domingo, março 01, 2009

Afinal...era o Programa do PS !

Jerónimo de Sousa, num daqueles arrobos que lhe conhecemos, acusa o PS de ter faltado ao prometido no seu programa de Governo e até, pasme-se, de nem a redução do défice ter durado o suficiente...
Curioso, não me recordo do PCP ter alguma vez aplaudido, ou vagamente apoiado, as medidas de que agora se sente orfão...
Afinal JS o que queria mesmo, era a realização pura e dura do programa do PS!

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Ordenado Máximo. Precisa-se

Numa situação como a que atravessamos em Portugal vai ser preciso reduzir salários muito em breve.
E a meio de um panorama de grande desigualdade social só uma redução de rendimentos das classes mais ricas pode ser feita, sem agravar o fosso que separa os que têm muito, dos outros, que vivem no limiar da pobreza.
É urgente acabar com o regabofe dos que têm quatro, cinco, dez empregos, e outros tantos ordenados, enquanto o número de desempregados não cessa de aumentar.
Como também é urgente criar um Ordenado Máximo verdadeiramente controlado.
Esta não é uma crise de que se saia por um toque de mágica, e todas as medidas possíveis, são e serão insuficientes, qualquer que seja o Governo que saia das eleições.
Quem disser que tem uma gaveta de soluções, não fala verdade.
O que é preciso, é mais uma gaveta de seriedade.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

O Génesis contado às criancinhas

"In the beginning there was nothing.
God said, 'Let there be light!' And there was light. There was still nothing, but you could see it a whole lot better."
Ellen DeGeneres

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Agora já percebemos

As razões pelas quais Manuela Ferreira Leite - que era contra todas as Obras Públicas - afinal, agora só é contra o TGV, têm nome e apelido.
Venha lá o Aeroporto de Lisboa, a privatização da ANA, e a exploração privada do aeroporto Francisco Sá Carneiro...
Belmiro de Azevedo parece apostado no derrube do governo do PS e na exploração da BA -Belmiro Airways...

A falta de vergonha e as campanhas que se seguem

O Correio da Manhã, também conhecido por ser um tabloide sem qualquer ponta de responsabilidade ou de vergonha, prossegue a sua campanha contra este governo e contra o PS

terça-feira, fevereiro 10, 2009

O Medo. Variações sobre o tema

Gostava de ter escrito isto:

O Medo
Parece que, a avaliar pelos relatos da imprensa, há gente «com medo» no PS e pessoas que prezam que haja «medo no PS». Ambas as posições não merecem muito crédito. O medo, em democracia, combate-se falando alto e bom som, coisa que não se podia fazer durante a ditadura, com imprensa silenciada. Se é medo de «perder o emprego», talvez aconteça que o emprego tenha sido oferecido em troca de silêncio (regra de ouro do sistema «job for the boys»), e deve (num rasgo de coragem pessoal, muito admirável) denunciar-se publicamente, mesmo se se perder o emprego (logo veremos); se é medo de violência física, tipo «eles batem-me pela calada da noite» ou «dão-me um tiro no joelho», pois que se denuncie abertamente, publicamente, diante do Presidente, do PGR, da imprensa -- com provas, papéis, documentos, ameaças visíveis e invisíveis. Quem está aí, entre gente crescida, que tenha medo? Medo de não ter subsídio ou dos chefes na repartição? Medo de Augusto Santos Silva? Que mariquinhas.
O medo é um dos inimigos da democracia; deve combater-se com dignidade e voz à altura. Apregoar aos sete ventos que «estou cheio de medo» não é uma garantia do denunciante; é uma amostra de mariquice. Medo? Não me lixem. Se têm medo, falem.
FJV

