sábado, outubro 17, 2009
Quantas facas são precisas para trinchar este perú?
Os investimentos acrescidos na área da Educação pelo governo cessante constituiram, ao tempo, motivo de inveja e de cobiça pura e simples.
De facto esta parte do OE constitui um fartíssimo perú que, na aproximação da época, corre sérios riscos.
A Oposição, ainda grávida dos votos emprestados, não precisou de mais de 24h para apresentar as propostas de Lei, que serviriam para reverter tudo o que pudessem, daquelas que foram as mais avançadas e sérias medidas governativas do PS: A reforma da Educação.
Mas de facto, pode o País aguentar e pagar este tipo de aventureirismos? Vejamos.
A nível educativo:
É aceitável que se regresse à taxa de abandono e de insucesso escolar de mais de 40%, só até ao 9º ano?
Pode aceitar-se de novo o grau de absentismo injustificado dos professores ou a sua presença nas Escolas, reduzida ao mínimo?
Será razoável esperar que a anulação dos Estatutos da Carreira Docente e do Aluno faça regressar à Escola Pública o regime de "não te rales" e de recusa de hierarquia indispensáveis à implementação de medidas de rigor, do respeito pela democracia, do aproveitamento escolar ou da protecção dos investimentos realizados?
Pode regressar-se às cenas televisivas de completa insegurança dentro das Escolas?
Como será possível fazer avançar, de facto, a Escolaridade até ao 12º ano sem a presença de instrumentos de gestão, de avaliação, de democracia e de responsabilidade mas, atente-se!, para TODOS os alunos?
A nível social:
Pode a sociedade aceitar as consequências devastadoras da segregação e da continuidade dos guetos sociais? Com base na ignorãncia e na impreparação para uma vida activa socialmente útil e respeitada?
Estarão as futuras gerações preparadas para conviver com mais guetos, mais Polícia, mais Tribunais e mais delinquência e pagar, outra vez, os respectivos custos?
Este círculo vicioso, que se caracteriza por ignorância, filhos na puberdade não desejados, abandono escolar, exclusão, delinquência, repressão, mais segregação, e completa impreparação para uma vida em sociedade, é o ambiente que esta oposição deseja voltar a implementar na Escola Pública e a fazer pagar ao contribuinte?
A que preço?
A resposta a estas questões encontra-se bem escondida no recheio do perú. Esta oposição está infelizmente muito mais preocupada com a sua própria barriga - ía mesmo escrever umbigo ! - com a sua sobrevivência, muito mais do que proteger a Escola Pública e o interesse geral: Está de faca afiada para trinchar o perú!
Os únicos interesses que visam são os da protecção dos interesses das corporações que capturaram e, ou do Ensino Privado que lhes garanta a reprodução dos interesses de classe social e da opressão religiosa que faz parte integrante do seu armamento repressivo e opressor.
E se, finalmente, tudo isto for conseguido fazendo pagar ao contribuinte o Ensino Privado e a manutenção dum arremedo de Escola Pública que, pela sua ineficácia, sirva os seus interesses de propaganda negativa e de justificação para um estado musculado em vez dum estado socialmente preocupado, tanto melhor!
O perú está pronto. Vai ser preciso trinchá-lo! Está na hora!
Duvido é que o PS esteja pelos ajustes e não confronte o PSD com as suas ditas preocupações sociais.
Não se pode pedir ao PS que se torne cúmplice das aventuras da direita revanchista e da esquerda irresponsável e oportunista e que, ainda, lhes paguemos a jantarada!
Os portugueses que votaram no PS deixaram um vigoroso aviso para a continuação das políticas sociais e educativas. E, salvo erro, ganharam as eleições!
Para fazer vingar as propostas da oposição vão mesmo ter de ganhar as próximas eleições e de formar novo governo.
Não será com este PS, tenho a certeza! Este PS de José Sócrates, como gostam de etiquetar, não governou para ganhar eleições. Governou para os portugueses.
quarta-feira, outubro 14, 2009
terça-feira, outubro 13, 2009
Ferrer i Guardia

A criação da Escola Moderna
Imperdível
Prós e Contras: O isolamento esclarecedor de José Manuel Fernandes
"Para quem tivesse dúvidas, o prós e contras de ontem foi largamente esclarecedor. O isolamento final de um José Manuel Fernandes, demolido pelos argumentos de João Marcelino - "os timings políticos não são os timings de que tem o dever de dar notícias", - pela dúvida que Marcelino deixou no ar sobre quem informou Francisco Louçã a respeito de Fernando Lima 15 dias antes da manchete do DN (acabando com a tese conspirativa da fonte governamental), e a forma como acabou criticado também por Henrique Monteiro e por André Freire, mostrou um director do público sem respostas e escudado na tese de que correspondência privada foi divulgada.
Nem com a insistência de André Freire e José Alberto Carvalho concedeu José Manuel Fernandes que há valores mais altos no dever de informar do que o facto de um mail ser ou não privado: e esse facto nem sequer era válido no assunto em causa, pois o que o DN divulgou foi apenas o essencial para a narrativa.
O futuro ex-director do Público não conseguiu apresentar uma defesa decente e corente, encostou-se demasiado ao "não falo disso", e, encostou-se descaradamente à argumentação oficial do PR, esquecendo-se que esta foi já desmontada pelo PS, e que o caso dos assessores da Presidência que colaboravam no programa do PSD foi revelada no próprio site do partido.
Triste, contudo, para o jornalismo, foi a pose arrogante e esquiva de JMF no final de debate. Criticando a moderadora por o tema LimaGate ter excedido os 20 minutos que, alegadamente, ele teria posto como tecto máximo para participar no programa.
Se por um lado esta intenção de atrofiar a discussão sobre um tema de interesse público é criticável num jornalista com as responsabilidades de JMF, por outro, é ainda mais lamentável que se tenha confirmado, nesta asserção, toda a sua responsabilidade e, por inerência, de Cavaco Silva, no processo. É que só quem tem medo do debate, quem tem algo a esconder, e procura os artifícios do tempo para fugir à discussão. E se JMF tem algo a esconder, é por demais óbvio que Cavaco também terá.
Publicada por Carlos Santos em 3:18"
segunda-feira, outubro 12, 2009
Educação, essa chave mestra do sucesso

Paul Krugman faz-nos uma descrição resumida do declínio do sistema americano de educação e revela-nos quão certos estavam o PS e o Governo ao tomarem as mais arrojadas medidas e investimentos na formação da nossa juventude, e na aposta decidida na Educação Pública, a todos os níveis:
" Se fosse preciso resumir o sucesso económico americano numa palavra, essa palavra seria "Educação". No séc. XIX, a América liderava na Educação Universal Básica..." " E nos anos que se seguiram à 2ª Guerra Mundial, a América voltou a estar na frente e a comandar a Educação Superior"..." Mas os tempos mudaram. O apogeu da educação nos Estados Unidos esteve intimamente ligado ao Ensino Público - mas nos últimos 30 anos, a nossa filosofia política dominante entendeu que qualquer gasto público é um desperdício de dinheiro dos contribuintes. A Educação, responsável por grande parte dos gastos públicos, foi fatalmente atingida por essa filosofia..."
"...Até agora, a negligência com a educação tem sido gradual - um desgaste lento da supremacia norte-americana. Mas as coisas estão prestes a piorar muito, uma vez que a crise económica - e o seu efeito exagerado no comportamento político mesquinho de economizar migalhas e a que chamam em Washington de "responsabilidade fiscal", causou um impacto severo no orçamento da Educação."
"Os EUA, que costumavam primar na educação das suas crianças, estão agora a perder para outros países desenvolvidos"
"A maioria das pessoas, creio, ainda tem a ideia de que os Estados Unidos são um oásis do Ensino Superior, devido à sua singular capacidade de oferecer educação universitária a uma parcela significativa da população. A ideia até correspondeu à realidade, no passado. Mas, hoje em dia, cada vez menos norte-americanos concluem o ensino superior. Na realidade, temos um índice de formandos ligeiramente abaixo da média dos países desenvolvidos."
"De acordo com a Secretaria de Estatística do Trabalho, a economia americana perdeu 273.000 empregos no mês passado. Entre eles, 29.000 foram na educação estadual e municipal, o que prefaz uma perda total de 143.000 lugares nessa categoria nos últimos cinco meses. Pode não parecer muito, mas a educação é uma área que precisa continuar a crescer, mesmo no cenário da crise. Os mercados podem estar instáveis, mas isso não é motivo para abandonar a educação dos nossos filhos. Mas é exactamente isso que estamos fazendo"
( Ler o resto)
A insistência da direita na destruição da Escola Pública, no cheque-ensino, no ranking das escolas, na chamada "escolha livre dos pais quanto à Educação, quanto às Escolas, e até aos curriculos, e noutras famosas propostas elitistas, apenas pretende eternizar a sua posição de classe dominante e transformar em guetos as escolas para os pobres e os desfavorecidos. Tal como está a acontecer um pouco por esse mundo do Noe-Liberalismo e da irresponsabilidade social.
