terça-feira, agosto 30, 2005

O Jumento duplicado

Eis uma fotocópia que não me importo de tirar:

JUMENTO DO DIA

ROMANTISMO
Não sou um admirador nem das qualidades nem do currículo político de Manuel Alegre, e a situação que este militante do PS está a criar não passa de mais uma das suas birras românticas; uma candidatura de Manuel Alegre seria claramente derrotada por Cavaco Silva pois há muita gente à esquerda que não o admira tanto como ele julga. Mas muito pior do que isso, corria-se um sério risco de Cavaco conseguir uma maioria tão expressiva que resultaria num regresso quase imediato do cavaquismo, daí o empenho de algumas personalidades da direita, como o JPP, numa candidatura de Alegre. Estamos perante um caso em que o romantismo não ajuda a lucidez, e Manuel Alegre deveria perceber que não tem dimensão política para o cargo que ambiciona.


Isto a continuar assim vai mesmo para o Cavaco. Pode ser que ele faça mesmo o que a direita anseia e este povo, se calhar, não desmerece. Atente-se na campanha avagalhada dos polícias, dos sindicatos, da extrema esquerda, do PC, dos opion makers, do JPP, do Luis Delgado, do Jardim, do Carlos Encarnação, das farmácias, dos juízes e do futebol que, calado, não paga as dívidas...
Desta vez estão todos de acordo, não é?
Quase apetece que o Cavaco ganhe, o governo seja de direita e depois veríamos se ainda havia vaga de incêndios e de contestações!
Será essa a estratégia do PC? Depois teria mais filiados e muitas manifs. Teria?
Dizia o meu amigo Aquino que nada como um governo soviético para produzir anti-comunistas e nada como um governo de esquerda liberal para dar origem a reaccionários. Será ?

2 comentários:

vdf disse...

A estratégia do PC é exactamente contrária à que afirmas. Chegando ou não a ir a votos, na hora da verdade vão pedir aos seus militantes para, uma vez mais, votarem no Soares, e desta vez nem engolem nenhum sapo.
T'arrenego, belzebu.

MF disse...

A isso chamo eu saltar da sertã para o lume!

Se isso é uma estratégia nós somos um trio de gaiteiros!
Haja pachorra, meu!