domingo, novembro 22, 2009

Traumatismos Craneanos

"Uma certa direita está muito traumatizada.
Motivo: os portugueses votam maioritariamente nos socialistas. «Há 14 anos que estão no poder» – dizem desesperados. Um homem de letras com pergaminhos firmados, Vasco Graça Moura, não é de meias tintas e diz, como quem escreve um poema: só os atrasados mentais votam nos socialistas e, de seguida, manda o pessoal assoar-se ao guardanapo. Dizem as línguas viperinas que tais desmandos se devem apenas a dores de cotovelo: Vasco Graça Moura ambicionava ocupar o cargo da senhora Canavilhas. Eu não acredito numa dor de cotovelo assim tão forte. Ele não é desses vaidosos e ambiciosos que por aí pululam. Aliás, estou convencido que Vasco Graça Moura foi para deputado europeu com o mesmo espírito de abnegação de qualquer soldado mobilizado para o Afeganistão. Uns trocos no vencimento não fazem a diferença. Agora (qualquer tema serve), apareceram por aí outras vozes – da direita, naturalmente – empolgadas contra a nomeação dos governadores civis. «O povo não o elege? Obviamente, nomeie-se» – dizem. E talvez com razão. Eles lembram-se daquele tempo de felicidade absoluta, em que Portugal era um paraíso, quando Cavaco Silva e Durão Barroso, enquanto primeiros-ministros, convocaram eleições para eleger os governadores civis. Foi, então, uma grande festa da democracia. Apesar disso, ainda há línguas maldosas que dizem que os governadores civis nessa altura foram escolhidos por Dias Loureiro, o antigo Conselheiro de Estado. Calúnias, suponho. E como estes dois exemplos, há milhares deles a «justificarem» o traumatismo craniano da direita portuguesa."
Excelente post!

sábado, novembro 21, 2009

Para ocultar o principal

Neste País, onde as 300.000 pequenas e médias empresas são dirigidas, em mais de 90% dos casos, por pessoas que não têm mais do que o 8º ano..., e que na maioria nunca pagaram qualquer imposto...

Num País onde já há mais de 10% de desempregados e mais de 40.000 crianças negligenciadas e institucionalizadas,
Onde, nos próximos anos mais de metade dos desempregados vão continuar a não encontrar o que fazer e o número daquelas crianças a aumentar...
Aqui onde o investimento privado tem que ser necessáriamente limitado, inconsequente e apenas focado na prestação de pequenos serviços e de produtos de fraco valor acrescentado,
País este onde o défite das contas públicas é já superior a 8%,
Onde a "pirâmide" etária há muito abandonou a forma cilíndrica e já é de novo uma pirâmide, mas invertida...,
Cujo ordenamento do território e qualidade dos solos, há séculos, se encontram de costas voltadas para a realidade mas que importa mais de 85% do que consome...,
Neste extraordinário País quais são as prioridades?
Quais os principais assuntos que preocupam os portugueses, e os seus representantes na nova AR?
Será a Avaliação dos Professores e o seu estatuto de carreira?
Pode a AR passar semanas a "moer sem grão" esta história sobre os professores, que por acaso são a classe de empregados que mais cresceu nos últimos dois anos e que vai obter mais 30 ou 40.000 empregos nos próximos três anos? (extensão do ensino obrigatório!)
E esta AR, paga a peso de ouro pelos contribuites, atreve-se a passar o tempo a destruir as leis ali aprovadas pela maioria anterior? Sem outra visão que não seja a retaliação política e a busca da ingovernabilidade?
O principal será mesmo a intrigalhada pseudo- jurídica a tentar enrodilhar os passos ao Governo? Impedir que exerça a governação para que foi eleito?
Poderemos admitir que um justicialismo de sarjeta imponha a inversão do ónus da prova, cavalgue impunemente o crime da violação do segredo de justiça, ou promova julgamentos sumários na praça pública e nas páginas de pasquins?
Ou devemos submeter a referendo o casamento entre pessoas ?( não me esqueci de mais nada!)
Ou se há pessoas que podem adoptar crianças abandonadas e haverá outras, com iguais qualificações, mas que devem ser impedidas de o fazerem?
Serão estas as grandes prioridades para o País?
Ou estamos todos a permitir ou a colaborar para ocultar o principal?