Enorme Vitória do PS !
Tão grande é esta vitória, a seguir às legislativas, que a oposição de ambos os lados está de cócoras e nem pode pensar em se comportar com infantilidades nesta legislatura. O mesmo é dizer do PR que tem é que ter em conta a vontade expressa pelo Portugal profundo, pelo litoral e pelo interior, de norte a sul, e que afastou de forma decisiva quaisquer sonhos de golpes constitucionais com que andava a sonhar a pior franja dos irresponsáveis.
Esta é uma excelente altura para o PS fazer, e fazer aprovar, um verdadeiro Orçamento e Programa de Esquerda e de apoio social sem atender aos interesses dessa minoria de irrersponsáveis e de aventureiros.
Nos respectivos partidos vamos assistir a muitas mortes matadas e a outras mais naturais.
Marcelo, Paulo Portas, Pulido Valente, Manuela Ferreira Leite, Jerónimo de Sousa, Louçã, o ideólogo da Marmeleira, José Manuel Fernandes e respectivo patrão, os sindicatos dos militares, dosjuizes, disto e daquilo, mais os choros lancinantes que nos chegam do Porto e de Gaia, podem bem esperar sentados pela sua vez e pelo que os espera. Vemaí um PS de combate e em força!
O PS vai governar em minoria mas com um programa que não envergonha a esquerda que votou claramente para nos tirar da crise, para aprofundar a integração europeia e, do alto da sua competência, apreciar a outra vitória que aí vem:
A do Tratado de Lisboa, mais uma estrela na lapela do casaco de Sócrates!
E se alguém ainda não estiver convencido, é fácil: Derrubem o governo e vamos então a eleições a sério!
Uma imagem ...mais que mil palavras !
( imagem acabadinha de roubar na Machina Speculatrix, sem ponta de remorso! )Continua a valer a diferença dos que fazem, dos que dizem que vão fazer, ou dos que acham que os outros devem fazer...
Santana insatisfeito e mal agradecido!
Dele e de mais não sei quantos partidos ( nome e adjectivo!)
Acha que perdeu por poucos...acha que deveria ter perdido por muito mais!
Também acho!
Da subsidiodependência e doutros males eleiçoeiros
"Este governo está a criar um país de subsídio-dependentes".
(Rui Rio e o Rendimento Social de Inserção – Porto 7/10/2009)
Hoje, aos microfones da TSF, pedia ao Governo que não esquecesse o Porto, quando da redestribuição dos dinheiros públicos....
sexta-feira, outubro 09, 2009
Obama, prémio Nobel da paz 2009
Apetece-me citar Camões: "Maravilha fatal da nossa idade...dado ao mundo por Deus ...para dele lhe dar parte grande..."
Isto é, reconhecendo o poder de Obama sobre todas as coisas, o comité Nobel da Noruega - país da Nato, rico, xenófobo e estranho à UE - dá com uma mão o que espera receber de imediato com a outra.
Apoia os esforços de Obama para um certo nível de desarmamento mundial;
Sublinha as iniciativas para controlar Israel e, talvez, poupar o Irão a uma terrível agressão.
Em contrapartida, confere-lhe a autoridade para continuar a guerra no Afeganistão.
Mas, talvez, terminar o bloqueio a Cuba e reestabelecer o primado da Lei e dos Direitos Humanos nos próprios EUA.
Dá-lhe sobretudo um novo respaldo à sua política interna, quando ao mesmo tempo que mantém o lobby de Israel sob controlo, aumenta a importância do papel da ONU e tenta voltar a centralizar a dispersão mundial do poder.
Nada portanto mais contraditório, mais desesperante, mas, malgré tout, tão cheio de oportunidades para alguns, os mais frágeis e desafortunados.
quinta-feira, outubro 08, 2009
Lermos os outros... como reflexos na água
Rendimento mínimo garantido, rendimento máximo permitido
1. Infelizmente, a direita conseguiu rebaptizar o “rendimento mínimo garantido” como “rendimento social de inserção”. Pois do que se trata é mesmo de garantir um rendimento mínimo que, para além de tudo o mais, contrarie os efeitos não só sobre os próprios mas também sobre terceiros das formas extremas de pobreza. A começar pelos efeitos sobre os mais jovens da pobreza dos pais, independentemente das razões dessa pobreza, pois a esses jovens não podem ser assacadas responsabilidades, mesmo nos casos em que elas o podem ser aos pais. Numa sociedade mais justa, a lotaria moral das heranças sociais, a começar pela lotaria da família de nascimento, não deve fixar de uma vez por todas as oportunidades de vida de cada um.
2. E, já agora, por muito que tal repugne à direita que temos, muito neoconservadora mas pouco conservadora, muito neoliberal mas pouco liberal, o inverso também é verdadeiro. O rendimento mínimo garantido deve conviver com o rendimento máximo permitido. Não há razões sociais, económicas ou morais que justifiquem o crescimento exponencial dos rendimentos individuais sem um correspondente aumento da progressividade do imposto sobre esses rendimentos. Em primeiro lugar, porque não há sucesso individual que não beneficie dos recursos sociais que viabilizam a ampliação das capacidades individuais para agir. Depois, porque o incentivo economicamente desejável ao investimento e à reprodução alargada do capitalismo é contrariado quando não há limites à busca do rendimento máximo no curto prazo. E, finalmente, porque quando a desigualdade é extrema o sentido de justiça social é moralmente abalado.
3. Portanto, senhores Rui Rio e Paulo Portas, o problema-chave em Portugal não está no rendimento social de inserção, como clamam, mas na falta de um rendimento máximo permitido. Ou seja, na necessidade de uma reforma fiscal que acentue, e muito, a actual progressividade dos impostos sobre as pessoas individuais.
Inserido por Rui Pena Pires às 12:20
Sexta-feira, Fevereiro 20, 2009
Ordenado Máximo. Precisa-se
Numa situação como a que atravessamos em Portugal vai ser preciso reduzir salários muito em breve.
E a meio de um panorama de grande desigualdade social só uma redução de rendimentos das classes mais ricas pode ser feita, sem agravar o fosso que separa os que têm muito, dos outros, que vivem no limiar da pobreza.
É urgente acabar com o regabofe dos que têm quatro, cinco, dez empregos, e outros tantos ordenados, enquanto o número de desempregados não cessa de aumentar.
Como também é urgente criar um Ordenado Máximo verdadeiramente controlado.
Esta não é uma crise de que se saia por um toque de mágica, e todas as medidas possíveis, são e serão insuficientes, qualquer que seja o Governo que saia das eleições.
Quem disser que tem uma gaveta de soluções, não fala verdade.
O que é preciso, é mais uma gaveta de seriedade.
quarta-feira, outubro 07, 2009
Afinal está tudo bem.
"Estou autorizado pelo meu camarada Carvalho da Silva, que acaba de mandar uma mensagem à Comissão Coordenadora da CDU a informar das condições em que fez uma declaração sobre a situação de Lisboa mas também a transmitir a sua posição de apoio claro e inequívoco à CDU, pois entende que o país precisa de um reforço da CDU": Jerónimo de Sousa às televisões.
Acrescentar o quê?
Votem neles e depois não me venham com lamentos que foram levados ao engano.
sexta-feira, outubro 02, 2009
terça-feira, setembro 29, 2009
Isto parece a Madeira mas é a Festa da Liberdade em Milão!
Asfixia? Não, senhor! É apenas o estado da democracia e o da liberdade num Estado profundamente corrupto, como hoje é a Itália!
A ler absolutamente!
É só rir!, mas podem continuar a julgar-se num regime de imprensa livre, de gloriosos "jornalistas", de tele-jornais-independentes e de comentadores-impolutos Tal como as respectivas mães, aliás!
Cavaco convocou a Comunicação Social para lhe fazer uma comunicação???
O Presidente da República fará amanhã, dia 29 de Setembro, às 20:00 horas, uma declaração à comunicação social.
Anda com fraca audiência?
Vai demitir-se em directo, perante a CS?
Vai queixar-se à CS?
Vai dissolver o Parlamento, eleito há dois dias?
Vai trejurar independência à CS?
Vai entrar na campanha do Santana Lopes? Vai traçar mais um túnel?
Vai ensarilhar-se em enredos policiais junto da CS?
Vai o quê? ?...........à CS?
Diante da mesma Comunicação Social que um dia despreza, e no dia seguinte serve de aliada e de tamborzinho?
Claustrofobia asfixiante ou o mal das profundidades
In JN :
Buscas em escritórios de advogados por causa da compra de submarinos
Em causa está o processo de aquisição dos dois submarinos U-214 pelo Estado ao Germain Submarine Consortium (GSC).
A “Sábado” diz que, “entre outros documentos”, o Ministério Público (MP) “está à procura do contrato de financiamento associado à aquisição dos submarinos”.
