quinta-feira, novembro 20, 2008

Bom, parece que afinal um já foi preso. Agora que fale !

Segundo o Público on-line:
José Oliveira e Costa detido por suspeita de burla agravada e fraude fiscal
José Oliveira Costa, fundador do grupo Sociedade Lusa de Negócios, que integra o BPN, foi detido hoje na sequência de duas buscas domiciliárias feitas a uma quinta que possui na zona do Cartaxo e a uma residência em Lisboa, por suspeita de burla agravada, falsificação de documentos, fraude fiscal e branquemento de capitais numa das investigações pendentes no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).

Também informa que Manuela Ferreira leite o que quer é um Inquérito Parlamentar. Dá-me ideia de que têm resolvido muita coisa e de forma ágil! Parece-me mais uma excelente ideia !
A semana está a correr-lhe de feição!

Agora uma coisa completamente diferente: A Livraria Byblos encerrou hoje sem mais aquelas !

Dando andamento ao que Manuela Ferreira Leite exigiu há dois dias, os donos da Livraria Byblos simplesmente encerraram hoje a empresa e enviaram todo o contencioso i.e., dívidas a SS, Finanças, Fornecedores e Trabalhadores para as mãos do Tribunal de Falências.
Fontes bem informadas confidenciaram-nos que aguardam agora o tal subsídio e apoio psicológico prometida pela lider do PSD aos donos das empresas que encerrem.
Parece-me bem, como início de campanha eleitoral.
O PR deve estar todo contente com os efeitos conseguidos por MFL em apenas dois dias!

O SPGL a intimidar os professores

O SPGL está a enviar a todos os professores de quem possui ( como?) o endereço de email, o seguinte texto:

E depois os jornais vêm dizer que é o Ministério da Educação que anda a pressionar os professores convidando-os a enviar os seus objectivos individuais via internet...

Em Portugal os professores andavam todos satisfeitos, não era? Só o País é que não saía da cepa torta!

Até serem confrontados com a necessidade de olharem a Escola Pública, de se responbsabilizarem junto da sociedade, dos pais e do Estado, pelos resultados que por acaso eram os piores de toda a UE, os nossos professores andavam todos contentes. A "avaliação" do seu desempenho nada tinha a ver com resultados, até era inversamente aplicada: Quanto piores os resultados, mais e melhores condições tinham de salário, de proximidade, de formação, de horários reduzidos, de regime de faltas, etc. Numa palavra , de carreira!
E isto quando apenas estamos a discutir o percurso dos alunos até ao 9º ano!
Se o discutirmos o assunto, e se compararmos os investimentos até às licenciaturas, então, a par de um tremendo susto, vamos ter muitos mais professores nas ruas a clamar contra as investidas do Governo e a pedir a queda de todo ele.
Esta é a realiade de um País consecutivamente adiado e que não tem brio nem vergonha na cara.
É ver o que se passa em Espanha , mas já ao nível das preocupações sobre o Ensino superior e profissional:
In 20 minutos:
Gobierno y Comunidades Autónomas aprobaron este jueves un paquete de doce medidas para reducir el abandono escolar a la mitad antes de que termine el año 2012.
"España necesita que, de aquí a 2012, que 570.000 jóvenes más estudien más allá de la educación obligatoria para que tengan un futuro más próspero y para acercarnos a la media de los países europeos", dijo la ministra de Educación, Política Social y Deporte, Mercedes Cabrera.
España necesita que 570.000 jóvenes más estudien más allá de la educación obligatoria
El ministerio tiene previsto destinar 121 millones de euros en 2009 para rebajar las cifras actuales, que indican que el 31% de los jóvenes españoles entre 18 y 24 años no sigue estudiando más allá de la educación obligatoria, frente al 14,8% de la UE 27. La ministra ha pedido a los consejeros que fijen objetivos de reducción del abandono en cada uno de sus territorios.
La primera acción será aumentar la oferta de plazas de Programas de Cualificación Profesional Inicial (PCPI, dirigidos a que mayores de 16 que no tienen la ESO aprendan una profesión en lugar de abandonar. Además, las comunidades aumentarán la oferta de enseñanzas de formación profesional de grado medio, de artes plásticas y diseño y de enseñanzas deportivas.
Una educación personalizada y apoyo a las familias
Según informa el ministerio en una nota de prensa informativa, se desarrollarán programas de formación del profesorado sobre técnicas de aprovechamiento del potencial de los alumnos, así como técnicas de diagnóstico precoz de las dificultades, atención educativa y seguimiento de estudiantes en riesgo de abandono educativo temprano.
Por otra parte, se crearán centros de apoyo familiar o "escuelas de padres", que fomenten una mayor implicación en la educación de los hijos, así como la colaboración de las administraciones con las asociaciones de padres y madres.
Las nuevas tecnologías, claves
Cabrera se ha comprometido a impulsar las nuevas tecnologías en todos los ámbitos del sistema educativo, en especial para los menores de 25 años sin título. Para el próximo curso se creará una Plataforma Virtual para estudiar Formación Profesional de grado medio y superior a distancia."

Senhora Ministra Maria de Lurdes Rodrigues, não desista de levar por diante as reformas necessárias a tirar Portugal do caixote do lixo da UE! Doa a quem doer!
Aqueles que não estiverem disponíveis para melhorar a Escola Pública, devem tirar daí as consequências. Não precisamos deles!

Outros falsários ou da necessidade da intervenção da Justiça

Segundo o insuspeito Público de hoje, primeira notícia :
Accionistas do BPN demitiram-se da Comissão Política do PSD

segunda notícia:
Menezes lembra críticas “ameaçadoras” por querer avançar com inquérito à supervisão bancária .

Sobre a primeira, julgo poder afirmar que o ambiente agradece.
Já sobre a segunda, agradecia que a PGR o intimasse a prestar declarações e a colaborar com a Justiça.

É que isto de grados responsáveis políticos, continuarem a ser tratados como irresponsáveis, como atrasados mentais, não é muito abonatório da sanidade geral do ambiente.

A democracia de sentido único ou a estória do falsário

A populista ideia de Manuel Alegre de que as estruturas sindicais estão acima das críticas e dos aborrecimentos, só pode inscrever-se numa ideologia simplista de populismo de esquerda - o que quer que isso seja ! - mas que não serve a Democracia tal como é preticada na maioria dos países:
Os governos são eleitos e depois têm legitimidade para aplicar o seu programa. Se a cada passo o seu programa tiver de ser sufragado pelas respectivos destinatários, quaisquer que sejam, é a democracia que fica diminuída e em ponto morto, a aguardar a ratificação casuística.
Acusar a Ministra de Educação de arrogância e de teimosia é o mesmo que perorar sobre o carácter molhado da chuva. É que o programa de Governo que elegeu Manuel Alegre e lhe confere o direito a substanciais réditos de que não abdica!, diz expressamente:
" Programa de Governo do XVII Governo Constitucional, no Capitulo II:(...)Enraizar em todas as dimensões do sistema de educação e formação a cultura e a prática da avaliação e da prestação de contas. Avaliação do desempenho dos alunos e do currículo nacional, avaliação dos educadores e professores, avaliação, segundo critérios de resultados, eficiência e equidade, das escolas e dos serviços técnicos que as apoiam"
Outrossim, que dizer da arrogância insultuosa e descabelada dos professores e da Fenprof que exige não só a suspensão imediata da Avaliação como a demissão de toda a equipa ministerial??
E, o que é que se diria por essa melindrosa comunicação social fora, e pelos delegados da direita e da esquerda irresponsável, caso algum dia um ministro exigisse de um sindicato, que se demitissem os seus orgão dirigentes? Que abandonassem a sua ideologia ?
Apenas se lhes exige que negoceiem e respeitem depois o que firmaram em Acordos há meia dúzia de meses!
Tem graça que nunca ouvi a Srª Ministra ( que é assim que um Homem se tem de se lhe dirigir!), apesar de provocada ao limite, nem ser defendida por Manuel Alegre, nem exigir que os dirigentes sindicais se demitissem.
Quem é o arrogante, o teimoso e o falsário?

Um País com ideias e com futuro

Augusto Santos Silva,
VIVA O DEBATE! (no DN de hoje), via Câmara Corporativa:
“(…) quando o Governo reforma os serviços públicos, orientando-os para as populações em vez de curar só dos profissionais, quando assegura a sustentabilidade financeira da segurança social, quando orçamenta e racionaliza o Serviço Nacional de Saúde, quando alarga a actividade da escola pública, quando lança novos direitos sociais, quando garante a estabilidade do sistema financeiro, quando reduz os custos de contexto da iniciativa económica, quando aposta nas Novas Oportunidades, quando altera os códigos penal e de processo penal numa perspectiva humanista, etc., e quando o Grupo Parlamentar aprova a paridade, limita os mandatos e moderniza o divórcio, eu sinto que estão a praticar aquela política de esquerda democrática e progressista que reclamei e reclamo no interior do PS.

Não é seguramente esta a única possível. O debate entre políticas não pode parar e um partido democrático só beneficia da pluralidade das correntes do confronto das ideias. Todas devem encontrar lugar no PS, sem qualquer exclusão.

Mas ter e apresentar ideias é coisa bem diferente de ficar apenas pelo ressentimento, a pose majestática, a colagem acrítica (ou calculista) aos protestos sectoriais, a estranha obsessão com votos perdidos em próximas eleições. O debate democrático exige mais.

Exige presença, participação, disponibilidade para falar e ouvir nas diversas instâncias em que se formam e avaliam as políticas do PS. Exige clareza no posicionamento, porque ou se quer influenciar e enriquecer o PS, ou se quer servir de aliado ocasional para aqueles cujo objectivo é liquidar o PS. Exige argumentos, e não apenas ideias feitas ou frases vazias. E, sobretudo, exige coerência.

Porque ou bem que se é radicalmente a favor da democracia e então tem de contestar se, no tempo certo, os insultos às portas do PS quando os miltantes entram para reuniões internas, ou as infelizes tiradas sobre estrangeiros dos lideres da direita, ou o comportamento dos sindicatos que rasgam os acordos que eles próprios subscreveram; ou se dirigem todas as críticas contra o Governo e o Grupo Parlamentar do PS e então não se poderá ficar surpreendido nem agastado se alguém denunciar esse uso instrumental e selectivo, logo inaceitável, da democracia.”

O devir do tempo

Como me fui deitar cedo para evitar tentações de ficar a ver a bola que,como suspeitam, não é a minha paixão principal, acabo agora de saber o resultado.
Coisa de somenos, comparado com o que vai por aqui.
E, por aqui, quero dizer da minha fatal atracção por estas memórias.
Ouvir os Abba é continuar a sentir na pele o devir do tempo.
Todos os dias.
É por isso que é urgente, ao menos, endireitar um pouco este mundo. Para proteger as memórias que dele ficarem.

quarta-feira, novembro 19, 2008

Ora voltemos lá à Avaliação dos professores

In Expresso, por Nicolau Santos:

A Fenprof manipula e Mário Nogueira não é sério
Quarta-feira, 19 de Nov de 2008

O líder da Federação de Professores (FENPROF), Mário Nogueira, abandonou a reunião que hoje mantinha com a ministra. Motivo: a ministra não suspendeu a avaliação como era exigência da Fenprop para continuar a negociar.
Mas a Fenprof e Mário Nogueira querem negociar o quê, se exigem a suspensão da avaliação? Resposta: não querem negociar nada. Querem somente deitar abaixo a ministra porque ela insiste que não desiste da avaliação.
Insiste e muito bem. Eu, como pai de dois alunos, quero que os professores deles sejam avaliados pelos seus pares e pelos pais, se possível. Quero saber se são bons, se são pedadogos, se não faltam, meses a fio com atestados médicos que todos sabemos serem falsos, se não metem sucessivos artigos quartos com uma enorme descontracção e sem nenhum problema de consciência, deixando turmas inteiras sem aulas durante horas, dias, meses.
Em todo o sector privado, a avaliação é uma regra há muitos anos. Aqui, nesta empresa, não só avaliamos os nossos subordinados, como eles nos avaliam e nós avaliamos os nossos superiores, inclusive o director-geral da empresa. Porque carga de água é que os professores, que passam o ano a avaliar milhares de alunos, não podem ser avaliados?
Para descredibilizar o processo, há escolas que transformaram a avaliação em manuais de mais de 30 páginas. E Mário Nogueira, que assinou um acordo com a ministra antes do Verão para prosseguir o processo de avaliação, rompeu-o sem nenhuma justificação credível.
A Fenprof é contra o processo, mas não sugere nada em alternativa.
O que quer é uma avaliação de faz de conta, em que os bons e os maus professores são todos avaliados de forma positiva, o que é uma injustiça para os bons e um prémio para os maus.
É isto que os professores querem? Não sei. Mas sei que é isto que a Fenprof e Mário Nogueira querem.
A Fenprof e Mário Nogueira não defendem um sistema de ensino melhor. Defendem os maus professores, os calões, os relapsos, os incompetentes. Defendem o pior que existe no ensino, os seus vícios, os seus erros, o descalabro provado através de estatísticas do ensino secundário em Portugal nos últimos 30 anos. É este o resultado das suas posições. E será este o resultado dos próximos 30 anos se a Fenprof e Mário Nogueira conseguirem manter o sistema de ensino sem uma avaliação séria e credível.
A Fenprof e Mário Nogueira são os principais responsáveis da mediocridade do ensino secundário em Portugal."

