galp e serve de guarda-vento ao governo, um dos grandes beneficiários com a presente crise (em termos de receita fiscal, quanto mais subirem os preços, mais sobe o valor colectado).
Não somos produtores de petróleo no nosso país. Não temos meios de influenciar os preços e a escalada altista do crude. Não podemos impor às companhias refinadoras e distribuidoras que se afastem da competitividade perante cotações internacionais dos derivados, muito menos que se prestem a "dumping", distribuindo abaixo do custo. Se não aguentamos o efeito devastador dos actuais e previsíveis preços finais, o que podemos fazer para evitar o apocalipse no mercado dos combustíveis?"
Pois o que se deve fazer é mesmo reduzir os consumos! ( e, se aventureirismos populistas , decidirem de outra forma, será por pouco tempo!: A redução dos consumos de combustíveis em Portugal é inevitável. Pode é acontecer por duas vias : Ou somos voluntários, ou vamos abrir falência. A escolha é de cada um.
"...E, nestas cotações, os preços à saída das refinarias da Galp são tão competitivas no mercado europeu que as suas concorrentes com postos de abastecimento em Portugal (Repsol, BP, etc) se abastecem na Galp e só trazem uma parte ínfima de produtos finais das refinarias espanholas ou francesas.
"Se todas as companhias com postos de abastecimento em Portugal se abastecem sobretudo na Galp, nada as obrigando a isso, é simplesmente porque a refinadora portuguesa é competitiva nas componentes produto+distribuição. E, depois, aplicando idênticas margens de comercialização (que são reduzidas e praticamente insignificantes no valor do custo final, podendo ir até próximo do zero no caso dos hipermercados que vendem combustíveis não para lucro mas como chamariz de outras vendas), acabam por vir para o mercado com os mesmos preços, mais dia menos dia, pois os produtos aparecem ao consumidor com os mesmos dois ónus brutais: o custo do crude e os impostos sobre combustíveis.
O problema gordo, na alta dos preços dos combustíveis que sofrem os consumidores, está na sua tributação fiscal que se soma à alta da matéria-prima. Sendo o ISP uma tributação percentual, ela sobe com os aumentos dos preços. ( Aqui discordo do Tunes visto que julgo saber que o ISP é um valor fixo e não percentual. Mas aceito contribuições para meu esclarecimento) E o IVA vai subindo também de valor pois incide sobre o valor do produto após ser tributado pelo ISP. Hoje, a tributação fiscal representa mais de metade do preço pago pelo consumidor. E não pára de aumentar consoante o crude aumenta e aumenta a gasolina e congéneres. Enviesar o problema, dirigindo-o para as companhias distribuidoras, no "caso da campanha" para apenas uma delas, é "tirar da chuva" a única solução, que é possível porque é política, e que está na mão do governo e que reside em rever os seus crescentes "lucros chorudos" cada vez que os preços do petróleo aumenta, agravando a crise, em vez de contribuir para o seu amortecimento. Assim, objectivamente, este "malhar na Galp" é uma graça que se tem para com as companhias concorrentes da Galp e serve de guarda-vento ao governo, um dos grandes beneficiários com a presente crise (em termos de receita fiscal, quanto mais subirem os preços, mais sobe o valor colectado).
Não somos produtores de petróleo no nosso país. Não temos meios de influenciar os preços e a escalada altista do crude. Não podemos impor às companhias refinadoras e distribuidoras que se afastem da competitividade perante cotações internacionais dos derivados, muito menos que se prestem a "dumping", distribuindo abaixo do custo. Se não aguentamos o efeito devastador dos actuais e previsíveis preços finais, o que podemos fazer para evitar o apocalipse no mercado dos combustíveis?"
