terça-feira, dezembro 15, 2009
Mais uma das fraudes deste Governo, no saber da OM
Está-se mesmo a ver que num país onde faltam cerca de 750 médicos de família, de onde emigram mais de 30 por ano, e onde se vão reformar cerca de 200 também por ano, aquela nova Faculdade será mais uma fraude deste governo do PS...
Esta gente das corporações não aprende nada?
Não tem nenhum sentido das proporções nem do ridículo?:
«Com o número de pessoas que entra nas faculdades de medicina todos os anos, o país terá dentro de quatro ou cinco anos médicos desempregados, vão ficar médicos indiferenciados, que não servem rigorosamente para nada, portanto isto é uma fraude que está a ser feita às novas gerações», considera Pedro Nunes.
http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1447859
Ainda vamos ver os escandinavos a chupar nossas palhinhas...

Nada que surpreenda. Perante um problema político sério - e a corrupção é-o - tendemos a optar pela solução preguiçosa: tipificam-se mais crimes, criam-se uns quantos observatórios e daqui a não muito tempo levantar-se-á um clamor colectivo protestando contra a ineficácia das leis entretanto aprovadas. Depois, já se sabe, a história repetir-se-á, com nova fúria legisladora.
O problema do combate à corrupção é que as respostas mais eficazes não só não produzem resultados no imediato como têm escassa visibilidade pública. É isto que cria o contexto para que seja possível explorar politicamente uma alegada inacção dos poderes públicos, que de facto não existe. Não por acaso, o combate à corrupção tornou-se num terreno fértil para a demagogia. Hoje, quem tenha dúvidas sobre a eficácia do caminho que está a ser seguido passa logo por corrupto no activo ou, pelo menos, em potência."
Um pedaço de História

segunda-feira, dezembro 14, 2009
Os dentes da reacção
Porquê?
Pela simples razão que apesar das inúmeras invocações da protecção divina...Berlusconni levou com uma réplica canónica pelas trombas abaixo! E,
Vai fazer de vítma? Vai.
Todavia com muito menos dentes...!
Editado:
Eu não dizia? A chamada "vítima", mas milagrada...
In Correio da Manhã, 15 de Dezembro:
“Não perdi o olho por um milagre”
O primeiro-ministro italiano, agredido no rosto com uma estatueta da catedral de Milão após um comício naquela cidade, no domingo, afirmou ontem que foi um milagre não ter sofrido danos irreversíveis na vista.
A justiça para alguns. A Injustiça para tantos!
"«… Gonçalo Amaral fica impedido – sob pena de pagar um multa diária de 1000 euros caso não obedeça – de proceder “à reprodução, comentário, opinião ou entrevista”, nas quais possa defender a tese já descrita no livro (…) o juiz decretou ainda que, daqui para a frente, Gonçalo Amaral e a editora Guerra e Paz não poderão ceder “os direitos de edição ou os direitos de autor sobre os conteúdos do livro ou de outros livros e vídeos sobre o mesmo tema para publicação dos mesmos em qualquer parte do mundo“»
Ele há coisas fantásticas, não há?
domingo, dezembro 13, 2009
Cambões e outros desmandos com etiqueta de classe social

No âmbito do Caso CTT, o Ministério Público acusou 16 pessoas de gestão danosa, branqueamento, participação económica em negócio e outros crimes. Em português: acusou-os de corrupção. Em causa, a venda de dois edifícios, um em Lisboa, outro em Coimbra. Prejuízo: 13,5 milhões de euros.
Um desses 16 arguidos chama-se Carlos Horta e Costa. Foi secretário-geral do PSD durante a presidência de Marcelo Rebelo de Sousa. Foi nomeado presidente dos CTT em 2002, por decisão de Durão Barroso. Mas como, ao contrário de Armando Vara, Carlos Horta e Costa não nasceu em Vilar de Ossos, nem foi caixa de banco, nem almoça (I Presume!) com sucateiros, os media tratam-no como deviam tratar toda a gente: com respeito. Nada contra.
Lembrar a quem não se lembra: os edifícios em pauta foram vendidos sem concurso público, por decisão de Manuela Ferreira Leite, então ministra das Finanças. O de Lisboa estava avaliado em 20 milhões de euros, mas foi vendido por 12,5 milhões (o governo de Barroso queria receitas extraordinárias); o de Coimbra, que se vê na imagem, estava avaliado em 28,4 milhões de euros quando foi vendido duas vezes no mesmo dia: de manhã por 14,8 milhões, à tarde por 20 milhões. Quem denunciou a banhada foi o advogado António Marinho Pinto.
Aguardar as reacções indignadas (e os trocadilhos) dos bloggers da direita e dos articulistas anti-corrupção.
posted by Eduardo Pitta
Governo vai mesmo tributar os excessos dos Bancos
sábado, dezembro 12, 2009
Coisas que devem ser lidas
A campanha histórica foi, retira-se, pura conversa fiada.»
Tiago Moreira Ramalho (Portugal dos Pequeninos).
TGV, Poceirão-Caia
Tá mal.
E estão no desespero os do costume!
sexta-feira, dezembro 11, 2009
A oportunidade ao disparate
É ver o diz o bastonário da Ordem dos Advogados sobre este oportunismo pré-eleitoral...:
" O bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, considera que uma eventual criminalização do chamado enriquecimento ilícito "não terá qualquer eficácia prática".
"Aqueles que enriquecerem de forma ilícita vão, obviamente, dissimular o seu património, colocando-o a bom resguardo e não vão andar por aí a exibi-lo", escreve António Marinho Pinto no boletim da Ordem dos Advogados que começa a ser distribuído aos associados na sexta-feira.
No editorial da publicação - a que a agência Lusa teve hoje acesso - o bastonário afirma que a consagração legal do enriquecimento ilícito "não terá qualquer eficácia prática porque não vai apanhar os principais beneficiários desse 'delito'".
Em contrapartida, "vai seguramente incomodar muita gente, incluindo muitos daqueles que agora, ingenuamente, defendem essa medida".
"Aos arautos dessa criminalização, pouco importam os valores em causa porque o que interessa é que o povo e a turba mediática pensem que, finalmente, os corruptos vão ser todos apanhados ou então que os ricos vão ter de justificar nos tribunais (e, como tal, publicamente) a origem dos seus patrimónios. Nada mais ilusório e perigoso", refere.
Para Marinho Pinto, "a discussão em torno da criminalização do chamado enriquecimento ilícito é viciada e falaciosa porque assenta em pressupostos políticos e não jurídicos".
"É profundamente preocupante que pessoas com responsabilidades públicas (incluindo advogados) atirem lenha para essa fogueira, ignorando (ou fingindo fazê-lo) que ela, uma vez ateada, será incontrolável e acabará por queimar as traves mestras do próprio Estado de Direito", adverte.
O bastonário considera "dramático que, em matéria de direito criminal, o oportunismo político se sobreponha aos tradicionais critérios jurídico-criminais e que a voz avisada dos bons mestres de direito se tenha calado ante o turbilhão justiceiro que assola a sociedade democrática".
Segundo Marinho Pinto, "os defensores dessa criminalização não esclareceram ainda se ela abrangerá todos os funcionários públicos ou apenas os titulares de órgãos de soberania, incluindo os magistrados".
Por outro lado, eles não disseram "se abrangerá também os gestores públicos e empresas participadas pelo Estado e deixará de fora os empresários e gestores privados que tenham negócios com o Estado, com empresas do Estado ou com as autarquias locais".
Na sua opinião, "não se compreenderá que esse novo tipo legal de crime se restrinja a pessoas e não abranja o enriquecimento ilícito de empresas, fundações ou associações privadas à custa do património público".
"E, sobretudo, não se poderá aceitar que deixe de fora o 'enriquecimento' dos partidos políticos, uma vez que é notório que muitos dos actos de corrupção e de tráfico de influências, porventura os mais prejudiciais para o Estado de Direito, se destinam ao financiamento partidário e não aos bolsos dos decisores políticos", salienta o bastonário.
Marinho Pinto receia que o processo penal venha a ser usado "para todos os ajustes de contas na sociedade portuguesa".
"Não será altura de parar de mexer nas leis e começar a mexer nos magistrados e nas polícias? Não será altura de deixar as leis penais em paz e 'corrigir' os magistrados que temos?", questiona
quinta-feira, dezembro 10, 2009
Truz-truz! Is anybody there?, ou a minha mania para a repetição
Ao invés do que muitos espertos comentadores-económicos e de económicos-pensadores andam por aí a fazer crer aos incáutos, vai ser preciso em Portugal uma política de austeridade urgente, completamente séria e com consequências. Nada portanto de sindicalismos estroinas ou de irresponsabilidades orçamentais.
Isso, foi tempo! Foi parras que deram uvas.
Por esse mundo de deus, multiplica-se a venda dos aneis para a conservação dos dedos.
Da França à Grécia, da Inglaterra à Espanha e dos EUA à Alemanha. Isto para não falar da exemplar Irlanda...
Já não chega avisar a malta. Vai ser preciso aumentar os impostos, impedir os gastos ofensivos e reduzir rendimentos, qualquer que seja o preço político e a barafunda na AR.
Como eu disse em Fevereiro deste ano, e como detesto ter razão, os portugueses vão ter de fazer mais sacrifícios e de apertar de novo a cilha às bestas. Para tal vai ser preciso uma política clara de controlo dos desmandos financeiros e dos exageros dos rendimentos.
Vai ser imperioso salvar a Seg. Social, nem para isso seja preciso taxar mesmo todos os rendimentos e de cortar nas isenções. A Seg. Social é o alpha e o ómega da democracia e da sua sobrevivência.
Acabar de vez com o excesso de desempregados por um lado, e de duas outras classes de oportunismos. Os que preferem o desemprego e a economia paralela e os que, inexplicavelmente, conseguem dar conta de cinco, dez, vinte "empregos" e outros tantos salários.
E escusam os senhores professores de tentar impor mais custos aos contribuintes. Essa oportunidade já a tiveram no anterior governo e, salvo erro, cuspiram na sopa.
Aliás, entornaram mesmo o caldo!
Trinitrotolueno
Todavia esta característica pode ser completamete alterada pela acção do homem e tornar-se numa terrível arma de destruição com velocidade explosiva de mais de 7.000m/segundo, o que é cerca de dez vezes o da vulgar pólvora...
Daí a sua ampla utilização na guerra...
Pode ser então estabelecida a relação entre o inventor desta arma mortífera e o seu elevado sentimento de culpa. Alfred Nobel que enriqueceu subitamente com esta invenção de uso infelizmente tão frequente, rapidamente se tornou num benemérito destribuidor de prémios entre os quas avulta o da Paz que curiosamente fez atribuir por um comité fora da sua terra natal. Mas isso são outros quinhentos.
O que de facto importa é que hoje está a ser destinguido com o Nobel da Paz um homem que chegou à presidência dos EUA anunciando-se contra uma guerra injusta no Iraque mas que actualmente se ocupa de duas guerras;
E que, coerentemente, se opôs há dias à proibição das minas anti-pessoais.
Podemos assim discordar da lógica da atribuição do prémio.
Não podemos é duvidar que o trotil, vulgo dinamite, sirva para o fabrico de minas e de prémios ignóbeis...
quarta-feira, dezembro 09, 2009
É preciso por cobro a estes desmandos parlamentares e para lamentarmos
domingo, dezembro 06, 2009
Sul-americanos e o PSD na corrida ao Magalhães
- O líder venezuelano, Hugo Chávez, foi o primeiro dirigente sul-americano a investir no Magalhães.Depois de desembarcar em Macau e na Venezuela, o Magalhães está a caminho de conquistar a América do Sul. Há vários países interessados em importar o minicomputador produzido em Portugal e 2010 deverá ser o ano da sua explosão internacional. Quem o garante é Nuno Martins, responsável máximo pelo Magalhães na Intel, que falou ao i sobre o fenómeno do portátil de baixo custo lá fora.
A Intel tem registado algumas tentativas de criar versões nacionais, mas Portugal foi único no mundo. Fez o que ninguém conseguiu fazer", avança o responsável, que considera a expansão do Magalhães inevitável. O governo colombiano já veio a Portugal conhecer o projecto e há interesse em países como o Chile, onde o acesso a tecnologias no âmbito educativo ainda é muito reduzido.
Todavia nada disto importa ao PSD que atira a tudo quanto mexa.
Numa decisão plena de insídia das mais rasteiras motivações e do desespero de afogados, esta defunta direcção do PSD, que insiste em procriar, de que é que se lembrou?
- Lembrou-se de exigir mais uma Comissão de Inquérito contra o Magalhães, não satisfeitos com a companha que decorreu sobre os malefícios do mini-computdor, levada a efeito pelos cabos de esquadra do costume, e cito-os para memória futura:
Maria de Fátima Bonifácio, Alberto João Jardim, Vasco Pulido Valente, Marques Mendes, um tal Nuno Crato, Medina Carreira, António Barreto, Pacheco Pereira, Mário Crespo, José Manuel Fernandes, Manuela Ferreira Leite, Paulo Rangel, Maria Filomena Mónica, mais os comentadores de plantão aos pasquins e aos telejornais, os bloguistas de serviço e todo o PCP, o CDS e o Bloco...mais não fizeram do que denegrir a iniciativa, o preço, o conteúdo, os perigos presentes e futuros, a utilidade, e a tudo lançaram mão para emporcalhar a acção do Governo e do ME, em particular.
Não se pode aceitar tudo isto à conta da legítima oposição ao Governo. Não.
A onda que se levantou contra a existência do Magalhães tem duas leituras:
A primeira é o nível de desespero político da oposição e nomeadamente do PSD.
A segunda é que esta onda espelha, em altura e profundidade, a justeza da medida do Governo. A correcção da iniciativa!
Só que, desta vez, o PSD quer envolver tudo e todos na porcaria que lhes sai da cabeça.
Querem lá saber dos empregos criados, do sucesso nas Escolas e nas famílias, ou no êxito conseguido por Portugal. Do potencial que se abre às exportações...
Para eles o único objectivo é ridicularizar o PS e Sócrates, mesmo que para tal se lancem baldes de merda sobre o País.
Menchevismo? Não, Bolchevismo parlamentar!
por Pedro Adão e Silva, Publicado em 05 de Dezembro de 2009
Esta semana, Ana Gomes, na TSF, afirmava que quem era contra a tipificação do enriquecimento ilícito, por este inverter o ónus da prova, usava "desculpas de mau pagador"; já no Parlamento, Fernando Negrão, enquanto justificava a coligação entre PSD/BE/PCP nas políticas de combate à corrupção, falava no pré-crime.
Confesso que há para mim uma diferença de escala entre os deputados entenderem-se em torno de formas de aumentar a despesa de modo incontrolável e a coligação invencível que, a propósito do justo combate à corrupção, se prepara para esmagar quem se atreva a ter dúvidas sobre os passos demagógicos que estão a ser dados. É, ainda assim, bem mais grave, à boleia do calor mediático, minar os alicerces do estado de direito do que abraçar a indisciplina orçamental.
Tendo em conta que não me é possível sugerir que experimentemos colectivamente uma distopia - que infelizmente está sempre ao virar da esquina - onde direitos, liberdades e garantias são uma miragem do passado,
recomendo que se leia mais ficção científica ou se vejam as adaptações ao cinema.
No "Relatório Minoritário" de Philip K. Dick, o departamento que geria preventivamente a criminalidade chamava-se "precrime" e nos seus livros fica claro que a capacidade de impedir crimes de ocorrerem e a criação de sociedades absolutamente seguras tem sempre uma outra face bem sombria: um universo totalitário que tende a suspender as liberdades individuais. Convém recordar que se chega a esse mundo através de uma sucessão de pequenos passos.
sábado, dezembro 05, 2009
ISTO NÃO INTERESSA NADA !
• Financiar uma campanha política do PSD;
• Pagar uma campanha da Associação Sindical dos Juízes Portugueses;
• Eleger um antigo bastonário da Ordem dos Advogados; e
• Pagar viagens de deputados.
Querem uma aposta de que o assunto morre aqui?
posted by Miguel Abrantes IN Câmara Corporativa
Acrescentar o quê?
- Investigar as contas do PSD? - daria em nada
- Demandar os Sindicatos dos Juizes? - estamos a brincar?
- Publicar o nome do benficiado? - mas ele não é há muito um dos mais famosos causídicos ?
- Saber os nomes dos viajantes e ao que foram? - Quais as contrapartidas políticas ?
Está-se mesmo a ver que são coisas que não interessam nada a ninguém. O MP e a treta da chamada Comunicação Social têm mais oque fazer do que investigar a corrupção!
quarta-feira, dezembro 02, 2009
Vamos ter mesmo eleições antecipadas ou a completa falta de sentido de estado e de oportunidade das oposições irresponsáveis
O Estado pode ter que ressarcir a Madeira em cerca de 400 milhões de euros já no próximo Orçamento de Estado. O Parlamento vai discutir no próximo dia 11, na generalidade, uma resolução da Assembleia da Madeira, que visa repôr a primeira lei das finanças das regiões autónomas, em detrimento da actual lei, que entrou em vigor em 2007 com votos favoráveis apenas do PS.
O documento prevê uma reposição do dinheiro que a Madeira perdeu desde esse ano em transferências do Estado e, ao que tudo indica, vai mesmo ser aprovado. O documento altera apenas a parte que diz respeito à região da Madeira, deixando salvaguardados os direitos estatutários que os Açores adquiriram com a actual legislação.
Em 2007, a bancada parlamentar do PS - então com maioria - aprovou uma nova lei das finanças das regiões autónomas, que alterou a fórmula de cálculo das transferências do Orçamento de Estado para a Madeira. A aprovação da lei levou, inclusive, o presidente do governo da Madeira, Alberto João Jardim, a ameaçar demitir-se e, com isso, provocar eleições antecipadas na ilha.
terça-feira, dezembro 01, 2009
O Carvalho da Silva tanto desconfia de tudo que até acerta!
Ele há coisas fantásticas não há?
Não nos devemos esquecer dos participantes que constituiam há bem pouco tempo a base das manifestações do PCP:
Qual a sua origem de classe.
Como foram arregimentados para se manifestarem em Lisboa?
Quem lhes fez as faixas, e as palavras de ordem das manifs eram de quem?
Quem se esquece de ver o apoio que recolhiam junto dos mais reaccionários, dos mais ignorantes?
Já alguém esqueceu o papel da chamada comunicação social na promoção da ignorância e da desinformação quanto á reforma da SSocial, da Saúde e da Educação?
Em tudo isto a mão organizativa do PCP esteve presente e o Bloco foi atrás a recolher as canas do foguetório.
E agora vem dizer que desconfia das boas intenções do CDS??
Ingratidões, é o que é!
segunda-feira, novembro 30, 2009
O Secretário Geral da ONU pela voz de António Guterres
Pelos mesmos que andam por aí a perorar sobre a vida do País, sobre o desempenho do Governo?
Quantas vezes é que o humilharam e desprezaram na sua ausência, e sem contraditório?
Marcelo Rebelo de Sousa,o Crespo, o Medina, Manuela Ferreira Leite, Vasco Pulido Valente, VilaVerde Cabral... deviam ter um pingo de vergonha e fazer um luto de muitos meses... até nos esquecermos deles! De vez!!!
Smoking Guns ou a "Produção de Novembro"
"Não parecia um dia especial. Não sabe a que horas, Mário Pessoa recebeu o telefonema aflito da nora. E ele e a mulher vestiram qualquer coisa sobre os pijamas e foram a Porto Luzio. O neto, de 14 anos, tinha fugido para os pinhais. A nora estava na rua, sentada na relva, com a filha de cinco anos ao colo. Mário estava na cama: “Gritei-lhe que era a minha vergonha”, contou o pai. O homem ergueu-se, na cama, e Mário Pessoa perdeu a cabeça: “Levantas-me a mão?! Pois sou eu que vou apresentar queixa à GNR!”
Seguiram para Montemor. Manuela estava ferida e assustada, jurava que o marido ia a caminho para os matar. Não foi logo (antes, passou por casa dos pais, agarrou nas armas e incendiou os tapetes). Ainda assim a queixa nem chegou a ser formalizada: face a tanto nervosismo, o militar chamou uma ambulância para levar Manuela ao Gabinete Médico-Legal da Figueira e pediu a uma patrulha para a escoltar. Mas os tripulantes ainda não tinham quem os protegesse quando, a meio caminho, o carro de Mário se atravessou à frente da ambulância.
O condutor inverteu a marcha, de volta à GNR. Mal estacionou, sob a ameaça da arma, um dos bombeiros foi obrigado a abrir a porta da ambulância e viu Mário disparar. Manuela teve morte imediata; a filha foi ferida. Nesse momento, já eram várias as patrulhas no local. Manietaram Mário, para tirar-lhe a caçadeira. E já o tinham junto à cela quando ele sacou de um revólver e baleou dois militares, um dos quais morreu. Nesta segunda-feira será presente a tribunal"
Pode ser que desta vez como o crime passional (???) se estendeu ao corpo policial, a GNR, tão lesta no gatilho quando persegue miúdos em carros roubados, se lembre de ao menos revistar o assassino apanhado em flagrante com a arma do crime na mão,antes de o meter numa celasem algemas...
Claro que é muito mais fácil atirar a cachopos quando fogem da polícia: Estão de costas.
Há dias intevim no Jugular sobre este mesmo tema e tive de levar com alguma presunção, bastante água benta e com alguma filosofia barata. É ver:
"Ana Matos Pires
Novembro Produtivo
Mais uma que "marchou":
"Fonte da PSP, confirmou ao JN que a vítima tinha, efectivamente, apresentado uma queixa por ameaças de morte contra o homicida e que o processo estava a seguir os trâmites legais normais.".
24 comentários:
De MFerrer a 24 de Novembro de 2009 às 10:44
Portanto está tudo bem:
O assassino matou, como era previsível.
A vítima morreu, como lhe competia.
A polícia elaborou o expediente, como pode e sabe.
O Mº Público vai abrir um inquérito, como é da Lei.
Vai ser feita uma autópsia, para confirmar que a vítima continua morta.
Um dia o assassino será levado perante um juiz que lhe aplicará a justiça com todas as atenuantes, como é hábito.
Dúvidas?
MFerrer
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De j a 24 de Novembro de 2009 às 13:46
«Dúvidas», muitas?
Porque no seu elenco se esqueceu da eficácia das políticas de Apoio à Vítima.
E os protagonistas dessas políticas apenas têm alguma eficácia em instituições não-políticas, sobretudo no voluntariado, porque as instituições políticas abrem às 9.00h, às 9.30h vão ao café, e às 17.00h vão apanhar o autocarro para o santo lar.
Ao longo de muitos anos da minha vida profissional no sofá do hall de entrada do meu gabinete dei de dormir e paguei refeições do meu bolso a jovens pré-delinquentes, por analogia, podiam ser mulheres vítimas dos companheiros, porque não havia onde os levar antes das 9.00h do dia seguinte.
Todos os restantes que elenca fazem o que lhes compete legalmente.
Por exemplo, que quer que a polícia faça, que se ponha a “escutar” dentro de casa das mulheres que vivem estes dramas?
Sabe, por exemplo, que muitas mulheres apresentam queixa e passados dias vão retirá-la, ou por pena ou por medo. Ou, por incrível que lhe possa parecer, por amor aos seus companheiros que, depois, as matam…?
O seu comentário é redutor, se me permite."
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Pois a única coisa que vejo reduzido é o número de mulheres vivas.
O número das queixosas e o das potenciais vítimas esse continua a aumentar.
Que tal se as Freguesias fossem mesmo obrigadas a denunciar os maus tratos a mulheres e a crianças? E se fossem considerados coniventes por falta de denúncia?
Por negação de apoio à vítima?
E se a GNR soubesse como actuar, mesmo que a vítima seja imigrante ou o agressor seja branco e bem na vida?
Desta vez sobrou para a GNR e pagaram com a vida de um dos agentes a sua ineficácia e temor/solidariedade na aplicação de medidas rigorosas ao agressor.
Vai servir-lhes de lição?
sexta-feira, novembro 27, 2009
Estaremos a caminho de eleições antecipadas?
Com as medidas, melhor, com as despesas que a oposição impôs hoje ao Governo, estamos caminho de um défice irresponsável e sem controlo.
Com esta oposição quem precisa de receitas? ou de governo ?
In RTP on line:
"A oposição parlamentar aprovou na generalidade um projecto-lei do CDS-PP que irá obrigar ao adiamento da entrada em vigor do Código Contributivo por um ano.
O diploma do CDS-PP prevê o adiamento, para Janeiro de 2011, da entrada em vigor do Código Contributivo, sendo que um projecto de lei tem força obrigatória legal a partir do momento em que entrar em vigor.
Com o adiamento da entrada em vigor do código contributivo, a Segurança Social perderá no próximo ano uma fonte de 80 milhões de euros de receita, mas, por outro lado, as empresas e os trabalhadores independentes escapam a aumentos da carga contributiva.
Ao início desta tarde a oposição aprovou, na generalidade, 11 dos 13 diplomas com medidas "anti-crise" do PSD, CDS-PP e PCP, vencendo a maioria relativa do PS, que votou contra.
Além do projecto de lei do CDS-PP para adiar para Janeiro de 2011 a entrada em vigor do Código Contributivo, foi aprovado ainda um projecto de resolução do PSD com o mesmo objectivo recebendo os votos favoráveis do PSD, CDS-PP, BE, PCP e PEV e os votos contra do PS.
Um outro projecto de resolução do BE que previa o adiamento da entrada em vigor do código contributivo foi rejeitado, com o voto contra do PS e a abstenção do PSD e votos favoráveis das restantes bancadas.
Com o voto contra do PS, e a abstenção do BE, e votos favoráveis dos outros partidos, foi aprovado ainda um projecto do PSD que altera o IRC, extinguindo o Pagamento Especial por Conta (PEC), assim como um projecto de resolução do PSD que recomenda ao Governo medidas de apoio à economia que foi aprovado com os votos favoráveis do PSD e CDS-PP, a abstenção do PCP e do BE e o voto contra do PS.
Foi também aprovado o diploma do CDS-PP para "reduzir o pagamento por conta e suspender a vigência do PEC", com o voto a favor do CDS, PSD e PCP, o voto contra do PS e a abstenção do BE.
A oposição aprovou ainda um projecto de lei do CDS-PP que obriga o Estado a reembolsar o IVA no prazo de 30 dias e outro que prevê o pagamento de juros de mora pelo Estado pelo atraso no cumprimento de "qualquer obrigação pecuniária".
Os projectos do PCP para "eliminar o PEC" e diminuir os prazos de reembolso do IVA mereceram igualmente o voto favorável de todas as bancadas, às excepção do PS.
quinta-feira, novembro 26, 2009
O Dubai afunda-se em dívidas ...

A encerrar o ano, e perante um dólar no mínimo de há 4 anos, a UE, e mesmo o Mundo podem vir a sofrer um duro golpe na tentativa de recuperação económica já em curso.
Pode ler-se já no Washington Post:
"DUBAI - Just a year after the global downturn derailed Dubai's explosive growth, the city is now so swamped in debt that it's asking for a six-month reprieve on paying its bills - causing a drop on world markets Thursday and raising questions about Dubai's reputation as a magnet for international investment.
The fallout came swiftly after Wednesday statement that Dubai's main development engine, Dubai World, would ask creditors for a "standstill" on paying back its $60 billion debt until at least May. The company's real estate arm, Nakheel - whose projects include the palm-shaped island in the Gulf - shoulders the bulk of money due to banks, investment houses and outside development contractors.
In total, the state-backed networks nicknamed Dubai Inc. are $80 billion in the red and the emirate needed a bailout earlier this year from its oil-rich neighbor Abu Dhabi, the capital of the United Arab Emirates.
Markets took the news badly - with the Dubai woes and the continued fall of the U.S. dollar giving investors twin worries.
In Europe, the FTSE 100, Germany's DAX and the CAC-40 in France opened sharply lower. Earlier in Asia, the Shanghai index sank 119.19 points, or 3.6 percent, in the biggest one-day fall since Aug. 31. Hong Kong's Hang Seng shed 1.8 percent to 22,210.41.
Wall Street was closed for the Thanksgiving holiday and most markets in the Middle East were silent because of a major Islamic feast
Quando é que apresentam uma medida para o aumento da Receita? Ou como ir desta para melhor:
Basta respigar hoje o DN para confirmar esta inquietação:
- A chamada esquerda, leia-se BE e PCP, exige reformas sem outro critério para além dos 40 anos de trabalho. Com descontos ou sem eles.
- Os sindicatos dos professores exigem regressar às condições anteriores a 2005 e manter todas as regalias mais as reformas aos 52 anos (!) para os docentes do 1º ciclo ( profissão de desgaste rápido) com os respectivos 2500 eurinhos mensais, por cabeça...
- Estes mesmos sindicatos, e quem os financia, querem a mais extraordinária das despesas: a que adviria de uma qualquer avaliação externa...para 130 ou 140.000 professores. A ser levada a cabo, constitui-se-ia numa nova e insuportável despesa orçamental, anos a fio...acrescida de toda a sorte de aumentos retroactivos a 2007 a que os professores dizem ter direito...mais ainda os aumentos imparáveis de carreiras planas, apenas cadenciadas pelo passar dos tempo...
- Os Srs. deputados da Nação não querem ter faltas quando faltam.
- Toda a oposição,em coro, exige o aumento das despesas públicas mas critica o governo por não reduzir o défice do lado das ....mesmas despesas, ao mesmo tempo que faz uma algazarra aos avisos de que os impostos terão que aumentar para recolocar o défice a nível europeu...
- O PSD e o seu afilhado PSD-M querem rever a Lei das Finanças Regionais. Quer dizer, querem continuar a gastar a tripa-forra, quando a tripa já há muito secou...
- O PCP quer acabar com quaisquer propinas no ensino superior. Sem mais aquelas, o PCP acha que os que fazem sacrifícios para mandar os filhos estudar devem pagar, via impostos, os estudos dos filhos e das mulheres...dos ricos!!!
- Toda a oposição duvida da eficácia da vacina da gripe A, comprada com o dinheiro de todos nós e "suspeita" que o governo comprou a mais barata do mercado...
- O Estado, quer dizer, nós os contribuites, temos de pagar os tratmentos de fertilidade a quem quer ter filhos independentemente da sua condição social e riqueza familiar.
- Esta oposição exige do governo que paguemos todos, mais e mais incentivos aos médicos, formados à nossa custa, para eles coitados, irem trabalhar para as cidades do interior...Um horror!
- Uns senhores juizes que não trabalham à borla, julgaram inimputável um assassino conjugal, pelo que processaram a famíla da defunta pelas custas do processo...
famíla essa que inclui curiosamente a mãe e os três filhos da senhora que foi desta para melhor. Agora já entendi a expressão! Ir desta para melhor!
quarta-feira, novembro 25, 2009
Daniel Oliveira, os princípios furados e Kim il Sung o adorável lider

Ora a aí está uma curiosa forma de negociar seja o que for!
" Os sindicatos de professores não negoceiam a reivindicação de acabar com a divisão dos professores em duas categorias. O aviso é deixado por FENPROF e FNE na véspera do regresso à mesa das negociações no Ministério da Educação"
Via RTP on line
Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues tinham e têm razão. Estes Sindicatos além de não quererem qq avaliação, o que desejam é carreiras disponíveis e iguais para todos. Preocupados com o orçamento do estado? Ou com o aproveitamento dos alunos? Ou da classificação justa dos professores? Na sua divisão natural entre os bons, os medíocres e os maus?
O que move estes sindicatos é única e simplesmente a questão do dinheiro e a guerra política que o vil metal ajudaria a ganhar. Querem dinheiro e votos para os seus coordenadores.
O pessoal que se dane!
Mas pode ser que desta vez o défice fale mais alto e não haja maneira de poder ceder a tanto apetite. Talvez façam dieta. É o que espero.
Voaram mesmo os tais milhões?
E onde estão os milhões? Quem beneficiou deles? Ou desapareceram como que por magia? É que, tanto quanto se saiba, o dinheiro é uma coisa difícil de fazer desaparecer. Tem por hábito estar em contas bancárias e em cofres.A AR já está satisfeita com o inquérito que levantou, não contra os ladrões, mas contra a supervisão bancária?
Parece que o PSD quer mais molho! E o Juiz de Aveiro retira o tapete aos jornalistas da treta.
O ministro Vieira da Silva (Economia) está disponível para ir ao Parlamento explicar o que quis dizer quando afirmou que havia "espionagem política" ao primeiro-ministro no processo "Face Oculta".
Hoje a comissão de Assuntos Constitucionais agendará a audiência, a requerimento do PSD, estando confirmado que o PS não se oporá.
O requerimento do PSD já tinha sido discutido na semana passada mas, a pedido do PS, a sua discussão foi adiada uma semana. Ao que tudo indica porque os socialistas aguardavam que, entretanto, o procurador-geral da República se pronunciasse sobre o envolvimento de José Sócrates. Pronunciou-se, ilibando-o de responsabilidades criminais, e agora, com esse "trunfo" na mão, Vieira da Silva irá à Assembleia da República. A data será hoje marcada."
Dá ideia que o PSD se agarra como náufrago a uma tábua podre e sem valia. Mais valia meterem a viola no saco não saia de lá algum dos fantasmas que o perseguem. A ele e ao seu mentor/protegido Cavaco. Uma coisa posso garantir. O PSD vai continuar alegremente o seu caminho até a uma implosão anunciada.
E, entretanto, o juiz de Aveiro lá veio desmentir mais uma das atoardas postas a circular e que constituiriam a prova irrefutável de que ele, juiz, achava boas e válidas as tais "suspeitas" de atentado ao Estado de Direito por parte de Sócrates, via sms ou de viva voz?
Nunca saberemos a "dimensão" das tais conjuras para atacar o Estado.
Com estes mastins de serviço tudo o que mexe é para morder.
Presidente da República promove assessor das escutas
Dúvidas dissipadas: Fernando Lima vai mesmo continuar na Presidência da República, como assessor do chefe da Casa Civil, Nunes Liberato. A remodelação na Presidência da República, iniciada na sequência do "caso das escutas", foi ontem tornada pública no site oficial da Presidência da República, onde o braço-direito de Cavaco aparece no topo da lista - bastante acima do posto que ocupava até ao início da polémica
por RUI PEDRO ANTUNES
terça-feira, novembro 24, 2009
O PARTIDO DA GELATINA ...
"Há quem tenha da oposição uma ideia de "delirius tremens". As suas ideias movem-se consoante os interesses do momento. O PSD, nesse aspecto, quer tornar-se o partido da gelatina. Move-se de acordo com o vento, com os toques cirúrgicos do PS, e com a sua necessidade de colher qualquer migalha do poder. Como táctica de oposição é um tiro no pé.
Como estratégia, é um exercício de roleta russa. O PSD tem de se convencer que, no actual panorama político, não tem a colher para comer: é o "chantilly" que serve de alimento aos outros. Depois de ter passado anos a galopar nas reivindicações dos professores contra a avaliação, é agora o partido que trava o actual regime de avaliação. Dá ao Governo a força parlamentar e política que o Governo estava a ceder nas negociações com os professores. Os professores podem hoje dizer ao PSD: Até tu, Brutus? Tudo, claro, tem um preço. E o PSD, com esta dádiva ao Governo, já começou a pagá-lo. O resto da oposição já o tornou um alvo apetecido. Na guerra de trincheiras entre Governo e oposição, o PSD vai tornar-se o soldado que está em campo aberto. Ao tornar-se o apoiante póstumo de Maria de Lurdes Rodrigues, o PSD está a asfixiar-se de forma democrática. É uma atitude que mostra que o partido está desorientado como uma galinha tonta. Por umas migalhas de poder (que surgem depois de uma negociação) o PSD faz tudo. Ao fazê-lo o PSD tornou-se o filho bastardo do oficialismo. Sócrates deve estar-se a rir. O PSD julga estar no poder mas está fora da Corte. E não percebe isso."
Por Fernando Sobral in Jornal de Negócios
Posso enganar-me, e tudo não passar de jogos de sombras.
No entanto espero que dentro de pouco temp não estejam a suspirar pela determinação das políticas de Maria de Lurdes Rodrigues
??! Também tu Constança !??
"O PSD é hoje uma agremiação inútil de figuras menores, de ambições miúdas e de improváveis vaidades."
"De repente, quando o partido repousava em sossego, entregue à sua doce inutilidade, o PSD decidiu voltar, mais uma vez, às primeiras páginas dos jornais."
"Ciente de que poderia haver algumas dúvidas no ar, o dr. Aguiar Branco, que ameaça candidatar-se à liderança do partido..."
"Se alguma dúvida houvesse, este caso, por si só, confirmaria o caos que se instalou no PSD – um partido sem liderança efectiva, movido por pequenos ódios e enrodilhado nas mais inverosímeis intrigas, que parece ter como principal objectivo transformar-se naquilo que já é: uma agremiação inútil de figuras menores, de ambições miúdas e de improváveis vaidades. Encontrar um chefe, no meio desta balbúrdia institucionalizada, é naturalmente um feito impossível de concretizar. Só por milagre. E mesmo assim!"
Constança Cunha e Sá, Jornalista
A carne, felizmente, é mas é forte!
Para além do desemprego, do endividamento externo e de outros males que nos apoquentam, a vida tem coisas belas: coisas de amor. O padre Rui, de 26 anos, a pastorar em Carvalho, freguesia de Celorico de Basto, mandou o sacerdócio ás favas (em carta de despedida ao arcebispo de Braga) e fugiu com a sua amada – Fátima, de 18 anos. Provavelmente o padre não deixará de amar Cristo, mas casar com Cristo não estava nos seus planos. Preferiu casar com Fátima, que tem nome de santa, mas é de carne e osso.
Por Tomás Vasques
Ainda há coisas deliciosas na vida!
Missa fúnebre e de corpo docente
"É fartar vilanagem! Maria de Lurdes Rodrigues, o seu projecto de reforma da Educação e a obra realizada durante quatro anos com sacrifício e enorme paciência para aturar tantos boçais (os professores têm dirigentes que são exemplares únicos de rara boçalidade) estão por terra.
Agora que caiu o primeiro tijolo é só ir desmanchando a teia de modificações que foram introduzidas num sistema caduco e retrógrado. Uma a uma podem ser desactivadas para regressarmos ao quadro anacrónico em que o ensino apodrecia, antes de Maria de Lurdes Rodrigues.
Hoje deve haver festa rija porque se acabou com o sistema de avaliação de professores e o Estatuto da Carreira Docente. Nem de perto nem de longe se erguerá, em sua substituição, outro dispositivo que permita fazer a ponderação do trabalho realizado e a distinção entre bons e maus, entre aqueles que se sacrificaram pelos resultados da escola pública e os que se espreguiçaram entre faltas, atestados e que ao longo de anos contribuíram para uma escola ultrapassada, incapaz de preparar as novas gerações para desafios e competições no universo da Comunidade Europeia. Espero que os actuais responsáveis pela Educação, incluindo o Primeiro--Ministro, nos poupem ao espectáculo degradante de ver cair devagarinho todas ou quase todas as bandeiras da reforma do ensino, enquanto duram as gargalhadas larvares dos fenprofs e quejandos e os gritos histéricos de vitória (a maior vitória à escala planetária jamais obtida por qualquer sindicato ou conjunto de sindicatos!).
Os milhares de professores que cumpriram a lei, aqueles que fizeram no terreno a reforma difícil mas que provaram que ela era possível, esses só têm de baixar a cabeça, voltar à estaca zero, viver despreocupados da vida da escola e até suportar a ‘vingançazinha’ dos novos ‘heróis’. E, se tiverem sentido de humor, ainda podem sorrir com o trabalho inglório que desenvolveram e assistir ao acto de prestidigitação que é ver aparecer num mês um sistema de avaliação e um estatuto de carreira que a anterior equipa do Ministério da Educação não conseguiu estabilizar em quatro anos. A reforma morreu.
Uma nota final para dizer que não havia necessidade de incomodar Mário Nogueira, que se mostrou agastado pelo facto de ainda ser possível activar o segundo ciclo avaliativo (a suspensão não foi aprovada) da maldita lei pois, como ele dizia, “as escolas ainda vão ter de fazer tarefas que eventualmente virão a ser consideradas desnecessárias”. É um facto, não há maioria absoluta, mas não é preciso ajoelhar.
Emídio Rangel, Jornalista
domingo, novembro 22, 2009
Traumatismos Craneanos
Motivo: os portugueses votam maioritariamente nos socialistas. «Há 14 anos que estão no poder» – dizem desesperados. Um homem de letras com pergaminhos firmados, Vasco Graça Moura, não é de meias tintas e diz, como quem escreve um poema: só os atrasados mentais votam nos socialistas e, de seguida, manda o pessoal assoar-se ao guardanapo. Dizem as línguas viperinas que tais desmandos se devem apenas a dores de cotovelo: Vasco Graça Moura ambicionava ocupar o cargo da senhora Canavilhas. Eu não acredito numa dor de cotovelo assim tão forte. Ele não é desses vaidosos e ambiciosos que por aí pululam. Aliás, estou convencido que Vasco Graça Moura foi para deputado europeu com o mesmo espírito de abnegação de qualquer soldado mobilizado para o Afeganistão. Uns trocos no vencimento não fazem a diferença. Agora (qualquer tema serve), apareceram por aí outras vozes – da direita, naturalmente – empolgadas contra a nomeação dos governadores civis. «O povo não o elege? Obviamente, nomeie-se» – dizem. E talvez com razão. Eles lembram-se daquele tempo de felicidade absoluta, em que Portugal era um paraíso, quando Cavaco Silva e Durão Barroso, enquanto primeiros-ministros, convocaram eleições para eleger os governadores civis. Foi, então, uma grande festa da democracia. Apesar disso, ainda há línguas maldosas que dizem que os governadores civis nessa altura foram escolhidos por Dias Loureiro, o antigo Conselheiro de Estado. Calúnias, suponho. E como estes dois exemplos, há milhares deles a «justificarem» o traumatismo craniano da direita portuguesa."
Excelente post!
sábado, novembro 21, 2009
Para ocultar o principal
Num País onde já há mais de 10% de desempregados e mais de 40.000 crianças negligenciadas e institucionalizadas,
Onde, nos próximos anos mais de metade dos desempregados vão continuar a não encontrar o que fazer e o número daquelas crianças a aumentar...
Aqui onde o investimento privado tem que ser necessáriamente limitado, inconsequente e apenas focado na prestação de pequenos serviços e de produtos de fraco valor acrescentado,
País este onde o défite das contas públicas é já superior a 8%,
Onde a "pirâmide" etária há muito abandonou a forma cilíndrica e já é de novo uma pirâmide, mas invertida...,
Cujo ordenamento do território e qualidade dos solos, há séculos, se encontram de costas voltadas para a realidade mas que importa mais de 85% do que consome...,
Neste extraordinário País quais são as prioridades?
Quais os principais assuntos que preocupam os portugueses, e os seus representantes na nova AR?
Será a Avaliação dos Professores e o seu estatuto de carreira?
Pode a AR passar semanas a "moer sem grão" esta história sobre os professores, que por acaso são a classe de empregados que mais cresceu nos últimos dois anos e que vai obter mais 30 ou 40.000 empregos nos próximos três anos? (extensão do ensino obrigatório!)
E esta AR, paga a peso de ouro pelos contribuites, atreve-se a passar o tempo a destruir as leis ali aprovadas pela maioria anterior? Sem outra visão que não seja a retaliação política e a busca da ingovernabilidade?
O principal será mesmo a intrigalhada pseudo- jurídica a tentar enrodilhar os passos ao Governo? Impedir que exerça a governação para que foi eleito?
Poderemos admitir que um justicialismo de sarjeta imponha a inversão do ónus da prova, cavalgue impunemente o crime da violação do segredo de justiça, ou promova julgamentos sumários na praça pública e nas páginas de pasquins?
Ou devemos submeter a referendo o casamento entre pessoas ?( não me esqueci de mais nada!)
Ou se há pessoas que podem adoptar crianças abandonadas e haverá outras, com iguais qualificações, mas que devem ser impedidas de o fazerem?
Serão estas as grandes prioridades para o País?
Ou estamos todos a permitir ou a colaborar para ocultar o principal?
segunda-feira, novembro 16, 2009
Nada importa ao Pacheco para além de assassinar Sócrates

domingo, novembro 15, 2009
A relação entre a realidade e a fantasia dos que deviam respeitar a Justiça
Tudo isto parece uma tragédia de fim de regime, de consequências imprevisíveis.
Além do mais, no terreno, os administradores da justiça estão notoriamente empenhados em devassar, de novo, os processos que deveriam defender e investigar de forma recta e sem mácula. » [Diário de Notícias]
sábado, novembro 14, 2009
ÚLTIMA HORA : PGR FAZ COMUNICADO SOBRE ESCUTAS
No despacho do Senhor Procurador Coordenador do DIAP de Aveiro e no despacho do Senhor Juiz de Instrução Criminal sustentava-se que existiam indícios da prática de um crime de atentado ao Estado de Direito", continua.
Depois de analisar as certidões, Pinto Monteiro entendeu que essas suspeitas não se confirmavam e remeteu as certidões para o Supremo, a quem questionava sobre a validade das mesmas escutas.
Pinto Monteiro confirma que, a 3 de Setembro, Noronha do Nascimento julgou nulas as escutas ao primeiro-ministro e ordenou a destruição das mesmas.
O procurador-geral da República diz que recebeu mais seis certidões em Setembro e em Novembro e que nelas havia cinco conversações que respeitam ao primeiro-ministro.Pinto Monteiro finaliza anunciando que, "após análise global será, até ao fim da próxima semana, proferida uma decisão".
O procurador-geral da República "reafirma, tal como sempre o fez, que ninguém, designadamente políticos, poderá ser beneficiado em função do cargo que ocupa, como não poderá ser prejudicado em função desse mesmo cargo, devendo a lei ser aplicada de forma igual para todos
sexta-feira, novembro 13, 2009
A receptação e revenda de bens evidentemente roubados deixou de ser crime? E quando foi isso?
O Código Penal não prevê essas apropriações a que chama roubo e assalto, com as agravantes do estado de necessidade das vítimas e, ou, do assalto ser feito por escalada, à noite, com prejuizo material e moral dos legítimos proprietários dos valores?
Prevê isso e muito mais.
Também contempla o crime de receptação de mercadoria e bens roubados a que acrescenta as agravantes da formação de quadrilha e da associação criminosa.
Aqui chegados, porque raio são os próprios magistrados a assaltarem os Processos e a venderem-nos a troco de benefícios que seria bom inquirir?!
Ficam ainda de fora os últimos beneficiados: Os mandantes da operação e que beneficiam directa e indirectamente da revenda do material retirado dos Processos, e que tem valor de uso para os fins da venda de jornais, o aumento das audiências, logo, para o incremento das receitas da publicidade e da manutenção da boa vida de biltres que aí acamparam.
Ainda por quanto tempo?
Sócrates manda-os dar uma volta !
"Era só o que faltava que agora me pusesse a comentar conversas que tive com pessoas amigas ao telefone e, principalmente, as versões que um jornal diz que eu tive nessas conversas".
Falta agora responsabilizar esses pasquins pelo lixo que lançam sobre todo o PS. Haverá algum tribunal para isso, ou é só para as outras coisas...?
Em sexta-feira 13 a economia portuguesa cresce mais que o resto da Europa
...isto com mais de 500.000 desempregados...
Criem-se mais 250.000 empregos, o que é possível em dois anos, e a economia vai disparar para os 3 ou os 4%.
Assim seja possível continuar a lançar os fundamentos do investimento público em obras verdadeiramente estruturantes do tecido produtivo nacional.
E que a caravana não pare aos primeiros latidos...
Nota breve 1: Parece que a notícia não caiu muito bem em certos círculos maisexigentes...
Nota breve 2 : Olha, paciência!
Novas Oportunidades para os que mais precisam! A isto chama-se a promoção do conhecimento!
Helena Lopes da Costa faz orgulhosamente parte da Comissão de Ética da mesma conceituada assembleia;
Tudo certo?
Não senhor!
Na voz dos menos atentos já se levanta um burburinho escusado.
Mas eu confio.
Eles estão lá para aprender. Cada um na sua especialidade.
Ora nas contas direitinhas, ora na conformidade com os princípios da luta contra o nepotismo, o amiguismo e a golpada pura e simples.
Até acho louvável, podem crer! Aprender, aprender sempre. Novas Oportunidades para todos!
Quem anda a queixar-se do mau cheiro do PSD, é um exagerado da pituitária!
quinta-feira, novembro 12, 2009
António Guterres é respeitado a nível mundial!

A imaginação dos professores transformada em cruzada contra as paredes



As pérolas que nem sequer merecem
O seu texto de hoje é absolutamente imperdível. Ora vejam:
"Ontem, apanhei um táxi. Era uma senhora que o conduzia. Cara grave, zangada, mesmo. Reconheci-a, há poucos meses já apanhara este táxi e esta taxista. O tom de voz confirmou--me: "Existe na sociedade portuguesa um clima de suspeição!" Era ela. E já não era só a voz com pontos de exclamação e o cenho franzido. Era a conversa. Da outra vez, lembro-me, ela atirou-se à "asfixia democrática na sociedade portuguesa". Nessa primeira viagem, aproveitei o semáforo vermelho: asfixia, acha? E ela, acelerando, mal o verde abriu: "Escutas..." E eu: mas há escutas? E ela: "Eu não quero saber se há escutas ou não, eu não quero saber se há retaliações ou não, o que é grave é que as pessoas acham que há!" Ontem, também esperei uma paragem (lei: nunca contestar um taxista com o semáforo no amarelo, ele, ou ela, acelera) para perguntar: suspeição? Fiz bem em ter aproveitado uma paragem, porque a senhora largou o volante e virou-se: "Mas onde é que você anda? Em todos os cafés, em todos os autocarros, a conversa é só essa..." Não alimento cientistas sociais à bandeirada, anunciei-lhe que saía ali. Paguei, abri a porta e ela ainda me gritou qualquer coisa. Acho que dizia "destruição de provas...", mas fiquei sem saber do que ela falava. Nem ela, suspeito.
quarta-feira, novembro 04, 2009
Com a devida vénia, lá vou eu fazer uma data de novas amizades
Segundo Carvalho da Silva, no Público (ainda com José Manuel Fernandes), a presença de Valter Lemos no Emprego é um sinal “absolutamente desastroso” do Governo.
1. Carvalho da Silva tem um pequeno problema com as regras do jogo democrático e com o fair play institucional. Compete ao primeiro-ministro, não ao secretário-geral da CGTP, a selecção e a nomeação dos membros do seu Governo, com os seus critérios, não os do secretário-geral da CGTP, entre pessoas da sua confiança política, não da confiança política do secretário-geral da CGTP. O que acharia Carvalho da Silva de intervenções do primeiro-ministro, o actual ou qualquer outro, a propósito de escolhas da CGTP para os seus órgãos de direcção?
2. Carvalho da Silva tem também um pequeno problema com os factos. Segundo ele, “Valter Lemos foi a referência mais forte da conflitualidade com os professores” no anterior Governo. Ora, enquanto secretário de Estado da Educação, Valter Lemos foi responsável pela colocação (a tempo e horas) dos professores, pela reorganização da rede escolar ou ainda pelo Programa Novas Oportunidades (em colaboração com o Ministério do Trabalho). Não teve, porém, o pelouro da negociação com os sindicatos dos professores. Este era de Jorge Pedreira, a quem coube, até por isso, a gestão dos processos de revisão da carreira docente e da avaliação (para além do dossiê dos manuais escolares). Basta consultar a delegação de competências de então.
3. Ou seja, Carvalho da Silva repete uma das últimas intervenções de José Manuel Fernandes, em que este, com aquele rigor factual que o tornou uma referência no jornalismo português, criticava a escolha de Valter Lemos para o Emprego e a Formação Profissional por este ser, entre outras coisas, o autor das tão contestadas fichas da avaliação. Adaptando a canção, “afinal havia outro…”. Substituir os factos pelo preconceito não resulta nem em bom jornalismo nem em intervenção política recomendável.
Inserido por Rui Pena Pires, em O Canhoto de 1 de Novembro
terça-feira, novembro 03, 2009
A exibição de crucifixos nas salas de aula viola fundamentais princípios da liberdade religiosa!

Pela primeira vez, numa decisão histórica, o tribunal decidiu sobre a presença de símbolos religiosos nas escolas. A decisão surge na sequência de uma queixa de um cidadão italiano que em 2002 pediu aos dirigentes do Instituto Público, onde o filho estudava, que fossem retirados os crucifixos. Perante a recusa, recorreu -também sem êxito- para os tribunais italianos. A decisão do tribunal de Estrasburgo ainda não foi comentada pelo Vaticano. O porta-voz , Federico Lombardi, afirma que o Vaticano só tomará uma decisão depois de analisar a sentença."
A aritmética provável, mas de péssimo gosto!
(E andam a fingir que estão agora muito preocupados com a avaliação dos professores.
Coitados dos professores que vão ser usados e deitados fora na primeira oportunidade!)
Qual o nome destes golpes?
Sócrates quer limitar mandatos do primeiro-ministro
A limitação dos mandatos do primeiro-ministro e dos presidentes dos governos das regiões autónomas constituem propostas que o PS mantém no seu programa de governo e que, constando do programa eleitoral, foram já apresentadas ao Parlamento na anterior legislatura...
Infelizmente esta limitação de mandatos não recolheu a aprovação da oposição uma vez que o PSD se opôs e a chumbou na especialidade no que se refere aos Presidentes de Governo, nacional e regionais, aprovando desgostoso, apenas a limitação até três mandatos, dos presidentes de câmara. E agora o que fará?
O compromisso do PS com o seu eleitorado
Isto apesar e depois de terem liminarmente recusado iniciar qualquer tipo de discussão para acordo sobre a Legislatura ou esse mesmo Programa.
Isto é: A Oposição quer impor ao PS e aos que nele votaram o(s) seu(s) programa(s). Qual deles?
Parece ainda que o único problema do País é a Avaliação doa Professores. Desde as televisões aos jornalecos, e a maioria dos "comentadores" de serviço querem-nos fazer crer que este é o tema, que uma vez resolvido, nos fará passar as portas do Paraíso.
Não parece haver mais nada a discutir!
Será provavelmente um assunto passível de muitas paixões e de muitos votos, que cada um daqueles partidos almeja meter no bolso. Por este caminho, vão ter é de os repartir entre si.
O PS não abdicará dos seus compromissos e José Sócrataes conhece bem o significado dos direitos adquiridos pelos professores responsáveis que já se fizeram avaliar. E foram muitos, muitos milhares. Em quase todas as Escolas do País!
O processo de avaliação pode e deve ser melhorado. As Escolas devem cumprir a Lei em vigor e os Partidos da Oposição têm a obrigação de não se constituirem em sindicatos de agitprop ao serviço do pior do sindicalismo corporativista e eleitoralista..
Não gostam do programa do PS?
Eu ficava era preocupado caso estivessem de acordo.
Eram manifestamente exageradas as notícias da morte do Tratado de Lisboa
Faltava esta decisão para tornar finalmente possível a ratificação e entrada em vigor do tratado que leva o nome de Lisboa e o impulso dado pelo governo português liderado por Sócrates. Para passar a vigorar entre os 27 países da UE.
Sei, isto custa muito aos reaccionários e aos que, desde a sua assinatura em Lisboa, lhe vaticinaram não uma vida curta, mas uma morte rápida.
Era manifestamente um exagero!
Vasco Pulido Valente, Paulo Portas, CGTP, Manuela Ferreira Leite, José Manuel Fernandes, António Barreto, Jerónimo de Sousa, Marcelo Rebelo de Sousa, os irmãos Louçã, a SIC, a TVI, o Público, ou Vasco Graça Moura, podem começar a aliviar o luto.
O PS e José Sócrates averbam uma enorme vitória e ganham um renovado e merecido prestígio!
sábado, outubro 24, 2009
O desespero da direita quase faz dó!
Eu não sei se é verdadeiro o boato que corre há um mês sobre o futuro de José Manuel Fernandes estar ligado ao recém eleito presidente da comissão europeia e à sua assessoria de imprensa. Afinidades antigas. E o homem tem trabalhado para isso. Não sei se no PSD recompensam meramente o esforço: ele tentou levar a Dra. Manuela ao colo, e foi conivente com as estratégias presidenciais. Mas a verdade é o que o eleitorado que Vasco Graça Moura chama de estúpido por não ter caído na artimanha (não será antes estúpido quem idealizou a estratégia?) viu o golpe. E não fez ao jeito ao JMF e ao tacho que procurava.
Nesse sentido JMF esforça-se uma última vez e escreve um hilário e decadente editorial no Público de hoje. Em que critica sob todas as formas o novo governo. Com aspectos a merecerem uma sonora gargalhada. Vejamos:
1) José Manuel Fernandes está contra a escolha do novo Ministro das obras públicas por ter sido um dos subscritores do manifesto a favor dos grandes investimentos públicos para ajudar à retoma da economia portuguesa. Tendo subscrito o mesmo documento, e tendo interpelado José Manuel Fernandes várias vezes porque não o publicou, quando na semana anterior deu voz a uma tese contrária com metade dos subscritores (com honras de primeira página no público, e uma página inteira de publicidade paga pelo dito movimento, promovido por figuras afectas ao PSD), tendo esta discrepância de tratamentos merecido forte reprimenda do Provedor, dá um gozo particular ver o forma como espuma por mais mais essa derrota. Ele queria um dos "seus economistas", não um dos que assinaram o manifesto pelo emprego. José Manuel Fernandes, com a sua vastíssima formação económica, está preocupado com o endividamento externo das novas obras públicas. Se lesse a blogosfera saberia porque é que há quem não esteja. Porque conhece de facto a estrutura de financiamento do TGV por exemplo, e as suas estimativas de procura. Coisas que JMF sempre optou por ignorar.
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2) José Manuel Fernandes manifesta o seu desapontamento pela falta de figuras conhecidas. O que significa figuras que ele conheça. Alguém tem alguma culpa da ignorância do homem? Figuras de grande projecção pública? São o quê? Colunistas do seu jornal? Prefere JMF a projecção pública ou a competência? E se desconhece as novas figuras, como pode aferir a sua competência? Ser uma figura pública não implica ter experiência política. O pobre raciocínio do futuro ex-director do Público não distingue as duas coisas. Se ele queria gente com capacidade política provada, não havia renovação. Se ele queria gente com capacidade técnica, não tinham de ser figuras mediáticas. Se ele queria figuras mediáticas que tal o elenco de uma novela da TVI?
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3) O país maioritariamente à esquerda. Isso é uma constatação aritmética. José Manuel Fernandes está revoltado por o governo indiciar uma viragem à esquerda. Conclusão: JMF não é um democrata. É um Pacheco Pereira (que curiosamente escreve no seu jornal) que queria promover a sua querida líder.
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4) JMF está contra Vieira da Silva na Economia. Porque Vieira da Silva é um homem de esquerda e isso arrepia o ex-maoista. Ele era do esquerda dos idiotas úteis, na terminologia de cunhal, e nunca percebeu a esquerda democrática. Nem agora que se passou para a direita neoliberal. E afirma enfaticamente que espera que Vieira da Silva resista subsidiar empresas para evitar e reduzir o desemprego. Ficamos a saber que, num jornal onde as vendas estão em queda e teve de haver ajustes salarias, JMF quer lá saber do desemprego. O programa mais votado pelos portugueses, o do PS, tem vastas medidas de apoio ao emprego, e às PME, mas JMF quer um ministro que rasgue o seu programa e governe com aquele proto-programa de falência social que o PSD apresentou ao país. E vai mais longe: defende que o PS deve é favorecer as boas empresas. O facto de Manuel Pinho ter sido reconhecido no país por ter ajudado a salvar muitas PMEs - que eram boas, JMF mas que a crise ia destruindo (veja-se o caso de Paços de Ferreira) - é indiferente ao "proto-jornalista" que dirige o Público. Que lança ainda Farpas a Pinho um homem elogiado em jornais um pouco acima do que JMF dirige, como o Washington Post, pela sua aposta nas renováveis.
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5) Mas o que passa de todo JMF, é a escolha de Helena André, uma sindicalista indigna-se, ele!, para o Ministério do Trabalho. E dá o exemplo de que da mesma forma que nunca se põe um médico à frente do Ministério da Saúde (Ana Jorge, uma das ministras preferidas dos portugueses, por acaso é médica), não deve estar uma defensora dos direitos laborais à frente do ministério do trabalho. Faz assim eco da prosápia de Van Zeller! JMF tornou-se o novo representante do patronato português. E não se coibe de dizer, num momento em que Campos e Cunha alerta para o perigo de deflação (os tais economistas do outro manifesto já alertavam muito antes), que Ana André deve exigir contenções salariais ou mesmo congelamento de salários! JMF transformado em António Borges. Ele acha que num país onde o salário médio é de 700 Euros se podem fazer coisas destas. A sua consciência social está ao nível zero.
José Manuel Fernandes acha que o congelamento de salários resolve a descida de preços. Lição de economia de borla para JMF: os salários são a base da procura das famílias. Dinamizando a procura das famílias as empresas vão produzir mais o que distribui mais rendimento e gera mais procura. Por essa via, a pressão da procura evita a tal inflação negativa. Se não percebe isto, não escreva sobre o que não sabe. A pressão salarial em resultado do aumento da carteira de encomendas das empresas e da maior procura de trabalha reforça a travagem da espiral de deflação. Expliquem isto a JMF, que saltou para Hayek sem ler os economistas sérios.
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6) Tem ainda uma forte postura de Estado ao chamar "bulldozer" a um Ministro. Fará sem dúvida uma bela figura com o protocolo em Bruxelas. E mostra toda a sua ignorância cultural ao desconhecer as provas dadas por Gabriela Canavilhas. Ele, é mais Quim Barreiros.
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Disto tudo infere ele que o governo não tem ambição. E imagino Pacheco Pereira a dar-lhe pancadinhas nas costas, a dizer "Bom editorial Zé Manel".
In O Valor das Ideias, por Carlos Santos
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Nota cá da casa: O desespero é total nas hostes da direita. Como nas barracas das feiras, a maioria das rifas sai branca como a cal...
Parece que já perceberam que toda a anterior estratégia de descrédito do Governo, de Sócrates, do programa eleitoral do PS mais as maquinações ex-Belém, se transformou num verdadeiro pesadelo e que se arriscam a perder tudo, em muito pouco tempo.
Por ordem: A impossibilidade de derrubar este Governo, mas a permanente ameaça de novas eleições de que resultaria, tenho a certeza, uma maioria do PS; a visível degradação no interior do PSD, o isolamento e atonia dum PR acometido de várias incapacidades, a provável melhoria da situação económica mundial, a improvável reeleição deste PR ou a assustadora perda da maioria das autarquias, inevitável nas futuras eleições, é muita areia para a camioneta deles. Daí o disparate quase permanente, o lavar de roupa suja, ou o insulto do VGM ao eleitorado.
quarta-feira, outubro 21, 2009
Só mais uma achega
O desespero da direita é muito e sem tamanho!
Ele é o Passos Coelho a perorar sobre a Educação e a "liberdade", quer dizer, sobre a vontade que tem de fazer pagar a factura da educação dos filhos das classes abastadas nos colégios privados, pelos contribuintes;
Dia seguinte é o Cavaco que vem dizer publicamente que "acha que os partidos da oposição devem deixar o PS governar", quer dizer, Cavaco Silva tem alguma coisa entalada pelo resultado das maquinações ex-maquina-belenensis e pelo inusitado resultado eleitoral. Não sabe como reparar os estragos que vê em todo o lado. Na sua casa e no seu partido, todo partido.
De seguida é a Igreja, e o seu coro de serviço, a atirarem-se a Saramago quando ele apresenta um novo livro e diz que a Bíblia, a ser verdade o que lá se diz, é um livro de maus costumes sobre um deus menor, traiçoeiro, vingativo e "má pessoa". Há por aí comentários de todo o tipo e até, pasme-se, uns que defendem a retirada da nacionalidade ao escritor por delito de opinião. Não vai haver fogueira pelas razões que conhecemos. Mas é como se houvesse! A intenção é o que conta!
Ainda mal refeitos da refrega, chega-nos o inefável Nuno Melo, acolitado pelo Carlos Coelho mais o também deputado europeu Mário David - ambos do esmorecido PSD, o tal da nacionalidade do Saramago que, vilependiados pela apresentação de uma condenação ao Berlusconni, conseguem lançar a confusão em Bruxelas e, ao mesmo tempo que são derrotados na tentativa de comparar o lider transalpino a Sócrates - por causa da TVI, Manuela, jornal de sexta - conseguem, dizia eu, atrapalhar tanto a votação que a resolução sai derrotada em beneficio do soba italiano, sabem com que apoio? Com o dos deputados do PCP que se abestiveram ( assim mesmo! )
Digamos que afinal sempre se passa aqui qualquer coisa. E nem foi preciso dizer nada sobre o CN do PSD amanhã....
segunda-feira, outubro 19, 2009
In Blasfémias, deliciosamente apurado!
PSD prescisa de eleger um líder o mais depressa possível. Quanto mais depressa eleger um líder, mais depressa a oposição interna pode começar a miná-lo. Não há tempo a perder.
A autodestruição do PSD é uma prioridade nacional.
Publicado por Joao Miranda em 19 Outubro, 2009
Isto das sondagens anda muito mal para o PSD! Compreende-se que estejam contra
Cavaco Silva recebe chumbo histórico dos portugueses em Outubro
Pela primeira vez em muitos anos, a actuação de um Presidente da República é avaliada negativamente pelos portugueses. Talvez tivessémos que recuar ao período pós-revolucionário para eventualmente encontrarmos uma avaliação igual.
Apenas 35,5% do universo de respostas considera que o Presidente esteve bem, contra ainda 15,9% que diz assim-assim. Esta avaliação é ainda mais relevante quando se pediu aos portugueses que dessem uma nota de 0 a 20 de avaliação da actuação de Cavaco Silva em Outubro. O presidente recebeu um chumbo: 9,6! Nunca Cavaco Silva tinha descido do bom (14,5 foi a sua nota mais baixa, em Outubro de há um ano).
Entre os restantes líderes, Paulo Portas é o que recebe a melhor avaliação dos portugueses, com um 12,3. José Sócrates recebeu 12,1 e Jerónimo de Sousa e Francisco Louça aparecem separados por uma décima (11,5 e 11,4, respectivamente). No mesmo mês, apenas Manuela Ferreira Leite surge com avaliação negativa. Os portugueses dão-lhe um 6! "