Nota: Seria urgente que algumas das Escolas onde a avaliação está a decorrer com esforço, mas a progredir, viessem a terreiro dizer da sua experiência e começar a separar-se o trigo do joio.
Não podem as televisões continuar sozinhas, a fazer a campanha contra a Ministra e a favor da Fenprof do PCP e do BE! Já chega de manipulação!
É indispensável o contraditório. Os responsáveis do ME não podem ser sempre confrontados com a agressividade de jornalisas que, tal como aconteceu na última conferência de imprensa da Ministra, se declararam representar a FNE e a Fenprof! Isso não é admissível !
Foi um péssimo momento do jornalismo nacional!
Por isso, parabéns ao Nicolau Santos pela frontalidade deste texto.
Vou voltar a comprar o Expresso!

Ainda Manuela Ferreira leite e o famoso almoço na Câmara de Comércio Luso-Americana

Ainda segundo a Lusa e o Diário Económico:
O nível de disparate e de irrealismo de MFL, consegue surpreender o mais tranquilo monge budista.
A sua ambição destributiva dos dinheiros do Estado tem tal ímpeto, que agora quer que os Contribuintes apoiem também as falências das Empresas:

Ao falar hoje no final de um almoço promovido pela Câmara de Comércio Luso-Americana, em Lisboa, e citada pela agência Lusa, Manuela Ferreira Leite criticou o intervencionismo do Estado, considerando que essa opção política poderá "ter consequências mais negativas ainda que as consequências da própria crise" para o crescimento económico.Manuela Ferreira Leite defendeu que o papel do Estado deve ser o de "criar condições de concorrência sã" e "dar grande prioridade ao empreendedorismo" e propôs algumas medidas nesse sentido."As empresas são muito estigmatizadas pelo facto de falharem. Eu acho que era necessário, por exemplo, eliminar custos de encerramento, isto é, uma empresa que queira encerrar encerra sem qualquer tipo de custos adicionais", propôs a presidente do PSD. "Da mesma forma que há que resolver - sei que não é fácil neste momento, mas há que meter isso na agenda - o alargamento do apoio social a estas empresas que falharam e cujos empreendedores ficam absolutamente sem nada porque não há apoio social para esse tipo de classe. Isso é um ponto que eu julgo também absolutamente essencial ser feito", acrescentou.Manuela Ferreira Leite
Isto aliás já ela disse, por outras palavras, aqui há um mês, afirmando não ser preciso apoiar as empresas que pagam impostos,visto que no seu douto parecer essas se pagam impostos, é porque têm lucros...O que deveria ser feito era apoiar as que já não conseguiam ter lucros...
Mas agora foi ainda mais fundo: Quais Impostos a pagar, ou quais trabalhadores a indemnizar!
Com ela, quem quizer fechar fecha, e ainda recebe um subsídio para não ficar desamparado...
O que foi a bebida no almocinho?
Ler Vital Moreira :
"Concorrência
Não percebo a crítica da esquerda protestária às posições de Manuela Ferreira Leite, que na verdade convergem com as suas. De facto, ambos acham que (i) as reformas que não têm a concordância dos grupos profissionais afectados não podem ser realizadas e que (ii) forçar a realização dessas reformas é uma manifestação "autoritária" e "antidemocrática". Por isso, a razão de ser do ataque esquerdista à líder do PSD só pode justificar-se pelo facto de agora verem ameaçada a exclusividade do seu nicho tradicional do aproveitamento oportunista dos protestos corporativos. A "esquerda da esquerda" julgava ter esse monopólio, agora tem a concorrência de um "newcomer" de peso...
[Publicado por Vital Moreira]

Pode ser que desta vez a roda desande e os EUA se tornem pessoa de bem...

In Politeia:
DICK CHENEY ACUSADO DE ACTIVIDADES CRIMINOSAS
UMA BOA NOTÍCIA!
Da América chega uma boa notícia: um júri texano acusou o Vice-Presidente por condutas abusivas em pisões privadas. O antigo Ministro da justiça, Alberto Gonzalez, que se demitiu em consequência dos escândalos relacionados com prisioneiros, também é visado.
O Vice-Presidente dos Estados Unidos é acusado de actividades criminosas organizadas.
A acusação afirma que o Vice-Presidente tirou proveito dos abusos cometidos em prisões privadas, porque investiu 85 milhões de dólares numa empresa que detém parte dessas prisões e os abusos nelas cometidos permitiram-lhe potenciar os rendimentos.
O documento de acusação considera que há um “conflito de interesses directo”, porque Cheney tinha influência sobre a adjudicação dos contratos federais que permitiam às empresas gerir as prisões.
Além disso, é também acusado de delitos de agressão sobre os prisioneiros, praticados por interpostas pessoas.Independentemente da consistência desta acusação, o que ela revela é que, com o fim da Administração Bush, os americanos vão querer “varrer a testada”.
Muita coisa vai sair cá para fora.
Os que no estrangeiro foram serventuários fieis e cúmplices de actos criminosos, que se cuidem…
Publicada por JM Correia Pinto
Nota breve: Que giro, esta ideia das prisões privadas e exploradas por empresas privadas de torcionários! Vou já ver o programa dos partidos da direita a ver se já algum se lembrou desta oportunidade de negócio! Se ainda não tiverem tido a ideia, podem sempre fazer uma adenda, não é? e sempre são mais uns tostões a acrescentar às contas off-shore!

Não há almoços, nem calinadas grátis

Imagem roubada do Bitaites,com a devida saudação!
Manuela Ferreira Leite conseguiu fazer o dois em um. Talvez mesmo o três em um:
Não contente por ter sugerido desligar a democracia por um período de seis meses, e de de dizer que não é possível fazer reformas em democracia, conseguiu ainda dizer de seguida que achava que o PR já devia ter falado com o PM sobre a situação da Educação durante as reuniões das quintas-feiras entre os dois...
A isto chama-se ter capacidade para a auto-destruição, para a auto-crítica, e para um acrobático salto da nossa oleada prancha de saltos para a água.
A esta não vai ser preciso empurrá-la.
Ela já escolheu desligar-se. Desactivar-se!
Em plena Câmara de Comércio Luso-Americana !
Excelente local para ir falar a Juizes sobre as vantagens da intermitência da Democracia e dos inconvenientes da mesma!
Não podia ser outro o local para tal absurdo!

terça-feira, novembro 18, 2008

Terão ido ao mesmo almoço?

O democratic break


Também o que são seis meses?
Passam num instante!
Só espíritos mesquinhos é que se melindram com um "piqueno intervalo democrático".
Um democratic break!

O que é que terão posto na bebida? Agora não quer apenas suspender a Avaliação. também quer suspender a Democracia!


Via Cibertúlia com a devida saudação, que a Lusa cobra por notícia:

A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, perguntou hoje se

"não é bom haver seis meses sem democracia" para "pôr tudo na ordem", a propósito da reforma do sistema de justiça.

No final de um almoço promovido pela Câmara de Comércio Luso-Americana, Manuela Ferreira Leite elegeu a reforma do sistema de justiça "como primeira prioridade" para ajudar as empresas portuguesas.

Questionada sobre o que faria para melhorar o sistema de justiça, a presidente do PSD demarcou-se da atitude do primeiro-ministro, José Sócrates, que "na tomada de posse anunciou como grande medida reduzir as férias do juiz".

Defendendo a ideia de que não se deve tentar fazer reformas contra as classes profissionais, Manuela Ferreira Leite declarou: "Eu não acredito em reformas, quando se está em democracia..."."Quando não se está em democracia é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se", observou em seguida a presidente do PSD, acrescentando: "E até não sei se a certa altura não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia"."Agora em democracia efectivamente não se pode hostilizar uma classe profissional para de seguida ter a opinião pública contra essa classe profissional e então depois entrar a reformar -- porque nessa altura estão eles todos contra. Não é possível fazer uma reforma da justiça sem os juízes, fazer uma reforma da saúde sem os médicos", completou Manuela Ferreira Leite.» [da Lusa, sublinhados nossos, apesar de dispensáveis]

Nota breve:

Uf! Ainda bem que seria só por um tempo.... Estava a ver se o almoço se prolongava, e teríamos aí, mais um 28 de Maio...

Não é por nada mas vou gostar de ver a cara do JPP quando ler os comentários a isto, da autoria do Filipe Menezes.

Não quero ser mauzinho...mas estão aqui declarações de grande oportunidade e que vão colher muitos apoios junto do garante do funcionamento da referida Democracia. Cavaco Silva o nosso petoniso intermitente...

Quem me disser que eu citei MST eu desminto!

No entanto tenho que reconhecer que desta vez ele acertou em tudo o que diz sobre o essencial do país. Sobre nós. Sobre a nossa mentalidade. Sobre a nossa falta de mentalidade.
É ver:
"...ou a ministra começa a ceder no essencial ou acaba por desistir e tudo volta à estaca zero. É esse o objectivo final das corporações que governam de facto entre nós e do sindicalismo conservador que, em associação com elas, visa tornar o país ingovernável. Todos sabemos que é assim: na educação, como na saúde, na justiça, na administração pública, no poder local, no sector empresarial ligado ao estado. Por isso é que, independentemente do seu feitio, do seu método ou das suas razões, até, a derrota final de Maria de Lurdes Rodrigues representará o último sopro de vida de um país eternamente adiado. Depois disso, é inútil reformar o que quer que seja porque está dada a receita para o insucesso. Quem vier a seguir para governar o Estado escusa até de ter programa político: pode limitar-se a dizer que não vai deixar de pagar salários, pensões e subsídios, e toda a gente ficará tranquila.
Miguel Sousa Tavares, Semanário Expresso desta semana
Depois façam o favor de não vir a Lisboa mostrar as nódoas negras e as bochechas inchadas!

Senhora Ministra, não desista, o País não pode continuar a ser adiado!!



O PS tem a obrigação de se reunir em torno desta personalidade corajosa e esclarecida e fazer avançar a Avaliação e demais reformas indispensáveis à melhoria da Escola Pública e à sanidade do País.
O País não pode continuar adiado ou à mercê de comissões de sábios que, tal como no passado, nada sabiam e nada fizeram por aprender. Quem se lembra do que produziu uma tal Comissão para o Ensino da Matemática da autoria do Davide Justino?
Agora, para rimar, vinha aí uma do Vitorino..., e por aí a diante que o País nem precisa de se organizar e de melhorar os níveis de aprendizagem...
Senhores professores, abandonem o oportunismo do PCP - que se está nas tintas para todos vocês - e regressem ao trabalho e à calma defesa dos vossos interesses : Que o País avance, que as nossas crianças fiquem mais sábias, mais solidárias e mais respeitadoras das hierarquias. Numa palavra: educadas!
Acho que está na hora dos professores perceberem que quem lhes está a garantir o futuro e os salários não é o PCP nem o BE, nem CGTP, nem e Fenprof. Quem os protege é o conceito Escola Pública e do que dele fizerem!
O vosso aliado natural é o Ministério da Educação, não são uns arrivistas acabados de dar à costa e que, como curriculo na área da Educação, têm para vos apresentar uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma!

"A liberdade para mim e a censura para os outros!"


O J Pacheco Pereira que tem um blog onde, a par da defesa do liberalismo e do Estado Guarda-Nocturno, não permite comentários, salvo naturalmente, os que passando pelo mais fino crivo da escala Mesh, lhe agradem, o JPP, dizia, publica, ofendido, uma saga de um tal Carlos Paiva que pretendia usar as Escolas e as Bibliotecas Públicas para desancar nelas mesmas. Nelas próprias.
O título do livro é já uma sentença de morte, e a análise prometida na segunda frase, é apenas a cenoura que as Escolas, míopes, nem perceberam.

A ideia era boa, concordo.

O que não me parece curial, to say the least!, é o JPP querer a liberdade para os seus apoiantes e a censura para os que dele discordem. Digo eu.
Claro que os tamborzinhos a anunciar mais um voluntário mergulho da nossa sempre engraxada prancha, rufam alegremente no Blasfémias. Vão ter muito que rufar!