O que faz falta

É tomar as medidas de esquerda que aqui referi e, talvez até, acentuá-las e deixar os Antónios Borges, os Jerónimos e os Louçãs a milhas de distância e no terreno que tanto estimam: O pátio das cantigas.
É preciso e urgente limitar o número e o valor de empregos e das pensões, per capita.
É indispensável proceder a uma melhor redestribuição da riqueza nacional.
Limitar os ordenados escandalosos, seja de barões da política, dos grandes industriais ou de banqueiros.
Que os muitoricos tenham taxas sobre os seus rendimentos capazes de permitir o funcionamento das políticas de apoio social e de promoção da Escola Pública.
Torna-se indispensável oferecer produtos de rendimento garantido a quem tem poupanças ou as faça regressar ao País. Os emigrantes não podem continuar a ser enganados e a construir casas que nunca ninguém habitará e cujo investimento é puro desperdício, sem qualquer retorno.
Portugal tem que se constituir em paraíso fiscal para os seus emigrantes.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Xenofobia em tamanho grande

A D. Manuela que disse e repetiu que as Obras Públicas programadas pelo Governo serviriam apenas para "resolver o problema do desemprego de Cabo-Verde e da Roménia", o que é que tem a agora a dizer quando o Gordon Brown correu com os poprtugueses que tentavam arranjar um emprego em Inglaterra?
Quando os portugueses são humilhados, o que é o PSD propõe?
Que as Obras Públicas se façam aonde?
Talvez agora o PSD perceba quais as consequências de se ser oportunista e irresponsável.

Reformas? Só na casa dos outros! Como cá!

Como cá, o grande capital está para os mais desprotegidos como a cobra capelo para o ratinho do campo:

VATICANADAS OU VATICANICES ?

Por José Saramago:

Vaticanadas

Ou vaticanices. Não suporto ver os senhores cardeais e os senhores bispos trajados com um luxo que escandalizaria o pobre Jesus de Nazaré, mal tapado com a sua túnica de péssimo pano, por muito inconsútil que tivesse sido e certamente não era, sem recordar o delirante desfile de moda eclesiástica que Fellini, genialmente, meteu em Oito e Meio para seu e nosso gozo.
Estes senhores supõem-se investidos de um poder que só a nossa paciência tem feito durar. Dizem-se representantes de Deus na terra (nunca o viram e não têm a menor prova da sua existência) e passeiam-se pelo mundo suando hipocrisia por todos os poros.
Talvez não mintam sempre, mas cada palavra que dizem ou escrevem tem por trás outra palavra que a nega ou limita, que a disfarça ou perverte.
A tudo isto muitos de nós nos havíamos mais ou menos habituado antes de passarmos à indiferença, quando não ao desprezo.
Diz-se que a assistência aos actos religiosos vem diminuindo rapidamente, mas eu permito-me sugerir que também serão em menor número até aquelas pessoas que, embora não sendo crentes, entravam numa igreja para disfrutar da beleza arquitectónica, das pinturas e esculturas, enfim de um cenário que a falsidade da doutrina que o sustenta afinal não merece.
Os senhores cardeais e os senhores bispos, incluindo obviamente o papa que os governa, não andam nada tranquilos.
Apesar de viverem como parasitas da sociedade civil, as contas não lhes saem.
Perante o lento mas implacável afundamento desse Titanic que foi a igreja católica, o papa e os seus acólitos, saudosos do tempo em que imperavam, em criminosa cumplicidade, o trono e o altar, recorrem agora a todos os meios, incluindo o da chantagem moral, para imiscuir-se na governação dos países, em particular aqueles que, por razões históricas e sociais ainda não ousaram cortar as sujeições que persistem em atá-los à instituição vaticana.
Entristece-me esse temor (religioso?) que parece paralisar o governo espanhol sempre que tem de enfrentar-se não só a enviados papais, mas também aos seus “papas” domésticos.
E digo ainda mais: como pessoa, como intelectual, como cidadão, ofende-me a displicência com que o papa e a sua gente tratam o governo de Rodriguez Zapatero, esse que o povo espanhol elegeu com inteira consciência. Pelos vistos, parece que alguém terá de atirar um sapato a um desses cardeais."

