quarta-feira, setembro 23, 2009

MFL, the best of ou o disparate assumido!


Não sei se é para rir ou para temer!
Mas fica para a história do insólito, do maquiavélico e do inusitado!

Porque é que os media portugueses asfixiaram este texto?

A asfixia deste texto pelos media mais importantes, em Portugal, teve a mesma motivação que levou muitos fundamentalistas, racistas, evangelistas e sectários americanos a proibir os seus filhos de sequer ouvir o que o Presidente Obama tinha a dizer sobre a Escola, fosse ela pública ou privada!
É a mesma asfixia que anda por aí à solta a maquinar inventonas contra a democracia e o legítimo Governo do País!
São por acaso os mesmos que se alimentam do medo e que nos tentam desmoralizar com uma tal "asfixia democrática".

Discurso de Obama aos estudantes americanos:

"Sei que para muitos de vocês hoje é o primeiro dia de aulas, e para os que entraram para o jardim infantil, para a escola primária ou secundária, é o primeiro dia numa nova escola, por isso é compreensível que estejam um pouco nervosos.
Também deve haver alguns alunos mais velhos, contentes por saberem que já só lhes falta um ano.
Mas, estejam em que ano estiverem, muitos devem ter pena por as férias de Verão terem acabado e já não poderem ficar até mais tarde na cama.
Também conheço essa sensação. Quando era miúdo, a minha familia viveu alguns anos na Indonésia e a minha mãe não tinha dinheiro para me mandar para a escola onde andavam os outros miúdos americanos. Foi por isso que ela decidiu dar-me ela própria umas lições extras, segunda a sexta-feira, às 4:30 da manhã.
A ideia de me levantar àquela hora não me agradava por aí além.
Adormeci muitas vezes sentado à mesa da cozinha. Mas quando eu me queixava a minha mãe respondia-me: "Olha que isto para mim também não é pera doce, meu malandro."
Tenho consciência de que alguns de vocês ainda estão a adaptar-se ao regresso às aulas, mas hoje estou aqui porque tenho um assunto importante a discutir convosco. Quero falar-vos da vossa educação e daquilo que se espera de vocês neste novo ano escolar.
Já fiz muitos discursos sobre educação, e falei muito de responsabilidade. Falei da responsabilidade dos vossos professores de vos motivarem, de vos fazerem ter vontade de aprender.
Falei da responsabilidade dos vossos pais de vos manterem no bom caminho, de se assegurarem de que fazem os trabalhos de casa e não passam o dia à frente da televisão ou a jogar com a Xbox.
Falei da responsabilidade do vosso governo de estabelecer padrões elevados, de apoiar os professores e os directores das escolas e de melhorar as que não estão a funcionar bem e onde os alunos não têm as oportunidades que merecem.
No entanto, a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades. Se não forem às aulas, se não prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos e não trabalharem duramente, como terão de fazer se quiserem ser bem sucedidos.
E hoje é nesse assunto que quero concentrar-me: na responsabilidade de cada um pela sua própria educação.
Todos vocês são bons em alguma coisa. Não há nenhum que não tenha alguma coisa a dar. E é a cada um que cabe descobrir do que se trata. É essa oportunidade que a educação vos proporciona.
Talvez tenham a capacidade de ser bons escritores - suficientemente bons para escreverem livros ou artigos para jornais -, mas se não fizerem o trabalho de Inglês podem nunca vir a sabê-lo. Talvez sejam pessoas inovadoras ou inventores - quem sabe capazes de criar o proximo iPhone ou um novo medicamento ou vacina -, mas se não fizerem o projecto de Ciências podem não vir a percebê-lo.