segunda-feira, novembro 16, 2009

Nada importa ao Pacheco para além de assassinar Sócrates


JPP, o reconhecido filósofo e ainda treinador do PSD, justifica-se e explica o que é a perfídia como arma de assassínio político.
A verdade factual não o interessa, o respeito pelas leis é questão de somenos.
O que realmente conta, o que sustenta a sua elaborada desconfiança é isso mesmo: a desconfiança.
Ele pensa ao arrepio da lei. Já mandou às malvas a presunção de inocência. Uma maçada essa coisa do ónus da prova ser da responsabilidade dos acusadores, da polícia e do Mª Público.
O que o move, diz, é o nosso bem-estar e a defesa da democracia, uma abstracção sem conteúdo e sem garantias gerais...
O homem desconfia, mas insiste estribado em factos por comprovar ou já desmentidos.
E no seu desespero, regressa como mariposa à lâmpada, que o há-de incinerar.

Mas tal não o demove, nem lhe interessa.

Como na fábula do lobo e do cordeiro, se a culpa do Sócrates não é a má governação, coisa sem qualquer importância lá do alto da sua insuperável análise, JPP reduz as críticas ao carácter de Sócrates.
Logo, qualquer boato que venha emporcalhar o nome do Sócrates, serve para manter o lume brando da insídia, da perfídia e da dúvida sistemática.
E, emfabulando, se não foi o Sócrates, foi um membro da sua família ou um dos seus "amigos". Nomeadamente os passados, os presentes, e os futuros.
Quer manter este lume da desconfiança, baseada em não-factos, ao ponto de, pela via da ameaça - calcule-se! - anunciar-nos os perigos que corre a democracia!

Prefere outra, onde a inversão do ónus da prova seja da responsabilidade do justiçado e o segredo de justiça não passe de prerrogativa de alguns: Os do seu partido!
Para Sócrates a receita que defende é simples: Tribunal popular e, se possível, conduzido na tv e sem contraditório!


domingo, novembro 15, 2009

A relação entre a realidade e a fantasia dos que deviam respeitar a Justiça

«Já não bastava mais uma polémica com o primeiro-ministro. Não era suficiente termos um Presidente da República fragilizado. Também era necessário que a sociedade portuguesa se confrontasse agora com as divergências públicas entre o presidente do Supremo Tribunal de Justiça e o procurador-geral sobre as certidões do "Face Oculta"!
Tudo isto parece uma tragédia de fim de regime, de consequências imprevisíveis.
Além do mais, no terreno, os administradores da justiça estão notoriamente empenhados em devassar, de novo, os processos que deveriam defender e investigar de forma recta e sem mácula. » [Diário de Notícias]

sábado, novembro 14, 2009

ÚLTIMA HORA : PGR FAZ COMUNICADO SOBRE ESCUTAS

"De acordo com o comunicado, em seis das escutas transcritas e enviadas em Junho e Julho pelo Departamento de Investigação e Acção Penal de Aveiro para a Procuradoria, intervinha o primeiro-ministro."
No despacho do Senhor Procurador Coordenador do DIAP de Aveiro e no despacho do Senhor Juiz de Instrução Criminal sustentava-se que existiam indícios da prática de um crime de atentado ao Estado de Direito", continua.
Depois de analisar as certidões, Pinto Monteiro entendeu que essas suspeitas não se confirmavam e remeteu as certidões para o Supremo, a quem questionava sobre a validade das mesmas escutas.
Pinto Monteiro confirma que, a 3 de Setembro, Noronha do Nascimento julgou nulas as escutas ao primeiro-ministro e ordenou a destruição das mesmas.
O procurador-geral da República diz que recebeu mais seis certidões em Setembro e em Novembro e que nelas havia cinco conversações que respeitam ao primeiro-ministro.Pinto Monteiro finaliza anunciando que, "após análise global será, até ao fim da próxima semana, proferida uma decisão".
O procurador-geral da República "reafirma, tal como sempre o fez, que ninguém, designadamente políticos, poderá ser beneficiado em função do cargo que ocupa, como não poderá ser prejudicado em função desse mesmo cargo, devendo a lei ser aplicada de forma igual para todos

sexta-feira, novembro 13, 2009

A receptação e revenda de bens evidentemente roubados deixou de ser crime? E quando foi isso?