Pois o que se deve fazer é mesmo reduzir os consumos! ( e, se aventureirismos populistas , decidirem de outra forma, será por pouco tempo!: A redução dos consumos de combustíveis em Portugal é inevitável. Pode é acontecer por duas vias : Ou somos voluntários, ou vamos abrir falência. A escolha é de cada um.
sábado, maio 24, 2008
The Great American Desasterous Democracy
A concorrente "democrata", Hillary Clinton, de cabecinha perdida, mais os seus midle-american-class, em vista de propostas firmes de Obama e ,em desespero, teve o arrojo de se pronunciar sobre um eventual "acidente" que não permitisse a Obama continuar a corrida contra o conservador McCain.
É verdade. Afirmou que só continuava na corrida que já perdeu, porque no caso do seu colega de partido ser assassinado,... ela estaria disposta a continuar !
Parece mentira, mas é verdade. Assassinado! Ela põe essa hipótese, já em Junho.
Não sei o que admirar mais, se a capacidade de antecipação , se a falta de escrúpulos!
É ver:
"The Washington Post leads with Hillary Clinton sticking her foot in her mouth big-time by mentioning the June 1968 assassination of Robert Kennedy as a reason she's not ending her nearly hopeless campaign for the Democratic nomination. The other papers front or tease the story as well. The Los Angeles Times leads with a new poll indicating that California voters favor Barack Obama over Republican John McCain in a general election. The New York Times leads with the sentencing of 270 illegal immigrants rounded up in a raid on an Iowa meatpacking plant.
Hillary Clinton apologized for her assassination statement within hours of making it. The WP emphasizes the notion that the morbid remark undercuts speculation that Clinton wants to wind up on a joint ticket with Obama. The NYT credits the New York Post for first reporting the gaffe and notes the speed with which outraged comments piled up on the Internet. The Times also notices that Clinton made almost this exact same statement to Time magazine back in March. "
Esta a América dos direitos e das liberdades que querem impor ao mundo!
E é ler as reacções por todo o lado:
""My Husband Did Not Wrap Up The Nomination" Until June ... "Bobby Kennedy Was Assassinated In June" ... THE REACTION: Clinton Regrets If Comments Were Misunderstood... NYT: "Inexcusable Outburst" Followed By "One Of Those Tedious Non-Apology Apologies"... Time: "Strange And Tasteless"... Andrew Sullivan: Clinton Just Imploded... Howard Fineman: "A Campaign That Probably Needs To Be Put Out Of Its Misery Real Soon"... WATCH: Olbermann On Clinton: 'You Invoked A Nightmare'...
(actualizado)
É verdade. Afirmou que só continuava na corrida que já perdeu, porque no caso do seu colega de partido ser assassinado,... ela estaria disposta a continuar !
Parece mentira, mas é verdade. Assassinado! Ela põe essa hipótese, já em Junho.
Não sei o que admirar mais, se a capacidade de antecipação , se a falta de escrúpulos!
É ver:
"The Washington Post leads with Hillary Clinton sticking her foot in her mouth big-time by mentioning the June 1968 assassination of Robert Kennedy as a reason she's not ending her nearly hopeless campaign for the Democratic nomination. The other papers front or tease the story as well. The Los Angeles Times leads with a new poll indicating that California voters favor Barack Obama over Republican John McCain in a general election. The New York Times leads with the sentencing of 270 illegal immigrants rounded up in a raid on an Iowa meatpacking plant.
Hillary Clinton apologized for her assassination statement within hours of making it. The WP emphasizes the notion that the morbid remark undercuts speculation that Clinton wants to wind up on a joint ticket with Obama. The NYT credits the New York Post for first reporting the gaffe and notes the speed with which outraged comments piled up on the Internet. The Times also notices that Clinton made almost this exact same statement to Time magazine back in March. "
Esta a América dos direitos e das liberdades que querem impor ao mundo!
E é ler as reacções por todo o lado:
""My Husband Did Not Wrap Up The Nomination" Until June ... "Bobby Kennedy Was Assassinated In June" ... THE REACTION: Clinton Regrets If Comments Were Misunderstood... NYT: "Inexcusable Outburst" Followed By "One Of Those Tedious Non-Apology Apologies"... Time: "Strange And Tasteless"... Andrew Sullivan: Clinton Just Imploded... Howard Fineman: "A Campaign That Probably Needs To Be Put Out Of Its Misery Real Soon"... WATCH: Olbermann On Clinton: 'You Invoked A Nightmare'...