Talvez possam vir a ser presidentes de Câmaras ou senadores, ou juizes do Supremo Tribunal, mas se não participarem nos debates dos clubes da vossa escola podem nunca vir a sabê-lo.
No entanto, escolham o que escolherem fazer com a vossa vida, garanto-vos que não será possível a não ser que estudem. Querem ser médicos, professores ou policias? Querem ser enfermeiros, arquitectos, advogados ou militares? Para qualquer dessas carreiras é preciso ter estudos. Não podem deixar a escola e esperar arranjar um bom emprego. Terão de trabalhar, estudar, aprender para isso.
E não é só para as vossas vidas e para o vosso futuro que isto é importante. 0 que fizerem com os vossos estudos vai decidir nada mais nada menos que o futuro do nosso País. Aquilo que aprenderem na escola agora, vai decidir se enquanto País estaremos à altura dos desafios do futuro.
Vão precisar dos conhecimentos e das competências que se aprendem e desenvolvem nas ciências e na matemática para curar doenças como o cancro e a sida e para desenvolver novas tecnologias energéticas que protejam o ambiente. Vão precisar da compreenção e do sentido critico que se desenvolvem na história e nas ciências sociais para que deixe de haver pobres e sem-abrigo, para combater o crime e a discriminação e para tornar o nosso País mais justo e mais livre. Vão precisar da criatividade e do engenho que se desenvolvem em todas as disciplinas para criar novas empresas que criem novos empregos e desenvolvam a economia.
Precisamos que todos vocês desenvolvam os vossos talentos, competências e intelectos para ajudarem a resolver os nossos problemas mais dificeis. Se não o fizerem - se abandonarem a escola -, não é só a vocês mesmos que estão a abandonar, é ao vosso País.
Eu sei que não é fácil ter bons resultados na escola. Tenho consciência de que muitos têm dificuldades na vossa vida que dificultam a tarefa de se concentrarem nos estudos. Percebo isso, e sei do que estou a falar. 0 meu pai deixou a nossa familia quando eu tinha dois anos e fui criado só pela minha mãe, que teve muitas vezes dificuldade em pagar as contas e nem sempre nos conseguia dar as coisas que os outros miúdos tinham. Tive muitas vezes pena de não ter um pai na minha vida. Senti-me sozinho e tive a impressão que não me adaptava, e por isso nem sempre conseguia concentrar-me nos estudos como devia. E a minha vida podia muito bem ter dado para o torto.
Mas tive sorte. Tive muitas segundas oportunidades e consegui ir para a faculdade, estudar Direito e realizar os meus sonhos. A minha mulher, a nossa primeira-dama, Michelle Obama, tem uma história parecida com a minha. Nem o pai nem a mãe dela estudaram e não eram ricos. No entanto, trabalharam muito, e ela própria trabalhou muito para poder frequentar as melhores escolas do nosso pais.
Alguns de vós podem não ter tido estas oportunidades. Talvez não haja nas vossas vidas adultos capazes de vos dar o apoio de que precisam. Quem sabe se não há alguém desempregado e o dinheiro não chega. Pode ser que vivam num bairro pouco seguro ou os vossos amigos queiram levar-vos a fazer coisas que vocês sabem que não estão bem.
Apesar de tudo isso, as circunstâncias da vossa vida - o vosso aspecto, o sítio onde nasceram, o dinheiro que têm, os problemas da vossa familia - não são desculpa para não fazerem os vossos trabalhos nem para se portarem mal. Não são desculpa para responderem mal aos vossos professores, para faltarem às aulas ou para desistirem de estudar. Não são desculpa para não estudarem.
A vossa vida actual não vai determinar forçosamente aquilo que vão ser no futuro. Ninguém escreve o vosso destino por vocês. Aqui, nos Estados Unidos, somos nós que decidimos o nosso destino. Somos nós que fazemos o nosso futuro.
E é isso que os jovens como vocês fazem todos os dias em todo o País.
Jovens como Jazmin Perez, de Roma, no Texas. Quando a Jazmin foi para a escola não falava inglês. Na terra dela não havia praticamente ninguém que tivesse andado na faculdade, e o mesmo acontecia com os pais dela. No entanto, ela estudou muito, teve boas notas, ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Brown, e actualmente está a estudar Saúde Pública.
Estou a pensar ainda em Andoni Schultz, de Los Altos, na California, que aos três anos descobriu que tinha um tumor cerebral. Teve de fazer imensos tratamentos e operações, uma delas que lhe afectou a memória, e por isso teve de estudar muito mais - centenas de horas a mais - que os outros. No entanto, nunca perdeu nenhum ano e agora entrou na faculdade.
E também há o caso da Shantell Steve, da minha cidade, Chicago, no Illinois. Embora tenha saltado de familia adoptiva para familia adoptiva nos bairros mais degradados, conseguiu arranjar emprego num centro de saúde, organizou um programa para afastar os jovens dos gangues e está prestes a acabar a escola secundária com notas excelentes e a entrar para a faculdade.
A Jazmin, o Andoni e a Shantell não são diferentes de vocês. Enfrentaram dificuldades como as vossas. Mas não desistiram. Decidiram assumir a responsabilidade pelos seus estudos e esforçaram-se por alcançar objectivos. E eu espero que voces façam o mesmo.