Nota deste bloger: Que pena que o Saramago não dedique um pequeno texto ao que aqui se passa, à campnha negra contra o governo que também aqui foi eleito com maioria absoluta. Fazia-nos falta um intelectual do seu quilate para nos compensar das banalidades e obscenidades dos Silvas, dos Crespos, dos Dias Loureiros..., dos Rebelos, dos Jardins, e dos presidentes dos automóveis -clubes...

domingo, fevereiro 08, 2009

Um coelho + outro coelho...

Palavra que não estava preparado, nem estou, para esta novíssima reprodução assistida....
Então dois coelhos, dão coelhinhos?
Santo António nos defenda!

sábado, fevereiro 07, 2009

Suicídio assistido

O BE não passa, actualmente, do partido sombra do Manuel Alegre.
Com uma diferença: O Manuel Alegre não tem qq proposta para o País real. É só diálogo, mais democracia e mais diálogo.
O BE, não, o BE tem uma proposta. De rir!
Despedimentos autorizados, nas empresas sem resultados, em plena crise, serviria de vacina, por muitos anos, caso fosse posta em vigor.
Vacina contra os disparates de quem não passa de idiotas úteis!
Isto é o que se chama de uma proposta de "suicídio assistido"

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Como se deve lidar com a reacção

ou o que o PS tem que fazer para os derrotar em toda a linha


Manual de procedimentos:


  1. Freeport:

    Exigir que o PR, o PGR e o MP se ponham de acordo sobre as investigações, a letra da Lei, as violações do Segredo de Justiça, a audição de testemunhas e a pronúncia de despachos, sejam acusatórios ou de arquivamento dentro de um prazo razoável de, digamos, três meses. A continuada falta de respeito pela presunção de inocência não deve ser tolerada e devem ser responsabilizados os seus autores, sejam orgãos de soberania, jornalistas ou comentadores de serviço.




  2. Que a cada insulto ou insinuação corresponda um desmentido e repúdio formal e sem margem para dúvidas. Por outras palavras é preciso fazer cair as máscaras aos mascarados, tipo Mário Crespo...


  3. Reforma do Estado/Apoios sociais:

    Que o PS proponha de imediato uma série de medidas de carácter social e de esquerda, doa a quem doer ou afecte os interesses de quem quer que seja, a saber:




  4. Pura a simples proibição do pagamento, por um período mínimo de 4 anos de todos os rendimentos, pensões e salários que excedam os 7.500€ por mês x 14 meses, por ano.




  5. Todo o excedente a que o titular tivesse direito, independentemenete da sua origem, e deduzidos dos impostos aplicáveis, deveria ser transformado em títulos do Tesouro, de renda fixa, não transacionáveis, nominais, e a pedido do interessado, e que seria públicado no site do Ministério da Finanças. Títulos que beneficiariam, no período de imobilização de 4 anos, de correcção a que corresponderia a taxa de inflação verificada nesse período e que seriam rebatidos, por sorteio, no final do 4º, 5º e 6º anos de imobilização, à razão de 1/3 por ano.




  6. Independentemente do valor dos rendimentos acima mencionados, e da sua origem, seria sempre aplicável uma taxa máxima de IRS de 50% sobre tudo que exceda os referidos 7.500.00€ mensais x 14 meses, anuais.




  7. Aumento das pensões e do salário mínimo mensal dos funcionários públicos para os 500.00€, com início em 1 de Março próximo




  8. Aumento de 5% no salário todas as forças de segurança, PSP, GNR, PJ e Forças Armadas para todos os vencimentos até aos 1500.00€ mensais. Os restantes funcionários públicos teriam o aumento previsto de 2,9%




  9. Admissão dos professores necessários ao funcionamento de todas as Escolas das 8:00h até às 19:00h com início em Junho, até ao 9º ano, sem interrupção para férias, e com todas as valências a funcionar, tais como alimentação gratuíta e apoio docente extra-curricular. Com activa participação das Ass. de Pais e das Autarquias




  10. Lançamento de mais 200 creches com horário alargado que permitam aos pais organizar uma vida profissional de forma tranquila.




