quinta-feira, dezembro 11, 2008

Mesmo as visitas ao Zoo podem ter o seu lado educativo

Via Câmara Corporativa, sem mais comentários.
Cada um faça os seus. Se desejarem enviem-mos.
Ando a fazer uma colecção.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Carta aberta aos Srs. Professores que se sentem visados por este blogue

Depois de escrever o título deste post mudei de ideias.
É uma das prerrogativas dos autores. Dos que dão a cara. Daqueles que não se escondem atrás de anonimatos mais cómodos.
Mudei de ideias.
Vou mas é dirigir-me aos que nunca sentiram que as minhas críticas os visassem.
Quer dizer, hoje escrevo aos bons professores, aos que como alguns dos meus familiares, tudo deram à Escola Pública.
Escrevo até aos que a Pide retirou o Diploma de professor por perigosidade cívica. Sem julgamento e sem acusação.
Escrevo a uma velhinha de 80 anos que juntava as sopeiras do prédio , altas horas da noite, para lhes ensinar a Cartilha do João de Deus até adormecerem, todas, por cima da mesa da cozinha...
Escrevo a todos os outros que durante anos a fio deram o que tinham de melhor aos seus alunos.
Sem atender a quaisquer outros valores. Apenas os alunos. Sem atender às suas origem de classe e ao atraso relativo em que se encontravam.
Escrevo aos que de noite, andando em transportes públicos, tentaram que alunos adultos lessem uma notícia de jornal e a percebessem. Isto não foi em Angola nem em Cabo Verde, foi em Azeitão. Também não foi em 1930. Não. Foi em 1992 ou 1993..
Escrevo aos que se incomodam com o atraso nacional. Escrevo aos que não se revêem nos professores carreiristas, nos que faltam metade do ano, nos que saem em arruaças e que insultam, a esmo, a Ministra e o Governo legítimo, dos que tudo exigem e pouco dão.
Escrevo aos professores dedicados e aos que tomaram a sua profissão como um "metier", uma coisa onde deixam a pele, todos os dias.
Aos que ensinam aprendendo, e que respeitam as hierarquias e se fazem respeitar.
Só estes professores me motivam, e a eles dedico algumas das minhas fracas capacidades neste blog.
Os outros, que me desculpem, mas há por aí muito blog onde se podem rever, aqueles onde sobram os insultos e sobejam os seus apaniguados, abundam os denunciantes, amontoam-se os que querem manter este País na cauda da Europa. À custa do contribuinte e das nossas crianças.
Eu fico pelos primeiros!
É que, como diz Saramago, até o Salvador declarou que não trazia a salvação, mas apenas a espada!

terça-feira, dezembro 09, 2008

A Igreja, os professores e os números. Ou como se faz um monstro

Que tal uma visita à Velhice do Padre Eterno?
A Guerra Junqueiro?
A "Como se faz um monstro"? Ora vamos lá:

Como ninguém ignora, os sórdidos palhaços
Compram, roubam às mães as loiras criancinhas,
Torcem-lhes o pescoço, as mãos, os pés, os braços,
Transformam-lhes num junco elástico as espinhas,
E exibem-nas depois nos palcos das barracas,
Dando saltos mortais e devorando facas
Ante o espanto imbecil da ingénua multidão;
E para lhes cobrir a lividez plangente
Costumam-lhes pintar carnavalescamente
Na face de alvaiade, um rir de vermelhão.
Também o jesuitismo hipócrita-romano,
Palhaço clerical, anda pelos caminhos
A comprar, a furtar, assim como um cigano,
As crianças às mães, os rouxinóis aos ninhos.
Vão levá-las depois ao negro seminário,
Às terríveis galés, ao sacro matadoiro,
E escondem-nas da luz, assim como o usurário
Esconde também dela os seus punhados d'oiro.
Dentro da estupidez e da superstição,
Casamata da fé, guardam-lhes a razão,
A análise, esse forte e venenoso fluido,
Que, andando em liberdade, ao mínimo descuido
Poderia estoirar com trágica explosão.
O que o palhaço faz ao corpo da criança,
Fazem-lho à alma, até que dela reste enfim,
Em lugar do histrião que nas barracas dança,
O pobre missionário, o inútil manequim,
O histrião que nos prega a bem-aventurança
A murros de missal e a roncos de latim.
As almas infantis são brandas como a neve,
São pérolas de leite em urnas virginais:
Tudo quanto se grava e quanto ali se escreve,
Cristaliza em seguida e não se apaga mais.
Desta forma, consegue o astucioso clero
Transformar, de repente, uma criança loira
Num pássaro nocturno estúpido e sincero.
É abrir-lhe na cabeça a golpes de tesoira
A marca industrial do fabricante um zero!

Ainda não é bem um milagre....mas para já não me parece nada mal...