(actualizado)
Um debate ? Aquilo ?
Pode ter sido uma feira de vaidades, uma mostra de poucas ou nenhumas ideias, até a preparação para um velório. Mas, acreditar que algum daqueles concorrentes poderia ganhar o "Elo mais fraco", só por mero acaso e por cambão televisivo-eleitoral.
Entre os que nos fazem o frete, e os que que nos pedem que o façamos, a ausência de qualquer ideia positiva para o País é confrangedora.
E como não sabem o que lhe fazer, propõem desfazer-se do Estado ! Boa ideia! É o princípio que nos ensinam sobre o que fazer quando o leite está azedo: Vai fora!
Uma ideia positiva será enviá-los de volta ao lugar que a História lhes reservou: O caixote do lixo!
Entre os que nos fazem o frete, e os que que nos pedem que o façamos, a ausência de qualquer ideia positiva para o País é confrangedora.
E como não sabem o que lhe fazer, propõem desfazer-se do Estado ! Boa ideia! É o princípio que nos ensinam sobre o que fazer quando o leite está azedo: Vai fora!
Uma ideia positiva será enviá-los de volta ao lugar que a História lhes reservou: O caixote do lixo!
sexta-feira, maio 23, 2008
Afinal estas não são as primeiras mortes de imigrantes moçambicanos na RSA
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Segundo o Jornal Vertical de Maputo, edição por fax, a Liga dos Direitos Humanos, na sequência dos últimos e terríveis acontecimentos de que foram vítimas imigrantes moçambicanos, enviou uma carta ao Alto Comissário da RSA em Moçambique, de que reporto o seguinte:
"A Liga dos Direitos Humanos de Moçambique repudia e condena a acção macabra dos sul-africanos depois da trágica história da morte de moçambicanos na África do Sul, em pleno período pós-Apartheid, por agentes que estavam a treinar cães-polícias, utilizando para tal, nos seus testes, imigrantes encontrados em situação ilegal, não podemos tolerar que mais mortes se repitam, sob o olhar impávido e sereno das autoridades do seu país e há que encontrar e responsabilizar os autores destes actos"
Neste momento, toda a sociedade moçambicana é percorrida por um sentimento de profunda indignação seja pelos acontecimentos em si mesmo, seja pelo facto de tanto terem sofrido às mãos dos agentes do Apartheid, quando Moçambique apoiou totalmente a luta pelo derrube daquele odioso regime, tendo sofrido desde acções de guerra, a actos de puro terrorismo e de assassinato de muitos civis inocentes.
Loira, Loira, Loira!
Do alto da autoridade política e civil que lhe reconhecemos, a D. Teresa Caeiro, ilustre deputada do CDS-PP, vem hoje fazer coro com os descontentes da política do governo PS e vejam lá, queixa-se da falta de socialismo e, do excesso dele. Isto tudo na mesma crónica:
Margem Direita
Cumprir Abril
Esta penosa caminhada para a ‘sociedade socialista’ levou ao triunfo do politicamente correcto e da irresponsabilidade. ( para além das participações em governos variados, o que é o PP fez de relevante em 30 anos? Paradas militares, compra de fragatas, de tanques e de submarinos? Visitas a feirantes? )
As estafadas comemorações do 25 de Abril proporcionam uma excelente oportunidade para repor alguma lucidez. Ano após ano, ouve-se um coro de carpideiras repetir ‘ad nauseam’ que falta 'cumprir Abril'. Mas convém perguntar: qual Abril? O Abril do PCP, que nos teria transformado numa ‘democracia avançada’ à semelhança de Cuba e da Coreia do Norte? Ou o ‘Abril’ inspirado pelos Grandes timoneiros Mao e Hoxha que nos teria conduzido ao ‘progresso dos povos’? Confesso o meu conforto com o falhanço destas utopias. (Quer dizer que mete simploriamente no mesmo saco as tentativas totalitárias, irresponsáveis e isolacionistas e os esforços para o estabelecimento de uma democracia representativa e ocidental ! Não é sério, não corresponde à História e esquece as tentativas de golpes da direita trauliteira!)