É por isso que hoje me dirijo a cada um de vós para que estabeleçam os seus próprios objectivos para os seus estudos, e para que façam tudo o que for preciso para os alcançar. 0 vosso objectivo pode ser apenas fazer os trabalhos de casa, prestar atenção às aulas ou ler todos os dias algumas páginas de um livro. Também podem decidir participar numa actividade extracurricular, ou fazer trabalho voluntário na vossa comunidade. Talvez decidam defender miúdos que são vítimas de discriminação, por serem quern são ou pelo seu aspecto, por acreditarem, como eu acredito, que todas as crianças merecem um ambiente seguro em que possam estudar. Ou pode ser que decidam cuidar de voces mesmos para aprenderem melhor. E é nesse sentido que espero que lavem muitas vezes as mãos e que não vão às aulas se estiverem doentes, para evitarmos que haja muitas pessoas a apanhar gripe neste Outono e neste Inverno.
Mas decidam o que decidirem gostava que se empenhassem. Que trabalhassem duramente. Eu sei que muitas vezes a televisão dá a impressão que podemos ser ricos e bem-sucedidos sem termos de trabalhar - que o vosso caminho para o sucesso passa pelo rap, pelo basquetebol ou por serem estrelas de reality shows -, mas a verdade é que isso é muito pouco provável. A verdade é que o sucesso é muito difícil. Não vão gostar de todas as disciplinas nem de todos os professores. Nem todos os trabalhos vão ser úteis para a vossa vida a curto prazo. E não vão forçosamente alcançar os vossos objectivos à primeira.
No entanto, isso pouco importa. Algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo são as que sofreram mais fracassos. 0 primeiro livro do Harry Potter, de J. K. Rowling, foi rejeitado duas vezes antes de ser publicado. Michael Jordan foi expulso da equipa de basquetebol do liceu, perdeu centenas de jogos e falhou milhares de lançamentos ao longo da sua carreira. No entanto, uma vez disse: "Falhei muitas e muitas vezes na minha vida. E foi por isso que fui bem-sucedido."
Estas pessoas alcançaram os seus objectivos porque perceberam que não podemos deixar que os nossos fracassos nos limitem - temos de permitir que eles nos ensinem as suas lições. Temos de deixar que nos mostrem o que devemos fazer de maneira diferente quando voltamos a tentar. Não é por nos metermos num sarilho que somos desordeiros. Isso só quer dizer que temos de fazer um esforço maior por nos comportarmos bem. Não é por termos uma má nota que somos estúpidos. Essa nota só quer dizer que temos de estudar mais.
Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. Não entramos para a primeira equipa da universidade da primeira vez que praticamos um desporto. Não acertamos em todas as notas da primeira vez que cantamos uma canção. Temos de praticar. 0 mesmo acontece com o trabalho da escola. É possivel que tenham de fazer um problema de Matemática várias vezes até acertarem, ou de ler muitas vezes um texto até o perceberem, ou de fazer um trabalho várias vezes antes de poderem entregá-lo.
Não tenham medo de fazer perguntas. Não tenham medo de pedir ajuda quando precisarem. Eu todos os dias o faço. Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, é um sinal de força. Mostra que temos coragem de admitir que não sabemos e de aprender coisas novas. Procurem um adulto em quem confiem - um pai, um avô ou um professor ou treinador - e peçam-lhe que vos ajude.
E mesmo quando estiverem em dificuldades, mesmo quando se sentirem desencorajados e vos parecer que as outras pessoas vos abandonaram - nunca desistam de vocês mesmos. Quando desistirem de vocês mesmos é do vosso País que estão a desistir.
A história da América não é a história dos que desistiram quando as coisas se tornaram difíceis. É a das pessoas que continuaram, que insistiram, que se esforçaram mais, que amavam demasiado o seu País para não darem o seu melhor.
É a história dos estudantes que há 250 anos estavam onde vocês estão agora e fizeram uma revolução e fundaram este pais. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 75 anos e ultrapassaram uma depressão e ganharam uma guerra mundial, lutaram pelos direitos civis e puseram um homem na Lua. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 20 anos e fundaram a Google, o Twitter e o Facebook e mudaram a maneira como comunicamos uns com os outros.
Por isso hoje quero perguntar-vos qual é o contributo que pretendem dar. Quais são os problemas que tencionam resolver? Que descobertas pretendem fazer? Quando daqui a 20 ou a 50 ou a 100 anos um presidente vier aqui falar, que vai dizer que vocês fizeram pelo vosso País?
As vossas familias, os vossos professores e eu, estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês tenham a educação de que precisam para responder a estas perguntas. Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar. É por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem. Espero grandes coisas de todos vocês. Não nos desapontem. Não desapontem as vossas familias e o vosso País. Façam-nos sentir orgulho em vocês. Tenho a certeza que são capazes.