Eu não vos dizia que, afinal, sempre era um problema de comunicação? Uma questão do foro médico?:
Segundo transcreve , todo animado, o ProfAvaliação, os representantes sindicais foram a Fátima ter com as autoridades que são responsáveis por séculos de obscurantismo, milhares de mortos e de muita queima de livros, e para quê?
Para que os apoiem na luta contra as autoridades legítimas e contra uma política de Escola Pública, laica, independente e democrática.
Tudo assuntos sobre os quais os bispos católicos são naturais autoridades:
IGREJA CATÓLICA DEFENDE QUE A VOZ DOS PROFESSORES TEM QUE SER OUVIDA
"O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), padre Manuel Morujão, afirmou hoje que existem "problemas de audição" na Educação, defendendo que a voz dos professores tem de ser ouvida.
"Tem havido problemas de audição, de ouvir as vozes que gritaram forte e, certamente, não gritaram tanto contra, mas em favor de um melhor projecto de educação", afirmou o responsável no final de uma reunião que juntou o presidente da CEP, D.Jorge Ortiga, e representantes de oito dos onze sindicatos que integram a Plataforma Sindical dos Professores.
O secretário da CEP reconheceu que se sente um "mal-estar profundo" na Educação, que não se circunscreve ao modelo de avaliação dos professores ou à carreira docente, bastando para o reconhecer "abrir os olhos, os ouvidos e o coração".Fonte
: RTP1, 9/12/08

Comentário ( da mesma origem, diga-se!)
Estas palavras amigas do porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa são boas de ouvir. Eu esperava estas palavras. Ao longo desta longa luta, a Igreja Católica esteve sempre do lado dos professores. A Igreja Católica sabe do que fala. É a instituição mais antiga no ramo da Educação. Criou e gere os melhores colégios e universidades do Mundo. É com atitudes destas que a Igreja Católica toca os nossos corações. Sabemos que não toca os corações empedernidos dos nossos governantes. Pois eles até mandaram retirar os crucifixos das escolas. E essa foi mais uma prova da sua desumanidade. Porque é de desumanidade que se trata quando se fustiga e maltrata um grupo profissional constituído, esmagadoramente, por mulheres e mães. Dificilmente, serão perdoados.
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fico mesmo comovido com esta tirada apologética do fundamentalismo religioso, do sectarismo anti-Constituição, Lei que os professores, deviam, tinham obrigação de respeitar!
Mas que estranhas, espúrias alianças entre a mais do que reaccionária Igreja Portuguesa e estes sindicalistas proto-marxistas...todos a olhar para o OGE e para futuros cheques-aluno!
Vão, vão por aí que o povo vos agradecerá! De joelhos!

Por este andar....

Aqui há uns meses escrevi que por este andar o PS nem precisa de gastar dinheiro em campanha eleitoral. E estava longe de imaginar no que se iriam tranformar a direita trauliteira e a esquerda irresponsável...
Capacidade de síntese é o que mais invejo neste autor. Escreve o Eduardo Pitta:

"Afinal de contas, se a rua tivesse tradução em votos, o PCP teria ganho as eleições em 1975, em 1976, etc. Não ganhou. Em 30 e tal anos de eleições, o mais que conseguiu foi assegurar o 3.º lugar. A realidade não se confunde com a opinião publicada ou com campanhas corporativas de agit-prop. O espanto com as sondagens apenas prova que muita gente vive na lua. "

A Plataforma Sindical foi a Fátima pedir algum milagre ?

Das últimas coisas de que estávamos à espera, depois da surpreendente inexistência do Inferno, seria ver a Fenprof/CGTP/PCP irem a Fátima, implorar por milagres.
Depois de ouvirmos os bispos mandarem recados ao Ministério da Educação para que "abram os olhos e os ouvidos", ficamos informados que o aguardado milagre desta vez é do foro da oftalmologia e da otorrinolaringologia. Coisa ligada às novas tecnologias, à multimedia portanto...
Mas, como este País se está transformar no maior "desmentideiro" do Planeta, o Mário Nogueira também disse que não tinham lá ido a pedir qq apoio da Igreja. Claro que não! Quem é que acredita numa atoarda dessas?
Fico tão descansado com este desmentido, como com os do Dias Loureiro, ou dos árbitros da Liga do futebol, ou do comunicado do PR sobre as suas contas bancárias.
Ele ainda há coisas em que se pode confiar. Coisas tranquilizantes! Milagres!

Guilherme Silva e a assiduidade dos Srs. Deputados

Em directo no Forum da TSF - nem tudo corre pelo melhor nesta coisa dos directos...- O Ex-lider da bancada do PSD, grande tribuno insular e notável representante do povo, acaba de relativizar as faltas dos Deputados, uma vez "que não residem em Lisboa" e, notem, "têm família a quem se juntam sempre que possível"!
Tratou também de comparar os seus colegas de Bancada a alunos de um colégio que o líder Paulo Rangel não teria a obrigação de controlar e de punir...
Mas a cereja no cimo do bolo estava reservada para o que sugere seja o trabalho na Assemblei da República: Que os plenários e votações tenham lugar apenas às terças, quartas e quintas-feiras evitando-se assim as faltas "ligadas aos fins-de-semana.
Quer dizer o PSD pensa que os Deputados devem ser pagos principescamente por três dias de trabalho por semana. Isto dá 156 dias de trabalho, a que se devem descontar os feriados que calhem entre a 3ª e a 5ª feira, mais as férias regimentais e as muito prováveis doenças profissionais, e as ausências por "trabalho político".
Guilherme Silva deve estar a brincar com o serviço! E a precisar de uma Avaliação do desempenho, com consequências no prosseguimento da carreira...

