segunda-feira, outubro 12, 2009

Educação, essa chave mestra do sucesso


Paul Krugman faz-nos uma descrição resumida do declínio do sistema americano de educação e revela-nos quão certos estavam o PS e o Governo ao tomarem as mais arrojadas medidas e investimentos na formação da nossa juventude, e na aposta decidida na Educação Pública, a todos os níveis:
" Se fosse preciso resumir o sucesso económico americano numa palavra, essa palavra seria "Educação". No séc. XIX, a América liderava na Educação Universal Básica..." " E nos anos que se seguiram à 2ª Guerra Mundial, a América voltou a estar na frente e a comandar a Educação Superior"..." Mas os tempos mudaram. O apogeu da educação nos Estados Unidos esteve intimamente ligado ao Ensino Público - mas nos últimos 30 anos, a nossa filosofia política dominante entendeu que qualquer gasto público é um desperdício de dinheiro dos contribuintes. A Educação, responsável por grande parte dos gastos públicos, foi fatalmente atingida por essa filosofia..."
"...Até agora, a negligência com a educação tem sido gradual - um desgaste lento da supremacia norte-americana. Mas as coisas estão prestes a piorar muito, uma vez que a crise económica - e o seu efeito exagerado no comportamento político mesquinho de economizar migalhas e a que chamam em Washington de "responsabilidade fiscal", causou um impacto severo no orçamento da Educação."
"Os EUA, que costumavam primar na educação das suas crianças, estão agora a perder para outros países desenvolvidos"
"A maioria das pessoas, creio, ainda tem a ideia de que os Estados Unidos são um oásis do Ensino Superior, devido à sua singular capacidade de oferecer educação universitária a uma parcela significativa da população. A ideia até correspondeu à realidade, no passado. Mas, hoje em dia, cada vez menos norte-americanos concluem o ensino superior. Na realidade, temos um índice de formandos ligeiramente abaixo da média dos países desenvolvidos."
"De acordo com a Secretaria de Estatística do Trabalho, a economia americana perdeu 273.000 empregos no mês passado. Entre eles, 29.000 foram na educação estadual e municipal, o que prefaz uma perda total de 143.000 lugares nessa categoria nos últimos cinco meses. Pode não parecer muito, mas a educação é uma área que precisa continuar a crescer, mesmo no cenário da crise. Os mercados podem estar instáveis, mas isso não é motivo para abandonar a educação dos nossos filhos. Mas é exactamente isso que estamos fazendo"

( Ler o resto)
A insistência da direita na destruição da Escola Pública, no cheque-ensino, no ranking das escolas, na chamada "escolha livre dos pais quanto à Educação, quanto às Escolas, e até aos curriculos, e noutras famosas propostas elitistas, apenas pretende eternizar a sua posição de classe dominante e transformar em guetos as escolas para os pobres e os desfavorecidos. Tal como está a acontecer um pouco por esse mundo do Noe-Liberalismo e da irresponsabilidade social.

Ele há dias de sorte !


In Eixo do mal...via Jugular

Enorme Vitória do PS !

