quarta-feira, agosto 18, 2010

A incomodidade do sangue dos outros

Quantos foram os abaixo-assinados a favor dos jovens com menos de 18 anos condenados, por reincidência de furto, a prisão perpétua nos EUA?
Quais foram os cartazes e as movimentações a favor das vítimas em Sabra e em Shatila?
Quem é que se movimentou a favor da destribuição de água potável e de medicamentos em Gaza?
Ou quem é que levantou a voz contra o bombardeamento de civis em Gaza, no Iraque ou no Afeganistão?
Que disseram aos bombardeamentos com fósforo branco e com bombas de fragmentação no Líbano uo em Gaza?
Quem é que levantou a voz contra o exército de 40.000 mercenários, só para contar as empresas privadas ..., que os EUA mantêm no Afeganistão?
As prisões secretas para as sevícias da CIA já mereceram meia dúzia de gritos lancinantes?
Sinceramente não me recordo.
Mas o que sei, e de certeza certa, é que a máquina de propaganda de guerra dos sionistas e dos militares americanos se(nos) prepara para a destruição do Irão e pela manutenção do desiquilíbrio militar e da impunidade do sionismo no Médio Oriente.
E, a ver pela distração que por aí anda, muito boa gente já foi na conversa e no engodo.
Quando os milhões de mortos lhes pedirem contas vão continuar a correr atrás dos foguetes dos israelitas?
Um crime horrendo de lapidação de uma mulher, seja ela culpada do que for, constitui uma afronta e uma animalidade sem nome.
Só pergunto é se as execuções por injecção letal ou por inspiração de ácido cianídrico terão alguma vantagem moral..., já para não falar das limpezas étnicas que varreram, só na Europa, mais de 10M de habitantes, no século passado...

1 comentário:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Subscrevo o seu post, mas isso não invalida que nos manifestemos contra essa barbárie no dia 28 de Agosto.