A opinião publicada começa a dar-se conta do logro...

In Correio da Manhã:
Estado do Sítio
É só fumaça
O espectáculo dado por professores, sindicatos e oposição é profundamente lamentável. Neste filme de terceira ou quarta categoria é lamentável que a discussão gire, mais uma vez, em torno dos professores. Nesta monumental encenação, em que até uma grande parte da Comunicação Social e dos que fazem opinião colaboram activamente, é lamentável que os utentes ou clientes da escola pública sejam pura e simplesmente ignorados.


Neste forró de mentiras, é lamentável que os pais e os alunos não sejam os principais actores de uma história triste, recheada de insucessos, abandonos e falta de qualidade, características marcantes do ensino público nestes 34 anos de Democracia. O Ministério da Educação e a ministra da Educação têm razão. E seria um verdadeiro desastre se José Sócrates repetisse na Educação o que fez há poucos meses na Saúde a troco de uns bons milhares de votos de professores e respectivas famílias.

Maria de Lurdes Rodrigues revelou-se uma excelente ministra. Com erros, obviamente. Mas mostrou que tem coragem e, mais do que isso, procurou e procura pôr os interesses de pais e alunos à frente dos chamados direitos adquiridos dos professores. As manifestações, as greves, as vigílias, o folclore montado pelos sindicatos têm pouco a ver com a avaliação. A guerra prometida pela Fenprof tem a ver com o Estatuto da Carreira Docente, com a distinção entre professores titulares e não-titulares, com as aulas de substituição, com mais trabalho e mais horas dos professores nas escolas. Depois vem a avaliação, o modelo e principalmente o facto de os resultados influenciarem a carreira dos docentes.

É tudo isto que está em causa, é tudo isto que os sindicatos e os professores não querem. Maria de Lurdes Rodrigues tenta pôr a escola pública ao serviço dos pais e dos alunos. Os professores, sindicatos e uma oposição cada vez mais lamentável querem voltar a um passado recente em que os alunos apenas serviam para perturbar as masturbações pedagógicas dos professores que transformaram a escola pública em algo muito pouco recomendável.

É por isso que, neste sítio pobre, manhoso, hipócrita e cada vez mais mal frequentado, uma mulher como Maria de Lurdes Rodrigues faz falta. Pelo exemplo, pela coragem e pela capacidade de fazer reformas indispensáveis contra uma corporação que ao longo de anos e anos se habituou a mandar no Ministério da 5 de Outubro e na escola pública.

António Ribeiro Ferreira, Jornalista
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Dá ideia que a opinião publicada começa a dar-se conta da captura que os partidos da esquerda irresponsável fizeram do descontentamento atávico de uma parte significativa dos professores muito bem instalados nas mordomias da corporação e felizes com os péssimos resultados da Escola Pública.
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Claro que, como bons democratas e excelentes cidadãos, deixaram já estas pérolas no rosário da cx de comentários de um dos seus blogs de estimação:
Anónimo disse...
Não me importo de fazer um "broche pedagógico" ao Sr. A.R.F.,desde que ele prometa que não torna a dizer tantos disparates de uma só vez!
8 de Dezembro de 2008 20:21
Anónimo disse...
Este senhor jornalista devia ser responsabilizado pelos disparates que escreve!...E avaliado por isso...já agora...
8 de Dezembro de 2008 20:47
José Silva, professor disse...
Mas o que se podia esperar de um cretino como aquele?Onde é que ele viu (ou melhor, leu) o que a ministra sabe sobre educação?Copiar modelos estafados é fácil e acessível a qualquer uma.
8 de Dezembro de 2008 21:33

JFrade disse...
E eu, que sou ingénuo, pergunto: ao serviço de quem estará este António R. Ferreira? Cuidado! Se me disserem que é ao lado dos Pais ou dos Alunos solto uma data de palavrões, daqueles que fazem corar um carroceiro...JFrade
8 de Dezembro de 2008 21:36
Spiritwolf disse...
Vão lá deixar os vossos comentários, eu já lá fui e até estou curioso de saber se a censura ainda existe.
8 de Dezembro de 2008 21:53
Anónimo disse...
A censura existe,sim.Deixei lá o meu (anónimo 20:21) e não foi publicado.Cambada de cretinos!
8 de Dezembro de 2008 22:01
Anónimo disse...
Notem a ironia/cretinice: antes de deixarmos um comentário ao artigo,avisam-nos de que serão excluídos todos os conteúdos racistas, xenófobos, difamatórios e atentatórios da boa imagem dos visados.Não obstante,publicam um artigo com aquele teor...
8 de Dezembro de 2008 22:08
Anónimo disse...
Tá aqui tá na cama com a Lurdes. Por este andar, e com tanto frete que lhe tem feito, a Rodrigues deve estar cheia de cio. Agora a sério: por quem é que este ARF se toma? Mesmo noutros assuntos é de uma debilidade mental muito grande. É assim muito rasteirinho, coitado. Ah! E totalmente desprovido de alternativas qualquer que seja o assunto, repito! Deve ser o comentador mais económico e previsível que o CM tem. Faz jus ao pasquim. Está muito bem rodeado com todo aquele ramalhete de Sangue, Sexo e Escandaleira. Cada crónica (?) é uma mão cheia de arrotos de pescada...
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É esta gente que diz ter razões de queixa da Ministra e de serem tratados com desrespeito e com falta de educação....