Retirar de um Processo o que lá está guardado não é o mesmo que assaltar um cofre e dele retirar valores que, pertencendo a outrem, só podem ser "adquiridos" pela manha, ou pela força ?
O Código Penal não prevê essas apropriações a que chama roubo e assalto, com as agravantes do estado de necessidade das vítimas e, ou, do assalto ser feito por escalada, à noite, com prejuizo material e moral dos legítimos proprietários dos valores?
Prevê isso e muito mais.
Também contempla o crime de receptação de mercadoria e bens roubados a que acrescenta as agravantes da formação de quadrilha e da associação criminosa.
Aqui chegados, porque raio são os próprios magistrados a assaltarem os Processos e a venderem-nos a troco de benefícios que seria bom inquirir?!
Ficam ainda de fora os últimos beneficiados: Os mandantes da operação e que beneficiam directa e indirectamente da revenda do material retirado dos Processos, e que tem valor de uso para os fins da venda de jornais, o aumento das audiências, logo, para o incremento das receitas da publicidade e da manutenção da boa vida de biltres que aí acamparam.
Ainda por quanto tempo?

Sócrates manda-os dar uma volta !

Sobre o teor das suas conversas telefónicas com o ex-ministro socialista Armando Vara, arguido no processo Face Oculta, Sócrates deu a seguinte resposta:

"Era só o que faltava que agora me pusesse a comentar conversas que tive com pessoas amigas ao telefone e, principalmente, as versões que um jornal diz que eu tive nessas conversas".
Falta agora responsabilizar esses pasquins pelo lixo que lançam sobre todo o PS. Haverá algum tribunal para isso, ou é só para as outras coisas...?

Em sexta-feira 13 a economia portuguesa cresce mais que o resto da Europa

O Instituto Nacional de Estatística informou que no terceiro trimestre do ano a economia cresceu 0,9%. No trimestre anterior tinha crescido 0,3 por cento.
...isto com mais de 500.000 desempregados...
Criem-se mais 250.000 empregos, o que é possível em dois anos, e a economia vai disparar para os 3 ou os 4%.
Assim seja possível continuar a lançar os fundamentos do investimento público em obras verdadeiramente estruturantes do tecido produtivo nacional.
E que a caravana não pare aos primeiros latidos...

Nota breve 1: Parece que a notícia não caiu muito bem em certos círculos maisexigentes...
Nota breve 2 : Olha, paciência!

Novas Oportunidades para os que mais precisam! A isto chama-se a promoção do conhecimento!

António Preto passou a integrar a Comissão da AR para as Finanças;
Helena Lopes da Costa faz orgulhosamente parte da Comissão de Ética da mesma conceituada assembleia;
Tudo certo?
Não senhor!
Na voz dos menos atentos já se levanta um burburinho escusado.
Mas eu confio.
Eles estão lá para aprender. Cada um na sua especialidade.
Ora nas contas direitinhas, ora na conformidade com os princípios da luta contra o nepotismo, o amiguismo e a golpada pura e simples.
Até acho louvável, podem crer! Aprender, aprender sempre. Novas Oportunidades para todos!
Quem anda a queixar-se do mau cheiro do PSD, é um exagerado da pituitária!

quinta-feira, novembro 12, 2009

António Guterres é respeitado a nível mundial!


O Mário Crespo vai ter de engulir mais este sapo.

As Manuelas, sejam Leites ou sejam Guedes, vão ter de aguentar esta.

