domingo, dezembro 07, 2008

Os professores têm que ser respeitados? De certeza? Estes professores?

A crer na Fenprof, no BE, no PCP, no CDS e na Dona Manuela, sem esquecer os deputados do Manuel Alegre, que não sei a que partido pertencem, os professores têm sido vítimas da falta de consideração da Srª Ministra...
E, para ser respeitados, o que fazem?
Associam-se ao que de pior a política conserva do passado, o PCP.
Os professores queixam-se de que o ME os trata com sobranceria e arrogância. E o que fazem para desmerecer desse tratamento?
Os professores insultam, fazem arruaças e "esperas" aos responsáveis do PS, agridem a Srª Ministra, esgravatam nas vidas privadas e nos curricula de cada um dos reponsáveis do ME.
Há meses que insultam nos seus blogs anónimos com caricaturas ofensivas e descabeladas, com insinuações torpes e que mais reflectem o seu próprio nível como seres humanos.
Há meses circulam pelos emails e pelos blogs as mais sujas, porcas, e abjectas histórias que sublinham de facto, o grande respeito que lhes é devido.
Respeito que aliás a Constituição e o Código Penal garantem, em democracia, mesmo àqueles que a desrespeitam.
Na minha modesta opinião, a maioria dos professores já deve estar envergonhada de tanto respeito que têm espalhado por aí...
É ver:

Por especial empréstimo de Miguel Abrantes do Câmara Corporativa a quem agradeço.

Como é que se pode ser tão vesgo? Um Excelente artigo do JPP.

O que me faz espécie, é este caso de estrabismo político.
Tivesse o JPP metade da acuidade visual para com o seu partido, e para a natureza do PS de Sócrates, e teríamos que ler o Abrupto á noite, ao deitar...
Assim, ficamos só com estes afluxos, cuja origem e frequência, têm tanto de secreto como de aleatório. Diz ele:
"O último Congresso do PCP mostra um partido que nada tem a ver com os outros e é penoso observar como jornalistas e comentadores tentam aplicar ao PCP a mesma receita de lugares comuns que passa por ser análise. Se nos outros partidos já é muitas vezes redutor o estilo, no PCP é quase hilariante. Olhe-se para aquele Congresso e a importância dos seus rituais de identidade, emotivamente sentidos, para se perceber que estamos perante um partido-comunidade, com a sua carga de “vida” toda (como os seus militantes mais velhos, e a idade pesa no PCP, diziam) , com uma história densa de sentido, muitas vezes para os delegados uma história familiar, familiar de família, familiar de terra, e um sentimento de pertença que supõe abandono de vantagens materiais, muitas vezes perseguições e prejuízos, ausência de carreira, “dedicação” a valores como o “partido”, em primeiro lugar, depois, à “revolução”, seja lá qual for o sentido que cada um atribui à palavra. É um partido que tem para os seus militantes uma carga não apenas política mas também moral, é um partido-moral, o “único” do sistema político português.
Não importa que A ou B, dirigente, funcionário, militante, faça o mesmo que os membros dos partidos “burgueses”, seja ambicioso, invejoso dos seus “camaradas”, se aproveite das suas funções para abusar, meta a mão na caixa, cometa todas as aleivosias, que o “partido” como “colectivo” está acima dessas coisas, permanece intacto no imaginário dos comunistas. O texto de Cunhal sobre a “superioridade moral dos comunistas” é para esta comunidade a fundamental afirmação da diferença.
A FORÇA DE JERÓNIMO DE SOUSA
Jerónimo de Sousa é feito desta massa e nunca ninguém como ele soube perceber tão bem que o “partido” precisava de uma injecção de adrenalina identitária, em tempos de dissolução e dúvida, Nem Cunhal se relacionou assim com os militantes. Cunhal era respeitado, idolatrado, mas permanecia acima de cada militante. Cunhal passou toda a vida a simular que era um deles, mas nunca foi um deles. Na sua juventude usava roupas proletárias, forçou-se sempre a uma modéstia de vida que não era inteiramente natural, mas intencional: ele, o intelectual, o teórico, o dirigente, o resistente, vindo da classe acima, vivia como os operários, sem luxos, nem prebendas. Todos diziam dele que era um homem “simples”, que imediatamente se oferecia para os trabalhos mais humildes, mas todos compreendiam que essa atitude, não sendo uma expiação, porque Cunhal era um homem de fé, era uma proclamação de que, sendo diferente, desejava ser igual.Jerónimo de Sousa não precisa de nada disso e trouxe ao PCP, a ecologia política que com Carvalhas estava a embaciar-se, ou seja aquilo que se chama cá fora, “ortodoxia”. Não se importa em falar de trabalhadores como os comunistas falam de trabalhadores, não se importa de pela primeira vez ter trazido os comunistas à rua com as bandeiras do PCP, sem o manto diáfano da CDU, fala de revolução, de combate ao capitalismo, de internacionalismo proletário, de comunismo sem o cálculo político (de Cunhal) que levou ao abandono da “expressão” (e só da expressão) de “ditadura do proletariado”. Por ele, não haveria problema nenhum em usa-la, nem para os milhares de militantes que se ergueram em uníssono quando Odete Santos disse uma coisa parecida.
O RETORNO À TEORIA
Outro aspecto interessante deste Congresso foi o discurso de Jerónimo de Sousa em que este teoriza, numa “análise de classe” marxista-leninista, sobre o Bloco de Esquerda e sobre a ala esquerda do PS. Desde Cunhal que tal não se ouvia em Congressos do PCP, acompanhando aliás alguns artigos do Avante! sobre o Bloco de Esquerda que não são só as tradicionais peças de exorcismo. Também aqui o PCP apanha o BE pela esquerda, fornecendo uma interpretação, “ortodoxa”, face a uma organização eclética, sem teorização nem sequer ao nível político mais básico e dependente dos adjectivos moralistas com que Louça enfatiza o discurso.
RITUAL E REALIDADE
Claro que esta identidade “revolucionária” é mais ritual do que real. Pode introduzir alguma radicalidade nas lutas sociais, como já se vê nos professores, alguma tensão política, mas estamos longe de considerar que o PCP toma a sua retórica a sério. É o quadro da luta social e eleitoral a que esta “revolucionarização” anti-capitalista vai desembocar, não à “revolução”. É boa para fazer o pleno dos militantes comunistas e recuperar votos perdidos nos últimos anos, e, funcionando como manifestação de força, influencia sectores da esquerda. Mas não estou a ver o PCP a organizar-se clandestinamente, a preparar grupos armados, a fazer agitação revolucionária nas forças armadas, ou seja a cumprir as velhas determinações da Internacional para não se cair no “cretinismo parlamentar”.

sábado, dezembro 06, 2008

Tem graça, escrevi isto, por aí, ontem às 19:28h


À beira do abismo, a fazer fosquetas... e ameaças de guerra!
"Dez 5th, 2008 at 19:28
Pode ser que me engane, mas creio que está chegado o ponto de não retorno e de viragem para esta questão:
Os sindicatos e os professores já esticaram a corda e agora pedem outras coisas. pedem não, exigem! Exigem tudo!, disse o tal Nogueira.
Para além da Ministra e do E.C.Docente querem também a queda do Governo. E, aí chegados, acho que conseguiram acordar a população para o real perigo que representam os seus mentores.
Ninguém no seu juizo perfeito quer aturar o PCP e o BE no Governo e a ninguém passa pela cabeça que essa seria uma escolha para o País e para a crise que se vive.
Os professores e os sindicatos que os representam foram longe de mais.
Estão à beira do precipício.
E foram eles que lá se colocaram. E quebraram todas as pontes atrás de si.
Sem retorno.Apostaram tudo, mas tudo, numa quimera.
Foram enganados e vão torcer as orelhas.
Muito típico de lutas da pequena burguesia habituada a ser apadrinhada por governos fracos e por dirigentes oportunistas.
Enganaram-se!
É a vida!
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Curioso é que o mesmo Nogueira vem agora ameaçar com a guerra. A quem? Ao governo? À democracia? O homem onde pensa que está? E julga-se o quê?

Manuela Ferreira leite vai avaliar os seus deputados...

Segundo a TSF:
A presidente do PSD revelou que chamou o líder da bancada social-democrata, Paulo Rangel, à sede do partido para saber quem foram os deputados que faltaram, esta sexta-feira, às votações na Assembleia da República.

Manuela Ferreira Leite diz que considera inadmissível que os deputados faltem às suas obrigações
Mário Bettencourt Resendes, comentador da TSF, elogia a intervenção de Ferreira Leite
Isto está é na moda!
Avalição já!
"Manuela Ferreira Leite avisa que esta é uma situação que “não se pode tornar a repetir” no grupo parlamentar “laranja”. ( RR )
Lá para o norte já há outras avaliações e exigências de demissões...
Um partido todo, todo partidinho...

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Última Hora! Mário Nogueira é um mentiroso irresponsável- Comunicado do Ministério da Educação

ÚLTIMA HORA

Com os olhos esbugalhados pelo seu próprio desespero, Mário Nogueira veio aos gulosos tele-jornais dar conta de um baixar da guarda por parte do MEducação.

Veio contar que tinha desmarcado as greves regionais visto que o ME teria entregue os pontos e aceitado colocar sobre a mesa de negociações tudo e mais alguma cloisa.

Mário Nogueira foi longe demais e declarou expressamente que o Ministério teria mesmo aceite discutir com a Plataforma, o Estatuto da Carreira Docente a par de, pelos vistos, poder até suspender a Avaliação dos professores.

Nada mais falso!

Estou em condições de avançar que o ME acaba de fazer sair um comunicado esclarecedor.

COMUNICADO DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
21:00h, 5 de Dezembro de 2008

1 – Chegou hoje ao fim o processo de negociação das medidas tomadas pelo Governo no dia 20 de Novembro para facilitar a avaliação do desempenho dos professores.
2 – Os sindicatos, neste processo, não apresentaram qualquer alternativa ou pedido de negociação suplementar, pelo que o ME dá por concluídas as negociações, prosseguindo a aprovação dos respectivos instrumentos legais.
3 – O ME, mantendo a abertura de sempre, respondeu positivamente à vontade dos sindicatos, expressa publicamente, de realização de uma reunião sem pré-condições, isto é, sem exigência de suspensão da avaliação até aqui colocada pelos sindicatos. Foi por isso agendada uma reunião para o dia 15 de Dezembro, com agenda aberta.
4 – Os sindicatos foram informados que o ME não suspenderá a avaliação de desempenho que prossegue em todas as escolas nos termos em que tem vindo a ser desenvolvida.

