segunda-feira, dezembro 19, 2011

Conversa de café - 14

- Isto anda mal nos transportes!
- ....?
- A CP nem paga os salários antes das greves!
- Olha que na TAP é ao contrário! Até ofereceram cota no negócio aos grevistas...

FIM

O fantasma de Paris

(…) José Sócrates começou a governar em 2004, recebendo um país com um défice de 6,2%, após dois governos PSD/CDS, numa altura em que não havia crise alguma nem problema algum na economia e nos mercados. Para mascarar um défice inexplicável, os ministros da Finanças desses governos, Manuela Ferreira Leite e Bagão Félix, foram pioneiros na descoberta de truques de engenharia orçamental para encobrir a verdadeira dimensão das coisas: despesas para o ano seguinte e receitas antecipadas, e nacionalização de fundos de pensões particulares, como agora.

Em 2008, quando terminou o seu primeiro mandato e se reapresentou a eleições, o governo de José Sócrates tinha baixado o défice para 2,8%, sendo o primeiro em muitos anos a cumprir as regras da moeda única. O consenso em roda da política orçamental prosseguida e do desempenho do ministro Teixeira dos Santos era tal que as únicas propostas e discordâncias, de direita e de esquerda, consistiam sistematicamente em propor mais despesa pública. E quando se chegou às eleições, o défice nem foi tema de campanha, substituído pelo da “ameaça às liberdades” (…)

Logo depois, rebentou a crise do subprime nos Estados Unidos e Sócrates e todos os primeiro-ministros da Europa receberam de Bruxelas ordens exactamente opostas às que dá agora a srª Merkel: era preciso e urgente acorrer à banca, retomar em força o investimento público e pôr fim à contenção de despesa, sob pena de se arrastar toda a União para uma recessão pior do que a de 1929. E assim ele fez, como fizeram todos os outros, até que, menos dum ano decorrido, os mercados e as agências se lembraram de questionar subitamente a capacidade de endividamento dos países: assim nasceu a crise das dívidas soberanas. Porém não me lembro de alguém ter questionado, nesse ano de 2009, a política despesista que Sócrates adoptou a conselho de Bruxelas. Pelo contrário, quando Teixeira dos Santos (…) começou a avançar com PEC, todo o país – partidário, autárquico, empresarial, corporativo e civil – se levantou, indignado, a protestar contra os “sacrifícios” e a suave subida de impostos. Passos Coelho quase chorou, a pedir desculpa aos portugueses por viabilizar o PEC 3 que subia as taxas máximas de IRS de 45 para 46,5% (que saudades!)

(…) O erro de Sócrates foi exactamente o de não ter tido a coragem de governar contra o facilitismo geral e a antiquíssima maldição de permitir que tudo em Portugal gire à volta do Estado(…). Quando ele, na senda dos seus antecessores desde Cavaco Silva (que foi o pai do sistema) se lançou na política de grandes empreitadas e obras públicas (…) o que me lembro de ter visto, então, foi toda a gente (…) explicar veementemente que não se podia parar com o “investimento público”, e vi todas as corporações do país (…) baterem-se com unhas e dentes e apoiados pelos partidos de direita e de esquerda contra qualquer tentativa de reforma que pusesse em causa os seus privilégios sustentados pelos dinheiros públicos. O erro de Sócrates foi ter desistido e cedido a essa unanimidade de interesses instalados, que confunde o crescimento económico com a habitual tratação entre o Estado e os seus protegidos. Mas ainda me lembro de um Governo presidido por Santana Lopes apresentar um projecto de TGV que propunha não uma linha Lisboa-Madrid, mas cinco linhas, incluindo a fantástica ligação Faro-Huelva em alta velocidade. E o país, embasbacado, a aplaudir!

