In Câmara Corporativa:
"É triste ver um intelectual a espernear na praça pública. Mas é deprimente que as suas ideias sirvam de amparo ao maior partido da oposição: “a crise é um álibi para Sócrates justificar problemas que são anteriores à crise e que resultam de uma má política”. Não é, em todo o caso, a posição do vice-presidente António Borges, ministro-sombra das Finanças, que já reparou que há mesmo uma crise internacional de proporções ainda não conhecidas.Manuela Ferreira Leite não é capaz de levantar a cabeça e ver o que está a acontecer por esse mundo fora. Marcelo Rebelo de Sousa, o célebre Prof. Marcelo que distribui conselhos pro bono ao PSD na sua homilia dominical, acabou de dizer que o melhor que a líder tem a fazer é mudar de conselheiro. Ou mudar de vida."
segunda-feira, outubro 13, 2008
domingo, outubro 12, 2008
Afinal em que ficamos ?
A reacção do PSD ao anúncio do Governo de que apoiará o sector bancário com uma "cobertura" de até 20 mil milhões de €, está ao nivel do ridículo se nos lembrarmos que há menos de um mês MFL murmurava que o País estava de tanga e que não havia dinheiro para nada!
Nem financiamentos.
Lembram-se?
São os mesmos que há dois dias queriam mandar parar os investimentos em O. Públicas
Em quem acreditar? E quando acreditar?
Nem financiamentos.
Lembram-se?
São os mesmos que há dois dias queriam mandar parar os investimentos em O. Públicas
Em quem acreditar? E quando acreditar?
Post Mortem Economiae
Ou a promessa da ressurreição das Empresas falidas
"Ferreira Leite garantiu que se recusa a apresentar propostas que "não sejam para resolver no imediato os problemas reais dos portugueses que são hoje e não em 2010". :
Ora somos todos ouvidos. A primeira medida será? Ahn? Como foi que disse?
Olhe, repita lá isso que aqui não se ouviu nem uma, dessas medidas...
A presidente social-democrata considerou que "as soluções apresentadas pelo Governo para a solução dos problemas das pequenas e médias empresas e da classe média estão erradas".
Pois muito bem, quais são as certas? Diga?. Suba esse volume sff que não se ouve patavina!
Ferreira Leite afirmou que "baixar o IRC nas empresas não tem significado porque se pagam IRC é porque têm lucros. Devemos cuidar das empresas que têm prejuízos e têm de fechar e para estas, que fechando criam mais desemprego, não há medidas".
Ora esta é que é uma novidade mundial: A ressurreição das Empresas falidas!
Sim senhora, grande ideia. é o chamado apoio ás empresas inviáveis e chupistas! Sentamo-nos, esperamos que fechem, e depois o Governo vai lá e ressuscita-as! Como é que nunca ninguém se lembrou disto? Olhem, por exemplo na América, Islândia e no UK há agora um monte delas, ainda fresquinhas, e que precisam de um milagre da Ressurreição urgente!
Por cá, podemos ir injectar dinheiro lá para o Vale do Ave onde não faltam dessas que fecharam há uns anos e que, afinal, se deviam manter a pagar aqueles salários de miséria e a produzir produtos que ninguém comprava...
Como é que ela não pôs isto em prática quando esteve no Governo há 4 anos?
Ganda noia!
"Ferreira Leite garantiu que se recusa a apresentar propostas que "não sejam para resolver no imediato os problemas reais dos portugueses que são hoje e não em 2010". :
Ora somos todos ouvidos. A primeira medida será? Ahn? Como foi que disse?
Olhe, repita lá isso que aqui não se ouviu nem uma, dessas medidas...
A presidente social-democrata considerou que "as soluções apresentadas pelo Governo para a solução dos problemas das pequenas e médias empresas e da classe média estão erradas".
Pois muito bem, quais são as certas? Diga?. Suba esse volume sff que não se ouve patavina!
Ferreira Leite afirmou que "baixar o IRC nas empresas não tem significado porque se pagam IRC é porque têm lucros. Devemos cuidar das empresas que têm prejuízos e têm de fechar e para estas, que fechando criam mais desemprego, não há medidas".
Ora esta é que é uma novidade mundial: A ressurreição das Empresas falidas!
Sim senhora, grande ideia. é o chamado apoio ás empresas inviáveis e chupistas! Sentamo-nos, esperamos que fechem, e depois o Governo vai lá e ressuscita-as! Como é que nunca ninguém se lembrou disto? Olhem, por exemplo na América, Islândia e no UK há agora um monte delas, ainda fresquinhas, e que precisam de um milagre da Ressurreição urgente!
Por cá, podemos ir injectar dinheiro lá para o Vale do Ave onde não faltam dessas que fecharam há uns anos e que, afinal, se deviam manter a pagar aqueles salários de miséria e a produzir produtos que ninguém comprava...
Como é que ela não pôs isto em prática quando esteve no Governo há 4 anos?
Ganda noia!
sexta-feira, outubro 10, 2008
E se eles tivessem razão?
Fingers Crossed
Nada se sabe das consequências desta crise financeira que já se tornou económica.
Seja ao nível da distribuição da riqueza ou da divisão do trabalho a nível mundial.
Apesar de tantas Escolas de Economia, de Análise Financeira em tempo real e em perspectiva, apesar dos evidentes riscos assumidos por superiores corporações de tanta sabedoria, estamos perante um buraco negro de que sabemos muito pouco.
