sexta-feira, agosto 22, 2008

A grande colheita de tempestades 2

Ou a sementeira dos ventos.
Ou ainda, a manipulação da realidade para nos preparar para algo muito pior que está para vir.
Retirado do Xicórias & Xicorações, com um forte cumprimento:
"Enganando o mundo com fotografias 20 08 2008
Esta foto foi tirada pela primeira vez pela Reuters como uma imagem de uma “mulher morta levada pelos soldados georgianos na cidade de Gori”. Mas, surpreendentemente, a “mulher morta!” segura o braço da enfermeira.
É ler e ver o resto.
Aqueles que cometem os crimes preparam-se para outros ainda maiores...e preparam-nos para os apoiarmos...

Eu não lamento nada! Isto anda tudo ligado!

Nem isto está para lamentos:
1 - Cavaco Silva, com um comunicado absolutamente ridículo sobre a nova lei do divórcio, coloca-se a jeito para uma confrontação com a AR e com a maioria de esquerda. É CS no seu pior, completamente agarrado à Igreja Católica e à Direita trauliteira.
2 - Os falsos regionalistas andam atabalhoados a ver se conseguem evitar a construção do aeroporto que sirva a região centro e o sul do país. Até propôem a entrega do ASC à Sonae...
3 - Tudo lhes serve para atacarem o Ministério das Obras Públicas. Até o desastre de Madrid lhes serve para se sentirem ofendidos e insultarem o Ministro que lembrou os riscos de aeroportos dentro das cidades...Como se fosse necessário ser Ministro, padeiro ou leiloeiro para chegar a essa conclusão!
E julgava eu que bastava ser apenas honesto e razoável para perceber isto!
?Aeroportos dentro des cidades, ora deixem lá ver. Uhm, TshTsh! Talvez, isto é, se for longe de onde eles vivem...
Aliás o novo aeroporto de Alcochete deveria ter uns km2 de aterro simples, e sem obstáculos ou covas, para permitir escapatórias a aterragens e descolagens falhadas, cuja ocorrência é só uma questão de estatística:
Se ainda não aconteceu, já falta pouco tempo para se dar...
É só pensar no que aconteceria em Lisboa caso um desses novos monstros de 700 ou 800 pessoas falhasse a pista ou a descolagem...

quinta-feira, agosto 21, 2008

A Insegurança, a Direita e a Farinha.

Começo pela insegurança.
É evidente que provoca muito mais estrondo social a morte violenta de um ourives , ou de um sequestrador do que as mais de 30 mulheres assassindas pelos maridos/companheiros.
É muito maior o impacto social dum assalto à bomba duma carrinha com dinheiro, do que uma fraude de 10, 20 ou 30 milhões executada por dirigentes bancários.
E que dizer do impacto social de um carjacking, comparado com 60 mortos por mês nas estradas portuguesas?...
A chamada comunicação social encarrega-se de abrir os noticiários e de repetir até ao vómito as suas campanhas que visam, de facto instabilizar, desestabilizar e inferneziar a consciência dos eleitores.
Será por simples vontade de chatear e de vender jornais? Aumentar audiências com o sensacionalismo?
Creio que não!
A campanha em curso, levada a cabo pela Direita, o que quer que isso seja!, tem por objectivo provocar os incáutos e recolher votos .
A Direita sabe que isto dá votos.
Sabe que dois carjackings é melhor do que um incêndio no Gerês.
Já percebeu que os incêndios, esses, é possível preveni-los e até combatê-los com eficácia. Os incêndios não fogem em carros de alta cilindrada. Aos incêndios o governo tirou a piada: Têm sido combatidos com eficácia. Os incêndios já não são o que eram.
Mas a Direita trauliteira sabe que nunca nenhum governo poderá colocar piquetes e helicópteros em número suficiente para evitar sequestros, carjackings ou assaltos a bombas de gasolina
Acredita que um sequestro em directo lhes dá muito mais votos que 700 ou 800 mortos por ano nas estradas.
Ou que é bem melhor uma estalada num professor do que 70.ooo faltas a aulas, por ano, por parte dos professores.
Sabe isto por instinto de classe. Está-lhe nas veias e no cerebelo.
No fundo esta Direita trauliteira e sem vergonha, espera que dois assaltantes de bancos, mais dois violadores de velhinhas e um assassino de ourives, os coloquem no governo.
Lhes dêm os votos que precisam para lá chegar.
A Direita trauliteira e sem vergonha na cara, tem aliados naturais que não dispensa...: os criminosos, nacionais ou estrangeiros, pretos ou brancos, ciganos ou não, fugidos das cadeias ou a cumprir pena, que fazem as capas dos jornais e abrem tele-jornais!
É farinha do mesmo saco.

quarta-feira, agosto 20, 2008

Já sei! É a Daniela Inácio

Já sei!
Foi a Daniela Inácio que perdeu os 10.000m de natação ao ar livre, para a amputada Natalie du Toit que nada só com uma perna...
A Daniela, ou corta uma perna, ou treina mais! Digo eu.