Quanto aos defensores da nossa atávica Constituição, que ainda hoje se propõe ‘abrir caminho para uma sociedade socialista’, não compreendo porque tanto se queixam. Esse socialismo português saldou-se no triunfo do ensino igualitário, pseudo-inclusivo, sem vestígio de critérios como o mérito e a disciplina. Um ensino que culminou na mediocridade generalizada e no episódio da ‘peixona’ (ou ‘pachona’; a doutrina divide-se). ( Ah! agora já se entende, caiu-lhe a máscara, e estamos a falar do que realmente a incomoda: A Educação. E como é curioso que a extrema direita seja tão simétrica com a extrema esquerda em Portugal!. De facto e tal como os sindicatos corporativistas e reaccionários, o que a D. quer, é atacar a Educação, como baluarte da democracia. Senão, vejamos como prossegue. Ela está contra um ensino igualitário, que tenda para a inclusão e, por fim, ataca o mérito e culpa de indisciplina, o socialismo? Sim senhora, temos deputada! Um ensino medíocre, diz ela. Então em que ficamos? Era um ensino socializante, estatizado, igualitário e em triunfo e, agora já não presta? Bom, bom, era o ensino de meia dúzia de filhos família no tempo do Estado Novo? Continuo a achar curiosa a utilização despudorada da mesma argumentação, pela esquerda, quando o governo manda os professores trabalharem, darem aulinhas, não faltarem, imporem disciplina pelo exemplo de conduta e darem-se ao respeito. E queixa-se, coitada, da mediocridade do ensino actual que absolutamente desconhece na sua dimensão - cerca de 100 vezes mais alunos do que no tal tempo do leite e do mel - e na dedicação de muitos milhares de professores que continuam a acreditar ser possível romper este ciclo vicioso do sub-desenvolvimento - desemprego - abandono escolar - sub-desenvolvimento.)Mas continua:
O socialismo português rejeitou o sector privado e o rigor na gestão por objectivos. Por isso, somos confrontados com listas de espera tais que os utentes do nosso Serviço Nacional de Saúde são enviados em excursões para serem operados às cataratas. ( Em duas geniais linhas de franco desnorte exige mais privatizações que diz terem sido rejeitadas pelo PS e ataca o SNS que sempre foi coutada de caça corporativa de médicos e de farmácias !) Abril acabou por ‘cumprir’ um SNS que é ‘universal’ na exacta medida em que os portugueses têm de viajar pelo Universo para acederem, em vida, aos cuidados de Saúde. ( A ausência de memória rivaliza com a da vergonha! Pois não é verdade que foram os médicos que impediram a formação de mais médicos? E qual a lista de espera quando o PS chegou ao Governo? E que apoio recebeu na AR para as medidas da sua redução?)
Esta penosa caminhada para a 'sociedade socialista' levou ao triunfo do politicamente correcto e da irresponsabilidade; dos direitos sem deveres;do esbanjamento de recursos distribuídos sem critério; da criação ‘fraterna’ de subsídio-dependências;de uma Administração Pública que foi sendo insuflada na proporção inversa à da sua eficiência. Levou, também, ao triunfo de uma ideologia adversa à criação de riqueza, à liberdade de escolha e ao crivo da qualidade. ( Espera, espera aí, que esta tirada merece um bocado de atenção. Politicamente correcto teria sido não bulir com os médicos, os professores, os juizes e outras corporações sentadas à mesa do OGE! Quanto ao esbanjamento de recursos, a diferença do défice ao tempo do governo em que participou o seu alquebrado partido e o do actual governo, fala por si ,e ela devia ter metido a viola no saco. Os tais subsídios que odeia são o do complemento para idosos, que necessitem!, e para o leite das crianças de colo. E finalmente, lambe onde mais lhe doi: que a riqueza só se cria em regimes neo-neo-conservadores e liberais onde circulem livremente o crak e os cheques-ensino!)
