domingo, novembro 13, 2011

O capitalismo afinal não se suicidou!

Reconheço: Manuela Ferreira Leite nem falou demais, só mostrou o jogo! Ela sabia as regras. Bastava suspender a Democracia, essa imensa maçada!

Após os séculos de acumulação colonial e da apressada descolonização, trataram, ora, de nomear ditadores dispensados de escrúpulos, cultura, ou ponta de legalidade, ora de "permitir" a outorga dos poderes a iluminados que, num dia se apoderavam do poder em defesa do povo, e no dia seguinte, tratavam de negociar as matérias primas com os antigos colonizadores ou directamente com a cabeça da hidra: O centro do Império. Ao mais pequeno incómodo, mobilizaram-se os mais poderosos exércitos e as mais refinadas armas. Bombardeou-se a eito sempre que necessário, se o alvo fosse de segunda classe. Perdão, do terceiro mundo...,substituiu-se o prevaricador e regressou o saque das matérias primas mais apetitosos, e a acumulação mais descarada.

Restabelecida a ordem periférica, e esgotadas as fontes ou já em poder da hidra, passou-se ao estágio superior da acumulação: Começou a colocar-se na ordem os peões de brega que serviram as fases anteriores e que se perfilavam a cantar o hino e a desfilar a tal Democracia, umas vezes mais popular, outras mais descaradamente! Essa fase durou pouco, bastou derrubar um muro, e apostar na falência de meia dúzia de antigos aliados, para que a besta começasse a devorar as próprias crias. É da sua natureza!

O centro do Império, ele também gravemente ferido em múltiplas frentes, tenta estancar as hemorragias, bebendo do sangue dos aliados de ontem. Substituiram-se as guerras por tratados, e de seguida desfizeram-se deles e nomearam-se comissões administrativas... Nem que para isso fosse preciso trocar a Liberdade, por qualquer efémera segurança, e deitar fora esse empecilho a que chamavam Democracia...

1 comentário:

Rogério Pereira disse...

De vez em quando, concordamos...