domingo, novembro 15, 2009

A relação entre a realidade e a fantasia dos que deviam respeitar a Justiça

«Já não bastava mais uma polémica com o primeiro-ministro. Não era suficiente termos um Presidente da República fragilizado. Também era necessário que a sociedade portuguesa se confrontasse agora com as divergências públicas entre o presidente do Supremo Tribunal de Justiça e o procurador-geral sobre as certidões do "Face Oculta"!
Tudo isto parece uma tragédia de fim de regime, de consequências imprevisíveis.
Além do mais, no terreno, os administradores da justiça estão notoriamente empenhados em devassar, de novo, os processos que deveriam defender e investigar de forma recta e sem mácula. » [Diário de Notícias]

sábado, novembro 14, 2009

ÚLTIMA HORA : PGR FAZ COMUNICADO SOBRE ESCUTAS

"De acordo com o comunicado, em seis das escutas transcritas e enviadas em Junho e Julho pelo Departamento de Investigação e Acção Penal de Aveiro para a Procuradoria, intervinha o primeiro-ministro."
No despacho do Senhor Procurador Coordenador do DIAP de Aveiro e no despacho do Senhor Juiz de Instrução Criminal sustentava-se que existiam indícios da prática de um crime de atentado ao Estado de Direito", continua.
Depois de analisar as certidões, Pinto Monteiro entendeu que essas suspeitas não se confirmavam e remeteu as certidões para o Supremo, a quem questionava sobre a validade das mesmas escutas.
Pinto Monteiro confirma que, a 3 de Setembro, Noronha do Nascimento julgou nulas as escutas ao primeiro-ministro e ordenou a destruição das mesmas.
O procurador-geral da República diz que recebeu mais seis certidões em Setembro e em Novembro e que nelas havia cinco conversações que respeitam ao primeiro-ministro.Pinto Monteiro finaliza anunciando que, "após análise global será, até ao fim da próxima semana, proferida uma decisão".
O procurador-geral da República "reafirma, tal como sempre o fez, que ninguém, designadamente políticos, poderá ser beneficiado em função do cargo que ocupa, como não poderá ser prejudicado em função desse mesmo cargo, devendo a lei ser aplicada de forma igual para todos

sexta-feira, novembro 13, 2009

A receptação e revenda de bens evidentemente roubados deixou de ser crime? E quando foi isso?

Retirar de um Processo o que lá está guardado não é o mesmo que assaltar um cofre e dele retirar valores que, pertencendo a outrem, só podem ser "adquiridos" pela manha, ou pela força ?
O Código Penal não prevê essas apropriações a que chama roubo e assalto, com as agravantes do estado de necessidade das vítimas e, ou, do assalto ser feito por escalada, à noite, com prejuizo material e moral dos legítimos proprietários dos valores?
Prevê isso e muito mais.
Também contempla o crime de receptação de mercadoria e bens roubados a que acrescenta as agravantes da formação de quadrilha e da associação criminosa.
Aqui chegados, porque raio são os próprios magistrados a assaltarem os Processos e a venderem-nos a troco de benefícios que seria bom inquirir?!
Ficam ainda de fora os últimos beneficiados: Os mandantes da operação e que beneficiam directa e indirectamente da revenda do material retirado dos Processos, e que tem valor de uso para os fins da venda de jornais, o aumento das audiências, logo, para o incremento das receitas da publicidade e da manutenção da boa vida de biltres que aí acamparam.
Ainda por quanto tempo?

Sócrates manda-os dar uma volta !

Sobre o teor das suas conversas telefónicas com o ex-ministro socialista Armando Vara, arguido no processo Face Oculta, Sócrates deu a seguinte resposta:

"Era só o que faltava que agora me pusesse a comentar conversas que tive com pessoas amigas ao telefone e, principalmente, as versões que um jornal diz que eu tive nessas conversas".
Falta agora responsabilizar esses pasquins pelo lixo que lançam sobre todo o PS. Haverá algum tribunal para isso, ou é só para as outras coisas...?

Em sexta-feira 13 a economia portuguesa cresce mais que o resto da Europa

O Instituto Nacional de Estatística informou que no terceiro trimestre do ano a economia cresceu 0,9%. No trimestre anterior tinha crescido 0,3 por cento.
...isto com mais de 500.000 desempregados...
Criem-se mais 250.000 empregos, o que é possível em dois anos, e a economia vai disparar para os 3 ou os 4%.
Assim seja possível continuar a lançar os fundamentos do investimento público em obras verdadeiramente estruturantes do tecido produtivo nacional.
E que a caravana não pare aos primeiros latidos...

Nota breve 1: Parece que a notícia não caiu muito bem em certos círculos maisexigentes...
Nota breve 2 : Olha, paciência!

Novas Oportunidades para os que mais precisam! A isto chama-se a promoção do conhecimento!

António Preto passou a integrar a Comissão da AR para as Finanças;
Helena Lopes da Costa faz orgulhosamente parte da Comissão de Ética da mesma conceituada assembleia;
Tudo certo?
Não senhor!
Na voz dos menos atentos já se levanta um burburinho escusado.
Mas eu confio.
Eles estão lá para aprender. Cada um na sua especialidade.
Ora nas contas direitinhas, ora na conformidade com os princípios da luta contra o nepotismo, o amiguismo e a golpada pura e simples.
Até acho louvável, podem crer! Aprender, aprender sempre. Novas Oportunidades para todos!
Quem anda a queixar-se do mau cheiro do PSD, é um exagerado da pituitária!

quinta-feira, novembro 12, 2009

António Guterres é respeitado a nível mundial!


O Mário Crespo vai ter de engulir mais este sapo.

As Manuelas, sejam Leites ou sejam Guedes, vão ter de aguentar esta.

Os Portas, os Louçãs, os Cavacos, os Martins, os Medinas Carreiras, os Saldanhas Sanches e quejandos, mais os bandos de corujas e de espantalhos, vão ter mesmo uma insónia um destes dias:

“Os 67 chefes de Estado, criminosos, financeiros e filantropistas que realmente comandam o mundo”. É desta forma que a revista ‘Forbes’ apresenta a lista das pessoas mais poderosas do planeta, entre as quais só há um português: António Guterres. Barack Obama é o mais poderoso; Angela Merkel a primeira mulher na lista."
Um dos homens mais enxovalhados em Portugal, talvez um dos mais ridicularizados pela "inteligência-que-escreve-e-que-debita-palpites em tudo o que se diz imprensa em Portugal, afinal, afinal, é um dos homens mais respeitados pela sua categoria, pelo seu humanismo, pela sua seriedade...

A imaginação dos professores transformada em cruzada contra as paredes






Curiosamente uma das atoardas que a direita e os seus tamborzinhos andam a propalar seria a questão dos benefícios para as grandes empresas de obras públicas tornados possíveis pelo programa de recuperação e modernização do parque escolar em Portugal. A intenção é clara e faz parte da permanente campanha de descrédito contra tudo quanto seja obra do PS e de Sócrates.
Tudo lhes serve.
Mesmo as obras nas escolas e os novos equipamentos à disposição dos professores constituem motivo de chacota e de insinuações
torpes.
Nada os demove.
Nem percebem o ridículo de serem os professores a desdenhar da melhoria das suas próprias condições de trabalho.
Tal como meteram a ridículo o Magalhães e não houve defeito ou insinuação que lhe não colassem!
Se não era do cu, era das calças.
Agora é o parque escolar que serviria insondáveis e condenáveis desígnios.
Como compreender este oportunismo? Estarão de facto os professores a dar o flanco e a mostrar agora quais as suas verdadeiras preocupações?
Afinal quando se queixam de uma coisa é de outra que falam?
Quando dizem que a avaliação é burocrática de que estão a falar? Dos próprios que usando da faculdade dada pelo ME às Escolas de serem mais autónomas, usaram dessa prerrogativa para destruir a tal avaliação? Tornando-a uma baralhada de papeis a preencher? Mas os papeis vieram de onde? Foram fabricados ao abrigo de que determinação?
Por acaso não se implicam eles próprios, que não têm tempo para eles "pois passam o tempo em reuniões inúteis"?
Como estamos cansados de saber, o problema é tão só de + dinheiro e de menos trabalho! Mais faltas. Menos responsabilidade. Nada de hierarquia na EP. Ou de relação entre o trabalho e os resultados obtidos. No fundo, nenhuma avaliação.
E, se para tal, for preciso destruir a Escola pública qual o problema? Não fizeram uma greve aos exames um mês depois do anterior governo ter manifestado a intenção de regular a carreira docente?

E digo isto ressalvando evidentemente todos os bons e dignos professores que não se deixaram instrumentalizar e para quem a avaliação é não só precisa como indispensável. Para separar o trigo do joio.

Mas, voltando ao parque escolar ainda hoje no Jugular se pode apreciar como se desmonta rapidamente esta nova cruzada contra a renovação do Parque Escolar.
"O programa de modernização de escolas está, neste momento, a funcionar como um balão de oxigénio para muitas pequenas e médias empresas de construção que pesam, segundo as contas do Negócios, quase metade dos mais de mil milhões de euros que já foram colocados a concurso até agora (...) João Sintra Torres afirma que cada escola pode chegar a ter entre 50 e 80 empresas a trabalhar em várias actividades necessárias e que o programa deverá criar até 25 mil empresas (...) além dos "gigantes" Mota-Engil, Somague, Soares da Costa e Edifer, foram adjudicadas empreitadas a sociedade como a Patrícios, Edivisa, Ladário ou Cantinhos, entre muitas outras, que ganharam por vezes dezenas de milhões de euros em contratos (...)" (página 6 do Jornal de Negócios de 12 de Novembro de 2009)
(As imagens acima são da novíssima Escola das Índias em Vialonga, acabada de estrear, obra de raiz, do governo anterior, com condições dignas para alunos e professores e apenas comparável ao que de melhor se faz no Mundo. Com campo de jogos, com biblioteca, com cozinha e refeitório, com instalações sanitárias de luxo, com elevador para deficientes, aquecimento solar, banho quente, com equipamento adequado para as diversas idades, com jardim, zona coberta...E querem desmentir estas obras? estas enormes vantagens ? Preferiam a política do não-te-rales? Da permanente carência de meios que "justificavam" a sua incapacidade para ensinar? É que não há paciência!)



