Mostrar mensagens com a etiqueta greve de professores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta greve de professores. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, dezembro 09, 2008

A opinião publicada começa a dar-se conta do logro...

In Correio da Manhã:
Estado do Sítio
É só fumaça
O espectáculo dado por professores, sindicatos e oposição é profundamente lamentável. Neste filme de terceira ou quarta categoria é lamentável que a discussão gire, mais uma vez, em torno dos professores. Nesta monumental encenação, em que até uma grande parte da Comunicação Social e dos que fazem opinião colaboram activamente, é lamentável que os utentes ou clientes da escola pública sejam pura e simplesmente ignorados.


Neste forró de mentiras, é lamentável que os pais e os alunos não sejam os principais actores de uma história triste, recheada de insucessos, abandonos e falta de qualidade, características marcantes do ensino público nestes 34 anos de Democracia. O Ministério da Educação e a ministra da Educação têm razão. E seria um verdadeiro desastre se José Sócrates repetisse na Educação o que fez há poucos meses na Saúde a troco de uns bons milhares de votos de professores e respectivas famílias.

Maria de Lurdes Rodrigues revelou-se uma excelente ministra. Com erros, obviamente. Mas mostrou que tem coragem e, mais do que isso, procurou e procura pôr os interesses de pais e alunos à frente dos chamados direitos adquiridos dos professores. As manifestações, as greves, as vigílias, o folclore montado pelos sindicatos têm pouco a ver com a avaliação. A guerra prometida pela Fenprof tem a ver com o Estatuto da Carreira Docente, com a distinção entre professores titulares e não-titulares, com as aulas de substituição, com mais trabalho e mais horas dos professores nas escolas. Depois vem a avaliação, o modelo e principalmente o facto de os resultados influenciarem a carreira dos docentes.

É tudo isto que está em causa, é tudo isto que os sindicatos e os professores não querem. Maria de Lurdes Rodrigues tenta pôr a escola pública ao serviço dos pais e dos alunos. Os professores, sindicatos e uma oposição cada vez mais lamentável querem voltar a um passado recente em que os alunos apenas serviam para perturbar as masturbações pedagógicas dos professores que transformaram a escola pública em algo muito pouco recomendável.

É por isso que, neste sítio pobre, manhoso, hipócrita e cada vez mais mal frequentado, uma mulher como Maria de Lurdes Rodrigues faz falta. Pelo exemplo, pela coragem e pela capacidade de fazer reformas indispensáveis contra uma corporação que ao longo de anos e anos se habituou a mandar no Ministério da 5 de Outubro e na escola pública.

António Ribeiro Ferreira, Jornalista
------------------
Dá ideia que a opinião publicada começa a dar-se conta da captura que os partidos da esquerda irresponsável fizeram do descontentamento atávico de uma parte significativa dos professores muito bem instalados nas mordomias da corporação e felizes com os péssimos resultados da Escola Pública.
---------------------
Claro que, como bons democratas e excelentes cidadãos, deixaram já estas pérolas no rosário da cx de comentários de um dos seus blogs de estimação:
Anónimo disse...
Não me importo de fazer um "broche pedagógico" ao Sr. A.R.F.,desde que ele prometa que não torna a dizer tantos disparates de uma só vez!
8 de Dezembro de 2008 20:21
Anónimo disse...
Este senhor jornalista devia ser responsabilizado pelos disparates que escreve!...E avaliado por isso...já agora...
8 de Dezembro de 2008 20:47
José Silva, professor disse...
Mas o que se podia esperar de um cretino como aquele?Onde é que ele viu (ou melhor, leu) o que a ministra sabe sobre educação?Copiar modelos estafados é fácil e acessível a qualquer uma.
8 de Dezembro de 2008 21:33