  11. Contratação e imediata colocação de mais 1000 médicos e de 4.000 enfermeiros nos Centros de Saúde mais carenciados, por todo o País.




  12. Lançamento de todas as Obras públicas previstas para os próximos 4 anos, com a maior celeridade, e com o concomitante lançamento de um vasto plano de controlo de despesas públicas e de custos das OP.


  13. Implementação de uma vasta campanha de capitalização a nível interno e externo no sentido de captar as poupanças dos nossos emigrantes dirigindo-as para investimentos reprodutívos e criadores de riqueza, em vez da inútil construção de mais habitações que destroem a paisagem e criam zero de riqueza nacional.

sábado, janeiro 31, 2009

A quem não serve este sistema judicial?

Ao arrepio das teses da direita mais descabelada, das permanentes teorias da conspiração dos media que "suportariam" o governo do PS, aí estão os mais zelosos próceres em busca da prova última da sua independência, como que jogados por mãos invisiveis. Não se trata de mãos invisíveis nem de desconhecidos inimigos do PS e deste Governo.
Trata-se mesmo do sistema da justiça e dos interesses que o PS perturbou.
Qual independência jornalística, qual nada!
Para que conste, ontem a RTP1 esteve em directo com Londres, mais de 15m, em permanente violação do segredo de justiça, e do tal sistema judicial de liberdades e garantias.
Quais garantias, qual nada!
E esteve a violar o segredo de justiça apenas pelo prazer de destruir a reputação do 1º Ministro.
Nada acrescentou de factual ou de interessante para a descoberta da verdade e para nosso esclarecimento. ( Mesmo que isso não fosse ofensa ao segredo de justiça...)
Pergunto-me para que é que ainda temos polícias e tribunais e ministério público?
Acho que estamos a caminho da segurança privada, dos julgamentos em praça pública e do ministério popular.
Neste momento são dois os objectivos: Destruir este governo e demonstrar à opinião pública como é independente e justiceira esta imprensa.
Não é preciso nenhuma bola de cristal para descobrir que, ambos, servem apenas a direita mais reaccionária e ululante. E para atirar para o caixote do lixo, definitivamente, este sistema judicial.
Porquê?

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Dois jornalismos, duas realidades

Aqui em Portugal é o Governo que é criticado por tentar salvar os bancos com seguros de crédito e com avales...Nos EUA vão ser precisos 4 Triliões de US$ para salvar a economia real...
Enquanto nos EUA da América o Presidente critica as vigarices e oportunismos dos banqueiros, aqui em Portugal a imprensa, se por um lado silencia os desmentidos ouvidos na Comissão de inqérito ao BPN, organiza uma campanha suja que visa desmobilizar o Governo e menorizar as medidas de apoio à sociedade e à economia, quase em pedaços.
A quem serve e donde vem esta nacional-flagelação?
Ontem a jornalista queria mesmo saber se o Sócrates estava para se demitir...em vez de governar e de tudo fazer para evitar o afundanço da economia.



Despite crippling losses, multibillion-dollar bailouts and the passing of some of the most prominent names in the business, employees at financial companies in New York, the now-diminished world capital of capital, collected an estimated $18.4 billion in bonuses for the year.

That was the sixth-largest haul on record, according to a report released Wednesday by the New York State comptroller.

While the payouts paled next to the riches of recent years, Wall Street workers still took home about as much as they did in 2004, when the Dow Jones industrial average was flying above 10,000, on its way to a record high.