Quem cresceu em liberdade, agradece, sentidamente, a todos os que defenderam este valor inestimável. ( Mais faltaria, é a custo, sei, mas tem mesmo de ser! ) Abril deveria ser um ponto de partida, ideologicamente descomplexado, para se prosperar e viver em liberdade numa sociedade equitativa. ( gosto do ideologicamente descomplexado, é da minha formação gostar de certos descomplexos, mas já desconfio daquela súbita vontade de prosperar em completa liberdade, para a qual nada fez, diga-se!) Desde 1974 que 'convergimos' – na terminologia de José Sócrates – no sentido de uma sociedade asfixiada, subjugada e condicionada. ( Lá lhe fugiu o pé para a esquerdalhada!! ) O ensino sucumbiu ao ‘eduquês’, o empreendedorismo a más políticas fiscais, a economia a um keynesianismo inconsequente, as expectativas à frustração. ( Ora lá volta o Ensino que ela, mais a esquerda garganeira, garantem não funcionar, e, a tal política fiscal sem motor de arranque, deve ser a cobrança de muitos milhões de Euros, tranquilamente esquecidos nos tais governos simples, bons e liberais! ) As famílias sucumbiram a tudo isto. ( Credo! As famílias? Quem foi o danado que lhes meteu os plasmas em casa e lhes emprestou dinheiro pelo telefone? Querem ver que foi a política do socialismo? Ou foram os seus padrinhos neo-neo-liberais?) Brevemente teremos tantos anos de democracia como de ditadura e eis que 'convergimos' com coisa nenhuma.
( Em aritmética não está mal. Pior, e a necessitar de umas explicações em colégio privado, é mais na área da percepção da realidade. É que no tempo do seu desarticulado governo a convergência com a Europa fazia-se de facto em contra-mão, e para trás!)
Margem Direita
Cumprir Abril
Esta penosa caminhada para a ‘sociedade socialista’ levou ao triunfo do politicamente correcto e da irresponsabilidade. ( para além das participações em governos variados, o que é o PP fez de relevante em 30 anos? Paradas militares, compra de fragatas, de tanques e de submarinos? Visitas a feirantes? )
As estafadas comemorações do 25 de Abril proporcionam uma excelente oportunidade para repor alguma lucidez. Ano após ano, ouve-se um coro de carpideiras repetir ‘ad nauseam’ que falta 'cumprir Abril'. Mas convém perguntar: qual Abril? O Abril do PCP, que nos teria transformado numa ‘democracia avançada’ à semelhança de Cuba e da Coreia do Norte? Ou o ‘Abril’ inspirado pelos Grandes timoneiros Mao e Hoxha que nos teria conduzido ao ‘progresso dos povos’? Confesso o meu conforto com o falhanço destas utopias. (Quer dizer que mete simploriamente no mesmo saco as tentativas totalitárias, irresponsáveis e isolacionistas e os esforços para o estabelecimento de uma democracia representativa e ocidental ! Não é sério, não corresponde à História e esquece as tentativas de golpes da direita trauliteira!)