Diferente disso é a crença actual de que a dívida virtuosa – a que é aplicada no crescimento sustentado da economia e assegura retorno – não é essencial e que a única coisa que agora interessa é poupar dinheiro seja como for, sufocando o país de impostos e abdicando de qualquer investimento público que garanta algum futuro. Doentia é esta crença de que governar bem é empobrecer o país. Doente é um governante que aconselha os jovens a largarem a “zona de conforto do desemprego” e emigrarem. Doente é um governo que, confrontado com mais de 700.000 desempregados e 16.000 novos cada mês, acha que o que importa é reduzir o montante, a duração e a cobertura do subsídio de desemprego. Doente é um governo que, tendo desistido do projecto de transformar Portugal num país pioneiro dos automóveis eléctricos, vê a Nissan abandonar, consequentemente, o projecto de fábrica de baterias de Aveiro, e encolhe os ombros, dizendo que era mais um dos “projectos no papel do engº Sócrates”. Doente é um governo que acredita poder salvar as finanças públicas matando a economia.

O fantasma do engº Sócrates pode servir para o prof. Freitas do Amaral mostrar mais uma vez de que massa é feito, pode servir para uns pobres secretários de Estado se armarem em estadistas ou para os jornais populistas instigarem a execução sumária do homem. Pode servir para reescrever a história de acordo com a urgência actual, pode servir para apagar o cadastro e as memórias inconvenientes e serve, certamente, para desresponsabilizar todos e cada um: somos uns coitadinhos, que subitamente nos achámos devedores de 160.000 milhões de euros que ninguém, excepto o engº Sócrates, sabe em que foram gastos. Ninguém sabe?”



Miguel Sousa Tavares

«Expresso», 17 de Dezembro de 2011

domingo, dezembro 18, 2011

Conversa de café - 13




( Ou o último adeus! )

- Os ingleses preparam a retirada dos seus cidadãos..., caso isto dê o berro!


- Então já sei o Governo fez no Forte de S. Julião da Barra! Depois somos nós!

Conversa de café - 12

O ELO MAIS FRACO


(Ou a prenda de Natal para os professores)

- Professores!...Vocês são o elo mais fraco! Adeus!

- ....???

quarta-feira, dezembro 14, 2011

E posso garantir: Esta merda vai mesmo acabar!

1 - No mesmo dia em que em Madrid, o Rei recebe os partidos políticos e ouve claramente as declarações de republicanismo e de independência da Catalunha, ou da oposição da maioria das restantes regiões de Espanha - incluindo da católica Galiza ! - ao programa da Direita espanhola contra o Estado Social e o descarado apoio aos Bancos e demais Financeiras;


2 - Concretiza-se a desqualificação da dívida francesa do nível AAA e o Euro atinge o seu nível mais baixo de sempre face ao dolar, ao mesmo tempo que a Itália bate todos os anteriores recordes de juros, para colocar apenas 5MM de dívida...;

3 - O Commerzebank, da toda poderosa Frankfurt e da não menos arrogante Alemanha, apela ao Estado que o salve da falência;

4 - As várias Direitas europeias combinam entre si a forma legal de assimilar e de integrar o sub-emprego, sub-pago, e a que querem chamar de mini-empregos ou de emprego "por amor de Deus", os irlandeses ameaçam com um referendo para decidir a saída do Euro;

5 - A central de notícias do imperialismo universal dos EUA, por delegação de Telavive, escolhe para exemplo dessa tal Liberdade um dos seus agentes, a que chama de "Protester", enquanto retira apressadamente as suas tropas dum Iraque devastado e arrasado como País e como Estado, ao mesmo tempo que os exércitos da Nato se afundam nas contradições e na miséria do Afeganistão e do Paquistão, aumentam as pressões contra a Síria e as ameaças ao Irão;



Mesmo sem os malefícios da randes tempos nos esperam, e até acho que temos o Governo adequado a estes tempos: Um grupo de incapazes e de oportunistas que nem disfarçam ao que andam!: Servir, servir o mais depressa possível, os interesses que ali os colocaram, uma vez que o tempo escasseia e antes que esta merda acabe mesmo! E desta vez têm razão! Isto dura pouco!

E antes que me esqueça: A Banca portuguesa vale tão pouco que pode comprar-se na Feira da Ladra! Ele há cada concidência!

sábado, dezembro 10, 2011

Conversa de café - 11

Para acabar de vez com o Estado Social e implantar a Lei da Selva


- Já sabes como se acaba com o Estado Social?

- ...?