Some bankers took home millions last year even as their employers lost billions

Tira-se a tampa á sarjeta e...lá está

a sujeira do nosso descontentamento

"In Câmara Corporativa, Miguel Abrantes", com sua licença:

Há por aí alguma confusão, Rodrigo, o que é natural em resultado do bombardeamento a que todos vimos sendo sujeitos.
Com efeito, parece que há uma investigação em curso, a qual estará sujeita ao segredo de justiça.
Já a ocorrência dos “encontros da Aroeira” foi comprovada em tribunal.
Assim como no mesmo julgamento se comprovou ter havido uma conspiração entre gente da polícia, do jornalismo e da política. A sentença já transitou em julgado (não estando em segredo de justiça).Indo directo à pergunta do Rodrigo, podemos ver referidos os “encontros da Aroeira”, por exemplo, aqui:
“Em Janeiro de 2005, Armando Carneiro, presidente da administração da Euronoticias, proprietária da revista Tempo, junta na sua casa de Aroeira o inspector Torrão, o antigo chefe de gabinete de Santana Lopes Miguel Almeida, o advogado José Dias, que trabalhou no escritório de Rui Gomes da Silva, ex-ministro adjunto e ministro dos Assuntos Parlamentares do Governo de Santana Lopes, e o jornalista Vítor Norinha. Segundo Torrão, todos eram seus informadores. Realizou-se, depois, outra reunião com a inspectora Carla Gomes, titular do processo.”E se o Rodrigo quiser saber mais sobre a conspiração, pode também ler esta descrição deliciosa [com carros do primeiro-ministro da época à mistura e tudo]:
O empresário Armando Jorge Carneiro revelou hoje em tribunal que, em 2005 e antes das legislativas, levou Miguel Almeida, ex-chefe de gabinete de Santana Lopes, a jantar com uma inspectora da PJ que acompanhava o "caso Freeport".(…)O ex-presidente do Conselho de Administração da revista "Tempo" contou em tribunal que o primeiro contacto que teve com José Torrão (…) ocorreu, em Janeiro de 2005, na sua casa na Aroeira, tendo o ora arguido sido-lhe apresentado pelo advogado Bello Dias.Questionado pelo juiz sobre o número de contactos que manteve com elementos da PJ de Setúbal em Janeiro e Fevereiro de 2005, incluindo encontros com a inspectora Carla Gomes e o inspector Peixoto, Armando Jorge Carneiro contabilizou seis, mas tentou negar que essas reuniões tivessem como motivação o "caso Freeport".Num dos encontros com a inspectora, num bar em Setúbal, o empresário admitiu que entregou já perto da meia-noite, a pedido desta, um exemplar daquele que seria a manchete, no dia seguinte, do semanário "O Independente", sobre o "caso Freeport", em que se falava de um mandado de busca e em que aparece na primeira página a fotografia de José Sócrates.O empresário teve dificuldades em explicar porque razão decidiu levar Miguel Almeida, actual deputado do PSD e figura próxima de Santana Lopes (à data primeiro-ministro) a jantar, em Setúbal, com a inspectora da PJ, alegando que nessa dia estava muito cansado e pediu àquele seu amigo para conduzir.No jantar, onde o ex-chefe de gabinete de Santana Lopes foi apresentado como "Miguel", a testemunha revelou que a inspectora da PJ se mostrou "stressada" , "nervosa" e com receio de estar a ser alvo de vigilância ou perseguição, pois via carros suspeitos.Miguel Almeida terá explicado que se fossem carros do SIS (Sistema de Informações e Segurança) estes teriam necessariamente matrícula registada na Direcção-Geral do Património.A procuradora do Ministério Público quis saber se a testemunha tinha ligações a partidos políticos, ao que este disse que não, dizendo porém que na adolescência militou na Juventude Centrista (JC).Quando aos políticos que conhece melhor pessoalmente, a testemunha indicou Pedro Pinto e Santana Lopes (PSD), bem como Paulo Portas (CDS/PP) e Manuel Monteiro, antigo líder da JC e do CDS/PP. Quanto a Miguel Almeida disse ser "visita de sua casa".Destes, assegurou que só trocou impressões sobre o "caso Freeport" com Miguel Almeida e que nunca acompanhou muito de perto o lado jornalístico das investigações, que estava a cargo de Victor Norinha e de outros membros da equipa redactorial da extinta revista "Tempo".No decurso da audiência e em resposta a uma pergunta do juiz, Armando Jorge Carneiro admitiu que, no decurso deste caso, estabeleceu contacto com um amigo que tinha no SIS, porque suspeitava que estava a ser vigiado por carros que pensava ser da PJ ou do próprio SIS, tendo anotado o número das matrículas.Segundo disse, o amigo do SIS ter-lhe-á garantido que os carros "eram da Presidência do Conselho de Ministros" [era então Santana Lopes primeiro-ministro].
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Nota do copista: O título a sujeira... é meu. Apanhei-a por aí!