Aliás a sua origem é difusa e há já quem entreveja uma monstruosa conspiração que envolveria um Big-Big-Big-Brother, a anulação das eleições americanas e um verdadeiro golpe de Estado a nível Global.
Por cá, no nosso quintal, as coisas não parecem completamente fora de controlo...
Mas,... o nosso PCP é sempre surpreendente nas suas análises anti-marxistas e mecanicistas.
É ver o que escrevem a a que extraordinário factor atribuem a crise:
"Esta crise, como todas elas – para quem as veja com a objectividade marxista-leninista – encerra lições. E uma delas, apesar de algumas teses que persistem à «esquerda» professando confiança numa mudança desta Europa num espaço democrático, é a de que, de facto, esta Europa não é reformável. Outra é a de que o capitalismo não consegue, dada a sua natureza exploradora, encontrar soluções que resolvam quaisquer dos problemas maiores que a humanidade enfrenta"
Atribuem-na a uma divergência entre a a produção mundial e à monetarização da economia.
Digamos que não reconhecem os tremendos avanços da produção em todo o planeta, décadas a fio.
E, claro, queixam-se destes últimos anos, como se os ditos países socialistas ( do passado e do presente) não tivessem dado o seu contrbuto para esse mesmo desiquilíbrio.
Tão depressa saúdam a China e a India, como condenam o seu crescimento económico e financeiro.
Mas, se por acaso, tivessem razão? e o capitalismo tivesse mesmo cometido suicídio, seria a teoria do Big-Brother e do Povo Escolhido que seria viável?
Seja o que for, tenho algumas dúvidas que venha aí o socialismo à moda da Soeiro Pereira Gomes.
Keep your fingers crossed !
Nada se sabe das consequências desta crise financeira que já se tornou económica.
Seja ao nível da distribuição da riqueza ou da divisão do trabalho a nível mundial.
Apesar de tantas Escolas de Economia, de Análise Financeira em tempo real e em perspectiva, apesar dos evidentes riscos assumidos por superiores corporações de tanta sabedoria, estamos perante um buraco negro de que sabemos muito pouco.
Aliás a sua origem é difusa e há já quem entreveja uma monstruosa conspiração que envolveria um Big-Big-Big-Brother, a anulação das eleições americanas e um verdadeiro golpe de Estado a nível Global.
Por cá, no nosso quintal, as coisas não parecem completamente fora de controlo...
Mas,... o nosso PCP é sempre surpreendente nas suas análises anti-marxistas e mecanicistas.
É ver o que escrevem a a que extraordinário factor atribuem a crise:
"Esta crise, como todas elas – para quem as veja com a objectividade marxista-leninista – encerra lições. E uma delas, apesar de algumas teses que persistem à «esquerda» professando confiança numa mudança desta Europa num espaço democrático, é a de que, de facto, esta Europa não é reformável. Outra é a de que o capitalismo não consegue, dada a sua natureza exploradora, encontrar soluções que resolvam quaisquer dos problemas maiores que a humanidade enfrenta"
Atribuem-na a uma divergência entre a a produção mundial e à monetarização da economia.
Digamos que não reconhecem os tremendos avanços da produção em todo o planeta, décadas a fio.
E, claro, queixam-se destes últimos anos, como se os ditos países socialistas ( do passado e do presente) não tivessem dado o seu contrbuto para esse mesmo desiquilíbrio.
Tão depressa saúdam a China e a India, como condenam o seu crescimento económico e financeiro.
Mas, se por acaso, tivessem razão? e o capitalismo tivesse mesmo cometido suicídio, seria a teoria do Big-Brother e do Povo Escolhido que seria viável?
Seja o que for, tenho algumas dúvidas que venha aí o socialismo à moda da Soeiro Pereira Gomes.
Keep your fingers crossed !
O sub-mundo da blogosfera
O afamado JPP, professor, doutor, comentador, comendador, abridor de Encontros sobre educação, visitante á borla do Krueger Park( semana passada à custa da Escola Portuguesa de Moçambique), olheiro do PSD e seu mentor intelectual, conselheiro político da MFL, ex-deputado à AR e na UE, marmeleiro de gema, crítico da blogosfera, acaba de colocar o seu blog no lixo:
"O vereador Sá Fernandes à revelia das leis e da liberdade, mandou arrancar um cartaz do PNR contra a emigração. Nada tenho com as ideias e as práticas do PNR, nem precisava de o dizer a não ser porque este mundo está tão envenenado que tem que se estar sempre a repetir o óbvio, mas desconhecia que era proibido em democracia pronunciar-se contra a emigração"
Senhor JPP, com esses títulos todos e ainda o de grande intelectual que copia, faz tempo, da melhor poesia em váriadas línguas, está na altura de, como dizia Sá de Miranda, "...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ..."
É que dois erros de ortografia na mesma frase dá mesmo para espantar...
Imigração não se escreve com E !
Envergonhe-se lá para a gente ver!
E, já agora, envergonhe-se também por causa do que escreve, não apenas como escreve!
"O vereador Sá Fernandes à revelia das leis e da liberdade, mandou arrancar um cartaz do PNR contra a emigração. Nada tenho com as ideias e as práticas do PNR, nem precisava de o dizer a não ser porque este mundo está tão envenenado que tem que se estar sempre a repetir o óbvio, mas desconhecia que era proibido em democracia pronunciar-se contra a emigração"
Senhor JPP, com esses títulos todos e ainda o de grande intelectual que copia, faz tempo, da melhor poesia em váriadas línguas, está na altura de, como dizia Sá de Miranda, "...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ..."
É que dois erros de ortografia na mesma frase dá mesmo para espantar...