Obtendo o maior número de votos e de mandatos autárquicos, o PS e José Sócrates impoêm uma derrota estrondosa às aspirações da Direita coligada e ofegante, e sobre a Esquerda irresponsável e jacobina. Mais a sindicalidade corporativa e sem espinha dorsal política. Esses estão apenas contra!
Tão grande é esta vitória, a seguir às legislativas, que a oposição de ambos os lados está de cócoras e nem pode pensar em se comportar com infantilidades nesta legislatura. O mesmo é dizer do PR que tem é que ter em conta a vontade expressa pelo Portugal profundo, pelo litoral e pelo interior, de norte a sul, e que afastou de forma decisiva quaisquer sonhos de golpes constitucionais com que andava a sonhar a pior franja dos irresponsáveis.
Esta é uma excelente altura para o PS fazer, e fazer aprovar, um verdadeiro Orçamento e Programa de Esquerda e de apoio social sem atender aos interesses dessa minoria de irrersponsáveis e de aventureiros.
Nos respectivos partidos vamos assistir a muitas mortes matadas e a outras mais naturais.
Marcelo, Paulo Portas, Pulido Valente, Manuela Ferreira Leite, Jerónimo de Sousa, Louçã, o ideólogo da Marmeleira, José Manuel Fernandes e respectivo patrão, os sindicatos dos militares, dosjuizes, disto e daquilo, mais os choros lancinantes que nos chegam do Porto e de Gaia, podem bem esperar sentados pela sua vez e pelo que os espera. Vemaí um PS de combate e em força!
O PS vai governar em minoria mas com um programa que não envergonha a esquerda que votou claramente para nos tirar da crise, para aprofundar a integração europeia e, do alto da sua competência, apreciar a outra vitória que aí vem:
A do Tratado de Lisboa, mais uma estrela na lapela do casaco de Sócrates!
E se alguém ainda não estiver convencido, é fácil: Derrubem o governo e vamos então a eleições a sério!

Uma imagem ...mais que mil palavras !

( imagem acabadinha de roubar na Machina Speculatrix, sem ponta de remorso! )
Continua a valer a diferença dos que fazem, dos que dizem que vão fazer, ou dos que acham que os outros devem fazer...

Santana insatisfeito e mal agradecido!

Com razão, Santana Lopes veio insurgir-se contra a diferença verificada entre os valores das sondagens e a margem da sua derrota eleitoral.
Dele e de mais não sei quantos partidos ( nome e adjectivo!)
Acha que perdeu por poucos...acha que deveria ter perdido por muito mais!
Também acho!

Da subsidiodependência e doutros males eleiçoeiros

Dizia o Rui Rio nas vésperas das eleições, entre perdigotos e alguma espuma biliosa:
"Este governo está a criar um país de subsídio-dependentes".
(Rui Rio e o Rendimento Social de Inserção – Porto 7/10/2009)
Hoje, aos microfones da TSF, pedia ao Governo que não esquecesse o Porto, quando da redestribuição dos dinheiros públicos....

sexta-feira, outubro 09, 2009

Obama, prémio Nobel da paz 2009

A atribuição de um prémio de prestígio internacional a Obama constitui o reconhecimento e o aplauso a uma personalidade impar dos nossos tempos. Merecedora, sem dúvida!
Apetece-me citar Camões: "Maravilha fatal da nossa idade...dado ao mundo por Deus ...para dele lhe dar parte grande..."
Isto é, reconhecendo o poder de Obama sobre todas as coisas, o comité Nobel da Noruega - país da Nato, rico, xenófobo e estranho à UE - dá com uma mão o que espera receber de imediato com a outra.
Apoia os esforços de Obama para um certo nível de desarmamento mundial;
Sublinha as iniciativas para controlar Israel e, talvez, poupar o Irão a uma terrível agressão.
Em contrapartida, confere-lhe a autoridade para continuar a guerra no Afeganistão.
Mas, talvez, terminar o bloqueio a Cuba e reestabelecer o primado da Lei e dos Direitos Humanos nos próprios EUA.
Dá-lhe sobretudo um novo respaldo à sua política interna, quando ao mesmo tempo que mantém o lobby de Israel sob controlo, aumenta a importância do papel da ONU e tenta voltar a centralizar a dispersão mundial do poder.
Nada portanto mais contraditório, mais desesperante, mas, malgré tout, tão cheio de oportunidades para alguns, os mais frágeis e desafortunados.

quinta-feira, outubro 08, 2009

Lermos os outros... como reflexos na água

Dá-me ideia que ando a dizer isto, por outras palavras, e bem antes desta "polémica" com um tal Portas...:


Rendimento mínimo garantido, rendimento máximo permitido
1. Infelizmente, a direita conseguiu rebaptizar o “rendimento mínimo garantido” como “rendimento social de inserção”. Pois do que se trata é mesmo de garantir um rendimento mínimo que, para além de tudo o mais, contrarie os efeitos não só sobre os próprios mas também sobre terceiros das formas extremas de pobreza. A começar pelos efeitos sobre os mais jovens da pobreza dos pais, independentemente das razões dessa pobreza, pois a esses jovens não podem ser assacadas responsabilidades, mesmo nos casos em que elas o podem ser aos pais. Numa sociedade mais justa, a lotaria moral das heranças sociais, a começar pela lotaria da família de nascimento, não deve fixar de uma vez por todas as oportunidades de vida de cada um.

2. E, já agora, por muito que tal repugne à direita que temos, muito neoconservadora mas pouco conservadora, muito neoliberal mas pouco liberal, o inverso também é verdadeiro. O rendimento mínimo garantido deve conviver com o rendimento máximo permitido. Não há razões sociais, económicas ou morais que justifiquem o crescimento exponencial dos rendimentos individuais sem um correspondente aumento da progressividade do imposto sobre esses rendimentos. Em primeiro lugar, porque não há sucesso individual que não beneficie dos recursos sociais que viabilizam a ampliação das capacidades individuais para agir. Depois, porque o incentivo economicamente desejável ao investimento e à reprodução alargada do capitalismo é contrariado quando não há limites à busca do rendimento máximo no curto prazo. E, finalmente, porque quando a desigualdade é extrema o sentido de justiça social é moralmente abalado.

3. Portanto, senhores Rui Rio e Paulo Portas, o problema-chave em Portugal não está no rendimento social de inserção, como clamam, mas na falta de um rendimento máximo permitido. Ou seja, na necessidade de uma reforma fiscal que acentue, e muito, a actual progressividade dos impostos sobre as pessoas individuais.

Inserido por Rui Pena Pires às 12:20

Sexta-feira, Fevereiro 20, 2009
Ordenado Máximo. Precisa-se

Numa situação como a que atravessamos em Portugal vai ser preciso reduzir salários muito em breve.
E a meio de um panorama de grande desigualdade social só uma redução de rendimentos das classes mais ricas pode ser feita, sem agravar o fosso que separa os que têm muito, dos outros, que vivem no limiar da pobreza.
É urgente acabar com o regabofe dos que têm quatro, cinco, dez empregos, e outros tantos ordenados, enquanto o número de desempregados não cessa de aumentar.
Como também é urgente criar um Ordenado Máximo verdadeiramente controlado.
Esta não é uma crise de que se saia por um toque de mágica, e todas as medidas possíveis, são e serão insuficientes, qualquer que seja o Governo que saia das eleições.
Quem disser que tem uma gaveta de soluções, não fala verdade.
O que é preciso, é mais uma gaveta de seriedade.

quarta-feira, outubro 07, 2009

Afinal está tudo bem.

Passado um mau momento de apoio à esquerda e de sintonia com um sentimentalismo burguês, Carvalho da Silva já foi em boa hora metido na ordem, como se impunha!:

"Estou autorizado pelo meu camarada Carvalho da Silva, que acaba de mandar uma mensagem à Comissão Coordenadora da CDU a informar das condições em que fez uma declaração sobre a situação de Lisboa mas também a transmitir a sua posição de apoio claro e inequívoco à CDU, pois entende que o país precisa de um reforço da CDU": Jerónimo de Sousa às televisões.

Acrescentar o quê?

Votem neles e depois não me venham com lamentos que foram levados ao engano.

terça-feira, setembro 29, 2009

Isto parece a Madeira mas é a Festa da Liberdade em Milão!

A boçalidade é a mesma! O ambiete é dos arraiais madeirenses e a irresponsabilidade do lider só se compara à da multidão dos apoiantes.
Asfixia? Não, senhor! É apenas o estado da democracia e o da liberdade num Estado profundamente corrupto, como hoje é a Itália!

A ler absolutamente!

Ou os meandros sujos da chamada imprensa livre. LOLOLOLOLOLOOOLOLOLLLLLLL !
É só rir!, mas podem continuar a julgar-se num regime de imprensa livre, de gloriosos "jornalistas", de tele-jornais-independentes e de comentadores-impolutos Tal como as respectivas mães, aliás!