Os Portas, os Louçãs, os Cavacos, os Martins, os Medinas Carreiras, os Saldanhas Sanches e quejandos, mais os bandos de corujas e de espantalhos, vão ter mesmo uma insónia um destes dias:

“Os 67 chefes de Estado, criminosos, financeiros e filantropistas que realmente comandam o mundo”. É desta forma que a revista ‘Forbes’ apresenta a lista das pessoas mais poderosas do planeta, entre as quais só há um português: António Guterres. Barack Obama é o mais poderoso; Angela Merkel a primeira mulher na lista."
Um dos homens mais enxovalhados em Portugal, talvez um dos mais ridicularizados pela "inteligência-que-escreve-e-que-debita-palpites em tudo o que se diz imprensa em Portugal, afinal, afinal, é um dos homens mais respeitados pela sua categoria, pelo seu humanismo, pela sua seriedade...

A imaginação dos professores transformada em cruzada contra as paredes






Curiosamente uma das atoardas que a direita e os seus tamborzinhos andam a propalar seria a questão dos benefícios para as grandes empresas de obras públicas tornados possíveis pelo programa de recuperação e modernização do parque escolar em Portugal. A intenção é clara e faz parte da permanente campanha de descrédito contra tudo quanto seja obra do PS e de Sócrates.
Tudo lhes serve.
Mesmo as obras nas escolas e os novos equipamentos à disposição dos professores constituem motivo de chacota e de insinuações
torpes.
Nada os demove.
Nem percebem o ridículo de serem os professores a desdenhar da melhoria das suas próprias condições de trabalho.
Tal como meteram a ridículo o Magalhães e não houve defeito ou insinuação que lhe não colassem!
Se não era do cu, era das calças.
Agora é o parque escolar que serviria insondáveis e condenáveis desígnios.
Como compreender este oportunismo? Estarão de facto os professores a dar o flanco e a mostrar agora quais as suas verdadeiras preocupações?
Afinal quando se queixam de uma coisa é de outra que falam?
Quando dizem que a avaliação é burocrática de que estão a falar? Dos próprios que usando da faculdade dada pelo ME às Escolas de serem mais autónomas, usaram dessa prerrogativa para destruir a tal avaliação? Tornando-a uma baralhada de papeis a preencher? Mas os papeis vieram de onde? Foram fabricados ao abrigo de que determinação?
Por acaso não se implicam eles próprios, que não têm tempo para eles "pois passam o tempo em reuniões inúteis"?
Como estamos cansados de saber, o problema é tão só de + dinheiro e de menos trabalho! Mais faltas. Menos responsabilidade. Nada de hierarquia na EP. Ou de relação entre o trabalho e os resultados obtidos. No fundo, nenhuma avaliação.
E, se para tal, for preciso destruir a Escola pública qual o problema? Não fizeram uma greve aos exames um mês depois do anterior governo ter manifestado a intenção de regular a carreira docente?

E digo isto ressalvando evidentemente todos os bons e dignos professores que não se deixaram instrumentalizar e para quem a avaliação é não só precisa como indispensável. Para separar o trigo do joio.

Mas, voltando ao parque escolar ainda hoje no Jugular se pode apreciar como se desmonta rapidamente esta nova cruzada contra a renovação do Parque Escolar.
"O programa de modernização de escolas está, neste momento, a funcionar como um balão de oxigénio para muitas pequenas e médias empresas de construção que pesam, segundo as contas do Negócios, quase metade dos mais de mil milhões de euros que já foram colocados a concurso até agora (...) João Sintra Torres afirma que cada escola pode chegar a ter entre 50 e 80 empresas a trabalhar em várias actividades necessárias e que o programa deverá criar até 25 mil empresas (...) além dos "gigantes" Mota-Engil, Somague, Soares da Costa e Edifer, foram adjudicadas empreitadas a sociedade como a Patrícios, Edivisa, Ladário ou Cantinhos, entre muitas outras, que ganharam por vezes dezenas de milhões de euros em contratos (...)" (página 6 do Jornal de Negócios de 12 de Novembro de 2009)
(As imagens acima são da novíssima Escola das Índias em Vialonga, acabada de estrear, obra de raiz, do governo anterior, com condições dignas para alunos e professores e apenas comparável ao que de melhor se faz no Mundo. Com campo de jogos, com biblioteca, com cozinha e refeitório, com instalações sanitárias de luxo, com elevador para deficientes, aquecimento solar, banho quente, com equipamento adequado para as diversas idades, com jardim, zona coberta...E querem desmentir estas obras? estas enormes vantagens ? Preferiam a política do não-te-rales? Da permanente carência de meios que "justificavam" a sua incapacidade para ensinar? É que não há paciência!)



As pérolas que nem sequer merecem

Ferreira Fernandes excede-se e dá-as a quem delas de facto não precisa, nem as merece ou apenas compreende:
O seu texto de hoje é absolutamente imperdível. Ora vejam:
"Ontem, apanhei um táxi. Era uma senhora que o conduzia. Cara grave, zangada, mesmo. Reconheci-a, há poucos meses já apanhara este táxi e esta taxista. O tom de voz confirmou--me: "Existe na sociedade portuguesa um clima de suspeição!" Era ela. E já não era só a voz com pontos de exclamação e o cenho franzido. Era a conversa. Da outra vez, lembro-me, ela atirou-se à "asfixia democrática na sociedade portuguesa". Nessa primeira viagem, aproveitei o semáforo vermelho: asfixia, acha? E ela, acelerando, mal o verde abriu: "Escutas..." E eu: mas há escutas? E ela: "Eu não quero saber se há escutas ou não, eu não quero saber se há retaliações ou não, o que é grave é que as pessoas acham que há!" Ontem, também esperei uma paragem (lei: nunca contestar um taxista com o semáforo no amarelo, ele, ou ela, acelera) para perguntar: suspeição? Fiz bem em ter aproveitado uma paragem, porque a senhora largou o volante e virou-se: "Mas onde é que você anda? Em todos os cafés, em todos os autocarros, a conversa é só essa..." Não alimento cientistas sociais à bandeirada, anunciei-lhe que saía ali. Paguei, abri a porta e ela ainda me gritou qualquer coisa. Acho que dizia "destruição de provas...", mas fiquei sem saber do que ela falava. Nem ela, suspeito.

quarta-feira, novembro 04, 2009

Com a devida vénia, lá vou eu fazer uma data de novas amizades

Segundo Carvalho da Silva, no Público (ainda com José Manuel Fernandes), a presença de Valter Lemos no Emprego é um sinal “absolutamente desastroso” do Governo.

1. Carvalho da Silva tem um pequeno problema com as regras do jogo democrático e com o fair play institucional. Compete ao primeiro-ministro, não ao secretário-geral da CGTP, a selecção e a nomeação dos membros do seu Governo, com os seus critérios, não os do secretário-geral da CGTP, entre pessoas da sua confiança política, não da confiança política do secretário-geral da CGTP. O que acharia Carvalho da Silva de intervenções do primeiro-ministro, o actual ou qualquer outro, a propósito de escolhas da CGTP para os seus órgãos de direcção?

2. Carvalho da Silva tem também um pequeno problema com os factos. Segundo ele, “Valter Lemos foi a referência mais forte da conflitualidade com os professores” no anterior Governo. Ora, enquanto secretário de Estado da Educação, Valter Lemos foi responsável pela colocação (a tempo e horas) dos professores, pela reorganização da rede escolar ou ainda pelo Programa Novas Oportunidades (em colaboração com o Ministério do Trabalho). Não teve, porém, o pelouro da negociação com os sindicatos dos professores. Este era de Jorge Pedreira, a quem coube, até por isso, a gestão dos processos de revisão da carreira docente e da avaliação (para além do dossiê dos manuais escolares). Basta consultar a delegação de competências de então.

3. Ou seja, Carvalho da Silva repete uma das últimas intervenções de José Manuel Fernandes, em que este, com aquele rigor factual que o tornou uma referência no jornalismo português, criticava a escolha de Valter Lemos para o Emprego e a Formação Profissional por este ser, entre outras coisas, o autor das tão contestadas fichas da avaliação. Adaptando a canção, “afinal havia outro…”. Substituir os factos pelo preconceito não resulta nem em bom jornalismo nem em intervenção política recomendável.

Inserido por Rui Pena Pires, em O Canhoto de 1 de Novembro

terça-feira, novembro 03, 2009

A exibição de crucifixos nas salas de aula viola fundamentais princípios da liberdade religiosa!


"A presença de crucifixos nas salas de aula é "uma violação do direito dos pais de educar os seus filhos de acordo com as suas convicções" e "uma violação da liberdade religiosa dos estudantes". Esta foi a deliberação do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, em Estrasburgo.
Pela primeira vez, numa decisão histórica, o tribunal decidiu sobre a presença de símbolos religiosos nas escolas. A decisão surge na sequência de uma queixa de um cidadão italiano que em 2002 pediu aos dirigentes do Instituto Público, onde o filho estudava, que fossem retirados os crucifixos. Perante a recusa, recorreu -também sem êxito- para os tribunais italianos. A decisão do tribunal de Estrasburgo ainda não foi comentada pelo Vaticano. O porta-voz , Federico Lombardi, afirma que o Vaticano só tomará uma decisão depois de analisar a sentença."
Vamos ver se é agora que se cumpre a Constituição Portuguesa e se a direita se verga à realidade e à evidência. Em especial em tempos de Caim e do seu deus que nem era boa pessoa!

A aritmética provável, mas de péssimo gosto!

Estas oposições, a ganirem contra o Governo, estão a preparar-se para formar uma maioria de minorias e deitar a baixo a maioria eleita e constitucional.
(E andam a fingir que estão agora muito preocupados com a avaliação dos professores.
Coitados dos professores que vão ser usados e deitados fora na primeira oportunidade!)
Qual o nome destes golpes?

Sócrates quer limitar mandatos do primeiro-ministro

In Programa de Governo:

A limitação dos mandatos do primeiro-ministro e dos presidentes dos governos das regiões autónomas constituem propostas que o PS mantém no seu programa de governo e que, constando do programa eleitoral, foram já apresentadas ao Parlamento na anterior legislatura...

Infelizmente esta limitação de mandatos não recolheu a aprovação da oposição uma vez que o PSD se opôs e a chumbou na especialidade no que se refere aos Presidentes de Governo, nacional e regionais, aprovando desgostoso, apenas a limitação até três mandatos, dos presidentes de câmara. E agora o que fará?

O compromisso do PS com o seu eleitorado

Tal como prevíramos, toda a oposição parlamentar diz-se agora muito espantada com a apresentação do Programa do Governo do PS.
Isto apesar e depois de terem liminarmente recusado iniciar qualquer tipo de discussão para acordo sobre a Legislatura ou esse mesmo Programa.
Isto é: A Oposição quer impor ao PS e aos que nele votaram o(s) seu(s) programa(s). Qual deles?
Parece ainda que o único problema do País é a Avaliação doa Professores. Desde as televisões aos jornalecos, e a maioria dos "comentadores" de serviço querem-nos fazer crer que este é o tema, que uma vez resolvido, nos fará passar as portas do Paraíso.
Não parece haver mais nada a discutir!
Será provavelmente um assunto passível de muitas paixões e de muitos votos, que cada um daqueles partidos almeja meter no bolso. Por este caminho, vão ter é de os repartir entre si.
O PS não abdicará dos seus compromissos e José Sócrataes conhece bem o significado dos direitos adquiridos pelos professores responsáveis que já se fizeram avaliar. E foram muitos, muitos milhares. Em quase todas as Escolas do País!
O processo de avaliação pode e deve ser melhorado. As Escolas devem cumprir a Lei em vigor e os Partidos da Oposição têm a obrigação de não se constituirem em sindicatos de agitprop ao serviço do pior do sindicalismo corporativista e eleitoralista..
Não gostam do programa do PS?
Eu ficava era preocupado caso estivessem de acordo.

Eram manifestamente exageradas as notícias da morte do Tratado de Lisboa

O Tribunal Constitucional Checo acaba de se pronunciar sobre a conformidade do Tratado de Lisboa, face à Lei do País.
Faltava esta decisão para tornar finalmente possível a ratificação e entrada em vigor do tratado que leva o nome de Lisboa e o impulso dado pelo governo português liderado por Sócrates. Para passar a vigorar entre os 27 países da UE.
Sei, isto custa muito aos reaccionários e aos que, desde a sua assinatura em Lisboa, lhe vaticinaram não uma vida curta, mas uma morte rápida.
Era manifestamente um exagero!
Vasco Pulido Valente, Paulo Portas, CGTP, Manuela Ferreira Leite, José Manuel Fernandes, António Barreto, Jerónimo de Sousa, Marcelo Rebelo de Sousa, os irmãos Louçã, a SIC, a TVI, o Público, ou Vasco Graça Moura, podem começar a aliviar o luto.
O PS e José Sócrates averbam uma enorme vitória e ganham um renovado e merecido prestígio!

sábado, outubro 24, 2009

O desespero da direita quase faz dó!

O epitáfio de José Manuel Fernandes no seu Editorial do ódio
Eu não sei se é verdadeiro o boato que corre há um mês sobre o futuro de José Manuel Fernandes estar ligado ao recém eleito presidente da comissão europeia e à sua assessoria de imprensa. Afinidades antigas. E o homem tem trabalhado para isso. Não sei se no PSD recompensam meramente o esforço: ele tentou levar a Dra. Manuela ao colo, e foi conivente com as estratégias presidenciais. Mas a verdade é o que o eleitorado que Vasco Graça Moura chama de estúpido por não ter caído na artimanha (não será antes estúpido quem idealizou a estratégia?) viu o golpe. E não fez ao jeito ao JMF e ao tacho que procurava.
Nesse sentido JMF esforça-se uma última vez e escreve um hilário e decadente editorial no Público de hoje. Em que critica sob todas as formas o novo governo. Com aspectos a merecerem uma sonora gargalhada. Vejamos:
1) José Manuel Fernandes está contra a escolha do novo Ministro das obras públicas por ter sido um dos subscritores do manifesto a favor dos grandes investimentos públicos para ajudar à retoma da economia portuguesa. Tendo subscrito o mesmo documento, e tendo interpelado José Manuel Fernandes várias vezes porque não o publicou, quando na semana anterior deu voz a uma tese contrária com metade dos subscritores (com honras de primeira página no público, e uma página inteira de publicidade paga pelo dito movimento, promovido por figuras afectas ao PSD), tendo esta discrepância de tratamentos merecido forte reprimenda do Provedor, dá um gozo particular ver o forma como espuma por mais mais essa derrota. Ele queria um dos "seus economistas", não um dos que assinaram o manifesto pelo emprego. José Manuel Fernandes, com a sua vastíssima formação económica, está preocupado com o endividamento externo das novas obras públicas. Se lesse a blogosfera saberia porque é que há quem não esteja. Porque conhece de facto a estrutura de financiamento do TGV por exemplo, e as suas estimativas de procura. Coisas que JMF sempre optou por ignorar.
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2) José Manuel Fernandes manifesta o seu desapontamento pela falta de figuras conhecidas. O que significa figuras que ele conheça. Alguém tem alguma culpa da ignorância do homem? Figuras de grande projecção pública? São o quê? Colunistas do seu jornal? Prefere JMF a projecção pública ou a competência? E se desconhece as novas figuras, como pode aferir a sua competência? Ser uma figura pública não implica ter experiência política. O pobre raciocínio do futuro ex-director do Público não distingue as duas coisas. Se ele queria gente com capacidade política provada, não havia renovação. Se ele queria gente com capacidade técnica, não tinham de ser figuras mediáticas. Se ele queria figuras mediáticas que tal o elenco de uma novela da TVI?
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3) O país maioritariamente à esquerda. Isso é uma constatação aritmética. José Manuel Fernandes está revoltado por o governo indiciar uma viragem à esquerda. Conclusão: JMF não é um democrata. É um Pacheco Pereira (que curiosamente escreve no seu jornal) que queria promover a sua querida líder.