Imigração não se escreve com E !
Envergonhe-se lá para a gente ver!
E, já agora, envergonhe-se também por causa do que escreve, não apenas como escreve!
América a República das Bananas

by Christopher Hitchens WEB EXCLUSIVE October 9, 2008
"What are the main principles of a banana republic? A very salient one might be that it has a paper currency which is an international laughingstock: a definition that would immediately qualify today’s United States of America."....
"But still, the chief principle of banana-ism is that of kleptocracy, whereby those in positions of influence use their time in office to maximize their own gains, always ensuring that any shortfall is made up by those unfortunates whose daily life involves earning money rather than making it.".....
"But welcome to another aspect of banana-republicdom. In a banana republic, the members of the national legislature will be (a) largely for sale and (b) consulted only for ceremonial and rubber-stamp purposes some time after all the truly important decisions have already been made elsewhere."....
"Another feature of a banana republic is the tendency for tribal and cultish elements to flourish at the expense of reason and good order. Did it not seem quite bizarre, as the first vote on the rescue of private greed by public money was being taken, that Congress should adjourn for a religious holiday—Rosh Hashanah—in a country where the majority of Jews are secular? What does this say, incidentally, about the separation of religion and government?"...
"Of the nation’s 600,000 bridges, 12 percent were found to be structurally deficient. This is an almost perfect metaphor for Third World conditions: a money class fleeces the banking system while the very trunk of the national tree is permitted to rot and crash"...
( Ler o resto )
E anda esta gente a fazer guerras por meio mundo, a impor os seus "princípios"!
A Economia continua a congelar
Ou a versão nórdica da D. BrancaA despeito das excelentes notícias que o António Borges nos dava, há dias, sobre a bondade da alavancagem financeira, do sub-prime e de outras benesses, a Economia continua em queda livre a caminho do ponto de congelação absoluto.
Tal como por esse mundo fora, os EUA assistem atónitos à perda de 40% do valor dos activos em bolsa. E o que dizer da Islândia, que a fazer juz ao seu nome, acaba de encerrar bancos e bolsa. Até melhor oportunidade, dizem. Quem parece não ter gostado da geada foram os ingleses que andaram a investir nas D. Brancas islandesas, a juros especulativos, e que agora estão presos na neve e no gelo.
Em socorro dos islandeses parece que sempre vai o grande urso polar, a Rússia, e a frígida Noruega.
Prepara-se um verdadeiro Inverno financeiro.
Aditamento:
Que dizia eu? : O governo de Sua Magestade acaba de congelar os bens da Islândia como represália à avalanche de maus resultados dos fundos ingleses aplicados naquele País do gelo....
quinta-feira, outubro 09, 2008
Ainda Batista Bastos
Ou a arrogância em estado puro
Lamentavelmente Batista Bastos ainda não percebeu que a sua oportunidade de se retratar , de reconhecer o erro e de tentar a nossa desculpa já era.
E pior, insiste no insulto e na arrogância que espera amedrontem a nossa consciência crítica.
Batista Bastos continua a ser insuportável no oportunismo e na defesa do indefensável. Não há graus para a honestidade.
Ou se é, ou não se é sério.
Veja-se o que continua a escrever:
«Por mais que me custe interromper o alarido assanhado e obstrutivo por aí disperso, continuo a dizer da pátria, dos costumes e da fancaria. Falava dos ziguezagues da política, sob o modesto pretexto de criticar as suas tentações para a irresponsabilidade. Ia no ponto e vírgula. Eis que surge a campanha pró-município. Não é fatalidade: é farsa. Se a esquerda parece uma daquelas escorrências do Miguel Sousa Tavares, a que ele chama artigos, a direita representa-se como hilariante comédia de Gervásio Lobato. Vivemos numa atmosfera de absurdo e dissimulação. Manuela Ferreira Leite concedeu, austera e firme, o nihil obstat à ressurreição de Santana Lopes. Nada a dizer: é lá com eles. Especialmente com Pacheco Pereira, mentor político e ideológico da presidente do PSD, e crudelíssimo crítico de Santana, pelo qual nunca disfarçou o maior dos desprezos. O Pacheco deve estar espavorido. Ou perdeu crédito, ou foi exautorado ou, simplesmente, ignorado e colocado ante um facto concluído. Na assombrosa epopeia da nossa história cómico--política, Santana Lopes sempre passou de nome funerário à refulgente virtude de condestável. » [Diário de Notícias]
Lamentavelmente Batista Bastos ainda não percebeu que a sua oportunidade de se retratar , de reconhecer o erro e de tentar a nossa desculpa já era.
E pior, insiste no insulto e na arrogância que espera amedrontem a nossa consciência crítica.
Batista Bastos continua a ser insuportável no oportunismo e na defesa do indefensável. Não há graus para a honestidade.
Ou se é, ou não se é sério.