As buscas tiveram início, pelas 10.00h, nas sedes da Vieira de Almeida & Associados e na Sérvulo & Associados que, ainda de acordo com a revista, terão participado “no negócio de 875 milhões de euros assinado, em Abril de 2004, pelo então ministro da Defesa Paulo Portas”.
Rita Varão, da Vasco Vieira de Almeida & Associados, confirmou à Agência Lusa as diligências do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), afirmando quem estão a ser ouvidos todos os advogados que prestaram assessoria jurídica a um cliente que integrou um consórcio internacional participante num concurso público.
A mesma fonte disse não estar autorizada a revelar o nome do cliente nem o concurso público, referindo que a investigação à empresa que integrou o consórcio está a decorrer simultaneamente em vários escritórios de advogados. "Estão apenas a recolher documentos e a ouvir os advogados", acrescentou.
A RTP adiantou que um dos escritórios representou o Estado no negócio e que a equipa de investigadores está acompanhada de uma unidade fiscal da GNR
segunda-feira, setembro 28, 2009
Ele há outro responsável pela derrota do PSD!
É que afinal há outro responsável da derrota.
Um que continua na sombra a emitir sub-sons e a deixar escapar para a imprensa, através de "fontes credíveis da presidência" ou de conhecidos comentadores acolitados, um rol de insinuações, de trapalhadas e de intrigas palacianas.
Um que reservou para si próprio, como aqui escrevi à data da sua eleição, o papel de traidor fosse aos seus eleitores, associando-se ao Governo, fosse às juras de fidelidade aos princípios democráticos, à letra da Constituição ou à sua famosa cooperação institucional! Escolheu claramente faltar a quase todas e preferiu trilhar o caminho da desgraça política em que está irremediavelmente asfixiado.
Não havia portanto razão para MFLeite se demitir. Ela aguarda que outros o façam primeiro.
E há vários à escolha, e em fila de espera.
Aguardemos.
domingo, setembro 27, 2009
Quem ganhou e quem perdeu!
e quem perdeu ...foi Cavaco Silva, foi Ferreira Leite, foi a TVI e a Manuela Moura Guedes, a Sonae, o Público mais o seu inenarrável director, sem esquecer os sindicatos dos professores, o dos juizes, e todos os que juraram destruir o PS, à sua esquerda e à sua direita!!!!!!!!!
Tudo o resto é espuma da muita raiva e alguma poeira da estrada!
quinta-feira, setembro 24, 2009
Assim já fica tudo explicado. Cavaco não precisa de voltar a falar sobre as suas maquinações
Autárquicas
Lobo Xavier, Pacheco Pereira e José Manuel Fernandes juntos em iniciativa do PSD
Rio Maior, Santarém, 24 Set (Lusa) - O centrista António Lobo Xavier apontou hoje o episódio das "escutas" como o "pior problema da campanha", num jantar-debate da coligação autárquica PSD/CDS que contou com a presença de Pacheco Pereira e do director do jornal Público.
José Manuel Fernandes partilhou o jantar-debate com Pacheco Pereira (cabeça-de-lista do PSD por Santarém), António Lobo Xavier, Vasco Cunha, (líder distrital do PSD) e ainda com Isaura Morais, candidata da coligação que confessou no final do jantar a surpresa pela presença na mesa principal do director do Público, que não fez qualquer intervenção, limitando-se a seguir a discussão.
Questionado pelos jornalistas, à saída do jantar, José Manuel Fernandes justificou a sua presença, que causou grande curiosidade nos participantes, com a vontade de "ver um bocado da campanha", destacando ainda o facto de Lobo Xavier ser vogal do conselho geral do Público e, tal como Pacheco Pereira, colunista do jornal.
Estou plenamente convencido da bondade e escrúpulos dos intervenientes em tal repasto.
Só lhes fica bem tirarem as máscaras, mostrarem as mocas e deixarem-se de teatros: Do que se trata mesmo é dos interesses duma meia dúzia, versus a maioria que vota PS!
E fica o Cavaco Silva dispensado de voltar a pronunciar-se sobre as inventonas e maquinações que têm origem em Belém. Nós já percebemos, e por respeito aos nossos narizes, preferimos que não se mexa mais na imundicie.
quarta-feira, setembro 23, 2009
MFL, the best of ou o disparate assumido!
Não sei se é para rir ou para temer!
Mas fica para a história do insólito, do maquiavélico e do inusitado!
Porque é que os media portugueses asfixiaram este texto?
São por acaso os mesmos que se alimentam do medo e que nos tentam desmoralizar com uma tal "asfixia democrática".
Discurso de Obama aos estudantes americanos:
"Sei que para muitos de vocês hoje é o primeiro dia de aulas, e para os que entraram para o jardim infantil, para a escola primária ou secundária, é o primeiro dia numa nova escola, por isso é compreensível que estejam um pouco nervosos.
Também deve haver alguns alunos mais velhos, contentes por saberem que já só lhes falta um ano.
Mas, estejam em que ano estiverem, muitos devem ter pena por as férias de Verão terem acabado e já não poderem ficar até mais tarde na cama.
Também conheço essa sensação. Quando era miúdo, a minha familia viveu alguns anos na Indonésia e a minha mãe não tinha dinheiro para me mandar para a escola onde andavam os outros miúdos americanos. Foi por isso que ela decidiu dar-me ela própria umas lições extras, segunda a sexta-feira, às 4:30 da manhã.
A ideia de me levantar àquela hora não me agradava por aí além.
Adormeci muitas vezes sentado à mesa da cozinha. Mas quando eu me queixava a minha mãe respondia-me: "Olha que isto para mim também não é pera doce, meu malandro."
Tenho consciência de que alguns de vocês ainda estão a adaptar-se ao regresso às aulas, mas hoje estou aqui porque tenho um assunto importante a discutir convosco. Quero falar-vos da vossa educação e daquilo que se espera de vocês neste novo ano escolar.
Já fiz muitos discursos sobre educação, e falei muito de responsabilidade. Falei da responsabilidade dos vossos professores de vos motivarem, de vos fazerem ter vontade de aprender.
Falei da responsabilidade dos vossos pais de vos manterem no bom caminho, de se assegurarem de que fazem os trabalhos de casa e não passam o dia à frente da televisão ou a jogar com a Xbox.
Falei da responsabilidade do vosso governo de estabelecer padrões elevados, de apoiar os professores e os directores das escolas e de melhorar as que não estão a funcionar bem e onde os alunos não têm as oportunidades que merecem.
No entanto, a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades. Se não forem às aulas, se não prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos e não trabalharem duramente, como terão de fazer se quiserem ser bem sucedidos.
E hoje é nesse assunto que quero concentrar-me: na responsabilidade de cada um pela sua própria educação.
Todos vocês são bons em alguma coisa. Não há nenhum que não tenha alguma coisa a dar. E é a cada um que cabe descobrir do que se trata. É essa oportunidade que a educação vos proporciona.
Talvez tenham a capacidade de ser bons escritores - suficientemente bons para escreverem livros ou artigos para jornais -, mas se não fizerem o trabalho de Inglês podem nunca vir a sabê-lo. Talvez sejam pessoas inovadoras ou inventores - quem sabe capazes de criar o proximo iPhone ou um novo medicamento ou vacina -, mas se não fizerem o projecto de Ciências podem não vir a percebê-lo.
Talvez possam vir a ser presidentes de Câmaras ou senadores, ou juizes do Supremo Tribunal, mas se não participarem nos debates dos clubes da vossa escola podem nunca vir a sabê-lo.
No entanto, escolham o que escolherem fazer com a vossa vida, garanto-vos que não será possível a não ser que estudem. Querem ser médicos, professores ou policias? Querem ser enfermeiros, arquitectos, advogados ou militares? Para qualquer dessas carreiras é preciso ter estudos. Não podem deixar a escola e esperar arranjar um bom emprego. Terão de trabalhar, estudar, aprender para isso.
E não é só para as vossas vidas e para o vosso futuro que isto é importante. 0 que fizerem com os vossos estudos vai decidir nada mais nada menos que o futuro do nosso País. Aquilo que aprenderem na escola agora, vai decidir se enquanto País estaremos à altura dos desafios do futuro.
Vão precisar dos conhecimentos e das competências que se aprendem e desenvolvem nas ciências e na matemática para curar doenças como o cancro e a sida e para desenvolver novas tecnologias energéticas que protejam o ambiente. Vão precisar da compreenção e do sentido critico que se desenvolvem na história e nas ciências sociais para que deixe de haver pobres e sem-abrigo, para combater o crime e a discriminação e para tornar o nosso País mais justo e mais livre. Vão precisar da criatividade e do engenho que se desenvolvem em todas as disciplinas para criar novas empresas que criem novos empregos e desenvolvam a economia.
Precisamos que todos vocês desenvolvam os vossos talentos, competências e intelectos para ajudarem a resolver os nossos problemas mais dificeis. Se não o fizerem - se abandonarem a escola -, não é só a vocês mesmos que estão a abandonar, é ao vosso País.