Cavaco convocou a Comunicação Social para lhe fazer uma comunicação???

Presidente da República faz declaração à comunicação social
O Presidente da República fará amanhã, dia 29 de Setembro, às 20:00 horas, uma declaração à comunicação social.


Anda com fraca audiência?
Vai demitir-se em directo, perante a CS?
Vai queixar-se à CS?
Vai dissolver o Parlamento, eleito há dois dias?
Vai trejurar independência à CS?
Vai entrar na campanha do Santana Lopes? Vai traçar mais um túnel?
Vai ensarilhar-se em enredos policiais junto da CS?
Vai o quê? ?...........à CS?
Diante da mesma Comunicação Social que um dia despreza, e no dia seguinte serve de aliada e de tamborzinho?

Claustrofobia asfixiante ou o mal das profundidades

( Foto submarinada de Ponte Europa sem ponta de remorso! )
Já não é primeira vez que acontece aos feiticeiros terem de tragar do próprio veneno:

In JN :
Buscas em escritórios de advogados por causa da compra de submarinos




Departamento Central de Investigação e Acção Penal está a realizar buscas no âmbito do inquérito que visa suspeitas de corrupção, tráfico de influências e financiamento ilegal de partidos, avança a revista “Sábado”.

Em causa está o processo de aquisição dos dois submarinos U-214 pelo Estado ao Germain Submarine Consortium (GSC).

A “Sábado” diz que, “entre outros documentos”, o Ministério Público (MP) “está à procura do contrato de financiamento associado à aquisição dos submarinos”.

As buscas tiveram início, pelas 10.00h, nas sedes da Vieira de Almeida & Associados e na Sérvulo & Associados que, ainda de acordo com a revista, terão participado “no negócio de 875 milhões de euros assinado, em Abril de 2004, pelo então ministro da Defesa Paulo Portas”.

Rita Varão, da Vasco Vieira de Almeida & Associados, confirmou à Agência Lusa as diligências do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), afirmando quem estão a ser ouvidos todos os advogados que prestaram assessoria jurídica a um cliente que integrou um consórcio internacional participante num concurso público.

A mesma fonte disse não estar autorizada a revelar o nome do cliente nem o concurso público, referindo que a investigação à empresa que integrou o consórcio está a decorrer simultaneamente em vários escritórios de advogados. "Estão apenas a recolher documentos e a ouvir os advogados", acrescentou.

A RTP adiantou que um dos escritórios representou o Estado no negócio e que a equipa de investigadores está acompanhada de uma unidade fiscal da GNR

segunda-feira, setembro 28, 2009

Ele há outro responsável pela derrota do PSD!

Ficou claro porque é que MFLeite não se demitiu imediatamente de lider do PSD :
É que afinal há outro responsável da derrota.
Um que continua na sombra a emitir sub-sons e a deixar escapar para a imprensa, através de "fontes credíveis da presidência" ou de conhecidos comentadores acolitados, um rol de insinuações, de trapalhadas e de intrigas palacianas.
Um que reservou para si próprio, como aqui escrevi à data da sua eleição, o papel de traidor fosse aos seus eleitores, associando-se ao Governo, fosse às juras de fidelidade aos princípios democráticos, à letra da Constituição ou à sua famosa cooperação institucional! Escolheu claramente faltar a quase todas e preferiu trilhar o caminho da desgraça política em que está irremediavelmente asfixiado.
Não havia portanto razão para MFLeite se demitir. Ela aguarda que outros o façam primeiro.
E há vários à escolha, e em fila de espera.
Aguardemos.

domingo, setembro 27, 2009

Quem ganhou e quem perdeu!

Pois quem ganhou foi José Sócrates, foi o PS, foi Mª de Lourdes Rodrigues, foi Santos Silva, foi Vieira da Silva...

e quem perdeu ...foi Cavaco Silva, foi Ferreira Leite, foi a TVI e a Manuela Moura Guedes, a Sonae, o Público mais o seu inenarrável director, sem esquecer os sindicatos dos professores, o dos juizes, e todos os que juraram destruir o PS, à sua esquerda e à sua direita!!!!!!!!!

Tudo o resto é espuma da muita raiva e alguma poeira da estrada!

YES, YES, YES


Avançar Portugal !!!!!!!!!!!!!!!!
YES !



quinta-feira, setembro 24, 2009

Assim já fica tudo explicado. Cavaco não precisa de voltar a falar sobre as suas maquinações

Diz o JN:
Autárquicas
Lobo Xavier, Pacheco Pereira e José Manuel Fernandes juntos em iniciativa do PSD

Rio Maior, Santarém, 24 Set (Lusa) - O centrista António Lobo Xavier apontou hoje o episódio das "escutas" como o "pior problema da campanha", num jantar-debate da coligação autárquica PSD/CDS que contou com a presença de Pacheco Pereira e do director do jornal Público.

José Manuel Fernandes partilhou o jantar-debate com Pacheco Pereira (cabeça-de-lista do PSD por Santarém), António Lobo Xavier, Vasco Cunha, (líder distrital do PSD) e ainda com Isaura Morais, candidata da coligação que confessou no final do jantar a surpresa pela presença na mesa principal do director do Público, que não fez qualquer intervenção, limitando-se a seguir a discussão.

Questionado pelos jornalistas, à saída do jantar, José Manuel Fernandes justificou a sua presença, que causou grande curiosidade nos participantes, com a vontade de "ver um bocado da campanha", destacando ainda o facto de Lobo Xavier ser vogal do conselho geral do Público e, tal como Pacheco Pereira, colunista do jornal.

Estou plenamente convencido da bondade e escrúpulos dos intervenientes em tal repasto.

Só lhes fica bem tirarem as máscaras, mostrarem as mocas e deixarem-se de teatros: Do que se trata mesmo é dos interesses duma meia dúzia, versus a maioria que vota PS!

E fica o Cavaco Silva dispensado de voltar a pronunciar-se sobre as inventonas e maquinações que têm origem em Belém. Nós já percebemos, e por respeito aos nossos narizes, preferimos que não se mexa mais na imundicie.


quarta-feira, setembro 23, 2009

MFL, the best of ou o disparate assumido!


Não sei se é para rir ou para temer!
Mas fica para a história do insólito, do maquiavélico e do inusitado!

Porque é que os media portugueses asfixiaram este texto?

A asfixia deste texto pelos media mais importantes, em Portugal, teve a mesma motivação que levou muitos fundamentalistas, racistas, evangelistas e sectários americanos a proibir os seus filhos de sequer ouvir o que o Presidente Obama tinha a dizer sobre a Escola, fosse ela pública ou privada!
É a mesma asfixia que anda por aí à solta a maquinar inventonas contra a democracia e o legítimo Governo do País!
São por acaso os mesmos que se alimentam do medo e que nos tentam desmoralizar com uma tal "asfixia democrática".

Discurso de Obama aos estudantes americanos:

"Sei que para muitos de vocês hoje é o primeiro dia de aulas, e para os que entraram para o jardim infantil, para a escola primária ou secundária, é o primeiro dia numa nova escola, por isso é compreensível que estejam um pouco nervosos.
Também deve haver alguns alunos mais velhos, contentes por saberem que já só lhes falta um ano.
Mas, estejam em que ano estiverem, muitos devem ter pena por as férias de Verão terem acabado e já não poderem ficar até mais tarde na cama.
Também conheço essa sensação. Quando era miúdo, a minha familia viveu alguns anos na Indonésia e a minha mãe não tinha dinheiro para me mandar para a escola onde andavam os outros miúdos americanos. Foi por isso que ela decidiu dar-me ela própria umas lições extras, segunda a sexta-feira, às 4:30 da manhã.
A ideia de me levantar àquela hora não me agradava por aí além.
Adormeci muitas vezes sentado à mesa da cozinha. Mas quando eu me queixava a minha mãe respondia-me: "Olha que isto para mim também não é pera doce, meu malandro."
Tenho consciência de que alguns de vocês ainda estão a adaptar-se ao regresso às aulas, mas hoje estou aqui porque tenho um assunto importante a discutir convosco. Quero falar-vos da vossa educação e daquilo que se espera de vocês neste novo ano escolar.
Já fiz muitos discursos sobre educação, e falei muito de responsabilidade. Falei da responsabilidade dos vossos professores de vos motivarem, de vos fazerem ter vontade de aprender.
Falei da responsabilidade dos vossos pais de vos manterem no bom caminho, de se assegurarem de que fazem os trabalhos de casa e não passam o dia à frente da televisão ou a jogar com a Xbox.
Falei da responsabilidade do vosso governo de estabelecer padrões elevados, de apoiar os professores e os directores das escolas e de melhorar as que não estão a funcionar bem e onde os alunos não têm as oportunidades que merecem.
No entanto, a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades. Se não forem às aulas, se não prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos e não trabalharem duramente, como terão de fazer se quiserem ser bem sucedidos.
E hoje é nesse assunto que quero concentrar-me: na responsabilidade de cada um pela sua própria educação.
Todos vocês são bons em alguma coisa. Não há nenhum que não tenha alguma coisa a dar. E é a cada um que cabe descobrir do que se trata. É essa oportunidade que a educação vos proporciona.
Talvez tenham a capacidade de ser bons escritores - suficientemente bons para escreverem livros ou artigos para jornais -, mas se não fizerem o trabalho de Inglês podem nunca vir a sabê-lo. Talvez sejam pessoas inovadoras ou inventores - quem sabe capazes de criar o proximo iPhone ou um novo medicamento ou vacina -, mas se não fizerem o projecto de Ciências podem não vir a percebê-lo.

Talvez possam vir a ser presidentes de Câmaras ou senadores, ou juizes do Supremo Tribunal, mas se não participarem nos debates dos clubes da vossa escola podem nunca vir a sabê-lo.
No entanto, escolham o que escolherem fazer com a vossa vida, garanto-vos que não será possível a não ser que estudem. Querem ser médicos, professores ou policias? Querem ser enfermeiros, arquitectos, advogados ou militares? Para qualquer dessas carreiras é preciso ter estudos. Não podem deixar a escola e esperar arranjar um bom emprego. Terão de trabalhar, estudar, aprender para isso.
E não é só para as vossas vidas e para o vosso futuro que isto é importante. 0 que fizerem com os vossos estudos vai decidir nada mais nada menos que o futuro do nosso País. Aquilo que aprenderem na escola agora, vai decidir se enquanto País estaremos à altura dos desafios do futuro.
Vão precisar dos conhecimentos e das competências que se aprendem e desenvolvem nas ciências e na matemática para curar doenças como o cancro e a sida e para desenvolver novas tecnologias energéticas que protejam o ambiente. Vão precisar da compreenção e do sentido critico que se desenvolvem na história e nas ciências sociais para que deixe de haver pobres e sem-abrigo, para combater o crime e a discriminação e para tornar o nosso País mais justo e mais livre. Vão precisar da criatividade e do engenho que se desenvolvem em todas as disciplinas para criar novas empresas que criem novos empregos e desenvolvam a economia.
Precisamos que todos vocês desenvolvam os vossos talentos, competências e intelectos para ajudarem a resolver os nossos problemas mais dificeis. Se não o fizerem - se abandonarem a escola -, não é só a vocês mesmos que estão a abandonar, é ao vosso País.
Eu sei que não é fácil ter bons resultados na escola. Tenho consciência de que muitos têm dificuldades na vossa vida que dificultam a tarefa de se concentrarem nos estudos. Percebo isso, e sei do que estou a falar. 0 meu pai deixou a nossa familia quando eu tinha dois anos e fui criado só pela minha mãe, que teve muitas vezes dificuldade em pagar as contas e nem sempre nos conseguia dar as coisas que os outros miúdos tinham. Tive muitas vezes pena de não ter um pai na minha vida. Senti-me sozinho e tive a impressão que não me adaptava, e por isso nem sempre conseguia concentrar-me nos estudos como devia. E a minha vida podia muito bem ter dado para o torto.
Mas tive sorte. Tive muitas segundas oportunidades e consegui ir para a faculdade, estudar Direito e realizar os meus sonhos. A minha mulher, a nossa primeira-dama, Michelle Obama, tem uma história parecida com a minha. Nem o pai nem a mãe dela estudaram e não eram ricos. No entanto, trabalharam muito, e ela própria trabalhou muito para poder frequentar as melhores escolas do nosso pais.
Alguns de vós podem não ter tido estas oportunidades. Talvez não haja nas vossas vidas adultos capazes de vos dar o apoio de que precisam. Quem sabe se não há alguém desempregado e o dinheiro não chega. Pode ser que vivam num bairro pouco seguro ou os vossos amigos queiram levar-vos a fazer coisas que vocês sabem que não estão bem.
Apesar de tudo isso, as circunstâncias da vossa vida - o vosso aspecto, o sítio onde nasceram, o dinheiro que têm, os problemas da vossa familia - não são desculpa para não fazerem os vossos trabalhos nem para se portarem mal. Não são desculpa para responderem mal aos vossos professores, para faltarem às aulas ou para desistirem de estudar. Não são desculpa para não estudarem.
A vossa vida actual não vai determinar forçosamente aquilo que vão ser no futuro. Ninguém escreve o vosso destino por vocês. Aqui, nos Estados Unidos, somos nós que decidimos o nosso destino. Somos nós que fazemos o nosso futuro.
E é isso que os jovens como vocês fazem todos os dias em todo o País.
Jovens como Jazmin Perez, de Roma, no Texas. Quando a Jazmin foi para a escola não falava inglês. Na terra dela não havia praticamente ninguém que tivesse andado na faculdade, e o mesmo acontecia com os pais dela. No entanto, ela estudou muito, teve boas notas, ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Brown, e actualmente está a estudar Saúde Pública.
Estou a pensar ainda em Andoni Schultz, de Los Altos, na California, que aos três anos descobriu que tinha um tumor cerebral. Teve de fazer imensos tratamentos e operações, uma delas que lhe afectou a memória, e por isso teve de estudar muito mais - centenas de horas a mais - que os outros. No entanto, nunca perdeu nenhum ano e agora entrou na faculdade.
E também há o caso da Shantell Steve, da minha cidade, Chicago, no Illinois. Embora tenha saltado de familia adoptiva para familia adoptiva nos bairros mais degradados, conseguiu arranjar emprego num centro de saúde, organizou um programa para afastar os jovens dos gangues e está prestes a acabar a escola secundária com notas excelentes e a entrar para a faculdade.
A Jazmin, o Andoni e a Shantell não são diferentes de vocês. Enfrentaram dificuldades como as vossas. Mas não desistiram. Decidiram assumir a responsabilidade pelos seus estudos e esforçaram-se por alcançar objectivos. E eu espero que voces façam o mesmo.
É por isso que hoje me dirijo a cada um de vós para que estabeleçam os seus próprios objectivos para os seus estudos, e para que façam tudo o que for preciso para os alcançar. 0 vosso objectivo pode ser apenas fazer os trabalhos de casa, prestar atenção às aulas ou ler todos os dias algumas páginas de um livro. Também podem decidir participar numa actividade extracurricular, ou fazer trabalho voluntário na vossa comunidade. Talvez decidam defender miúdos que são vítimas de discriminação, por serem quern são ou pelo seu aspecto, por acreditarem, como eu acredito, que todas as crianças merecem um ambiente seguro em que possam estudar. Ou pode ser que decidam cuidar de voces mesmos para aprenderem melhor. E é nesse sentido que espero que lavem muitas vezes as mãos e que não vão às aulas se estiverem doentes, para evitarmos que haja muitas pessoas a apanhar gripe neste Outono e neste Inverno.
Mas decidam o que decidirem gostava que se empenhassem. Que trabalhassem duramente. Eu sei que muitas vezes a televisão dá a impressão que podemos ser ricos e bem-sucedidos sem termos de trabalhar - que o vosso caminho para o sucesso passa pelo rap, pelo basquetebol ou por serem estrelas de reality shows -, mas a verdade é que isso é muito pouco provável. A verdade é que o sucesso é muito difícil. Não vão gostar de todas as disciplinas nem de todos os professores. Nem todos os trabalhos vão ser úteis para a vossa vida a curto prazo. E não vão forçosamente alcançar os vossos objectivos à primeira.
No entanto, isso pouco importa. Algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo são as que sofreram mais fracassos. 0 primeiro livro do Harry Potter, de J. K. Rowling, foi rejeitado duas vezes antes de ser publicado. Michael Jordan foi expulso da equipa de basquetebol do liceu, perdeu centenas de jogos e falhou milhares de lançamentos ao longo da sua carreira. No entanto, uma vez disse: "Falhei muitas e muitas vezes na minha vida. E foi por isso que fui bem-sucedido."
Estas pessoas alcançaram os seus objectivos porque perceberam que não podemos deixar que os nossos fracassos nos limitem - temos de permitir que eles nos ensinem as suas lições. Temos de deixar que nos mostrem o que devemos fazer de maneira diferente quando voltamos a tentar. Não é por nos metermos num sarilho que somos desordeiros. Isso só quer dizer que temos de fazer um esforço maior por nos comportarmos bem. Não é por termos uma má nota que somos estúpidos. Essa nota só quer dizer que temos de estudar mais.
Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. Não entramos para a primeira equipa da universidade da primeira vez que praticamos um desporto. Não acertamos em todas as notas da primeira vez que cantamos uma canção. Temos de praticar. 0 mesmo acontece com o trabalho da escola. É possivel que tenham de fazer um problema de Matemática várias vezes até acertarem, ou de ler muitas vezes um texto até o perceberem, ou de fazer um trabalho várias vezes antes de poderem entregá-lo.
Não tenham medo de fazer perguntas. Não tenham medo de pedir ajuda quando precisarem. Eu todos os dias o faço. Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, é um sinal de força. Mostra que temos coragem de admitir que não sabemos e de aprender coisas novas. Procurem um adulto em quem confiem - um pai, um avô ou um professor ou treinador - e peçam-lhe que vos ajude.
E mesmo quando estiverem em dificuldades, mesmo quando se sentirem desencorajados e vos parecer que as outras pessoas vos abandonaram - nunca desistam de vocês mesmos. Quando desistirem de vocês mesmos é do vosso País que estão a desistir.
A história da América não é a história dos que desistiram quando as coisas se tornaram difíceis. É a das pessoas que continuaram, que insistiram, que se esforçaram mais, que amavam demasiado o seu País para não darem o seu melhor.
É a história dos estudantes que há 250 anos estavam onde vocês estão agora e fizeram uma revolução e fundaram este pais. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 75 anos e ultrapassaram uma depressão e ganharam uma guerra mundial, lutaram pelos direitos civis e puseram um homem na Lua. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 20 anos e fundaram a Google, o Twitter e o Facebook e mudaram a maneira como comunicamos uns com os outros.
Por isso hoje quero perguntar-vos qual é o contributo que pretendem dar. Quais são os problemas que tencionam resolver? Que descobertas pretendem fazer? Quando daqui a 20 ou a 50 ou a 100 anos um presidente vier aqui falar, que vai dizer que vocês fizeram pelo vosso País?
As vossas familias, os vossos professores e eu, estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês tenham a educação de que precisam para responder a estas perguntas. Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar. É por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem. Espero grandes coisas de todos vocês. Não nos desapontem. Não desapontem as vossas familias e o vosso País. Façam-nos sentir orgulho em vocês. Tenho a certeza que são capazes.

(Texto recebido por email. Com a tradução que consegui melhorar e o sublinhado é meu)