quinta-feira, janeiro 29, 2009

A Portuguesa, outra vez!

Já estou calejado com assassínios mais ou menos a frio.
Já os vi em directo e em diferido.
Com maior ou menor precisão e pontaria.
Aquilo a que estamos a ser sujeitos com o desenterrar de esqueletos e com insinuações tornadas conserva de múmias, é que me suscita a maior das revoltas.
O que esta imprensa de sarjeta está fazer ao País não tem nome, nem paralelo.
E digo, ao País, já que o 1º Ministro, defender-se-á da forma que melhor lhe aprouver e com os meios que a Justiça lhe permitir.
O que estão ao fazer, atabalhoadamente diga-se, é a montagem talvez até internacional duma armadilha sobre a honra e sobre a personalidade que mais tem lutado para tirar o País do círculo vicioso da ignorância, do desemprego, do "nacinal-não-te-rales" e da "patriótica-inveja"!
?Quem beneficia da destruição do melhor governo que Portugal já teve, não sei desde quando?
Quais foram os inimigos prejudicados nos seus interesses por este governo?
Neste momento, até se servem da inesperada ajuda da superioridade moral ( que por acaso não reconheço!) de uns tais ingleses, que sempre nos trataram abaixo de cão!
Tudo serve a esta campanha e a esta gente!
É preciso fazer-lhes frente.
Desmascará-los!
Contra os canhões, marchar, marchar!

domingo, janeiro 25, 2009

O arquivo morto da PGR

Instado pela imprensa, o PGR declarou que o Processo da FreePort se encontrava "completamente parado e só com a intervenção da Direcção do DIAP é que foi "reiniciado".
Não será caso para perguntar ao Sr. PGR :
- Qual a explicação que encontrou para essa imobilização de vários anos?
- Quem são os responsáveis e que medidas propõe para a sua punição?
É que me parece insufiente que declare tais coisas àcerca de Serviços que dependem de si e acrescente que ninguém está acima da Lei, excluindo-se a si próprio dessa subordinação:
Quanto ao respeito pela norma do Segredo de Justiça dá ideia que acaba de o enviar para o arquivo morto.
Ficamos a aguardar os próximos desenvolvimentos já que em ano de eleições não consta que esse instituto Jurídico melhore de saúde...
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Este post foi publicado e depois foi mais tarde editado por mim; como não tenho satisfações a dar sobre os meus humores, até posso mudar de ideias um dia...
O Sartre é que dizia que, imóveis são as pedras.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

E a gafe foi de tal ordem, que Obama teve que repetir o juramento de posse...

Num acerimónia de apenas alguns segundos, repetiu-se o texto do juramento de fidelidade á Constituição, mas agora sem a Bíblia que, essa, já tinha voltado para o Museu do Capitólio...
Obama continua original:



E a gafe, a meias com o Juiz Roberts, foi esta: