É mais fácil e barato importar o portátil português que fazer um de raiz. 2010 é o ano da internacionalização do minicomputador
- O líder venezuelano, Hugo Chávez, foi o primeiro dirigente sul-americano a investir no Magalhães.Depois de desembarcar em Macau e na Venezuela, o Magalhães está a caminho de conquistar a América do Sul. Há vários países interessados em importar o minicomputador produzido em Portugal e 2010 deverá ser o ano da sua explosão internacional. Quem o garante é Nuno Martins, responsável máximo pelo Magalhães na Intel, que falou ao i sobre o fenómeno do portátil de baixo custo lá fora.
A Intel tem registado algumas tentativas de criar versões nacionais, mas Portugal foi único no mundo. Fez o que ninguém conseguiu fazer", avança o responsável, que considera a expansão do Magalhães inevitável. O governo colombiano já veio a Portugal conhecer o projecto e há interesse em países como o Chile, onde o acesso a tecnologias no âmbito educativo ainda é muito reduzido.
Todavia nada disto importa ao PSD que atira a tudo quanto mexa.
Numa decisão plena de insídia das mais rasteiras motivações e do desespero de afogados, esta defunta direcção do PSD, que insiste em procriar, de que é que se lembrou?
- Lembrou-se de exigir mais uma Comissão de Inquérito contra o Magalhães, não satisfeitos com a companha que decorreu sobre os malefícios do mini-computdor, levada a efeito pelos cabos de esquadra do costume, e cito-os para memória futura:
Maria de Fátima Bonifácio, Alberto João Jardim, Vasco Pulido Valente, Marques Mendes, um tal Nuno Crato, Medina Carreira, António Barreto, Pacheco Pereira, Mário Crespo, José Manuel Fernandes, Manuela Ferreira Leite, Paulo Rangel, Maria Filomena Mónica, mais os comentadores de plantão aos pasquins e aos telejornais, os bloguistas de serviço e todo o PCP, o CDS e o Bloco...mais não fizeram do que denegrir a iniciativa, o preço, o conteúdo, os perigos presentes e futuros, a utilidade, e a tudo lançaram mão para emporcalhar a acção do Governo e do ME, em particular.
Não se pode aceitar tudo isto à conta da legítima oposição ao Governo. Não.
A onda que se levantou contra a existência do Magalhães tem duas leituras:
A primeira é o nível de desespero político da oposição e nomeadamente do PSD.
A segunda é que esta onda espelha, em altura e profundidade, a justeza da medida do Governo. A correcção da iniciativa!
Só que, desta vez, o PSD quer envolver tudo e todos na porcaria que lhes sai da cabeça.
Querem lá saber dos empregos criados, do sucesso nas Escolas e nas famílias, ou no êxito conseguido por Portugal. Do potencial que se abre às exportações...
Para eles o único objectivo é ridicularizar o PS e Sócrates, mesmo que para tal se lancem baldes de merda sobre o País.
domingo, dezembro 06, 2009
Menchevismo? Não, Bolchevismo parlamentar!
A posição minoritária
por Pedro Adão e Silva, Publicado em 05 de Dezembro de 2009
Esta semana, Ana Gomes, na TSF, afirmava que quem era contra a tipificação do enriquecimento ilícito, por este inverter o ónus da prova, usava "desculpas de mau pagador"; já no Parlamento, Fernando Negrão, enquanto justificava a coligação entre PSD/BE/PCP nas políticas de combate à corrupção, falava no pré-crime.
Confesso que há para mim uma diferença de escala entre os deputados entenderem-se em torno de formas de aumentar a despesa de modo incontrolável e a coligação invencível que, a propósito do justo combate à corrupção, se prepara para esmagar quem se atreva a ter dúvidas sobre os passos demagógicos que estão a ser dados. É, ainda assim, bem mais grave, à boleia do calor mediático, minar os alicerces do estado de direito do que abraçar a indisciplina orçamental.
Tendo em conta que não me é possível sugerir que experimentemos colectivamente uma distopia - que infelizmente está sempre ao virar da esquina - onde direitos, liberdades e garantias são uma miragem do passado,
recomendo que se leia mais ficção científica ou se vejam as adaptações ao cinema.
No "Relatório Minoritário" de Philip K. Dick, o departamento que geria preventivamente a criminalidade chamava-se "precrime" e nos seus livros fica claro que a capacidade de impedir crimes de ocorrerem e a criação de sociedades absolutamente seguras tem sempre uma outra face bem sombria: um universo totalitário que tende a suspender as liberdades individuais. Convém recordar que se chega a esse mundo através de uma sucessão de pequenos passos.
por Pedro Adão e Silva, Publicado em 05 de Dezembro de 2009
Esta semana, Ana Gomes, na TSF, afirmava que quem era contra a tipificação do enriquecimento ilícito, por este inverter o ónus da prova, usava "desculpas de mau pagador"; já no Parlamento, Fernando Negrão, enquanto justificava a coligação entre PSD/BE/PCP nas políticas de combate à corrupção, falava no pré-crime.
Confesso que há para mim uma diferença de escala entre os deputados entenderem-se em torno de formas de aumentar a despesa de modo incontrolável e a coligação invencível que, a propósito do justo combate à corrupção, se prepara para esmagar quem se atreva a ter dúvidas sobre os passos demagógicos que estão a ser dados. É, ainda assim, bem mais grave, à boleia do calor mediático, minar os alicerces do estado de direito do que abraçar a indisciplina orçamental.
Tendo em conta que não me é possível sugerir que experimentemos colectivamente uma distopia - que infelizmente está sempre ao virar da esquina - onde direitos, liberdades e garantias são uma miragem do passado,
recomendo que se leia mais ficção científica ou se vejam as adaptações ao cinema.
No "Relatório Minoritário" de Philip K. Dick, o departamento que geria preventivamente a criminalidade chamava-se "precrime" e nos seus livros fica claro que a capacidade de impedir crimes de ocorrerem e a criação de sociedades absolutamente seguras tem sempre uma outra face bem sombria: um universo totalitário que tende a suspender as liberdades individuais. Convém recordar que se chega a esse mundo através de uma sucessão de pequenos passos.
sábado, dezembro 05, 2009
ISTO NÃO INTERESSA NADA !
Lima de Carvalho, accionista maioritário da empresa detentora da Universidade Independente, disse hoje em tribunal que o dinheiro do estabelecimento de ensino serviu para:
• Financiar uma campanha política do PSD;
• Pagar uma campanha da Associação Sindical dos Juízes Portugueses;
• Eleger um antigo bastonário da Ordem dos Advogados; e
• Pagar viagens de deputados.
Querem uma aposta de que o assunto morre aqui?
posted by Miguel Abrantes IN Câmara Corporativa
Acrescentar o quê?
- Investigar as contas do PSD? - daria em nada
- Demandar os Sindicatos dos Juizes? - estamos a brincar?
- Publicar o nome do benficiado? - mas ele não é há muito um dos mais famosos causídicos ?
- Saber os nomes dos viajantes e ao que foram? - Quais as contrapartidas políticas ?
Está-se mesmo a ver que são coisas que não interessam nada a ninguém. O MP e a treta da chamada Comunicação Social têm mais oque fazer do que investigar a corrupção!
• Financiar uma campanha política do PSD;
• Pagar uma campanha da Associação Sindical dos Juízes Portugueses;
• Eleger um antigo bastonário da Ordem dos Advogados; e
• Pagar viagens de deputados.
Querem uma aposta de que o assunto morre aqui?
posted by Miguel Abrantes IN Câmara Corporativa
Acrescentar o quê?
- Investigar as contas do PSD? - daria em nada
- Demandar os Sindicatos dos Juizes? - estamos a brincar?
- Publicar o nome do benficiado? - mas ele não é há muito um dos mais famosos causídicos ?
- Saber os nomes dos viajantes e ao que foram? - Quais as contrapartidas políticas ?
Está-se mesmo a ver que são coisas que não interessam nada a ninguém. O MP e a treta da chamada Comunicação Social têm mais oque fazer do que investigar a corrupção!
quarta-feira, dezembro 02, 2009
Vamos ter mesmo eleições antecipadas ou a completa falta de sentido de estado e de oportunidade das oposições irresponsáveis
Os partidos da oposição preparam-se para aprovar uma alteração à lei das finanças regionais que vai dar mais dinheiro à Madeira.
O Estado pode ter que ressarcir a Madeira em cerca de 400 milhões de euros já no próximo Orçamento de Estado. O Parlamento vai discutir no próximo dia 11, na generalidade, uma resolução da Assembleia da Madeira, que visa repôr a primeira lei das finanças das regiões autónomas, em detrimento da actual lei, que entrou em vigor em 2007 com votos favoráveis apenas do PS.
O documento prevê uma reposição do dinheiro que a Madeira perdeu desde esse ano em transferências do Estado e, ao que tudo indica, vai mesmo ser aprovado. O documento altera apenas a parte que diz respeito à região da Madeira, deixando salvaguardados os direitos estatutários que os Açores adquiriram com a actual legislação.
Em 2007, a bancada parlamentar do PS - então com maioria - aprovou uma nova lei das finanças das regiões autónomas, que alterou a fórmula de cálculo das transferências do Orçamento de Estado para a Madeira. A aprovação da lei levou, inclusive, o presidente do governo da Madeira, Alberto João Jardim, a ameaçar demitir-se e, com isso, provocar eleições antecipadas na ilha.
O Estado pode ter que ressarcir a Madeira em cerca de 400 milhões de euros já no próximo Orçamento de Estado. O Parlamento vai discutir no próximo dia 11, na generalidade, uma resolução da Assembleia da Madeira, que visa repôr a primeira lei das finanças das regiões autónomas, em detrimento da actual lei, que entrou em vigor em 2007 com votos favoráveis apenas do PS.
O documento prevê uma reposição do dinheiro que a Madeira perdeu desde esse ano em transferências do Estado e, ao que tudo indica, vai mesmo ser aprovado. O documento altera apenas a parte que diz respeito à região da Madeira, deixando salvaguardados os direitos estatutários que os Açores adquiriram com a actual legislação.
Em 2007, a bancada parlamentar do PS - então com maioria - aprovou uma nova lei das finanças das regiões autónomas, que alterou a fórmula de cálculo das transferências do Orçamento de Estado para a Madeira. A aprovação da lei levou, inclusive, o presidente do governo da Madeira, Alberto João Jardim, a ameaçar demitir-se e, com isso, provocar eleições antecipadas na ilha.
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Ao governo resta-lhe mandar as contas públicas às urtigas e a Oposição deve, tem que! apresentar um OE equilibrado. O resto é treta!
terça-feira, dezembro 01, 2009
O Carvalho da Silva tanto desconfia de tudo que até acerta!
Depois do PCP se ter aliado ao Bloco, ao CDS e ao PSD para derrotar a entrada em vigor do Código Contributivo para a Segurança Social. Depois de se terem reunido em coligação espúria e sem um pingo de vergonha nas caras, a CGTP que tudo fez para derrubar o anterior governo e de o colar à direita, esta CGTP, braço sindical e corporativo do PCP e dos oportunistas em muitas das profissões fundamentais num Estado Social, esta organização reconhece agora que afinal desconfia também do CDS e diz que não é de confiar nele.
Ele há coisas fantásticas não há?
Não nos devemos esquecer dos participantes que constituiam há bem pouco tempo a base das manifestações do PCP:
Qual a sua origem de classe.
Como foram arregimentados para se manifestarem em Lisboa?
Quem lhes fez as faixas, e as palavras de ordem das manifs eram de quem?
Quem se esquece de ver o apoio que recolhiam junto dos mais reaccionários, dos mais ignorantes?
Já alguém esqueceu o papel da chamada comunicação social na promoção da ignorância e da desinformação quanto á reforma da SSocial, da Saúde e da Educação?
Em tudo isto a mão organizativa do PCP esteve presente e o Bloco foi atrás a recolher as canas do foguetório.
E agora vem dizer que desconfia das boas intenções do CDS??
Ingratidões, é o que é!
Ele há coisas fantásticas não há?
Não nos devemos esquecer dos participantes que constituiam há bem pouco tempo a base das manifestações do PCP:
Qual a sua origem de classe.
Como foram arregimentados para se manifestarem em Lisboa?
Quem lhes fez as faixas, e as palavras de ordem das manifs eram de quem?
Quem se esquece de ver o apoio que recolhiam junto dos mais reaccionários, dos mais ignorantes?
Já alguém esqueceu o papel da chamada comunicação social na promoção da ignorância e da desinformação quanto á reforma da SSocial, da Saúde e da Educação?
Em tudo isto a mão organizativa do PCP esteve presente e o Bloco foi atrás a recolher as canas do foguetório.
E agora vem dizer que desconfia das boas intenções do CDS??
Ingratidões, é o que é!
segunda-feira, novembro 30, 2009
O Secretário Geral da ONU pela voz de António Guterres
Ainda se recordam de como este homem foi gozado em Portugal?
Pelos mesmos que andam por aí a perorar sobre a vida do País, sobre o desempenho do Governo?
Quantas vezes é que o humilharam e desprezaram na sua ausência, e sem contraditório?
Marcelo Rebelo de Sousa,o Crespo, o Medina, Manuela Ferreira Leite, Vasco Pulido Valente, VilaVerde Cabral... deviam ter um pingo de vergonha e fazer um luto de muitos meses... até nos esquecermos deles! De vez!!!
Pelos mesmos que andam por aí a perorar sobre a vida do País, sobre o desempenho do Governo?
Quantas vezes é que o humilharam e desprezaram na sua ausência, e sem contraditório?
Marcelo Rebelo de Sousa,o Crespo, o Medina, Manuela Ferreira Leite, Vasco Pulido Valente, VilaVerde Cabral... deviam ter um pingo de vergonha e fazer um luto de muitos meses... até nos esquecermos deles! De vez!!!
Smoking Guns ou a "Produção de Novembro"
In Público:
"Não parecia um dia especial. Não sabe a que horas, Mário Pessoa recebeu o telefonema aflito da nora. E ele e a mulher vestiram qualquer coisa sobre os pijamas e foram a Porto Luzio. O neto, de 14 anos, tinha fugido para os pinhais. A nora estava na rua, sentada na relva, com a filha de cinco anos ao colo. Mário estava na cama: “Gritei-lhe que era a minha vergonha”, contou o pai. O homem ergueu-se, na cama, e Mário Pessoa perdeu a cabeça: “Levantas-me a mão?! Pois sou eu que vou apresentar queixa à GNR!”
Seguiram para Montemor. Manuela estava ferida e assustada, jurava que o marido ia a caminho para os matar. Não foi logo (antes, passou por casa dos pais, agarrou nas armas e incendiou os tapetes). Ainda assim a queixa nem chegou a ser formalizada: face a tanto nervosismo, o militar chamou uma ambulância para levar Manuela ao Gabinete Médico-Legal da Figueira e pediu a uma patrulha para a escoltar. Mas os tripulantes ainda não tinham quem os protegesse quando, a meio caminho, o carro de Mário se atravessou à frente da ambulância.
O condutor inverteu a marcha, de volta à GNR. Mal estacionou, sob a ameaça da arma, um dos bombeiros foi obrigado a abrir a porta da ambulância e viu Mário disparar. Manuela teve morte imediata; a filha foi ferida. Nesse momento, já eram várias as patrulhas no local. Manietaram Mário, para tirar-lhe a caçadeira. E já o tinham junto à cela quando ele sacou de um revólver e baleou dois militares, um dos quais morreu. Nesta segunda-feira será presente a tribunal"
Pode ser que desta vez como o crime passional (???) se estendeu ao corpo policial, a GNR, tão lesta no gatilho quando persegue miúdos em carros roubados, se lembre de ao menos revistar o assassino apanhado em flagrante com a arma do crime na mão,antes de o meter numa celasem algemas...
Claro que é muito mais fácil atirar a cachopos quando fogem da polícia: Estão de costas.
Há dias intevim no Jugular sobre este mesmo tema e tive de levar com alguma presunção, bastante água benta e com alguma filosofia barata. É ver:
"Ana Matos Pires
Novembro Produtivo
Mais uma que "marchou":
"Fonte da PSP, confirmou ao JN que a vítima tinha, efectivamente, apresentado uma queixa por ameaças de morte contra o homicida e que o processo estava a seguir os trâmites legais normais.".
24 comentários:
De MFerrer a 24 de Novembro de 2009 às 10:44
Portanto está tudo bem:
O assassino matou, como era previsível.
A vítima morreu, como lhe competia.
A polícia elaborou o expediente, como pode e sabe.
O Mº Público vai abrir um inquérito, como é da Lei.
Vai ser feita uma autópsia, para confirmar que a vítima continua morta.
Um dia o assassino será levado perante um juiz que lhe aplicará a justiça com todas as atenuantes, como é hábito.
Dúvidas?
MFerrer
----------------
De j a 24 de Novembro de 2009 às 13:46
«Dúvidas», muitas?
Porque no seu elenco se esqueceu da eficácia das políticas de Apoio à Vítima.
E os protagonistas dessas políticas apenas têm alguma eficácia em instituições não-políticas, sobretudo no voluntariado, porque as instituições políticas abrem às 9.00h, às 9.30h vão ao café, e às 17.00h vão apanhar o autocarro para o santo lar.
Ao longo de muitos anos da minha vida profissional no sofá do hall de entrada do meu gabinete dei de dormir e paguei refeições do meu bolso a jovens pré-delinquentes, por analogia, podiam ser mulheres vítimas dos companheiros, porque não havia onde os levar antes das 9.00h do dia seguinte.
Todos os restantes que elenca fazem o que lhes compete legalmente.
Por exemplo, que quer que a polícia faça, que se ponha a “escutar” dentro de casa das mulheres que vivem estes dramas?
Sabe, por exemplo, que muitas mulheres apresentam queixa e passados dias vão retirá-la, ou por pena ou por medo. Ou, por incrível que lhe possa parecer, por amor aos seus companheiros que, depois, as matam…?
O seu comentário é redutor, se me permite."
-------------------
Pois a única coisa que vejo reduzido é o número de mulheres vivas.
O número das queixosas e o das potenciais vítimas esse continua a aumentar.
Que tal se as Freguesias fossem mesmo obrigadas a denunciar os maus tratos a mulheres e a crianças? E se fossem considerados coniventes por falta de denúncia?
Por negação de apoio à vítima?
E se a GNR soubesse como actuar, mesmo que a vítima seja imigrante ou o agressor seja branco e bem na vida?
Desta vez sobrou para a GNR e pagaram com a vida de um dos agentes a sua ineficácia e temor/solidariedade na aplicação de medidas rigorosas ao agressor.
Vai servir-lhes de lição?
"Não parecia um dia especial. Não sabe a que horas, Mário Pessoa recebeu o telefonema aflito da nora. E ele e a mulher vestiram qualquer coisa sobre os pijamas e foram a Porto Luzio. O neto, de 14 anos, tinha fugido para os pinhais. A nora estava na rua, sentada na relva, com a filha de cinco anos ao colo. Mário estava na cama: “Gritei-lhe que era a minha vergonha”, contou o pai. O homem ergueu-se, na cama, e Mário Pessoa perdeu a cabeça: “Levantas-me a mão?! Pois sou eu que vou apresentar queixa à GNR!”
Seguiram para Montemor. Manuela estava ferida e assustada, jurava que o marido ia a caminho para os matar. Não foi logo (antes, passou por casa dos pais, agarrou nas armas e incendiou os tapetes). Ainda assim a queixa nem chegou a ser formalizada: face a tanto nervosismo, o militar chamou uma ambulância para levar Manuela ao Gabinete Médico-Legal da Figueira e pediu a uma patrulha para a escoltar. Mas os tripulantes ainda não tinham quem os protegesse quando, a meio caminho, o carro de Mário se atravessou à frente da ambulância.
O condutor inverteu a marcha, de volta à GNR. Mal estacionou, sob a ameaça da arma, um dos bombeiros foi obrigado a abrir a porta da ambulância e viu Mário disparar. Manuela teve morte imediata; a filha foi ferida. Nesse momento, já eram várias as patrulhas no local. Manietaram Mário, para tirar-lhe a caçadeira. E já o tinham junto à cela quando ele sacou de um revólver e baleou dois militares, um dos quais morreu. Nesta segunda-feira será presente a tribunal"
Pode ser que desta vez como o crime passional (???) se estendeu ao corpo policial, a GNR, tão lesta no gatilho quando persegue miúdos em carros roubados, se lembre de ao menos revistar o assassino apanhado em flagrante com a arma do crime na mão,antes de o meter numa celasem algemas...
Claro que é muito mais fácil atirar a cachopos quando fogem da polícia: Estão de costas.
Há dias intevim no Jugular sobre este mesmo tema e tive de levar com alguma presunção, bastante água benta e com alguma filosofia barata. É ver:
"Ana Matos Pires
Novembro Produtivo
Mais uma que "marchou":
"Fonte da PSP, confirmou ao JN que a vítima tinha, efectivamente, apresentado uma queixa por ameaças de morte contra o homicida e que o processo estava a seguir os trâmites legais normais.".
24 comentários:
De MFerrer a 24 de Novembro de 2009 às 10:44
Portanto está tudo bem:
O assassino matou, como era previsível.
A vítima morreu, como lhe competia.
A polícia elaborou o expediente, como pode e sabe.
O Mº Público vai abrir um inquérito, como é da Lei.
Vai ser feita uma autópsia, para confirmar que a vítima continua morta.
Um dia o assassino será levado perante um juiz que lhe aplicará a justiça com todas as atenuantes, como é hábito.
Dúvidas?
MFerrer
----------------
De j a 24 de Novembro de 2009 às 13:46
«Dúvidas», muitas?
Porque no seu elenco se esqueceu da eficácia das políticas de Apoio à Vítima.
E os protagonistas dessas políticas apenas têm alguma eficácia em instituições não-políticas, sobretudo no voluntariado, porque as instituições políticas abrem às 9.00h, às 9.30h vão ao café, e às 17.00h vão apanhar o autocarro para o santo lar.
Ao longo de muitos anos da minha vida profissional no sofá do hall de entrada do meu gabinete dei de dormir e paguei refeições do meu bolso a jovens pré-delinquentes, por analogia, podiam ser mulheres vítimas dos companheiros, porque não havia onde os levar antes das 9.00h do dia seguinte.
Todos os restantes que elenca fazem o que lhes compete legalmente.
Por exemplo, que quer que a polícia faça, que se ponha a “escutar” dentro de casa das mulheres que vivem estes dramas?
Sabe, por exemplo, que muitas mulheres apresentam queixa e passados dias vão retirá-la, ou por pena ou por medo. Ou, por incrível que lhe possa parecer, por amor aos seus companheiros que, depois, as matam…?
O seu comentário é redutor, se me permite."
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Pois a única coisa que vejo reduzido é o número de mulheres vivas.
O número das queixosas e o das potenciais vítimas esse continua a aumentar.
Que tal se as Freguesias fossem mesmo obrigadas a denunciar os maus tratos a mulheres e a crianças? E se fossem considerados coniventes por falta de denúncia?
Por negação de apoio à vítima?
E se a GNR soubesse como actuar, mesmo que a vítima seja imigrante ou o agressor seja branco e bem na vida?
Desta vez sobrou para a GNR e pagaram com a vida de um dos agentes a sua ineficácia e temor/solidariedade na aplicação de medidas rigorosas ao agressor.
Vai servir-lhes de lição?
sexta-feira, novembro 27, 2009
Estaremos a caminho de eleições antecipadas?
Desconfio que sim. Mas com uma certeza, com eleições ou sem elas.
Com as medidas, melhor, com as despesas que a oposição impôs hoje ao Governo, estamos caminho de um défice irresponsável e sem controlo.
Com esta oposição quem precisa de receitas? ou de governo ?
In RTP on line:
"A oposição parlamentar aprovou na generalidade um projecto-lei do CDS-PP que irá obrigar ao adiamento da entrada em vigor do Código Contributivo por um ano.
O diploma do CDS-PP prevê o adiamento, para Janeiro de 2011, da entrada em vigor do Código Contributivo, sendo que um projecto de lei tem força obrigatória legal a partir do momento em que entrar em vigor.
Com o adiamento da entrada em vigor do código contributivo, a Segurança Social perderá no próximo ano uma fonte de 80 milhões de euros de receita, mas, por outro lado, as empresas e os trabalhadores independentes escapam a aumentos da carga contributiva.
Ao início desta tarde a oposição aprovou, na generalidade, 11 dos 13 diplomas com medidas "anti-crise" do PSD, CDS-PP e PCP, vencendo a maioria relativa do PS, que votou contra.
Além do projecto de lei do CDS-PP para adiar para Janeiro de 2011 a entrada em vigor do Código Contributivo, foi aprovado ainda um projecto de resolução do PSD com o mesmo objectivo recebendo os votos favoráveis do PSD, CDS-PP, BE, PCP e PEV e os votos contra do PS.
Um outro projecto de resolução do BE que previa o adiamento da entrada em vigor do código contributivo foi rejeitado, com o voto contra do PS e a abstenção do PSD e votos favoráveis das restantes bancadas.
Com o voto contra do PS, e a abstenção do BE, e votos favoráveis dos outros partidos, foi aprovado ainda um projecto do PSD que altera o IRC, extinguindo o Pagamento Especial por Conta (PEC), assim como um projecto de resolução do PSD que recomenda ao Governo medidas de apoio à economia que foi aprovado com os votos favoráveis do PSD e CDS-PP, a abstenção do PCP e do BE e o voto contra do PS.
Foi também aprovado o diploma do CDS-PP para "reduzir o pagamento por conta e suspender a vigência do PEC", com o voto a favor do CDS, PSD e PCP, o voto contra do PS e a abstenção do BE.
A oposição aprovou ainda um projecto de lei do CDS-PP que obriga o Estado a reembolsar o IVA no prazo de 30 dias e outro que prevê o pagamento de juros de mora pelo Estado pelo atraso no cumprimento de "qualquer obrigação pecuniária".
Os projectos do PCP para "eliminar o PEC" e diminuir os prazos de reembolso do IVA mereceram igualmente o voto favorável de todas as bancadas, às excepção do PS.
Com as medidas, melhor, com as despesas que a oposição impôs hoje ao Governo, estamos caminho de um défice irresponsável e sem controlo.
Com esta oposição quem precisa de receitas? ou de governo ?
In RTP on line:
"A oposição parlamentar aprovou na generalidade um projecto-lei do CDS-PP que irá obrigar ao adiamento da entrada em vigor do Código Contributivo por um ano.
O diploma do CDS-PP prevê o adiamento, para Janeiro de 2011, da entrada em vigor do Código Contributivo, sendo que um projecto de lei tem força obrigatória legal a partir do momento em que entrar em vigor.
Com o adiamento da entrada em vigor do código contributivo, a Segurança Social perderá no próximo ano uma fonte de 80 milhões de euros de receita, mas, por outro lado, as empresas e os trabalhadores independentes escapam a aumentos da carga contributiva.
Ao início desta tarde a oposição aprovou, na generalidade, 11 dos 13 diplomas com medidas "anti-crise" do PSD, CDS-PP e PCP, vencendo a maioria relativa do PS, que votou contra.
Além do projecto de lei do CDS-PP para adiar para Janeiro de 2011 a entrada em vigor do Código Contributivo, foi aprovado ainda um projecto de resolução do PSD com o mesmo objectivo recebendo os votos favoráveis do PSD, CDS-PP, BE, PCP e PEV e os votos contra do PS.
Um outro projecto de resolução do BE que previa o adiamento da entrada em vigor do código contributivo foi rejeitado, com o voto contra do PS e a abstenção do PSD e votos favoráveis das restantes bancadas.
Com o voto contra do PS, e a abstenção do BE, e votos favoráveis dos outros partidos, foi aprovado ainda um projecto do PSD que altera o IRC, extinguindo o Pagamento Especial por Conta (PEC), assim como um projecto de resolução do PSD que recomenda ao Governo medidas de apoio à economia que foi aprovado com os votos favoráveis do PSD e CDS-PP, a abstenção do PCP e do BE e o voto contra do PS.
Foi também aprovado o diploma do CDS-PP para "reduzir o pagamento por conta e suspender a vigência do PEC", com o voto a favor do CDS, PSD e PCP, o voto contra do PS e a abstenção do BE.
A oposição aprovou ainda um projecto de lei do CDS-PP que obriga o Estado a reembolsar o IVA no prazo de 30 dias e outro que prevê o pagamento de juros de mora pelo Estado pelo atraso no cumprimento de "qualquer obrigação pecuniária".
Os projectos do PCP para "eliminar o PEC" e diminuir os prazos de reembolso do IVA mereceram igualmente o voto favorável de todas as bancadas, às excepção do PS.
quinta-feira, novembro 26, 2009
O Dubai afunda-se em dívidas ...

Segundo as últimas notícias poderemos estar perante uma segunda vaga de falências financeiras de dimensão desconhecida visto que ainda hoje na Bolsa de Londres as cotações dos principais bancos ingleses se afundaram para além dos 7 e 8%...
A encerrar o ano, e perante um dólar no mínimo de há 4 anos, a UE, e mesmo o Mundo podem vir a sofrer um duro golpe na tentativa de recuperação económica já em curso.
A encerrar o ano, e perante um dólar no mínimo de há 4 anos, a UE, e mesmo o Mundo podem vir a sofrer um duro golpe na tentativa de recuperação económica já em curso.
Parece que a construção de edifícios, na sua maioria destinados ao luxo asiático e à exibição da maior inutilidade, mesmo com mão-de-obra barata importada, mas financiados pelos maiores bancos mundiais, nada garante de bom ou de útil...
Pode ler-se já no Washington Post:
"DUBAI - Just a year after the global downturn derailed Dubai's explosive growth, the city is now so swamped in debt that it's asking for a six-month reprieve on paying its bills - causing a drop on world markets Thursday and raising questions about Dubai's reputation as a magnet for international investment.
The fallout came swiftly after Wednesday statement that Dubai's main development engine, Dubai World, would ask creditors for a "standstill" on paying back its $60 billion debt until at least May. The company's real estate arm, Nakheel - whose projects include the palm-shaped island in the Gulf - shoulders the bulk of money due to banks, investment houses and outside development contractors.
In total, the state-backed networks nicknamed Dubai Inc. are $80 billion in the red and the emirate needed a bailout earlier this year from its oil-rich neighbor Abu Dhabi, the capital of the United Arab Emirates.
Markets took the news badly - with the Dubai woes and the continued fall of the U.S. dollar giving investors twin worries.
In Europe, the FTSE 100, Germany's DAX and the CAC-40 in France opened sharply lower. Earlier in Asia, the Shanghai index sank 119.19 points, or 3.6 percent, in the biggest one-day fall since Aug. 31. Hong Kong's Hang Seng shed 1.8 percent to 22,210.41.
Wall Street was closed for the Thanksgiving holiday and most markets in the Middle East were silent because of a major Islamic feast
Pode ler-se já no Washington Post:
"DUBAI - Just a year after the global downturn derailed Dubai's explosive growth, the city is now so swamped in debt that it's asking for a six-month reprieve on paying its bills - causing a drop on world markets Thursday and raising questions about Dubai's reputation as a magnet for international investment.
The fallout came swiftly after Wednesday statement that Dubai's main development engine, Dubai World, would ask creditors for a "standstill" on paying back its $60 billion debt until at least May. The company's real estate arm, Nakheel - whose projects include the palm-shaped island in the Gulf - shoulders the bulk of money due to banks, investment houses and outside development contractors.
In total, the state-backed networks nicknamed Dubai Inc. are $80 billion in the red and the emirate needed a bailout earlier this year from its oil-rich neighbor Abu Dhabi, the capital of the United Arab Emirates.
Markets took the news badly - with the Dubai woes and the continued fall of the U.S. dollar giving investors twin worries.
In Europe, the FTSE 100, Germany's DAX and the CAC-40 in France opened sharply lower. Earlier in Asia, the Shanghai index sank 119.19 points, or 3.6 percent, in the biggest one-day fall since Aug. 31. Hong Kong's Hang Seng shed 1.8 percent to 22,210.41.
Wall Street was closed for the Thanksgiving holiday and most markets in the Middle East were silent because of a major Islamic feast
Quando é que apresentam uma medida para o aumento da Receita? Ou como ir desta para melhor:
A excitação corporativa é de tal ordem que acabará certamente por inviabilizar aquilo a que se chama o Estado Social e encaminha-se também para abalar os fundamentos do Estado de Direito.
Basta respigar hoje o DN para confirmar esta inquietação:
- A chamada esquerda, leia-se BE e PCP, exige reformas sem outro critério para além dos 40 anos de trabalho. Com descontos ou sem eles.
- Os sindicatos dos professores exigem regressar às condições anteriores a 2005 e manter todas as regalias mais as reformas aos 52 anos (!) para os docentes do 1º ciclo ( profissão de desgaste rápido) com os respectivos 2500 eurinhos mensais, por cabeça...
- Estes mesmos sindicatos, e quem os financia, querem a mais extraordinária das despesas: a que adviria de uma qualquer avaliação externa...para 130 ou 140.000 professores. A ser levada a cabo, constitui-se-ia numa nova e insuportável despesa orçamental, anos a fio...acrescida de toda a sorte de aumentos retroactivos a 2007 a que os professores dizem ter direito...mais ainda os aumentos imparáveis de carreiras planas, apenas cadenciadas pelo passar dos tempo...
- Os Srs. deputados da Nação não querem ter faltas quando faltam.
- Toda a oposição,em coro, exige o aumento das despesas públicas mas critica o governo por não reduzir o défice do lado das ....mesmas despesas, ao mesmo tempo que faz uma algazarra aos avisos de que os impostos terão que aumentar para recolocar o défice a nível europeu...
- O PSD e o seu afilhado PSD-M querem rever a Lei das Finanças Regionais. Quer dizer, querem continuar a gastar a tripa-forra, quando a tripa já há muito secou...
- O PCP quer acabar com quaisquer propinas no ensino superior. Sem mais aquelas, o PCP acha que os que fazem sacrifícios para mandar os filhos estudar devem pagar, via impostos, os estudos dos filhos e das mulheres...dos ricos!!!
- Toda a oposição duvida da eficácia da vacina da gripe A, comprada com o dinheiro de todos nós e "suspeita" que o governo comprou a mais barata do mercado...
- O Estado, quer dizer, nós os contribuites, temos de pagar os tratmentos de fertilidade a quem quer ter filhos independentemente da sua condição social e riqueza familiar.
- Esta oposição exige do governo que paguemos todos, mais e mais incentivos aos médicos, formados à nossa custa, para eles coitados, irem trabalhar para as cidades do interior...Um horror!
- Uns senhores juizes que não trabalham à borla, julgaram inimputável um assassino conjugal, pelo que processaram a famíla da defunta pelas custas do processo...
famíla essa que inclui curiosamente a mãe e os três filhos da senhora que foi desta para melhor. Agora já entendi a expressão! Ir desta para melhor!
Basta respigar hoje o DN para confirmar esta inquietação:
- A chamada esquerda, leia-se BE e PCP, exige reformas sem outro critério para além dos 40 anos de trabalho. Com descontos ou sem eles.
- Os sindicatos dos professores exigem regressar às condições anteriores a 2005 e manter todas as regalias mais as reformas aos 52 anos (!) para os docentes do 1º ciclo ( profissão de desgaste rápido) com os respectivos 2500 eurinhos mensais, por cabeça...
- Estes mesmos sindicatos, e quem os financia, querem a mais extraordinária das despesas: a que adviria de uma qualquer avaliação externa...para 130 ou 140.000 professores. A ser levada a cabo, constitui-se-ia numa nova e insuportável despesa orçamental, anos a fio...acrescida de toda a sorte de aumentos retroactivos a 2007 a que os professores dizem ter direito...mais ainda os aumentos imparáveis de carreiras planas, apenas cadenciadas pelo passar dos tempo...
- Os Srs. deputados da Nação não querem ter faltas quando faltam.
- Toda a oposição,em coro, exige o aumento das despesas públicas mas critica o governo por não reduzir o défice do lado das ....mesmas despesas, ao mesmo tempo que faz uma algazarra aos avisos de que os impostos terão que aumentar para recolocar o défice a nível europeu...
- O PSD e o seu afilhado PSD-M querem rever a Lei das Finanças Regionais. Quer dizer, querem continuar a gastar a tripa-forra, quando a tripa já há muito secou...
- O PCP quer acabar com quaisquer propinas no ensino superior. Sem mais aquelas, o PCP acha que os que fazem sacrifícios para mandar os filhos estudar devem pagar, via impostos, os estudos dos filhos e das mulheres...dos ricos!!!
- Toda a oposição duvida da eficácia da vacina da gripe A, comprada com o dinheiro de todos nós e "suspeita" que o governo comprou a mais barata do mercado...
- O Estado, quer dizer, nós os contribuites, temos de pagar os tratmentos de fertilidade a quem quer ter filhos independentemente da sua condição social e riqueza familiar.
- Esta oposição exige do governo que paguemos todos, mais e mais incentivos aos médicos, formados à nossa custa, para eles coitados, irem trabalhar para as cidades do interior...Um horror!
- Uns senhores juizes que não trabalham à borla, julgaram inimputável um assassino conjugal, pelo que processaram a famíla da defunta pelas custas do processo...
famíla essa que inclui curiosamente a mãe e os três filhos da senhora que foi desta para melhor. Agora já entendi a expressão! Ir desta para melhor!
quarta-feira, novembro 25, 2009
Daniel Oliveira, os princípios furados e Kim il Sung o adorável lider

Daniel Oliveira que nos habituámos a ver evoluir, dando mais na ferradura do que no cravo, abandonou-se à crítica mundana do bem-vestir ou do vestir-mal.
Conclui, de rastos, que não gosta de Sócrates porque ele nem vestia bem. Calçava pior!
Compreende-se. Nem um blaser de bombazina nem nada! Absolutamente fora de moda...
O que se compreende menos é esta crítica retroactiva aos anos 70, quando os que não tinham dinheiro para se irem vestir a Londres, iam á escola com a roupinha que tinham.
Mesmo correndo o risco de serem gozados por serem provincianos ou por serem pobres.
Daniel Oliveira não gosta do Sócrates não pelas suas políticas, que já não sabe como criticar. Não gosta dele e tenta difamá-lo pelo que vestia... há 3 ou 4 décadas...
Curiosidades dum pensador duma esquerda que tem por hábito continuar a reescrever a História, a seu bel-prazer, e em função das suas conveniências.
Porra Daniel ! isto não é a Coreia do Norte!
Ora a aí está uma curiosa forma de negociar seja o que for!
"Governo e sindicatos reúnem-se amanhã para trocar propostas sobre a revisão da estrutura da carreira docente, mas deixam já o aviso de que a reivindicação de acabar com a divisão dos professores em duas categorias não é negociável."
" Os sindicatos de professores não negoceiam a reivindicação de acabar com a divisão dos professores em duas categorias. O aviso é deixado por FENPROF e FNE na véspera do regresso à mesa das negociações no Ministério da Educação"
Via RTP on line
Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues tinham e têm razão. Estes Sindicatos além de não quererem qq avaliação, o que desejam é carreiras disponíveis e iguais para todos. Preocupados com o orçamento do estado? Ou com o aproveitamento dos alunos? Ou da classificação justa dos professores? Na sua divisão natural entre os bons, os medíocres e os maus?
O que move estes sindicatos é única e simplesmente a questão do dinheiro e a guerra política que o vil metal ajudaria a ganhar. Querem dinheiro e votos para os seus coordenadores.
O pessoal que se dane!
Mas pode ser que desta vez o défice fale mais alto e não haja maneira de poder ceder a tanto apetite. Talvez façam dieta. É o que espero.
" Os sindicatos de professores não negoceiam a reivindicação de acabar com a divisão dos professores em duas categorias. O aviso é deixado por FENPROF e FNE na véspera do regresso à mesa das negociações no Ministério da Educação"
Via RTP on line
Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues tinham e têm razão. Estes Sindicatos além de não quererem qq avaliação, o que desejam é carreiras disponíveis e iguais para todos. Preocupados com o orçamento do estado? Ou com o aproveitamento dos alunos? Ou da classificação justa dos professores? Na sua divisão natural entre os bons, os medíocres e os maus?
O que move estes sindicatos é única e simplesmente a questão do dinheiro e a guerra política que o vil metal ajudaria a ganhar. Querem dinheiro e votos para os seus coordenadores.
O pessoal que se dane!
Mas pode ser que desta vez o défice fale mais alto e não haja maneira de poder ceder a tanto apetite. Talvez façam dieta. É o que espero.
Voaram mesmo os tais milhões?
E onde estão os milhões? Quem beneficiou deles? Ou desapareceram como que por magia? É que, tanto quanto se saiba, o dinheiro é uma coisa difícil de fazer desaparecer. Tem por hábito estar em contas bancárias e em cofres.A AR já está satisfeita com o inquérito que levantou, não contra os ladrões, mas contra a supervisão bancária?
O que parece, é que mais uma vez, conseguiram desviar as atenções durante meses do principal e até conviveram nessa comissão, em alegre a amena cavaqueira com um dos principais suspeitos da roubalheira. Até lhe forneceram, à nossa custa, uns bolinhos ao lanche, não fosse ficar hipoglissémio...E, nos intervalos, foi vê-los ás risadas e a relembrar histórias comuns de outros carnavais. Oliveira e Costa foi tratado na AR não como um celerado ladrão e burlão. Foi tratado como um igual e acima de qualquer suspeita!
Destratado, insultado e desrespeitado foi o Governador do Banco de Portugal. Tudo isto no País onde o défice é já de 15.000 milhões e onde foi levada a julgamento e condenada uma velhinha que se esqueceu de pagar um chocolate no Lidl...
Os muitos que beneficiaram da roubalheira , alguns de nomeada e a ocupar elevados cargos políticos, devem estar a rir-se e a pensar que este país até tem piada. Sempre que for preciso lançar uma cortina de fumo sobre uma roubalheira, não há problema, chamam-se uns jornalistas e contam-se-lhes umas estórias de polícias, de escutas, de gravações, de papelada e de políticos, à mistura com uma justiça enredada em casos, e eles encarregam-se do nevoeiro...
Lembram-se da escandaleira que foi quando alguém chamou roubalheira à roubalheira?
Eu lembro-me!
Parece que o PSD quer mais molho! E o Juiz de Aveiro retira o tapete aos jornalistas da treta.
Espionagem Política
...e jornalistas que comem o que lhes dão...
"Comissão de Assuntos Constitucionais vai agendar hoje reunião para ministro da Economia explicar a teoria da "espionagem política" sobre Sócrates no processo 'Face Oculta'O ministro Vieira da Silva (Economia) está disponível para ir ao Parlamento explicar o que quis dizer quando afirmou que havia "espionagem política" ao primeiro-ministro no processo "Face Oculta".
Hoje a comissão de Assuntos Constitucionais agendará a audiência, a requerimento do PSD, estando confirmado que o PS não se oporá.
O requerimento do PSD já tinha sido discutido na semana passada mas, a pedido do PS, a sua discussão foi adiada uma semana. Ao que tudo indica porque os socialistas aguardavam que, entretanto, o procurador-geral da República se pronunciasse sobre o envolvimento de José Sócrates. Pronunciou-se, ilibando-o de responsabilidades criminais, e agora, com esse "trunfo" na mão, Vieira da Silva irá à Assembleia da República. A data será hoje marcada."
Dá ideia que o PSD se agarra como náufrago a uma tábua podre e sem valia. Mais valia meterem a viola no saco não saia de lá algum dos fantasmas que o perseguem. A ele e ao seu mentor/protegido Cavaco. Uma coisa posso garantir. O PSD vai continuar alegremente o seu caminho até a uma implosão anunciada.
E, entretanto, o juiz de Aveiro lá veio desmentir mais uma das atoardas postas a circular e que constituiriam a prova irrefutável de que ele, juiz, achava boas e válidas as tais "suspeitas" de atentado ao Estado de Direito por parte de Sócrates, via sms ou de viva voz?
Nunca saberemos a "dimensão" das tais conjuras para atacar o Estado.
Com estes mastins de serviço tudo o que mexe é para morder.
Presidente da República promove assessor das escutas
Mudanças. Na sequência do 'caso das escutas', o Presidente havia anunciado "alterações" na Casa Civil, que foram ontem divulgadas no 'site' oficial da Presidência. Ao todo, são quatro as mudanças. Fernando Lima mantém-se em Belém e ainda está mais próximo do Presidente, assessorando o chefe da Casa Civil. Ana Zita Gomes é a nova consultora para a comunicação social
Dúvidas dissipadas: Fernando Lima vai mesmo continuar na Presidência da República, como assessor do chefe da Casa Civil, Nunes Liberato. A remodelação na Presidência da República, iniciada na sequência do "caso das escutas", foi ontem tornada pública no site oficial da Presidência da República, onde o braço-direito de Cavaco aparece no topo da lista - bastante acima do posto que ocupava até ao início da polémica
Dúvidas dissipadas: Fernando Lima vai mesmo continuar na Presidência da República, como assessor do chefe da Casa Civil, Nunes Liberato. A remodelação na Presidência da República, iniciada na sequência do "caso das escutas", foi ontem tornada pública no site oficial da Presidência da República, onde o braço-direito de Cavaco aparece no topo da lista - bastante acima do posto que ocupava até ao início da polémica
Via DN
por RUI PEDRO ANTUNES
por RUI PEDRO ANTUNES
É caso para dizer que tudo se confirma e que, agradecido, Cavaco reconhece nele o melhor das qualidades palacianas: A intriga !
terça-feira, novembro 24, 2009
O PARTIDO DA GELATINA ...
Ainda a avaliação dos professores... ou isto ainda acaba mal - 2 !
"Há quem tenha da oposição uma ideia de "delirius tremens". As suas ideias movem-se consoante os interesses do momento. O PSD, nesse aspecto, quer tornar-se o partido da gelatina. Move-se de acordo com o vento, com os toques cirúrgicos do PS, e com a sua necessidade de colher qualquer migalha do poder. Como táctica de oposição é um tiro no pé.
Como estratégia, é um exercício de roleta russa. O PSD tem de se convencer que, no actual panorama político, não tem a colher para comer: é o "chantilly" que serve de alimento aos outros. Depois de ter passado anos a galopar nas reivindicações dos professores contra a avaliação, é agora o partido que trava o actual regime de avaliação. Dá ao Governo a força parlamentar e política que o Governo estava a ceder nas negociações com os professores. Os professores podem hoje dizer ao PSD: Até tu, Brutus? Tudo, claro, tem um preço. E o PSD, com esta dádiva ao Governo, já começou a pagá-lo. O resto da oposição já o tornou um alvo apetecido. Na guerra de trincheiras entre Governo e oposição, o PSD vai tornar-se o soldado que está em campo aberto. Ao tornar-se o apoiante póstumo de Maria de Lurdes Rodrigues, o PSD está a asfixiar-se de forma democrática. É uma atitude que mostra que o partido está desorientado como uma galinha tonta. Por umas migalhas de poder (que surgem depois de uma negociação) o PSD faz tudo. Ao fazê-lo o PSD tornou-se o filho bastardo do oficialismo. Sócrates deve estar-se a rir. O PSD julga estar no poder mas está fora da Corte. E não percebe isso."
Por Fernando Sobral in Jornal de Negócios
Posso enganar-me, e tudo não passar de jogos de sombras.
No entanto espero que dentro de pouco temp não estejam a suspirar pela determinação das políticas de Maria de Lurdes Rodrigues
"Há quem tenha da oposição uma ideia de "delirius tremens". As suas ideias movem-se consoante os interesses do momento. O PSD, nesse aspecto, quer tornar-se o partido da gelatina. Move-se de acordo com o vento, com os toques cirúrgicos do PS, e com a sua necessidade de colher qualquer migalha do poder. Como táctica de oposição é um tiro no pé.
Como estratégia, é um exercício de roleta russa. O PSD tem de se convencer que, no actual panorama político, não tem a colher para comer: é o "chantilly" que serve de alimento aos outros. Depois de ter passado anos a galopar nas reivindicações dos professores contra a avaliação, é agora o partido que trava o actual regime de avaliação. Dá ao Governo a força parlamentar e política que o Governo estava a ceder nas negociações com os professores. Os professores podem hoje dizer ao PSD: Até tu, Brutus? Tudo, claro, tem um preço. E o PSD, com esta dádiva ao Governo, já começou a pagá-lo. O resto da oposição já o tornou um alvo apetecido. Na guerra de trincheiras entre Governo e oposição, o PSD vai tornar-se o soldado que está em campo aberto. Ao tornar-se o apoiante póstumo de Maria de Lurdes Rodrigues, o PSD está a asfixiar-se de forma democrática. É uma atitude que mostra que o partido está desorientado como uma galinha tonta. Por umas migalhas de poder (que surgem depois de uma negociação) o PSD faz tudo. Ao fazê-lo o PSD tornou-se o filho bastardo do oficialismo. Sócrates deve estar-se a rir. O PSD julga estar no poder mas está fora da Corte. E não percebe isso."
Por Fernando Sobral in Jornal de Negócios
Posso enganar-me, e tudo não passar de jogos de sombras.
No entanto espero que dentro de pouco temp não estejam a suspirar pela determinação das políticas de Maria de Lurdes Rodrigues
??! Também tu Constança !??
Ainda a avaliação dos professores... ou isto ainda acaba mal!
"O PSD é hoje uma agremiação inútil de figuras menores, de ambições miúdas e de improváveis vaidades."
"De repente, quando o partido repousava em sossego, entregue à sua doce inutilidade, o PSD decidiu voltar, mais uma vez, às primeiras páginas dos jornais."
"Ciente de que poderia haver algumas dúvidas no ar, o dr. Aguiar Branco, que ameaça candidatar-se à liderança do partido..."
"Se alguma dúvida houvesse, este caso, por si só, confirmaria o caos que se instalou no PSD – um partido sem liderança efectiva, movido por pequenos ódios e enrodilhado nas mais inverosímeis intrigas, que parece ter como principal objectivo transformar-se naquilo que já é: uma agremiação inútil de figuras menores, de ambições miúdas e de improváveis vaidades. Encontrar um chefe, no meio desta balbúrdia institucionalizada, é naturalmente um feito impossível de concretizar. Só por milagre. E mesmo assim!"
Constança Cunha e Sá, Jornalista
"O PSD é hoje uma agremiação inútil de figuras menores, de ambições miúdas e de improváveis vaidades."
"De repente, quando o partido repousava em sossego, entregue à sua doce inutilidade, o PSD decidiu voltar, mais uma vez, às primeiras páginas dos jornais."
"Ciente de que poderia haver algumas dúvidas no ar, o dr. Aguiar Branco, que ameaça candidatar-se à liderança do partido..."
"Se alguma dúvida houvesse, este caso, por si só, confirmaria o caos que se instalou no PSD – um partido sem liderança efectiva, movido por pequenos ódios e enrodilhado nas mais inverosímeis intrigas, que parece ter como principal objectivo transformar-se naquilo que já é: uma agremiação inútil de figuras menores, de ambições miúdas e de improváveis vaidades. Encontrar um chefe, no meio desta balbúrdia institucionalizada, é naturalmente um feito impossível de concretizar. Só por milagre. E mesmo assim!"
Constança Cunha e Sá, Jornalista
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