A falta de vergonha e o oportunismo não têm limites!
Mas em que mãos se foram meter estes professores...

E agora uma coisa completamente diferente. Assim, tipo Avaliação de Desempenho da classe docente?

In Pátio das Conversas com o meu agradecimento pela cábula:
"Em Portugal, os professores continuam, para além de não avaliados:
1) A ter das turmas mais pequenas (19 alunos contra uma média na OCDE de 21,5 e UE19 de 20,2. Note-se os valores para países como USA - 23,1; UK - 24,1; França - 22,5; Alemanha - 22,1 ou Holanda - 22,1),
2) A ser dos que trabalham menos horas (1.440 hrs contra uma média na OCDE de 1.662 e na UE19 de 1.619. Note-se os valores para países como a Dinamarca - 1.680; a Alemanha 1.765; a Holanda - 1.659; a Noruega - 1.688 ou a Suécia - 1.767),
3) A ser dos que, em topo de carreira, ganham mais dinheiro em termos absolutos ( 51.552 dólares em paridade de poder de compra, o que compara com 43.289 na Austrália, 49.634 na Dinamarca, 43.058 em Inglaterra, 49.155 em França, 38.525 na Grécia, 36.264 na Islândia, 40.934 em Itália, 40.785 na Noruega ou 38.760 na Suécia),
4) A ser igualmente dos que mais ganham em termos relativos, por relação ao PIB per capita (os portugueses ganham 1,58 vezes mais, o que compara com uma média OCDE de 1,34 e uma média UE19 de 1,31. Outros valores comparativos - USA - 0,98; Suécia - 0,98; Noruega - 0,72; Islândia - 0,95; França - 1,1 ou Grécia - 1,18).Tudo disponível no Education at a Glance 2008: OECD Indicators, relatório de Setembro de 2008, que, inexplicavelmente, ainda não vi ninguém explorar devidamente."(No 25 Centímetros de Neve, via Causa Nossa)
Ora valha-nos Deus!
Os deputados do PS que votaram contra a Ministra da Educação não têm vergonha na cara!
Estão apenas a tentar garantir a sua reeleição para continuar como a maioria dos professores deste País: a fazerem o mínimo, ou a nem isso!

Os dentes da D. Manuela

Quem mente descaradamente e a propósito de assuntos que envolvem terceiros, arrisca-se a ser desmentida pelos próprios intervenientes.
Este tipo de mentiroso de que falam os dentistas ( ...com os dentes todos...! ) ficam depois sem palavras para voltar ao assunto...
É esta gente que diz que nos quer governar!
Dá para acreditar??

A greve dos Médicos, por LGR


Magnífico texto do Random Precision que transcrevo na íntegra:

"Os médicos portugueses estiveram hoje em greve.Segundo Mário Azinheira, o secretário-geral da federação dos sindicatos dos médicos, a FenMed, a greve foi um sucesso esmagador e revela bem a fortíssima união e a inequívoca oposição de toda a classe médica às políticas do ministério de Ana Jorge.De acordo com a FenMed a adesão dos médicos portugueses a esta greve chegou a cerca de 96%, um número histórico e nunca antes visto nas lutas sindicais em Portugal.
Esta adesão significa sem dúvida um claro aviso à ministra da Saúde para que ponha um fim imediato a sua intransigência e ao actual sistema de avaliação de desempenho dos médicos.A FenMed é clara: a luta dos médicos não cessará enquanto o Ministério da Saúde não suspender o actual sistema de avaliação de desempenho e o substituir por uma avaliação que dignifique a classe.Nem sequer quando é confrontado com o acordo de princípio celebrado com a ministra da Saúde há escassos 6 meses o secretário-geral da FenMed hesita por um momento: "simplesmente mudámos de ideias", afirma Mário Azinheira.E acrescenta: "é completamente falso que os médicos não queiram ser avaliados".De facto, a FenMed tem proposto nos últimos dias um sistema de avaliação de desempenho alternativo ao sistema ministerial, que Mário Azinheira classifica de “muito simples”:- Em primeiro lugar deixa de haver essa coisa iníqua e abstrusa que é um médico avaliar outro médico. Os colegas estão unidos e não se deixam instrumentalizar; pô-los a avaliarem-se uns aos outros está absolutamente fora de questão.- Depois, não se entende a teimosia da ministra em pretender que os resultados do desempenho dos médicos contem para a sua avaliação. Pretender isso é ignorar as precárias condições de trabalho com que os médicos todos os dias se deparam, e a completa falta de apoios do ministério.Na verdade, não é possível confrontar um médico com os resultados do seu trabalho, ou com os sucessos ou insucessos dos seus diagnósticos ou das suas prescrições, quando é sabido que muitos médicos estão sujeitos a serviços de “banco” de 24 horas seguidas.- Também não é admissível que continue o sistema de «consultas de substituição» implementado pelo Ministério da Saúde. Se um médico tem de faltar ao seu trabalho, isso não quer dizer que os doentes tenham de ser atendidos por outro médico, só porque este não está naquele momento a dar consultas.- Terá igualmente de terminar a obrigatoriedade de os médicos permanecerem nos Hospitais durante o seu horário de trabalho. Com efeito, os médicos não podem dar mais do que 16 horas semanais de consultas e muito menos de desgastantes intervenções cirúrgicas.Não é possível que o Ministério da Saúde continue a ignorar que os médicos têm de preparar as consultas e as operações, têm de ver as análises, depois disso ainda têm de estar presentes em reuniões de trabalho com os chefes de serviço e com os directores dos Hospitais, e ainda por cima têm de preencher uma resma interminável de relatórios e de fichas clínicas."Esta papelada é uma burocracia insustentável", afirmam os médicos. E ainda por cima há que preencher as fichas das doenças de comunicação obrigatória que vão aparecendo. Um autêntico pesadelo!- Resultado, os médicos não têm tempo para se actualizar, para estudar ou para ir a congressos profissionais, o que desde sempre têm feito por sua conta e risco, sem o menor reconhecimento e apoio por parte das entidades ministeriais.Uma conhecida médica afirmou mesmo: antes de ser implementado este sistema, quando vinha para o Hospital nem sentia que vinha trabalhar! Agora há dias em que chego a casa quase às 4 da tarde, vejam só, e até o meu filho já me diz: só agora?- É que os médicos também são seres humanos e querem estar de pleno direito na sua profissão porque têm família, porque têm filhos e precisam de tempo para eles.- Antes ainda havia alguns cursos de formação reconhecidos pelo Ministério da Saúde e de inegável interesse pessoal e profissional para os médicos portugueses, como sejam os cursos de Arraiolos, de aromaterapia, de "reiki", de "feng-shui", etc. Agora nem isso!- Os médicos portugueses estão também unidos na sua pretensão de continuarem como até agora: a concentração das suas 16 horas de consultas semanais em quatro dias, de modo a poderem ter um dia de folga por semana, nem que isso se reflicta nos horários das consultas e obrigue os doentes a estarem nos Hospitais de manhã à noite.- Também não se entende a intransigência da ministra que quer acabar com o sistema de férias dos médicos, que constitui um inequívoco direito por si adquirido ao longo de muitos anos: a interrupção das consultas e das intervenções cirúrgicas de 18 de Dezembro a 6 de Janeiro, uma semana no Carnaval, mais 15 dias por ocasião da Páscoa e, finalmente, de 15 de Junho a 15 de Setembro, o que mal passa os quatro meses de férias, período manifestamente insuficiente para os médicos retemperarem as suas forças do esgotante trabalho que desempenham.- Pretendem ainda os médicos que as suas carreiras sejam divididas em 10 escalões, com subida automática de 2 em 2 anos ao escalão seguinte, e obviamente com a correspondente actualização salarial.- Quanto à avaliação de desempenho propriamente dita, a proposta da FenMed é bem clara:O médico a ser avaliado faz uma «auto-avaliação». A explicação para este sistema de avaliação é muito simples, uma vez que a auto-avaliação resulta de uma profunda reflexão do médico que está a ser avaliado.- Então, depois dessa auto-avaliação, cada médico reúne-se em conjunto com os restantes médicos do seu serviço e, agora em conjunto, fazem todos uma reflexão conjunta, de que resulta então uma «co-avaliação».Mas atenção: é uma co-avaliação em que não se põem os médicos uns contra os outros, nem ninguém dá notas a ninguém, o que seria denegrir a classe dos médicos, pois que os colegas não se avaliam uns aos outros.- Como é óbvio, depois da reflexão conjunta e da co-avaliação, cada um dos médicos volta a fazer uma reflexão por ele próprio, e assim termina a sua avaliação de desempenho, que é a única forma de avaliação que os médicos portugueses admitem: a auto-avaliação.E a esmagadora adesão à greve fala por si: 96% dos médicos portugueses estão unidos e estão a favor e apoiam inequivocamente este sistema de auto-avaliação de desempenho da sua classe profissional.Por isso, assegura a FenMed, os portugueses que estejam doentes e que precisem de ir ao médico para uma consulta ou até mesmo para serem operados podem estar descansados:- A sua saúde e até a sua vida estão em boas mãos; a dignidade profissional e a incontestável competência dos médicos portugueses estão perfeitamente asseguradas!

Pois é:Senhora Ministra: por favor, não desista!"

42,5% ...em Dezembro

Entretanto o PS já vai nos 42,5%...
Já vai nos 42,5% !!
Apesar disto: http://www.petitiononline.com/demissao/petition.htmle
confirmado por isto: http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=376266&visual=26&tema=1
Sobe PS sobe !(Sondagem para a RR, Expresso e SIC )http://sic.aeiou.pt/online/noticias/pais/sondagemlegislativas.htm

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Salvem-nos da Odete Santos ( SOS )














(foto roubada do http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.com/ )

O PCP, não satisfeito com a agitação via Fenprof/CGTP/criancinhas e professores, acabou no Campo Pequeno um Congresso deLuxe onde veio exibir todo o lixo tóxico que ainda transporta do passado.
Toda a ganga ideológica de que é herdeiro.
Veio recordar-nos o pior da União Soviética, da China, do Laos, das Farc, e de Cuba.
Mas que, terminada esta fase, venha agora a Odete Santos, fardada a maoista, a tentar pregar-nos sustos...
Não havia necessidade!
A vida de todos os dias já está difícil!
Salvem-nos da Odete Santos!

SOS!