Veja-se o que continua a escrever:
«Por mais que me custe interromper o alarido assanhado e obstrutivo por aí disperso, continuo a dizer da pátria, dos costumes e da fancaria. Falava dos ziguezagues da política, sob o modesto pretexto de criticar as suas tentações para a irresponsabilidade. Ia no ponto e vírgula. Eis que surge a campanha pró-município. Não é fatalidade: é farsa. Se a esquerda parece uma daquelas escorrências do Miguel Sousa Tavares, a que ele chama artigos, a direita representa-se como hilariante comédia de Gervásio Lobato. Vivemos numa atmosfera de absurdo e dissimulação. Manuela Ferreira Leite concedeu, austera e firme, o nihil obstat à ressurreição de Santana Lopes. Nada a dizer: é lá com eles. Especialmente com Pacheco Pereira, mentor político e ideológico da presidente do PSD, e crudelíssimo crítico de Santana, pelo qual nunca disfarçou o maior dos desprezos. O Pacheco deve estar espavorido. Ou perdeu crédito, ou foi exautorado ou, simplesmente, ignorado e colocado ante um facto concluído. Na assombrosa epopeia da nossa história cómico--política, Santana Lopes sempre passou de nome funerário à refulgente virtude de condestável. » [Diário de Notícias]
Le Clézio par lui-même
Créé 09/10/2008 - 13:53
Dictionnaire des écrivains contemporains de langue française par eux-mêmes
Le Clézio
Le Clézio par lui-même
prix Nobel 2008
Pour le dictionnaire des écrivains contemporains publié par Jérôme Garcin, J.M.G Le Clézio [1] avait écrit lui-même sa notice biographique en 1988. La voici.
«Les premiers mots des premiers romans que j'ai écrits étaient en lettres capitales:
QUAND PARTEZ-VOUS, MONSIEUR AWLB?
C'était en 1946 ou au début 1947, j'avais six ans, je partais en effet vers l'Afrique.
Le Nigerstrom était un cargo mixte de la Holland Africa Line qui reliait à l'Europe le chapelet des îles portuaires de l'Ouest Africa aux noms prodigieux, Dakar, Takoradi, Conakry, Lomé, Cotonou.
Le cargo était un monde flottant. Sur les ponts supérieurs, il y avait les passagers, les administrateurs coloniaux casqués, les officiers de l'armée, les dames en robes légères. Sur l'étendue du pont, en plein air, voyageaient les Africains qui embarquaient en cours de route, des femmes, des enfants, au milieu de leurs ballots, de leurs provisions.
Le vent était chaud, le ciel nocturne magnifique.
Le jour, interminablement, les Africains, nus, le corps luisant de sueur, frappaient les structures du pont à coups de marteau, les membrures des cales, les bastingages, pour enlever la rouille. Chaque jour, du matin au soir, il y avait ce bruit inlassable et inutile (puisque la rouille devait se reformer aussitôt), comme un rythme, come une pulsation. Cela résonnait jusqu'au fond de la mer lourde, avec la lumière ardente du soleil, les nuages immobiles, et les côtes lointaines, les lourds estuaires des fleuves qu'on imaginait, les plages éblouissantes de Casamance, du Ghana, avec le bercement de la houle et les vibrations des machines."
É interessante comparar esta densidade de texto literário com a ligeireza das observações colonialistas da mesma época, ou até mais recentes.... Ou com o irrealismo colonial-suspirado das "Áfricas Minhas".
No entanto os autores portugueses, e agora os neo-independentes, continuam a ter a maior dificuldade com o realismo colonialista e com as suas longas sombras...
Quantos mais anos vão ser precisos, quantas mais memórias apagadas, para se romper a cortina do silêncio da opressão colonial, nomeadamente a dos últimos 40 ou 50 anos antes das independências? Aqueles anos terríveis das guerras mundiais e que formataram gerações de dirigentes africanos, os que procederam ao arrear das bandeiras senhoriais?
Onde estão as narrativas dos Pakaviras? Os seus dias em S. Nicolau?
Os campos do algodão? Onde pára a Baixa do Cassange?
As vinhas da ira dos cafézais?
Dictionnaire des écrivains contemporains de langue française par eux-mêmes
Le Clézio
Le Clézio par lui-même
prix Nobel 2008
Pour le dictionnaire des écrivains contemporains publié par Jérôme Garcin, J.M.G Le Clézio [1] avait écrit lui-même sa notice biographique en 1988. La voici.
«Les premiers mots des premiers romans que j'ai écrits étaient en lettres capitales:
QUAND PARTEZ-VOUS, MONSIEUR AWLB?
C'était en 1946 ou au début 1947, j'avais six ans, je partais en effet vers l'Afrique.
Le Nigerstrom était un cargo mixte de la Holland Africa Line qui reliait à l'Europe le chapelet des îles portuaires de l'Ouest Africa aux noms prodigieux, Dakar, Takoradi, Conakry, Lomé, Cotonou.
Le cargo était un monde flottant. Sur les ponts supérieurs, il y avait les passagers, les administrateurs coloniaux casqués, les officiers de l'armée, les dames en robes légères. Sur l'étendue du pont, en plein air, voyageaient les Africains qui embarquaient en cours de route, des femmes, des enfants, au milieu de leurs ballots, de leurs provisions.
Le vent était chaud, le ciel nocturne magnifique.
Le jour, interminablement, les Africains, nus, le corps luisant de sueur, frappaient les structures du pont à coups de marteau, les membrures des cales, les bastingages, pour enlever la rouille. Chaque jour, du matin au soir, il y avait ce bruit inlassable et inutile (puisque la rouille devait se reformer aussitôt), comme un rythme, come une pulsation. Cela résonnait jusqu'au fond de la mer lourde, avec la lumière ardente du soleil, les nuages immobiles, et les côtes lointaines, les lourds estuaires des fleuves qu'on imaginait, les plages éblouissantes de Casamance, du Ghana, avec le bercement de la houle et les vibrations des machines."
É interessante comparar esta densidade de texto literário com a ligeireza das observações colonialistas da mesma época, ou até mais recentes.... Ou com o irrealismo colonial-suspirado das "Áfricas Minhas".