(Texto recebido por email. Com a tradução que consegui melhorar e o sublinhado é meu)

Razão tinha Manuela Ferreira Leite

Opondo-se, aos gritos!, a que os espanhois se intrometessem na política prtuguesa :
" UN ESCÁNDALO DEBILITA LAS OPCIONES DE LA CANDIDATA CONSERVADORA PORTUGUESA" - titula o El Pais.
E continua:
Destituido un asesor presidencial por filtrar acusaciones falsas contra Socrates
La oposicion conservadora está aturdida (...)

terça-feira, setembro 22, 2009

Será o mesmo Mário Crespo que ouvia deliciado a Mª. João Avilez, na SIC, a defender a honestidade irrepreensível do Cavaco Silva???

In Da Literatura, e a não perder!!

A OCDE vem dar razão a todas as medidas anti-crise do PS !


e a notícia da RTP continua com este texto:
Economia
OCDE recomenda investimentos nas novas tecnologias
A OCDE recomenda aos países europeus que apostem nos investimentos em infra-estruturas, designadamente, na banda larga e em tecnologias limpas. Assim, a OCDE prevê que seja mais fácil a saída da crise, com benefícios na oferta, por um lado, e como incentivo à actividade, no curto prazo. O s governos devem também manter, ou aumentar, os investimentos na educação e na formação para melhorar os recursos humanos. As recomendações são da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico que, para travar o desemprego, sugere a redução das contribuições para a Segurança Social. Nicolau Santos, especialista da Antena 1 em assunto de economia e director adjunto do semanário Expresso, analisa estas recomendações.
2009-09-21 13:05:46

Nem as notas são soltas nem o autor está tranquilo

Pacheco Pereira, o grande intelectual da nossa praça, o orador de serviço para o arejamento da democracia, o que propaga a má nova, anda num desatino a tapar os buracos nos diques da propaganda e a esbravejar contra quase tudo. Agora, até o seu émulo, o seu mais que tudo, o próprio Cavaco Silva, já é intimado a depor!
Com dia e hora marcada!
E que se explique:
Que coisa foi esta de deixar a D.Manuela a falar sozinha?
A três dias das eleições tão trabalhosamente armadilhadas, pimba, rebenta a espoleta e salta a bomba?
Parece impossível!
Já não há conspiradores como antigamente!

segunda-feira, setembro 21, 2009

A próxima demissão é a do director do Público!

E só espero que a direita trauliteira e idiota não venha dizer que a culpa é do Governo e do Sócrates!
Era só o que faltava!

Ora aí está uma demissão por interposta pessoa!

Ao demitir hoje o assessor de Imprensa de há mais de 20 anos, Cavaco Silva esconde-se atrás do bode expiatório de serviço!
Mas alguém acredita que o homem andasse, há mais de um ano, a difundir notícias falsas sobre eventuais escutas levadas a cabo por tenebrosas forças, incluindo o 1º Ministro, à própria Presidência da República?
E que o homem tenha difundido essas atoardas de moto-próprio?
Que tenha até informado o Bloco de Esquerda sobre as suas suspeitas/certezas?
Cavaco Silva que se gaba de não ser ingénuo, se tenha exposto ao ridículo e à mistificação ao associar-se ao director do Público no agravar de suspeitas e de rumores que envolvem as mais gradas figuras do Estado, não core de vergonha ao fazê-lo? Também ele se devia demitir de imediato!
Está bem de ver que o chorrilho de falsas notícias serviam à perfeição a finalidade de agravar o clima entre o Governo e a P. da República mas, em especial, constituiam a base da campanha difamatória que dá pelo nome de "asfixia democrática"
Que gente é esta que se conluia para nos enganar, para condicionar o voto dos portugueses?
Se havia alguém que ainda confiasse em Cavaco Silva, apesar dos variadas razões em contrário, é melhor desenganar-se: O homem escolheu há muito a traição como método e a porta das traseiras para sair de fininho. Que tristeza de mandato. Que falta de compostura!
Estamos em plena campanha do vale-tudo!
O que é que falta ainda?

domingo, março 01, 2009

Afinal...era o Programa do PS !