Um Apelo Olímpico

Alguém, alguma boa alma, me diz, com urgência, o nome da nadadora portuguesa que ficou atrás da Natalie du Toit da África do Sul? Na Maratona dos 10.000m de natação...
É que a tal portuguesa olímpica ficou em 17º lugar, e a sul-africana em 16º.

Tem, porém, um detalhe: A Natalie só tem uma perna...

E a portuguesa tem duas.

Templo Laxmi Narayan em Jaipur - India


É neste templo que estão as imagens de santos cristãos, da mãe de Cristo, de Sócrates, de Buda e do próprio Cristo...
Cada um em sua coluna de mármore branco...
Lá dentro, apenas as imagens de Vishnu e de sua mulher Laxmi...
Mostro os pormenores um dia destes.

terça-feira, agosto 19, 2008

A grande colheita de tempestades 1

Confirmando as piores perspectivas, observam-se em simultâneo acontecimentos da maior gravidade:
- Pervez Musharraf é obrigado a demitir-se da Presidência do Paquistão. Ficam para trás a aventura nuclear, a guerra com a India e o apoio a George Bush nas irresponsabilidades que criou. - O exército russo aceita retornar à Abkhásia e à Ossétia depois de ter destruído a "capacidade" militar da Geórgia em resposta a um ataque de surpresa levado a cabo pelo exército georgiano uma semana depois de terminar manobras militares conjuntas com Israel e os EUA...
- Verificacam-se ataques generalizados contra objectivos militares e civis no Iraque, no Paquistão, na Argélia, e no Afganistão com largas dezenas de mortos entre os quais dez soldados franceses (no Afganistão), num único ataque.
- A NATO reune-se de urgência para mostrar os dentes à Rússia.
- Os EUA e a Polónia assinam o tratado para a instação de mísseis virados para Leste
- A Alemanha ameaça e exige, não sei o quê mais da Rússia
- A UE não tem política, nem armas, nem vergonha na cara.
Assim vão as aventuras irresponsáveis e o plantio dos ventos.
Quando é que alguns responsáveis desta desregulação global acabam num Tribunal Internacional?

Transformar uma derrota numa oportunidade

Vicente Moura abandona a Presidência do Comité Olímpico Português.
Ora aí está uma excelente oportunidade para garantir que a nossa próxima representação em Londres 2012 seja melhor e mais bem preparada do que aquela que foi a Beijin.
E sublinho que todos os nossos atletas quando perguntados, responderam que as condições que encontraram na China são insuperáveis em todos os aspectos.
Pena que as performances do atletas tenham tão fracos resultados na sua maioria.
Há excepções honrosas que merecem todo o nosso apoio e respeito.

segunda-feira, agosto 18, 2008

Os Jogos, os atletas e Vanessa Fernandes

Para que não restem dúvidas de que há quem seja honesto e quem o não seja, é ler o que diz a Vanessa sobre os que foram a Pequim apenas para fazer número, e os que lá foram para dar o litro.

Postais do Oriente 7

Monte Dhaulagiri , 8172m, da janela do avião, onde naquele dia morreram 11 montanhistas

Postais do Oriente 6

Com os Hymalaias ao fundo...


Postais do Oriente 5

White Bhairav em Kathmandu, Durbar Square. Non vegetarian...

Postais do Oriente 4

Patan - Nepal

Vanessa Fernandes

Afinal sempre vale a pena trabalhar e obter os respectivos resultados.
Vanessa Fernandes é novamente a prova viva do que afirmo.
E também lhe agradeço por mais esta lição.
O seu pai e treinador acaba de afirmar que este resultado é fruto de trabalho e de sacrifício ao longo de 15 anos!
Está na hora de os responsáveis pela nossa Selecção Olímpica retirarem as respectivas lições e consequências.

domingo, agosto 17, 2008

A corrida ao ouro, à portuguesa


Somos os que mais apostamos na Lotaria e no Euromilhões.

Somos os que mais esperam do Estado. E da Europa.

Desde Alcácer Quibir que esperamos que alguém venha, por nós, salvar-nos.

Quando, falidos, trocámos tranquilamente a Liberdade por uns meros vintens, nada nos importou que o colonialismo português se cobrisse de vergonha e amealhasse o ouro que os magaíças moçambicanos arrancavam nas minas do Apartheid. Às toneladas! Anos a fio!

Trocámos Liberdade por uma espécie de fascismo-colonialista e bençãos de falsos beatos.

Há muito que preferimos soluções fáceis a trabalho árduo.

Os falsos atestados médicos" fazem triste companhia a outras artimanhas para enganar o fisco, os tribunais e a Segurança Social.

Aliás a própria legislação penal está cada vez mais leve a penalizar as golpadas, o inside trading, a manipulação bolsista e bancária.

Os que não querem trabalhar, manifestam-se e dão muitas entrevistas.

Os estrangeiros que se destacam, são apresentados como se fossem tocados por Midas: Os anos do seu trabalho e sacrifício são, ou fruto do acaso, ou são pura e simplesmente desvalorizados.

Digamos que ELES têm jeito para tudo e que nós temos para coisa nenhuma!

Se Governo despeja milhões nas Escolas e exige avaliações ao ensino, é a ditadura, e o ataque, já nem sei a quê...

Estudar não é preciso. O que é preciso é dar empregos aos professores...

Resta-nos a Sorte. O Acaso. E Fátima: esperamos muito de Fátima!.

Os exemplos dos vigaristas que têm êxito, e tempo de antena que lhes é dedicado, são a prova do que digo e o necessário estímulo para que o povoléu se convença que o que pode trazer ouro é mais a esperteza e o nacional-desenrascanço, do que o estudo ou o trabalho árduos.

Na nossa imprensa e tv a notícia é sempre o insólito do português que apesar de semi-analfabeto, teve muito êxito, lá na estranja.

Não admira pois que os nossos "atletas" olímpicos tenham um desempenho medíocre:

A Senhora de Fátima detesta o Olimpo!

Amen.

quinta-feira, agosto 14, 2008

Proibido a cães e a chineses


Não era só nos jardins de Xangai que era proibida a presença de chineses, aqui há menos de 50 anos!
Também não passaria pela cabeça do mais opiado colonialista inglês ou japonês que aqueles carregadores de fardos e puxadores de riquexós, se viessem a transformar na primeira potência mundial, na economia, na arquitectura, no desporto olímpico e na arte!
A História vai ter de ser escrita com letras de ouro para tais feitos, especialmente no maior país do mundo e também um dos mais atrasados, em todos os aspectos, há apenas duas gerações.
Tudo o resto é mero fogo de artifício.

A Aventura militar da Geórgia e dos seus aliados

Copio, com a devida vénia do XATOO, a crónica de tantos crimes, minuto a minuto:
- às 4,13 TMG tropas Georgianas atacam Tskhinvali num acto de agressão. O controlo da situação é incerto e há combates continuados, por vezes com grande ferocidade.
- às 5,01 a Região Autónoma da Ossétia do Sul, com uma maioria de população russófona que ronda os 90 por cento, pede protecção à Rússia e ajuda para parar a agressão e invasão do território.
- às 6,51 o Conselho de Segurança da ONU recusa aprovar uma chamada para o cessar fogo patrocinada pela Rússia. Os bombardeamentos e os combates intensificam-se.
- às 8,18 os tiroteios alastram para as ruas de Tskhinvali.
- às 9,36 o Parlamento Russo cita a agressão da Geórgia como uma séria razão para que a comunidade internacional reconheça a independência da Ossétia do Sul. (o seja, que se usem os mesmos critérios que o Ocidente usou no Kosovo face à Sérvia e ex-Jugoslávia).
- às 10,33 a Geórgia anuncia um período de três horas de tréguas para que os civis evacuem a zona de conflito.
- às 11,25 repórteres locais afirmam que Tskhinvali está completamente destruída.
- às 12,04 o ministro da Defesa russo declara o envio de tropas de manutenção de paz para a Ossétia reforçando o contingente aí existente.
- às 12,55 Lavrov o ministro dos Negócios Estrangeiros russo acusa a Geórgia de “limpeza étnica” nas populações nas povoações da Ossétia.
- às 13,16 Mikhail Saakashvili acusa a Rússia de ter provocado a guerra e pede o apoio dos Estados Unidos.
- às 13,25 o ministro da Defesa russo acusa as tropas da Geórgia de dispararem sobre forças de manutenção de paz e de negar ajuda médica a civis.
- às 14,23 repórteres de Tskhinvali noticiam fogo macisso sobre a cidade.
- às 16,14 a Força Aérea Russa nega ter bombardeado uma base militar da Geórgia.
- às 16,46 milhares de sul-ossetianos ocorrem à frente de combate.
- às 17,20 Registando a existência de 1400 mortos como resultado dos ataques Kokoity o lider da Ossétia do Sul apela à comunidade internacional para parar o genocídio perpretado pela Geórgia, reconhecendo de facto a independência do território.
- às 17,35 o presidente georgiano Saakashvili afirma que a Geórgia controla Tskhinvali e a maior parte das povoações na região.
- às 18,56 o governo da Ossétia do Sul afirma controlar Tskhinvali mas que os combates nos arredores continuam.
- às 19,08 o presidente russo Dimitry Medvedev afirma que “a Rússia está a tomar as adequadas acções militares e politicas para pôr fim à violência”.
- às 20,25 a Geórgia pede aos Estados Unidos para pressionar a Rússia para “parar a (sua) agressão armada”.
- às 20,36 o Conselho de Segurança da ONU começa uma reunião de emergência à porta fechada sobre o conflito, o segundo em 24 horas a pedido da Geórgia.
- às 21,22 a Ossétia do Sul reclama o controlo da capital Tskhinvali, mas a Geórgia ameaça retomar a cidade.
- às 21,25 a Geórgia anuncia o seu plano para retirar tropas do Iraque, (onde é a 3ª força militar internacional na coligação de Bush) para reforçar a frente do conflito.
- às 21,27 a cadeia de televisão russa Vesti reporta que a Ossétia do Sul abateu um avião de ataque georgiano.
- às 22,00 a agência TASS noticía tiroteios intensivos de tropas da Geórgia em áreas residenciais da capital.
- às 22,50 TMG, as autoridades da capital da Região Autónoma da Ossétia do Sul, Tskhinvali, reportaram estar debaixo de bombardeamento por forças do governo pró-ocidental da Geórgia.
O que se passou até aqui resume-se no seginte: numa primeira fase dúzias de Ossétios foram mortos que no fim ultrapassaram os 2 milhares.
Um cidadão americano da Flórida, Joe Mestas, ocasionalmente de visita a familiares, relata o que aconteceu durante o ataque das tropas da Geórgia: ele descreve as operações da aviação atacando alvos civis e soldados atirando granadas contra civis escondidos em caves.
Apesar dos factos os media norte americanos e a imprensa internacional têm andado a pintar a Rússia como a potência agressora e a Geórgia como a vítima que precisa de ajuda humanitária – o jornal "Público", porta voz nacional do regime Bush, titulou na terça-feira 12:
“Russos entram na Geórgia e abrem nova frente de batalha no Cáucaso. George W. Bush acusa Moscovo de acto inaceitável no século XXI”

Israel e a Geórgia - A irresponsabilidade militar

A comprovar a sua imensa loucura religioso-militar, Israel está envolvido na aventura militar contra a Ossétia do Sul e contra o próprio exército russo!
Se a idealogia, em si, nada tem de novo, já o facto de ser tornado público e de tentar envolver a Administração Americana é que é novidade. Israel, em face da derrota dos EU nas várias frentes em que se envolveu, deseja agora uma fuga em frente e até, se possível, intervir nas eleições americanas e conseguir que os falcões continuem no poder e na senda das aventuras militares.
Pretende destabilizar toda a região envolvendo o maior número possível de países e de exércitos na esperança de poder continuar a ter o apoio incondicional dos americanos, agora por necessidade de aliados militarmente capazes.
Israel continuaria impune e a impor a sua lei de terror a todo o Médio Oriente, como fica provado, nas páginas da sua própria imprensa.
Tempos perigosos estes !