No entanto os autores portugueses, e agora os neo-independentes, continuam a ter a maior dificuldade com o realismo colonialista e com as suas longas sombras...
Quantos mais anos vão ser precisos, quantas mais memórias apagadas, para se romper a cortina do silêncio da opressão colonial, nomeadamente a dos últimos 40 ou 50 anos antes das independências? Aqueles anos terríveis das guerras mundiais e que formataram gerações de dirigentes africanos, os que procederam ao arrear das bandeiras senhoriais?
Onde estão as narrativas dos Pakaviras? Os seus dias em S. Nicolau?
Os campos do algodão? Onde pára a Baixa do Cassange?
As vinhas da ira dos cafézais?
NaTurquia
MFLeite achou por bem ir à Turquia na véspera do debate na AR sobre a situação económico-financeira em Portugal.
Se as medidas do nosso governo podem aliviar-nos, começo a estar preocupado com o desempenho da economia turca!
Se as medidas do nosso governo podem aliviar-nos, começo a estar preocupado com o desempenho da economia turca!
Respigados 2
In IOL Diário:
"A inflação no Reino Unido atingiu os 4,7%, em Agosto, o que corresponde ao valor mais elevado dos últimos 11 anos, anunciou esta terça-feira o Departamento Nacional de Estatística britânico"
e ainda
"A taxa de desemprego do Reino Unido registou em Julho o maior aumento de quase 16 anos, devido à forte desaceleração que se regista naquela economia.
Apenas naquele mês, o número de pedidos de subsídio de desemprego aumentou em 20.100 para um total de 864.700, o maior aumento desde 1992."
Pois aqui em Portugal a chamada Oposição acha que a nossa economia devia ter um comportamento em sentido contrário e que o governo do PS devia tomar "outras medidas".
Quais, não dizem.
Para além, claro, do PC-Zero que acha oportuna a nacioanlização da banca para mandar para a reforma dourada os banqueiros que nos andaram a comer todos estes anos. Especialmente os que foram "governados" pela direita, PSD-CDS. Uma ideia genial!
"A inflação no Reino Unido atingiu os 4,7%, em Agosto, o que corresponde ao valor mais elevado dos últimos 11 anos, anunciou esta terça-feira o Departamento Nacional de Estatística britânico"
e ainda
"A taxa de desemprego do Reino Unido registou em Julho o maior aumento de quase 16 anos, devido à forte desaceleração que se regista naquela economia.
Apenas naquele mês, o número de pedidos de subsídio de desemprego aumentou em 20.100 para um total de 864.700, o maior aumento desde 1992."
Pois aqui em Portugal a chamada Oposição acha que a nossa economia devia ter um comportamento em sentido contrário e que o governo do PS devia tomar "outras medidas".
Quais, não dizem.
Para além, claro, do PC-Zero que acha oportuna a nacioanlização da banca para mandar para a reforma dourada os banqueiros que nos andaram a comer todos estes anos. Especialmente os que foram "governados" pela direita, PSD-CDS. Uma ideia genial!
Respigados 1
In IOL Diário":
"O Ministério das Finanças britânico anunciou também que oito instituições aceitaram já o plano de recapitalização: o Abbey (do Santander), o Barclays, o HBOS, o HSBC, o Lloyds TSB, a Nationwide Building Society, o Royal Bank of Scotland e o Standard Chartered."
O total das injecções de capital público em bancos privados no UK ascende a 430B de Libras e equivale à nacionalização de pelo menos oito grandes bancos...
Aqui em Portugal,
O PCP-Zero propõe a nacionalização da banca, o aumento dos salários e das pensões...
Dá para perguntar:
- Essa nacionalização seria apenas um roubo aos accionistas ou, a ser a pagar, seria a que preço?
- Ao preço actual ou ao da emissão?
- Qual a explicação para o gasto de dinheiros públicos para enriquecer os banqueiros em dificuldades?
- Passaríamos a ser os párias da economia mundial e a competir com a Coreia do Norte?
- O que faríamos à inflação galopante que tais medidas iriam provocar? Mais consumo das classes ricas? Mais fugas de capital para o exterior? Quem é que viria aqui investir ?
A cegueira compete com o populismo fácil e com a falta de vergonha na cara!
"O Ministério das Finanças britânico anunciou também que oito instituições aceitaram já o plano de recapitalização: o Abbey (do Santander), o Barclays, o HBOS, o HSBC, o Lloyds TSB, a Nationwide Building Society, o Royal Bank of Scotland e o Standard Chartered."
O total das injecções de capital público em bancos privados no UK ascende a 430B de Libras e equivale à nacionalização de pelo menos oito grandes bancos...
Aqui em Portugal,
O PCP-Zero propõe a nacionalização da banca, o aumento dos salários e das pensões...
Dá para perguntar:
- Essa nacionalização seria apenas um roubo aos accionistas ou, a ser a pagar, seria a que preço?
- Ao preço actual ou ao da emissão?
- Qual a explicação para o gasto de dinheiros públicos para enriquecer os banqueiros em dificuldades?
- Passaríamos a ser os párias da economia mundial e a competir com a Coreia do Norte?
- O que faríamos à inflação galopante que tais medidas iriam provocar? Mais consumo das classes ricas? Mais fugas de capital para o exterior? Quem é que viria aqui investir ?
A cegueira compete com o populismo fácil e com a falta de vergonha na cara!