Eu sei que não é fácil ter bons resultados na escola. Tenho consciência de que muitos têm dificuldades na vossa vida que dificultam a tarefa de se concentrarem nos estudos. Percebo isso, e sei do que estou a falar. 0 meu pai deixou a nossa familia quando eu tinha dois anos e fui criado só pela minha mãe, que teve muitas vezes dificuldade em pagar as contas e nem sempre nos conseguia dar as coisas que os outros miúdos tinham. Tive muitas vezes pena de não ter um pai na minha vida. Senti-me sozinho e tive a impressão que não me adaptava, e por isso nem sempre conseguia concentrar-me nos estudos como devia. E a minha vida podia muito bem ter dado para o torto.
Mas tive sorte. Tive muitas segundas oportunidades e consegui ir para a faculdade, estudar Direito e realizar os meus sonhos. A minha mulher, a nossa primeira-dama, Michelle Obama, tem uma história parecida com a minha. Nem o pai nem a mãe dela estudaram e não eram ricos. No entanto, trabalharam muito, e ela própria trabalhou muito para poder frequentar as melhores escolas do nosso pais.
Alguns de vós podem não ter tido estas oportunidades. Talvez não haja nas vossas vidas adultos capazes de vos dar o apoio de que precisam. Quem sabe se não há alguém desempregado e o dinheiro não chega. Pode ser que vivam num bairro pouco seguro ou os vossos amigos queiram levar-vos a fazer coisas que vocês sabem que não estão bem.
Apesar de tudo isso, as circunstâncias da vossa vida - o vosso aspecto, o sítio onde nasceram, o dinheiro que têm, os problemas da vossa familia - não são desculpa para não fazerem os vossos trabalhos nem para se portarem mal. Não são desculpa para responderem mal aos vossos professores, para faltarem às aulas ou para desistirem de estudar. Não são desculpa para não estudarem.
A vossa vida actual não vai determinar forçosamente aquilo que vão ser no futuro. Ninguém escreve o vosso destino por vocês. Aqui, nos Estados Unidos, somos nós que decidimos o nosso destino. Somos nós que fazemos o nosso futuro.
E é isso que os jovens como vocês fazem todos os dias em todo o País.
Jovens como Jazmin Perez, de Roma, no Texas. Quando a Jazmin foi para a escola não falava inglês. Na terra dela não havia praticamente ninguém que tivesse andado na faculdade, e o mesmo acontecia com os pais dela. No entanto, ela estudou muito, teve boas notas, ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Brown, e actualmente está a estudar Saúde Pública.
Estou a pensar ainda em Andoni Schultz, de Los Altos, na California, que aos três anos descobriu que tinha um tumor cerebral. Teve de fazer imensos tratamentos e operações, uma delas que lhe afectou a memória, e por isso teve de estudar muito mais - centenas de horas a mais - que os outros. No entanto, nunca perdeu nenhum ano e agora entrou na faculdade.
E também há o caso da Shantell Steve, da minha cidade, Chicago, no Illinois. Embora tenha saltado de familia adoptiva para familia adoptiva nos bairros mais degradados, conseguiu arranjar emprego num centro de saúde, organizou um programa para afastar os jovens dos gangues e está prestes a acabar a escola secundária com notas excelentes e a entrar para a faculdade.
A Jazmin, o Andoni e a Shantell não são diferentes de vocês. Enfrentaram dificuldades como as vossas. Mas não desistiram. Decidiram assumir a responsabilidade pelos seus estudos e esforçaram-se por alcançar objectivos. E eu espero que voces façam o mesmo.
É por isso que hoje me dirijo a cada um de vós para que estabeleçam os seus próprios objectivos para os seus estudos, e para que façam tudo o que for preciso para os alcançar. 0 vosso objectivo pode ser apenas fazer os trabalhos de casa, prestar atenção às aulas ou ler todos os dias algumas páginas de um livro. Também podem decidir participar numa actividade extracurricular, ou fazer trabalho voluntário na vossa comunidade. Talvez decidam defender miúdos que são vítimas de discriminação, por serem quern são ou pelo seu aspecto, por acreditarem, como eu acredito, que todas as crianças merecem um ambiente seguro em que possam estudar. Ou pode ser que decidam cuidar de voces mesmos para aprenderem melhor. E é nesse sentido que espero que lavem muitas vezes as mãos e que não vão às aulas se estiverem doentes, para evitarmos que haja muitas pessoas a apanhar gripe neste Outono e neste Inverno.
Mas decidam o que decidirem gostava que se empenhassem. Que trabalhassem duramente. Eu sei que muitas vezes a televisão dá a impressão que podemos ser ricos e bem-sucedidos sem termos de trabalhar - que o vosso caminho para o sucesso passa pelo rap, pelo basquetebol ou por serem estrelas de reality shows -, mas a verdade é que isso é muito pouco provável. A verdade é que o sucesso é muito difícil. Não vão gostar de todas as disciplinas nem de todos os professores. Nem todos os trabalhos vão ser úteis para a vossa vida a curto prazo. E não vão forçosamente alcançar os vossos objectivos à primeira.
No entanto, isso pouco importa. Algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo são as que sofreram mais fracassos. 0 primeiro livro do Harry Potter, de J. K. Rowling, foi rejeitado duas vezes antes de ser publicado. Michael Jordan foi expulso da equipa de basquetebol do liceu, perdeu centenas de jogos e falhou milhares de lançamentos ao longo da sua carreira. No entanto, uma vez disse: "Falhei muitas e muitas vezes na minha vida. E foi por isso que fui bem-sucedido."
Estas pessoas alcançaram os seus objectivos porque perceberam que não podemos deixar que os nossos fracassos nos limitem - temos de permitir que eles nos ensinem as suas lições. Temos de deixar que nos mostrem o que devemos fazer de maneira diferente quando voltamos a tentar. Não é por nos metermos num sarilho que somos desordeiros. Isso só quer dizer que temos de fazer um esforço maior por nos comportarmos bem. Não é por termos uma má nota que somos estúpidos. Essa nota só quer dizer que temos de estudar mais.
Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. Não entramos para a primeira equipa da universidade da primeira vez que praticamos um desporto. Não acertamos em todas as notas da primeira vez que cantamos uma canção. Temos de praticar. 0 mesmo acontece com o trabalho da escola. É possivel que tenham de fazer um problema de Matemática várias vezes até acertarem, ou de ler muitas vezes um texto até o perceberem, ou de fazer um trabalho várias vezes antes de poderem entregá-lo.
Não tenham medo de fazer perguntas. Não tenham medo de pedir ajuda quando precisarem. Eu todos os dias o faço. Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, é um sinal de força. Mostra que temos coragem de admitir que não sabemos e de aprender coisas novas. Procurem um adulto em quem confiem - um pai, um avô ou um professor ou treinador - e peçam-lhe que vos ajude.
E mesmo quando estiverem em dificuldades, mesmo quando se sentirem desencorajados e vos parecer que as outras pessoas vos abandonaram - nunca desistam de vocês mesmos. Quando desistirem de vocês mesmos é do vosso País que estão a desistir.
A história da América não é a história dos que desistiram quando as coisas se tornaram difíceis. É a das pessoas que continuaram, que insistiram, que se esforçaram mais, que amavam demasiado o seu País para não darem o seu melhor.
É a história dos estudantes que há 250 anos estavam onde vocês estão agora e fizeram uma revolução e fundaram este pais. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 75 anos e ultrapassaram uma depressão e ganharam uma guerra mundial, lutaram pelos direitos civis e puseram um homem na Lua. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 20 anos e fundaram a Google, o Twitter e o Facebook e mudaram a maneira como comunicamos uns com os outros.
Por isso hoje quero perguntar-vos qual é o contributo que pretendem dar. Quais são os problemas que tencionam resolver? Que descobertas pretendem fazer? Quando daqui a 20 ou a 50 ou a 100 anos um presidente vier aqui falar, que vai dizer que vocês fizeram pelo vosso País?
As vossas familias, os vossos professores e eu, estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês tenham a educação de que precisam para responder a estas perguntas. Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar. É por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem. Espero grandes coisas de todos vocês. Não nos desapontem. Não desapontem as vossas familias e o vosso País. Façam-nos sentir orgulho em vocês. Tenho a certeza que são capazes.
(Texto recebido por email. Com a tradução que consegui melhorar e o sublinhado é meu)
Razão tinha Manuela Ferreira Leite
" UN ESCÁNDALO DEBILITA LAS OPCIONES DE LA CANDIDATA CONSERVADORA PORTUGUESA" - titula o El Pais.