- ... Absorvem-se os Fundos de Pensões da Banca, sejam boas ou más, e garante-se os pagamentos! Depois, diz-se que o negóco foi tão bom, tão bom, que em vez de reforçar a SS, se paga à mesma Banca as dívidas das Empresas e do próprio Estado...

FIM

quinta-feira, dezembro 08, 2011

A Direita em pânico, já mandou soltar os cães!



E o caso não é para menos...Suponham, just imagine, que um dia ele regressa com aquele péssimo hábito de ganhar eleições...dentro e fora do PS?
Que me lembre, a última no PS foi 98% a favor...Levantem as pontes, aqueçam o azeite, soltem os cães e rezem, rezem muito! Conférence « Quelques clés pour comprendre le Portugal actuel » from Sciences Po - Campus Poitiers on Vimeo.

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Diz-me com quem andas...

Qual a razão por não termos ouvido ainda qualquer responsável actual do PS vir a terreiro explicar que, se o anterior governo tivesse feito a "chapelada" do Fundo de Pensões da Banca " e metido na ordem a bandalheira da Madeira, tinha cumprido um défice de 3% e seríamos ainda hoje um dos Países independentes da UE, a pagar juros inferiores aos da Espanha, da Itália da Irlanda e da Grécia. Como diz Sócrates, devíamos ser nós a gerir a nossa dívida....
Terão estes novos líderes feito algum voto de silêncio, um pacto secreto, ou andam apenas envergonhados com as suas companhias?

Conversa de café - 10

- Já se sabe a taxa moderadora que este governo nos tem de pagar ?
- ...por lá estar?

FIM

terça-feira, dezembro 06, 2011

Quem é que pediu para lhe tratarem da saúde?

Enquanto a taxa para uma consulta se aproxima perigosamente do preço da mensalidade duma seguradora médica privada, estes vão tomando conta dos novos hospitais, numa escalada contra o SNS que cada vez mais fica dedicado a tratar os mais pobres e os mais carenciados, que por sua exclusiva culpa não sabem conservar a saúde nem planificar as suas doenças, por exemplo para as suas férias...
Para quando é que os mais pobres vão ter de apresentar um calendário com os dias em que vão estar doentes?
Se se organizarem, talvez vos deixem adquirir um passe social...ou taxas moderadoras pré-compradas...
Os pobres, nem doentes sabem estar!

Conversa de café - 9

- Óh pra eles à rasca! A Standard & Poors ameaça o tripo AAA da França e da Alemanha!
- Ah! Ah! Ah!


FIM

segunda-feira, dezembro 05, 2011

Começa por ser crime fugir ao fisco...na Suiça, claro!

E é este o país que temos!!!

Alice Ferreira:
«Concluí que a minha filha desempregada e o meu filho dentista com falta de clientes (ambos divorciados) têm de intentar acções judiciais contra mim, para eu ser CONDENADO a pagar "alimentos" (no sentido legal do termo) aos meus netos. Porque, com uma sentença judicial, eu posso descontar essas despesas no IRS e, se ajudar voluntariamente, não posso.
Se encontrar uma saída, transmito-a a todos os avós.»

Juiz-Conselheiro (Jubilado) Mário Araújo Ribeiro

Teixeira dos Santos, esse incapaz! ou Conversa de café - 8

- O Teixeira dos Santos nem se lembrou de ir buscar o dinheiro dos pensionistas da banca prá redondar o défice...
- Um incapaz!
- E voltou a dar aos bancos mais de metade, sem ser preciso essa coisa das pensões. Isso fica já tudo garantido! Parece que as futuras gerações não se importam...
- É o que te digo, um incapaz!

FIM

domingo, dezembro 04, 2011

Conversa de café - 7

- Este povo detesta optimistas pá!
- ...eu também prefiro gente que só diz as verdades!
- Põe-t'á tabela cainda telegem pr'alguma coisa...




FIM

sexta-feira, dezembro 02, 2011

Conversa de café - 6

- Olha, olha! O Sarko mais a Merkel vão fazer uma nova União europeia!

- E nós podemos ficar com a velha? Ou vêm aí mais uns PECs?


FIM

Lamento ter de participar a morte da UE....

Hoje quinta feira, 1º de Dezembro, Nicolas Sarkozy, tentando salvar a própria pele, comunicou em Toulon, que a UE tinha fenecido, e que ele e Angela Merkel, se reunirão na próxima semana para as indispensáveis formalidades processuais... Mas aproveitou a funesta ocasião para anunciar que os dois vão formar uma nova-Euro-zona, sob as suas tutelas e ordens directas!
TOULON, Var (Reuters) - Dans l'attente d'un accord avec l'Allemagne sur la crise de la zone euro et faute de décisions à annoncer, Nicolas Sarkozy a prononcé jeudi à Toulon un discours-programme dans lequel il a tenté de répondre aux inquiétudes des Français.
Le 25 septembre 2008, le président français avait lancé dans la même salle de spectacle du Zénith Oméga un vibrant appel à moraliser et refonder le capitalisme, en pleine tourmente financière internationale venue des Etats-Unis.
Cette fois, c'est à la refondation de l'Europe qu'il a appelé devant plus de 5.000 personnes - élus, chefs d'entreprises, responsables des services de l'Etat et simples citoyens, dont de nombreux militants de son parti, l'UMP - mais sans le même souffle qu'il y a trois ans.
L'assistance a surtout réservé ses applaudissements à ses piques contre ses rivaux pour l'élection présidentielle de 2012, achevant de donner à cette allocution l'allure d'un meeting électoral, malgré l'absence de banderoles et de pancartes.
La France et l'Allemagne s'efforcent de s'accorder sur un renforcement de la gouvernance de la zone euro pour remédier aux insuffisances qui ont conduit à la crise actuelle de la dette.

Nicolas Sarkozy et la chancelière Angela Merkel tenteront lundi à Paris de surmonter leurs divergences afin d'exposer des propositions communes jeudi prochain au Conseil européen.

En attendant, le président français n'a pu que réaffirmer le caractère stratégique à ses yeux de l'axe Paris-Berlin et du choix d'une "convergence" franco-allemande. "Revenir sur cette stratégie serait absolument impardonnable", a souligné le chef de l'Etat, qui n'a pas hésité à dramatiser la situation.

"LA PEUR EST REVENUE"

"Aujourd'hui, la peur est revenue", a-t-il lancé. Une peur paralysante pour les acteurs économiques et qui, pour la France, est celle de "perdre la maîtrise de son destin", a-t-il dit devant un drapeau français géant, ondulant sur un fond bleu.

"L'Europe peut être balayée par la crise si elle ne se ressaisit pas", la crise de l'euro "peut tout emporter" et la disparition de la monnaie unique aurait "des conséquences dramatiques pour les Français", a-t-il ajouté.

Nicolas Sarkozy a rappelé l'enjeu, pour la France, des négociations avec l'Allemagne : La Banque centrale européenne a un "rôle déterminant à jouer" et "nul ne doit douter" qu'elle assumera ses responsabilités, mais cette solidarité suppose une discipline budgétaire plus stricte au sein de la zone euro.

Il s'est efforcé de rassurer ceux qui, à droite comme à gauche l'accusent de céder à un diktat allemand ou de préparer des abandons de souveraineté au profit des institutions européennes.

"La souveraineté ne s'exerce qu'avec les autres", a-t-il dit. "L'Europe (...) c'est davantage de souveraineté parce que c'est davantage de capacité à agir."

Quant à la convergence franco-allemande, elle ne signifie pas qu'un des deux pays se mette "à la remorque de l'autre" ni que les deux renoncent à leur identité.

En matière de discipline budgétaire, chaque pays de la zone euro devra inscrire une "règle d'or" en matière d'équilibre de ses finances publiques dans sa Constitution.

Concernant la France, "l'idéal, si chacun faisait preuve de responsabilité, serait de le faire avant la présidentielle. Si tel n'était pas le cas, eh bien il faudrait le faire immédiatement après", a-t-il ajouté.

quarta-feira, novembro 30, 2011

Conversa de café - 5

- Ena pá, viste aquela bancada àrder?
- A que custa milhões de ordenados mínimos por ano, ...ou a que já está paga?

FIM