O crime perfeito é uma ficção
Frustrações de uma OPA falhada
In "A Forma e o Conteúdo"
"A cegueira com que combate o governo, e particularmente o Primeiro-Ministro, levou José Manuel Fernandes, director do Público, a meter-se numa embrulhada ilustrativa da falta de ética e da parcialidade com que dirige o jornal.Mas não está sozinho: contou com solidariedade do provedor dos leitores (?) do dito jornal que pôs na boca do Primeiro-ministro palavras proferidas por JMF, as quais, em sua opinião, seriam uma ameaça própria de um Padrinho."
O coro de serviço à campanha em curso devia ser mais explicado aos portugueses.
Seria excelente compararmos as posições oportunistas dos que atacam este governo quando faz reformas, quando as não faz, quando consegue distribuir algumas poupanças pelos mais necessitados ou quando corta nas mordomias dos juizes, nas dos professores e nas dos deputados, com as da direita trauliteira e ressabiada que deixou um défice de 6,8%, um desemprego de 7,4 ou 7,5% e abandonou o barco em plena cava da onda...
Ou, quando em desespero de causa, disparam sobre tudo que se mova e nem discutem o presente ou o futuro.
Atacam o presente com eventuais conjecturas sobre o passado.
In "A Forma e o Conteúdo"
"A cegueira com que combate o governo, e particularmente o Primeiro-Ministro, levou José Manuel Fernandes, director do Público, a meter-se numa embrulhada ilustrativa da falta de ética e da parcialidade com que dirige o jornal.Mas não está sozinho: contou com solidariedade do provedor dos leitores (?) do dito jornal que pôs na boca do Primeiro-ministro palavras proferidas por JMF, as quais, em sua opinião, seriam uma ameaça própria de um Padrinho."
O coro de serviço à campanha em curso devia ser mais explicado aos portugueses.
Seria excelente compararmos as posições oportunistas dos que atacam este governo quando faz reformas, quando as não faz, quando consegue distribuir algumas poupanças pelos mais necessitados ou quando corta nas mordomias dos juizes, nas dos professores e nas dos deputados, com as da direita trauliteira e ressabiada que deixou um défice de 6,8%, um desemprego de 7,4 ou 7,5% e abandonou o barco em plena cava da onda...
Ou, quando em desespero de causa, disparam sobre tudo que se mova e nem discutem o presente ou o futuro.
Atacam o presente com eventuais conjecturas sobre o passado.
Números e Blasfémias
Este João Miranda, que tem uma corte de energúmenos babantes, escreve coisas como esta:
"Primeiro, o que é que a crise financeira tem a ver com o crescimento da economia portuguesa? A economia portuguesa não saiu do 1% nos últimos anos."
Qualquer coisa lhes serve, como ao PC-Zero, à CGTP e à Fenprof, para desancar o PS e o Governo.
Se reduz o défice devia era aumentar pensões, a inflação e a dívida externa.
Se consegue estancar a hemorragia que vai por essa UE fora, ou é sorte ou devia crescer aí uns 10%.
Quando a direita esteve no governo, apenas há três anos, o que deixou foi um crescimento negativo, a mesma taxa de desemprego e um défice 350% maior do que o actual...
Mas este João Miranda é um insulto à estupidez !
"Primeiro, o que é que a crise financeira tem a ver com o crescimento da economia portuguesa? A economia portuguesa não saiu do 1% nos últimos anos."
Qualquer coisa lhes serve, como ao PC-Zero, à CGTP e à Fenprof, para desancar o PS e o Governo.
Se reduz o défice devia era aumentar pensões, a inflação e a dívida externa.
Se consegue estancar a hemorragia que vai por essa UE fora, ou é sorte ou devia crescer aí uns 10%.
Quando a direita esteve no governo, apenas há três anos, o que deixou foi um crescimento negativo, a mesma taxa de desemprego e um défice 350% maior do que o actual...
Mas este João Miranda é um insulto à estupidez !
sexta-feira, outubro 03, 2008
O inatingível Ricardo Araújo Pereira
A chama imensa:
Eu acredito na mudança de Quique
Por Ricardo Araújo Pereira
Acabou agora o Benfica-Sporting.
Significa isto que, no momento em que começo a escrever esta crónica, o Sporting já não perde um jogo na Luz há cerca de cinco minutos.
Sei que o Paulo Bento gosta imenso de estatísticas, e por isso não queria deixar de o manter actualizado.
Seis minutos, agora.
Outro dado interessante: mesmo sem a presença de Vukcevic e Stojkovic, houve um jogador incompatibilizado com Paulo Bento que mesmo assim conseguiu jogar o derby. O Carlos Martins. Foi um gesto bonito da parte do treinador do Sporting, ter deixado jogar o rapaz.
E neste momento o Sporting já não perde um jogo na Luz há mais de dez minutos. É obra. Quanto ao Benfica, arrisca uma sanção pesada das autoridades competentes. Os nossos centrais, não há que negar, são dois adolescentes.
Estou a rever o jogo em alta definição e não consigo ver um único pêlo na barba dos dois petizes. E tenho quase a certeza de que vi o Quique Flores mudar a fralda ao Miguel Vítor ao intervalo. Por tudo isto, receio bem que aquilo que aconteceu ontem possa ser considerado trabalho infantil.
Só não é trabalho porque os avançados do Sporting não deram trabalho nenhum.
Na segunda parte, o Sidnei até se virou para trás e perguntou: «Sr. Quim, acha que posso ir lá à frente marcar um golo? Eu prometo que não demoro.» E o Quim disse: «Vai lá, pequenino. Não te percas.» E assim foi.
Entretanto, pareceu-me ver no ataque do Sporting um jogador que fazia mesmo lembrar o Liedson, mas completamente inofensivo. Não sei bem se era ele.