E continua:
terça-feira, setembro 22, 2009
A OCDE vem dar razão a todas as medidas anti-crise do PS !
e a notícia da RTP continua com este texto:
Economia
OCDE recomenda investimentos nas novas tecnologias
A OCDE recomenda aos países europeus que apostem nos investimentos em infra-estruturas, designadamente, na banda larga e em tecnologias limpas. Assim, a OCDE prevê que seja mais fácil a saída da crise, com benefícios na oferta, por um lado, e como incentivo à actividade, no curto prazo. O s governos devem também manter, ou aumentar, os investimentos na educação e na formação para melhorar os recursos humanos. As recomendações são da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico que, para travar o desemprego, sugere a redução das contribuições para a Segurança Social. Nicolau Santos, especialista da Antena 1 em assunto de economia e director adjunto do semanário Expresso, analisa estas recomendações.
2009-09-21 13:05:46
Nem as notas são soltas nem o autor está tranquilo
Com dia e hora marcada!
E que se explique:
Que coisa foi esta de deixar a D.Manuela a falar sozinha?
A três dias das eleições tão trabalhosamente armadilhadas, pimba, rebenta a espoleta e salta a bomba?
Parece impossível!
Já não há conspiradores como antigamente!
segunda-feira, setembro 21, 2009
A próxima demissão é a do director do Público!
Era só o que faltava!
Ora aí está uma demissão por interposta pessoa!
Mas alguém acredita que o homem andasse, há mais de um ano, a difundir notícias falsas sobre eventuais escutas levadas a cabo por tenebrosas forças, incluindo o 1º Ministro, à própria Presidência da República?
E que o homem tenha difundido essas atoardas de moto-próprio?
Que tenha até informado o Bloco de Esquerda sobre as suas suspeitas/certezas?
Cavaco Silva que se gaba de não ser ingénuo, se tenha exposto ao ridículo e à mistificação ao associar-se ao director do Público no agravar de suspeitas e de rumores que envolvem as mais gradas figuras do Estado, não core de vergonha ao fazê-lo? Também ele se devia demitir de imediato!
Está bem de ver que o chorrilho de falsas notícias serviam à perfeição a finalidade de agravar o clima entre o Governo e a P. da República mas, em especial, constituiam a base da campanha difamatória que dá pelo nome de "asfixia democrática"
Que gente é esta que se conluia para nos enganar, para condicionar o voto dos portugueses?
Se havia alguém que ainda confiasse em Cavaco Silva, apesar dos variadas razões em contrário, é melhor desenganar-se: O homem escolheu há muito a traição como método e a porta das traseiras para sair de fininho. Que tristeza de mandato. Que falta de compostura!
Estamos em plena campanha do vale-tudo!
O que é que falta ainda?
segunda-feira, março 02, 2009
A mania dos pobres de se evidenciarem...
Le seul Orchestre Symphonique de RDC à Kinshasa
Enviado por pollux91
domingo, março 01, 2009
Afinal...era o Programa do PS !
Curioso, não me recordo do PCP ter alguma vez aplaudido, ou vagamente apoiado, as medidas de que agora se sente orfão...
Afinal JS o que queria mesmo, era a realização pura e dura do programa do PS!
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
Ordenado Máximo. Precisa-se
E a meio de um panorama de grande desigualdade social só uma redução de rendimentos das classes mais ricas pode ser feita, sem agravar o fosso que separa os que têm muito, dos outros, que vivem no limiar da pobreza.
É urgente acabar com o regabofe dos que têm quatro, cinco, dez empregos, e outros tantos ordenados, enquanto o número de desempregados não cessa de aumentar.
Como também é urgente criar um Ordenado Máximo verdadeiramente controlado.
Esta não é uma crise de que se saia por um toque de mágica, e todas as medidas possíveis, são e serão insuficientes, qualquer que seja o Governo que saia das eleições.
Quem disser que tem uma gaveta de soluções, não fala verdade.
O que é preciso, é mais uma gaveta de seriedade.
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
O Génesis contado às criancinhas
God said, 'Let there be light!' And there was light. There was still nothing, but you could see it a whole lot better."
Ellen DeGeneres
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
Agora já percebemos
Venha lá o Aeroporto de Lisboa, a privatização da ANA, e a exploração privada do aeroporto Francisco Sá Carneiro...
Belmiro de Azevedo parece apostado no derrube do governo do PS e na exploração da BA -Belmiro Airways...
A falta de vergonha e as campanhas que se seguem
terça-feira, fevereiro 10, 2009
O Medo. Variações sobre o tema
O medo é um dos inimigos da democracia; deve combater-se com dignidade e voz à altura. Apregoar aos sete ventos que «estou cheio de medo» não é uma garantia do denunciante; é uma amostra de mariquice. Medo? Não me lixem. Se têm medo, falem.
FJV
O que faz falta
É preciso e urgente limitar o número e o valor de empregos e das pensões, per capita.
É indispensável proceder a uma melhor redestribuição da riqueza nacional.
Limitar os ordenados escandalosos, seja de barões da política, dos grandes industriais ou de banqueiros.
Que os muitoricos tenham taxas sobre os seus rendimentos capazes de permitir o funcionamento das políticas de apoio social e de promoção da Escola Pública.
Torna-se indispensável oferecer produtos de rendimento garantido a quem tem poupanças ou as faça regressar ao País. Os emigrantes não podem continuar a ser enganados e a construir casas que nunca ninguém habitará e cujo investimento é puro desperdício, sem qualquer retorno.
Portugal tem que se constituir em paraíso fiscal para os seus emigrantes.
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
Xenofobia em tamanho grande
Quando os portugueses são humilhados, o que é o PSD propõe?
Que as Obras Públicas se façam aonde?
Talvez agora o PSD perceba quais as consequências de se ser oportunista e irresponsável.
Reformas? Só na casa dos outros! Como cá!
VATICANADAS OU VATICANICES ?
Ou vaticanices. Não suporto ver os senhores cardeais e os senhores bispos trajados com um luxo que escandalizaria o pobre Jesus de Nazaré, mal tapado com a sua túnica de péssimo pano, por muito inconsútil que tivesse sido e certamente não era, sem recordar o delirante desfile de moda eclesiástica que Fellini, genialmente, meteu em Oito e Meio para seu e nosso gozo.
Estes senhores supõem-se investidos de um poder que só a nossa paciência tem feito durar. Dizem-se representantes de Deus na terra (nunca o viram e não têm a menor prova da sua existência) e passeiam-se pelo mundo suando hipocrisia por todos os poros.
Talvez não mintam sempre, mas cada palavra que dizem ou escrevem tem por trás outra palavra que a nega ou limita, que a disfarça ou perverte.
A tudo isto muitos de nós nos havíamos mais ou menos habituado antes de passarmos à indiferença, quando não ao desprezo.
Diz-se que a assistência aos actos religiosos vem diminuindo rapidamente, mas eu permito-me sugerir que também serão em menor número até aquelas pessoas que, embora não sendo crentes, entravam numa igreja para disfrutar da beleza arquitectónica, das pinturas e esculturas, enfim de um cenário que a falsidade da doutrina que o sustenta afinal não merece.
Os senhores cardeais e os senhores bispos, incluindo obviamente o papa que os governa, não andam nada tranquilos.
Apesar de viverem como parasitas da sociedade civil, as contas não lhes saem.
Perante o lento mas implacável afundamento desse Titanic que foi a igreja católica, o papa e os seus acólitos, saudosos do tempo em que imperavam, em criminosa cumplicidade, o trono e o altar, recorrem agora a todos os meios, incluindo o da chantagem moral, para imiscuir-se na governação dos países, em particular aqueles que, por razões históricas e sociais ainda não ousaram cortar as sujeições que persistem em atá-los à instituição vaticana.
Entristece-me esse temor (religioso?) que parece paralisar o governo espanhol sempre que tem de enfrentar-se não só a enviados papais, mas também aos seus “papas” domésticos.
E digo ainda mais: como pessoa, como intelectual, como cidadão, ofende-me a displicência com que o papa e a sua gente tratam o governo de Rodriguez Zapatero, esse que o povo espanhol elegeu com inteira consciência. Pelos vistos, parece que alguém terá de atirar um sapato a um desses cardeais."
Nota deste bloger: Que pena que o Saramago não dedique um pequeno texto ao que aqui se passa, à campnha negra contra o governo que também aqui foi eleito com maioria absoluta. Fazia-nos falta um intelectual do seu quilate para nos compensar das banalidades e obscenidades dos Silvas, dos Crespos, dos Dias Loureiros..., dos Rebelos, dos Jardins, e dos presidentes dos automóveis -clubes...
domingo, fevereiro 08, 2009
Um coelho + outro coelho...
Então dois coelhos, dão coelhinhos?
Santo António nos defenda!
sábado, fevereiro 07, 2009
Suicídio assistido
Com uma diferença: O Manuel Alegre não tem qq proposta para o País real. É só diálogo, mais democracia e mais diálogo.
O BE, não, o BE tem uma proposta. De rir!
Despedimentos autorizados, nas empresas sem resultados, em plena crise, serviria de vacina, por muitos anos, caso fosse posta em vigor.
Vacina contra os disparates de quem não passa de idiotas úteis!
Isto é o que se chama de uma proposta de "suicídio assistido"
terça-feira, fevereiro 03, 2009
Como se deve lidar com a reacção
- Freeport:Exigir que o PR, o PGR e o MP se ponham de acordo sobre as investigações, a letra da Lei, as violações do Segredo de Justiça, a audição de testemunhas e a pronúncia de despachos, sejam acusatórios ou de arquivamento dentro de um prazo razoável de, digamos, três meses. A continuada falta de respeito pela presunção de inocência não deve ser tolerada e devem ser responsabilizados os seus autores, sejam orgãos de soberania, jornalistas ou comentadores de serviço.
- Que a cada insulto ou insinuação corresponda um desmentido e repúdio formal e sem margem para dúvidas. Por outras palavras é preciso fazer cair as máscaras aos mascarados, tipo Mário Crespo...
- Reforma do Estado/Apoios sociais:Que o PS proponha de imediato uma série de medidas de carácter social e de esquerda, doa a quem doer ou afecte os interesses de quem quer que seja, a saber:
- Pura a simples proibição do pagamento, por um período mínimo de 4 anos de todos os rendimentos, pensões e salários que excedam os 7.500€ por mês x 14 meses, por ano.
- Todo o excedente a que o titular tivesse direito, independentemenete da sua origem, e deduzidos dos impostos aplicáveis, deveria ser transformado em títulos do Tesouro, de renda fixa, não transacionáveis, nominais, e a pedido do interessado, e que seria públicado no site do Ministério da Finanças. Títulos que beneficiariam, no período de imobilização de 4 anos, de correcção a que corresponderia a taxa de inflação verificada nesse período e que seriam rebatidos, por sorteio, no final do 4º, 5º e 6º anos de imobilização, à razão de 1/3 por ano.
- Independentemente do valor dos rendimentos acima mencionados, e da sua origem, seria sempre aplicável uma taxa máxima de IRS de 50% sobre tudo que exceda os referidos 7.500.00€ mensais x 14 meses, anuais.
- Aumento das pensões e do salário mínimo mensal dos funcionários públicos para os 500.00€, com início em 1 de Março próximo
- Aumento de 5% no salário todas as forças de segurança, PSP, GNR, PJ e Forças Armadas para todos os vencimentos até aos 1500.00€ mensais. Os restantes funcionários públicos teriam o aumento previsto de 2,9%
- Admissão dos professores necessários ao funcionamento de todas as Escolas das 8:00h até às 19:00h com início em Junho, até ao 9º ano, sem interrupção para férias, e com todas as valências a funcionar, tais como alimentação gratuíta e apoio docente extra-curricular. Com activa participação das Ass. de Pais e das Autarquias
- Lançamento de mais 200 creches com horário alargado que permitam aos pais organizar uma vida profissional de forma tranquila.
- Contratação e imediata colocação de mais 1000 médicos e de 4.000 enfermeiros nos Centros de Saúde mais carenciados, por todo o País.
- Lançamento de todas as Obras públicas previstas para os próximos 4 anos, com a maior celeridade, e com o concomitante lançamento de um vasto plano de controlo de despesas públicas e de custos das OP.
- Implementação de uma vasta campanha de capitalização a nível interno e externo no sentido de captar as poupanças dos nossos emigrantes dirigindo-as para investimentos reprodutívos e criadores de riqueza, em vez da inútil construção de mais habitações que destroem a paisagem e criam zero de riqueza nacional.
sábado, janeiro 31, 2009
A quem não serve este sistema judicial?
Trata-se mesmo do sistema da justiça e dos interesses que o PS perturbou.
Qual independência jornalística, qual nada!
Para que conste, ontem a RTP1 esteve em directo com Londres, mais de 15m, em permanente violação do segredo de justiça, e do tal sistema judicial de liberdades e garantias.
Quais garantias, qual nada!
E esteve a violar o segredo de justiça apenas pelo prazer de destruir a reputação do 1º Ministro.
Nada acrescentou de factual ou de interessante para a descoberta da verdade e para nosso esclarecimento. ( Mesmo que isso não fosse ofensa ao segredo de justiça...)
Pergunto-me para que é que ainda temos polícias e tribunais e ministério público?
Acho que estamos a caminho da segurança privada, dos julgamentos em praça pública e do ministério popular.
Neste momento são dois os objectivos: Destruir este governo e demonstrar à opinião pública como é independente e justiceira esta imprensa.
Não é preciso nenhuma bola de cristal para descobrir que, ambos, servem apenas a direita mais reaccionária e ululante. E para atirar para o caixote do lixo, definitivamente, este sistema judicial.
Porquê?
sexta-feira, janeiro 30, 2009
Dois jornalismos, duas realidades
Aqui em Portugal é o Governo que é criticado por tentar salvar os bancos com seguros de crédito e com avales...Nos EUA vão ser precisos 4 Triliões de US$ para salvar a economia real...Enquanto nos EUA da América o Presidente critica as vigarices e oportunismos dos banqueiros, aqui em Portugal a imprensa, se por um lado silencia os desmentidos ouvidos na Comissão de inqérito ao BPN, organiza uma campanha suja que visa desmobilizar o Governo e menorizar as medidas de apoio à sociedade e à economia, quase em pedaços.
A quem serve e donde vem esta nacional-flagelação?
Ontem a jornalista queria mesmo saber se o Sócrates estava para se demitir...em vez de governar e de tudo fazer para evitar o afundanço da economia.
Despite crippling losses, multibillion-dollar bailouts and the passing of some of the most prominent names in the business, employees at financial companies in New York, the now-diminished world capital of capital, collected an estimated $18.4 billion in bonuses for the year.
That was the sixth-largest haul on record, according to a report released Wednesday by the New York State comptroller.
While the payouts paled next to the riches of recent years, Wall Street workers still took home about as much as they did in 2004, when the Dow Jones industrial average was flying above 10,000, on its way to a record high.
Some bankers took home millions last year even as their employers lost billions
Tira-se a tampa á sarjeta e...lá está
"In Câmara Corporativa, Miguel Abrantes", com sua licença:
Há por aí alguma confusão, Rodrigo, o que é natural em resultado do bombardeamento a que todos vimos sendo sujeitos.
Com efeito, parece que há uma investigação em curso, a qual estará sujeita ao segredo de justiça.
Já a ocorrência dos “encontros da Aroeira” foi comprovada em tribunal.
Assim como no mesmo julgamento se comprovou ter havido uma conspiração entre gente da polícia, do jornalismo e da política. A sentença já transitou em julgado (não estando em segredo de justiça).Indo directo à pergunta do Rodrigo, podemos ver referidos os “encontros da Aroeira”, por exemplo, aqui:
“Em Janeiro de 2005, Armando Carneiro, presidente da administração da Euronoticias, proprietária da revista Tempo, junta na sua casa de Aroeira o inspector Torrão, o antigo chefe de gabinete de Santana Lopes Miguel Almeida, o advogado José Dias, que trabalhou no escritório de Rui Gomes da Silva, ex-ministro adjunto e ministro dos Assuntos Parlamentares do Governo de Santana Lopes, e o jornalista Vítor Norinha. Segundo Torrão, todos eram seus informadores. Realizou-se, depois, outra reunião com a inspectora Carla Gomes, titular do processo.”E se o Rodrigo quiser saber mais sobre a conspiração, pode também ler esta descrição deliciosa [com carros do primeiro-ministro da época à mistura e tudo]:
O empresário Armando Jorge Carneiro revelou hoje em tribunal que, em 2005 e antes das legislativas, levou Miguel Almeida, ex-chefe de gabinete de Santana Lopes, a jantar com uma inspectora da PJ que acompanhava o "caso Freeport".(…)O ex-presidente do Conselho de Administração da revista "Tempo" contou em tribunal que o primeiro contacto que teve com José Torrão (…) ocorreu, em Janeiro de 2005, na sua casa na Aroeira, tendo o ora arguido sido-lhe apresentado pelo advogado Bello Dias.Questionado pelo juiz sobre o número de contactos que manteve com elementos da PJ de Setúbal em Janeiro e Fevereiro de 2005, incluindo encontros com a inspectora Carla Gomes e o inspector Peixoto, Armando Jorge Carneiro contabilizou seis, mas tentou negar que essas reuniões tivessem como motivação o "caso Freeport".Num dos encontros com a inspectora, num bar em Setúbal, o empresário admitiu que entregou já perto da meia-noite, a pedido desta, um exemplar daquele que seria a manchete, no dia seguinte, do semanário "O Independente", sobre o "caso Freeport", em que se falava de um mandado de busca e em que aparece na primeira página a fotografia de José Sócrates.O empresário teve dificuldades em explicar porque razão decidiu levar Miguel Almeida, actual deputado do PSD e figura próxima de Santana Lopes (à data primeiro-ministro) a jantar, em Setúbal, com a inspectora da PJ, alegando que nessa dia estava muito cansado e pediu àquele seu amigo para conduzir.No jantar, onde o ex-chefe de gabinete de Santana Lopes foi apresentado como "Miguel", a testemunha revelou que a inspectora da PJ se mostrou "stressada" , "nervosa" e com receio de estar a ser alvo de vigilância ou perseguição, pois via carros suspeitos.Miguel Almeida terá explicado que se fossem carros do SIS (Sistema de Informações e Segurança) estes teriam necessariamente matrícula registada na Direcção-Geral do Património.A procuradora do Ministério Público quis saber se a testemunha tinha ligações a partidos políticos, ao que este disse que não, dizendo porém que na adolescência militou na Juventude Centrista (JC).Quando aos políticos que conhece melhor pessoalmente, a testemunha indicou Pedro Pinto e Santana Lopes (PSD), bem como Paulo Portas (CDS/PP) e Manuel Monteiro, antigo líder da JC e do CDS/PP. Quanto a Miguel Almeida disse ser "visita de sua casa".Destes, assegurou que só trocou impressões sobre o "caso Freeport" com Miguel Almeida e que nunca acompanhou muito de perto o lado jornalístico das investigações, que estava a cargo de Victor Norinha e de outros membros da equipa redactorial da extinta revista "Tempo".No decurso da audiência e em resposta a uma pergunta do juiz, Armando Jorge Carneiro admitiu que, no decurso deste caso, estabeleceu contacto com um amigo que tinha no SIS, porque suspeitava que estava a ser vigiado por carros que pensava ser da PJ ou do próprio SIS, tendo anotado o número das matrículas.Segundo disse, o amigo do SIS ter-lhe-á garantido que os carros "eram da Presidência do Conselho de Ministros" [era então Santana Lopes primeiro-ministro].