segunda-feira, dezembro 08, 2008

A Miséria do nosso Descontentamento, parte 2

Já percebo agora a já famosa tirada sobre quem é que quer a guerra com o Ministério da Educação...

A Educação do seu umbigo, No seu melhor!

Do prof Guinote que costuma representar os que criticam a Ministra da Educação, que vai aos "Prós e aos Contras", que dirige um blog de ataque às reformas na Educação, que diz defender a Escola do antigamente e que dá abrigo a todo o disparate desde que venha rotulado de ataque à Ministra e ao Governo, deveria ter mais cuidado com o que aparece por lá escrito ,não sei se por ele se por outros professores, de cujo saber só espíritos muito mesquinhos, se atrevem a duvidar:
Uma pérola daquele rosário:
"Paulo:
Um exemplo, creio que evidente, da estratégia de actuação do ME. Não está, nunca esteve e não estará nunca, de boa-fé!
É imprescindível resistir! Haveremos de conseguir!
A pressão vai aumentar e é fundamental a informação e divulgação do maior nº possível de situações com que nos poderemos deparar. Se considerar colocar no blogue peço-lhe que não seja possível identificar a escola e assinatura do executivo (que tentei tornar ilegível), que por enquanto e num clima de liberdade não tem colocado entraves ou obstáculos às reuniões e moções dos professores.
Atenciosamente,
J.F.
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É verdade : Haveremos de conseguir!
É caso para duvidar que lá cheguem...
Isto para não entrar noutras análises a este magnífico naco de prosa. Se por acaso sentirem alguma dificuldade de interpretação no que está escrito, tenham paciência que os professores andam agora ocupados com outros assuntos....

domingo, dezembro 07, 2008

O BE ao ataque do sindicalismo do PCP...

ÚLTIMA HORA
"RESOLUÇÃO" DA REUNIÃO EM LEIRIA DE REPRESENTANTES DE 100 ESCOLAS

"Os professores reunidos no Encontro Nacional das Escolas em Luta aprovaram hoje (6/12/08), por maioria, uma proposta na qual exigem que qualquer acordo entre o Ministério da Educação e a Plataforma Sindical dos Professores seja objecto de um referendo."
A única coisa que pedimos é que os sindicatos auscultem e interpretem adequadamente o sentir dos professores", justificou o coordenador do Movimento para a Mobilização e Unidade dos Professores (MMUP), Ilídio Trindade, no final do encontro que reuniu em Leiria cerca de 150 professores representantes de uma centena de escolas de todo o país.
Na ocasião, Ilídio Trindade lembrou que "os sindicatos existem porque existem professores", reiterando:
"É indispensável que os sindicatos representem o verdadeiro sentir dos professores".
"A única coisa que pedimos é que os sindicatos auscultem e interpretem adequadamente o sentir dos professores", justificou o coordenador do Movimento para a Mobilização e Unidade dos Professores (MMUP), Ilídio Trindade, no final do encontro que reuniu em Leiria cerca de 150 professores representantes de uma centena de escolas de todo o país.
Na ocasião, Ilídio Trindade lembrou que "os sindicatos existem porque existem professores", reiterando: "É indispensável que os sindicatos representem o verdadeiro sentir dos professores". Pela minha parte considero que seria loucura neste momento escamotear o trabalho de mobilização dos sindicatos e entrar em rota de colisão com eles. Mas a verdade é que desde o entendimento com o ME (e quem conhece o modo de actuação dos sindicatos, nomeadamente a Fenprof) os professores estão sempre suspensos do mesmo anti-clímax que se deu após a assimatura do famigerado memorando. E actualmente há medo, muito medo nas escolas. Um medo que urge desdramatizar, fruto das pressões e chantagens que todos os dias os professores e os Conselhos Executivos sofrem, e também da actuação de uns quantos, poucos a que saiu a sorte grande e se sentem entronizados.
A luta dos professores ultrapassa hoje em dia largamente o enquadramento sindical e urge iniciar um movimento de reforma dos próprios sindicatos, exigir a extinção da maioria deles e rejuvenescê-los.
Para isso é preciso fazer um debate político sério, democrático e desincrustrar os dinossaurios do aparelho sindical, dando lugar aos novos. Há que também desmascarar dentro das escolas os 'adesivos' que dizem que estão contra o modelo mas que andam num afã frenético para o tentar implementar. São os seguidistas do costumo sempre dispostos a tirar vantagem de situações pantanosas como esta."
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Isto é apenas uma das pérolas num rosário da solidariedade, da união de classe e da inter-confiança entre os membros da agitpro cuja organização reflecte em muito, o carácter e os valores que acarinham e protegem.
Um grande contributo para a longa lista dos que exigem ser ouvidos, em profundo respeito, pelo ME, na qualidade de interlocutores válidos

E que tal um momento mais intimista? Talvez até uma oração?