O rabo do Rochemback tapa-me a visão sobre boa parte do jogo, por isso tenho dificuldade em dar-vos garantias, isto no momento em que o Sporting já não perde um jogo na Luz há quase meia hora.
No entanto, e apesar de tudo, para mim o aspecto mais relevante do jogo foi este: nos ecrãs do Estádio da Luz apareceram várias imagens de Quique Flores e mensagens sobre a mudança que ele está a operar no Benfica. Assim de repente, o Quique parecia-me um Barack Obama pálido. No fim, eu acreditava não só que ele é capaz de mudar o Benfica como estava convencido de que era capaz de dar um bom candidato à presidência dos Estados Unidos.
Se os americanos o topam ainda são capazes de o levar para vice-presidente. Currículo tem ele. Toda a gente sabe que, comparado com gerir o Benfica, governar os Estados Unidos é uma brincadeira de Sidneis e Miguéis Vítores. Ou seja, de crianças. E com isto tudo o Sporting já não perde um jogo na Luz há mais de três quartos de hora.
Eu acredito na mudança de Quique
Por Ricardo Araújo Pereira
Acabou agora o Benfica-Sporting.
Significa isto que, no momento em que começo a escrever esta crónica, o Sporting já não perde um jogo na Luz há cerca de cinco minutos.
Sei que o Paulo Bento gosta imenso de estatísticas, e por isso não queria deixar de o manter actualizado.
Seis minutos, agora.
Outro dado interessante: mesmo sem a presença de Vukcevic e Stojkovic, houve um jogador incompatibilizado com Paulo Bento que mesmo assim conseguiu jogar o derby. O Carlos Martins. Foi um gesto bonito da parte do treinador do Sporting, ter deixado jogar o rapaz.
E neste momento o Sporting já não perde um jogo na Luz há mais de dez minutos. É obra. Quanto ao Benfica, arrisca uma sanção pesada das autoridades competentes. Os nossos centrais, não há que negar, são dois adolescentes.
Estou a rever o jogo em alta definição e não consigo ver um único pêlo na barba dos dois petizes. E tenho quase a certeza de que vi o Quique Flores mudar a fralda ao Miguel Vítor ao intervalo. Por tudo isto, receio bem que aquilo que aconteceu ontem possa ser considerado trabalho infantil.
Só não é trabalho porque os avançados do Sporting não deram trabalho nenhum.
Na segunda parte, o Sidnei até se virou para trás e perguntou: «Sr. Quim, acha que posso ir lá à frente marcar um golo? Eu prometo que não demoro.» E o Quim disse: «Vai lá, pequenino. Não te percas.» E assim foi.
Entretanto, pareceu-me ver no ataque do Sporting um jogador que fazia mesmo lembrar o Liedson, mas completamente inofensivo. Não sei bem se era ele.
O rabo do Rochemback tapa-me a visão sobre boa parte do jogo, por isso tenho dificuldade em dar-vos garantias, isto no momento em que o Sporting já não perde um jogo na Luz há quase meia hora.
No entanto, e apesar de tudo, para mim o aspecto mais relevante do jogo foi este: nos ecrãs do Estádio da Luz apareceram várias imagens de Quique Flores e mensagens sobre a mudança que ele está a operar no Benfica. Assim de repente, o Quique parecia-me um Barack Obama pálido. No fim, eu acreditava não só que ele é capaz de mudar o Benfica como estava convencido de que era capaz de dar um bom candidato à presidência dos Estados Unidos.
Se os americanos o topam ainda são capazes de o levar para vice-presidente. Currículo tem ele. Toda a gente sabe que, comparado com gerir o Benfica, governar os Estados Unidos é uma brincadeira de Sidneis e Miguéis Vítores. Ou seja, de crianças. E com isto tudo o Sporting já não perde um jogo na Luz há mais de três quartos de hora.
Guinea-Pigs
Não costumo estar de acordo com as posições políticas de Mário Crespo, nem com um certo carinho que demonstra pelas figuras da direita que entrevista.
Muito menos com os seus programas repletos de populismo.
No entanto desta vez tenho que reconhecer que ele até tem alguma razão e que concordo, em parte, com o que escreve no JN:
"Não se pode aceitar que esta comunidade de pedintes influentes se continue a acoitar no argumento de que habita as fracções de património público "legalmente". Em essência nada distingue os extorsionistas profissionais dos bairros sociais das Quintas da Fonte dos oportunistas políticos que de suplicância em suplicância chegaram às Quintas do Lambert. São a mesma gente. Só moram em quintas diferentes. Por esse país fora."
E discordo do Mário Crespo porque não se trata, como afirma, da mesma gente.
Não, Mário Crespo, não é a mesma gente.
Os que habitam as casas da Quinta do Lambert é gente "bem na vida", independentemente de pagarem ou não renda...
Os outros, que habitam os bairros sociais e as Quintas do Mochos, são marginalizados que ninguém quer ter como empregados nemcomo vizinhos, e onde a PSP faz rusgas para praticar a sua operacionalidade.
São uma espécie de Guinea-Pigs!
Muito menos com os seus programas repletos de populismo.
No entanto desta vez tenho que reconhecer que ele até tem alguma razão e que concordo, em parte, com o que escreve no JN:
"Não se pode aceitar que esta comunidade de pedintes influentes se continue a acoitar no argumento de que habita as fracções de património público "legalmente". Em essência nada distingue os extorsionistas profissionais dos bairros sociais das Quintas da Fonte dos oportunistas políticos que de suplicância em suplicância chegaram às Quintas do Lambert. São a mesma gente. Só moram em quintas diferentes. Por esse país fora."