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Nota do copista: O título a sujeira... é meu. Apanhei-a por aí!
quinta-feira, janeiro 29, 2009
A Portuguesa, outra vez!
Já os vi em directo e em diferido.
Com maior ou menor precisão e pontaria.
Aquilo a que estamos a ser sujeitos com o desenterrar de esqueletos e com insinuações tornadas conserva de múmias, é que me suscita a maior das revoltas.
O que esta imprensa de sarjeta está fazer ao País não tem nome, nem paralelo.
E digo, ao País, já que o 1º Ministro, defender-se-á da forma que melhor lhe aprouver e com os meios que a Justiça lhe permitir.
O que estão ao fazer, atabalhoadamente diga-se, é a montagem talvez até internacional duma armadilha sobre a honra e sobre a personalidade que mais tem lutado para tirar o País do círculo vicioso da ignorância, do desemprego, do "nacinal-não-te-rales" e da "patriótica-inveja"!
?Quem beneficia da destruição do melhor governo que Portugal já teve, não sei desde quando?
Quais foram os inimigos prejudicados nos seus interesses por este governo?
Neste momento, até se servem da inesperada ajuda da superioridade moral ( que por acaso não reconheço!) de uns tais ingleses, que sempre nos trataram abaixo de cão!
Tudo serve a esta campanha e a esta gente!
É preciso fazer-lhes frente.
Desmascará-los!
Contra os canhões, marchar, marchar!
domingo, janeiro 25, 2009
O arquivo morto da PGR
Não será caso para perguntar ao Sr. PGR :
- Qual a explicação que encontrou para essa imobilização de vários anos?
- Quem são os responsáveis e que medidas propõe para a sua punição?
É que me parece insufiente que declare tais coisas àcerca de Serviços que dependem de si e acrescente que ninguém está acima da Lei, excluindo-se a si próprio dessa subordinação:
Quanto ao respeito pela norma do Segredo de Justiça dá ideia que acaba de o enviar para o arquivo morto.
Ficamos a aguardar os próximos desenvolvimentos já que em ano de eleições não consta que esse instituto Jurídico melhore de saúde...
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Este post foi publicado e depois foi mais tarde editado por mim; como não tenho satisfações a dar sobre os meus humores, até posso mudar de ideias um dia...
O Sartre é que dizia que, imóveis são as pedras.
sexta-feira, janeiro 23, 2009
E a gafe foi de tal ordem, que Obama teve que repetir o juramento de posse...
Obama continua original:
E a gafe, a meias com o Juiz Roberts, foi esta:
quinta-feira, janeiro 22, 2009
Barack Obama, dia primeiro, claro e límpo
É ver espantar óh gente negativa e derrotista!
Obama Makes Changes on Day One
By Arthur Delaney
Posted Thursday, Jan. 22, 2009, at 5:33 AM ET
O New York Times titula com os planos de Obama para assinar uma ordem para mandar encerrar a rede das prisões secretas da CIA no estrangeiro e para o encerramento da de Guantanamo dentro de um ano.
Na frente interna o Presidente O Post relata que that a ordem de ontem sobre ética do serviço público proibe que futuros-ex-funcionários desta administração de trabalharem para quaisquer Lobbis tanto tempo quanto Barack Obama for Presidente.
terça-feira, janeiro 20, 2009
segunda-feira, janeiro 19, 2009
Ao contrário de tudo...os outros que se danem!
"Dear Malia and Sasha,
I know that you've both had a lot of fun these last two years on the campaign trail, going to picnics and parades and state fairs, eating all sorts of junk food your mother and I probably shouldn't have let you have. But I also know that it hasn't always been easy for you and Mom, and that as excited as you both are about that new puppy, it doesn't make up for all the time we've been apart. I know how much I've missed these past two years, and today I want to tell you a little more about why I decided to take our family on this journey. When I was a young man, I thought life was all about me-about how I'd make my way in the world, become successful, and get the things I want. But then the two of you came into my world with all your curiosity and mischief and those smiles that never fail to fill my heart and light up my day. And suddenly, all my big plans for myself didn't seem so important anymore. I soon found that the greatest joy in my life was the joy I saw in yours. And I realized that my own life wouldn't count for much unless I was able to ensure that you had every opportunity for happiness and fulfillment in yours. In the end, girls, that's why I ran for President: because of what I want for you and for every child in this nation. I want all our children to go to schools worthy of their potential-schools that challenge them, inspire them, and instill in them a sense of wonder about the world around them. I want them to have the chance to go to college-even if their parents aren't rich. And I want them to get good jobs: jobs that pay well and give them benefits like health care, jobs that let them spend time with their own kids and retire with dignity"
Traduzo apenas esta última frase:
"Quero que elas, as crianças americanas, tenham a oportunidade de estudarem em universidades mesmo que os seus pais não sejam ricos"
Aqui em Portugal estes professores estão apenas interessados na manutenção dos seus privilégios de classe, absurdos, obsoletos e egoístas. Estão-se realmente nas tintas para os pobres, os excluídos, e apenas defendem os seus interesses mesquinhos.
Estes professores que temos, e que pagamos a preço internacional, apenas promovem o insucesso escolar e a reprodução de mais, e mais, e mais, desigualdades e exclusões.
Os outros que se danem. É o seu lema.
Ao que chegámos!
sexta-feira, janeiro 16, 2009
Algures numa Escola perto de si:
A porta abre-se e a presidente olha a colega que lhe passa o telefone é RTP que quer falar contigo.
Professora é a presidente daqui a RTP para saber se podemos falar aí com dois professores, queríamos falar com um dos que fazem greve na próxima segunda e com outro que não faça greve. Vou saber se alguém quer falar. Oh colega não precisas de me responder se não quiseres mas a RTP quer falar com alguém que vá fazer greve eu não faço greve mas posso falar
e aí colega fazes greve fazer greve faço mas não falo para a RTP, não falas essa é que eu não percebo agora é que a RTP vai dizer que anda aqui alguém com medo com medo de quê?
Quase quase a presidente esteve para fazer ali mesmo um esclarecimento sobre as vantagens de se assumirem posições de forma frontal e sem titubeios mas já ia cada um á sua vida uns calados outros a falarem algures numa escola perto de si.
quinta-feira, janeiro 15, 2009
Sarilhos Grandes
A escolha do tema e do lugar são curiosidades a que os mais providos de argumentos dedicarão as suas análises.
Todavia, depois de mais de 45 mulheres portuguesas mortas pelos maridos católicos apostólicos e portugueses, (para referir apenas o ano passado), depois de milhares de casos de maus tratos físicos e psíquicos sobre as portuguesas de qualquer credo e classe social, levados a cabo por outros católicos, o que levou este principe da ICR a meter-se em sarilhos com os seus preconceitos religioso-racistas?
A isto chama-se uma especial capacidade para arranjar sarilhos: No momento em que Israel já provocou mais de 1000 mortos e mais de 4600 feridos em Gaza, sem que se ouvisse da ICR a mais leve condenação destes crimes, Policarpo junta-se ao ataque...
A menos que queira passar a ter estatísticas de crimes efectuados pelos membros de cada credo religioso, não se compreende esta busca de sarilhos na Sala do Bacará do Casino da Figueira da Foz.
Era sabido que os casinos eram lugares onde se perdia o dinheiro e a esperança.
O que se desconhecia era que se podia também perder a credibilidade e a razão!
quarta-feira, janeiro 14, 2009
Apesar de tudo o Mundo vai respirar de alívio...