Quanto aos defensores da nossa atávica Constituição, que ainda hoje se propõe ‘abrir caminho para uma sociedade socialista’, não compreendo porque tanto se queixam. Esse socialismo português saldou-se no triunfo do ensino igualitário, pseudo-inclusivo, sem vestígio de critérios como o mérito e a disciplina. Um ensino que culminou na mediocridade generalizada e no episódio da ‘peixona’ (ou ‘pachona’; a doutrina divide-se). ( Ah! agora já se entende, caiu-lhe a máscara, e estamos a falar do que realmente a incomoda: A Educação. E como é curioso que a extrema direita seja tão simétrica com a extrema esquerda em Portugal!. De facto e tal como os sindicatos corporativistas e reaccionários, o que a D. quer, é atacar a Educação, como baluarte da democracia. Senão, vejamos como prossegue. Ela está contra um ensino igualitário, que tenda para a inclusão e, por fim, ataca o mérito e culpa de indisciplina, o socialismo? Sim senhora, temos deputada! Um ensino medíocre, diz ela. Então em que ficamos? Era um ensino socializante, estatizado, igualitário e em triunfo e, agora já não presta? Bom, bom, era o ensino de meia dúzia de filhos família no tempo do Estado Novo? Continuo a achar curiosa a utilização despudorada da mesma argumentação, pela esquerda, quando o governo manda os professores trabalharem, darem aulinhas, não faltarem, imporem disciplina pelo exemplo de conduta e darem-se ao respeito. E queixa-se, coitada, da mediocridade do ensino actual que absolutamente desconhece na sua dimensão - cerca de 100 vezes mais alunos do que no tal tempo do leite e do mel - e na dedicação de muitos milhares de professores que continuam a acreditar ser possível romper este ciclo vicioso do sub-desenvolvimento - desemprego - abandono escolar - sub-desenvolvimento.)Mas continua:
O socialismo português rejeitou o sector privado e o rigor na gestão por objectivos. Por isso, somos confrontados com listas de espera tais que os utentes do nosso Serviço Nacional de Saúde são enviados em excursões para serem operados às cataratas. ( Em duas geniais linhas de franco desnorte exige mais privatizações que diz terem sido rejeitadas pelo PS e ataca o SNS que sempre foi coutada de caça corporativa de médicos e de farmácias !) Abril acabou por ‘cumprir’ um SNS que é ‘universal’ na exacta medida em que os portugueses têm de viajar pelo Universo para acederem, em vida, aos cuidados de Saúde. ( A ausência de memória rivaliza com a da vergonha! Pois não é verdade que foram os médicos que impediram a formação de mais médicos? E qual a lista de espera quando o PS chegou ao Governo? E que apoio recebeu na AR para as medidas da sua redução?)
Esta penosa caminhada para a 'sociedade socialista' levou ao triunfo do politicamente correcto e da irresponsabilidade; dos direitos sem deveres;do esbanjamento de recursos distribuídos sem critério; da criação ‘fraterna’ de subsídio-dependências;de uma Administração Pública que foi sendo insuflada na proporção inversa à da sua eficiência. Levou, também, ao triunfo de uma ideologia adversa à criação de riqueza, à liberdade de escolha e ao crivo da qualidade. ( Espera, espera aí, que esta tirada merece um bocado de atenção. Politicamente correcto teria sido não bulir com os médicos, os professores, os juizes e outras corporações sentadas à mesa do OGE! Quanto ao esbanjamento de recursos, a diferença do défice ao tempo do governo em que participou o seu alquebrado partido e o do actual governo, fala por si ,e ela devia ter metido a viola no saco. Os tais subsídios que odeia são o do complemento para idosos, que necessitem!, e para o leite das crianças de colo. E finalmente, lambe onde mais lhe doi: que a riqueza só se cria em regimes neo-neo-conservadores e liberais onde circulem livremente o crak e os cheques-ensino!)