E discordo do Mário Crespo porque não se trata, como afirma, da mesma gente.
Não, Mário Crespo, não é a mesma gente.
Os que habitam as casas da Quinta do Lambert é gente "bem na vida", independentemente de pagarem ou não renda...
Os outros, que habitam os bairros sociais e as Quintas do Mochos, são marginalizados que ninguém quer ter como empregados nemcomo vizinhos, e onde a PSP faz rusgas para praticar a sua operacionalidade.
São uma espécie de Guinea-Pigs!
quarta-feira, outubro 01, 2008
É o kosovo, estúpidos!
Ainda ontem se reuniram os sábios, por todo o mundo, a ver se se conseguia:
- Ver a saída para o crash de economia mundial
- Estudar os reflexos na nossa pobre Economia
- Elaborar uma saída para esta crise financeira, a queda do investimento, a paragem no desenvolvimento,
etc, etc, etc.
Mas ninguém se lembrou desta urgência, desta diarreia: O Kosovo!
A questão é o Kosovo, estúpidos!
Manuela Ferreira Leite anda a fumar coentros?
É esta a pretendente a 1ª ministra?
- Ver a saída para o crash de economia mundial
- Estudar os reflexos na nossa pobre Economia
- Elaborar uma saída para esta crise financeira, a queda do investimento, a paragem no desenvolvimento,
etc, etc, etc.
Mas ninguém se lembrou desta urgência, desta diarreia: O Kosovo!
A questão é o Kosovo, estúpidos!
Manuela Ferreira Leite anda a fumar coentros?
É esta a pretendente a 1ª ministra?
As mulheres dos homens das mulheres de Ceasar
Se isto não é suficiente para mandá-los cobrir de alcatrão e de penas, o que é que falta?
A todos, sem excepção.
Uns porque acham que "foi há muito tempo"
Outros porque consideram que é um assunto do foro privado
Há-os que preferem achar que era só uma benesse pública, não uma ilegalidade
O PCP diz "não há nenhuma irregularidade porque não há regularidade", que é como quiem diz "não havendo Lei isto está a saque"!
"Se a vereadora não tivesse devolvido a casa, teríamos que analisar o assunto - mas devolveu", sublinhou o vereador eleito pelo Bloco de Esquerda.
Podem rir à vontade: "Sá Fernandes apoia igualmente a decisão de António Costa de pedir à Comissão de Protecção de Dados um parecer para poder divulgar a lista do património disperso da autarquia, quem o ocupa e as rendas pagas." e acrescentou esta maravilha:
"Não podemos julgar as questões do passado"
Os julgamentos sobre as questões do futuro terão que aguardar melhores dias, digo eu!
A todos, sem excepção.
Uns porque acham que "foi há muito tempo"
Outros porque consideram que é um assunto do foro privado
Há-os que preferem achar que era só uma benesse pública, não uma ilegalidade
O PCP diz "não há nenhuma irregularidade porque não há regularidade", que é como quiem diz "não havendo Lei isto está a saque"!
"Se a vereadora não tivesse devolvido a casa, teríamos que analisar o assunto - mas devolveu", sublinhou o vereador eleito pelo Bloco de Esquerda.
Podem rir à vontade: "Sá Fernandes apoia igualmente a decisão de António Costa de pedir à Comissão de Protecção de Dados um parecer para poder divulgar a lista do património disperso da autarquia, quem o ocupa e as rendas pagas." e acrescentou esta maravilha:
"Não podemos julgar as questões do passado"
Os julgamentos sobre as questões do futuro terão que aguardar melhores dias, digo eu!
Os homens da mulher de Ceasar...
Ou os promitentes concorrentes a autarcas pelo PSD estão dispensados de parecer ser sérios:
Quais serão estes novos "critérios políticos", à prova de seriedade ?
Quais serão estes novos "critérios políticos", à prova de seriedade ?
As Datchas do nosso descontentamento
O espectáculo a que assistimos com "altos funcionários" de partidos, a meterem os pés pelas mãos, no que respeita ao uso e abuso de casas dos Municípios por esse País fora, é duma pobreza moral e de um nível político que ombreia como que se fez de pior no chamado socialismo real...
É revoltante que os que se diziam preocupados com o desemprego, com os magros salários, as pensões de miséria,... tenham escolhido para si e para os seus partidos o assalto aos bens públicos e ainda tenham a lata de o querer justificar.
É preciso exigir uma sindicância total a estas porcarias e apurar responsabilidades políticas e económicas.
Seprecisam de casas, vão ao banco e comprem-nas como qualquer cidadão honrado!
Aliás como milhares deles.
Agora já percebo porque é que não temos crédito mal parado nem sub-prime.
Temos é sub-partidos e sub-gente!
Afinal o mimetismo existe mesmo e anda por aí à solta.
É revoltante que os que se diziam preocupados com o desemprego, com os magros salários, as pensões de miséria,... tenham escolhido para si e para os seus partidos o assalto aos bens públicos e ainda tenham a lata de o querer justificar.
É preciso exigir uma sindicância total a estas porcarias e apurar responsabilidades políticas e económicas.
Seprecisam de casas, vão ao banco e comprem-nas como qualquer cidadão honrado!
Aliás como milhares deles.
Agora já percebo porque é que não temos crédito mal parado nem sub-prime.
Temos é sub-partidos e sub-gente!
Subscrever:
Mensagens (Atom)