Participa na festa mundial. Organiza a tua festa.
http://bushbyebyeparty.com/home.html
Que isto não volte a acontecer, nunca mais!
terça-feira, janeiro 13, 2009
A visão de um intelectual árabe
par Mezri Haddad
Bien plus que le spectacle tragique des enfants déchiquetés et des familles décimées, c'est le mutisme, en France, des archanges de la liberté et des droits de l'homme qui est incompréhensible et insupportable.
On les a vus se mobiliser pour les Tchétchènes ou pour les Bosniaques - ce qui est bien louable -, mais pourquoi se taisent-ils sur le massacre quotidien de populations civiles palestiniennes ? Pourquoi ne dénoncent-ils pas, avec la même ardeur humaniste et la même prise de conscience, les actes criminels de l'armée israélienne à Gaza ?
Les centaines morts, pour la plupart des civils, et les milliers de blessés sont-ils des êtres inférieurs ou n'appartiennent-ils pas à cette humanité si chère aux universalistes, pour que la campagne de punition collective dont ils sont victimes aujourd'hui soit traitée avec autant d'indifférence ? Et, plus graves que l'omerta, les propos scandaleux de certains pharisiens qui établissent une responsabilité symétrique des coupables et des victimes, de ceux qui tuent et de ceux qui décèdent par centaines.
Celui qui pose ces questions n'est pas un prosélyte des causes intégristes, ni un zélote de l'activisme terroriste, ni un ignoble consommateur du poison antisémite.
Contre ces trois nécroses mortelles qui rongent certains de mes coreligionnaires et qui sont si contraires à l'islam, je me suis battu en prenant des risques. Chaque fois que les circonstances l'ont exigé, je n'ai pas hésité à blâmer les miens, au nom de ce que je prenais pour des valeurs universelles, au nom d'une coexistence pacifique entre Israéliens et Palestiniens, au nom d'une fraternisation entre juifs et musulmans. J'ai dénoncé l'imposture démocratique qui a hissé le Hamas à la tête de Gaza. Je craignais pour le déjà agonisant processus de paix, je redoutais le choc des civilisations, j'appréhendais le totalitarisme théocratique que devaient subir les habitants de Gaza en les isolant du reste du monde.
Le Hamas n'a pas eu le temps de transformer Gaza en enfer. Israël et l'Egypte, avec la complicité active des Etats-Unis, ont précipité ce funeste destin. Durant deux longues années, comme les Irakiens avant la chute de Saddam Hussein, 1,5 million de Palestiniens ont été mis en quarantaine. Gaza est devenue une "prison à ciel ouvert", reconnaissait Stéphane Hessel.
Aucune chance n'a été donnée aux dirigeants du Hamas de négocier avec l'"ennemi" qui les avait jadis et naguère soutenus contre le Fatah, à l'instar de l'administration américaine dans son appui à Ben Laden contre l'URSS ! A l'époque, les stratèges d'Israël et les "terroristes" du Hamas s'entendaient si bien pour isoler Yasser Arafat, l'humilier et le dépouiller de tous les attributs du pouvoir ! Les attentats-suicides du Hamas avaient payé. Israël a ainsi renforcé la légitimité martyrologique du Hamas en brisant la légitimité historique d'Arafat, double fiasco qui a conduit à l'apothéose électorale de l'organisation islamiste. Et Israël a continué avec l'héritier sans héritage qu'est devenu Mahmoud Abbas.
L'unique compromis qu'Israël, sous l'insistance de l'Egypte, a fini par concéder, c'est la signature d'une trêve de six mois avec le Hamas, en contrepartie d'une levée bien contrôlée du blocus. Même à dose homéopathique, l'étau de ce blocus n'a jamais été desserré. Beaucoup moins pour alléger le calvaire des Gazaouis que pour entretenir leur image de protecteurs de la veuve et de l'orphelin et de résistants inflexibles à "l'entité sioniste", les maximalistes du Hamas ont fini par commettre l'irréparable : la rupture de la trêve le 18 décembre.
Est-ce une raison suffisante pour Israël de se lancer dans cette impitoyable guerre punitive à l'encontre de toute une population prise en otage par ses propres dirigeants ? On sait ce que vaut la vie d'un homme ou d'un enfant dans l'idéologie sacrificielle du Hamas. Mais comment les dirigeants israéliens peuvent-ils considérer la vie de ces enfants avec le même dédain ?
Selon Montesquieu, "le droit des gens est naturellement fondé sur ce principe que les diverses nations doivent se faire, dans la paix, le plus de bien, et, dans la guerre, le moins de mal qu'il est possible". En temps de paix, Israël a imposé à la population de Gaza un blocus cruel et inhumain ; en temps de guerre, la puissante armée de ce pays n'hésite pas à tuer cinquante civils pour atteindre un combattant du Hamas. Autrement dit, éliminer les combattants du Hamas pour ce qu'ils font, et tuer les habitants de Gaza pour ce qu'ils sont. Est-ce cela, l'équité et la moralité ?
N'en déplaise à André Glucksmann, il y a bien eu disproportion entre l'erreur commise et le châtiment infligé. Aligner une armada militaire des plus sophistiquées et massacrer en douze jours plus de sept cents Palestiniens parce que le Hamas a lancé quelques roquettes bricolées qui ont fait quatre blessés et quelques dégâts matériels, cela s'appelle bien disproportion et démesure. L'hybris (démesure) est fille de Némésis (vengeance), et "la démesure, en mûrissant, produit le fruit de l'erreur et la moisson qui en lève n'est faite que de larmes", écrivait Eschyle.
Rien ne peut justifier un tel déchaînement qui ne laisse derrière lui que ruines, désolation, haine et candidats aux suicides. Ni les raisons bassement électoralistes en Israël ni les manoeuvres vaguement tactiques pour tester la discontinuité éventuelle ou la continuité probable de la future administration américaine dans sa gestion du conflit israélo-palestinien. Quant à la légende du petit David contre le méchant Goliath, elle est désuète et anachronique. Car même si plusieurs innocents civils ont été atteints par les abominable attentats-suicides, il y a bien longtemps que la sécurité d'Israël n'est plus menacée. Et pour cause, en termes de puissance militaire et de dissuasion nucléaire, Israël peut rayer de la carte qui il veut et quand il veut.
Ce n'est pas aimer Israël que de lui "souffleter l'imprudent patriotisme", comme disait Zola. Aimer Israël, c'est, à l'instar d'Hannah Arendt hier, de Tzvetan Todorov, de Gideon Levy et de tant d'intellectuels israéliens aujourd'hui, lui "dire la vérité, même si ça coûte. Surtout si ça coûte", comme disait Hubert Beuve-Méry, fondateur et directeur du Monde.
Aimer cet Etat né après l'innommable Holocauste, c'est le mettre en garde de l'ivresse de la puissance et de l'impunité. "Israël a toujours gagné les guerres et perdu les paix", disait l'illustre Raymond Aron. Il ne s'est pas trompé : avec celui qui lui a assuré tant de guerres, Itzhak Rabin, Israël a failli gagner la paix. On l'a assassiné et avec sa disparition, l'espoir d'une paix durable s'est évaporé. Mais tôt ou tard, lorsque les armes vont se taire et que cessera de couler le sang des Palestiniens, avec ou contre la volonté de Dieu, le destin du peuple hébreu croisera à nouveau la volonté d'un prophète.
Mezri Haddad est écrivain et philosophe tunisien
Imaginemos
By José Saramago
"...Hoje é diferente. Temos liberdade de expressão, liberdade de manifestação e não sei quantas liberdades mais. Podemos sair à rua aos milhares ou aos milhões que a nossa segurança sempre estará assegurada pelas constituições que nos regem, podemos exigir o fim dos sofrimentos de Gaza ou a restituição ao povo palestino da sua soberania e a reparação dos danos morais e materiais sofridos ao longo de sessenta anos, sem piores consequências que os insultos e as provocações da propaganda israelita. As imaginadas manifestações dos anos trinta seriam reprimidas com violência, em algum caso com ferocidade, as nossas, quando muito, contarão com a indulgência dos meios de comunicação social e logo entrarão em acção os mecanismos do olvido. O nazismo alemão não daria um passo atrás e tudo seria igual ao que veio a ser e a História registou. Por sua vez, o exército israelita, esse que o filósofo Yeshayahu Leibowitz, em 1982, acusou de ter uma mentalidade “judeonazi”, segue fielmente, cumprindo ordens dos seus sucessivos governos e comandos, as doutrinas genocidas daqueles que torturaram, gasearam e queimaram os seus antepassados. Pode mesmo dizer-se que em alguns aspectos os discípulos ultrapassaram os mestres. Quanto a nós, continuaremos a manifestar-nos."
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Haja alguém que em Portugal tenha uma intervenção corajosa em defesa de valores básicos e de tantas vítimas da bestialidade fascista e nazi que domina o estado sionista. A este, a Saramago, pelo menos ainda não conseguiram calá-lo!