Quem cresceu em liberdade, agradece, sentidamente, a todos os que defenderam este valor inestimável. ( Mais faltaria, é a custo, sei, mas tem mesmo de ser! ) Abril deveria ser um ponto de partida, ideologicamente descomplexado, para se prosperar e viver em liberdade numa sociedade equitativa. ( gosto do ideologicamente descomplexado, é da minha formação gostar de certos descomplexos, mas já desconfio daquela súbita vontade de prosperar em completa liberdade, para a qual nada fez, diga-se!) Desde 1974 que 'convergimos' – na terminologia de José Sócrates – no sentido de uma sociedade asfixiada, subjugada e condicionada. ( Lá lhe fugiu o pé para a esquerdalhada!! ) O ensino sucumbiu ao ‘eduquês’, o empreendedorismo a más políticas fiscais, a economia a um keynesianismo inconsequente, as expectativas à frustração. ( Ora lá volta o Ensino que ela, mais a esquerda garganeira, garantem não funcionar, e, a tal política fiscal sem motor de arranque, deve ser a cobrança de muitos milhões de Euros, tranquilamente esquecidos nos tais governos simples, bons e liberais! ) As famílias sucumbiram a tudo isto. ( Credo! As famílias? Quem foi o danado que lhes meteu os plasmas em casa e lhes emprestou dinheiro pelo telefone? Querem ver que foi a política do socialismo? Ou foram os seus padrinhos neo-neo-liberais?) Brevemente teremos tantos anos de democracia como de ditadura e eis que 'convergimos' com coisa nenhuma.
( Em aritmética não está mal. Pior, e a necessitar de umas explicações em colégio privado, é mais na área da percepção da realidade. É que no tempo do seu desarticulado governo a convergência com a Europa fazia-se de facto em contra-mão, e para trás!)
No coração da democracia
Retirado daqui eis uma preocupante denúncia:
Segundo uma reportagem do Washington Post de 5.ª feira, o principal estratega da campanha de McCain, Charles R. Black Jr, é um conhecido lobysta de Washington.Durante cinco anos, na década de 80, trabalhou para Jonas Savimbi, tendo dele recebido milhões de dólares.Além de Savimbi, C. R. Black Jr. teve na sua carteira de clientes grandes personalidades da corrupção internacional, como Ferdinand Marcos, ex-Presidente das Filipinas, Mobutu Sese Seco, ex-Presidente do Zaire e Siad Barre, ex-presidente da Somália.
Diz-me com quem andas...
Segundo uma reportagem do Washington Post de 5.ª feira, o principal estratega da campanha de McCain, Charles R. Black Jr, é um conhecido lobysta de Washington.Durante cinco anos, na década de 80, trabalhou para Jonas Savimbi, tendo dele recebido milhões de dólares.Além de Savimbi, C. R. Black Jr. teve na sua carteira de clientes grandes personalidades da corrupção internacional, como Ferdinand Marcos, ex-Presidente das Filipinas, Mobutu Sese Seco, ex-Presidente do Zaire e Siad Barre, ex-presidente da Somália.
Diz-me com quem andas...
Os bolos de Bacalhau são de Direita ou de Esquerda ?

Temos assistido a um certo debate, muito amplificado pelos media de serviço, àcerca das muitas "maldades" da ASAE.
Ora é o CDS que arrepela os cabelos, já esparços convenhamos, outras, e as mais das vezes, é a dita Esquerda que se contorce com as afrontas à livre iniciativa, afinal... de tão fartos resultados...
Curioso é verificar como os interesses se colam às ideologias com mais pudor do que à memória.
Esta semana a ASAE encerrou para obras, nada menos de quatro padarias em Lisboa , por falta de higiene e dirão alguns que se trata de prejudicar os pobres cuja alimentação se baseia naquele produto. Posso até concordar que uma vez que são pobres...mais vale um pão na mão que dois a voar! Questões de sensibilidade!
Mas não, nada se ouviu! Ficaram todos calados. Ou me engano muito ou, afinal, a inspecção é mesmo importante e alguns já o descobriram.
E também o coro de lamentações não se fez ouvir sobre a apreensão de 150 Toneladas de bacalhau vermelho e "empoado" prontinho para chegar à mesa dos consumidores em fartas travessas de bolinhos do dito. E eu confesso a minha dependência por tal iguaria!
Desta vez tenho esperança que só espíritos de péssimo paladar e entranhas de ferro é que se vão manifestar contra estas actividades.
Ou continuo a ter demasiadas expectativas ?