As pérolas que nem sequer merecem

Ferreira Fernandes excede-se e dá-as a quem delas de facto não precisa, nem as merece ou apenas compreende:
O seu texto de hoje é absolutamente imperdível. Ora vejam:
"Ontem, apanhei um táxi. Era uma senhora que o conduzia. Cara grave, zangada, mesmo. Reconheci-a, há poucos meses já apanhara este táxi e esta taxista. O tom de voz confirmou--me: "Existe na sociedade portuguesa um clima de suspeição!" Era ela. E já não era só a voz com pontos de exclamação e o cenho franzido. Era a conversa. Da outra vez, lembro-me, ela atirou-se à "asfixia democrática na sociedade portuguesa". Nessa primeira viagem, aproveitei o semáforo vermelho: asfixia, acha? E ela, acelerando, mal o verde abriu: "Escutas..." E eu: mas há escutas? E ela: "Eu não quero saber se há escutas ou não, eu não quero saber se há retaliações ou não, o que é grave é que as pessoas acham que há!" Ontem, também esperei uma paragem (lei: nunca contestar um taxista com o semáforo no amarelo, ele, ou ela, acelera) para perguntar: suspeição? Fiz bem em ter aproveitado uma paragem, porque a senhora largou o volante e virou-se: "Mas onde é que você anda? Em todos os cafés, em todos os autocarros, a conversa é só essa..." Não alimento cientistas sociais à bandeirada, anunciei-lhe que saía ali. Paguei, abri a porta e ela ainda me gritou qualquer coisa. Acho que dizia "destruição de provas...", mas fiquei sem saber do que ela falava. Nem ela, suspeito.

quarta-feira, novembro 04, 2009

Com a devida vénia, lá vou eu fazer uma data de novas amizades

Segundo Carvalho da Silva, no Público (ainda com José Manuel Fernandes), a presença de Valter Lemos no Emprego é um sinal “absolutamente desastroso” do Governo.

1. Carvalho da Silva tem um pequeno problema com as regras do jogo democrático e com o fair play institucional. Compete ao primeiro-ministro, não ao secretário-geral da CGTP, a selecção e a nomeação dos membros do seu Governo, com os seus critérios, não os do secretário-geral da CGTP, entre pessoas da sua confiança política, não da confiança política do secretário-geral da CGTP. O que acharia Carvalho da Silva de intervenções do primeiro-ministro, o actual ou qualquer outro, a propósito de escolhas da CGTP para os seus órgãos de direcção?

2. Carvalho da Silva tem também um pequeno problema com os factos. Segundo ele, “Valter Lemos foi a referência mais forte da conflitualidade com os professores” no anterior Governo. Ora, enquanto secretário de Estado da Educação, Valter Lemos foi responsável pela colocação (a tempo e horas) dos professores, pela reorganização da rede escolar ou ainda pelo Programa Novas Oportunidades (em colaboração com o Ministério do Trabalho). Não teve, porém, o pelouro da negociação com os sindicatos dos professores. Este era de Jorge Pedreira, a quem coube, até por isso, a gestão dos processos de revisão da carreira docente e da avaliação (para além do dossiê dos manuais escolares). Basta consultar a delegação de competências de então.

3. Ou seja, Carvalho da Silva repete uma das últimas intervenções de José Manuel Fernandes, em que este, com aquele rigor factual que o tornou uma referência no jornalismo português, criticava a escolha de Valter Lemos para o Emprego e a Formação Profissional por este ser, entre outras coisas, o autor das tão contestadas fichas da avaliação. Adaptando a canção, “afinal havia outro…”. Substituir os factos pelo preconceito não resulta nem em bom jornalismo nem em intervenção política recomendável.

Inserido por Rui Pena Pires, em O Canhoto de 1 de Novembro

terça-feira, novembro 03, 2009

A exibição de crucifixos nas salas de aula viola fundamentais princípios da liberdade religiosa!


"A presença de crucifixos nas salas de aula é "uma violação do direito dos pais de educar os seus filhos de acordo com as suas convicções" e "uma violação da liberdade religiosa dos estudantes". Esta foi a deliberação do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, em Estrasburgo.
Pela primeira vez, numa decisão histórica, o tribunal decidiu sobre a presença de símbolos religiosos nas escolas. A decisão surge na sequência de uma queixa de um cidadão italiano que em 2002 pediu aos dirigentes do Instituto Público, onde o filho estudava, que fossem retirados os crucifixos. Perante a recusa, recorreu -também sem êxito- para os tribunais italianos. A decisão do tribunal de Estrasburgo ainda não foi comentada pelo Vaticano. O porta-voz , Federico Lombardi, afirma que o Vaticano só tomará uma decisão depois de analisar a sentença."
Vamos ver se é agora que se cumpre a Constituição Portuguesa e se a direita se verga à realidade e à evidência. Em especial em tempos de Caim e do seu deus que nem era boa pessoa!

A aritmética provável, mas de péssimo gosto!

Estas oposições, a ganirem contra o Governo, estão a preparar-se para formar uma maioria de minorias e deitar a baixo a maioria eleita e constitucional.
(E andam a fingir que estão agora muito preocupados com a avaliação dos professores.
Coitados dos professores que vão ser usados e deitados fora na primeira oportunidade!)
Qual o nome destes golpes?

Sócrates quer limitar mandatos do primeiro-ministro

In Programa de Governo:

A limitação dos mandatos do primeiro-ministro e dos presidentes dos governos das regiões autónomas constituem propostas que o PS mantém no seu programa de governo e que, constando do programa eleitoral, foram já apresentadas ao Parlamento na anterior legislatura...

Infelizmente esta limitação de mandatos não recolheu a aprovação da oposição uma vez que o PSD se opôs e a chumbou na especialidade no que se refere aos Presidentes de Governo, nacional e regionais, aprovando desgostoso, apenas a limitação até três mandatos, dos presidentes de câmara. E agora o que fará?

O compromisso do PS com o seu eleitorado

Tal como prevíramos, toda a oposição parlamentar diz-se agora muito espantada com a apresentação do Programa do Governo do PS.
Isto apesar e depois de terem liminarmente recusado iniciar qualquer tipo de discussão para acordo sobre a Legislatura ou esse mesmo Programa.
Isto é: A Oposição quer impor ao PS e aos que nele votaram o(s) seu(s) programa(s). Qual deles?
Parece ainda que o único problema do País é a Avaliação doa Professores. Desde as televisões aos jornalecos, e a maioria dos "comentadores" de serviço querem-nos fazer crer que este é o tema, que uma vez resolvido, nos fará passar as portas do Paraíso.
Não parece haver mais nada a discutir!
Será provavelmente um assunto passível de muitas paixões e de muitos votos, que cada um daqueles partidos almeja meter no bolso. Por este caminho, vão ter é de os repartir entre si.
O PS não abdicará dos seus compromissos e José Sócrataes conhece bem o significado dos direitos adquiridos pelos professores responsáveis que já se fizeram avaliar. E foram muitos, muitos milhares. Em quase todas as Escolas do País!
O processo de avaliação pode e deve ser melhorado. As Escolas devem cumprir a Lei em vigor e os Partidos da Oposição têm a obrigação de não se constituirem em sindicatos de agitprop ao serviço do pior do sindicalismo corporativista e eleitoralista..
Não gostam do programa do PS?
Eu ficava era preocupado caso estivessem de acordo.

Eram manifestamente exageradas as notícias da morte do Tratado de Lisboa

O Tribunal Constitucional Checo acaba de se pronunciar sobre a conformidade do Tratado de Lisboa, face à Lei do País.
Faltava esta decisão para tornar finalmente possível a ratificação e entrada em vigor do tratado que leva o nome de Lisboa e o impulso dado pelo governo português liderado por Sócrates. Para passar a vigorar entre os 27 países da UE.
Sei, isto custa muito aos reaccionários e aos que, desde a sua assinatura em Lisboa, lhe vaticinaram não uma vida curta, mas uma morte rápida.
Era manifestamente um exagero!
Vasco Pulido Valente, Paulo Portas, CGTP, Manuela Ferreira Leite, José Manuel Fernandes, António Barreto, Jerónimo de Sousa, Marcelo Rebelo de Sousa, os irmãos Louçã, a SIC, a TVI, o Público, ou Vasco Graça Moura, podem começar a aliviar o luto.
O PS e José Sócrates averbam uma enorme vitória e ganham um renovado e merecido prestígio!

sábado, outubro 24, 2009

O desespero da direita quase faz dó!

O epitáfio de José Manuel Fernandes no seu Editorial do ódio
Eu não sei se é verdadeiro o boato que corre há um mês sobre o futuro de José Manuel Fernandes estar ligado ao recém eleito presidente da comissão europeia e à sua assessoria de imprensa. Afinidades antigas. E o homem tem trabalhado para isso. Não sei se no PSD recompensam meramente o esforço: ele tentou levar a Dra. Manuela ao colo, e foi conivente com as estratégias presidenciais. Mas a verdade é o que o eleitorado que Vasco Graça Moura chama de estúpido por não ter caído na artimanha (não será antes estúpido quem idealizou a estratégia?) viu o golpe. E não fez ao jeito ao JMF e ao tacho que procurava.
Nesse sentido JMF esforça-se uma última vez e escreve um hilário e decadente editorial no Público de hoje. Em que critica sob todas as formas o novo governo. Com aspectos a merecerem uma sonora gargalhada. Vejamos:
1) José Manuel Fernandes está contra a escolha do novo Ministro das obras públicas por ter sido um dos subscritores do manifesto a favor dos grandes investimentos públicos para ajudar à retoma da economia portuguesa. Tendo subscrito o mesmo documento, e tendo interpelado José Manuel Fernandes várias vezes porque não o publicou, quando na semana anterior deu voz a uma tese contrária com metade dos subscritores (com honras de primeira página no público, e uma página inteira de publicidade paga pelo dito movimento, promovido por figuras afectas ao PSD), tendo esta discrepância de tratamentos merecido forte reprimenda do Provedor, dá um gozo particular ver o forma como espuma por mais mais essa derrota. Ele queria um dos "seus economistas", não um dos que assinaram o manifesto pelo emprego. José Manuel Fernandes, com a sua vastíssima formação económica, está preocupado com o endividamento externo das novas obras públicas. Se lesse a blogosfera saberia porque é que há quem não esteja. Porque conhece de facto a estrutura de financiamento do TGV por exemplo, e as suas estimativas de procura. Coisas que JMF sempre optou por ignorar.
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2) José Manuel Fernandes manifesta o seu desapontamento pela falta de figuras conhecidas. O que significa figuras que ele conheça. Alguém tem alguma culpa da ignorância do homem? Figuras de grande projecção pública? São o quê? Colunistas do seu jornal? Prefere JMF a projecção pública ou a competência? E se desconhece as novas figuras, como pode aferir a sua competência? Ser uma figura pública não implica ter experiência política. O pobre raciocínio do futuro ex-director do Público não distingue as duas coisas. Se ele queria gente com capacidade política provada, não havia renovação. Se ele queria gente com capacidade técnica, não tinham de ser figuras mediáticas. Se ele queria figuras mediáticas que tal o elenco de uma novela da TVI?
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3) O país maioritariamente à esquerda. Isso é uma constatação aritmética. José Manuel Fernandes está revoltado por o governo indiciar uma viragem à esquerda. Conclusão: JMF não é um democrata. É um Pacheco Pereira (que curiosamente escreve no seu jornal) que queria promover a sua querida líder.
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4) JMF está contra Vieira da Silva na Economia. Porque Vieira da Silva é um homem de esquerda e isso arrepia o ex-maoista. Ele era do esquerda dos idiotas úteis, na terminologia de cunhal, e nunca percebeu a esquerda democrática. Nem agora que se passou para a direita neoliberal. E afirma enfaticamente que espera que Vieira da Silva resista subsidiar empresas para evitar e reduzir o desemprego. Ficamos a saber que, num jornal onde as vendas estão em queda e teve de haver ajustes salarias, JMF quer lá saber do desemprego. O programa mais votado pelos portugueses, o do PS, tem vastas medidas de apoio ao emprego, e às PME, mas JMF quer um ministro que rasgue o seu programa e governe com aquele proto-programa de falência social que o PSD apresentou ao país. E vai mais longe: defende que o PS deve é favorecer as boas empresas. O facto de Manuel Pinho ter sido reconhecido no país por ter ajudado a salvar muitas PMEs - que eram boas, JMF mas que a crise ia destruindo (veja-se o caso de Paços de Ferreira) - é indiferente ao "proto-jornalista" que dirige o Público. Que lança ainda Farpas a Pinho um homem elogiado em jornais um pouco acima do que JMF dirige, como o Washington Post, pela sua aposta nas renováveis.
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5) Mas o que passa de todo JMF, é a escolha de Helena André, uma sindicalista indigna-se, ele!, para o Ministério do Trabalho. E dá o exemplo de que da mesma forma que nunca se põe um médico à frente do Ministério da Saúde (Ana Jorge, uma das ministras preferidas dos portugueses, por acaso é médica), não deve estar uma defensora dos direitos laborais à frente do ministério do trabalho. Faz assim eco da prosápia de Van Zeller! JMF tornou-se o novo representante do patronato português. E não se coibe de dizer, num momento em que Campos e Cunha alerta para o perigo de deflação (os tais economistas do outro manifesto já alertavam muito antes), que Ana André deve exigir contenções salariais ou mesmo congelamento de salários! JMF transformado em António Borges. Ele acha que num país onde o salário médio é de 700 Euros se podem fazer coisas destas. A sua consciência social está ao nível zero.
José Manuel Fernandes acha que o congelamento de salários resolve a descida de preços. Lição de economia de borla para JMF: os salários são a base da procura das famílias. Dinamizando a procura das famílias as empresas vão produzir mais o que distribui mais rendimento e gera mais procura. Por essa via, a pressão da procura evita a tal inflação negativa. Se não percebe isto, não escreva sobre o que não sabe. A pressão salarial em resultado do aumento da carteira de encomendas das empresas e da maior procura de trabalha reforça a travagem da espiral de deflação. Expliquem isto a JMF, que saltou para Hayek sem ler os economistas sérios.
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6) Tem ainda uma forte postura de Estado ao chamar "bulldozer" a um Ministro. Fará sem dúvida uma bela figura com o protocolo em Bruxelas. E mostra toda a sua ignorância cultural ao desconhecer as provas dadas por Gabriela Canavilhas. Ele, é mais Quim Barreiros.
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Disto tudo infere ele que o governo não tem ambição. E imagino Pacheco Pereira a dar-lhe pancadinhas nas costas, a dizer "Bom editorial Zé Manel".
In O Valor das Ideias, por Carlos Santos
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Nota cá da casa: O desespero é total nas hostes da direita. Como nas barracas das feiras, a maioria das rifas sai branca como a cal...
Parece que já perceberam que toda a anterior estratégia de descrédito do Governo, de Sócrates, do programa eleitoral do PS mais as maquinações ex-Belém, se transformou num verdadeiro pesadelo e que se arriscam a perder tudo, em muito pouco tempo.
Por ordem: A impossibilidade de derrubar este Governo, mas a permanente ameaça de novas eleições de que resultaria, tenho a certeza, uma maioria do PS; a visível degradação no interior do PSD, o isolamento e atonia dum PR acometido de várias incapacidades, a provável melhoria da situação económica mundial, a improvável reeleição deste PR ou a assustadora perda da maioria das autarquias, inevitável nas futuras eleições, é muita areia para a camioneta deles. Daí o disparate quase permanente, o lavar de roupa suja, ou o insulto do VGM ao eleitorado.

quarta-feira, outubro 21, 2009

Só mais uma achega

Isto de destratar o Saramago e de até lhe proporem que se vá de vez, que se cale e que deixe de publicar o que lhe vai na alma, não tem nada a ver com a asfixia democrática, pois não?

O desespero da direita é muito e sem tamanho!

Já não sei para que lado nos devemos voltar. Ao que atender.
Ele é o Passos Coelho a perorar sobre a Educação e a "liberdade", quer dizer, sobre a vontade que tem de fazer pagar a factura da educação dos filhos das classes abastadas nos colégios privados, pelos contribuintes;
Dia seguinte é o Cavaco que vem dizer publicamente que "acha que os partidos da oposição devem deixar o PS governar", quer dizer, Cavaco Silva tem alguma coisa entalada pelo resultado das maquinações ex-maquina-belenensis e pelo inusitado resultado eleitoral. Não sabe como reparar os estragos que vê em todo o lado. Na sua casa e no seu partido, todo partido.
De seguida é a Igreja, e o seu coro de serviço, a atirarem-se a Saramago quando ele apresenta um novo livro e diz que a Bíblia, a ser verdade o que lá se diz, é um livro de maus costumes sobre um deus menor, traiçoeiro, vingativo e "má pessoa". Há por aí comentários de todo o tipo e até, pasme-se, uns que defendem a retirada da nacionalidade ao escritor por delito de opinião. Não vai haver fogueira pelas razões que conhecemos. Mas é como se houvesse! A intenção é o que conta!
Ainda mal refeitos da refrega, chega-nos o inefável Nuno Melo, acolitado pelo Carlos Coelho mais o também deputado europeu Mário David - ambos do esmorecido PSD, o tal da nacionalidade do Saramago que, vilependiados pela apresentação de uma condenação ao Berlusconni, conseguem lançar a confusão em Bruxelas e, ao mesmo tempo que são derrotados na tentativa de comparar o lider transalpino a Sócrates - por causa da TVI, Manuela, jornal de sexta - conseguem, dizia eu, atrapalhar tanto a votação que a resolução sai derrotada em beneficio do soba italiano, sabem com que apoio? Com o dos deputados do PCP que se abestiveram ( assim mesmo! )


Digamos que afinal sempre se passa aqui qualquer coisa. E nem foi preciso dizer nada sobre o CN do PSD amanhã....

segunda-feira, outubro 19, 2009

In Blasfémias, deliciosamente apurado!


PSD prescisa de eleger um líder o mais depressa possível. Quanto mais depressa eleger um líder, mais depressa a oposição interna pode começar a miná-lo. Não há tempo a perder.
A autodestruição do PSD é uma prioridade nacional.
Publicado por Joao Miranda em 19 Outubro, 2009

Isto das sondagens anda muito mal para o PSD! Compreende-se que estejam contra

Sondagem

Cavaco Silva recebe chumbo histórico dos portugueses em Outubro
Pela primeira vez em muitos anos, a actuação de um Presidente da República é avaliada negativamente pelos portugueses. Talvez tivessémos que recuar ao período pós-revolucionário para eventualmente encontrarmos uma avaliação igual.
E logo no dia seguinte à convocatória dos notáveis do PSD para que se reunam em conclave conspiratório contra a actual presidência.
Será da data? Não havia necessidade de juntar gasolina à fogueira!
...e continua o Jornal de Negócos:
"Conseguiu-o com o desenlace do caso das escutas, no mês seguinte àquele em que decidiu vir a público falar sobre o caso, à hora dos telejornais. Cavaco falou sobre o caso em 29 de Setembro. Em Outubro, em resposta à sondagem da Aximage para o Negócios e o "Correio da Manhã", 42,4% dos portugueses entende que o Presidente tem actual mal, quando questionados sobre como Cavaco Silva tem actuado nos últimos 30 dias.

Apenas 35,5% do universo de respostas considera que o Presidente esteve bem, contra ainda 15,9% que diz assim-assim. Esta avaliação é ainda mais relevante quando se pediu aos portugueses que dessem uma nota de 0 a 20 de avaliação da actuação de Cavaco Silva em Outubro. O presidente recebeu um chumbo: 9,6! Nunca Cavaco Silva tinha descido do bom (14,5 foi a sua nota mais baixa, em Outubro de há um ano).

Entre os restantes líderes, Paulo Portas é o que recebe a melhor avaliação dos portugueses, com um 12,3. José Sócrates recebeu 12,1 e Jerónimo de Sousa e Francisco Louça aparecem separados por uma décima (11,5 e 11,4, respectivamente). No mesmo mês, apenas Manuela Ferreira Leite surge com avaliação negativa. Os portugueses dão-lhe um 6! "

Cuidado Marcelo, as conspirações são más conselheiras!

Nesta data, temos de pensar duas vezes antes de dar início a conspirações!
Quem despreza a História arrisca-se a repeti-la!

« Os Negativos dos Políticos A Seara Nova e o 19 de Outubro »

19 de Outubro de 1921
O 19 de Outubro de 1921 foi o fim da 1ª República. Formalmente ela continuou até 28 de Maio de 1926. Pelo meio, alguns episódios grotescos de um regime em degenerescência: as governações de António Maria da Silva, o carbonário tornado o chefe todo poderoso do PRP e dos respectivos caciques, directas ou por interpostos testas de ferro; a eleição de Teixeira Gomes para a Presidência da República, uma manobra de Afonso Costa para tentar regressar ao poder; a renúncia de Teixeira Gomes quando percebeu que nem conseguia o regresso de Afonso Costa, nem passaria de um títere nas mão do odiado chefe do PRP: renunciou e abandonou o país no primeiro barco que zarpou da barra de Lisboa com destino ao estrangeiro.

Entre o assassinato de Sidónio Pais e os massacres de 19 de Outubro de 1921, Portugal, teoricamente um regime parlamentar, viveu sob uma ditadura tutelada pelos arruaceiros e rufias dos cafés e tabernas de Lisboa e pela Guarda Nacional Republicana, uma Guarda Pretoriana do regime, bem municiada de artilharia e armamento pesado, concentrada na zona de Lisboa e cujos efectivos passaram de 4575 homens em 1919 para 14 341 em 1921, chefiados por oficiais «de confiança», com vencimentos superiores aos do exército. A queda do governo de Liberato Pinto, o principal cacique e mentor da GNR, em Fevereiro de 1921, colocou as instituições democráticas na mira dos arruaceiros e pretorianos do regime a que se juntaram sindicalistas, anarquistas, efectivos do corpo de marinheiros, etc.. O governo de António Granjo, formado a 30 de Agosto, era o alvo.

O nó górdio foi o caso Liberato Pinto, entretanto julgado e condenado em Conselho de Guerra por causa das suas actividades conspirativas. Juntamente com o Mundo, a Imprensa da Manhã, jornal sob a tutela de Liberato Pinto, atacavam diariamente o governo, tentando provar, através de documentos falsos, que o Governo projectava o cerco de Lisboa por forças do Exército, para desarmar a Guarda Nacional Republicana. No Diário de Lisboa apareceram, entretanto, algumas notas relativas ao futuro movimento. Em 18 de Agosto, um informador anónimo dizia da futura revolta: «Mot d'ordre: a revolução é a última. Depois, liquidar-se-ão várias pessoas».

O coronel Manuel Maria Coelho era o chefe da conjura. Acompanhavam-no, na Junta, Camilo de Oliveira e Cortês dos Santos, oficiais da G. N. R., e o capitão-de-fragata Procópio de Freitas. O republicanismo histórico do primeiro aliava-se às forças armadas, que seriam o pilar da revolução. Depois de uma primeira tentativa falhada, em que alguns dos seus chefes foram presos e libertos logo a seguir, o movimento de 19 de Outubro de 1921 desenrolou-se num dia apenas, entre a manhã e a noite. Três tiros de canhão disparados da Rotunda pela artilharia pesada da GNR tiveram a sua resposta no Vasco da Gama. Passavam à acção as duas grandes forças da revolta. A Guarda concentrou os seus elementos na Rotunda; o Arsenal foi ocupado pelos marinheiros sublevados, que não encontraram qualquer resistência; núcleos de civis armados percorreram a cidade em serviço de vigilância e propaganda. Os edifícios públicos, os centros de comunicações, os postos de comando oficiais caíram rapidamente em poder dos sublevados. Às 9, uma multidão de soldados, marinheiros e civis subiu a Avenida para saudar a Junta vitoriosa. Instalado num anexo do hospital militar de Campolide, o seu chefe, o coronel Manuel Maria Coelho, presidia àquela vitória sem luta.

Em face da incapacidade de resistir, às dez da manhã, António Granjo escreveu ao Presidente da República: «Nestes termos, o governo encontra-se sem meios de resistência e defesa em Lisboa. Deponho, por isso, nas mãos de V. Ex.a a sorte do Governo...» António José de Almeida respondeu-lhe, aceitando a demissão: «Julgo cumprir honradamente o meu dever de português e de republicano, declarando a V. Ex.a que, desde este momento, considero finda a missão do seu governo...» Recebida a resposta, António Granjo retirou-se para sua casa. Eram duas da tarde.

O PR recusou-se a ceder aos sublevados. Afiançou que preferiria demitir-se a indigitar um governo imposto pelas armas. Às onze da noite, ainda sem haver solução institucional, Agatão Lança avisou António José de Almeida que algo de grave se estava a passar. Perante tal, conforme descreveu depois o PR, «Corri ao telefone e investi o cidadão Manuel Maria Coelho na Presidência do Ministério, concedendo-lhe os poderes mais amplos e discricionários para que, sob a minha inteira responsabilidade, a ordem fosse, a todo o transe, mantida».

Passando a palavra a Raul Brandão (Vale de Josafat, págs. 106-107), «Depois veio a noite infame. Veio depois a noite e eu tenho a impressão nítida de que a mesma figura de ódio, o mesmo fantasma para o qual todos concorremos, passou nas ruas e apagou todos os candeeiros. Os seres medíocres desapareceram na treva, os bonifrates desapareceram, só ficaram bonecos monstruosos, com aspectos imprevistos de loucura e sonho...».

Sentindo as ameaças que se abatiam sobre ele, António Granjo buscou refúgio na casa de Cunha Leal. Cunha Leal tinha simpatias entre os revoltosos (tinha aliás sido sondado para ser um dos chefes do movimento, mas recusara) e Granjo considerou-se a salvo. Todavia, a denúncia de uma porteira guiou os seus perseguidores que tentaram entrar na casa de Cunha Leal para deter António Granjo. Cunha Leal impediu-os, mas a partir desse momento ficaram sem possibilidades de fuga porque, pouco a pouco, o cerco apertara-se e grupos armados vigiavam a casa. Apelos telefónicos junto de figuras próximas dos chefes da sublevação, que pudessem dar-lhes auxílio, não surtiram efeito.

Perto das nove da noite compareceu um oficial da marinha, conhecido de ambos, que afirmou que levaria Granjo para bordo do Vasco da Gama, um lugar seguro. Cunha Leal vacilou. Granjo mostrou-se disposto a partir. Cunha Leal acompanhou-o, exigindo ao oficial da marinha que desse a palavra de honra de que não seriam separados. Meteram-se na camioneta que afinal não os levaria ao refúgio do Vasco de Gama, mas ao centro da sublevação.

A camioneta chegou ao Terreiro do Paço onde os marinheiros e os soldados da Guarda apuparam e tentaram matar António Granjo. Cunha Leal conseguiu então salvá-lo. A camioneta entrou, por fim, no Arsenal e os dois políticos passaram ao pavilhão dos oficiais. Um grupo rodeou Cunha Leal e separou-o de Granjo, apesar dos seus protestos. Os seus brados levaram a que um dos sublevados disparasse sobre ele, atingindo-o três vezes, um dos tiros, gravemente, no pescoço. Foi conduzido ao posto médico do Arsenal.

Entretanto, vencida a débil resistência de alguns oficiais, marinheiros e soldados da GNR invadiram o quarto onde estava António Granjo e descarregaram as suas armas sobre ele. Caiu crivado. Um corneteiro da Guarda Nacional Republicana cravou-lhe um sabre no ventre. Depois, apoiando o pé no peito do assassinado, puxou a lâmina e gritou: «Venham ver de que cor é o sangue do porco!»

A camioneta continuou a sua marcha sangrenta, agora em busca de Carlos da Maia, o herói republicano do 5 de Outubro e ministro de Sidónio Pais. Carlos da Maia inicialmente não percebeu as intenções do grupo de marinheiros armados. Tinha de ir ao Arsenal por ordem da Junta Revolucionária. Na discussão que se seguiu só conseguiu o tempo necessário para se vestir. Então, o cabo Abel Olímpio, o Dente de Ouro, agarrou-o pelo braço e arrastou-o para a camioneta que se dirigiu ao Arsenal. Carlos da Maia apeou-se. Um gesto instintivo de defesa valeu-lhe uma coronhada brutal. Atordoado pelo golpe, vacilou, e um tiro na nuca acabou com a sua vida.

A camioneta, com o Dente de Ouro por chefe, prosseguiu na sua missão macabra. Era seguida por uma moto com sidecar, com repórteres do jornal Imprensa da Manhã. Bem informados como sempre, foram os próprios repórteres que denunciaram: «Rapazes, vocês por aí vão enganados... Se querem prender Machado Santos venham por aqui...». Acometido pela soldadesca, Machado Santos procurou impor a sua autoridade: «Esqueceis que sou vosso superior, que sou Almirante!». Dente de Ouro foi seco: «Acabemos com isto. Vamos». Machado Santos sentou-se junto do motorista, com Abel Olímpio, o Dente de Ouro, a seu lado. Na Avenida Almirante Reis, a camioneta imobiliza-se devido a avaria no motor. Dente de Ouro e os camaradas não perdem tempo. Abatem ali mesmo Machado Santos, o herói da Rotunda.

Não encontraram Pais Gomes, ministro da Marinha. Prenderam o seu secretário, o comandante Freitas da Silva, que caiu, crivado de balas, à porta do Arsenal. O velho coronel Botelho de Vasconcelos, um apoiante de Sidónio, foi igualmente fuzilado. Outros, como Barros Queirós, Cândido Sotomayor, Alfredo da Silva, Fausto Figueiredo, Tamagnini Barbosa, Pinto Bessa, etc., salvaram a vida por acaso.

Os assassinos foram marinheiros e soldados da Guarda. Estavam tão orgulhosos dos seus actos que pensaram publicar os seus nomes na Imprensa da Manhã, como executores de Machado Santos. Não o chegaram a fazer devido ao rápido movimento de horror que percorreu toda a sociedade portuguesa face àquele massacre monstruoso. Mas quem os mandou matar?

O horror daqueles dias deu lugar a uma explicação imediata, simples e porventura correcta: os assassínios de 19 de Outubro tinham sido a explosão das paixões criadas e acumuladas pelo regime. Determinados homens mataram; a propaganda revolucionária impeliu-os e a explosão da revolução permitiu-lhes matar. No enterro de António Granjo, Cunha Leal proclamou essa verdade: «O sangue correu pela inconsciência da turba—a fera que todos nós, e eu, açulámos, que anda solta, matando porque é preciso matar. Todos nós temos a culpa! É esta maldita política que nos envergonha e me salpica de lama». No mesmo acto, afirmaria Jaime Cortesão: «Sim, diga-se a verdade toda. Os crimes, que se praticaram, não eram possíveis sem a dissolução moral a que chegou a sociedade portuguesa».

Com o tempo, os republicanos procuraram outras explicações. Não podiam aceitar a explicação simples que teria sido a sua acção, o radicalismo da sua política, a imundície que haviam lançado desde 1890 sobre toda a classe política, a sua retórica de panegírico aos atentados bombistas (desde que favoráveis), aos regicidas, a desencadear tanta monstruosidade. Significava acusarem-se a si próprios. Outras explicações foram aparecendo, sempre mais tortuosas, acerca dos eventuais culpados: conspiração monárquica; Cunha Leal (apesar de ter sido quase morto); Alfredo da Silva (apesar de, nessa noite, ter escapado à justa e tido que se refugiar em Espanha) uma conspiração monárquica e ibérica; a Maçonaria (a acção da Maçonaria sobre a Guarda, impelindo-a para a revolução, era constante, mas isso não significa que desse ordens para aqueles crimes)

Os assassinados na Noite Sangrenta não seriam, entre os republicanos, aqueles que mais hostilidade mereceriam dos monárquicos. Eram republicanos moderados. O furor dos assassinos liquidara homens tidos, na sua maior parte, como simpatizantes do sidonismo. Não se tratava de vingar Outubro de 1910, mas sim Dezembro de 1917. Carlos da Maia e Machado Santos foram ministros de Sidónio Pais. Botelho de Vasconcelos, coronel na Rotunda, às ordens de Sidónio Pais. Se as matanças de 19 de Outubro de 1921 foram uma vingança terão de ser referenciadas à República Nova e não ao 5 de Outubro. Aliás, num gesto significativo, os revolucionários libertaram o assassino de Sidónio Pais.

Há na Noite Sangrenta factos que se impõem de maneira evidente. A 20 de Outubro, a Imprensa da Manhã reivindicou para si a glória de ter preparado o movimento, mas repudiou as suas trágicas consequências, especialmente a morte de Granjo. Ora anteriormente, dia após dia, aquele diário havia acusado e ameaçado Granjo, injuriando-o sistematicamente. Como podia agora lavar as mãos da sua morte? Aliás, a atitude dos assassinos foi concludente: depois de matarem Machado Santos, dirigiram-se na camioneta da morte à Imprensa da Manhã para lhe agradecerem o apoio e para aquela publicar os nomes dos que tinham fuzilado o Almirante. Um deles confessou mais tarde que Machado Santos havia sido localizado por informações de jornalistas da Imprensa da Manhã. Os assassinos procuravam a satisfação e a glória de uma obra realizada, no diário matutino onde se proclamara a necessidade dessa realização.

Os assassinos nunca esperaram ser castigados. Mesmo durante o julgamento sempre esperaram a absolvição. Quando foram condenados, entre gritos de vingança e de apoio à «República radical», alguns acusaram altos oficiais de não terem autoridade moral para os condenarem, pois estavam por detrás da carnificina. Os assassinos tinham, de certo modo, razão: eles tinham agido dentro da lógica que o republicanismo tinha instilado neles. Em todos os regimes que nascem e se sustentam no crime e no terror (por muito justa que a causa possa ser), há sempre o momento (ou os momentos) em que a revolução devora os próprios filhos.

Para terminar devo referir que nem Manuel Maria Coelho, nem nenhum dos «outubristas», conseguiu formar um governo estável. O horror fez todos os nomes sonantes recusarem fazer parte de um governo de assassinos. Menos de dois meses depois da revolução, António José de Almeida, em 16 de Dezembro de 1921, entregou a chefia do ministério a Cunha Leal.

A GNR foi pouco a pouco desmantelada e reduzida a uma força de policiamento rural.

A república ficara ferida de morte.

Nota - sobre este assunto ler igualmente:
A Seara Nova e o 19 de Outubro
Raul Proença e Jaime Cortesão sobre o 19 de Outubro de 1921
Os negritos são da responsabilidade deste blog e do seu autor: É que não me recordo de ouvir o prof. Marcelo condenar a participação de Belém, nem dos chamados jornalistas do Público, de se terem constituido em vulgares conspiradores !
É que também não me recordo de esta nossa História ser tratada ou discutida no Ensino Público. Porque será? Já era tempo de termos memória. Quem esquece a História arrisca-se a repeti-la!

As conspirações já não são o que eram!

Ou porque é que não havemos de agendar uma conspiração com local e data e hora e tudo?
Ao arrepio dos Estatutos do PSD, que diz querer salvar, Marcelo não tem pejo ou ponta de vergonha para propor nada menos que um complot, um conclave de notáveis (quais? escolhidos por quem?), propõe uma conspiração, um conluio, uma conjura secreta destinada a derrubar o actual poder no seu próprio partido.
Como conselho, sugere empregar uma alcateia para apascentar o rebanho.
Um bombista, o que proporia de diferente deste professor de Direito?

sábado, outubro 17, 2009

Quantas facas são precisas para trinchar este perú?

O Orçamento da Educação é apenas o maior fatia do OE.
Os investimentos acrescidos na área da Educação pelo governo cessante constituiram, ao tempo, motivo de inveja e de cobiça pura e simples.
De facto esta parte do OE constitui um fartíssimo perú que, na aproximação da época, corre sérios riscos.
A Oposição, ainda grávida dos votos emprestados, não precisou de mais de 24h para apresentar as propostas de Lei, que serviriam para reverter tudo o que pudessem, daquelas que foram as mais avançadas e sérias medidas governativas do PS: A reforma da Educação.
Mas de facto, pode o País aguentar e pagar este tipo de aventureirismos? Vejamos.
A nível educativo:
É aceitável que se regresse à taxa de abandono e de insucesso escolar de mais de 40%, só até ao 9º ano?
Pode aceitar-se de novo o grau de absentismo injustificado dos professores ou a sua presença nas Escolas, reduzida ao mínimo?
Será razoável esperar que a anulação dos Estatutos da Carreira Docente e do Aluno faça regressar à Escola Pública o regime de "não te rales" e de recusa de hierarquia indispensáveis à implementação de medidas de rigor, do respeito pela democracia, do aproveitamento escolar ou da protecção dos investimentos realizados?
Pode regressar-se às cenas televisivas de completa insegurança dentro das Escolas?
Como será possível fazer avançar, de facto, a Escolaridade até ao 12º ano sem a presença de instrumentos de gestão, de avaliação, de democracia e de responsabilidade mas, atente-se!, para TODOS os alunos?
A nível social:
Pode a sociedade aceitar as consequências devastadoras da segregação e da continuidade dos guetos sociais? Com base na ignorãncia e na impreparação para uma vida activa socialmente útil e respeitada?
Estarão as futuras gerações preparadas para conviver com mais guetos, mais Polícia, mais Tribunais e mais delinquência e pagar, outra vez, os respectivos custos?
Este círculo vicioso, que se caracteriza por ignorância, filhos na puberdade não desejados, abandono escolar, exclusão, delinquência, repressão, mais segregação, e completa impreparação para uma vida em sociedade, é o ambiente que esta oposição deseja voltar a implementar na Escola Pública e a fazer pagar ao contribuinte?
A que preço?
A resposta a estas questões encontra-se bem escondida no recheio do perú. Esta oposição está infelizmente muito mais preocupada com a sua própria barriga - ía mesmo escrever umbigo ! - com a sua sobrevivência, muito mais do que proteger a Escola Pública e o interesse geral: Está de faca afiada para trinchar o perú!
Os únicos interesses que visam são os da protecção dos interesses das corporações que capturaram e, ou do Ensino Privado que lhes garanta a reprodução dos interesses de classe social e da opressão religiosa que faz parte integrante do seu armamento repressivo e opressor.
E se, finalmente, tudo isto for conseguido fazendo pagar ao contribuinte o Ensino Privado e a manutenção dum arremedo de Escola Pública que, pela sua ineficácia, sirva os seus interesses de propaganda negativa e de justificação para um estado musculado em vez dum estado socialmente preocupado, tanto melhor!
O perú está pronto. Vai ser preciso trinchá-lo! Está na hora!
Duvido é que o PS esteja pelos ajustes e não confronte o PSD com as suas ditas preocupações sociais.
Não se pode pedir ao PS que se torne cúmplice das aventuras da direita revanchista e da esquerda irresponsável e oportunista e que, ainda, lhes paguemos a jantarada!
Os portugueses que votaram no PS deixaram um vigoroso aviso para a continuação das políticas sociais e educativas. E, salvo erro, ganharam as eleições!
Para fazer vingar as propostas da oposição vão mesmo ter de ganhar as próximas eleições e de formar novo governo.
Não será com este PS, tenho a certeza! Este PS de José Sócrates, como gostam de etiquetar, não governou para ganhar eleições. Governou para os portugueses.

terça-feira, outubro 13, 2009

Ferrer i Guardia



Assassinado o pedagogo e livre-pensador Ferrer i Guàrdia, fundador da Escola Moderna

Quais as características da pedagogía de Ferrer i Guardia ? : O Racionalismo, O Cientifismo, O Antidogmatismo, A Educação integral e permanente, A Coeducação de sexos na escola e nas turmas, Separação da Igreja e do Estado. e das crenças da realidade científica.
A Escola Moderna foi apenas um dos aspectos que compõem o extraordinário legado pedagógico de Ferrer i Guàrdia:
A criação da Escola Moderna
A criação de uma Editorial destinada à publicação de obras e livros educativos e pedagógicos
A publicação do Boletim da Escola Moderna, divulgando o ideário da escola moderna
A abertura da escola para os pais, uma espécie de Novas Oportunidades, dirigido ao público adulto com temas actuais de divulgação científica e social.

Imperdível

Em o Valor das Ideias:
Prós e Contras: O isolamento esclarecedor de José Manuel Fernandes

"Para quem tivesse dúvidas, o prós e contras de ontem foi largamente esclarecedor. O isolamento final de um José Manuel Fernandes, demolido pelos argumentos de João Marcelino - "os timings políticos não são os timings de que tem o dever de dar notícias", - pela dúvida que Marcelino deixou no ar sobre quem informou Francisco Louçã a respeito de Fernando Lima 15 dias antes da manchete do DN (acabando com a tese conspirativa da fonte governamental), e a forma como acabou criticado também por Henrique Monteiro e por André Freire, mostrou um director do público sem respostas e escudado na tese de que correspondência privada foi divulgada.
Nem com a insistência de André Freire e José Alberto Carvalho concedeu José Manuel Fernandes que há valores mais altos no dever de informar do que o facto de um mail ser ou não privado: e esse facto nem sequer era válido no assunto em causa, pois o que o DN divulgou foi apenas o essencial para a narrativa.
O futuro ex-director do Público não conseguiu apresentar uma defesa decente e corente, encostou-se demasiado ao "não falo disso", e, encostou-se descaradamente à argumentação oficial do PR, esquecendo-se que esta foi já desmontada pelo PS, e que o caso dos assessores da Presidência que colaboravam no programa do PSD foi revelada no próprio site do partido.
Triste, contudo, para o jornalismo, foi a pose arrogante e esquiva de JMF no final de debate. Criticando a moderadora por o tema LimaGate ter excedido os 20 minutos que, alegadamente, ele teria posto como tecto máximo para participar no programa.
Se por um lado esta intenção de atrofiar a discussão sobre um tema de interesse público é criticável num jornalista com as responsabilidades de JMF, por outro, é ainda mais lamentável que se tenha confirmado, nesta asserção, toda a sua responsabilidade e, por inerência, de Cavaco Silva, no processo. É que só quem tem medo do debate, quem tem algo a esconder, e procura os artifícios do tempo para fugir à discussão. E se JMF tem algo a esconder, é por demais óbvio que Cavaco também terá.
Publicada por Carlos Santos em 3:18"

segunda-feira, outubro 12, 2009

Educação, essa chave mestra do sucesso


Paul Krugman faz-nos uma descrição resumida do declínio do sistema americano de educação e revela-nos quão certos estavam o PS e o Governo ao tomarem as mais arrojadas medidas e investimentos na formação da nossa juventude, e na aposta decidida na Educação Pública, a todos os níveis:
" Se fosse preciso resumir o sucesso económico americano numa palavra, essa palavra seria "Educação". No séc. XIX, a América liderava na Educação Universal Básica..." " E nos anos que se seguiram à 2ª Guerra Mundial, a América voltou a estar na frente e a comandar a Educação Superior"..." Mas os tempos mudaram. O apogeu da educação nos Estados Unidos esteve intimamente ligado ao Ensino Público - mas nos últimos 30 anos, a nossa filosofia política dominante entendeu que qualquer gasto público é um desperdício de dinheiro dos contribuintes. A Educação, responsável por grande parte dos gastos públicos, foi fatalmente atingida por essa filosofia..."
"...Até agora, a negligência com a educação tem sido gradual - um desgaste lento da supremacia norte-americana. Mas as coisas estão prestes a piorar muito, uma vez que a crise económica - e o seu efeito exagerado no comportamento político mesquinho de economizar migalhas e a que chamam em Washington de "responsabilidade fiscal", causou um impacto severo no orçamento da Educação."
"Os EUA, que costumavam primar na educação das suas crianças, estão agora a perder para outros países desenvolvidos"
"A maioria das pessoas, creio, ainda tem a ideia de que os Estados Unidos são um oásis do Ensino Superior, devido à sua singular capacidade de oferecer educação universitária a uma parcela significativa da população. A ideia até correspondeu à realidade, no passado. Mas, hoje em dia, cada vez menos norte-americanos concluem o ensino superior. Na realidade, temos um índice de formandos ligeiramente abaixo da média dos países desenvolvidos."
"De acordo com a Secretaria de Estatística do Trabalho, a economia americana perdeu 273.000 empregos no mês passado. Entre eles, 29.000 foram na educação estadual e municipal, o que prefaz uma perda total de 143.000 lugares nessa categoria nos últimos cinco meses. Pode não parecer muito, mas a educação é uma área que precisa continuar a crescer, mesmo no cenário da crise. Os mercados podem estar instáveis, mas isso não é motivo para abandonar a educação dos nossos filhos. Mas é exactamente isso que estamos fazendo"

( Ler o resto)
A insistência da direita na destruição da Escola Pública, no cheque-ensino, no ranking das escolas, na chamada "escolha livre dos pais quanto à Educação, quanto às Escolas, e até aos curriculos, e noutras famosas propostas elitistas, apenas pretende eternizar a sua posição de classe dominante e transformar em guetos as escolas para os pobres e os desfavorecidos. Tal como está a acontecer um pouco por esse mundo do Noe-Liberalismo e da irresponsabilidade social.

Ele há dias de sorte !


In Eixo do mal...via Jugular

Enorme Vitória do PS !

Obtendo o maior número de votos e de mandatos autárquicos, o PS e José Sócrates impoêm uma derrota estrondosa às aspirações da Direita coligada e ofegante, e sobre a Esquerda irresponsável e jacobina. Mais a sindicalidade corporativa e sem espinha dorsal política. Esses estão apenas contra!
Tão grande é esta vitória, a seguir às legislativas, que a oposição de ambos os lados está de cócoras e nem pode pensar em se comportar com infantilidades nesta legislatura. O mesmo é dizer do PR que tem é que ter em conta a vontade expressa pelo Portugal profundo, pelo litoral e pelo interior, de norte a sul, e que afastou de forma decisiva quaisquer sonhos de golpes constitucionais com que andava a sonhar a pior franja dos irresponsáveis.
Esta é uma excelente altura para o PS fazer, e fazer aprovar, um verdadeiro Orçamento e Programa de Esquerda e de apoio social sem atender aos interesses dessa minoria de irrersponsáveis e de aventureiros.
Nos respectivos partidos vamos assistir a muitas mortes matadas e a outras mais naturais.
Marcelo, Paulo Portas, Pulido Valente, Manuela Ferreira Leite, Jerónimo de Sousa, Louçã, o ideólogo da Marmeleira, José Manuel Fernandes e respectivo patrão, os sindicatos dos militares, dosjuizes, disto e daquilo, mais os choros lancinantes que nos chegam do Porto e de Gaia, podem bem esperar sentados pela sua vez e pelo que os espera. Vemaí um PS de combate e em força!
O PS vai governar em minoria mas com um programa que não envergonha a esquerda que votou claramente para nos tirar da crise, para aprofundar a integração europeia e, do alto da sua competência, apreciar a outra vitória que aí vem:
A do Tratado de Lisboa, mais uma estrela na lapela do casaco de Sócrates!
E se alguém ainda não estiver convencido, é fácil: Derrubem o governo e vamos então a eleições a sério!

Uma imagem ...mais que mil palavras !

( imagem acabadinha de roubar na Machina Speculatrix, sem ponta de remorso! )
Continua a valer a diferença dos que fazem, dos que dizem que vão fazer, ou dos que acham que os outros devem fazer...

Santana insatisfeito e mal agradecido!

Com razão, Santana Lopes veio insurgir-se contra a diferença verificada entre os valores das sondagens e a margem da sua derrota eleitoral.
Dele e de mais não sei quantos partidos ( nome e adjectivo!)
Acha que perdeu por poucos...acha que deveria ter perdido por muito mais!
Também acho!

Da subsidiodependência e doutros males eleiçoeiros

Dizia o Rui Rio nas vésperas das eleições, entre perdigotos e alguma espuma biliosa:
"Este governo está a criar um país de subsídio-dependentes".
(Rui Rio e o Rendimento Social de Inserção – Porto 7/10/2009)
Hoje, aos microfones da TSF, pedia ao Governo que não esquecesse o Porto, quando da redestribuição dos dinheiros públicos....

sexta-feira, outubro 09, 2009

Obama, prémio Nobel da paz 2009

A atribuição de um prémio de prestígio internacional a Obama constitui o reconhecimento e o aplauso a uma personalidade impar dos nossos tempos. Merecedora, sem dúvida!
Apetece-me citar Camões: "Maravilha fatal da nossa idade...dado ao mundo por Deus ...para dele lhe dar parte grande..."
Isto é, reconhecendo o poder de Obama sobre todas as coisas, o comité Nobel da Noruega - país da Nato, rico, xenófobo e estranho à UE - dá com uma mão o que espera receber de imediato com a outra.
Apoia os esforços de Obama para um certo nível de desarmamento mundial;
Sublinha as iniciativas para controlar Israel e, talvez, poupar o Irão a uma terrível agressão.
Em contrapartida, confere-lhe a autoridade para continuar a guerra no Afeganistão.
Mas, talvez, terminar o bloqueio a Cuba e reestabelecer o primado da Lei e dos Direitos Humanos nos próprios EUA.
Dá-lhe sobretudo um novo respaldo à sua política interna, quando ao mesmo tempo que mantém o lobby de Israel sob controlo, aumenta a importância do papel da ONU e tenta voltar a centralizar a dispersão mundial do poder.
Nada portanto mais contraditório, mais desesperante, mas, malgré tout, tão cheio de oportunidades para alguns, os mais frágeis e desafortunados.

quinta-feira, outubro 08, 2009

Lermos os outros... como reflexos na água

Dá-me ideia que ando a dizer isto, por outras palavras, e bem antes desta "polémica" com um tal Portas...:


Rendimento mínimo garantido, rendimento máximo permitido
1. Infelizmente, a direita conseguiu rebaptizar o “rendimento mínimo garantido” como “rendimento social de inserção”. Pois do que se trata é mesmo de garantir um rendimento mínimo que, para além de tudo o mais, contrarie os efeitos não só sobre os próprios mas também sobre terceiros das formas extremas de pobreza. A começar pelos efeitos sobre os mais jovens da pobreza dos pais, independentemente das razões dessa pobreza, pois a esses jovens não podem ser assacadas responsabilidades, mesmo nos casos em que elas o podem ser aos pais. Numa sociedade mais justa, a lotaria moral das heranças sociais, a começar pela lotaria da família de nascimento, não deve fixar de uma vez por todas as oportunidades de vida de cada um.

2. E, já agora, por muito que tal repugne à direita que temos, muito neoconservadora mas pouco conservadora, muito neoliberal mas pouco liberal, o inverso também é verdadeiro. O rendimento mínimo garantido deve conviver com o rendimento máximo permitido. Não há razões sociais, económicas ou morais que justifiquem o crescimento exponencial dos rendimentos individuais sem um correspondente aumento da progressividade do imposto sobre esses rendimentos. Em primeiro lugar, porque não há sucesso individual que não beneficie dos recursos sociais que viabilizam a ampliação das capacidades individuais para agir. Depois, porque o incentivo economicamente desejável ao investimento e à reprodução alargada do capitalismo é contrariado quando não há limites à busca do rendimento máximo no curto prazo. E, finalmente, porque quando a desigualdade é extrema o sentido de justiça social é moralmente abalado.

3. Portanto, senhores Rui Rio e Paulo Portas, o problema-chave em Portugal não está no rendimento social de inserção, como clamam, mas na falta de um rendimento máximo permitido. Ou seja, na necessidade de uma reforma fiscal que acentue, e muito, a actual progressividade dos impostos sobre as pessoas individuais.

Inserido por Rui Pena Pires às 12:20

Sexta-feira, Fevereiro 20, 2009
Ordenado Máximo. Precisa-se

Numa situação como a que atravessamos em Portugal vai ser preciso reduzir salários muito em breve.
E a meio de um panorama de grande desigualdade social só uma redução de rendimentos das classes mais ricas pode ser feita, sem agravar o fosso que separa os que têm muito, dos outros, que vivem no limiar da pobreza.
É urgente acabar com o regabofe dos que têm quatro, cinco, dez empregos, e outros tantos ordenados, enquanto o número de desempregados não cessa de aumentar.
Como também é urgente criar um Ordenado Máximo verdadeiramente controlado.
Esta não é uma crise de que se saia por um toque de mágica, e todas as medidas possíveis, são e serão insuficientes, qualquer que seja o Governo que saia das eleições.
Quem disser que tem uma gaveta de soluções, não fala verdade.
O que é preciso, é mais uma gaveta de seriedade.

quarta-feira, outubro 07, 2009

Afinal está tudo bem.

Passado um mau momento de apoio à esquerda e de sintonia com um sentimentalismo burguês, Carvalho da Silva já foi em boa hora metido na ordem, como se impunha!:

"Estou autorizado pelo meu camarada Carvalho da Silva, que acaba de mandar uma mensagem à Comissão Coordenadora da CDU a informar das condições em que fez uma declaração sobre a situação de Lisboa mas também a transmitir a sua posição de apoio claro e inequívoco à CDU, pois entende que o país precisa de um reforço da CDU": Jerónimo de Sousa às televisões.

Acrescentar o quê?

Votem neles e depois não me venham com lamentos que foram levados ao engano.

terça-feira, setembro 29, 2009

Isto parece a Madeira mas é a Festa da Liberdade em Milão!

A boçalidade é a mesma! O ambiete é dos arraiais madeirenses e a irresponsabilidade do lider só se compara à da multidão dos apoiantes.
Asfixia? Não, senhor! É apenas o estado da democracia e o da liberdade num Estado profundamente corrupto, como hoje é a Itália!

A ler absolutamente!

Ou os meandros sujos da chamada imprensa livre. LOLOLOLOLOLOOOLOLOLLLLLLL !
É só rir!, mas podem continuar a julgar-se num regime de imprensa livre, de gloriosos "jornalistas", de tele-jornais-independentes e de comentadores-impolutos Tal como as respectivas mães, aliás!

Cavaco convocou a Comunicação Social para lhe fazer uma comunicação???

Presidente da República faz declaração à comunicação social
O Presidente da República fará amanhã, dia 29 de Setembro, às 20:00 horas, uma declaração à comunicação social.


Anda com fraca audiência?
Vai demitir-se em directo, perante a CS?
Vai queixar-se à CS?
Vai dissolver o Parlamento, eleito há dois dias?
Vai trejurar independência à CS?
Vai entrar na campanha do Santana Lopes? Vai traçar mais um túnel?
Vai ensarilhar-se em enredos policiais junto da CS?
Vai o quê? ?...........à CS?
Diante da mesma Comunicação Social que um dia despreza, e no dia seguinte serve de aliada e de tamborzinho?

Claustrofobia asfixiante ou o mal das profundidades

( Foto submarinada de Ponte Europa sem ponta de remorso! )
Já não é primeira vez que acontece aos feiticeiros terem de tragar do próprio veneno:

In JN :
Buscas em escritórios de advogados por causa da compra de submarinos




Departamento Central de Investigação e Acção Penal está a realizar buscas no âmbito do inquérito que visa suspeitas de corrupção, tráfico de influências e financiamento ilegal de partidos, avança a revista “Sábado”.

Em causa está o processo de aquisição dos dois submarinos U-214 pelo Estado ao Germain Submarine Consortium (GSC).

A “Sábado” diz que, “entre outros documentos”, o Ministério Público (MP) “está à procura do contrato de financiamento associado à aquisição dos submarinos”.

As buscas tiveram início, pelas 10.00h, nas sedes da Vieira de Almeida & Associados e na Sérvulo & Associados que, ainda de acordo com a revista, terão participado “no negócio de 875 milhões de euros assinado, em Abril de 2004, pelo então ministro da Defesa Paulo Portas”.

Rita Varão, da Vasco Vieira de Almeida & Associados, confirmou à Agência Lusa as diligências do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), afirmando quem estão a ser ouvidos todos os advogados que prestaram assessoria jurídica a um cliente que integrou um consórcio internacional participante num concurso público.

A mesma fonte disse não estar autorizada a revelar o nome do cliente nem o concurso público, referindo que a investigação à empresa que integrou o consórcio está a decorrer simultaneamente em vários escritórios de advogados. "Estão apenas a recolher documentos e a ouvir os advogados", acrescentou.

A RTP adiantou que um dos escritórios representou o Estado no negócio e que a equipa de investigadores está acompanhada de uma unidade fiscal da GNR

segunda-feira, setembro 28, 2009

Ele há outro responsável pela derrota do PSD!

Ficou claro porque é que MFLeite não se demitiu imediatamente de lider do PSD :
É que afinal há outro responsável da derrota.
Um que continua na sombra a emitir sub-sons e a deixar escapar para a imprensa, através de "fontes credíveis da presidência" ou de conhecidos comentadores acolitados, um rol de insinuações, de trapalhadas e de intrigas palacianas.
Um que reservou para si próprio, como aqui escrevi à data da sua eleição, o papel de traidor fosse aos seus eleitores, associando-se ao Governo, fosse às juras de fidelidade aos princípios democráticos, à letra da Constituição ou à sua famosa cooperação institucional! Escolheu claramente faltar a quase todas e preferiu trilhar o caminho da desgraça política em que está irremediavelmente asfixiado.
Não havia portanto razão para MFLeite se demitir. Ela aguarda que outros o façam primeiro.
E há vários à escolha, e em fila de espera.
Aguardemos.

domingo, setembro 27, 2009

Quem ganhou e quem perdeu!

Pois quem ganhou foi José Sócrates, foi o PS, foi Mª de Lourdes Rodrigues, foi Santos Silva, foi Vieira da Silva...

e quem perdeu ...foi Cavaco Silva, foi Ferreira Leite, foi a TVI e a Manuela Moura Guedes, a Sonae, o Público mais o seu inenarrável director, sem esquecer os sindicatos dos professores, o dos juizes, e todos os que juraram destruir o PS, à sua esquerda e à sua direita!!!!!!!!!

Tudo o resto é espuma da muita raiva e alguma poeira da estrada!

YES, YES, YES


Avançar Portugal !!!!!!!!!!!!!!!!
YES !



quinta-feira, setembro 24, 2009

Assim já fica tudo explicado. Cavaco não precisa de voltar a falar sobre as suas maquinações

Diz o JN:
Autárquicas
Lobo Xavier, Pacheco Pereira e José Manuel Fernandes juntos em iniciativa do PSD

Rio Maior, Santarém, 24 Set (Lusa) - O centrista António Lobo Xavier apontou hoje o episódio das "escutas" como o "pior problema da campanha", num jantar-debate da coligação autárquica PSD/CDS que contou com a presença de Pacheco Pereira e do director do jornal Público.

José Manuel Fernandes partilhou o jantar-debate com Pacheco Pereira (cabeça-de-lista do PSD por Santarém), António Lobo Xavier, Vasco Cunha, (líder distrital do PSD) e ainda com Isaura Morais, candidata da coligação que confessou no final do jantar a surpresa pela presença na mesa principal do director do Público, que não fez qualquer intervenção, limitando-se a seguir a discussão.

Questionado pelos jornalistas, à saída do jantar, José Manuel Fernandes justificou a sua presença, que causou grande curiosidade nos participantes, com a vontade de "ver um bocado da campanha", destacando ainda o facto de Lobo Xavier ser vogal do conselho geral do Público e, tal como Pacheco Pereira, colunista do jornal.

Estou plenamente convencido da bondade e escrúpulos dos intervenientes em tal repasto.

Só lhes fica bem tirarem as máscaras, mostrarem as mocas e deixarem-se de teatros: Do que se trata mesmo é dos interesses duma meia dúzia, versus a maioria que vota PS!

E fica o Cavaco Silva dispensado de voltar a pronunciar-se sobre as inventonas e maquinações que têm origem em Belém. Nós já percebemos, e por respeito aos nossos narizes, preferimos que não se mexa mais na imundicie.


quarta-feira, setembro 23, 2009

MFL, the best of ou o disparate assumido!


Não sei se é para rir ou para temer!
Mas fica para a história do insólito, do maquiavélico e do inusitado!

Porque é que os media portugueses asfixiaram este texto?

A asfixia deste texto pelos media mais importantes, em Portugal, teve a mesma motivação que levou muitos fundamentalistas, racistas, evangelistas e sectários americanos a proibir os seus filhos de sequer ouvir o que o Presidente Obama tinha a dizer sobre a Escola, fosse ela pública ou privada!
É a mesma asfixia que anda por aí à solta a maquinar inventonas contra a democracia e o legítimo Governo do País!
São por acaso os mesmos que se alimentam do medo e que nos tentam desmoralizar com uma tal "asfixia democrática".

Discurso de Obama aos estudantes americanos:

"Sei que para muitos de vocês hoje é o primeiro dia de aulas, e para os que entraram para o jardim infantil, para a escola primária ou secundária, é o primeiro dia numa nova escola, por isso é compreensível que estejam um pouco nervosos.
Também deve haver alguns alunos mais velhos, contentes por saberem que já só lhes falta um ano.
Mas, estejam em que ano estiverem, muitos devem ter pena por as férias de Verão terem acabado e já não poderem ficar até mais tarde na cama.
Também conheço essa sensação. Quando era miúdo, a minha familia viveu alguns anos na Indonésia e a minha mãe não tinha dinheiro para me mandar para a escola onde andavam os outros miúdos americanos. Foi por isso que ela decidiu dar-me ela própria umas lições extras, segunda a sexta-feira, às 4:30 da manhã.
A ideia de me levantar àquela hora não me agradava por aí além.
Adormeci muitas vezes sentado à mesa da cozinha. Mas quando eu me queixava a minha mãe respondia-me: "Olha que isto para mim também não é pera doce, meu malandro."
Tenho consciência de que alguns de vocês ainda estão a adaptar-se ao regresso às aulas, mas hoje estou aqui porque tenho um assunto importante a discutir convosco. Quero falar-vos da vossa educação e daquilo que se espera de vocês neste novo ano escolar.
Já fiz muitos discursos sobre educação, e falei muito de responsabilidade. Falei da responsabilidade dos vossos professores de vos motivarem, de vos fazerem ter vontade de aprender.
Falei da responsabilidade dos vossos pais de vos manterem no bom caminho, de se assegurarem de que fazem os trabalhos de casa e não passam o dia à frente da televisão ou a jogar com a Xbox.
Falei da responsabilidade do vosso governo de estabelecer padrões elevados, de apoiar os professores e os directores das escolas e de melhorar as que não estão a funcionar bem e onde os alunos não têm as oportunidades que merecem.
No entanto, a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades. Se não forem às aulas, se não prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos e não trabalharem duramente, como terão de fazer se quiserem ser bem sucedidos.
E hoje é nesse assunto que quero concentrar-me: na responsabilidade de cada um pela sua própria educação.
Todos vocês são bons em alguma coisa. Não há nenhum que não tenha alguma coisa a dar. E é a cada um que cabe descobrir do que se trata. É essa oportunidade que a educação vos proporciona.
Talvez tenham a capacidade de ser bons escritores - suficientemente bons para escreverem livros ou artigos para jornais -, mas se não fizerem o trabalho de Inglês podem nunca vir a sabê-lo. Talvez sejam pessoas inovadoras ou inventores - quem sabe capazes de criar o proximo iPhone ou um novo medicamento ou vacina -, mas se não fizerem o projecto de Ciências podem não vir a percebê-lo.

Talvez possam vir a ser presidentes de Câmaras ou senadores, ou juizes do Supremo Tribunal, mas se não participarem nos debates dos clubes da vossa escola podem nunca vir a sabê-lo.
No entanto, escolham o que escolherem fazer com a vossa vida, garanto-vos que não será possível a não ser que estudem. Querem ser médicos, professores ou policias? Querem ser enfermeiros, arquitectos, advogados ou militares? Para qualquer dessas carreiras é preciso ter estudos. Não podem deixar a escola e esperar arranjar um bom emprego. Terão de trabalhar, estudar, aprender para isso.
E não é só para as vossas vidas e para o vosso futuro que isto é importante. 0 que fizerem com os vossos estudos vai decidir nada mais nada menos que o futuro do nosso País. Aquilo que aprenderem na escola agora, vai decidir se enquanto País estaremos à altura dos desafios do futuro.
Vão precisar dos conhecimentos e das competências que se aprendem e desenvolvem nas ciências e na matemática para curar doenças como o cancro e a sida e para desenvolver novas tecnologias energéticas que protejam o ambiente. Vão precisar da compreenção e do sentido critico que se desenvolvem na história e nas ciências sociais para que deixe de haver pobres e sem-abrigo, para combater o crime e a discriminação e para tornar o nosso País mais justo e mais livre. Vão precisar da criatividade e do engenho que se desenvolvem em todas as disciplinas para criar novas empresas que criem novos empregos e desenvolvam a economia.
Precisamos que todos vocês desenvolvam os vossos talentos, competências e intelectos para ajudarem a resolver os nossos problemas mais dificeis. Se não o fizerem - se abandonarem a escola -, não é só a vocês mesmos que estão a abandonar, é ao vosso País.
Eu sei que não é fácil ter bons resultados na escola. Tenho consciência de que muitos têm dificuldades na vossa vida que dificultam a tarefa de se concentrarem nos estudos. Percebo isso, e sei do que estou a falar. 0 meu pai deixou a nossa familia quando eu tinha dois anos e fui criado só pela minha mãe, que teve muitas vezes dificuldade em pagar as contas e nem sempre nos conseguia dar as coisas que os outros miúdos tinham. Tive muitas vezes pena de não ter um pai na minha vida. Senti-me sozinho e tive a impressão que não me adaptava, e por isso nem sempre conseguia concentrar-me nos estudos como devia. E a minha vida podia muito bem ter dado para o torto.
Mas tive sorte. Tive muitas segundas oportunidades e consegui ir para a faculdade, estudar Direito e realizar os meus sonhos. A minha mulher, a nossa primeira-dama, Michelle Obama, tem uma história parecida com a minha. Nem o pai nem a mãe dela estudaram e não eram ricos. No entanto, trabalharam muito, e ela própria trabalhou muito para poder frequentar as melhores escolas do nosso pais.
Alguns de vós podem não ter tido estas oportunidades. Talvez não haja nas vossas vidas adultos capazes de vos dar o apoio de que precisam. Quem sabe se não há alguém desempregado e o dinheiro não chega. Pode ser que vivam num bairro pouco seguro ou os vossos amigos queiram levar-vos a fazer coisas que vocês sabem que não estão bem.
Apesar de tudo isso, as circunstâncias da vossa vida - o vosso aspecto, o sítio onde nasceram, o dinheiro que têm, os problemas da vossa familia - não são desculpa para não fazerem os vossos trabalhos nem para se portarem mal. Não são desculpa para responderem mal aos vossos professores, para faltarem às aulas ou para desistirem de estudar. Não são desculpa para não estudarem.
A vossa vida actual não vai determinar forçosamente aquilo que vão ser no futuro. Ninguém escreve o vosso destino por vocês. Aqui, nos Estados Unidos, somos nós que decidimos o nosso destino. Somos nós que fazemos o nosso futuro.
E é isso que os jovens como vocês fazem todos os dias em todo o País.
Jovens como Jazmin Perez, de Roma, no Texas. Quando a Jazmin foi para a escola não falava inglês. Na terra dela não havia praticamente ninguém que tivesse andado na faculdade, e o mesmo acontecia com os pais dela. No entanto, ela estudou muito, teve boas notas, ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Brown, e actualmente está a estudar Saúde Pública.
Estou a pensar ainda em Andoni Schultz, de Los Altos, na California, que aos três anos descobriu que tinha um tumor cerebral. Teve de fazer imensos tratamentos e operações, uma delas que lhe afectou a memória, e por isso teve de estudar muito mais - centenas de horas a mais - que os outros. No entanto, nunca perdeu nenhum ano e agora entrou na faculdade.
E também há o caso da Shantell Steve, da minha cidade, Chicago, no Illinois. Embora tenha saltado de familia adoptiva para familia adoptiva nos bairros mais degradados, conseguiu arranjar emprego num centro de saúde, organizou um programa para afastar os jovens dos gangues e está prestes a acabar a escola secundária com notas excelentes e a entrar para a faculdade.
A Jazmin, o Andoni e a Shantell não são diferentes de vocês. Enfrentaram dificuldades como as vossas. Mas não desistiram. Decidiram assumir a responsabilidade pelos seus estudos e esforçaram-se por alcançar objectivos. E eu espero que voces façam o mesmo.
É por isso que hoje me dirijo a cada um de vós para que estabeleçam os seus próprios objectivos para os seus estudos, e para que façam tudo o que for preciso para os alcançar. 0 vosso objectivo pode ser apenas fazer os trabalhos de casa, prestar atenção às aulas ou ler todos os dias algumas páginas de um livro. Também podem decidir participar numa actividade extracurricular, ou fazer trabalho voluntário na vossa comunidade. Talvez decidam defender miúdos que são vítimas de discriminação, por serem quern são ou pelo seu aspecto, por acreditarem, como eu acredito, que todas as crianças merecem um ambiente seguro em que possam estudar. Ou pode ser que decidam cuidar de voces mesmos para aprenderem melhor. E é nesse sentido que espero que lavem muitas vezes as mãos e que não vão às aulas se estiverem doentes, para evitarmos que haja muitas pessoas a apanhar gripe neste Outono e neste Inverno.
Mas decidam o que decidirem gostava que se empenhassem. Que trabalhassem duramente. Eu sei que muitas vezes a televisão dá a impressão que podemos ser ricos e bem-sucedidos sem termos de trabalhar - que o vosso caminho para o sucesso passa pelo rap, pelo basquetebol ou por serem estrelas de reality shows -, mas a verdade é que isso é muito pouco provável. A verdade é que o sucesso é muito difícil. Não vão gostar de todas as disciplinas nem de todos os professores. Nem todos os trabalhos vão ser úteis para a vossa vida a curto prazo. E não vão forçosamente alcançar os vossos objectivos à primeira.
No entanto, isso pouco importa. Algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo são as que sofreram mais fracassos. 0 primeiro livro do Harry Potter, de J. K. Rowling, foi rejeitado duas vezes antes de ser publicado. Michael Jordan foi expulso da equipa de basquetebol do liceu, perdeu centenas de jogos e falhou milhares de lançamentos ao longo da sua carreira. No entanto, uma vez disse: "Falhei muitas e muitas vezes na minha vida. E foi por isso que fui bem-sucedido."
Estas pessoas alcançaram os seus objectivos porque perceberam que não podemos deixar que os nossos fracassos nos limitem - temos de permitir que eles nos ensinem as suas lições. Temos de deixar que nos mostrem o que devemos fazer de maneira diferente quando voltamos a tentar. Não é por nos metermos num sarilho que somos desordeiros. Isso só quer dizer que temos de fazer um esforço maior por nos comportarmos bem. Não é por termos uma má nota que somos estúpidos. Essa nota só quer dizer que temos de estudar mais.
Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. Não entramos para a primeira equipa da universidade da primeira vez que praticamos um desporto. Não acertamos em todas as notas da primeira vez que cantamos uma canção. Temos de praticar. 0 mesmo acontece com o trabalho da escola. É possivel que tenham de fazer um problema de Matemática várias vezes até acertarem, ou de ler muitas vezes um texto até o perceberem, ou de fazer um trabalho várias vezes antes de poderem entregá-lo.
Não tenham medo de fazer perguntas. Não tenham medo de pedir ajuda quando precisarem. Eu todos os dias o faço. Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, é um sinal de força. Mostra que temos coragem de admitir que não sabemos e de aprender coisas novas. Procurem um adulto em quem confiem - um pai, um avô ou um professor ou treinador - e peçam-lhe que vos ajude.
E mesmo quando estiverem em dificuldades, mesmo quando se sentirem desencorajados e vos parecer que as outras pessoas vos abandonaram - nunca desistam de vocês mesmos. Quando desistirem de vocês mesmos é do vosso País que estão a desistir.
A história da América não é a história dos que desistiram quando as coisas se tornaram difíceis. É a das pessoas que continuaram, que insistiram, que se esforçaram mais, que amavam demasiado o seu País para não darem o seu melhor.
É a história dos estudantes que há 250 anos estavam onde vocês estão agora e fizeram uma revolução e fundaram este pais. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 75 anos e ultrapassaram uma depressão e ganharam uma guerra mundial, lutaram pelos direitos civis e puseram um homem na Lua. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 20 anos e fundaram a Google, o Twitter e o Facebook e mudaram a maneira como comunicamos uns com os outros.
Por isso hoje quero perguntar-vos qual é o contributo que pretendem dar. Quais são os problemas que tencionam resolver? Que descobertas pretendem fazer? Quando daqui a 20 ou a 50 ou a 100 anos um presidente vier aqui falar, que vai dizer que vocês fizeram pelo vosso País?
As vossas familias, os vossos professores e eu, estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês tenham a educação de que precisam para responder a estas perguntas. Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar. É por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem. Espero grandes coisas de todos vocês. Não nos desapontem. Não desapontem as vossas familias e o vosso País. Façam-nos sentir orgulho em vocês. Tenho a certeza que são capazes.

(Texto recebido por email. Com a tradução que consegui melhorar e o sublinhado é meu)

Razão tinha Manuela Ferreira Leite

Opondo-se, aos gritos!, a que os espanhois se intrometessem na política prtuguesa :
" UN ESCÁNDALO DEBILITA LAS OPCIONES DE LA CANDIDATA CONSERVADORA PORTUGUESA" - titula o El Pais.
E continua:
Destituido un asesor presidencial por filtrar acusaciones falsas contra Socrates
La oposicion conservadora está aturdida (...)

terça-feira, setembro 22, 2009

Será o mesmo Mário Crespo que ouvia deliciado a Mª. João Avilez, na SIC, a defender a honestidade irrepreensível do Cavaco Silva???

In Da Literatura, e a não perder!!

A OCDE vem dar razão a todas as medidas anti-crise do PS !


e a notícia da RTP continua com este texto:
Economia
OCDE recomenda investimentos nas novas tecnologias
A OCDE recomenda aos países europeus que apostem nos investimentos em infra-estruturas, designadamente, na banda larga e em tecnologias limpas. Assim, a OCDE prevê que seja mais fácil a saída da crise, com benefícios na oferta, por um lado, e como incentivo à actividade, no curto prazo. O s governos devem também manter, ou aumentar, os investimentos na educação e na formação para melhorar os recursos humanos. As recomendações são da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico que, para travar o desemprego, sugere a redução das contribuições para a Segurança Social. Nicolau Santos, especialista da Antena 1 em assunto de economia e director adjunto do semanário Expresso, analisa estas recomendações.
2009-09-21 13:05:46

Nem as notas são soltas nem o autor está tranquilo

Pacheco Pereira, o grande intelectual da nossa praça, o orador de serviço para o arejamento da democracia, o que propaga a má nova, anda num desatino a tapar os buracos nos diques da propaganda e a esbravejar contra quase tudo. Agora, até o seu émulo, o seu mais que tudo, o próprio Cavaco Silva, já é intimado a depor!
Com dia e hora marcada!
E que se explique:
Que coisa foi esta de deixar a D.Manuela a falar sozinha?
A três dias das eleições tão trabalhosamente armadilhadas, pimba, rebenta a espoleta e salta a bomba?
Parece impossível!
Já não há conspiradores como antigamente!

segunda-feira, setembro 21, 2009

A próxima demissão é a do director do Público!

E só espero que a direita trauliteira e idiota não venha dizer que a culpa é do Governo e do Sócrates!
Era só o que faltava!