Eu concordo!

E até exijo que todas as emissões daquela origem passem a ter, pelo menos, um ano de desfazamento. A malta agradece.
Assembleia da Madeira retarda emissões em directo na internet para poder cortar "cenas desprestigiantes"

Só espero que S. Exa. o Presidente da República atenda aos nossos interessses e esqueça por momentos o "normal funcionamento das Instituições Democráticas" e a prevalência daquela outra, a que se tem o hábito de chamar de Lei Fundamental...

Já me preocupam menos as reacções vindas dos restantes Partidos, uma vez que andam mais entretidos com a acumulação primitiva do capital...

Talvez trabalhar

In Absorto, com um forte aplauso:
Desde ontem que passei o tempo a cogitar para que serve uma greve com uma adesão pré anunciada de quase 100%? Para que serve uma greve geral de professores do ensino básico e secundário com uma adesão de quase 100%? (segundo fonte sindical). Para protestar contra o modelo de avaliação de desempenho dos professores que já é aplicado na generalidade da administração pública? Para derrubar a ministra da educação a que se sucederá outra (ou outro) ministro da educação? Pensam que outro (ou outra) ministro da educação encetaria um recuo nas políticas que têm sido seguidas? Talvez dar uma vista de olhos pelo programa do governo! (a partir da página 42). Para derrubar o governo? Ao qual se sucederá outro governo? Qual governo? Com que programa? Porque razão foi embora o homem que coordenava o programa de governo alternativo do PSD de Manuela Ferreira Leite? Talvez a “esquerda da esquerda” se queira habilitar a fazer uma experiência de governo revolucionário. Só quando os portugueses quiserem? É esperar! O Outono é propício aos nostálgicos. O dia esteve chuvoso e promissor no campo das experiências de engenharia financeira e social. Para quem tem capacidade para fazer greves, ou escrevinhar acerca das mesmas, a vida não está mal de todo. Assim também o estado tenha capacidade financeira para pagar todas as contas. Hoje, amanhã e depois! Aqui é que a porca torce o rabo. Talvez trabalhar!

Ler Helena Garrido e aplaudir

O Banco Privado ...Público
O modelo de salvação do Banco Privado Português foi hoje divulgado pelo Banco de Portugal.
O Tesouro fica com garantias que se afirma avaliadas em 672 milhões de euros para avalizar o empréstimo do grupo de seis bancos no montante de 450 milhões de euros. (Não sei que activos são esses)
A presidência provisória do banco fica a cargo do BCP. Os restantes elementos são da CGD, do Banco de Portugal - o director de supervisão bancária - e o BPI.
Ainda de acordo com o comunicado o O Estado concede às seis Instituições de Crédito uma garantia no quadro da Lei nº 112/97, de 16 de Setembro, com referência especial à alínea c) do n.2 do Artigo 9º, que refere como objectivo a «manutenção da exploração enquanto se proceda…ao estudo e concretização de acções de viabilização»; Nas reticências, que o comunicado não refere, está escrito no diploma «por intermédio de qualquer entidade designada pelo Governo»
Pretende o Governo avaliar a viabilização do Banco Privado Português?
A administração provisória tem esse mandato?
Há dúvidas quanto à viabilidade do BPP?
Lamento continuar a considerar esta solução uma lamentável e gravíssima solução. Com efeitos graves para a convicção e a atitude face ao mercado.
Continuo sem perceber porque é que os accionistas não fizeram parte da solução.
Não se podia deixar cair o banco. Compreendo os argumentos do ministro das Finanças em Bruxelas.
Compreendo menos que um banco que conta como accionistas, como elementos do Conselho Consultivo, como elementos do Conselho de Administração, enfim, como elementos dos seus órgãos sociais algumas das pessoas de referência da sociedade portuguesa não tenha conseguido encontrar uma solução com a participação desse mesmo sector privado.
Um banco, como muitas empresas, que é de todos e não é de ninguém.
E por isso ninguém considera que o banco seja seu, ninguém se considera um banqueiro responsável pelo património que lhe entregaram à guarda.
Esta crise financeira revela o que de pior tem o capitalismo dito popular.
Publicada por Helena Garrido

A cicuta de Sócrates

Tenho imensa pena, mas esta operação de salvamento, em alto mar, engendrada pelo BdP e que salva da banca-rota um banco de especuladores sanguinários, que sempre colocaram as suas mais-valias, anos a fio, em frondosos paraísos fiscais, deixa-me a pensar se este é o cálice de cicuta que vai mandar este governo para os quintos dos Infernos, ou se vamos todos juntamente!
Esta operação de destribuição das poupanças dos futuros contribuintes para salvar umas tantas fortunas de especuladores de bolsas em casinos tropicais é:
- Desonesta
- Intoxicante
- Anti-democrática
- Anti PS
- Própria de um Estado primitivo
- Equivalente às tão condenadas golpadas da Direita, aos perdões fiscais, às facturas falsas e aos carroceis do IVA. Apenas mais simples e por decreto-lei!
Esta golpada é insuportável e terá consequências muito graves para o PS.
Será a sua taça de cicuta.
Vou mandar colocar uma prancha extra.
Pelos vistos a clientela vai aumentar.

Curiosidades pré-greve, ou pró-greve?

Estatuto da Carreira Docente– Decreto-Lei 15/2007 (15 de Janeiro)
2—A carreira docente desenvolve-se pelas categorias
hierarquizadas de:
a) Professor;
b) Professor titular.
3—À categoria de professor titular, além das funções
de professor, correspondem funções diferenciadas
pela sua natureza, âmbito e grau de responsabilidade.

Estatuto carreira docente, artigo 34
2—São avaliadores:
a) O coordenador do conselho de docentes ou do
departamento curricular ou os professores titulares
que por ele forem designados quando o número de
docentes a avaliar o justifique;

Curiosidades: Não há memória de os professores se terem recusado a candidatarem-se à categoria de professores titulares. ( vide regalias...)

Mas não deixo de me interrogar: Os dirigentes sindicais – em condições legais para o fazerem – candidataram-se ou não?
Tenho cá uma fesada que muitos dos que andam aí pelas arruaças, e a mobilizar criancinhas, que tranquilamente descartam na primeira oportunidade, são os mesmos que correram para apanhar essa titularidade...
é que não há outros...

terça-feira, dezembro 02, 2008

Dos melhores saltos para a água que se têm visto por aí!

Trabalho de recolha em Cãmara Corporativa:

"Crise internacional — “Há factos sem precedentes, como a crise petrolífera, a crise financeira ligada ao ‘subprime’ ou a crise alimentar.” [Moção de estratégia da Dr.ª Manuela, Maio 2008, p. 9]

Previsões — “Mas o desenvolvimento tecnológico e a globalização em que vivemos tornaram mais difícil a interpretação dos sinais. Às previsões quase infalíveis está a suceder o fenómeno da imprevisibilidade que passou a ser a marca dos nossos dias. O horizonte das certezas passou a ter a duração de minutos, tal a rapidez com que os fenómenos se propagam”. [Dr.ª Manuela, Expresso, 17 de Maio 2008]

Resposta do Governo à crise — “Efectivamente estamos perante uma crise social que atinge especificamente os mais desfavorecidos, a classe média e as pequenas e médias empresas, e, por isso, tudo o que vier ajudar a minimizar os efeitos desta situação difícil, é bem-vindo. Neste contexto, percebe-se o congelamento dos preços dos passes sociais, o aumento dos abonos de família e um ou outro benefício às empresas”. [Dr.ª Manuela, Expresso, 31 de Maio 2008]

Contas nacionais — “Os números hoje conhecidos são uma surpresa melhor do que se estava à espera, são um bom resultado que permite afastar um cenário catastrófico.” [António Borges, Lusa, 14 de Agosto de 2008]

Desemprego — “Pergunta - E o aumento da taxa de desemprego significa que a política económica seguida está errada? Resposta - Não necessariamente, porque o desemprego pode ser o preço da alteração do nosso modelo económico de desenvolvimento”, acrescentando que, “[p]or isso, nenhuma análise objectiva pode ser feita só com base na leitura dos números”. [Dr.ª Manuela, Expresso, 24 de Fevereiro de 2007]

Controlo da despesa — “Todas as medidas de contenção da despesa foram correctas.” [Dr.ª Manuela, Jornal de Notícias, 11 de Maio de 2008]Saúde — “A reorganização da rede hospitalar, que é algo que é correcto fazer-se”. [Dr.ª Manuela, Jornal de Notícias, 11 de Maio de 2008]

Segurança social —“Concordo também com a reforma da Segurança Social”. [Dr.ª Manuela, Jornal de Notícias, 11 de Maio de 2008]

Investimento público [1] — “O novo aeroporto é uma decisão que está tomada e, mais uma vez digo, não pode haver um Governo que venha atrás e que torne a rever o projecto - isso seria contra os interesses do país.” [Dr.ª Manuela, Jornal de Notícias, 11 de Maio de 2008]
Investimento público [2] — “[O TGV] É um tema em que é necessário reunir bastantes informações - as que forem consideradas necessárias - para que possa tomar uma decisão.” [Dr.ª Manuela, Jornal de Notícias, 11 de Maio de 2008]

Investimento público [3] — “O país não tem dinheiro para nada.” [Dr.ª Manuela, TVI, 1 de Julho de 2008]

Educação [1] — “Maria de Lurdes Rodrigues trouxe ao Ministério da Educação uma extraordinária lufada de ar fresco. Pela primeira vez, desde há muitos anos, estão-se a atacar os verdadeiros problemas de um sector fundamental para a acção do Estado.” [António Borges, Público, 18 de Junho de 2006]

Educação [2] — “[O] sistema [educativo] não funciona" e "é preciso alterá-lo", pelo que «alertou mesmo José Sócrates para a necessidade de não mudar o rumo das reformas neste sector: "Acho que vai ser julgado" por essa decisão, disse Ferreira Leite, acrescentando que "daria um voto negativo" a Sócrates caso esse recuo viesse a acontecer.”» [Dr.ª Manuela, Rádio Renascença, aquando da manifestação dos professores em Março de 2008]

Lei das Finanças Locais — “[a] nova proposta de lei das finanças locais cujas linhas gerais, anunciadas recentemente pelo Governo, apontam para a adopção de princípios cuja bondade é indiscutível. De entre eles saliento a intenção de introduzir alguma responsabilidade pela gestão da receita e de consagrar a importância dos limites ao endividamento”. [Dr.ª Manuela, Expresso, 24 de Junho de 2006]

Povo português — “O povo português não tem raízes democráticas profundas. Nem cultura liberal. Por isso, convém ter cuidado. As pessoas não têm predisposição para uma intervenção cívica, estão instaladas na sua vida”. [Paulo Rangel, Visão, 3 de Maio de 2007]

Precariedade — “Qualquer trabalho que se arranje tem sempre um aspecto de precariedade”, esse aspecto é “positivo”. [Dr.ª Manuela, Lusa/RTP, 27 de Maio de 2008]

CGD — “Não há nenhuma razão para que o maior banco português pertença ao Estado.” [António Borges, Diário Económico, 4 de Agosto de 2008]

Regulação financeira — «Borges manifesta-se contra um aumento da regulação, porque quem tem estado no epicentro da crise são “as componentes mais reguladas ou intervencionadas do sistema financeiro”.» [Expresso, 11 de Outubro de 2008]

Subprime — «O economista António Borges defendeu na noite de quinta-feira que “o subprime é uma das melhores inovações dos últimos anos”, demarcando-se assim da convicção generalizada de que este produto financeiro está na origem da presente crise mundial.» [António Borges, Lusa/RTP, 9 de Maio de 2008]

Violência doméstica — Pergunta – “Qual deve ser o grau de empenhamento do Estado no combate ao problema da violência doméstica?” Resposta – “Não creio que ele se resolva. Tem de ser acompanhado e tem sempre de ser tido em atenção que é um fenómeno que existe.” [Dr.ª Manuela, Público, 28 de Maio de 2008]

Governo deve “falar para fora” — “Governar não é um trabalho técnico que se esgota na produção legislativa e não transpõe as paredes do Conselho de Ministros. […] Governar é também e acima de tudo agir politicamente. É falar para fora. É ser capaz de envolver a sociedade nos projectos que se consideram essenciais para o progresso do país […].” [Dr.ª Manuela, Expresso, 23 de Fevereiro 2008]"

Se a esta lista se juntar o que diz JPP e Marcelo Rebelo de Sousa sobre o súbito enriquecimento dos ex-governantes do PSD, ainda há quem pense que o PSD pode ser alternativa para alguma coisa? Para nos governar?
Ao vê-los saltarem para a água, aos magotes e numa correria desenfreada, em busca de qualquer fugaz aplauso, do mínimo protagonismo, Cavaco Silva deve andar a dormir pessimamente!

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Qual será a ideia?

Será para acabar de vez com a Escola Pública?
É que se não é, parece!
Aproveitando uma excelente lista das bases(?) da contestação da Fenprof/CGTP/PCP, nada como desmontar cada uma das queixas feitas "argumentos":

A todos os profs., e em especial ao Anónimo das 18:38, que fez uma lista de disparates no profblog.org, mas que agradeço:
a)Coordenação de Departamento não remunerada; - Têm que dar 36h por samana , sabiam?
b)Aulas de apoio não remuneradas;- Afinal já não é a avaliação o problema? É o trabalho? Não querem? Podem sair que há outros que desejam trabalhar.
c)Aulas de substituição não remuneradas;- Afinal é dinheiro que querem mais ?
d)Direcção de Instalações não remunerada;- Que é isto de direcção de instalações? Foi promovido a porteiro?
e)Desenvolver actividades extracurriculares não remuneradas.- A questão é que vos mandaram dar aulas e trabalhar? Tadinhos! Parece impossível!
f)Visitas de estudo não remuneradas.- Queriam dar mais passeios e receber em dobro? Além do que já recebem pela tal hora de passeio? Está-se mesmo a ver!Injustiças! exploração do Homem pela Mulher!
g)Reuniões fora de horas não remuneradas.- Se calhar foi a Ministra que vos mandou marcarem essas reuniões infindáveis de quem não se sabe organizar nem trabalhar. Coitados!
h)Reuniões à noite, fora de horas.- à noite? Ui!! Corror!! e o lobo mau não vos apareceu? Não comeu nenhum de vcs?
i)Ficar fechado na Escola horas sem fim, sem condições de trabalho, em vez de estar em casa a preparar as aulas. - Deve ser mais a preparar as explicações. Enganou-se?!
j)Estar na Escola à espera que um colega falte, como se os colegas cumpridores fossem os responsáveis pelos colegas faltistas; apontem uma outra profissão onde se passe o mesmo.- Oh Diabo!, não me diga que há faltistas na vossa profissão? Há-os que não querem ser avaliados?E vc aí, mais para a frente, vai dizer que TODOS deviam ser iguais e proguedir igualmente na carreira, não vai? Eu sei que vai! Daqueles que faltam todo o ano? Dos que não querem saber da EP para nada? E vcs estão solidários com esses e que a EP se lixe, não é? Que maçada essa de ter de dar aulas de substituição . Um horror! E vc pergunta se haverá outra profissão em que tal aconteça? está a reinar? nunca ouviu falar em profissionais dignos? Mineiros, Médicos, Polícias, Militares???
k)Que a Sra. Ministra obrigue a trabalhar mais horas e o agradecimento passe apenas por um obrigado cínico no Parlamento.- Já está melhor: Srª Ministra. Gostei. Agora é que borrou a pintura. Então se a Ministra agradece, é cínica, e vc insulta-a? Como educador estava a pedir um correctivo!
l)Que um colega de outra disciplina assista às nossas aulas.- Palavra ? Isso pode acontecer? Um outro colega a assistir? Um horror e um atentado à vossa imensa capacidade profissional para produzirem jovens bem formados e com qualificações. parece impossível!! Já não há privacidade!Mas isso já não foi alterado para colegas da mesma disciplina? Vá lá ver os apontamentos, homem...
m)Que as notas dos alunos que não querem estudar te impeçam de progredir na carreira. - Lá está vc com lapsos de memória. Ou com ataques de vigarice? Isso não foi alterado p/ Ministério? Ou, no máximo, daria uma míni percentagem na avaliação compensada por outros items? Faça lá um esforço que vc chega lá!
n)Com o congelamento dos vencimentos e progressão na carreira. - Fácil! faça o favor de se auto-avaliar e de promover a avaliação e já vai ter progressão. Não quer? Pois bem, fica retido como vcs fazem a milhares de alunos marginalizados...Simples nao é?
o)Que a maternidade, morte de um familiar próximo te impeça de progredir na carreira.- Porquê? A aldrabice e a mentira não são para aqui chamadas. Onde é que isso está escrito? Isso apenas é mais uma falsidade! Juizo!
p)Com o Estatuto do Aluno. -Qual o problema do EdA? Vcs não querem que as crianças sejam os destinatários da EP? Não querem que este País se torne como os outros? Só querem direitos, sem deveres? e o contribuinte a pagar? reformas aos 52 aninhos? com 2500 Euros e depois vão para os Colégios chupar mais uns tontos?
q)Com a diminuição da autoridade dos PROFESSORES.- Porque é que há professores com autoridade com aulas decentes, que não faltam e cumprem e há-os como vc? Perderam a autoridade? Foi culpa de quem? da Srª. Ministra? Faça o favor!!! Antes do PS a Educação era uma maravilha? pois era. Vcs faziam ronha e recebiam por a fazerem! Acabou-se essa mama!
r)Com os insultos e agressões por parte de alguns alunos e respectivos Encarregados de Educação. - Agora já começo a gostar. Não me diga que a população escolar já não vos pode ver? Que vos dá na cara? E vcs continuam a fazer arruaças a comprar ovos e tomates e a arrebanhar crianças para esses números de grande civismo? E depois não têm autoridade? Acha que deviam ter? Acha mesmo???Isto quem semeia ventos....
s)Com a destruição da Escola Pública.- Não me diga que estas medidas de organizar e estes investimentos massivos são para acabar com a EP? Olhe que precisa de mandar ver essa cabeça e esses olhos!
t)Com a divisão da carreira em duas: titular e não titular colocando Professores contra Professores. - Afinal lá volta a avaliação, perdão o ECD,: Todos no topo e ao molho!? Mesmo aqueles que aí em cima vc tratava de mandriões? Isso é que era um regabofe! Sem hierarquia, nem respeito por ela, de preferência...
u)Com as cotas na progressão. - ----Para professor é uma pena que não saiba o que quer dizer "Cotas". Que tal umas Novas Oportunidades para um portuguiês básico?
v)Com os critérios que levaram à escolha dos professores titulares.--- Já vi que continua a não perceber nada do que fala e como escreve...Durante anos andaram a obrigar os jovens professores, acabados de entrar na carreira, a fazer o trabalho que não dava redução de horário - a única coisa que vos motiva depois do dinheiro!!!- e agora queixam-se que eles é que ficaram titulares? Foi uma gaita não foi? Talvez umas grevezitas vos retemperem o ânimo!
w)Com o péssimo ambiente de trabalho que se está a instalar nas Escolas.- Pois, compreende-se , o bom ambienmte era o do deixa-andar-que- logo-chumbamos-os-"gajos"-e-nós- para-o-ano-nem-aqui-estamos, não era? A EP que se lixasse! e os filhos dos pobres também, que vcs tinham era explicações para dar!
x)Com o fim dos destacamentos. - Faltava esta pérola. O que era bom era tirar o lugar a alguém em Cascos-de-Rolha e, depois, ao abrigo de uma qq regra avulsa e idiota, requerer o destacamento para onde queriam ficar...Dando assim a volta aos valores do CGP e à Listagem de prioritários...e a EP que se lixasse, e os alunos que ficassem sem aulas durante meses à espera que toda a máquina se recuperasse das golpadas ...Uma maravilha essa escola de que tem saudades! e a Ministra acabou com esse regime de tanta justiça e tanto rigor educativo? Lá está. Vc tem razão. É mesmo para acabar com a Escola Pública. Continue a denunciar(-se) ! Vá por aí que toda a gente percebe ao que veio!
y)Com os concursos por três anos. - Claro, o bom era concursos todos os anos e as escolas sem professores, sem projecto e sem responsabilidade. Isso é que era Bom: Posso dar-lhe uma boa notícia? Os Concursos qq dia acabam mesmo e então é que é ver os C.Ex. a escolherem os melhores e, os piores, a irem para os tais Cascos-de-Rolha....ou ficarem mesmo sem vagas...A culpa será toda da Srª Ministra. Tem razão!
z)Com o trabalho excessivo.- É uma profissão de desgaste rápido. Veja a forma como se arrastam pelas arruaças e pelas passeatas de autocarro à custa das CM do PSD e do PCP...
aa)Com a permanência na Escola de 40 horas. - Um horror! Tem razão. Qual é o trabalhador que permanece no local de trabalho por tanto tempo? Eu despedia-me!
bb)Que os Professores se substituam aos Pais e que os Pais só sirvam para procriar. - Perdão? então os professorezinhos já não truca-truca? O ideal mesmo era uma escola sem alunos ! Sem filhos de qq natureza ou espécie! Façam uma greve a exigir as escolas vazias! Boa!
cc)Que Professores tenham 10 Turmas, mais de 250 alunos e 1500 testes para corrigir por ano, para não falar dos trabalhos. - Sabe o que acho? Acho que o nível da matemática vai subir neste País. A ver os professores a praticarem tanto as continhas...pelo menos a aritmética básica vai ultrapassar o do português ( o tal das "cotas")
dd) … Depois de tudo isto, a Sra Ministra agradece chamando-te preguiçoso, incompetente, mentiroso, humilhando-nos, colocando os Pais contra os professores, impedindo-nos de progredir na carreira.- Não me recordo de ela ou algum Secretário de Estado ter dito isso assim a frio...mas olhe que se não disse, dá para pensar depois de vos ver, ouvir e ler....cambada de madraços!
cc)Em resumo a Sra. Ministra dá mais trabalho e ao mesmo tempo diz que para dignificar a carreira tem que pagar menos ao impedir que todos cheguem ao topo da mesma. - O que a Srª Ministra mandou foi que fossem responsáveis e empenhados e quanto à progressão estamos conversados....
ee)O mais engraçado, é que ela ia implementando tudo isto sem darmos conta, só agora é que acordámos, dava a impressão que a reforma não era para nós. O grande erro da Ministra foi ter apertado, de uma só vez, tanto a corda e ela ter partido. "A carga era maior que BURRO e o BURRO caiu…" - E eu digo que dificilmernte se levanta! Quem sou eu para o levantar.
ff) Se tivéssemos assistido às reuniões sindicais e aderido em massa à greve aos exames há dois anos atrás nada disto teria acontecido. - Está a ver como afinal andar acordado e ser responsável pode dar benefícios?Que grande lição da vida, não é?????
gg)Passo a passo a Ministra ia levando a água ao seu moinho, implementado medida após medida sem que nós reagíssemos, ela pensou que nos podia sugar o sangue todo de uma só vez. Chegou a altura de dizer BASTA de tanta malvadez e injustiça.-Um horror! Coitadinhos!
hh) VAMOS LÁ VER QUANTOS SÃO OS "ADESIVOS" QUE ESTÃO AO LADO DA MINISTRA CONTRA OS COLEGAS, a favor de uma política nefasta que só tem o objectivo de destruir a Escola Pública e enviar os professores para os psiquiatras. -- Olhe que eu estava capaz de lhe aconselhar um tratamento e uma baixa médica. Afinal vc já se lembrou disso! Mas tem que ser mesmo psiquiátrica? não pode ser por manifesta incompetência e falta de vergonha?

Ler os outros e aplaudir

In Absorto:
Acrescentar o quê ?
"Ora aqui está um discurso político claro por parte do PCP. Não haverá alianças políticas do PCP com quaisquer outras forças. Para ser coerente o PCP concorrerá sozinho em todas as eleições: europeias, legislativas e autárquicas. Um dia quando o povo português, em eleições livres, através do voto universal e secreto, atribuir ao PCP a maioria dos votos ele aceitará ser poder. Ficam assim o PS e o BE (e os restantes partidos) sabendo, de fonte segura, que não vale a pena sonharem com a colaboração política do PCP para quaisquer acordos que digam respeito a questões de poder. Ora como a politica não é mais do que a questão do poder o PCP acaba de decretar o seu isolamento político. O PCP regressa, assim, aos tempos dos sonhos revolucionários que têm como epicentro do seu programa a destruição do capitalismo e a tomada do poder pela vanguarda da classe operária que o PCP encarnaria. Um partido com uma direcção de funcionários! É o regresso a um futuro que nunca se transformará em realidade. Fico mais descansado!

Agora, acreditem, uma coisa com ple ta men te diferente

"Enciclopédia da política , sem magoar ninguém"
Vol 1,

sábado, novembro 29, 2008

Dá ideia que a agitpro da Fenprof /PCP já está a dar resultados.
Em Gondomar os alunos, acabados os ovos, passaram à agressão física dos professores.
Será uma dessas escolas onde os alunos do 9º ano não sabem ler nem escrever?
Ou é já o reflexo dos exemplos que os jovens copiam?
É que a Srª. professora que ontem levou umas estaladas e uns socos, devidamente acompanhados de insultos em vernáculo, muito provavelmente, tem andado a insultar a Ministra da Educação e a promover a avicultura da arruaça....
Estes professores vão levar os seus protestos tão longe quanto as suas caras aguentarem as estaladas que os alunos lhes vão dar...
Quem não se dá ao respeito não costuma ser respeitado!
Cheguem-lhes, carago!
Adenda

sexta-feira, novembro 28, 2008

quinta-feira, novembro 27, 2008

Entradas de leão...

Pois parece que amanhã a tal plataforma sindical não vai levar ao Ministério da Educação qualquer proposta alternativa de avaliação...
Parece que não conseguiram arranjar coisa que se mantivesse de pé...tal como os sacos cheios de coisa nenhuma!
E nos blogs da direita trauliteira, em vez de discutir argumentos o que fazem é arruaças e insultos. Agora parece que já não se pode estar de acordo com a Ministra da Educação sem ser insultado e comparado a pides...
Agora trabalhar em prol dos alunos e da Escola Pública , está quieto!
Apenas querem acabar com o ECD. Só e apenas!

As Praças Financeiras e as taxas bancárias

Para além de Frankfurt, de Tóquio e de NY, fomos hoje informados sobre a relevância de Fornos de Algodres e de Aguiar da Beira no mapa das Grandes Praças Financeiras.
Este País é surpreendente. Qual crise, qual quê!
Todavia, vou continuar a perguntar atá que o teclado me doa:
Qual a taxa de remuneração recebida por Cavaco Silva na conta que lá manteve? E as contas da família mais próxima?

Eu não dizia que os professores apenas pretendem manter a Escola como está,o permanente regabofe e

Eu não dizia que o que eles queriam era só progressão na carreira , quaisquer que fossem os resultados do seu"trabalho" ?
Diz o inefável Guinote:
1) Suspender a aplicação das grelhas propostas pelo Ministério, assim como o seu elenco de parâmetros, e substituí-las pela apresentação de apenas quatro documentos:
- A definição (o mais rapidamente possível) de um plano de trabalho pelo avaliado para o ano lectivo, contemplando as actividades a desenvolver, de acordo com o PAA e o PE do seu estabelecimento de ensino, assim como uma projecção dos objectivos a atingir pelas suas turmas.
- A apresentação no final de um portefolio com os materiais produzidos ao longo do ano lectivo.
- O preenchimento (no final do ano lectivo) de uma ficha de auto-avaliação por parte do avaliado, em que proceda a uma análise crítica da concretização do plano de trabalho incialmente definido.
- O preenchimento de uma ficha de hetero-avaliação por parte do coordenador de departamento ou outro avaliador, assim como principal responsável pelo órgão de gestão (será já o Director Executivo?).
2) Traçar o perfil para a atribuição de três classificações-base (Insuficiente, Bom, Excelente), sem um sistema de quotas rígido e sem que, neste ciclo de avaliação, as bonificações fossem contabilizadas para efeitos de concurso.
Também deveria ser abolida a obrigatoriedade dos 100% de aulas dadas para a obtenção da menção de Excelente, a qual deveria resultar mais de critérios de mérito científico-pedagógico do que de aspectos administrativo-burocráticos. Valorizar a promoção e dinamização de projectos de tipo extra-curricular que funcionem de forma efectiva e mobilizem alunos em risco educacional ou envolvam a comunidade educativa.
Isto significaria deslocar a avaliação do desempenho principalmente para a componente científico-pedagógica e combater todo o aparato burocrático grelhador do projecto do Ministério.
....................
E isto ainda é apenas um rascunho, dizem eles....
Agora descobriram esta do portfolio.
À semelhança da que fizeram para vender explicações on-line, era de montar para já outra empresa on-line de produção de Portfólios para todos os gostos, dimensões e bolsas...Havia de ser bonito!

terça-feira, novembro 25, 2008

O que os próprios activistas pensam dos outros professores!

Este é que é o problema.
Qual avaliação, qual quê!
O que eles não querem é ouvir falar de Carreira Docente.

São aos milhares os descontentes com a Ministra! Felizmente a FenProf e os seus aliados conseguem representá-los condignamente!

Vídeo acabado de colher da Câmara Corporativa, com tristeza...
Percebe-se bem a qualidade do ensino ministrado a estes jovens e o que deles podemos esperar.
Vão, vão por aí senhores professores que um dia eles vos ensinarão alguma coisa!

Que belo par de coices !

In O Jumento com uma especial saudação!:

"Por aquilo que se vai vendo e ouvindo temos de concluir que todos os professores eram exemplares, que quando não havia a burocracia da avaliação todos tinham tempo para preparar bem as aulas, o absentismo era quase nulo, as escolas eram geridas exemplarmente. A “escola pública” era um modelo de virtudes que a Lurdes veio estragar. A progressão nas carreiras era mais estimulante quando era automática, a avaliação era bem feita quando não existia, as aulas de substituição não eram necessárias porque ninguém faltava, a “escola pública” era um modelo para o mundo.
Apetece-me perguntar onde estão (ou estavam) os defensores da “escola pública”:
Quando professores do ensino público vão a correr para casa ganhar pequenas fortunas (livres de impostos) em explicações dadas aos mesmos alunos que são mal sucedidos na mesma “escola pública” onde os seus “explicadores” dão aulas?
Quando em muitas escolas é necessário meter cunhas para que os filhos não vão parar a turmas de repetentes.
Quando muitos professores só vão ler o nome dos seus alunos no dia da “apresentação” sem que antes, apesar dos meses de férias se tenham interessado pelo currículo escolar desses alunos.
Quando se organizam turmas a pensar nos horários dos amigos dos conselhos directivos que ficam as melhores horas e os melhores alunos, deixando as turmas dos “repetentes” a professores menos experientes que caíram de pára-quedas.
Quando se faltavam semanas usando a lei que permitia entregar o atestado até vários dias depois da primeira falta para que esse atestado nunca chegasse a ser verificado por um médico.Quando os artigos 4.º (os tais que foram introduzidos em Portugal para permitir às mulheres faltar nos dias mais complicados do período menstrual).
Quando professores com o 7.º ano antigo receberam um curso de faz de conta para serem equiparados aos professores licenciados e atingirem rapidamente o topo da carreira, algo que para muitos funcionários públicos exige concursos com prestação de provas e nem sempre há vagas.
Quando se instalou na sociedade portuguesa a ideia de que a vantagem de ser professor era permitir cuidar melhor dos filhos ou ter uma segunda actividade, explicações, pequenos comércios, empresas de contabilidades, etc., etc..
Onde estavam os defensores da escola pública quando, durante décadas, a qualidade do nosso ensino era inaceitavelmente baixo?
Não tenho a mais pequena dúvida de que os professores não são nem melhores, nem piores do que os outros grupos profissionais, que há uma maioria de bons profissionais, só não entendo porque razão as escolas deverão ser um mundo à parte, gerido por e em função dos interesses privados de um grupo profissional que, recebendo ordenados pagos pelos contribuintes, acha que nenhum governo pode adoptar medidas que os prejudiquem nos seus interesses privados.
É evidente que os professores não são contra as aulas de substituição ainda que nunca as tenham proposto, são defensores da avaliação ainda que nunca a tenham defendido, agora que foi proposta uma mudança na escola os defensores da “escola pública”, com Mário Nogueira à frente têm soluções para todos os males.
Os defensores da “escola pública” até poderão levar avante a sua chantagem sobre a democracia, impondo a “maioria absoluta” das ruas, mas dificilmente poderão recuperar a credibilidade perdida quando alguns dos seus não hesitaram em aplaudir e elogiar os pirralhos que alguém mandou atirar ovos e tomates aos que são detestados pelos defensores da “escola pública”, ou quando outros que educam os portugueses se referem a governantes por “gajos” e “gajas”.
Talvez seja tempo de dizer a Mário Nogueira e outros auto-intitulados defensores da “escola pública” que a defesa da escola pública cabe a todos os portugueses, aos pais, aos alunos e aos professores, e até aos que não pertencendo a este grupo têm este direito e dever de cidadania. É preciso dizer a estes defensores profissionais da “escola pública” que a defesa desta começa pela sua qualidade e não pelo bem-estar de um grupo profissional.
A defesa de uma escola pública é de todos os cidadãos, até dos muitos que optam por pagar fortunas para colocar os filhos em escolas privadas, assegurando-lhes um ensino com a qualidade que estes defensores oportunistas da “escola pública” nunca defenderam.
Todos os professores estão de acordo com a manutenção da “escola pública” tal como estava? É uma opção deles, mas essa unanimidade não os torna accionistas maioritários da escola pública por isso mesmo, porque a escola é pública e em democracia a coisa pública é gerida pelo Estado, pelo menos enquanto não regressarmos ao corporativismo.
Muitos professores votaram PS e estão desiludidos porque o governo não os tratou como cidadãos de primeira, reservando as medidas difíceis para quem votou nos outros partidos? Então façam como os portugueses que estão descontentes, nas próximas eleições votem no Paulo Portas, na Ferreira Leite, no Louça ou no Jerónimo de Sousa, dêem a maioria absoluta ao partido do Mário Nogueira, vão então ver qual é a maioria que conta, se a dos eleitores ou a do CC do partido, estou certo de que o Jerónimo de Sousa não só voltará a pôr tudo como estava como, ainda por cima, lhes vai instalar uma colónia balnear na praia da Messejana."

A Direita tem maus fígados!

A direita trauliteira não é só desmiolada. Tem maus fígados.
Se as eleições na Venezuela dão vitórias a Chávez, é o horror, a manipulação, a tortura da democracia.
Mas, como este fim de semana, o Chávez perdeu uma data de cidades e bairros importantes, isto é a vitória da democracia.
É o que se chama uma democracia anti-chavista: Qualquer que seja o resultado de eleições democráticas, é a democracia que está em perigo, no País da américa do Sul onde houve mais eleições nos últimos 4 anos!
E, nos intervalos das eleições, gritam e barafustam que ali está um ditador a preparar as próximas eleições!
Esta direita portuguesa está para a democracia, como o óleo de fígado de bacalhau, para os enjoos das meninas grávidas.

Certidões de credibilidade e de falsidade?

Colocando-se na posição de notário, Cavaco Silva acaba de passar um atestado, uma Certidão de Credibilidade a Dias Loureiro e uma outra menos meritória, a de Falsidade a António Marta do Banco de Portugal onde, ele próprio Cavaco Silva, trabalhou vários anos.
Não está aqui a ponta de um "piqueno problema"?
Mais informou o PR que tem a máxima confiança em Dias Loureiro.
Agora, com esta adopção pública, vai ficar agarrado ao seu futuro.
Que necessidade haveria para tal coisa ?
É que ainda ontem declarou que não fazia comentários públicos sobre os membros do CE..., e hoje é o que se vê!

Já não era sem tempo que se fazia cumprir a Lei!

Via TSF
DREN admite avançar com processos disciplinares contra professores

Se houver professores que pressionem colegas a boicotar o processo de avaliação de desempenho, a Direcção Regional da Educação do Norte (DREN) garante que será inflexível e que avançará com processos disciplinares contra estes docentes.

Directora Regional da Educação do Norte admite avançar com processos disciplinares contra professores que boicotem o processo de avaliação
Margarida Moreira adianta que o Ministério da Educação colocou on-line uma plataforma onde os professores podem registar os objectivos individuais

A Directora Regional da Educação do Norte ameaça avançar com processos disciplinares sobre todos os professores que pressionem colegas a boicotar o processo de avaliação.
No dia em que os docentes retomam os protestos contra o modelo proposto pelo Ministério da Educação, Margarida Moreira garante, em declarações à TSF, que se o detectar não hesitará um minuto em mover contra eles um processo disciplinar.
«Serei inflexível, se for uma situação de coação, actuarei disciplinarmente se necessário for», adianta Margarida Moreira, acrescentando que aposta no diálogo, mesmo nas situações que lhe parecem «completamente inaceitáveis».
«Por exemplo, ontem dediquei o dia a resolver situações destas, a dizer aos professores que é melhor não irem por aí, os ânimos às vezes estão quentes e arrefecê-los é o suficiente», acrescenta.
A responsável afirma ainda que já foi tomada uma medida para evitar que os professores possam boicotar o processo de avaliação.
«Uma das coisas mais criticadas nos últimos dias foi o aparecimento on-line por parte do Ministério da Educação de uma plataforma para que quem voluntariamente assim o quisesse colocasse os objectivos individuais, o que foi considerado terrível e uma forma de pressão. Quero esclarecer que esta situação surgiu porque muitos professores quiseram entregar os objectivos e tiveram outros colegas a dizer que não os recebiam», adianta Margarida Moreira.

Todos iguais ?

Ouvi mal, ou o PR afirmou que todos os Conselheiros de Estado lhe merecem a mesma consideração?
A mesma ?


Alberto João Jardim, a mesma que Mário Soares ?

Dias Loureiro, a mesma que Ramalho Eanes ?

Marcelo Rebelo de Sousa, a mesma que Jorge Sampaio ?

Já percebi agora o que quer dizer consideração.

segunda-feira, novembro 24, 2008

Se me é permitido, prefiro não saber dos DOs do PR

É que me estou mesmo nas tintas para a quantidade de dinheiro que o PR tem em cada uma das suas contas DO e DP e PQP.
Já o mesmo desinteresse não manifesto quanto à taxa de remuneração percebida por Sua Excelência na continha que teve no BPN e que mandou cautelarmente encerrar em 2003!
Qual a taxa que recebia?
E, já agora , porque mandou encerrar essa e não outras? Fez pim-pam-pum!?
É que o meu amigo René van Kopenholle recusou uma proposta para receber um tanto na conta e outro tanto em notas vivas ( como se diz, credo!), por baixo do balcão!
O PR que mostre, já que veio bancar o intocável, que mostre, a remuneração efectiva dos seus depósitos . O resto são tretas para enganar meninos da escola primária!
Estou farto de gente ofendida que nem citada tinha sido!
Pois o Governo que use da sua influência para indagar deste aspecto, muito embora os respectivos registos terem sido enviados para o caixote do lixo, faz tempo!
Este país está uma lástima!
Não há prancha de saltos, basculante - último modelo instalado - que aguente este trânsito!
Os apaniguados do PC que exigem serem parceiros sociais e participar na democracia.
A pior escumalha, do pior que os cemitérios ainda têm para enterrar!

In O país Relativo:

"Declarações de Mário Nogueira, um dirigente sindical moderado e aberto à negociação alguns meses antes de ser líder da FENPROF."

Declarações de Mário Nogueira

Com gente desta e com este nível de relacionamento, quem é o arrogante, o ordinário, aquele que precisa de educação como de pão para a boca?


domingo, novembro 23, 2008

A Fenprof também domestica criancinhas







No centro das preocupações dos educadores e professores


Cuba, quero conhecer-te melhor
Concurso
Tem como 1º prémio, para o nível etário 14 aos 18, uma viagem e estadia em Cuba, em Maio, num encontro de jovens criadores.
Convocado pela Embaixada de Cuba em Portugal e anunciado no Jornal da FENPROF nº 226, Junho de 2008, este concurso alarga o prazo de entrega dos trabalhos até 22 de Dezembro, dando assim possibilidades de mais tempo de pesquisas, designadamente para os trabalhos de texto e investigação do tema escolhido. Os resultados serão conhecidos em Janeiro de 2009.
Relembro que este concurso é dirigido a crianças e jovens contemplando os seguintes níveis etários:
Dos 5 aos 9 anos
Dos 10 aos 13 anos
Dos 14 aos 18 anos
Cada concorrente deverá participar numa das seguintes temáticas:
Triunfo da Revolução Cubana – 1 de Janeiro de 1959
Ernesto Che Guevara (Guerrilheiro Heróico)
Os 5 heróis (jovens lutadores anti-terroristas, prisioneiros nos EUA hoje)
José Marti (Herói, ideólogo e poeta de Cuba)10 de Outubro, início da 1ª guerra de independência de Cuba.
............
Estes nossos professores que não querem ser avaliados, não querem hierarquias, nem Estatuto dos Alunos, ou da Carreira Docente, andam metidos e metidos no bolso daqueles que profundamente os desprezam e que na primeira ocasião lhes farão a cama.
Estes nossos professores na ânsia de continuar a ser uma classe de irresponsáveis funcionários não desdenham destas companhias saídos dum Museu de História, produto da manipulação e dos amanhãs que cantariam.
Estes nossos professores não fazem a mais leve ideia de com quem andam metidos....
Mas nós sabemos bem a que influências é que os jovens estão sujeitos.
Duvido é que os pais conheçam estas realidades.

A caminho do Estado Corporativo?

De regresso ao passado?
- A corporação dos Juizes declara que as Leis têm de ser feitas com eles.
- MFLeite afirma que não é possível fazer reformas no Estado que afectem as corporações a que chamou eufemisticamente de os "profissionais", o que ainda melhor subdivide e esclarece.
- O PR do alto da sua coragem, vem admoestar quem governa, a favor da tropa e dos seus interesses
- O mesmo PR sai em protecção dos professores e pede calma, tanto lhe faz que as Leis que promulga sejam ou não sejam acatadas.
- A Fenprof recusa a aplicação das Leis e paralisa a Educação ameaçando com o tudo ou o nada
- Hoje ameaça que vai apresentar alternativa "às diversas Leis da República" e que a Ministra tem que se demitir. Perceberam? A Feneprof vai apresentar um ultimatum ao ME!
- Chantageiam o ME organizando arruaças com crianças que nada sabem do que se passa, ou dos interesses em jogo. As mesmas crianças que estes estupores chumbam cada ano, tranquilamente, até ao total de 50%, em 8 ou 9 anos de escolaridade.
- Digamos que o poder do Estado está seriamente afectado pelas corporações mais activas e influentes, leia-se mais dispendiosas.
Ao Governo de maioria socialista que implementou dezenas de mudanças, que protegeu como nenhum outro, os mais fracos e os mais pobres, que aposta na Educação e nas Novas Tecnologias, nas Obras Públicas e no investimento público-privado, que realizou o mais importante investimento, de sempre, por aluno, e que implementou contra todas as más vontades e interesses corporativos as aulas de substituição, a Escola a tempo inteiro, a fixação dos professores e a Autonomia das Escolas como nunca se sonhou poder um dia ver em Portugal, vê-se confrontado com o súbito poder, a indisciplina pública e o confronto das corporações mais reaccionárias.
- Os professores
- A tropa
- Os Juizes
- A maioria da Imprensa e da TV
- Os médicos, os enfermeiros e os farmaceuticos

Estamos portanto em roda-livre, em auto-gestão corporativa e mergulhados na maior crise pós 25 de Abril.
Que pode o Governo e o PS fazer?
- Prosseguir com reformas e vê-las não serem acatadas?
- Assistir à insoburdinação de crianças e de professores ordinários e calões?
- Continuar a fazer que não ouve os insultos que chegam até dos Srs. Juizes e ter de os aplaudir para bem da pátria?
Ou, simplesmente exigir respeito, colocar o poder nas mãos da constituição e devolver o poder a elições que sejam esclarecedoras.
O povo português até pode votar no PC e colocá-lo no poder, mais a Fenprof e o BE. Até pode isso, e muito mais.
O que o PS não pode, é aturar esta merda!
Nós não podemos aturar outro Estado corporativo, atrasado, reaccionário, populista e, finalmente, inviável !
O PS que se demita e convoque a consulta pública, ou vamos todos para o fundo!

sábado, novembro 22, 2008

Diálogo num dia de Primavera

A secretária:
- Está ali o Dr. Loureiro que precisa de falar com o Sr. Dr.
- O Dr. Loureiro do BPN? Pois que ente, que entre.
A secretária:
- Faça favor Sr. Dr., o DR. António Marta vai já recebê-lo. Quer um cafezinho? Água? Prefere com gelo?
- Não se incomode que isto vai ser rápido.
- Disponha Sr. Dr., fechando a porta.
Dias Loureiro:
- Bom dia António Marta, como está? Bem? Já agora obrigado por me receber assim sem ter marcado nada. Isto foi um impulso, meu caro.
- De nada Manuel Loureiro, estou sempre ao dispôr.Vamos sentar ali no sofá que estas cadeiras de braços cá do Banco já foram mais cómodas...Levanta-se e com a mão sobre o ombro do amigo, dirigem-se para os sofás cacabados de estrear. Pele italiana, pensou o visitante.
E traçando a perna, o Dr Marta:
- O que é que o traz por cá? Posso insistir num café?
- Café? É boa ideia, agora só tomo da parte da manhã e como nunca consigo chegar muito cedo ao Banco...
Para o inter-comunicador.
- Oh, D. Guida traga-nos dois cafés, e levantado os olhos do inter-comunicador, e então diga lá?
- Pois é, meu caro, resolvi cá vir para um desabafo.
Os olhos e o queixo do Dr. Marta acenaram-lhe uma ajuda,um incentivo.
- É que ando moído de ralações.
- Não me diga, nada de saúde espero?
- Não, nada disso felizmente, é mais a situação lá do Banco.
- Sim...
- Gostava de saber se o BdP já tem os nossos últimos reports?
- Temos o que nos mandou. O habitual. Mas sempre pergunto. Há algum problema?
- Não, não. não é isso. Não há nada! É mais a minha personalidade ansiosa que me prega partidas. E queria vir cá para lhe garantir que estamos com um desenvolvimento muito interessante, quer nos activos de curto prazo, quer nas perspectivas na Argélia. E, sabe, à medida que vejo estes desenvolvimentos, e dentro da maior clareza, acho que o BdP podia querer ter um conhecimento em tempo real destas coisas. É que não sei se sabe, e sentou-se mais na beirinha do sofá, eu tenho lá umas acções, coisa de família...e não sei se um dia não volto à política...
- Claro, claro, fico-lhe grato. Se por um lado gosto de saber como vão as coisas - ora aí estão os cafezinhos, com adoçante, como eu? - Pode deixar D. Guida, que nós próprios mexemos.
- Os jornais do Sr. Dr. já estão na sua secretária...
- Pois, pois, pode deixar. Onde é que íamos?
- Como vão as coisas lá no Banco...
- Claro, na Argélia suponho é mais chá? Aqueles árabes...
- E tendo lá aquele dinheiro da família, sabe como é, agora todos se preocupam com rentabilidades...
- Mas sobre esse aspecto o que tenho sabido é que vcs lá no banco conseguem belas taxas de remuneração...a família só pode estar grata...LOLOLOL
- Isso é verdade, mas o que me preocupa mesmo era saber se por acaso está prevista alguma supervisão, que queria, como dizer, estar preparado com todos os dossiers...nunca se sabe quando se deve voltar à política... e entretanto queria garantir-lhe comigo lá, tudo é escrutinado e nada passa sem o meu visto que não quero que um dia as pess...
-Não se preocupe meu caro,(cortando-lhe a palavra!) nós estamos aqui com funções de supervisão mas também de acompanhamento. E ainda há pouco despachei qualquer coisa sobre o BPN, sobre aquela compra no Zimbabwe, era no Zimbabbwe não era? Ou em Cabo Verde? Olhe, já não sei, isto é uma roda viva!
- E deixou arrefecer o café. Quer outro? Não?
- O que queria mesmo era que não ficassem quaisquer dúvidas que tudo está a correr pelo melhor e que os investimentos que fizemos vão começar a pagar uns dividendos que parecem a árvore das patacas; Sorriso largo e quase fixo.
- Fico-lhe agradecido, e se toda a gente procedesse desta maneira tirava-nos imenso trabalho e precupações. Pois também aproveito para lhe dizer quanto apreciamos a sua visita e sempre que tiver necessidade, já sabe, esta também é a sua casa.
- Oh meu caro, é bondade sua, não calcula como vou mais aliviado. Posso pedir à sua secretária para marcarmos um almocinho? No Tavares não, que aquilo já não é como era.
- Isso e verdade, esteja à vontade. Marque. marque.
A mesma mão nas costas até à porta, a mesma D. Guida dos cafés frios, do decote fundo, e da promessa da água com gelo. Um aceno final, as escadas de mármore rosa, a porta da rua, e que bela que é esta cidade pombalina!
Fim!
Há os que fazem as reformas necessárias e há os que esperam por milagres

Juízes devem ser respeitados e ouvidos pelos políticos, defende Cavaco

Segundo informa TSF, Cavaco Silva enviou uma mensagem , aliás uma cereja em cima do bolo, como diz a jornalista:
O Congresso dos Juízes começou, na passada quinta-feira, na Póvoa de Varzim, com uma mensagem do Presidente da República, Cavaco Silva, que afirmou que os juízes devem ser respeitados e ouvidos pelo poder político antes de serem feitas alterações legislativas.
Mas em que que é que esta mensagem difere daquela outra que dizia que "não acredito em reformas em democracia"? ou do seu corolário, " não se podem fazer reformas contra as corporações, contra os interesses dos médicos ou dos juizes"?
Tal como ontem Fernando Rosas disse exactamente o mesmo na SiC-N, em relação aos professores, e "no passa nada".
Então sobre que factos, com que "produção" é que o legislador, Fernando Rosas incluído, justifica a sua presença na AR, e o grosso molho de notas que recebem todos os meses dos contribuintes?
Fernando Rosas e o Sr. Cavaco?
Se não é para reformar, pois reformem-se lá!
Manuel Dias Loureiro parece ser um homem inocente!
Conselheiro de Estado e inocente.
E quanto mais conselhos der, mais inocente.
Ainda arrisca a Opus-Dei. Ah! isso já tem? Bom , então, ao menos, disso está livre !
Não sei se também é professor - são quase todos no intervalo dos Ministérios - mas se é, é inocente. Não é dos outros que andam aos gritos pelas ruas! Não senhor!
Só espíritos que eu detesto, e quero ver longe da minha amurada é que pensam diferentemente.
Vejam!:
O homem, que tinha as suas economias de dois anos de trabalho ressuado investidas no BPN, até se tirou de cuidados e diz ter ido falar ao BdP com outro senhor que conhecia e a quem foi dizer que de nada suspeitava sobre a cândida administração a que pertencia, lá para os lados de um dos seus empregos. Certo, era um bocado de dinheiro, mas estava de certeza em excelentes bolsos.
Ainda não perceberam o nível de inocência? Vou explicar melhor. Devagarinho.
Foi lá dizer, como na anedota, que não contassem com ele para denunciar fosse o que fosse. Tal como ontem, garantiu a honestidade e atestou a dignidade do tal Costa que ficou em prisão preventiva...
O Manuel Dias Loureiro não é cá dessas coisas. O que tem a dizer, di-lo!
O Manel é um homem inocente.
O que é que deve fazer uma pessoa , um empregado de topo, um administrador de bancos e de "Holdings" que tem a certeza que nada de grave se passa no seu banco? Vá digam-me!
Vocês que sempre me explicam como é a vida, agora digam-me!
Digam-me como é que um Conselheiro de Estado, que tem a certezinha absoluta que todas as contas que viu , escrutinou e assinou, estavam mais certas que a morte e os impostos, digam-me lá se não deve ir de imediato ao BdP e falar com o responsável da supervisão bancária e garantir-lhe do seu sono tranquilo? Só pode!
Aliás, é ir ao BdP e ver a fila de outros administradores, claro, uns mais inocentes que outros, que lá vão, insistir e jurar que nos bancos deles a coisa não podia estar mais risonha.
Manuel Dias Loureiro pode estar descansado, cumpriu o seu dever e é um homem inocente!
A propósito, terminou aqui há pouco, uma RGE ( Reunião Geral de Embarcadiços, para quem ainda não conhece os termos marítimo-sindicais), em que determinaram o reforço da nossa prancha de saltos a estibordo, que andava a ficar um bocado gasta com tanto tráfego. Ou tráfico?
Já não sei!
O que sei é que Manuel Dias Loureiro é um homem inocente.

quinta-feira, novembro 20, 2008

Vale a pena lutar!