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4) JMF está contra Vieira da Silva na Economia. Porque Vieira da Silva é um homem de esquerda e isso arrepia o ex-maoista. Ele era do esquerda dos idiotas úteis, na terminologia de cunhal, e nunca percebeu a esquerda democrática. Nem agora que se passou para a direita neoliberal. E afirma enfaticamente que espera que Vieira da Silva resista subsidiar empresas para evitar e reduzir o desemprego. Ficamos a saber que, num jornal onde as vendas estão em queda e teve de haver ajustes salarias, JMF quer lá saber do desemprego. O programa mais votado pelos portugueses, o do PS, tem vastas medidas de apoio ao emprego, e às PME, mas JMF quer um ministro que rasgue o seu programa e governe com aquele proto-programa de falência social que o PSD apresentou ao país. E vai mais longe: defende que o PS deve é favorecer as boas empresas. O facto de Manuel Pinho ter sido reconhecido no país por ter ajudado a salvar muitas PMEs - que eram boas, JMF mas que a crise ia destruindo (veja-se o caso de Paços de Ferreira) - é indiferente ao "proto-jornalista" que dirige o Público. Que lança ainda Farpas a Pinho um homem elogiado em jornais um pouco acima do que JMF dirige, como o Washington Post, pela sua aposta nas renováveis.
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5) Mas o que passa de todo JMF, é a escolha de Helena André, uma sindicalista indigna-se, ele!, para o Ministério do Trabalho. E dá o exemplo de que da mesma forma que nunca se põe um médico à frente do Ministério da Saúde (Ana Jorge, uma das ministras preferidas dos portugueses, por acaso é médica), não deve estar uma defensora dos direitos laborais à frente do ministério do trabalho. Faz assim eco da prosápia de Van Zeller! JMF tornou-se o novo representante do patronato português. E não se coibe de dizer, num momento em que Campos e Cunha alerta para o perigo de deflação (os tais economistas do outro manifesto já alertavam muito antes), que Ana André deve exigir contenções salariais ou mesmo congelamento de salários! JMF transformado em António Borges. Ele acha que num país onde o salário médio é de 700 Euros se podem fazer coisas destas. A sua consciência social está ao nível zero.
José Manuel Fernandes acha que o congelamento de salários resolve a descida de preços. Lição de economia de borla para JMF: os salários são a base da procura das famílias. Dinamizando a procura das famílias as empresas vão produzir mais o que distribui mais rendimento e gera mais procura. Por essa via, a pressão da procura evita a tal inflação negativa. Se não percebe isto, não escreva sobre o que não sabe. A pressão salarial em resultado do aumento da carteira de encomendas das empresas e da maior procura de trabalha reforça a travagem da espiral de deflação. Expliquem isto a JMF, que saltou para Hayek sem ler os economistas sérios.
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6) Tem ainda uma forte postura de Estado ao chamar "bulldozer" a um Ministro. Fará sem dúvida uma bela figura com o protocolo em Bruxelas. E mostra toda a sua ignorância cultural ao desconhecer as provas dadas por Gabriela Canavilhas. Ele, é mais Quim Barreiros.
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Disto tudo infere ele que o governo não tem ambição. E imagino Pacheco Pereira a dar-lhe pancadinhas nas costas, a dizer "Bom editorial Zé Manel".
In O Valor das Ideias, por Carlos Santos
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Nota cá da casa: O desespero é total nas hostes da direita. Como nas barracas das feiras, a maioria das rifas sai branca como a cal...
Parece que já perceberam que toda a anterior estratégia de descrédito do Governo, de Sócrates, do programa eleitoral do PS mais as maquinações ex-Belém, se transformou num verdadeiro pesadelo e que se arriscam a perder tudo, em muito pouco tempo.
Por ordem: A impossibilidade de derrubar este Governo, mas a permanente ameaça de novas eleições de que resultaria, tenho a certeza, uma maioria do PS; a visível degradação no interior do PSD, o isolamento e atonia dum PR acometido de várias incapacidades, a provável melhoria da situação económica mundial, a improvável reeleição deste PR ou a assustadora perda da maioria das autarquias, inevitável nas futuras eleições, é muita areia para a camioneta deles. Daí o disparate quase permanente, o lavar de roupa suja, ou o insulto do VGM ao eleitorado.

quarta-feira, outubro 21, 2009

Só mais uma achega

Isto de destratar o Saramago e de até lhe proporem que se vá de vez, que se cale e que deixe de publicar o que lhe vai na alma, não tem nada a ver com a asfixia democrática, pois não?