Jerónimo de Sousa, num daqueles arrobos que lhe conhecemos, acusa o PS de ter faltado ao prometido no seu programa de Governo e até, pasme-se, de nem a redução do défice ter durado o suficiente...
Curioso, não me recordo do PCP ter alguma vez aplaudido, ou vagamente apoiado, as medidas de que agora se sente orfão...
Afinal JS o que queria mesmo, era a realização pura e dura do programa do PS!

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Ordenado Máximo. Precisa-se

Numa situação como a que atravessamos em Portugal vai ser preciso reduzir salários muito em breve.
E a meio de um panorama de grande desigualdade social só uma redução de rendimentos das classes mais ricas pode ser feita, sem agravar o fosso que separa os que têm muito, dos outros, que vivem no limiar da pobreza.
É urgente acabar com o regabofe dos que têm quatro, cinco, dez empregos, e outros tantos ordenados, enquanto o número de desempregados não cessa de aumentar.
Como também é urgente criar um Ordenado Máximo verdadeiramente controlado.
Esta não é uma crise de que se saia por um toque de mágica, e todas as medidas possíveis, são e serão insuficientes, qualquer que seja o Governo que saia das eleições.
Quem disser que tem uma gaveta de soluções, não fala verdade.
O que é preciso, é mais uma gaveta de seriedade.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

O Génesis contado às criancinhas

"In the beginning there was nothing.
God said, 'Let there be light!' And there was light. There was still nothing, but you could see it a whole lot better."
Ellen DeGeneres

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Agora já percebemos

As razões pelas quais Manuela Ferreira Leite - que era contra todas as Obras Públicas - afinal, agora só é contra o TGV, têm nome e apelido.
Venha lá o Aeroporto de Lisboa, a privatização da ANA, e a exploração privada do aeroporto Francisco Sá Carneiro...
Belmiro de Azevedo parece apostado no derrube do governo do PS e na exploração da BA -Belmiro Airways...

A falta de vergonha e as campanhas que se seguem

O Correio da Manhã, também conhecido por ser um tabloide sem qualquer ponta de responsabilidade ou de vergonha, prossegue a sua campanha contra este governo e contra o PS

terça-feira, fevereiro 10, 2009

O Medo. Variações sobre o tema

Gostava de ter escrito isto:

O Medo
Parece que, a avaliar pelos relatos da imprensa, há gente «com medo» no PS e pessoas que prezam que haja «medo no PS». Ambas as posições não merecem muito crédito. O medo, em democracia, combate-se falando alto e bom som, coisa que não se podia fazer durante a ditadura, com imprensa silenciada. Se é medo de «perder o emprego», talvez aconteça que o emprego tenha sido oferecido em troca de silêncio (regra de ouro do sistema «job for the boys»), e deve (num rasgo de coragem pessoal, muito admirável) denunciar-se publicamente, mesmo se se perder o emprego (logo veremos); se é medo de violência física, tipo «eles batem-me pela calada da noite» ou «dão-me um tiro no joelho», pois que se denuncie abertamente, publicamente, diante do Presidente, do PGR, da imprensa -- com provas, papéis, documentos, ameaças visíveis e invisíveis. Quem está aí, entre gente crescida, que tenha medo? Medo de não ter subsídio ou dos chefes na repartição? Medo de Augusto Santos Silva? Que mariquinhas.
O medo é um dos inimigos da democracia; deve combater-se com dignidade e voz à altura. Apregoar aos sete ventos que «estou cheio de medo» não é uma garantia do denunciante; é uma amostra de mariquice. Medo? Não me lixem. Se têm medo, falem.
FJV