Um grupo de professores acabou de me fazer chegar um belo texto para meditar:

Aproveitando este alto momento de UNIÃO DOS PROFESSORES, e fazendo jus à nossa tradição cristã, propomos um acto de profundo arrependimento.
Eu, pecador, me confesso:
Por ter contribuído para a eleição de um Conselho Executivo que exerce com arbitrariedade o seu mandato e em quem não confio nada;
Ter eleito para coordenador do meu Grupo Disciplinar um professor, um colega, em quem agora, não reconheço competência para me avaliar;
Ter sido incapaz de aprender com os outros colegas, reconhecendo as minhas fraquezas;
Não ter alertado o meu colega do lado – que eu sabia não estar a desempenhar com responsabilidade o seu mandato – para o seu dever de melhorar a sua prestação profissional;
Ter esquecido os meus deveres para com a Escola Pública, reprovando, ano após ano, os meus alunos, tranquilamente, sem cuidar perceber quais as suas reais dificuldades.
Prometo corrigir os meus erros por todas as formas ao meu alcance, nomeadamente:
Participando em todas as reuniões, manifestações e greves para declarar, bem alto:
A AVALIAÇÃO É INDISPENSÁVEL PARA MELHORAR A ESCOLA PÚBLICA!
DEVO RESPONDER PELOS RESULTADOS OBTIDOS PELOS MEUS ALUNOS, DEIXANDO CLARO O TRABALHO POR MIM REALIZADO!
QUERO QUE ME AJUDEM A REFLECTIR SOBRE O TRABALHO QUE FAÇO, OBSERVANDO AS MINHAS AULAS, PARA QUE OS MEUS ALUNOS POSSAM APRENDER MAIS!
Prometo, ainda, que no futuro, serei mais rigoroso com o meu trabalho e o dos meus pares, com o objectivo de contribuir para uma ESCOLA PÚBLICA de Qualidade!
E, por que não?
Ámen!

Resposta a uma Professora - 1

Recebi, via email, da professora M. Eugénia Prata Ribeiro, o texto que a seguir transcrevo em bold e que é merecedor da resposta escrita em cor mais viva:

Vi o comentário que deixou no profavaliação. Você não sabe nada do que se passa nas escolas. (Felizmente que assim é, porque pelo que me diz, deveria andar muito mais preocupado!). Fique a saber que os "profes baldas", esses que faltavam e pouco tinham a ver com a tarefa que lhes competia, esses eram protegidos dos Conselhos Executivos (Mas os Conselhos Executivos eram eleitos pelos professores baldas para os protegerem? Olhe que essas afirmações são um bocadinho comprometedores. Então se a Gestão Democrática não garantia a democraticidade nas Escolas por que se manifestam contra o novo modelo de gestão?) se não, não se manteriam por lá (E eu a pensar que as responsabilidades e o trabalho dos Conselhos Executivos exigiam grande esforço e dedicação... Afinal, pelas suas palavras, aquilo é uma “rica vidinha”, um "compadrio". Será?). E são esses que estão agora com baixas prolongadas que ninguém atrapalha. E não é com a avaliação que vai resolver isto. Os outros, a maioria, vão lá e fazem o melhor que podem e sabem. Ninguém nunca lhe dirá que todos os professores são excelentes. Há de tudo como em qualquer outra profissão. (Pelas suas palavras, depreende-se que considera indispensável que exista uma Avaliação rigorosa, feita pelos professores, capaz de premiar os que se distinguem pelo seu trabalho, e afastar da Educação todos os que lhe prestam um mau serviço. Entendi bem?). Enquanto estudante, tive professores bons e maus e lá fui aprendendo com todos alguma coisa.(“Alguma coisa” parece-me falsa modéstia. Será que assim conseguiu tornar-se uma boa profissional?) Só dois ou três é que preferia nem ter conhecido. A sua experiência deve ser igual à minha. E está provado que, em todas as profissões, os bons profissionais não são os que têm melhores "notas". (Onde foi buscar essas provas? Será uma espécie de desígnio dos demónios? Se assim é, parece-me que os bons professores se devem bater por ter as piores notas. E tudo passa a estar certo!)Pena que lhe passe pela cabeça que esta avaliação vai distinguir os melhores. Não vai e vai destruir a "habilidade" que tantos professores revelam para gerir as suas aulas tantas vezes com tão poucas condições para que a coisa resulte, para gerir a relação com as famílias. Bom seria que esta "habilidade" fosse contagiando o maior número mas estas titularidades e validações grelhadas vão castrar todos. (Lastimo, mas das suas palavras só posso inferir a incapacidade dos professores para avaliar. E interrogo-me: será que estes professores, com todas estas incapacidades, são capazes de avaliar os meus familiares, alunos desta Escola Pública – desculpe, mas a descrença é sua, não minha.) Não venha com a treta de que não querem ser avaliados. Andam todos (menos eu) a dizer que querem. E eu, que já sou velha, fiz um exame, uma prova pública, para passar para 8º escalão. Até tive nota máxima mas é uma cara inutilidade. Era bom que em vez de andar aí pelos blogues a espalhar provocações se detivesse a pensar um pouco. (Então, vá em frente! Mostre que é uma professora competente! Convide os seus pares a assistirem às suas aulas. Diga-lhes como se distingue um Bom de um Mau Professor. E continue a trabalhar para esta Escola Pública a quem a maioria das famílias confia os seus filhos. Sem medos! Nem corporativismos! Não são todos maus! Mas, também nem todos são Excelentes!)
Cumprimentos
Eu também lhos retribuo ! Não sem ter de acrescentar, para que conste, que aquilo a que chamou provocações que espalhei por aí, foi apenas o Comunicado do Ministério da Educação a desmentir as provocações do seu émulo Mário Nogueira e que nunca vejo merecer a mais leve crítica, diga ele o que disser, minta ele o que mentir, insulte ele quem insultar!
Srª. professora, meta a mão na consciência e mude de campo. Junte-se aos que seriamente querem uma Escola Pública digna dos valores da Democracia, distinta da escola punitiva e excluidora em que trabalha, há tantos anos, sem se insurgir contra isso mesmo!
Ainda está a tempo!