JFrade disse...
E eu, que sou ingénuo, pergunto: ao serviço de quem estará este António R. Ferreira? Cuidado! Se me disserem que é ao lado dos Pais ou dos Alunos solto uma data de palavrões, daqueles que fazem corar um carroceiro...JFrade
8 de Dezembro de 2008 21:36
Spiritwolf disse...
Vão lá deixar os vossos comentários, eu já lá fui e até estou curioso de saber se a censura ainda existe.
8 de Dezembro de 2008 21:53
Anónimo disse...
A censura existe,sim.Deixei lá o meu (anónimo 20:21) e não foi publicado.Cambada de cretinos!
8 de Dezembro de 2008 22:01
Anónimo disse...
Notem a ironia/cretinice: antes de deixarmos um comentário ao artigo,avisam-nos de que serão excluídos todos os conteúdos racistas, xenófobos, difamatórios e atentatórios da boa imagem dos visados.Não obstante,publicam um artigo com aquele teor...
8 de Dezembro de 2008 22:08
Anónimo disse...
Tá aqui tá na cama com a Lurdes. Por este andar, e com tanto frete que lhe tem feito, a Rodrigues deve estar cheia de cio. Agora a sério: por quem é que este ARF se toma? Mesmo noutros assuntos é de uma debilidade mental muito grande. É assim muito rasteirinho, coitado. Ah! E totalmente desprovido de alternativas qualquer que seja o assunto, repito! Deve ser o comentador mais económico e previsível que o CM tem. Faz jus ao pasquim. Está muito bem rodeado com todo aquele ramalhete de Sangue, Sexo e Escandaleira. Cada crónica (?) é uma mão cheia de arrotos de pescada...
-------------------
É esta gente que diz ter razões de queixa da Ministra e de serem tratados com desrespeito e com falta de educação....

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Talvez trabalhar

In Absorto, com um forte aplauso:
Desde ontem que passei o tempo a cogitar para que serve uma greve com uma adesão pré anunciada de quase 100%? Para que serve uma greve geral de professores do ensino básico e secundário com uma adesão de quase 100%? (segundo fonte sindical). Para protestar contra o modelo de avaliação de desempenho dos professores que já é aplicado na generalidade da administração pública? Para derrubar a ministra da educação a que se sucederá outra (ou outro) ministro da educação? Pensam que outro (ou outra) ministro da educação encetaria um recuo nas políticas que têm sido seguidas? Talvez dar uma vista de olhos pelo programa do governo! (a partir da página 42). Para derrubar o governo? Ao qual se sucederá outro governo? Qual governo? Com que programa? Porque razão foi embora o homem que coordenava o programa de governo alternativo do PSD de Manuela Ferreira Leite? Talvez a “esquerda da esquerda” se queira habilitar a fazer uma experiência de governo revolucionário. Só quando os portugueses quiserem? É esperar! O Outono é propício aos nostálgicos. O dia esteve chuvoso e promissor no campo das experiências de engenharia financeira e social. Para quem tem capacidade para fazer greves, ou escrevinhar acerca das mesmas, a vida não está mal de todo. Assim também o estado tenha capacidade financeira para pagar todas as contas. Hoje, amanhã e depois! Aqui é que a porca torce o rabo. Talvez trabalhar!

Curiosidades pré-greve, ou pró-greve?

Estatuto da Carreira Docente– Decreto-Lei 15/2007 (15 de Janeiro)
2—A carreira docente desenvolve-se pelas categorias
hierarquizadas de:
a) Professor;
b) Professor titular.
3—À categoria de professor titular, além das funções
de professor, correspondem funções diferenciadas
pela sua natureza, âmbito e grau de responsabilidade.

Estatuto carreira docente, artigo 34
2—São avaliadores:
a) O coordenador do conselho de docentes ou do
departamento curricular ou os professores titulares
que por ele forem designados quando o número de
docentes a avaliar o justifique;

Curiosidades: Não há memória de os professores se terem recusado a candidatarem-se à categoria de professores titulares. ( vide regalias...)

Mas não deixo de me interrogar: Os dirigentes sindicais – em condições legais para o fazerem – candidataram-se ou não?
Tenho cá uma fesada que muitos dos que andam aí pelas arruaças, e a mobilizar criancinhas, que tranquilamente descartam na primeira oportunidade, são os mesmos que correram para apanhar essa titularidade...
é que não há outros...