Com "fieis amigos destes" quem precisa de inimigos?
quarta-feira, maio 21, 2008
A invenção do trabalho temporário e do outsourcing
Isto é um pedaço da entrevista a Jean-Yves Loude, antropólogo, estudioso do esclavagismo e autor do livro "Lisboa, na cidade negra" e que descobri aqui:
"Os escravos negros trabalhavam para os seus senhores, a quem davam o seu salário quotidiano, ficando apenas com uma parte ínfima. Alguns senhores alugavam os seus escravos ao dia, à semana ou ao mês. O aluguer era considerada uma actividade muito rentável. Os escravos circulavam nas ruas, mas com o único objectivo de rentabilizar ao máximo o seu trabalho, com vista ao lucro do seu senhor ou de quem o alugava. Eram frequentemente considerados dóceis e obedientes, pois viviam, sobretudo no início deste sistema, sob a ameaça permanente do envio para as forjas ou para as minas, consideradas como um castigo".
Esta invenção do outsourcing decorre daquela outra, não menos esclarecedora do papel da exploração pura e simples, e da acumulação primitiva de capital, inventada pelos roceiros portugueses no Brasil os quais, quando verificaram que a alimentação dos escravos era cara e difícil de conseguir em projectos de monocultura, lhes deram "autorização" para em certos dias, fazer uma lavra para sua própria alimentação...
Por outras palavras, ou produziam a própria comida ou morriam de fome! O senhor deixava de dar garantias da própria continuidade do acto esclavagista!
A única garantia era a do trabalho não remunerado!
Esta separação entre trabalho não remunerado - quando trabalhavam para o senhor - e a parte dedicada à sua sobrevivência, equivale à análise que séculos depois Marx fez do trabalho necessário e da "mais valia".
Só que os esclavagistas portugueses tinham séculos de experiência e perceberam então que podiam ficar com toda a mais valia produzida se "dessem de barato" umas horas para os escravos acorrerem às suas necessidadesse e se manterem vivos...
!Não sei porque é que os africanos não se mostram mais reconhecidos por terem podido participar em tantas "descobertas" socio-económicas !
Ingratidões!
"Os escravos negros trabalhavam para os seus senhores, a quem davam o seu salário quotidiano, ficando apenas com uma parte ínfima. Alguns senhores alugavam os seus escravos ao dia, à semana ou ao mês. O aluguer era considerada uma actividade muito rentável. Os escravos circulavam nas ruas, mas com o único objectivo de rentabilizar ao máximo o seu trabalho, com vista ao lucro do seu senhor ou de quem o alugava. Eram frequentemente considerados dóceis e obedientes, pois viviam, sobretudo no início deste sistema, sob a ameaça permanente do envio para as forjas ou para as minas, consideradas como um castigo".
Esta invenção do outsourcing decorre daquela outra, não menos esclarecedora do papel da exploração pura e simples, e da acumulação primitiva de capital, inventada pelos roceiros portugueses no Brasil os quais, quando verificaram que a alimentação dos escravos era cara e difícil de conseguir em projectos de monocultura, lhes deram "autorização" para em certos dias, fazer uma lavra para sua própria alimentação...
Por outras palavras, ou produziam a própria comida ou morriam de fome! O senhor deixava de dar garantias da própria continuidade do acto esclavagista!
A única garantia era a do trabalho não remunerado!
Esta separação entre trabalho não remunerado - quando trabalhavam para o senhor - e a parte dedicada à sua sobrevivência, equivale à análise que séculos depois Marx fez do trabalho necessário e da "mais valia".
Só que os esclavagistas portugueses tinham séculos de experiência e perceberam então que podiam ficar com toda a mais valia produzida se "dessem de barato" umas horas para os escravos acorrerem às suas necessidadesse e se manterem vivos...
!Não sei porque é que os africanos não se mostram mais reconhecidos por terem podido participar em tantas "descobertas" socio-económicas !
Ingratidões!
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