Os professores têm que ser respeitados? De certeza? Estes professores?

A crer na Fenprof, no BE, no PCP, no CDS e na Dona Manuela, sem esquecer os deputados do Manuel Alegre, que não sei a que partido pertencem, os professores têm sido vítimas da falta de consideração da Srª Ministra...
E, para ser respeitados, o que fazem?
Associam-se ao que de pior a política conserva do passado, o PCP.
Os professores queixam-se de que o ME os trata com sobranceria e arrogância. E o que fazem para desmerecer desse tratamento?
Os professores insultam, fazem arruaças e "esperas" aos responsáveis do PS, agridem a Srª Ministra, esgravatam nas vidas privadas e nos curricula de cada um dos reponsáveis do ME.
Há meses que insultam nos seus blogs anónimos com caricaturas ofensivas e descabeladas, com insinuações torpes e que mais reflectem o seu próprio nível como seres humanos.
Há meses circulam pelos emails e pelos blogs as mais sujas, porcas, e abjectas histórias que sublinham de facto, o grande respeito que lhes é devido.
Respeito que aliás a Constituição e o Código Penal garantem, em democracia, mesmo àqueles que a desrespeitam.
Na minha modesta opinião, a maioria dos professores já deve estar envergonhada de tanto respeito que têm espalhado por aí...
É ver:

Por especial empréstimo de Miguel Abrantes do Câmara Corporativa a quem agradeço.

Como é que se pode ser tão vesgo? Um Excelente artigo do JPP.