Pode parecer uma provocação e é-o, de facto.
A luta levada a cabo pela Ministra da Educação ao longo destes últimos dias, a sua capacidade para explicar, para argumentar, e para ao mesmo tempo lutar por uma Escola Pública mais forte e que melhor sirva os portugueses, não está ao alcance de qualquer um.
E muito menos de qualquer uma.
A sua fibra não desmerece dos seus objectivos
A duríssima prova que constituiram estes três últimos dias de trabalho sério e de serviço ao País só pode ser motivo de grande aplauso e do respeito dos portugueses.
E terminou a Grande Entrevista com a Judite de Sousa, que roçou um julgamento de um celerado, e terminou, dizendo que considera apenas que esta fase, esta luta, está longe de ter terminado. e que vale a pena lutar!
Vale a pena lutar quando se tem a certeza da própria honestidade e do caminho traçado, mesmo quando é estreito e está armadilhado.
Força, Srª Ministra, vai colher muitos apoios essa sua determinação e coragem!

Bom, parece que afinal um já foi preso. Agora que fale !

Segundo o Público on-line:
José Oliveira e Costa detido por suspeita de burla agravada e fraude fiscal
José Oliveira Costa, fundador do grupo Sociedade Lusa de Negócios, que integra o BPN, foi detido hoje na sequência de duas buscas domiciliárias feitas a uma quinta que possui na zona do Cartaxo e a uma residência em Lisboa, por suspeita de burla agravada, falsificação de documentos, fraude fiscal e branquemento de capitais numa das investigações pendentes no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).

Também informa que Manuela Ferreira leite o que quer é um Inquérito Parlamentar. Dá-me ideia de que têm resolvido muita coisa e de forma ágil! Parece-me mais uma excelente ideia !
A semana está a correr-lhe de feição!

Agora uma coisa completamente diferente: A Livraria Byblos encerrou hoje sem mais aquelas !

Dando andamento ao que Manuela Ferreira Leite exigiu há dois dias, os donos da Livraria Byblos simplesmente encerraram hoje a empresa e enviaram todo o contencioso i.e., dívidas a SS, Finanças, Fornecedores e Trabalhadores para as mãos do Tribunal de Falências.
Fontes bem informadas confidenciaram-nos que aguardam agora o tal subsídio e apoio psicológico prometida pela lider do PSD aos donos das empresas que encerrem.
Parece-me bem, como início de campanha eleitoral.
O PR deve estar todo contente com os efeitos conseguidos por MFL em apenas dois dias!

O SPGL a intimidar os professores

O SPGL está a enviar a todos os professores de quem possui ( como?) o endereço de email, o seguinte texto:

E depois os jornais vêm dizer que é o Ministério da Educação que anda a pressionar os professores convidando-os a enviar os seus objectivos individuais via internet...

Em Portugal os professores andavam todos satisfeitos, não era? Só o País é que não saía da cepa torta!

Até serem confrontados com a necessidade de olharem a Escola Pública, de se responbsabilizarem junto da sociedade, dos pais e do Estado, pelos resultados que por acaso eram os piores de toda a UE, os nossos professores andavam todos contentes. A "avaliação" do seu desempenho nada tinha a ver com resultados, até era inversamente aplicada: Quanto piores os resultados, mais e melhores condições tinham de salário, de proximidade, de formação, de horários reduzidos, de regime de faltas, etc. Numa palavra , de carreira!
E isto quando apenas estamos a discutir o percurso dos alunos até ao 9º ano!
Se o discutirmos o assunto, e se compararmos os investimentos até às licenciaturas, então, a par de um tremendo susto, vamos ter muitos mais professores nas ruas a clamar contra as investidas do Governo e a pedir a queda de todo ele.
Esta é a realiade de um País consecutivamente adiado e que não tem brio nem vergonha na cara.
É ver o que se passa em Espanha , mas já ao nível das preocupações sobre o Ensino superior e profissional:
In 20 minutos:
Gobierno y Comunidades Autónomas aprobaron este jueves un paquete de doce medidas para reducir el abandono escolar a la mitad antes de que termine el año 2012.
"España necesita que, de aquí a 2012, que 570.000 jóvenes más estudien más allá de la educación obligatoria para que tengan un futuro más próspero y para acercarnos a la media de los países europeos", dijo la ministra de Educación, Política Social y Deporte, Mercedes Cabrera.
España necesita que 570.000 jóvenes más estudien más allá de la educación obligatoria
El ministerio tiene previsto destinar 121 millones de euros en 2009 para rebajar las cifras actuales, que indican que el 31% de los jóvenes españoles entre 18 y 24 años no sigue estudiando más allá de la educación obligatoria, frente al 14,8% de la UE 27. La ministra ha pedido a los consejeros que fijen objetivos de reducción del abandono en cada uno de sus territorios.
La primera acción será aumentar la oferta de plazas de Programas de Cualificación Profesional Inicial (PCPI, dirigidos a que mayores de 16 que no tienen la ESO aprendan una profesión en lugar de abandonar. Además, las comunidades aumentarán la oferta de enseñanzas de formación profesional de grado medio, de artes plásticas y diseño y de enseñanzas deportivas.
Una educación personalizada y apoyo a las familias
Según informa el ministerio en una nota de prensa informativa, se desarrollarán programas de formación del profesorado sobre técnicas de aprovechamiento del potencial de los alumnos, así como técnicas de diagnóstico precoz de las dificultades, atención educativa y seguimiento de estudiantes en riesgo de abandono educativo temprano.
Por otra parte, se crearán centros de apoyo familiar o "escuelas de padres", que fomenten una mayor implicación en la educación de los hijos, así como la colaboración de las administraciones con las asociaciones de padres y madres.
Las nuevas tecnologías, claves
Cabrera se ha comprometido a impulsar las nuevas tecnologías en todos los ámbitos del sistema educativo, en especial para los menores de 25 años sin título. Para el próximo curso se creará una Plataforma Virtual para estudiar Formación Profesional de grado medio y superior a distancia."

Senhora Ministra Maria de Lurdes Rodrigues, não desista de levar por diante as reformas necessárias a tirar Portugal do caixote do lixo da UE! Doa a quem doer!
Aqueles que não estiverem disponíveis para melhorar a Escola Pública, devem tirar daí as consequências. Não precisamos deles!

Outros falsários ou da necessidade da intervenção da Justiça

Segundo o insuspeito Público de hoje, primeira notícia :
Accionistas do BPN demitiram-se da Comissão Política do PSD

segunda notícia:
Menezes lembra críticas “ameaçadoras” por querer avançar com inquérito à supervisão bancária .

Sobre a primeira, julgo poder afirmar que o ambiente agradece.
Já sobre a segunda, agradecia que a PGR o intimasse a prestar declarações e a colaborar com a Justiça.

É que isto de grados responsáveis políticos, continuarem a ser tratados como irresponsáveis, como atrasados mentais, não é muito abonatório da sanidade geral do ambiente.

A democracia de sentido único ou a estória do falsário

A populista ideia de Manuel Alegre de que as estruturas sindicais estão acima das críticas e dos aborrecimentos, só pode inscrever-se numa ideologia simplista de populismo de esquerda - o que quer que isso seja ! - mas que não serve a Democracia tal como é preticada na maioria dos países:
Os governos são eleitos e depois têm legitimidade para aplicar o seu programa. Se a cada passo o seu programa tiver de ser sufragado pelas respectivos destinatários, quaisquer que sejam, é a democracia que fica diminuída e em ponto morto, a aguardar a ratificação casuística.
Acusar a Ministra de Educação de arrogância e de teimosia é o mesmo que perorar sobre o carácter molhado da chuva. É que o programa de Governo que elegeu Manuel Alegre e lhe confere o direito a substanciais réditos de que não abdica!, diz expressamente:
" Programa de Governo do XVII Governo Constitucional, no Capitulo II:(...)Enraizar em todas as dimensões do sistema de educação e formação a cultura e a prática da avaliação e da prestação de contas. Avaliação do desempenho dos alunos e do currículo nacional, avaliação dos educadores e professores, avaliação, segundo critérios de resultados, eficiência e equidade, das escolas e dos serviços técnicos que as apoiam"
Outrossim, que dizer da arrogância insultuosa e descabelada dos professores e da Fenprof que exige não só a suspensão imediata da Avaliação como a demissão de toda a equipa ministerial??
E, o que é que se diria por essa melindrosa comunicação social fora, e pelos delegados da direita e da esquerda irresponsável, caso algum dia um ministro exigisse de um sindicato, que se demitissem os seus orgão dirigentes? Que abandonassem a sua ideologia ?
Apenas se lhes exige que negoceiem e respeitem depois o que firmaram em Acordos há meia dúzia de meses!
Tem graça que nunca ouvi a Srª Ministra ( que é assim que um Homem se tem de se lhe dirigir!), apesar de provocada ao limite, nem ser defendida por Manuel Alegre, nem exigir que os dirigentes sindicais se demitissem.
Quem é o arrogante, o teimoso e o falsário?