O que faz falta

É tomar as medidas de esquerda que aqui referi e, talvez até, acentuá-las e deixar os Antónios Borges, os Jerónimos e os Louçãs a milhas de distância e no terreno que tanto estimam: O pátio das cantigas.
É preciso e urgente limitar o número e o valor de empregos e das pensões, per capita.
É indispensável proceder a uma melhor redestribuição da riqueza nacional.
Limitar os ordenados escandalosos, seja de barões da política, dos grandes industriais ou de banqueiros.
Que os muitoricos tenham taxas sobre os seus rendimentos capazes de permitir o funcionamento das políticas de apoio social e de promoção da Escola Pública.
Torna-se indispensável oferecer produtos de rendimento garantido a quem tem poupanças ou as faça regressar ao País. Os emigrantes não podem continuar a ser enganados e a construir casas que nunca ninguém habitará e cujo investimento é puro desperdício, sem qualquer retorno.
Portugal tem que se constituir em paraíso fiscal para os seus emigrantes.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Xenofobia em tamanho grande

A D. Manuela que disse e repetiu que as Obras Públicas programadas pelo Governo serviriam apenas para "resolver o problema do desemprego de Cabo-Verde e da Roménia", o que é que tem a agora a dizer quando o Gordon Brown correu com os poprtugueses que tentavam arranjar um emprego em Inglaterra?
Quando os portugueses são humilhados, o que é o PSD propõe?
Que as Obras Públicas se façam aonde?
Talvez agora o PSD perceba quais as consequências de se ser oportunista e irresponsável.

Reformas? Só na casa dos outros! Como cá!

Como cá, o grande capital está para os mais desprotegidos como a cobra capelo para o ratinho do campo:

VATICANADAS OU VATICANICES ?

Por José Saramago:

Vaticanadas

Ou vaticanices. Não suporto ver os senhores cardeais e os senhores bispos trajados com um luxo que escandalizaria o pobre Jesus de Nazaré, mal tapado com a sua túnica de péssimo pano, por muito inconsútil que tivesse sido e certamente não era, sem recordar o delirante desfile de moda eclesiástica que Fellini, genialmente, meteu em Oito e Meio para seu e nosso gozo.
Estes senhores supõem-se investidos de um poder que só a nossa paciência tem feito durar. Dizem-se representantes de Deus na terra (nunca o viram e não têm a menor prova da sua existência) e passeiam-se pelo mundo suando hipocrisia por todos os poros.
Talvez não mintam sempre, mas cada palavra que dizem ou escrevem tem por trás outra palavra que a nega ou limita, que a disfarça ou perverte.
A tudo isto muitos de nós nos havíamos mais ou menos habituado antes de passarmos à indiferença, quando não ao desprezo.
Diz-se que a assistência aos actos religiosos vem diminuindo rapidamente, mas eu permito-me sugerir que também serão em menor número até aquelas pessoas que, embora não sendo crentes, entravam numa igreja para disfrutar da beleza arquitectónica, das pinturas e esculturas, enfim de um cenário que a falsidade da doutrina que o sustenta afinal não merece.
Os senhores cardeais e os senhores bispos, incluindo obviamente o papa que os governa, não andam nada tranquilos.
Apesar de viverem como parasitas da sociedade civil, as contas não lhes saem.
Perante o lento mas implacável afundamento desse Titanic que foi a igreja católica, o papa e os seus acólitos, saudosos do tempo em que imperavam, em criminosa cumplicidade, o trono e o altar, recorrem agora a todos os meios, incluindo o da chantagem moral, para imiscuir-se na governação dos países, em particular aqueles que, por razões históricas e sociais ainda não ousaram cortar as sujeições que persistem em atá-los à instituição vaticana.
Entristece-me esse temor (religioso?) que parece paralisar o governo espanhol sempre que tem de enfrentar-se não só a enviados papais, mas também aos seus “papas” domésticos.
E digo ainda mais: como pessoa, como intelectual, como cidadão, ofende-me a displicência com que o papa e a sua gente tratam o governo de Rodriguez Zapatero, esse que o povo espanhol elegeu com inteira consciência. Pelos vistos, parece que alguém terá de atirar um sapato a um desses cardeais."

Nota deste bloger: Que pena que o Saramago não dedique um pequeno texto ao que aqui se passa, à campnha negra contra o governo que também aqui foi eleito com maioria absoluta. Fazia-nos falta um intelectual do seu quilate para nos compensar das banalidades e obscenidades dos Silvas, dos Crespos, dos Dias Loureiros..., dos Rebelos, dos Jardins, e dos presidentes dos automóveis -clubes...

domingo, fevereiro 08, 2009

Um coelho + outro coelho...

Palavra que não estava preparado, nem estou, para esta novíssima reprodução assistida....
Então dois coelhos, dão coelhinhos?
Santo António nos defenda!