O que me faz espécie, é este caso de estrabismo político.
Tivesse o JPP metade da acuidade visual para com o seu partido, e para a natureza do PS de Sócrates, e teríamos que ler o Abrupto á noite, ao deitar...
Assim, ficamos só com estes afluxos, cuja origem e frequência, têm tanto de secreto como de aleatório. Diz ele:
"O último Congresso do PCP mostra um partido que nada tem a ver com os outros e é penoso observar como jornalistas e comentadores tentam aplicar ao PCP a mesma receita de lugares comuns que passa por ser análise. Se nos outros partidos já é muitas vezes redutor o estilo, no PCP é quase hilariante. Olhe-se para aquele Congresso e a importância dos seus rituais de identidade, emotivamente sentidos, para se perceber que estamos perante um partido-comunidade, com a sua carga de “vida” toda (como os seus militantes mais velhos, e a idade pesa no PCP, diziam) , com uma história densa de sentido, muitas vezes para os delegados uma história familiar, familiar de família, familiar de terra, e um sentimento de pertença que supõe abandono de vantagens materiais, muitas vezes perseguições e prejuízos, ausência de carreira, “dedicação” a valores como o “partido”, em primeiro lugar, depois, à “revolução”, seja lá qual for o sentido que cada um atribui à palavra. É um partido que tem para os seus militantes uma carga não apenas política mas também moral, é um partido-moral, o “único” do sistema político português.
Não importa que A ou B, dirigente, funcionário, militante, faça o mesmo que os membros dos partidos “burgueses”, seja ambicioso, invejoso dos seus “camaradas”, se aproveite das suas funções para abusar, meta a mão na caixa, cometa todas as aleivosias, que o “partido” como “colectivo” está acima dessas coisas, permanece intacto no imaginário dos comunistas. O texto de Cunhal sobre a “superioridade moral dos comunistas” é para esta comunidade a fundamental afirmação da diferença.
A FORÇA DE JERÓNIMO DE SOUSA
Jerónimo de Sousa é feito desta massa e nunca ninguém como ele soube perceber tão bem que o “partido” precisava de uma injecção de adrenalina identitária, em tempos de dissolução e dúvida, Nem Cunhal se relacionou assim com os militantes. Cunhal era respeitado, idolatrado, mas permanecia acima de cada militante. Cunhal passou toda a vida a simular que era um deles, mas nunca foi um deles. Na sua juventude usava roupas proletárias, forçou-se sempre a uma modéstia de vida que não era inteiramente natural, mas intencional: ele, o intelectual, o teórico, o dirigente, o resistente, vindo da classe acima, vivia como os operários, sem luxos, nem prebendas. Todos diziam dele que era um homem “simples”, que imediatamente se oferecia para os trabalhos mais humildes, mas todos compreendiam que essa atitude, não sendo uma expiação, porque Cunhal era um homem de fé, era uma proclamação de que, sendo diferente, desejava ser igual.Jerónimo de Sousa não precisa de nada disso e trouxe ao PCP, a ecologia política que com Carvalhas estava a embaciar-se, ou seja aquilo que se chama cá fora, “ortodoxia”. Não se importa em falar de trabalhadores como os comunistas falam de trabalhadores, não se importa de pela primeira vez ter trazido os comunistas à rua com as bandeiras do PCP, sem o manto diáfano da CDU, fala de revolução, de combate ao capitalismo, de internacionalismo proletário, de comunismo sem o cálculo político (de Cunhal) que levou ao abandono da “expressão” (e só da expressão) de “ditadura do proletariado”. Por ele, não haveria problema nenhum em usa-la, nem para os milhares de militantes que se ergueram em uníssono quando Odete Santos disse uma coisa parecida.
O RETORNO À TEORIA
Outro aspecto interessante deste Congresso foi o discurso de Jerónimo de Sousa em que este teoriza, numa “análise de classe” marxista-leninista, sobre o Bloco de Esquerda e sobre a ala esquerda do PS. Desde Cunhal que tal não se ouvia em Congressos do PCP, acompanhando aliás alguns artigos do Avante! sobre o Bloco de Esquerda que não são só as tradicionais peças de exorcismo. Também aqui o PCP apanha o BE pela esquerda, fornecendo uma interpretação, “ortodoxa”, face a uma organização eclética, sem teorização nem sequer ao nível político mais básico e dependente dos adjectivos moralistas com que Louça enfatiza o discurso.
RITUAL E REALIDADE
Claro que esta identidade “revolucionária” é mais ritual do que real. Pode introduzir alguma radicalidade nas lutas sociais, como já se vê nos professores, alguma tensão política, mas estamos longe de considerar que o PCP toma a sua retórica a sério. É o quadro da luta social e eleitoral a que esta “revolucionarização” anti-capitalista vai desembocar, não à “revolução”. É boa para fazer o pleno dos militantes comunistas e recuperar votos perdidos nos últimos anos, e, funcionando como manifestação de força, influencia sectores da esquerda. Mas não estou a ver o PCP a organizar-se clandestinamente, a preparar grupos armados, a fazer agitação revolucionária nas forças armadas, ou seja a cumprir as velhas determinações da Internacional para não se cair no “cretinismo parlamentar”.

sábado, dezembro 06, 2008

Tem graça, escrevi isto, por aí, ontem às 19:28h


À beira do abismo, a fazer fosquetas... e ameaças de guerra!
"Dez 5th, 2008 at 19:28
Pode ser que me engane, mas creio que está chegado o ponto de não retorno e de viragem para esta questão:
Os sindicatos e os professores já esticaram a corda e agora pedem outras coisas. pedem não, exigem! Exigem tudo!, disse o tal Nogueira.
Para além da Ministra e do E.C.Docente querem também a queda do Governo. E, aí chegados, acho que conseguiram acordar a população para o real perigo que representam os seus mentores.
Ninguém no seu juizo perfeito quer aturar o PCP e o BE no Governo e a ninguém passa pela cabeça que essa seria uma escolha para o País e para a crise que se vive.
Os professores e os sindicatos que os representam foram longe de mais.
Estão à beira do precipício.
E foram eles que lá se colocaram. E quebraram todas as pontes atrás de si.
Sem retorno.Apostaram tudo, mas tudo, numa quimera.
Foram enganados e vão torcer as orelhas.
Muito típico de lutas da pequena burguesia habituada a ser apadrinhada por governos fracos e por dirigentes oportunistas.
Enganaram-se!
É a vida!
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Curioso é que o mesmo Nogueira vem agora ameaçar com a guerra. A quem? Ao governo? À democracia? O homem onde pensa que está? E julga-se o quê?

Manuela Ferreira leite vai avaliar os seus deputados...

