Augusto Santos Silva,
VIVA O DEBATE! (no DN de hoje), via Câmara Corporativa:
“(…) quando o Governo reforma os serviços públicos, orientando-os para as populações em vez de curar só dos profissionais, quando assegura a sustentabilidade financeira da segurança social, quando orçamenta e racionaliza o Serviço Nacional de Saúde, quando alarga a actividade da escola pública, quando lança novos direitos sociais, quando garante a estabilidade do sistema financeiro, quando reduz os custos de contexto da iniciativa económica, quando aposta nas Novas Oportunidades, quando altera os códigos penal e de processo penal numa perspectiva humanista, etc., e quando o Grupo Parlamentar aprova a paridade, limita os mandatos e moderniza o divórcio, eu sinto que estão a praticar aquela política de esquerda democrática e progressista que reclamei e reclamo no interior do PS.
Não é seguramente esta a única possível. O debate entre políticas não pode parar e um partido democrático só beneficia da pluralidade das correntes do confronto das ideias. Todas devem encontrar lugar no PS, sem qualquer exclusão.
Mas ter e apresentar ideias é coisa bem diferente de ficar apenas pelo ressentimento, a pose majestática, a colagem acrítica (ou calculista) aos protestos sectoriais, a estranha obsessão com votos perdidos em próximas eleições. O debate democrático exige mais.
Exige presença, participação, disponibilidade para falar e ouvir nas diversas instâncias em que se formam e avaliam as políticas do PS. Exige clareza no posicionamento, porque ou se quer influenciar e enriquecer o PS, ou se quer servir de aliado ocasional para aqueles cujo objectivo é liquidar o PS. Exige argumentos, e não apenas ideias feitas ou frases vazias. E, sobretudo, exige coerência.
Porque ou bem que se é radicalmente a favor da democracia e então tem de contestar se, no tempo certo, os insultos às portas do PS quando os miltantes entram para reuniões internas, ou as infelizes tiradas sobre estrangeiros dos lideres da direita, ou o comportamento dos sindicatos que rasgam os acordos que eles próprios subscreveram; ou se dirigem todas as críticas contra o Governo e o Grupo Parlamentar do PS e então não se poderá ficar surpreendido nem agastado se alguém denunciar esse uso instrumental e selectivo, logo inaceitável, da democracia.”
quinta-feira, novembro 20, 2008
O devir do tempo
Como me fui deitar cedo para evitar tentações de ficar a ver a bola que,como suspeitam, não é a minha paixão principal, acabo agora de saber o resultado.
Coisa de somenos, comparado com o que vai por aqui.
E, por aqui, quero dizer da minha fatal atracção por estas memórias.
Ouvir os Abba é continuar a sentir na pele o devir do tempo.
Todos os dias.
É por isso que é urgente, ao menos, endireitar um pouco este mundo. Para proteger as memórias que dele ficarem.
Coisa de somenos, comparado com o que vai por aqui.
E, por aqui, quero dizer da minha fatal atracção por estas memórias.
Ouvir os Abba é continuar a sentir na pele o devir do tempo.
Todos os dias.
É por isso que é urgente, ao menos, endireitar um pouco este mundo. Para proteger as memórias que dele ficarem.
quarta-feira, novembro 19, 2008
Ora voltemos lá à Avaliação dos professores
In Expresso, por Nicolau Santos:
A Fenprof manipula e Mário Nogueira não é sério
Quarta-feira, 19 de Nov de 2008
O líder da Federação de Professores (FENPROF), Mário Nogueira, abandonou a reunião que hoje mantinha com a ministra. Motivo: a ministra não suspendeu a avaliação como era exigência da Fenprop para continuar a negociar.
Mas a Fenprof e Mário Nogueira querem negociar o quê, se exigem a suspensão da avaliação? Resposta: não querem negociar nada. Querem somente deitar abaixo a ministra porque ela insiste que não desiste da avaliação.
Insiste e muito bem. Eu, como pai de dois alunos, quero que os professores deles sejam avaliados pelos seus pares e pelos pais, se possível. Quero saber se são bons, se são pedadogos, se não faltam, meses a fio com atestados médicos que todos sabemos serem falsos, se não metem sucessivos artigos quartos com uma enorme descontracção e sem nenhum problema de consciência, deixando turmas inteiras sem aulas durante horas, dias, meses.
Em todo o sector privado, a avaliação é uma regra há muitos anos. Aqui, nesta empresa, não só avaliamos os nossos subordinados, como eles nos avaliam e nós avaliamos os nossos superiores, inclusive o director-geral da empresa. Porque carga de água é que os professores, que passam o ano a avaliar milhares de alunos, não podem ser avaliados?
Para descredibilizar o processo, há escolas que transformaram a avaliação em manuais de mais de 30 páginas. E Mário Nogueira, que assinou um acordo com a ministra antes do Verão para prosseguir o processo de avaliação, rompeu-o sem nenhuma justificação credível.
A Fenprof é contra o processo, mas não sugere nada em alternativa.
O que quer é uma avaliação de faz de conta, em que os bons e os maus professores são todos avaliados de forma positiva, o que é uma injustiça para os bons e um prémio para os maus.
É isto que os professores querem? Não sei. Mas sei que é isto que a Fenprof e Mário Nogueira querem.
A Fenprof e Mário Nogueira não defendem um sistema de ensino melhor. Defendem os maus professores, os calões, os relapsos, os incompetentes. Defendem o pior que existe no ensino, os seus vícios, os seus erros, o descalabro provado através de estatísticas do ensino secundário em Portugal nos últimos 30 anos. É este o resultado das suas posições. E será este o resultado dos próximos 30 anos se a Fenprof e Mário Nogueira conseguirem manter o sistema de ensino sem uma avaliação séria e credível.
A Fenprof e Mário Nogueira são os principais responsáveis da mediocridade do ensino secundário em Portugal."
Nota: Seria urgente que algumas das Escolas onde a avaliação está a decorrer com esforço, mas a progredir, viessem a terreiro dizer da sua experiência e começar a separar-se o trigo do joio.
Não podem as televisões continuar sozinhas, a fazer a campanha contra a Ministra e a favor da Fenprof do PCP e do BE! Já chega de manipulação!
É indispensável o contraditório. Os responsáveis do ME não podem ser sempre confrontados com a agressividade de jornalisas que, tal como aconteceu na última conferência de imprensa da Ministra, se declararam representar a FNE e a Fenprof! Isso não é admissível !
Foi um péssimo momento do jornalismo nacional!
Por isso, parabéns ao Nicolau Santos pela frontalidade deste texto.
Vou voltar a comprar o Expresso!
A Fenprof manipula e Mário Nogueira não é sério
Quarta-feira, 19 de Nov de 2008
O líder da Federação de Professores (FENPROF), Mário Nogueira, abandonou a reunião que hoje mantinha com a ministra. Motivo: a ministra não suspendeu a avaliação como era exigência da Fenprop para continuar a negociar.
Mas a Fenprof e Mário Nogueira querem negociar o quê, se exigem a suspensão da avaliação? Resposta: não querem negociar nada. Querem somente deitar abaixo a ministra porque ela insiste que não desiste da avaliação.
Insiste e muito bem. Eu, como pai de dois alunos, quero que os professores deles sejam avaliados pelos seus pares e pelos pais, se possível. Quero saber se são bons, se são pedadogos, se não faltam, meses a fio com atestados médicos que todos sabemos serem falsos, se não metem sucessivos artigos quartos com uma enorme descontracção e sem nenhum problema de consciência, deixando turmas inteiras sem aulas durante horas, dias, meses.
Em todo o sector privado, a avaliação é uma regra há muitos anos. Aqui, nesta empresa, não só avaliamos os nossos subordinados, como eles nos avaliam e nós avaliamos os nossos superiores, inclusive o director-geral da empresa. Porque carga de água é que os professores, que passam o ano a avaliar milhares de alunos, não podem ser avaliados?
Para descredibilizar o processo, há escolas que transformaram a avaliação em manuais de mais de 30 páginas. E Mário Nogueira, que assinou um acordo com a ministra antes do Verão para prosseguir o processo de avaliação, rompeu-o sem nenhuma justificação credível.
A Fenprof é contra o processo, mas não sugere nada em alternativa.
O que quer é uma avaliação de faz de conta, em que os bons e os maus professores são todos avaliados de forma positiva, o que é uma injustiça para os bons e um prémio para os maus.
É isto que os professores querem? Não sei. Mas sei que é isto que a Fenprof e Mário Nogueira querem.
A Fenprof e Mário Nogueira não defendem um sistema de ensino melhor. Defendem os maus professores, os calões, os relapsos, os incompetentes. Defendem o pior que existe no ensino, os seus vícios, os seus erros, o descalabro provado através de estatísticas do ensino secundário em Portugal nos últimos 30 anos. É este o resultado das suas posições. E será este o resultado dos próximos 30 anos se a Fenprof e Mário Nogueira conseguirem manter o sistema de ensino sem uma avaliação séria e credível.
A Fenprof e Mário Nogueira são os principais responsáveis da mediocridade do ensino secundário em Portugal."
Nota: Seria urgente que algumas das Escolas onde a avaliação está a decorrer com esforço, mas a progredir, viessem a terreiro dizer da sua experiência e começar a separar-se o trigo do joio.
Não podem as televisões continuar sozinhas, a fazer a campanha contra a Ministra e a favor da Fenprof do PCP e do BE! Já chega de manipulação!
É indispensável o contraditório. Os responsáveis do ME não podem ser sempre confrontados com a agressividade de jornalisas que, tal como aconteceu na última conferência de imprensa da Ministra, se declararam representar a FNE e a Fenprof! Isso não é admissível !
Foi um péssimo momento do jornalismo nacional!
Por isso, parabéns ao Nicolau Santos pela frontalidade deste texto.
Vou voltar a comprar o Expresso!
Ainda Manuela Ferreira leite e o famoso almoço na Câmara de Comércio Luso-Americana
Ainda segundo a Lusa e o Diário Económico:
O nível de disparate e de irrealismo de MFL, consegue surpreender o mais tranquilo monge budista.
A sua ambição destributiva dos dinheiros do Estado tem tal ímpeto, que agora quer que os Contribuintes apoiem também as falências das Empresas:
Ao falar hoje no final de um almoço promovido pela Câmara de Comércio Luso-Americana, em Lisboa, e citada pela agência Lusa, Manuela Ferreira Leite criticou o intervencionismo do Estado, considerando que essa opção política poderá "ter consequências mais negativas ainda que as consequências da própria crise" para o crescimento económico.Manuela Ferreira Leite defendeu que o papel do Estado deve ser o de "criar condições de concorrência sã" e "dar grande prioridade ao empreendedorismo" e propôs algumas medidas nesse sentido."As empresas são muito estigmatizadas pelo facto de falharem. Eu acho que era necessário, por exemplo, eliminar custos de encerramento, isto é, uma empresa que queira encerrar encerra sem qualquer tipo de custos adicionais", propôs a presidente do PSD. "Da mesma forma que há que resolver - sei que não é fácil neste momento, mas há que meter isso na agenda - o alargamento do apoio social a estas empresas que falharam e cujos empreendedores ficam absolutamente sem nada porque não há apoio social para esse tipo de classe. Isso é um ponto que eu julgo também absolutamente essencial ser feito", acrescentou.Manuela Ferreira Leite
Isto aliás já ela disse, por outras palavras, aqui há um mês, afirmando não ser preciso apoiar as empresas que pagam impostos,visto que no seu douto parecer essas se pagam impostos, é porque têm lucros...O que deveria ser feito era apoiar as que já não conseguiam ter lucros...
Mas agora foi ainda mais fundo: Quais Impostos a pagar, ou quais trabalhadores a indemnizar!
Com ela, quem quizer fechar fecha, e ainda recebe um subsídio para não ficar desamparado...
O que foi a bebida no almocinho?
O nível de disparate e de irrealismo de MFL, consegue surpreender o mais tranquilo monge budista.
A sua ambição destributiva dos dinheiros do Estado tem tal ímpeto, que agora quer que os Contribuintes apoiem também as falências das Empresas:
Ao falar hoje no final de um almoço promovido pela Câmara de Comércio Luso-Americana, em Lisboa, e citada pela agência Lusa, Manuela Ferreira Leite criticou o intervencionismo do Estado, considerando que essa opção política poderá "ter consequências mais negativas ainda que as consequências da própria crise" para o crescimento económico.Manuela Ferreira Leite defendeu que o papel do Estado deve ser o de "criar condições de concorrência sã" e "dar grande prioridade ao empreendedorismo" e propôs algumas medidas nesse sentido."As empresas são muito estigmatizadas pelo facto de falharem. Eu acho que era necessário, por exemplo, eliminar custos de encerramento, isto é, uma empresa que queira encerrar encerra sem qualquer tipo de custos adicionais", propôs a presidente do PSD. "Da mesma forma que há que resolver - sei que não é fácil neste momento, mas há que meter isso na agenda - o alargamento do apoio social a estas empresas que falharam e cujos empreendedores ficam absolutamente sem nada porque não há apoio social para esse tipo de classe. Isso é um ponto que eu julgo também absolutamente essencial ser feito", acrescentou.Manuela Ferreira Leite
Isto aliás já ela disse, por outras palavras, aqui há um mês, afirmando não ser preciso apoiar as empresas que pagam impostos,visto que no seu douto parecer essas se pagam impostos, é porque têm lucros...O que deveria ser feito era apoiar as que já não conseguiam ter lucros...
Mas agora foi ainda mais fundo: Quais Impostos a pagar, ou quais trabalhadores a indemnizar!
Com ela, quem quizer fechar fecha, e ainda recebe um subsídio para não ficar desamparado...
O que foi a bebida no almocinho?
Ler Vital Moreira :
"Concorrência
Não percebo a crítica da esquerda protestária às posições de Manuela Ferreira Leite, que na verdade convergem com as suas. De facto, ambos acham que (i) as reformas que não têm a concordância dos grupos profissionais afectados não podem ser realizadas e que (ii) forçar a realização dessas reformas é uma manifestação "autoritária" e "antidemocrática". Por isso, a razão de ser do ataque esquerdista à líder do PSD só pode justificar-se pelo facto de agora verem ameaçada a exclusividade do seu nicho tradicional do aproveitamento oportunista dos protestos corporativos. A "esquerda da esquerda" julgava ter esse monopólio, agora tem a concorrência de um "newcomer" de peso...
[Publicado por Vital Moreira]
"Concorrência
Não percebo a crítica da esquerda protestária às posições de Manuela Ferreira Leite, que na verdade convergem com as suas. De facto, ambos acham que (i) as reformas que não têm a concordância dos grupos profissionais afectados não podem ser realizadas e que (ii) forçar a realização dessas reformas é uma manifestação "autoritária" e "antidemocrática". Por isso, a razão de ser do ataque esquerdista à líder do PSD só pode justificar-se pelo facto de agora verem ameaçada a exclusividade do seu nicho tradicional do aproveitamento oportunista dos protestos corporativos. A "esquerda da esquerda" julgava ter esse monopólio, agora tem a concorrência de um "newcomer" de peso...
[Publicado por Vital Moreira]
Pode ser que desta vez a roda desande e os EUA se tornem pessoa de bem...
In Politeia:
DICK CHENEY ACUSADO DE ACTIVIDADES CRIMINOSAS
UMA BOA NOTÍCIA!
Da América chega uma boa notícia: um júri texano acusou o Vice-Presidente por condutas abusivas em pisões privadas. O antigo Ministro da justiça, Alberto Gonzalez, que se demitiu em consequência dos escândalos relacionados com prisioneiros, também é visado.
O Vice-Presidente dos Estados Unidos é acusado de actividades criminosas organizadas.
A acusação afirma que o Vice-Presidente tirou proveito dos abusos cometidos em prisões privadas, porque investiu 85 milhões de dólares numa empresa que detém parte dessas prisões e os abusos nelas cometidos permitiram-lhe potenciar os rendimentos.
O documento de acusação considera que há um “conflito de interesses directo”, porque Cheney tinha influência sobre a adjudicação dos contratos federais que permitiam às empresas gerir as prisões.
Além disso, é também acusado de delitos de agressão sobre os prisioneiros, praticados por interpostas pessoas.Independentemente da consistência desta acusação, o que ela revela é que, com o fim da Administração Bush, os americanos vão querer “varrer a testada”.
Muita coisa vai sair cá para fora.
Os que no estrangeiro foram serventuários fieis e cúmplices de actos criminosos, que se cuidem…
Publicada por JM Correia Pinto
Nota breve: Que giro, esta ideia das prisões privadas e exploradas por empresas privadas de torcionários! Vou já ver o programa dos partidos da direita a ver se já algum se lembrou desta oportunidade de negócio! Se ainda não tiverem tido a ideia, podem sempre fazer uma adenda, não é? e sempre são mais uns tostões a acrescentar às contas off-shore!
DICK CHENEY ACUSADO DE ACTIVIDADES CRIMINOSAS
UMA BOA NOTÍCIA!
Da América chega uma boa notícia: um júri texano acusou o Vice-Presidente por condutas abusivas em pisões privadas. O antigo Ministro da justiça, Alberto Gonzalez, que se demitiu em consequência dos escândalos relacionados com prisioneiros, também é visado.
O Vice-Presidente dos Estados Unidos é acusado de actividades criminosas organizadas.
A acusação afirma que o Vice-Presidente tirou proveito dos abusos cometidos em prisões privadas, porque investiu 85 milhões de dólares numa empresa que detém parte dessas prisões e os abusos nelas cometidos permitiram-lhe potenciar os rendimentos.
O documento de acusação considera que há um “conflito de interesses directo”, porque Cheney tinha influência sobre a adjudicação dos contratos federais que permitiam às empresas gerir as prisões.
Além disso, é também acusado de delitos de agressão sobre os prisioneiros, praticados por interpostas pessoas.Independentemente da consistência desta acusação, o que ela revela é que, com o fim da Administração Bush, os americanos vão querer “varrer a testada”.
Muita coisa vai sair cá para fora.
Os que no estrangeiro foram serventuários fieis e cúmplices de actos criminosos, que se cuidem…
Publicada por JM Correia Pinto
Nota breve: Que giro, esta ideia das prisões privadas e exploradas por empresas privadas de torcionários! Vou já ver o programa dos partidos da direita a ver se já algum se lembrou desta oportunidade de negócio! Se ainda não tiverem tido a ideia, podem sempre fazer uma adenda, não é? e sempre são mais uns tostões a acrescentar às contas off-shore!
Não há almoços, nem calinadas grátis
Imagem roubada do Bitaites,com a devida saudação!Manuela Ferreira Leite conseguiu fazer o dois em um. Talvez mesmo o três em um:
Não contente por ter sugerido desligar a democracia por um período de seis meses, e de de dizer que não é possível fazer reformas em democracia, conseguiu ainda dizer de seguida que achava que o PR já devia ter falado com o PM sobre a situação da Educação durante as reuniões das quintas-feiras entre os dois...
A isto chama-se ter capacidade para a auto-destruição, para a auto-crítica, e para um acrobático salto da nossa oleada prancha de saltos para a água.
A esta não vai ser preciso empurrá-la.
Ela já escolheu desligar-se. Desactivar-se!
Em plena Câmara de Comércio Luso-Americana !
Excelente local para ir falar a Juizes sobre as vantagens da intermitência da Democracia e dos inconvenientes da mesma!
Não podia ser outro o local para tal absurdo!
terça-feira, novembro 18, 2008
O democratic break
Também o que são seis meses?
Passam num instante!
Só espíritos mesquinhos é que se melindram com um "piqueno intervalo democrático".
Um democratic break!
O que é que terão posto na bebida? Agora não quer apenas suspender a Avaliação. também quer suspender a Democracia!

Via Cibertúlia com a devida saudação, que a Lusa cobra por notícia:
"«A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, perguntou hoje se
"não é bom haver seis meses sem democracia" para "pôr tudo na ordem", a propósito da reforma do sistema de justiça.
No final de um almoço promovido pela Câmara de Comércio Luso-Americana, Manuela Ferreira Leite elegeu a reforma do sistema de justiça "como primeira prioridade" para ajudar as empresas portuguesas.
Questionada sobre o que faria para melhorar o sistema de justiça, a presidente do PSD demarcou-se da atitude do primeiro-ministro, José Sócrates, que "na tomada de posse anunciou como grande medida reduzir as férias do juiz".
Defendendo a ideia de que não se deve tentar fazer reformas contra as classes profissionais, Manuela Ferreira Leite declarou: "Eu não acredito em reformas, quando se está em democracia..."."Quando não se está em democracia é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se", observou em seguida a presidente do PSD, acrescentando: "E até não sei se a certa altura não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia"."Agora em democracia efectivamente não se pode hostilizar uma classe profissional para de seguida ter a opinião pública contra essa classe profissional e então depois entrar a reformar -- porque nessa altura estão eles todos contra. Não é possível fazer uma reforma da justiça sem os juízes, fazer uma reforma da saúde sem os médicos", completou Manuela Ferreira Leite.» [da Lusa, sublinhados nossos, apesar de dispensáveis]
Nota breve:
Uf! Ainda bem que seria só por um tempo.... Estava a ver se o almoço se prolongava, e teríamos aí, mais um 28 de Maio...
Não é por nada mas vou gostar de ver a cara do JPP quando ler os comentários a isto, da autoria do Filipe Menezes.
Não quero ser mauzinho...mas estão aqui declarações de grande oportunidade e que vão colher muitos apoios junto do garante do funcionamento da referida Democracia. Cavaco Silva o nosso petoniso intermitente...
Quem me disser que eu citei MST eu desminto!
No entanto tenho que reconhecer que desta vez ele acertou em tudo o que diz sobre o essencial do país. Sobre nós. Sobre a nossa mentalidade. Sobre a nossa falta de mentalidade.
É ver:
"...ou a ministra começa a ceder no essencial ou acaba por desistir e tudo volta à estaca zero. É esse o objectivo final das corporações que governam de facto entre nós e do sindicalismo conservador que, em associação com elas, visa tornar o país ingovernável. Todos sabemos que é assim: na educação, como na saúde, na justiça, na administração pública, no poder local, no sector empresarial ligado ao estado. Por isso é que, independentemente do seu feitio, do seu método ou das suas razões, até, a derrota final de Maria de Lurdes Rodrigues representará o último sopro de vida de um país eternamente adiado. Depois disso, é inútil reformar o que quer que seja porque está dada a receita para o insucesso. Quem vier a seguir para governar o Estado escusa até de ter programa político: pode limitar-se a dizer que não vai deixar de pagar salários, pensões e subsídios, e toda a gente ficará tranquila.
Miguel Sousa Tavares, Semanário Expresso desta semana
É ver:
"...ou a ministra começa a ceder no essencial ou acaba por desistir e tudo volta à estaca zero. É esse o objectivo final das corporações que governam de facto entre nós e do sindicalismo conservador que, em associação com elas, visa tornar o país ingovernável. Todos sabemos que é assim: na educação, como na saúde, na justiça, na administração pública, no poder local, no sector empresarial ligado ao estado. Por isso é que, independentemente do seu feitio, do seu método ou das suas razões, até, a derrota final de Maria de Lurdes Rodrigues representará o último sopro de vida de um país eternamente adiado. Depois disso, é inútil reformar o que quer que seja porque está dada a receita para o insucesso. Quem vier a seguir para governar o Estado escusa até de ter programa político: pode limitar-se a dizer que não vai deixar de pagar salários, pensões e subsídios, e toda a gente ficará tranquila.
Miguel Sousa Tavares, Semanário Expresso desta semana
Senhora Ministra, não desista, o País não pode continuar a ser adiado!!
O PS tem a obrigação de se reunir em torno desta personalidade corajosa e esclarecida e fazer avançar a Avaliação e demais reformas indispensáveis à melhoria da Escola Pública e à sanidade do País.
O País não pode continuar adiado ou à mercê de comissões de sábios que, tal como no passado, nada sabiam e nada fizeram por aprender. Quem se lembra do que produziu uma tal Comissão para o Ensino da Matemática da autoria do Davide Justino?
Agora, para rimar, vinha aí uma do Vitorino..., e por aí a diante que o País nem precisa de se organizar e de melhorar os níveis de aprendizagem...
Senhores professores, abandonem o oportunismo do PCP - que se está nas tintas para todos vocês - e regressem ao trabalho e à calma defesa dos vossos interesses : Que o País avance, que as nossas crianças fiquem mais sábias, mais solidárias e mais respeitadoras das hierarquias. Numa palavra: educadas!
Acho que está na hora dos professores perceberem que quem lhes está a garantir o futuro e os salários não é o PCP nem o BE, nem CGTP, nem e Fenprof. Quem os protege é o conceito Escola Pública e do que dele fizerem!
O vosso aliado natural é o Ministério da Educação, não são uns arrivistas acabados de dar à costa e que, como curriculo na área da Educação, têm para vos apresentar uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma!
"A liberdade para mim e a censura para os outros!"

O J Pacheco Pereira que tem um blog onde, a par da defesa do liberalismo e do Estado Guarda-Nocturno, não permite comentários, salvo naturalmente, os que passando pelo mais fino crivo da escala Mesh, lhe agradem, o JPP, dizia, publica, ofendido, uma saga de um tal Carlos Paiva que pretendia usar as Escolas e as Bibliotecas Públicas para desancar nelas mesmas. Nelas próprias.
O título do livro é já uma sentença de morte, e a análise prometida na segunda frase, é apenas a cenoura que as Escolas, míopes, nem perceberam.
A ideia era boa, concordo.
O que não me parece curial, to say the least!, é o JPP querer a liberdade para os seus apoiantes e a censura para os que dele discordem. Digo eu.
Claro que os tamborzinhos a anunciar mais um voluntário mergulho da nossa sempre engraxada prancha, rufam alegremente no Blasfémias. Vão ter muito que rufar!
segunda-feira, novembro 17, 2008
Ainda as eleições americanas: Do carácter da direita religiosa e a democracia
Segundo o Expresso:
"Um padre católico disse aos seus paroquianos que se devem abster da comunhão caso tenham votado Barack Obama, uma vez que o Presidente eleito dos Estados Unidos defende o aborto. Numa carta distribuída aos paroquianos da igreja de Maria, em Greenville, Carolina do Sul, o padre Jay Scorr Newman diz que estão a "pôr as suas almas em risco", se comungarem antes de fazerem penitência pelo seu voto.
"A nossa nação escolheu para seu executivo principal o político mais radical pró-aborto, que não serve para o Senado dos Estados Unidos ou para funcionar como Presidente", escreveu o padre, referindo-se a Barack Obama, eleito Presidente dos Estados Unidos na semana passada.
"Votar num político pró-aborto constitui a cooperação material com o mal intrínseco", refere o sacerdote, salientando que as "pessoas nesta circunstância não devem receber a comunhão santamente até que se reconciliem com Deus".
Nos EUA os evangélicos conseguiram, à custa de muitos milhões de dólares, fazer passar a mensagem de que os cidadãos se dividem nos que defenderiam a vida e nos que seriam pró -aborto, pró-morte, portanto!
Espantoso num país onde se executam todas as semanas os condenados e se vendem cada vez mais armas pessoais...sem que alguém tenha reduzido a produção de hóstias.
Curiosa coincidência com JCNeves que hoje, no DN, carimba de marxistas reciclados os defensores do aborto, do divórcio, da homosexualidade e da eutanásia!:
"Na guerra civilizacional de hoje, também os que atacam a vida e a família se acham donos do futuro, menosprezando os opositores como fósseis. Também agora o progresso e a liberdade só se imaginam com aborto, eutanásia, divórcio e homossexualidade, como antes com plano quinquenal, ditadura do proletariado e cooperativas forçadas. Aliás, não só a retórica é semelhante, mas reencontramos nas batalhas os veteranos derrotados do dirigismo económico, reciclados em defensores da liberdade de costumes.Marx ensinou que a história se repete, primeiro como tragédia, depois como farsa (O Dezoito de Brumário, de Luís Bonaparte, 1852, cap. 1). Temos de dizer que esta segunda guerra mundial dos valores é muito insólita. Empresa e mercado eram instituições que, embora naturais, tinham e têm traços particulares controversos, que podiam e podem ser contestáveis. Mas vida e morte, família e casamento, sexo e amor não são elementos volúveis e discutíveis, ao sabor da opinião momentânea. Os novos progressistas escolheram para alvo de contestação traços fundamentais da natureza humana. Esquecem que o futuro a Deus pertence."
"Um padre católico disse aos seus paroquianos que se devem abster da comunhão caso tenham votado Barack Obama, uma vez que o Presidente eleito dos Estados Unidos defende o aborto. Numa carta distribuída aos paroquianos da igreja de Maria, em Greenville, Carolina do Sul, o padre Jay Scorr Newman diz que estão a "pôr as suas almas em risco", se comungarem antes de fazerem penitência pelo seu voto.
"A nossa nação escolheu para seu executivo principal o político mais radical pró-aborto, que não serve para o Senado dos Estados Unidos ou para funcionar como Presidente", escreveu o padre, referindo-se a Barack Obama, eleito Presidente dos Estados Unidos na semana passada.
"Votar num político pró-aborto constitui a cooperação material com o mal intrínseco", refere o sacerdote, salientando que as "pessoas nesta circunstância não devem receber a comunhão santamente até que se reconciliem com Deus".
Nos EUA os evangélicos conseguiram, à custa de muitos milhões de dólares, fazer passar a mensagem de que os cidadãos se dividem nos que defenderiam a vida e nos que seriam pró -aborto, pró-morte, portanto!
Espantoso num país onde se executam todas as semanas os condenados e se vendem cada vez mais armas pessoais...sem que alguém tenha reduzido a produção de hóstias.
Curiosa coincidência com JCNeves que hoje, no DN, carimba de marxistas reciclados os defensores do aborto, do divórcio, da homosexualidade e da eutanásia!:
"Na guerra civilizacional de hoje, também os que atacam a vida e a família se acham donos do futuro, menosprezando os opositores como fósseis. Também agora o progresso e a liberdade só se imaginam com aborto, eutanásia, divórcio e homossexualidade, como antes com plano quinquenal, ditadura do proletariado e cooperativas forçadas. Aliás, não só a retórica é semelhante, mas reencontramos nas batalhas os veteranos derrotados do dirigismo económico, reciclados em defensores da liberdade de costumes.Marx ensinou que a história se repete, primeiro como tragédia, depois como farsa (O Dezoito de Brumário, de Luís Bonaparte, 1852, cap. 1). Temos de dizer que esta segunda guerra mundial dos valores é muito insólita. Empresa e mercado eram instituições que, embora naturais, tinham e têm traços particulares controversos, que podiam e podem ser contestáveis. Mas vida e morte, família e casamento, sexo e amor não são elementos volúveis e discutíveis, ao sabor da opinião momentânea. Os novos progressistas escolheram para alvo de contestação traços fundamentais da natureza humana. Esquecem que o futuro a Deus pertence."
Esta é a Lei que tantas dificuldades criou ao entendimento de professores...
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Lei n.º 3/2008
de 18 de Janeiro
Primeira alteração à Lei n.º 30/2002, de 20 de Dezembro,
que aprova o Estatuto do Aluno
dos Ensinos Básico e Secundário
A Assembleia da República decreta, nos termos da
alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte:
...........................................
Artigo 22.º
Efeitos das faltas
1 — Verificada a existência de faltas dos alunos, a
escola pode promover a aplicação da medida ou medidas
correctivas previstas no artigo 26.º que se mostrem
adequadas, considerando igualmente o que estiver contemplado
no regulamento interno.
2 — Sempre que um aluno, independentemente da
natureza das faltas, atinja um número total de faltas
correspondente a três semanas no 1.º ciclo do ensino
básico, ou ao triplo de tempos lectivos semanais, por
disciplina, nos 2.º e 3.º ciclos no ensino básico, no ensino
secundário e no ensino recorrente, ou, tratando -se,
exclusivamente, de faltas injustificadas, duas semanas
no 1.º ciclo do ensino básico ou o dobro de tempos
lectivos semanais, por disciplina, nos restantes ciclos
Artigo 22.º
Efeitos das faltas
1 — Verificada a existência de faltas dos alunos, a
escola pode promover a aplicação da medida ou medidas
correctivas previstas no artigo 26.º que se mostrem
adequadas, considerando igualmente o que estiver contemplado
no regulamento interno.
2 — Sempre que um aluno, independentemente da
natureza das faltas, atinja um número total de faltas
correspondente a três semanas no 1.º ciclo do ensino
básico, ou ao triplo de tempos lectivos semanais, por
disciplina, nos 2.º e 3.º ciclos no ensino básico, no ensino
secundário e no ensino recorrente, ou, tratando -se,
exclusivamente, de faltas injustificadas, duas semanas
no 1.º ciclo do ensino básico ou o dobro de tempos
lectivos semanais, por disciplina, nos restantes ciclos
e níveis de ensino, deve realizar, logo que avaliados os
efeitos da aplicação das medidas correctivas referidas
no número anterior, uma prova de recuperação, na disciplina
ou disciplinas em que ultrapassou aquele limite,
competindo ao conselho pedagógico fixar os termos
dessa realização.
3 — Quando o aluno não obtém aprovação na prova
referida no número anterior, o conselho de turma pondera
a justificação ou injustificação das faltas dadas, o
período lectivo e o momento em que a realização da
prova ocorreu e, sendo o caso, os resultados obtidos nas
restantes disciplinas, podendo determinar:
a) O cumprimento de um plano de acompanhamento
especial e a consequente realização de uma nova
prova;
b) A retenção do aluno inserido no âmbito da escolaridade
obrigatória ou a frequentar o ensino básico, a qual
consiste na sua manutenção, no ano lectivo seguinte, no
mesmo ano de escolaridade que frequenta;
c) A exclusão do aluno que se encontre fora da escolaridade
obrigatória, a qual consiste na impossibilidade
de esse aluno frequentar, até ao final do ano lectivo em
curso, a disciplina ou disciplinas em relação às quais
não obteve aprovação na referida prova.
4 — Com a aprovação do aluno na prova prevista no
n.º 2 ou naquela a que se refere a alínea a) do n.º 3, o
mesmo retoma o seu percurso escolar normal, sem prejuízo
do que vier a ser decidido pela escola, em termos
estritamente administrativos, relativamente ao número
de faltas consideradas injustificadas.
5 — A não comparência do aluno à realização da
prova de recuperação prevista no n.º 2 ou àquela a que
se refere a sua alínea a) do n.º 3, quando não justificada
através da forma prevista do n.º 4 do artigo 19.º, determina
a sua retenção ou exclusão, nos termos e para os
efeitos constantes nas alíneas b) ou c) do n.º 3.
efeitos da aplicação das medidas correctivas referidas
no número anterior, uma prova de recuperação, na disciplina
ou disciplinas em que ultrapassou aquele limite,
competindo ao conselho pedagógico fixar os termos
dessa realização.
3 — Quando o aluno não obtém aprovação na prova
referida no número anterior, o conselho de turma pondera
a justificação ou injustificação das faltas dadas, o
período lectivo e o momento em que a realização da
prova ocorreu e, sendo o caso, os resultados obtidos nas
restantes disciplinas, podendo determinar:
a) O cumprimento de um plano de acompanhamento
especial e a consequente realização de uma nova
prova;
b) A retenção do aluno inserido no âmbito da escolaridade
obrigatória ou a frequentar o ensino básico, a qual
consiste na sua manutenção, no ano lectivo seguinte, no
mesmo ano de escolaridade que frequenta;
c) A exclusão do aluno que se encontre fora da escolaridade
obrigatória, a qual consiste na impossibilidade
de esse aluno frequentar, até ao final do ano lectivo em
curso, a disciplina ou disciplinas em relação às quais
não obteve aprovação na referida prova.
4 — Com a aprovação do aluno na prova prevista no
n.º 2 ou naquela a que se refere a alínea a) do n.º 3, o
mesmo retoma o seu percurso escolar normal, sem prejuízo
do que vier a ser decidido pela escola, em termos
estritamente administrativos, relativamente ao número
de faltas consideradas injustificadas.
5 — A não comparência do aluno à realização da
prova de recuperação prevista no n.º 2 ou àquela a que
se refere a sua alínea a) do n.º 3, quando não justificada
através da forma prevista do n.º 4 do artigo 19.º, determina
a sua retenção ou exclusão, nos termos e para os
efeitos constantes nas alíneas b) ou c) do n.º 3.
....................................
E este é o Despacho da Ministra a explicar aos professores o que nem todos tinham lido e percebido...
Despacho
Considerando que a adaptação dos regulamentos internos das escolas ao disposto no Estatuto do Aluno nem sempre respeitou o espírito da Lei, permitindo dúvidas nos alunos e nos pais acerca das consequências das faltas justificadas designadamente por doença ou outros motivos similares
Considerando que o regime de faltas estabelecido no Estatuto visa sobretudo criar condições para que os alunos recuperem eventuais défices de aprendizagem decorrentes das ausências à escola nos casos justificados
Tendo em vista clarificar os termos de aplicação do disposto no Estatuto do Aluno, determino o seguinte:
1 – Das faltas justificadas, designadamente por doença, não pode decorrer a aplicação de qualquer medida disciplinar correctiva ou sancionatória.
2 – A prova de recuperação a aplicar na sequência de faltas justificadas tem como objectivo exclusivamente diagnosticar as necessidades de apoio tendo em vista a recuperação de eventual défice das aprendizagens.
3 – Assim sendo, a prova de recuperação não pode ter a natureza de um exame, devendo ter um formato e um procedimento simplificado, podendo ter a forma escrita ou oral, prática ou de entrevista.
4 – A prova referida é da exclusiva responsabilidade do professor titular de turma, no primeiro ciclo, ou do professor que lecciona a disciplina em causa, nos restantes ciclos e níveis de ensino.
5 – Da prova de recuperação realizada na sequência das três semanas de faltas justificadas não pode decorrer a retenção, exclusão ou qualquer outra penalização para o aluno, apenas medidas de apoio ao estudo e à recuperação das aprendizagens, sem prejuízo da restante avaliação.
6 – As escolas devem adaptar de imediato os seus regulamentos internos ao disposto no presente despacho, competindo às Direcções Regionais de Educação a verificação deste procedimento.
7 – O presente despacho produz efeitos a partir do dia seguinte à data da sua assinatura.
Lisboa, 16 de Novembro de 2008
A Ministra da Educação
Maria de Lurdes Rodrigues
Os sublinhados e negritos são meus!
O que não é minha, é a má fé, quer dos protestos, quer das interpretações pseudo-jornalísticas, nem a má educação dos que se chamam de educadores e de professores. Isso não!
Quando expressamente o legislador permite que seja a Escola, o Conselho de Turma, o Conselho Pedagógico e o Conselho Executivo, quem decide sobre a vida escolar do Aluno, e da sua recuperação, logo se levantam as vozes de que "aí está o ME a descentralizar e a obrigar as escolas a chumbarem os alunos " ( coisa aliás que estas escolas e estes professores nunca fizeram! )
Nunca chumbaram ninguém! Nunca excluiram ninguém!: Até ao 9º ano ficavam pelo caminho 50% dos alunos e o Contribuinte a pagar!
Não sei o que admirar mais : Se a falta de memória, se a da vergonha!
Adenda. Anda por aí a blogosfera toda excitada com uma tal "Alteração da Lei" feita pela Ministra, e o BE até sublinha como "agravante" o facto de tal "alteração" ter sido feita ao domingo que lá no BE é de retiro espiritual. Devem estar com delírios das mortalhas que andam a fumar:
É que as Leis da República não se alteram por Despachos ministeriais!
A massa de que somos feitos
A luta está aí, desabrida e total.
A oposição mais ou menos consciente, mais ou menos por arrasto, mais ou menos oportunista, rosna a cada novo ímpeto reformista.
Sonha já com os restos do banquete. Com o saque que fará a todas as vantagens adquiridas pela população, nestes três anos de governo PS.
Andaremos para trás, se tal acontecer. Muitas décadas.
Virá aí a privatização, em força, de tudo e de mais alguma coisa onde haja um cêntimo para ser dividido.
A oposição mais ou menos consciente, mais ou menos por arrasto, mais ou menos oportunista, rosna a cada novo ímpeto reformista.
Sonha já com os restos do banquete. Com o saque que fará a todas as vantagens adquiridas pela população, nestes três anos de governo PS.
Andaremos para trás, se tal acontecer. Muitas décadas.
Virá aí a privatização, em força, de tudo e de mais alguma coisa onde haja um cêntimo para ser dividido.
Ao agudizarem-se os problemas é que se verá de que fibra é feito este Governo e este Presidente da República.
Cabe ao Governo fazer reformas e levá-las adiante.
Mas, isso depende da massa de que somos feitos:
Se for da massa dos que partiram nas caravelas, descobriram novos caminhos e fizeram a globalização, é uma coisa.
Mas, se formos feitos da massa dos que cá ficaram, se formos só descendentes dos velhos do Restelo, então as reformas não serão feitas, o Governo cairá, regressando o pior do que há no chamado "arco da governação" e continuaremos na cauda da UE para abertura de todos os telejornais e de motivo para todas as "análises" dos muitos especialistas que temos sempre prontos, felizmente, para nos explicar que:
"este não é o caminho",
"esta não é a prioridade",
"esta não foi a forma correcta",
"este ministro já devia ter saído",
"o Governo andou preocupado com o acessório"
"e este tipo de medidas só agrava a divisão nacional, chateia os madeireiros, ofende a tropa, descura a fé católica, ofende as virgens, e destroça "os profissionais desta corporação".
Vamos ver de que massa somos feitos!
A segunda maior economia mundial em recessão
O Japão considera-se oficialmente em recessão verificando-se dois trimestres consecutivos de contracção da economia.
E eles já não têm nem o petróleo a preços exorbitantes , nem Obras Públicas para iniciar!
Eu, no caso deles, perguntava à D. Manuela.
E eles já não têm nem o petróleo a preços exorbitantes , nem Obras Públicas para iniciar!
Eu, no caso deles, perguntava à D. Manuela.
domingo, novembro 16, 2008
Parece que sempre tinha razão para dizer que as próximas notícias vindas dos EUA seriam muito favoráveis ao Governo Socialista em Portugal
Segundo o NYTimes:
Obama Wants to Pay Teachers What They’re Worth
Obama quer pagar aos professores em função da sua avaliação!
By Stephen J. Dubner
"It sounds as if Barack Obama has been listening to some economists (maybe even Austan Goolsbee): he has come out in favor of merit pay for schoolteachers.
From an A.P. article:
Democratic presidential candidate Barack Obama told the largest teachers union Thursday that performance-based merit pay ought to be considered in public schools.
Teachers at the National Education Association’s annual convention have expressed concerns about merit pay, which is gaining favor with lawmakers, including those currently rewriting the No Child Left Behind law."
Obama Wants to Pay Teachers What They’re Worth
Obama quer pagar aos professores em função da sua avaliação!
By Stephen J. Dubner
"It sounds as if Barack Obama has been listening to some economists (maybe even Austan Goolsbee): he has come out in favor of merit pay for schoolteachers.
From an A.P. article:
Democratic presidential candidate Barack Obama told the largest teachers union Thursday that performance-based merit pay ought to be considered in public schools.
Teachers at the National Education Association’s annual convention have expressed concerns about merit pay, which is gaining favor with lawmakers, including those currently rewriting the No Child Left Behind law."
e regressando á bancalheira...
In Dragoscópio:
"Feed our Frankenstein
«Goldman Sachs is on course to pay its top City bankers multimillion-pound bonuses - despite asking the U.S. government for an emergency bail-out.The struggling Wall Street bank has set aside £7billion for salaries and 2008 year-end bonuses, it emerged yesterday.
Each of the firm's 443 partners is on course to pocket an average Christmas bonus of more than £3million.The size of the pay pool comfortably dwarfs the £6.1billion lifeline which the U.S. government is throwing to Goldman as part of its £430billion bail-out.As Washington pours money into the bank, the cash will immediately be channelled to Goldman's already well-heeled employees. »
Em resumo, dos 430 biliões de dinheiro dos otários (vulgo contribuintes) que a plutocracia americana despejou nos bancos, os 6.1 biliões que couberam à Goldman Sachs nem vão chegar para pagar os prémios anuais e bónus de Natal que aquela associação benemérita vai distribuir pelos seus insaciáveis gestores. Ou melhor dizendo, que eles, como já é tradição, vão distribuir entre si.
E ainda há esquerdalhos visionários que se queixam da falta de distributividade da economia capitalista!...
Sim, porque se julgam que é só o Goldman Sachs, o melhor é mesmo irem tirando o cavalinho da chuva:
«Royal Bank of Scotland, which is being bailed out with £20bn of taxpayers' money, has signalled it is preparing to pay bonuses to thousands of staff despite government pledges to crack down on City pay.The bank has set aside £1.79bn to cover "staff costs" - including discretionary bonuses - at its investment banking division for the first six months of the year alone. The same division caused a £5.9bn writedown that wiped out the bank's profits for the same period. »
E a cereja no topo do bolo:
«Several US politicians have seized on an investigation by the Guardian last month which showed six Wall Street banks - Goldman Sachs, Citigroup, Morgan Stanley, JP Morgan, Merrill Lynch and Lehman Brothers - had set aside $70bn (£42.5bn) in pay and bonuses for the first nine months of the year. »
Publicada por dragão em 11/01/2008 02:50:00 PM
Gostava de perceber a relação perversa entre a democracia liberal, o controlo dos media pelo grande capital e o entorpecimento público que continua a permitir este tipo de bancalheira!...
"Feed our Frankenstein
«Goldman Sachs is on course to pay its top City bankers multimillion-pound bonuses - despite asking the U.S. government for an emergency bail-out.The struggling Wall Street bank has set aside £7billion for salaries and 2008 year-end bonuses, it emerged yesterday.
Each of the firm's 443 partners is on course to pocket an average Christmas bonus of more than £3million.The size of the pay pool comfortably dwarfs the £6.1billion lifeline which the U.S. government is throwing to Goldman as part of its £430billion bail-out.As Washington pours money into the bank, the cash will immediately be channelled to Goldman's already well-heeled employees. »
Em resumo, dos 430 biliões de dinheiro dos otários (vulgo contribuintes) que a plutocracia americana despejou nos bancos, os 6.1 biliões que couberam à Goldman Sachs nem vão chegar para pagar os prémios anuais e bónus de Natal que aquela associação benemérita vai distribuir pelos seus insaciáveis gestores. Ou melhor dizendo, que eles, como já é tradição, vão distribuir entre si.
E ainda há esquerdalhos visionários que se queixam da falta de distributividade da economia capitalista!...
Sim, porque se julgam que é só o Goldman Sachs, o melhor é mesmo irem tirando o cavalinho da chuva:
«Royal Bank of Scotland, which is being bailed out with £20bn of taxpayers' money, has signalled it is preparing to pay bonuses to thousands of staff despite government pledges to crack down on City pay.The bank has set aside £1.79bn to cover "staff costs" - including discretionary bonuses - at its investment banking division for the first six months of the year alone. The same division caused a £5.9bn writedown that wiped out the bank's profits for the same period. »
E a cereja no topo do bolo:
«Several US politicians have seized on an investigation by the Guardian last month which showed six Wall Street banks - Goldman Sachs, Citigroup, Morgan Stanley, JP Morgan, Merrill Lynch and Lehman Brothers - had set aside $70bn (£42.5bn) in pay and bonuses for the first nine months of the year. »
Publicada por dragão em 11/01/2008 02:50:00 PM
Gostava de perceber a relação perversa entre a democracia liberal, o controlo dos media pelo grande capital e o entorpecimento público que continua a permitir este tipo de bancalheira!...
Convocatória por SMSs
Qual será a explicação para o surgimento de centenas de mensagens, do mesmo teor, nos telemóveis de tantos jovens da mesma Escola, por todo o País?
Como é que alguém possui esta base de dados apenas existente em cada uma das Escolas?
A própria constituição de uma tal base de dados ou a sua utilização configura de per si um crime grave.
Já alguém perguntou ao PGR o que pensa fazer para investigar este crime?
Como é que alguém possui esta base de dados apenas existente em cada uma das Escolas?
A própria constituição de uma tal base de dados ou a sua utilização configura de per si um crime grave.
Já alguém perguntou ao PGR o que pensa fazer para investigar este crime?
In Jornal de Negócios:
"Objectivamente estes professores não têm sabido dar-se ao respeito.
Nas décadas que levamos de democracia a classe perdeu todo o seu prestígio reduzindo-se a um bando ululante, invariavelmente à luta por uma má causa. Transformaram-se numa arma de arremesso das oposições, quaisquer que sejam, entregaram-se nas mãos de sindicatos conservadores, do "antigamente é que era bom" e do travar é que está a dar, que tanto servem a extrema-esquerda como a extrema-direita tal a sanha belicosa, o ódio destilado, a demagogia e a falta de escrúpulos.
São maioritariamente do Partido Comunista mas todos por junto seguem a máxima libertária do "se hay gobierno soy contra". A lista das suas "reivindicações" é longa e fastidiosa: das aulas de substituição à recente avaliação. Mas bem vistas as coisas só têm um e único objectivo: a de querer travar a todo o custo a evolução da sociedade portuguesa. É aliás revelador que esta gente que é suposto educar os mais novos desconheça qualquer verbo positivo e só saiba conjugar o adiar, o revogar, o interromper, o atrasar. Nunca se ouviu uma palavra de apreço pela introdução de computadores nas aulas ou por qualquer outra boa iniciativa dos sucessivos ministros. Pelo contrário, em cada nova ideia vê-se logo um problema, uma chatice. Esta gente é do contra quando devia ser a favor. Agarram-se ao passado quando deviam virar-se para o futuro."Jornal de Negócios
Nota: Só não concordo que sejam maioritariamente do PC. Isso não. São é um bando de atamancados oportunistas que se constituiram em filão e em trampolim político que agora todos cavalgam.
Da extrema-esquerda à extrema-direita é ver o arreganhar dos dentes.
A Direita entende-se porquê: quer explicitamente privatizar a Educação. Ainda ontem o bispo de serviço defendia na TV a cheque-ensino e as maravilhas dos colégios onde os ricos protegem os filhos do contacto com a turba-multa!
Agora da dita esquerda é que não consigo perceber qual a motivação para além, claro, do derrube do governo e do quanto pior melhor!
Este pobre povo que entende pouco ou nada do que realmente se passa nas suas costas e enquanto trabalha, é que vai pagar e caro toda esta agitação corporativa e irresponsável.
Agora, até foram dizer que os alunos que faltarem às aulas por irem manifestar-se contra o Governo não terão faltas. Dizem que não as marcam.
Do que é que estão à espera? De ser respeitados? Ou de levarem nas trombas, dos alunos? e de seguida lá virão fazer o número da merda que é a Escola Pública comparada com as vantagens da Privada.
Do que eles estam a precisar sei eu!
"Objectivamente estes professores não têm sabido dar-se ao respeito.
Nas décadas que levamos de democracia a classe perdeu todo o seu prestígio reduzindo-se a um bando ululante, invariavelmente à luta por uma má causa. Transformaram-se numa arma de arremesso das oposições, quaisquer que sejam, entregaram-se nas mãos de sindicatos conservadores, do "antigamente é que era bom" e do travar é que está a dar, que tanto servem a extrema-esquerda como a extrema-direita tal a sanha belicosa, o ódio destilado, a demagogia e a falta de escrúpulos.
São maioritariamente do Partido Comunista mas todos por junto seguem a máxima libertária do "se hay gobierno soy contra". A lista das suas "reivindicações" é longa e fastidiosa: das aulas de substituição à recente avaliação. Mas bem vistas as coisas só têm um e único objectivo: a de querer travar a todo o custo a evolução da sociedade portuguesa. É aliás revelador que esta gente que é suposto educar os mais novos desconheça qualquer verbo positivo e só saiba conjugar o adiar, o revogar, o interromper, o atrasar. Nunca se ouviu uma palavra de apreço pela introdução de computadores nas aulas ou por qualquer outra boa iniciativa dos sucessivos ministros. Pelo contrário, em cada nova ideia vê-se logo um problema, uma chatice. Esta gente é do contra quando devia ser a favor. Agarram-se ao passado quando deviam virar-se para o futuro."Jornal de Negócios
Nota: Só não concordo que sejam maioritariamente do PC. Isso não. São é um bando de atamancados oportunistas que se constituiram em filão e em trampolim político que agora todos cavalgam.
Da extrema-esquerda à extrema-direita é ver o arreganhar dos dentes.
A Direita entende-se porquê: quer explicitamente privatizar a Educação. Ainda ontem o bispo de serviço defendia na TV a cheque-ensino e as maravilhas dos colégios onde os ricos protegem os filhos do contacto com a turba-multa!
Agora da dita esquerda é que não consigo perceber qual a motivação para além, claro, do derrube do governo e do quanto pior melhor!
Este pobre povo que entende pouco ou nada do que realmente se passa nas suas costas e enquanto trabalha, é que vai pagar e caro toda esta agitação corporativa e irresponsável.
Agora, até foram dizer que os alunos que faltarem às aulas por irem manifestar-se contra o Governo não terão faltas. Dizem que não as marcam.
Do que é que estão à espera? De ser respeitados? Ou de levarem nas trombas, dos alunos? e de seguida lá virão fazer o número da merda que é a Escola Pública comparada com as vantagens da Privada.
Do que eles estam a precisar sei eu!
sábado, novembro 15, 2008
E, se em África não houvesse classes sociais?
E se Obama fosse africano? ( leiam tudo sff!)
Por Mia Couto
Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.
Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.
Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de “nosso irmão”. E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.
Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: “E se Obama fosse camaronês?”. As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.
E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?
1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.
2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.
3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente “descobriram” que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado ‘ilegalmente”. Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.
4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um “não autêntico africano”. O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos “outros”, dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).
5. Se fosse africano, o nosso “irmão” teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada “pureza africana”. Para estes moralistas - tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.
6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.
Inconclusivas conclusões
Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.
Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.
A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa.
Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público.
No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.
Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.
Publicado no jornal Savana, Maputo, em 14 de Novembro de 2008
A minha nota breve: A herança do colonialismo em África, sendo a sua população esmagadoramente negra - e é essa que Mia Couto invoca principalmente - funciona como justificação para todo o tipo de "nacionalismo oportunista". Pensar, sonhar e andar enganado sobre o carácter classista da exploração, seja ela de que cor for, releva de uma inocência compadecida com a moral dos cristãos.
Nisso estou em desacordo com o Mia Couto. Não comparemos Nito ALves com Mugabe, Mandela com Nasser, Ben Bela com Tchombé.
A questão da escolha da classe e da sua defesa cega e anti-marxista ( desculpem!), tem conduzido a enormes equívocos que pouco têm de dignos e de inocentes!
O Mia Couto que me desculpe o atrevimento.
Por Mia Couto
Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.
Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.
Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de “nosso irmão”. E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.
Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: “E se Obama fosse camaronês?”. As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.
E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?
1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.
2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.
3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente “descobriram” que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado ‘ilegalmente”. Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.
4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um “não autêntico africano”. O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos “outros”, dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).
5. Se fosse africano, o nosso “irmão” teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada “pureza africana”. Para estes moralistas - tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.
6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.
Inconclusivas conclusões
Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.
Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.
A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa.
Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público.
No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.
Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.
Publicado no jornal Savana, Maputo, em 14 de Novembro de 2008
A minha nota breve: A herança do colonialismo em África, sendo a sua população esmagadoramente negra - e é essa que Mia Couto invoca principalmente - funciona como justificação para todo o tipo de "nacionalismo oportunista". Pensar, sonhar e andar enganado sobre o carácter classista da exploração, seja ela de que cor for, releva de uma inocência compadecida com a moral dos cristãos.
Nisso estou em desacordo com o Mia Couto. Não comparemos Nito ALves com Mugabe, Mandela com Nasser, Ben Bela com Tchombé.
A questão da escolha da classe e da sua defesa cega e anti-marxista ( desculpem!), tem conduzido a enormes equívocos que pouco têm de dignos e de inocentes!
O Mia Couto que me desculpe o atrevimento.
Parece que MFL não foi ouvida pelo BEI !
Ou então nada disse que se aproveitasse
Como se pode ver desta excelente peça jornalística , enquanto a UE apoia o programa d eObras Públicas em Portugal, o que a SIC tem a dizer é que "aqui tem gerado polémica".
Creio que as outras tvs nem sequer deram a notícia. Coisa sem importância : 35% de 40 mil milhões = 14 mil milhões de Euros...
Como se pode ver desta excelente peça jornalística , enquanto a UE apoia o programa d eObras Públicas em Portugal, o que a SIC tem a dizer é que "aqui tem gerado polémica".
Creio que as outras tvs nem sequer deram a notícia. Coisa sem importância : 35% de 40 mil milhões = 14 mil milhões de Euros...
sexta-feira, novembro 14, 2008
Atirar a pedra e esconder a mão
Ou, como mentir, mentir sempre!
E eu a pensar que estes sindicalistas de camisa aberta, pelos no peito, olhos esbugalhados focados nos amanhãs que cantam, e bigode retinto, eram assim, uns homenzinhos!
Que quando atiravam a pedra, mostravam a mão!
Engano, puro engano!
Toda a gente viu os professores a manifestrem-se em conjunto com os alunos que insultavam e atiravam ovos e tomates.
Todos os ouvimos a solidarizarem-se com os tais estudantes.
Todos ouvimos os responsáveis partidários a rebolarem-se de gozo pelas arruaças e pelos desmandos! E a culparem dos agravos, os visados, não os agitadores. Isso não!
Todos ouvimos os miúdos não saberem do que estavam a reclamar e a repetirem que tinham sido convovcados por sms e que nas aulas os professores os organizaram e convenceram a fazer desordem e a insultar.
Todos podemos ler no blog oficial do próprio BE o texto completo da mensagem transmitida aos alunos de quase todo o País!:
"Está na hora, está na hora, da ministra ir embora. Pessoal, bora nos juntar e fechar as escolas de todo o País. Greve nacional no dia 14 (temos 2 dias para organizar a maior greve de sempre) até que o regime de faltas seja alterado?? Já começou no Norte e agora vamos fazer com que se arraste por Portugal... Passa a mensagem. Todos juntos vamos conseguir".
Mas os tais homens que eu julgara de barba rija, escondem a mão e "não senhor! é falso! e se alguém disser o contrário vamos para os Tribunais."
Curiosa coincidência, a de este senhor estar sempre a ameaçar com Tribunais. deve ter uma vaga esperança na sua extraordinária qualidade em Portugal!
Eu pergunto é se a instrumentalização de menores e os desmandos dentro de edifício públicos contra altos responsáveis do governo democrático não têm consequências penais?
E o claro incitamento à violência e a perturbação da ordem pública já deixaram de ser valores protegidos?
E eu a pensar que estes sindicalistas de camisa aberta, pelos no peito, olhos esbugalhados focados nos amanhãs que cantam, e bigode retinto, eram assim, uns homenzinhos!
Que quando atiravam a pedra, mostravam a mão!
Engano, puro engano!
Toda a gente viu os professores a manifestrem-se em conjunto com os alunos que insultavam e atiravam ovos e tomates.
Todos os ouvimos a solidarizarem-se com os tais estudantes.
Todos ouvimos os responsáveis partidários a rebolarem-se de gozo pelas arruaças e pelos desmandos! E a culparem dos agravos, os visados, não os agitadores. Isso não!
Todos ouvimos os miúdos não saberem do que estavam a reclamar e a repetirem que tinham sido convovcados por sms e que nas aulas os professores os organizaram e convenceram a fazer desordem e a insultar.
Todos podemos ler no blog oficial do próprio BE o texto completo da mensagem transmitida aos alunos de quase todo o País!:
"Está na hora, está na hora, da ministra ir embora. Pessoal, bora nos juntar e fechar as escolas de todo o País. Greve nacional no dia 14 (temos 2 dias para organizar a maior greve de sempre) até que o regime de faltas seja alterado?? Já começou no Norte e agora vamos fazer com que se arraste por Portugal... Passa a mensagem. Todos juntos vamos conseguir".
Mas os tais homens que eu julgara de barba rija, escondem a mão e "não senhor! é falso! e se alguém disser o contrário vamos para os Tribunais."
Curiosa coincidência, a de este senhor estar sempre a ameaçar com Tribunais. deve ter uma vaga esperança na sua extraordinária qualidade em Portugal!
Eu pergunto é se a instrumentalização de menores e os desmandos dentro de edifício públicos contra altos responsáveis do governo democrático não têm consequências penais?
E o claro incitamento à violência e a perturbação da ordem pública já deixaram de ser valores protegidos?
Quem paga pelos pecados do Homem?

Num país onde a violência sobre as mulheres, tal como em Portugal, é directamente proporcional à miséria , ao abandono escolar, e à influência da Igreja Católica, e falo da Itália, só se levantam ondas de protestos quando algum sacrista de serviço se lembra de ver o Diabo exactamente no corpo da Mulher!
Esse perigoso ser! Essa encarnação do mal e do pecado!
Recentemente temos sido informados abundantemente que não é essa, de facto, a sua tendência "natural".
Por isso talvez o charivari que vai em Itália contra este belíssimo e elegante cartaz contra essa mesma violência que, tal como cá, tem as mesmas motivações, condicionantes e as mesmas vítimas.
Só aqui não incluo as doutas sentenças dos tribunais portugueses sobre violações, por exemplo!, que quero manter este blog com um certo nível...
quinta-feira, novembro 13, 2008
O incitamento à anarquia e os seus cúmplices - 2
Quando aqui há uns meses uma calmeirona de uma aluna, arreou na professora que lhe tirava o telemóvel, o País teve uma paragem cardíaca e correram rios de tinta e puseram-se mesas redondas e doutros formatos para discutir a indisciplina, o facilitismo e o laxismo do Governo, das Leis, do ME e da própria Ministra.Quando, também há semanas, todo o País mediático vibrava com o facilitismo e a ausência de medidas de exigência nas Escolas, nos exames, e sobre as facilidades concedidas aos alunos, também foram inúmeros os foruns a discutir tudo e mais alguma coisa. Agora que afinal, segundo parece os alunos se queixam de terem de estudar, de não poderem faltar às aulas que nós pagamos, e atacam com o que têm à mão os responsáveis do Governo do País, onde está essa imprensa revoltada com os regulamentos?
Onde param os intelectuais e os sindicalistas que tanto zelo tinham há dias, sobre todas as matérias da Educação, nomeadamente sobre o facilitismo? Onde param?
Afinal em que é que ficamos? Promove-se o facilitismo e desorganização nas Escolas ou há rigor e disciplina democrática?
Afinal a Fenprof/CGTP/PCP/BE/CDS/PSD que recusam o Estatuto do Aluno, o que defendem? Os ataques dos alunos aos professores? Aos responsáveis políticos? Não foram eles que andaram pelo País, de terra em terra, a perseguir a caravana do 1º Ministro a soltar insultos e apupos?
E querem agora dar lições de quê?
Não querem ser avaliados? Já percebemos porquê!
Nem uma semana de 14 dias seria suficiente para tantos palhaços!
Segundo as últimas notícias os Secretários de Estado da Educação, Valter Lemos e Jorge Pedreira foram esta tarde atacados por alunos da Escola Secundária D. Diniz onde iam reunir com dezenas de Conselhos Directivos.
O ataque foi realizado de forma organizada com pedras e com ovos, segundo também acabei de ouvir na rádio.
A polícia de intervenção foi chamada ao local.
Gostava de saber qual vai ser a responsabilização destes jovens e dos seus professores nesta inqualificável acção.
Exige-se ouvir o Presidente da República, garante do normal funcionamento das Instituições, e a quem pagamos generosamente para isso, condenar estas atitudes anti-democráticas sem mais recursos a discursos ambivalentes e de diácono de aldeia.
Quanto à continuidade de funções deste Governo, está na hora de Sócrates proceder a uma clarificação bem como de colocar na rua os piolhosos que ao se julgarem importantes e detentores da verdade, opinam sobre tudo, e sempre contra o Governo.
Este País convive mal com a democracia!
O ataque foi realizado de forma organizada com pedras e com ovos, segundo também acabei de ouvir na rádio.
A polícia de intervenção foi chamada ao local.
Gostava de saber qual vai ser a responsabilização destes jovens e dos seus professores nesta inqualificável acção.
Exige-se ouvir o Presidente da República, garante do normal funcionamento das Instituições, e a quem pagamos generosamente para isso, condenar estas atitudes anti-democráticas sem mais recursos a discursos ambivalentes e de diácono de aldeia.
Quanto à continuidade de funções deste Governo, está na hora de Sócrates proceder a uma clarificação bem como de colocar na rua os piolhosos que ao se julgarem importantes e detentores da verdade, opinam sobre tudo, e sempre contra o Governo.
Este País convive mal com a democracia!
Eu não disse que haveria mais semana? - 1
Pois o PCP andou a comemorar, entre fartas almoçaradas, a Revolução de Outubro que, como sabemos, foi em Novembro.
Coisa de somenos, comparada com a destreza das certezas e a inimaginável amnésia de que dão pública nota.
Diz o Avante que :
"temos nas nossas mãos a exaltante tarefa do esclarecimento das massas e de organizar a sua intervenção para a possibilidade de um caminho alternativo ao capitalismo».
No nosso País, esta tarefa passa, no imediato, «pelo reforço do nosso Partido, por uma mais estreita ligação aos trabalhadores e a outras camadas antimonopolistas, pelo desenvolvimento da luta de massas».
Desafios que surgem, lembrou, num quadro de «agudização da luta de classes e em que grandes perigos coexistem com grandes potencialidades de transformações revolucionárias».
Mas, um pouco adiante, perdem a cabeça e olhando o firmamento, rezam assim:
" O que marcou de forma indelével o século XX foi a «possibilidade concreta de transformar o sonho milenar por que lutaram gerações e gerações de homens, mulheres e jovens em realidade». Foi, ainda, o «erguer os alicerces para a construção dum mundo mais justo e solidário, sem exploradores nem explorados, foi a confirmação do papel das massas no processo histórico e do partido de vanguarda na revolução e foi a confirmação da superioridade do socialismo face ao capitalismo».
Parece que se esqueceram de avisar os ingratos destinatários da infalível felicidade!
Coisa de somenos, comparada com a destreza das certezas e a inimaginável amnésia de que dão pública nota.
Diz o Avante que :
"temos nas nossas mãos a exaltante tarefa do esclarecimento das massas e de organizar a sua intervenção para a possibilidade de um caminho alternativo ao capitalismo».
No nosso País, esta tarefa passa, no imediato, «pelo reforço do nosso Partido, por uma mais estreita ligação aos trabalhadores e a outras camadas antimonopolistas, pelo desenvolvimento da luta de massas».
Desafios que surgem, lembrou, num quadro de «agudização da luta de classes e em que grandes perigos coexistem com grandes potencialidades de transformações revolucionárias».
Mas, um pouco adiante, perdem a cabeça e olhando o firmamento, rezam assim:
" O que marcou de forma indelével o século XX foi a «possibilidade concreta de transformar o sonho milenar por que lutaram gerações e gerações de homens, mulheres e jovens em realidade». Foi, ainda, o «erguer os alicerces para a construção dum mundo mais justo e solidário, sem exploradores nem explorados, foi a confirmação do papel das massas no processo histórico e do partido de vanguarda na revolução e foi a confirmação da superioridade do socialismo face ao capitalismo».
Parece que se esqueceram de avisar os ingratos destinatários da infalível felicidade!
Uma semana que promete bastante!
- “Luís Lobo, dirigente do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) e membro do secretariado nacional da Fenprof, admitiu hoje que “não correspondem à verdade” as acusações feitas pelo dirigente daquela federação, Mário Nogueira, à Direcção Regional de Educação do Centro, segundo as quais esta teria dado instruções aos conselhos executivos das escolas para não cederem instalações para reuniões gerais de professores.” (Público)
- Manuela Ferreira leite coloca-se ao lado dos sindicatos dos professores e exige a interrupção imediata da avaliação passando a ser feita por avaliadores externos, a 150.000 professores! Wau!
- Alberto João Jardim ao mesmo tempo que manda fechar a Assembleia Regional, eleita democraticamente ( tanto quanto possível!), decreta a classificação dos professores na Madeira, todos com "Bons", suspendendo assim a aplicação de mais uma Lei da República naquele arquipélago!
- O bobo de serviço no PS determina que a democracia é ceder aos sindicatos, aos professores e aos alunos arruaceiros e ordinários e condena a Ministra da Educação pelo seu devotado trabalho em prol da Escola Pública. Afirma que de democracia, e de ovos, é ele que percebe!
- Davide Justino, ex-Ministro da Educação de Durão Barroso, com relevante curriculo na colocação de professores, entre outras coisas, actualmente ajudante do Presidente da República, fez afirmações sobre a qualidade da Ensino e a tranquilidade nas Escolas. A sua especialidade, portanto.
- Os reitores da Universidades públicas exigem, em tom ameaçador e desbragado, mais dinheiro aos contribuintes, quando a maioria dos seus alunos paga menos de propinas por ano do que as respectivas mães no cabeleireiro, ou em gasolina, ou nos telemóveis que usam...
Pagam menos em propinas, em todos os anos de faculdade, do que num fim de semana em viagem de fim de curso. Menos de oito dias em Punta Cana, em Cuba ou em Cancun, não é nada!
- Os velhinhos acamados em lares de terceira idade, e que dispôem de excelentes pensões de reforma, são tratados pelos seus herdeiros com "serviços mínimos" e até lhes recusam operações às cataratas, para não gastarem dinheiro...
- Os partidos da oposição, nomeadamente os da direita, que estavam no governo quando se iniciou a roubalheira no BPN, o CDS-PP e o PSD, foram atacados de amnésia galopante ...Paulo Portas, Bagão Félix e Manuela Ferreira Leite nem nunca ouviram falar em relatórios a avisar das falcatruas...
- Que se saiba a PGR nada sabe sobre o paradeiro dos responsáveis do BPN e estou em crer que tudo isto não vai passar de um mal entendido. Pela minha parte confesso que não entendo nada!
Uma semana em cheio, e ainda não acabou!
- Manuela Ferreira leite coloca-se ao lado dos sindicatos dos professores e exige a interrupção imediata da avaliação passando a ser feita por avaliadores externos, a 150.000 professores! Wau!
- Alberto João Jardim ao mesmo tempo que manda fechar a Assembleia Regional, eleita democraticamente ( tanto quanto possível!), decreta a classificação dos professores na Madeira, todos com "Bons", suspendendo assim a aplicação de mais uma Lei da República naquele arquipélago!
- O bobo de serviço no PS determina que a democracia é ceder aos sindicatos, aos professores e aos alunos arruaceiros e ordinários e condena a Ministra da Educação pelo seu devotado trabalho em prol da Escola Pública. Afirma que de democracia, e de ovos, é ele que percebe!
- Davide Justino, ex-Ministro da Educação de Durão Barroso, com relevante curriculo na colocação de professores, entre outras coisas, actualmente ajudante do Presidente da República, fez afirmações sobre a qualidade da Ensino e a tranquilidade nas Escolas. A sua especialidade, portanto.
- Os reitores da Universidades públicas exigem, em tom ameaçador e desbragado, mais dinheiro aos contribuintes, quando a maioria dos seus alunos paga menos de propinas por ano do que as respectivas mães no cabeleireiro, ou em gasolina, ou nos telemóveis que usam...
Pagam menos em propinas, em todos os anos de faculdade, do que num fim de semana em viagem de fim de curso. Menos de oito dias em Punta Cana, em Cuba ou em Cancun, não é nada!
- Os velhinhos acamados em lares de terceira idade, e que dispôem de excelentes pensões de reforma, são tratados pelos seus herdeiros com "serviços mínimos" e até lhes recusam operações às cataratas, para não gastarem dinheiro...
- Os partidos da oposição, nomeadamente os da direita, que estavam no governo quando se iniciou a roubalheira no BPN, o CDS-PP e o PSD, foram atacados de amnésia galopante ...Paulo Portas, Bagão Félix e Manuela Ferreira Leite nem nunca ouviram falar em relatórios a avisar das falcatruas...
- Que se saiba a PGR nada sabe sobre o paradeiro dos responsáveis do BPN e estou em crer que tudo isto não vai passar de um mal entendido. Pela minha parte confesso que não entendo nada!
Uma semana em cheio, e ainda não acabou!
quarta-feira, novembro 12, 2008
O incitamento à anarquia e os seus cúmplices
Que a esquerda irresponsável seja isso mesmo, não pode constituir qualquer novidade.Que os oportunistas dentro do PS se manifestem sempre ao redor das fogueiras que outros atearam, é da sua natureza, da sua dimensão moral, e do seu carácter vil.
Para que não restem dúvidas, refiro-me a Manuel Alegre e à sua entourrage de ressabiados!
Que os sindicatos vejam apenas até à ponta dos seus narizes, e sempre tenham contribuído para a ressurreição dos partidos da Direita que os hão-de justificar à posteriori, é farinha do mesmo saco.
O que já se compreende menos é que o Presidente da República, pago generosamente para essa função, se associe aos incumpridores e aos irresponssáveis e não seja o primeiro a condenar a anarquia :
- Seja nas Forças Armadas onde se anuncia a anarquia e os "disparates" e já se fazem Levantamentos de Rancho, sem consequências, seja
- Na Madeira onde um Golpe de Estado fascistoide esteve em vigor e creio ainda não terminou...ou,
- Nas arruaças e ataques pessoais à Ministra da Educação que no desempenho das suas funções já não pode visitar uma Escola Pública - paga a peso de ouro pelos Contribuintes - sem correr sérios riscos, até de integridade física.
Tempos virão, estou certo, em que o PR vai apelar à sua própria condição para se fazer respeitar!
Quem viver verá!
O cartaz acima, veio do Anti-Tretas. Obrigado.
O ataque ao Governo via Banco de Portugal
Para esta Oposição de menoridade, até mesmo as malfeitoriasos crimes e fraudes, feitas pelos seus próprios correligionários e afins, qualquer coisa lhes serve para atacar o Governo. . .
Via Arrastão:
"Paulo Portas esteve ontem a inquirir insistentemente Vítor Constâncio sobre o relatório da Deloite que, em 2003, já alertava para a existência de irregularidades no BPN. O Banco de Portugal conhecia o relatório e nada fez, diz Paulo Portas. Tem razão. Mas não contou a história toda. Em rigor deveria ter dito que, cumprindo a lei, a Deloite entregou uma cópia ao Banco de Portugal e outra seguiu para o ministério das Finanças. Em 2003, a responsável pela pasta dava pelo nome de Manuela Ferreira Leite. O número dois do Governo dava pelo nome de Paulo Portas. Há momentos em que mais vale a pena estar calado, não vá notar-se que tanta insistência na inoperância do polícia esconde uma notória condescendência pela forma criminosa como os gestores e accionistas do BPN levaram este banco à falência."
A "sorte" é já conhecida: Há ladrões de multibancos? Há assaltantes de gasolineiras?
Há carjackistas à solta? Simples!: A culpa é da polícia e em última análise é do Governo que não previu!
Isto já cheira mal!
Via Arrastão:
"Paulo Portas esteve ontem a inquirir insistentemente Vítor Constâncio sobre o relatório da Deloite que, em 2003, já alertava para a existência de irregularidades no BPN. O Banco de Portugal conhecia o relatório e nada fez, diz Paulo Portas. Tem razão. Mas não contou a história toda. Em rigor deveria ter dito que, cumprindo a lei, a Deloite entregou uma cópia ao Banco de Portugal e outra seguiu para o ministério das Finanças. Em 2003, a responsável pela pasta dava pelo nome de Manuela Ferreira Leite. O número dois do Governo dava pelo nome de Paulo Portas. Há momentos em que mais vale a pena estar calado, não vá notar-se que tanta insistência na inoperância do polícia esconde uma notória condescendência pela forma criminosa como os gestores e accionistas do BPN levaram este banco à falência."
A "sorte" é já conhecida: Há ladrões de multibancos? Há assaltantes de gasolineiras?
Há carjackistas à solta? Simples!: A culpa é da polícia e em última análise é do Governo que não previu!
Isto já cheira mal!
segunda-feira, novembro 10, 2008
O PS vai mesmo necessitar de fazer campanha eleitoral? Duvido!
As televisões, as rádios e os jornais vão desde já iniciar uma barragem de notícias sobre as medidas urgentes de Barak Obama para salvar os EUA da banca rota, da ineficácia dos serviços de saúde e da descriminação educativa, vão mostrar como se faz uma política virada para a população e não para os banqueiros, vão encher-nos de conferências de imprensa sobre a economia e os investimentos em obras públicas...
Vão dizer-nos que eles na América vão investir nas energias renováveis, na indústria automóvel, nas medidas de formação profissional e na educação.
Sócrates pode tirar umas férias!
Vão dizer-nos que eles na América vão investir nas energias renováveis, na indústria automóvel, nas medidas de formação profissional e na educação.
Sócrates pode tirar umas férias!
Mensagem aos professores, aos que escolhem a arrogância e desprezam os desprotegidos, os pobres e os marginalizados
Not again!
Not this time!
....
'Desta vez, não!' Desta vez, queremos falar sobre as escolas decadentes que estão roubando o futuro de crianças negras, brancas, asiáticas, hispânicas e indígenas.
Desta vez podemos talvez rejeitar o cinismo que nos diz que essas crianças são incapazes de aprender, que essas crianças de aparência diferente das nossas são problema de outra pessoa. As crianças dos Estados Unidos não são 'essas crianças': são as nossas crianças, e não permitiremos que fiquem para trás na economia do século XXI.
Não desta vez. Desta vez queremos discutir sobre as filas repletas de brancos, negros e hispânicos desprovidos de planos de saúde nos pronto-socorros, pessoas que não têm o poder de superar sozinhas os interesses especiais em Washington, mas que poderiam fazê-lo caso nos uníssemos.
Desta vez queremos falar sobre as fábricas abandonadas que no passado ofereciam vida decente a homens e mulheres de todas as raças, e sobre as casas à venda que no passado pertenceram a pessoas de todas as religiões, todas as regiões, todas as ocupações.
Desta vez queremos falar sobre o fato de que o verdadeiro problema não é que alguém de aparência diferente possa tomar nosso emprego, mas sim que a empresa para a qual alguém trabalha possa decidir despachar esse emprego a outro país em busca de nada mais que lucro. Desta vez queremos falar sobre homens e mulheres de todas as cores e credos que servem unidos e lutam unidos e sangram unidos sob a mesma orgulhosa bandeira.
Queremos falar sobre como trazê-los para casa de uma guerra que não deveria ter sido autorizada e jamais deveria ter sido travada, e queremos falar sobre como devemos demonstrar nosso patriotismo cuidando deles e de suas famílias, e lhes propiciando os benefícios que conquistaram.
Eu não estaria disputando a presidência caso não acreditasse de coração que é isso que a vasta maioria dos norte-americanos deseja para o país.
Nossa união talvez jamais venha a ser perfeita, mas geração após geração demonstraram que ela sempre pode ser melhorada.
E hoje, sempre que me vejo cínico ou em dúvida com relação a essa possibilidade, aquilo que me dá mais esperança é a próxima geração os jovens cujas crenças e atitudes e abertura à mudança já fizeram história nesta eleição.
Existe uma história em especial que eu gostaria de deixar com vocês hoje uma história que contei quanto tive a grande honra de discursar no aniversário do Dr. (Martin Luther) King em sua igreja, a Ebenezer Baptist, em Atlanta.
Há uma jovem voluntária branca, Ashley Baia, 23, que nos ajudou a organizar nossa campanha em Florence, na Carolina do Sul.
Ela vem trabalhando para ajudar a organizar uma comunidade formada majoritariamente por negros, desde o começo da campanha, e um dia participou de uma mesa redonda na qual todo mundo contou sua história e explicou os motivos de sua presença.
Ashley contou que, quando ela tinha nove anos, sua mãe adoeceu de câncer e, porque teria de perder dias de trabalho, terminou demitida e perdeu seu seguro-saúde.
A família teve de pedir falência, e foi então que Ashley decidiu que tinha de fazer alguma coisa para ajudar a mãe.
Ela sabia que comida era uma das maiores despesas da casa, e por isso convenceu a mãe de que a comida que ela mais gostava eram sanduíches de pão com mostarda e molho inglês.
Porque eles eram a comida mais barata que encontrou.
Ela o fez por um ano, até que sua mãe melhorou, e ela contou a todo mundo na mesa redonda que o motivo para que tivesse aderido à nossa campanha foi para que pudesse ajudar os milhões de crianças do país que querem e precisam ajudar os pais.
Ashley com certeza poderia ter feito escolha diferente.
Alguém pode ter dito a ela em algum momento que o motivo dos problemas de sua mãe eram os negros que viviam de assistência social por serem preguiçosos demais para trabalhar, ou os hispânicos que chegam ao país ilegalmente.
Mas ela não o fez.
Em lugar disso, procurou por aliados em sua luta contra a injustiça.
Quando Ashley terminou sua história, ela perguntou aos demais porque eles haviam aderido à campanha.
Cada um deles tinha histórias e razões próprias.
Muitos mencionaram uma questão específica.
E por fim chegou a vez de um velho negro que havia assistido a tudo aquilo em silêncio.
Ashley perguntou por que ele estava lá.
E ele não mencionou um motivo específico.
Não citou a saúde ou a economia, a educação ou a guerra.
Não disse que estava lá por causa de Barack Obama. Ele simplesmente disse, a todos os presentes: 'Estou aqui por causa de Ashley'. 'Estou aqui por causa de Ashley'.
Em si, aquele momento único de reconhecimento entre uma jovem branca e um velho negro não seria suficiente.
Não é suficiente que ofereçamos saúde aos doentes, trabalho aos desempregados ou educação às crianças.
Mas é assim que devemos começar.
É assim que nossa união se tornará mais forte.
E como tantas gerações vieram a perceber ao longo dos 221 anos desde que aquele grupo de patriotas assinou aquele documento em Filadélfia, é assim que começa a perfeição.
( ler o restante )
Discurso de Barack Obama sobre a questão racial
Filadélfia a 19 de Março de 2008
( via Carlos Esperança, em Folha S. Paulo - Tradução de Paulo Migliacci, Ponte Europa)19/03/2008
....
Como dizia Samora Machel, o racismo e o colonialismo não têm cor, nem servem qualquer outro propósito: são apenas as formas exteriores da exploração.
Posto isto, regresso aos nossos professores que se manifestam contra a avaliação:
- Alguma vez se insurgiram contra a avaliação dos alunos pobres?
- Alguma vez se revoltaram com a marginalização dos negros, dos ciganos e dos brancos das cinturas dormitórios?
- Quando é que estes professores, que receberam deste ME, 150.000 computadores, disseram que os não queriam?
- Porque é que então, quando os computadores são distribuídos ( parecia impossível que algum governo tal decidisse! ) aos alunos, isso se torna motivo de protesto, de grasnação e de chacota?
- Qual será a razão porque quando o ME promove as melhores condições de trabalho e de estudo nos Novos Centros Escolares ( apenas comparáveis ao que de melhor há na Europa e no Mundo ) é que se levanta este coro de impropérios sobre a avaliação?
- É mais do que evidente que os professores e os partidos que os "apioam" nunca disseram uma palavra sobre as condições de trabalho ou sobre a permanente avaliação a que estão sujeitos os professores no ensino privado. Qual será o motivo?
- Também, nunca se manifestaram em defesa da carreira profissional ou dos escalões no ensino privado. Ou da sua direcção? Ou da ausência de democracia? Ou da disciplina, regime de trabalho, horas semanais, a que estão sujeitos? Ou da "escolha" social e económica, dos alunos, a que todos os dias assistem, nesses tais Colégios Perfeitos?
Qual a razão?
Simplesmente por razões de classe e de aliança de classe. E de subserviência ao poder do capital!
Simplesmente porque desta vez o ME insiste na recuperação de todas as crianças, especialmente as mais desprotegidas, as mais marginalizadas!
Porque razão, até em algumas Escolas Públicas que praticam uma segregação menos descarada mas não menos eficaz, nunca estes professores se insurgiram? se manifestaram? e só agora acham que têm que trabalhar e incluir no processo educativo os pobres e os marginalizados é que se insurgem?
Exactamente pelas mesmas razões! Por origem de classe e por aspiração social. E por racismo socio-económico contra a tal metade da população escolar:
- Os cerca de 50% de abandono escolar que na opinião desses professores, como diz Obama, são crianças incapazes de aprender e são problema de outras pessoas!
- Estes professores elitistas e snobs consideram que o País está dividido entre os bem na vida que têm filhos com sucesso escolar, e os outros, que devem ser considerados cidadãos de segunda e cujo futuro não lhes diz respeito.
Estes professores querem estar apenas em zonas escolhidas, se possível com alunos escolhidos entre as melhores famílias, e que têm explicadores para lhes facilitar a vida.
E vêem para as ruas, sabendo-se manipulados por partidos irresponsáveis que apenas querem votos e os atiraram, no passado bem recente, para a insegurança e para o descrédito profissional.
Destes professores o país não precisa!
Not this time!
....
'Desta vez, não!' Desta vez, queremos falar sobre as escolas decadentes que estão roubando o futuro de crianças negras, brancas, asiáticas, hispânicas e indígenas.
Desta vez podemos talvez rejeitar o cinismo que nos diz que essas crianças são incapazes de aprender, que essas crianças de aparência diferente das nossas são problema de outra pessoa. As crianças dos Estados Unidos não são 'essas crianças': são as nossas crianças, e não permitiremos que fiquem para trás na economia do século XXI.
Não desta vez. Desta vez queremos discutir sobre as filas repletas de brancos, negros e hispânicos desprovidos de planos de saúde nos pronto-socorros, pessoas que não têm o poder de superar sozinhas os interesses especiais em Washington, mas que poderiam fazê-lo caso nos uníssemos.
Desta vez queremos falar sobre as fábricas abandonadas que no passado ofereciam vida decente a homens e mulheres de todas as raças, e sobre as casas à venda que no passado pertenceram a pessoas de todas as religiões, todas as regiões, todas as ocupações.
Desta vez queremos falar sobre o fato de que o verdadeiro problema não é que alguém de aparência diferente possa tomar nosso emprego, mas sim que a empresa para a qual alguém trabalha possa decidir despachar esse emprego a outro país em busca de nada mais que lucro. Desta vez queremos falar sobre homens e mulheres de todas as cores e credos que servem unidos e lutam unidos e sangram unidos sob a mesma orgulhosa bandeira.
Queremos falar sobre como trazê-los para casa de uma guerra que não deveria ter sido autorizada e jamais deveria ter sido travada, e queremos falar sobre como devemos demonstrar nosso patriotismo cuidando deles e de suas famílias, e lhes propiciando os benefícios que conquistaram.
Eu não estaria disputando a presidência caso não acreditasse de coração que é isso que a vasta maioria dos norte-americanos deseja para o país.
Nossa união talvez jamais venha a ser perfeita, mas geração após geração demonstraram que ela sempre pode ser melhorada.
E hoje, sempre que me vejo cínico ou em dúvida com relação a essa possibilidade, aquilo que me dá mais esperança é a próxima geração os jovens cujas crenças e atitudes e abertura à mudança já fizeram história nesta eleição.
Existe uma história em especial que eu gostaria de deixar com vocês hoje uma história que contei quanto tive a grande honra de discursar no aniversário do Dr. (Martin Luther) King em sua igreja, a Ebenezer Baptist, em Atlanta.
Há uma jovem voluntária branca, Ashley Baia, 23, que nos ajudou a organizar nossa campanha em Florence, na Carolina do Sul.
Ela vem trabalhando para ajudar a organizar uma comunidade formada majoritariamente por negros, desde o começo da campanha, e um dia participou de uma mesa redonda na qual todo mundo contou sua história e explicou os motivos de sua presença.
Ashley contou que, quando ela tinha nove anos, sua mãe adoeceu de câncer e, porque teria de perder dias de trabalho, terminou demitida e perdeu seu seguro-saúde.
A família teve de pedir falência, e foi então que Ashley decidiu que tinha de fazer alguma coisa para ajudar a mãe.
Ela sabia que comida era uma das maiores despesas da casa, e por isso convenceu a mãe de que a comida que ela mais gostava eram sanduíches de pão com mostarda e molho inglês.
Porque eles eram a comida mais barata que encontrou.
Ela o fez por um ano, até que sua mãe melhorou, e ela contou a todo mundo na mesa redonda que o motivo para que tivesse aderido à nossa campanha foi para que pudesse ajudar os milhões de crianças do país que querem e precisam ajudar os pais.
Ashley com certeza poderia ter feito escolha diferente.
Alguém pode ter dito a ela em algum momento que o motivo dos problemas de sua mãe eram os negros que viviam de assistência social por serem preguiçosos demais para trabalhar, ou os hispânicos que chegam ao país ilegalmente.
Mas ela não o fez.
Em lugar disso, procurou por aliados em sua luta contra a injustiça.
Quando Ashley terminou sua história, ela perguntou aos demais porque eles haviam aderido à campanha.
Cada um deles tinha histórias e razões próprias.
Muitos mencionaram uma questão específica.
E por fim chegou a vez de um velho negro que havia assistido a tudo aquilo em silêncio.
Ashley perguntou por que ele estava lá.
E ele não mencionou um motivo específico.
Não citou a saúde ou a economia, a educação ou a guerra.
Não disse que estava lá por causa de Barack Obama. Ele simplesmente disse, a todos os presentes: 'Estou aqui por causa de Ashley'. 'Estou aqui por causa de Ashley'.
Em si, aquele momento único de reconhecimento entre uma jovem branca e um velho negro não seria suficiente.
Não é suficiente que ofereçamos saúde aos doentes, trabalho aos desempregados ou educação às crianças.
Mas é assim que devemos começar.
É assim que nossa união se tornará mais forte.
E como tantas gerações vieram a perceber ao longo dos 221 anos desde que aquele grupo de patriotas assinou aquele documento em Filadélfia, é assim que começa a perfeição.
( ler o restante )
Discurso de Barack Obama sobre a questão racial
Filadélfia a 19 de Março de 2008
( via Carlos Esperança, em Folha S. Paulo - Tradução de Paulo Migliacci, Ponte Europa)19/03/2008
....
Como dizia Samora Machel, o racismo e o colonialismo não têm cor, nem servem qualquer outro propósito: são apenas as formas exteriores da exploração.
Posto isto, regresso aos nossos professores que se manifestam contra a avaliação:
- Alguma vez se insurgiram contra a avaliação dos alunos pobres?
- Alguma vez se revoltaram com a marginalização dos negros, dos ciganos e dos brancos das cinturas dormitórios?
- Quando é que estes professores, que receberam deste ME, 150.000 computadores, disseram que os não queriam?
- Porque é que então, quando os computadores são distribuídos ( parecia impossível que algum governo tal decidisse! ) aos alunos, isso se torna motivo de protesto, de grasnação e de chacota?
- Qual será a razão porque quando o ME promove as melhores condições de trabalho e de estudo nos Novos Centros Escolares ( apenas comparáveis ao que de melhor há na Europa e no Mundo ) é que se levanta este coro de impropérios sobre a avaliação?
- É mais do que evidente que os professores e os partidos que os "apioam" nunca disseram uma palavra sobre as condições de trabalho ou sobre a permanente avaliação a que estão sujeitos os professores no ensino privado. Qual será o motivo?
- Também, nunca se manifestaram em defesa da carreira profissional ou dos escalões no ensino privado. Ou da sua direcção? Ou da ausência de democracia? Ou da disciplina, regime de trabalho, horas semanais, a que estão sujeitos? Ou da "escolha" social e económica, dos alunos, a que todos os dias assistem, nesses tais Colégios Perfeitos?
Qual a razão?
Simplesmente por razões de classe e de aliança de classe. E de subserviência ao poder do capital!
Simplesmente porque desta vez o ME insiste na recuperação de todas as crianças, especialmente as mais desprotegidas, as mais marginalizadas!
Porque razão, até em algumas Escolas Públicas que praticam uma segregação menos descarada mas não menos eficaz, nunca estes professores se insurgiram? se manifestaram? e só agora acham que têm que trabalhar e incluir no processo educativo os pobres e os marginalizados é que se insurgem?
Exactamente pelas mesmas razões! Por origem de classe e por aspiração social. E por racismo socio-económico contra a tal metade da população escolar:
- Os cerca de 50% de abandono escolar que na opinião desses professores, como diz Obama, são crianças incapazes de aprender e são problema de outras pessoas!
- Estes professores elitistas e snobs consideram que o País está dividido entre os bem na vida que têm filhos com sucesso escolar, e os outros, que devem ser considerados cidadãos de segunda e cujo futuro não lhes diz respeito.
Estes professores querem estar apenas em zonas escolhidas, se possível com alunos escolhidos entre as melhores famílias, e que têm explicadores para lhes facilitar a vida.
E vêem para as ruas, sabendo-se manipulados por partidos irresponsáveis que apenas querem votos e os atiraram, no passado bem recente, para a insegurança e para o descrédito profissional.
Destes professores o país não precisa!
quinta-feira, novembro 06, 2008
As Assembleias Regionais
Agora que tem tantas certezas sobre a sua independência posta em risco pelo Estatuto dos Açores?,
O PR, de cuja gaguez parecia estar quase curado, o que tem a dizer sobre a auscultação dos Orgãos eleitos na Madeira quando eles se comportam ao nível do canil da câmara municipal?
Coincidência, ou também se lhes podia chamar Câmara de Lobos!??
Quem é ele vai querer ouvir?
Os prevaricadores? Os arruaceiros?
Não sei como vai ser possível: A Assembleia da Madeira entrou em greve por tempo indeterminado exercendo pressão sobre outro Orgão de soberania. A Justiça. Por acaso contra um dos eleitos para aquela Assembleia!
Um verdadeiro nó-górdio!
O PR, de cuja gaguez parecia estar quase curado, o que tem a dizer sobre a auscultação dos Orgãos eleitos na Madeira quando eles se comportam ao nível do canil da câmara municipal?
Coincidência, ou também se lhes podia chamar Câmara de Lobos!??
Quem é ele vai querer ouvir?
Os prevaricadores? Os arruaceiros?
Não sei como vai ser possível: A Assembleia da Madeira entrou em greve por tempo indeterminado exercendo pressão sobre outro Orgão de soberania. A Justiça. Por acaso contra um dos eleitos para aquela Assembleia!
Um verdadeiro nó-górdio!
O Gabinete de Imprensa do PCP comenta os resultados da eleição presidencial nos Estados Unidos
Usando da sua proverbial capacidade de previsão do futuro - coisa que o passado está farto de desmentir, diga-se! - o PCP-Zero faz juz a si próprio e premeia-nos com estas pérolas que mantêm consevadas em formaldeído e criosote:
«A gigantesca operação produzida a propósito das eleições presidenciais nos EUA não pode ser desligada da actual crise do capitalismo - que tem tido particular expressão nos EUA - e das várias tentativas em curso que procuram reabilitar o sistema capitalista e o papel da potência hegemónica que os EUA constituem no plano internacional.
«Não ignorando diferenças entre os candidatos republicano e democrata, a verdade é que ambas as candidaturas não disfarçam o seu vínculo a um projecto de dominação no plano económico, ideológico e militar do mundo.«Para o PCP a eleição de Barack Obama como presidente dos EUA está longe de corresponder às expectativas que a gigantesca campanha mediática mundial procurou criar para construir a ilusão de uma mudança e de uma viragem na política dos EUA e do seu papel na esfera internacional.»
E não sei o que mais admirar , se a capacidade para odiar tudo quanto mexa, se a alucinação rutilante, se o mecanicismo anti-marxista, se apenas a imbecilidade como filosofia. Vejamos:
«A gigantesca operação produzida a propósito das eleições presidenciais nos EUA não pode ser desligada da actual crise do capitalismo - que tem tido particular expressão nos EUA - A concorrência com o Mr. de La Palisse é notória. Tal como o desprezo pela verdade histórica e até, pasme-se, usando do argumentário da ala mais à direita dos neo-cons que "suspeitavam da origem" dos fundos recolhidos junto do povo americano pela campanha do Obama. Pasme-se a falta de pudor e de análise: Obama recusou os fundos das grandes instituições que habitualmente "pagam a conta" nas eleições dos EUA!
Mas para que serve a realidade senão para ser apenas negada?!
"e das várias tentativas em curso que procuram reabilitar o sistema capitalista"
Agora por acaso acertaram: É que não há mesmo outro sistema para reabilitar. O que eles choram, do que estão mesmo orfãos , esse foi enterrado fundo, pelos seus ingratos beneficiários!
Ainda não perceberam que não há nem alternativa, nem retorno.
"e o papel da potência hegemónica que os EUA constituem no plano internacional. "
Pronto, faltava a visão mecanicista, anti-científica e reaccionária da História. Então a "potência" hegemónica anda a ser enxovalhada até militarmente desde a Coreia, no Vietname, na Baía dos Porcos, na Somália, no Iraque, no Afeganistão e até por 53% dos seus adultos votantes e a História está parada? Têm centenas de cemitérios com milhares e milhares de campas onde enterraram os seus mortos juntamente com uma economia baseada na mão -de-obra barata de meio mundo, estão de pantanas a pedir dinheiro à China para pagar o petróleo aos árabes para investirem nos bancos falidos da América e nada vai mudar? Isto é a o retorno a Proudon e à sua Filosofia da Miséria. Isto é o PCP-Zero sem recurso às Novas Oportunidades!
"Não ignorando diferenças entre os candidatos republicano e democrata, a verdade é que ambas as candidaturas não disfarçam o seu vínculo a um projecto de dominação no plano económico, ideológico e militar do mundo."
Acho que não fica bem ao PCP-Zero esta observação epidérmica das tais diferenças superficiais, nem a cegueira quanto à origem e percurso socio-profissional de cada candidato, e na qual se basearam tantos milhões de eleitores cheios da esperança, que este pequeno partido, estacionado no tempo, se arroga o direito de pura e simplesmente desprezar e desqualificar. Desconsideram as análises e propostas do OBama que quer transformar muito mais os EUA do que o mundo; que promete é alterar a vida dos americanos pobres e seguir uma política de maior justiça social, dentro dos EUA! Insistem no padrão do raciocínio redutor e mecanicista: É americano? Então é mau! Só faltava dizer é preto, então é ladrão!
E, para terminar, o PCP-Zero puxa da cartilha da teoria da conspiração universal:
" Para o PCP a eleição de Barack Obama como presidente dos EUA está longe de corresponder às expectativas que a gigantesca campanha mediática mundial procurou criar para construir a ilusão de uma mudança e de uma viragem na política dos EUA e do seu papel na esfera internacional."
E portanto, a maior e mais disputada eleição democrática de sempre nos EUA, a que produziu a maior derrota de sempre das forças mais reaccionárias, não passou de uma encenação para disfarçar a continuação da política que os conduziu, pela mão da direita evangélica e neo-conservadora, a um verdadeiro beco sem saída no plano militar, no económico e no social. E ao desprezo da grande maioria das nações do mundo!
Se bem entendi, houve então uma campanha mundial - realizada por quem? - adiante! - para nos iludir, a nós que não votámos, claro!, mas que, pelos vistos, sempre prometia qualquer mudança!, mas que todos os estúpidos do mundo - excepto os do PCP_Zero - não vamos notar nem entender, pois afinal tudo vai ficar na mesma. Era só ilusão! e o povo, esse estúpido, nem se vai dar conta disso!
Isto é o que se pode dizer, perceber da tosquia e sair tosquiado!
Sim senhor, bela capacidade de análise e que lição de realismo político!
O PCP-Zero em plena forma!
«A gigantesca operação produzida a propósito das eleições presidenciais nos EUA não pode ser desligada da actual crise do capitalismo - que tem tido particular expressão nos EUA - e das várias tentativas em curso que procuram reabilitar o sistema capitalista e o papel da potência hegemónica que os EUA constituem no plano internacional.
«Não ignorando diferenças entre os candidatos republicano e democrata, a verdade é que ambas as candidaturas não disfarçam o seu vínculo a um projecto de dominação no plano económico, ideológico e militar do mundo.«Para o PCP a eleição de Barack Obama como presidente dos EUA está longe de corresponder às expectativas que a gigantesca campanha mediática mundial procurou criar para construir a ilusão de uma mudança e de uma viragem na política dos EUA e do seu papel na esfera internacional.»
E não sei o que mais admirar , se a capacidade para odiar tudo quanto mexa, se a alucinação rutilante, se o mecanicismo anti-marxista, se apenas a imbecilidade como filosofia. Vejamos:
«A gigantesca operação produzida a propósito das eleições presidenciais nos EUA não pode ser desligada da actual crise do capitalismo - que tem tido particular expressão nos EUA - A concorrência com o Mr. de La Palisse é notória. Tal como o desprezo pela verdade histórica e até, pasme-se, usando do argumentário da ala mais à direita dos neo-cons que "suspeitavam da origem" dos fundos recolhidos junto do povo americano pela campanha do Obama. Pasme-se a falta de pudor e de análise: Obama recusou os fundos das grandes instituições que habitualmente "pagam a conta" nas eleições dos EUA!
Mas para que serve a realidade senão para ser apenas negada?!
"e das várias tentativas em curso que procuram reabilitar o sistema capitalista"
Agora por acaso acertaram: É que não há mesmo outro sistema para reabilitar. O que eles choram, do que estão mesmo orfãos , esse foi enterrado fundo, pelos seus ingratos beneficiários!
Ainda não perceberam que não há nem alternativa, nem retorno.
"e o papel da potência hegemónica que os EUA constituem no plano internacional. "
Pronto, faltava a visão mecanicista, anti-científica e reaccionária da História. Então a "potência" hegemónica anda a ser enxovalhada até militarmente desde a Coreia, no Vietname, na Baía dos Porcos, na Somália, no Iraque, no Afeganistão e até por 53% dos seus adultos votantes e a História está parada? Têm centenas de cemitérios com milhares e milhares de campas onde enterraram os seus mortos juntamente com uma economia baseada na mão -de-obra barata de meio mundo, estão de pantanas a pedir dinheiro à China para pagar o petróleo aos árabes para investirem nos bancos falidos da América e nada vai mudar? Isto é a o retorno a Proudon e à sua Filosofia da Miséria. Isto é o PCP-Zero sem recurso às Novas Oportunidades!
"Não ignorando diferenças entre os candidatos republicano e democrata, a verdade é que ambas as candidaturas não disfarçam o seu vínculo a um projecto de dominação no plano económico, ideológico e militar do mundo."
Acho que não fica bem ao PCP-Zero esta observação epidérmica das tais diferenças superficiais, nem a cegueira quanto à origem e percurso socio-profissional de cada candidato, e na qual se basearam tantos milhões de eleitores cheios da esperança, que este pequeno partido, estacionado no tempo, se arroga o direito de pura e simplesmente desprezar e desqualificar. Desconsideram as análises e propostas do OBama que quer transformar muito mais os EUA do que o mundo; que promete é alterar a vida dos americanos pobres e seguir uma política de maior justiça social, dentro dos EUA! Insistem no padrão do raciocínio redutor e mecanicista: É americano? Então é mau! Só faltava dizer é preto, então é ladrão!
E, para terminar, o PCP-Zero puxa da cartilha da teoria da conspiração universal:
" Para o PCP a eleição de Barack Obama como presidente dos EUA está longe de corresponder às expectativas que a gigantesca campanha mediática mundial procurou criar para construir a ilusão de uma mudança e de uma viragem na política dos EUA e do seu papel na esfera internacional."
E portanto, a maior e mais disputada eleição democrática de sempre nos EUA, a que produziu a maior derrota de sempre das forças mais reaccionárias, não passou de uma encenação para disfarçar a continuação da política que os conduziu, pela mão da direita evangélica e neo-conservadora, a um verdadeiro beco sem saída no plano militar, no económico e no social. E ao desprezo da grande maioria das nações do mundo!
Se bem entendi, houve então uma campanha mundial - realizada por quem? - adiante! - para nos iludir, a nós que não votámos, claro!, mas que, pelos vistos, sempre prometia qualquer mudança!, mas que todos os estúpidos do mundo - excepto os do PCP_Zero - não vamos notar nem entender, pois afinal tudo vai ficar na mesma. Era só ilusão! e o povo, esse estúpido, nem se vai dar conta disso!
Isto é o que se pode dizer, perceber da tosquia e sair tosquiado!
Sim senhor, bela capacidade de análise e que lição de realismo político!
O PCP-Zero em plena forma!
A fraternidade ao vivo e a cores, muitas e variadas
Já aqui disse da minha profunda emoção, quase comoção mesmo, da madrugada que passei vidrado na CNN.Houve imagens inesquecíveis e palavras de enorme grandiosidade.
Esta aqui em cima, mandou-ma um Amigo.
Na minha idade é difícil traduzir toda a História que ela evoca.
Mas apetece-me enviá-la a muita gente.
Principalmente a muitos que já não estão connosco. Gostava que outros mais a pudessem ver: o Graciliano Ramos, o Jorge Amado, o Patrice Lumumba, o Samora Machel, o Aquino de Bragança, o Ghandi, o Agostinho Neto, Che Guevara, Allende, Nito Alves, Amilcar Cabral...
Felizmente muitos outros estão vivos e a verem que é possível e necessário sonhar com dias melhores, a cores, a muitas cores!
...e regresso a este meu post, feito há minutos, para colar uma frase exemplar que Saramago acaba de colocar no seu Caderno:
"À medida que Obama ia falando de Ann Nixon Copper, percebemos que a cada palavra o exemplo nos tornava melhores, mais humanos, à beira de uma fraternidade total. De nós depende fazer durar este sentimento."
quarta-feira, novembro 05, 2008
Foi extraordinariamente emocionante esta madrugada!
Como foram revoltantes as observações do Pacheco Pereira que em vista da previsível derrota do seu candidato, afirmava "agora sempre quero ver aqueles que faziam chacota da eleição de JWB por um número de votos expressos inferior ao seu adversário, a justificarem uma eventual vitória de Obama, com resultados semelhantes, como tudo indica"Como se equivocou!
Mais uma vez JPP fez figura de insolente e de reaccionário apoiante da pior direita do planeta: Os neo-cons americanos e a sua cáfila de protagonistas!!!
Perderam ?
O que é que esperavam ?
JPP, Vasco Pulido Valente e Graça Moura podem meter as violas no saco por um longo período!
Foi emocionante esta madrugada, e foi um privilégio poder assistir em directo a um dos momentos altos da História da Democracia e da Liberdade!
Ainda bem que estão de acordo!
Parece que hoje os professores organizaram os alunos do ciclo e do secundário para virem para a rua protestar contra, vejam lá, as aulas, o Estatuto dos Professores e o modelo de gestão das Escolas Públicas.
Esses mesmos alunos, que tão mal ficaram na fotografia dos rankings das escolas Públicas servem-lhes agora como argumento contra...as aulas, a disciplina e o rigor no ensino.
Ainda bem que estão todos de acordo.
A instrumentalização de menores e a sua participação em movimentos sindicais não sei se está prevista na Lei.
O que sei é que o PCP-Zero, mais a Feneprof e o BE, mostram ter muito pouca vergonha na cara e não se dão ao respeito.
E dizem ter opiniões sobre a Educação!
São um bando de irresponsáveis.
Esses mesmos alunos, que tão mal ficaram na fotografia dos rankings das escolas Públicas servem-lhes agora como argumento contra...as aulas, a disciplina e o rigor no ensino.
Ainda bem que estão todos de acordo.
A instrumentalização de menores e a sua participação em movimentos sindicais não sei se está prevista na Lei.
O que sei é que o PCP-Zero, mais a Feneprof e o BE, mostram ter muito pouca vergonha na cara e não se dão ao respeito.
E dizem ter opiniões sobre a Educação!
São um bando de irresponsáveis.
22.222 Ordenados Mínimos
Exactamente. 22.222 Ordenados Mínimos. Dos novos. Dos de 450€. Que dos outros, ainda eram mais.
Tantos são os que Miguel Cadilhe conseguiu garantir de indemnização ao fim de 6 meses de "trabalho" no BPN.
Sob a forma de PPR livre de impostos, já se vê.
Claro que ir dirigir um banco falido, e onde o principal trabalho foi mandar apurar a dimensão do buraco - coisa de extraordinária complexidade como é bem de ver! - e andar de chapéu na mão a ver se haveria algum incauto que lhe pegasse, além de ser um trabalho altamente especializado que além de merecer um salário milionário, deve estar respaldado por um PPR ainda mais chorudo!
Gostava de ouvir Manuela Ferreira Leite pronunciar-se também contra estes Salários Mínimos.
O agora despedido Miguel Cadilhe, ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva, já se mostrou muito agastado com a decisão de o mandar receber o PPR...
Que diabo, são apenas 22.222 Salários Mínimos! Que, a dividir por 14 meses, dá exactamente a retribuição do trabalho de 1587 portugueses durante um ano!
Poucas são as fábricas com esta dimensão em Portugal!
Tantos são os que Miguel Cadilhe conseguiu garantir de indemnização ao fim de 6 meses de "trabalho" no BPN.
Sob a forma de PPR livre de impostos, já se vê.
Claro que ir dirigir um banco falido, e onde o principal trabalho foi mandar apurar a dimensão do buraco - coisa de extraordinária complexidade como é bem de ver! - e andar de chapéu na mão a ver se haveria algum incauto que lhe pegasse, além de ser um trabalho altamente especializado que além de merecer um salário milionário, deve estar respaldado por um PPR ainda mais chorudo!
Gostava de ouvir Manuela Ferreira Leite pronunciar-se também contra estes Salários Mínimos.
O agora despedido Miguel Cadilhe, ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva, já se mostrou muito agastado com a decisão de o mandar receber o PPR...
Que diabo, são apenas 22.222 Salários Mínimos! Que, a dividir por 14 meses, dá exactamente a retribuição do trabalho de 1587 portugueses durante um ano!
Poucas são as fábricas com esta dimensão em Portugal!
terça-feira, novembro 04, 2008
Os pobres, esses gastadores!
Maria José Nogueira Pinto afirmou ontem nas Jornadas do PSD, onde foi como convidada, juntando-se ao coro da oposição com uma tirada que resume todo um projecto social: "Os pobres não sabem governar-se e por isso não vale a pena dar-lhes mais dinheiro. Gastam-no mal. São uns desperdiçados! Uns gastadores."
"Na reunião com os deputados do PSD, Maria José Nogueira Pinto manifestou-se contra o complemento solidário para os idosos.
"Dar aos idosos 80 euros é um ultraje e um insulto porque eles, diabéticos, vão beber cerveja e comer doces e serão roubados pelos filhos", afirmou
A gastarem desta maneira os pobres até parecem uns socialistas!, digo eu.
Quem é que não concorda, não é?
"Na reunião com os deputados do PSD, Maria José Nogueira Pinto manifestou-se contra o complemento solidário para os idosos.
"Dar aos idosos 80 euros é um ultraje e um insulto porque eles, diabéticos, vão beber cerveja e comer doces e serão roubados pelos filhos", afirmou
A gastarem desta maneira os pobres até parecem uns socialistas!, digo eu.
Quem é que não concorda, não é?
Espalhar o terror e mentir, mentir sempre
Aqueles que bombardearam Hanoi, matando milhares de civis, mulheres e crianças, que foram abatidos e sobreviveram, deviam ter vergonha era dos seus actos criminosos contra populações indefesas, em vez de se vangloriarem dos seus actos e das suas façanhas. Os pilotos americanos não passaram de criminosos de guerra que bombarderam indiscriminadamente o Vietnam e o reduziram a ummonte de escombros, inclusivé com armas proibidas, napalm e outros venenos, e que agora vêm fazer de vítimas...
A inqualificável mentira de John McCain sobre o tratamento que lhe foi ministrado apenas fala dele próprio e do seu carácter desprezível:
A inqualificável mentira de John McCain sobre o tratamento que lhe foi ministrado apenas fala dele próprio e do seu carácter desprezível:
Está na hora de intervir também na CMP
Segundo a cx de Comentários do Blasfémias, e que ninguém desmente, a situação na CMP e do seu Presidente Rui Rio está mesmo a pedir uma intervençãozinha, isso está:
"O Porto tornou-se ao fim de semana uma das cidades mais sujas do país, mas isso, na visão do presidente e vereadores desta Câmara, era necessário diminuir os salários dos cantoneiros da limpeza.
Entretanto uma nova elite de assessores e avençados, recrutados entre o círculo de apoiantes indefectíveis do presidente, ia progressivamente tomando conta dos lugares que, apesar de terem pouco conteúdo funcional, eram generosamente remunerados. Insistentemente questionado nos órgãos autárquicos (na Câmara e na Assembleia Municipal) sobre o conteúdo funcional e as remunerações desta vaga de nomeações Rui Rio recusou-se sempre a responder, apesar de ter a obrigação política e legal de o fazer. Questionado diversas vezes por escrito, remeteu-se sempre ao silêncio apesar de legalmente ser obrigado a responder no prazo de 15 dias. Já lá vão três anos e nem uma resposta…
Subitamente Rui Rio tentou agora uma manobra política para baralhar a opinião pública em que junta um número de circo e uma tentativa de vitimização, mas em que nada do que é essencial é esclarecido. É o que se chama “gato escondido com o rabo de fora”. Mas vamos aos factos:
A Drª Raquel Castelo-Branco, depois de passar pela comissão de extinção da Culturporto, celebrou uma avença com a CMP para acompanhar a gestão do Rivoli tendo por única obrigação fazer um relatório mensal sobre a utilização deste equipamento. Como o Rivoli está concessionado a uma única empresa não exerce nenhuma função de gestão corrente deste equipamento. Sendo licenciada em Engenharia Alimentar não possui nenhuma habilitação nesta área. O facto de ser irmã do vice-presidente da Câmara é certamente uma coincidência. Claro que para exercer tão complexa tarefa a Drª Raquel Castelo Branco recebe “apenas” a módica quantia de €3.750,00/mês.
O Dr. Manuel Teixeira foi nomeado chefe de gabinete do Presidente da CMP. Em Agosto de 2004 o jornal Público noticiava que auferia um salário mensal de € 7242,84, muito superior aos vencimentos do Presidente da República e do Primeiro-Ministro.
O Engº Poças Martins apesar de, na prática ser o presidente da empresa municipal Águas do Porto, não consta no organigrama publicado no respectivo site. Como recebe um vencimento superior a € 10.000/ mês tiveram que criar uma presidência paralela (a “Comissão de Reestruturação”) para justificar o pagamento em regime de avença e assim contornar os limites legais.
Existe ainda o caso do antigo deputado Ricardo Almeida, conhecido pela alcunha de “deputado voador” por, durante a sua estadia na Assembleia da República se ter aproveitado abusivamente da figura jurídica da “imunidade parlamentar” para fugir ao pagamento das numerosas multas de excesso de velocidade que coleccionou. Não se sabe muito bem como, nem porquê, que Ricardo Almeida foi nomeado administrador da empresa municipal Porto Lazer, desconhecendo-se até ao momento quais são as suas funções e o respectivo vencimento.
O Dr. Rui Rio, que agora se quer apresentar como vítima, teve três anos para prestar todos os esclarecimentos sobre esta matéria. No entanto, a sua concepção autocrática do exercício do poder municipal faz com que ele entenda que a CMP é a sua quinta pessoal e que não tem que prestar contas com transparência da utilização dos dinheiros públicos. Pelo contrário, tem vindo a utilizar a CMP para satisfazer as redes clientelares dos aparelhos partidários que sustentam a coligação no poder.
"O Porto tornou-se ao fim de semana uma das cidades mais sujas do país, mas isso, na visão do presidente e vereadores desta Câmara, era necessário diminuir os salários dos cantoneiros da limpeza.
Entretanto uma nova elite de assessores e avençados, recrutados entre o círculo de apoiantes indefectíveis do presidente, ia progressivamente tomando conta dos lugares que, apesar de terem pouco conteúdo funcional, eram generosamente remunerados. Insistentemente questionado nos órgãos autárquicos (na Câmara e na Assembleia Municipal) sobre o conteúdo funcional e as remunerações desta vaga de nomeações Rui Rio recusou-se sempre a responder, apesar de ter a obrigação política e legal de o fazer. Questionado diversas vezes por escrito, remeteu-se sempre ao silêncio apesar de legalmente ser obrigado a responder no prazo de 15 dias. Já lá vão três anos e nem uma resposta…
Subitamente Rui Rio tentou agora uma manobra política para baralhar a opinião pública em que junta um número de circo e uma tentativa de vitimização, mas em que nada do que é essencial é esclarecido. É o que se chama “gato escondido com o rabo de fora”. Mas vamos aos factos:
A Drª Raquel Castelo-Branco, depois de passar pela comissão de extinção da Culturporto, celebrou uma avença com a CMP para acompanhar a gestão do Rivoli tendo por única obrigação fazer um relatório mensal sobre a utilização deste equipamento. Como o Rivoli está concessionado a uma única empresa não exerce nenhuma função de gestão corrente deste equipamento. Sendo licenciada em Engenharia Alimentar não possui nenhuma habilitação nesta área. O facto de ser irmã do vice-presidente da Câmara é certamente uma coincidência. Claro que para exercer tão complexa tarefa a Drª Raquel Castelo Branco recebe “apenas” a módica quantia de €3.750,00/mês.
O Dr. Manuel Teixeira foi nomeado chefe de gabinete do Presidente da CMP. Em Agosto de 2004 o jornal Público noticiava que auferia um salário mensal de € 7242,84, muito superior aos vencimentos do Presidente da República e do Primeiro-Ministro.
O Engº Poças Martins apesar de, na prática ser o presidente da empresa municipal Águas do Porto, não consta no organigrama publicado no respectivo site. Como recebe um vencimento superior a € 10.000/ mês tiveram que criar uma presidência paralela (a “Comissão de Reestruturação”) para justificar o pagamento em regime de avença e assim contornar os limites legais.
Existe ainda o caso do antigo deputado Ricardo Almeida, conhecido pela alcunha de “deputado voador” por, durante a sua estadia na Assembleia da República se ter aproveitado abusivamente da figura jurídica da “imunidade parlamentar” para fugir ao pagamento das numerosas multas de excesso de velocidade que coleccionou. Não se sabe muito bem como, nem porquê, que Ricardo Almeida foi nomeado administrador da empresa municipal Porto Lazer, desconhecendo-se até ao momento quais são as suas funções e o respectivo vencimento.
O Dr. Rui Rio, que agora se quer apresentar como vítima, teve três anos para prestar todos os esclarecimentos sobre esta matéria. No entanto, a sua concepção autocrática do exercício do poder municipal faz com que ele entenda que a CMP é a sua quinta pessoal e que não tem que prestar contas com transparência da utilização dos dinheiros públicos. Pelo contrário, tem vindo a utilizar a CMP para satisfazer as redes clientelares dos aparelhos partidários que sustentam a coligação no poder.
segunda-feira, novembro 03, 2008
Faltavam estes Esclarecimentos Complementares
Segundo escrevia Mariana Oliveira em 2 de Junho deste ano, no Informador Fiscal, a história das adjucações dos sistemas de comunicações realizadas pelo governo de Santana Lopes, mesmo depois de já ter perdido as eleições, obrigam o Estado a despesas absolutamente sem justificação e constituem uma afronta aos contribuintes portugueses.
É ler o resumo das entidades envolvidas e das suas relações com esse fantástico Banco Português de Negócios. Nunca a palavra negócios esteve tão mal conotada!
Pena é que nada disto vá parar aos Tribunais como seria de esperar num País civilizado:
"Daniel Sanches
Magistrado do Ministério Público desde 1973, Sanches foi director adjunto da PJ entre 84 e 88. Passou ainda pela direcção do SEF entre 88 e 94, ano em que se tornou director do Serviço de Informações de Segurança. Em 2000 larga todos os cargos na administração pública para se tornar consultor e administrador de empresas no grupo Sociedade Lusa de Negócios (SLN), ao qual, a 23 de Fevereiro de 2003 - na qualidade de ministro da Administração Interna do Governo Santana Lopes e três dias depois de perder as eleições legislativas -, adjudica um contrato de 538,2 milhões de euros. No grupo SLN foi administrador da Pleiade, presidente da Vsegur e secretário da assembleia geral do BPN.
Manuel Dias Loureiro
Foi ministro da Administração Interna de Cavaco Silva, deputado do PSD e presidente da mesa do congresso, sendo um dos notáveis do partido. O seu nome aparece ligado desde o início ao negócio do sistema de comunicações do Estado, já que na altura em que Daniel Sanches adjudicou o SIRESP à SLN, Dias Loureiro era administrador não executivo do grupo. Fazendo questão de dizer que não tinha qualquer quota na "holding", nunca soube explicar que interesses defendia no grupo, já que não era um administrador de carreira. Por outro lado, foi, como Daniel Sanches, administrador da Pleiade e também esteve com este na Vsegur, antes de Sanches integrar o Governo de Santana Lopes.
José Oliveira e Costa
Ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de Cavaco Silva, Oliveira e Costa era o presidente do grupo SLN na altura em que Daniel Sanches fez a primeira adjudicação do SIRESP ao consórcio. A sua filha é presidente de uma das empresas do grupo, a Datacomp, que também faz parte do consórcio vencedor. Ambos foram constituídos arguidos no processo judicial arquivado em Março.
O BPN, do grupo SLN,
está neste momento a ser investigado na "Operação Furação", que avalia suspeitas de fraude fiscal e branqueamento de capitais. Há ainda outro inquérito a correr contra o BPN, que teve por base queixas de pessoas que integram o próprio banco. Oliveira e Costa afastou-se da presidência mas mantém-se na retaguarda.
António Costa
O ministro da Administração Interna de José Sócrates apanha o "dossier" SIRESP numa altura em que Daniel Sanches já tinha feito a adjudicação ao único consórcio que apresentou uma proposta, a SLN. António Costa pediu vários pareceres sobre o SIRESP e foi apoiado num, da Procuradoria-Geral da República, que decretou nula a adjudicação feita por Sanches.
Como o concurso continuava válido não podia anulá-lo, mas podia simplesmente optar por não adjudicar o sistema à SLN, considerando que a proposta feita não era satisfatória. Não foi essa a sua decisão e voltou a renegociar o contrato, conseguindo descer o preço em cerca de 50 milhões de euros depois de prescindir de algumas funcionalidades do sistema."
É ler o resumo das entidades envolvidas e das suas relações com esse fantástico Banco Português de Negócios. Nunca a palavra negócios esteve tão mal conotada!
Pena é que nada disto vá parar aos Tribunais como seria de esperar num País civilizado:
"Daniel Sanches
Magistrado do Ministério Público desde 1973, Sanches foi director adjunto da PJ entre 84 e 88. Passou ainda pela direcção do SEF entre 88 e 94, ano em que se tornou director do Serviço de Informações de Segurança. Em 2000 larga todos os cargos na administração pública para se tornar consultor e administrador de empresas no grupo Sociedade Lusa de Negócios (SLN), ao qual, a 23 de Fevereiro de 2003 - na qualidade de ministro da Administração Interna do Governo Santana Lopes e três dias depois de perder as eleições legislativas -, adjudica um contrato de 538,2 milhões de euros. No grupo SLN foi administrador da Pleiade, presidente da Vsegur e secretário da assembleia geral do BPN.
Manuel Dias Loureiro
Foi ministro da Administração Interna de Cavaco Silva, deputado do PSD e presidente da mesa do congresso, sendo um dos notáveis do partido. O seu nome aparece ligado desde o início ao negócio do sistema de comunicações do Estado, já que na altura em que Daniel Sanches adjudicou o SIRESP à SLN, Dias Loureiro era administrador não executivo do grupo. Fazendo questão de dizer que não tinha qualquer quota na "holding", nunca soube explicar que interesses defendia no grupo, já que não era um administrador de carreira. Por outro lado, foi, como Daniel Sanches, administrador da Pleiade e também esteve com este na Vsegur, antes de Sanches integrar o Governo de Santana Lopes.
José Oliveira e Costa
Ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de Cavaco Silva, Oliveira e Costa era o presidente do grupo SLN na altura em que Daniel Sanches fez a primeira adjudicação do SIRESP ao consórcio. A sua filha é presidente de uma das empresas do grupo, a Datacomp, que também faz parte do consórcio vencedor. Ambos foram constituídos arguidos no processo judicial arquivado em Março.
O BPN, do grupo SLN,
está neste momento a ser investigado na "Operação Furação", que avalia suspeitas de fraude fiscal e branqueamento de capitais. Há ainda outro inquérito a correr contra o BPN, que teve por base queixas de pessoas que integram o próprio banco. Oliveira e Costa afastou-se da presidência mas mantém-se na retaguarda.
António Costa
O ministro da Administração Interna de José Sócrates apanha o "dossier" SIRESP numa altura em que Daniel Sanches já tinha feito a adjudicação ao único consórcio que apresentou uma proposta, a SLN. António Costa pediu vários pareceres sobre o SIRESP e foi apoiado num, da Procuradoria-Geral da República, que decretou nula a adjudicação feita por Sanches.
Como o concurso continuava válido não podia anulá-lo, mas podia simplesmente optar por não adjudicar o sistema à SLN, considerando que a proposta feita não era satisfatória. Não foi essa a sua decisão e voltou a renegociar o contrato, conseguindo descer o preço em cerca de 50 milhões de euros depois de prescindir de algumas funcionalidades do sistema."
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