segunda-feira, dezembro 19, 2005

As prioridades da RTP

A RTP, paga com o nosso dinheiro, abriu hoje o noticiário com uma notícia/comentário/reportagem sobre uma prática tribal nas profundezas da África cuja crueldade e animalidade só se pode explicar por acompanhar o obscurantismo religioso.Até aqui tudo bem.Mas colocar a aprovação do Orçamento da UE e a fatia conseguida pelo Governo, para Portugal, lá para o meio do noticiário e com perguntas provocatórias dirigidas ao Freitas do Amaral, é que me parece pelo menos ridículo.É que se trata de um orçamento que excede as nossas melhores expectativas e que terá que ser criteriosamente utilizado visto que não haverá outro igual.Por essa Europa fora prossegue a análise ao pormenor deste assunto mas em Portugal a nossa televisão comporta-se com indiferença e desdém acerca do que vai determinar a nossa vida nos próximos 7 anos...

4 comentários:

Paulo Alves disse...

É bom, mas é menos 14% do que o anterior. É bom, mas até pela Polónia vamos ser ultrapassados. Alguma coisa me escapa aqui.

MF disse...

Sabe qual a população da Polónia?
Do que nos devíamos orgulhar não era o de sermos aquele que mais recebe mas o que já não precisa de receber.
Tá a ver a vantagem ou também lhe escapou?

Manolo Heredia disse...

boa, Paulo Alves. Eles querem á atirar poeira para os nossos olhos. Todos dizem que fizeram as melhores negociações e Portugal tem cada vez menos de tudo!

MF disse...

Menos de tudo?
de que é que está a falar?
Das corporações que minam o Estado?
Dos professores que têm salários iguais aos outros Países da Europa e resultados risíveis?
De um exército com mais oficiais que soldados?
Da administração do Banco de Portugal que recebe mais por mês do que os congéneres dos EUA?
Dos sindicatos transformados em forças de bloqueio que vão acabar por mandar para a Eslováquia a VW?
Dos carros de luxo que se vendem em Portugal melhor do que na UK?
Se quiser faço-lhe um desenho.
Esta direita tonta e ladra, refila agora contra um extraordinário orçamento comunitário favorável a Portugal. Está no seu direito. É que desta vez arrisca-se a não ser ela a única beneficiada desses milhões...