Segundo a TSF:
A presidente do PSD revelou que chamou o líder da bancada social-democrata, Paulo Rangel, à sede do partido para saber quem foram os deputados que faltaram, esta sexta-feira, às votações na Assembleia da República.

Manuela Ferreira Leite diz que considera inadmissível que os deputados faltem às suas obrigações
Mário Bettencourt Resendes, comentador da TSF, elogia a intervenção de Ferreira Leite
Isto está é na moda!
Avalição já!
"Manuela Ferreira Leite avisa que esta é uma situação que “não se pode tornar a repetir” no grupo parlamentar “laranja”. ( RR )
Lá para o norte já há outras avaliações e exigências de demissões...
Um partido todo, todo partidinho...

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Última Hora! Mário Nogueira é um mentiroso irresponsável- Comunicado do Ministério da Educação

ÚLTIMA HORA

Com os olhos esbugalhados pelo seu próprio desespero, Mário Nogueira veio aos gulosos tele-jornais dar conta de um baixar da guarda por parte do MEducação.

Veio contar que tinha desmarcado as greves regionais visto que o ME teria entregue os pontos e aceitado colocar sobre a mesa de negociações tudo e mais alguma cloisa.

Mário Nogueira foi longe demais e declarou expressamente que o Ministério teria mesmo aceite discutir com a Plataforma, o Estatuto da Carreira Docente a par de, pelos vistos, poder até suspender a Avaliação dos professores.

Nada mais falso!

Estou em condições de avançar que o ME acaba de fazer sair um comunicado esclarecedor.

COMUNICADO DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
21:00h, 5 de Dezembro de 2008

1 – Chegou hoje ao fim o processo de negociação das medidas tomadas pelo Governo no dia 20 de Novembro para facilitar a avaliação do desempenho dos professores.
2 – Os sindicatos, neste processo, não apresentaram qualquer alternativa ou pedido de negociação suplementar, pelo que o ME dá por concluídas as negociações, prosseguindo a aprovação dos respectivos instrumentos legais.
3 – O ME, mantendo a abertura de sempre, respondeu positivamente à vontade dos sindicatos, expressa publicamente, de realização de uma reunião sem pré-condições, isto é, sem exigência de suspensão da avaliação até aqui colocada pelos sindicatos. Foi por isso agendada uma reunião para o dia 15 de Dezembro, com agenda aberta.
4 – Os sindicatos foram informados que o ME não suspenderá a avaliação de desempenho que prossegue em todas as escolas nos termos em que tem vindo a ser desenvolvida.

A falta de vergonha e o oportunismo não têm limites!
Mas em que mãos se foram meter estes professores...

E agora uma coisa completamente diferente. Assim, tipo Avaliação de Desempenho da classe docente?

In Pátio das Conversas com o meu agradecimento pela cábula:
"Em Portugal, os professores continuam, para além de não avaliados:
1) A ter das turmas mais pequenas (19 alunos contra uma média na OCDE de 21,5 e UE19 de 20,2. Note-se os valores para países como USA - 23,1; UK - 24,1; França - 22,5; Alemanha - 22,1 ou Holanda - 22,1),
2) A ser dos que trabalham menos horas (1.440 hrs contra uma média na OCDE de 1.662 e na UE19 de 1.619. Note-se os valores para países como a Dinamarca - 1.680; a Alemanha 1.765; a Holanda - 1.659; a Noruega - 1.688 ou a Suécia - 1.767),
3) A ser dos que, em topo de carreira, ganham mais dinheiro em termos absolutos ( 51.552 dólares em paridade de poder de compra, o que compara com 43.289 na Austrália, 49.634 na Dinamarca, 43.058 em Inglaterra, 49.155 em França, 38.525 na Grécia, 36.264 na Islândia, 40.934 em Itália, 40.785 na Noruega ou 38.760 na Suécia),
4) A ser igualmente dos que mais ganham em termos relativos, por relação ao PIB per capita (os portugueses ganham 1,58 vezes mais, o que compara com uma média OCDE de 1,34 e uma média UE19 de 1,31. Outros valores comparativos - USA - 0,98; Suécia - 0,98; Noruega - 0,72; Islândia - 0,95; França - 1,1 ou Grécia - 1,18).Tudo disponível no Education at a Glance 2008: OECD Indicators, relatório de Setembro de 2008, que, inexplicavelmente, ainda não vi ninguém explorar devidamente."(No 25 Centímetros de Neve, via Causa Nossa)
Ora valha-nos Deus!
Os deputados do PS que votaram contra a Ministra da Educação não têm vergonha na cara!
Estão apenas a tentar garantir a sua reeleição para continuar como a maioria dos professores deste País: a fazerem o mínimo, ou a nem isso!

Os dentes da D. Manuela

Quem mente descaradamente e a propósito de assuntos que envolvem terceiros, arrisca-se a ser desmentida pelos próprios intervenientes.
Este tipo de mentiroso de que falam os dentistas ( ...com os dentes todos...! ) ficam depois sem palavras para voltar ao assunto...
É esta gente que diz que nos quer governar!
Dá para acreditar??