terça-feira, agosto 12, 2008

Geórgia: A aventura militar

O insuspeito Washington Post, através de Mikhail Gorbatchev, publica um artigo esclarecedor e que merece a pena ser lido e apreciado. Um extracto:
"Through all these years, Russia has continued to recognize Georgia's territorial integrity. Clearly, the only way to solve the South Ossetian problem on that basis is through peaceful means. Indeed, in a civilized world, there is no other way.
The Georgian leadership flouted this key principle.
What happened on the night of Aug. 7 is beyond comprehension. The Georgian military attacked the South Ossetian capital of Tskhinvali with multiple rocket launchers designed to devastate large areas. Russia had to respond. To accuse it of aggression against "small, defenseless Georgia" is not just hypocritical but shows a lack of humanity.
Mounting a military assault against innocents was a reckless decision whose tragic consequences, for thousands of people of different nationalities, are now clear. The Georgian leadership could do this only with the perceived support and encouragement of a much more powerful force. Georgian armed forces were trained by hundreds of U.S. instructors, and its sophisticated military equipment was bought in a number of countries. This, coupled with the promise of NATO membership, emboldened Georgian leaders into thinking that they could get away with a "blitzkrieg" in South Ossetia.
In other words, Georgian President Mikheil Saakashvili was expecting unconditional support from the West, and the West had given him reason to think he would have it. Now that the Georgian military assault has been routed, both the Georgian government and its supporters should rethink their position."
O tonto do Bush apenas falou ontem para os seus mais ferozes apoiantes a fazer de conta que as vítimas eram os agressores e os criminosos seriam as pobres vítimas democráticas.
O que é vergonhoso é que à parte algumas excepções de alguns jornalistas, toda a media portuguesa alinha com a mais descarada campanha d edesinformação e de intoxicação interncional. Como se fosse possível humilhar militarmente a Rússia ...ou atacá-la impunemente!
Tempos perigosos estes.

Por quem as maçãs apodrecem ou a desmistificação da campanha em curso

Sobre este candente assunto e a Campanha em curso, cumpre ler relatos autênticos e perceber quem é o agressor e o oprimido.
Excelente texto do Alfarrábio:
"De repente, gente descobre que existe um lugar chamado Ossétia, que ganha as manchetes em todo o mundo.
Na web, é fascinante como a colaboração, a interatividade, o compartilhamento de informações e conhecimento se dão. Num post sobre a guerra na Ossétia, o PDoria recebe um comentário de um tal Marco, que não deixa link ou e-mail, e conta como um *jornalista brasileiro encontra um bosque e, no bosque, uma pequena tragédia humana*. Merece ser copiado:
Um jornalista brasileiro, meu amigo do peito, esteve na Ossétia anos atrás.
A situação estava tensa, com o Exército Russo dando proteção aos compatriotas e ossetianos amigos.
Junto com um colega europeu, acompanhando tropas russas que patrulhavam a área, ele se aventurou a pelos campos a procura de aldeias e notícias.
Loucos, esses jornalistas.
Enfim, lá pelas tantas os dois entraram em uma espécie de paraíso na terra, segundo suas palavras.
Um bosque de macieiras brilhando na paz absoluta de uma tardinha agradável.
No meio das macieiras, uma casa.
Uma casinha, modesta.
Dentro, o horror silencioso de um tipo de guerra que não sai nos jornais.
A casa estava vazia.
Seus habitantes tinham fugido dos milicianos georgianos deixando para trás suas terras, suas colheitas - e o avô.
O ancião estava deitado no quarto, olhando para o teto, em profunda solidão.
No único móvel do quarto, uma cesta de frutas.
Grande, generosa.
Como se os que partiram - e não levaram o velho, sabe Deus por que - estivessem pedindo : tratem bem dele, as frutas são prova de paz.
Pelo menos foi assim que meu amigo e o outro jornalista interpretaram tão insólito quadro.
Um pouco depois tropas russas chegaram ao local e socorreram o deixado para trás.
Não tem sangue, gente estripada, queimada por bombas, ou outras barbaridades de uma guerra” normal”
Mas dói igua- o oficial russo explicou que na maior parte das vezes a população daquela região tinha que abandonar suas casas ás pressas, com a roupa do corpo - e muitas vezes tinha que escolher em levar uma criança ou deixar um velho doente para trás.
Fugiam a pé. No máximo, uma carroça.
Se não fossem rápidos seriam fuzilados sem dó nem piedade.
Guerra.
Imagine o que está acontecendo em campos iguais aquele neste exato momento.
As maçãs vão apodrecer nas árvores"