sábado, junho 19, 2010

Por Saramago, uma gargalhada!

Que a Igreja Católioca tenha tido dissabores com Saramago, nós já sabíamos,
Que as suas inquietações perante o Homem e o seu devir, chocavam de frente com a prática da Igreja, não lhe conferia popularidade entre os prosélitos do Vaticano,
Que a assombrosa riqueza do Vaticano só pode explicar-se com milhões de crimes, de usurpações e de toda a espécie de compromissos com os poderosos, já todos sabíamos.
O que eu desconhecia era a actual pobreza intelectual dos escribas de Roma que justificam a Inquisição, com outros crimes, e que metem no mesmo saco da vulgaridade criminal os gulags, as purgas(?) e os genocídios...

"Fertile, comunque, la discesa creativa degli anni appena precedenti la scomparsa: dall'itinerante carovana di Il viaggio dell'elefante (2009), pittoresco, umoristico e "peripatetico", all'inaccettabile Caino (2010), romanzo-saggio sull'ingiustizia di Dio, parodiante antilettura biblica, per non dire di altri titoli che andrebbero segnalati, a onor del vero, ma quasi sempre per polemica o pretesto.
Saramago è stato dunque un uomo e un intellettuale di nessuna ammissione metafisica, fino all'ultimo inchiodato in una sua pervicace fiducia nel materialismo storico, alias marxismo. Lucidamente autocollocatosi dalla parte della zizzania nell'evangelico campo di grano,
si dichiarava insonne al solo pensiero delle crociate, o dell'inquisizione, dimenticando il ricordo dei gulag, delle "purghe", dei genocidi, dei samizdat culturali e religiosi.", In L'Osservatore Romano - 20 giugno 2010
(sublinhados meus)

Por vezes cai-lhes a máscara, e fica à vista a horrenda criatura por detrás dos discursos da "compreensão", do "amor ao próximo" e da metáfora da "outra face"!

Se Saramago desconfiava daquele Deus, e dos seus representantes(?), podemos ter a certeza que a ICAR, se pudesse, lhe reservaria outra morte. Menos natural...

?De que raio fala a Igreja quando, sem ponta de vergonha, acusa Saramago de dormir sobre "genocídios", ou "perseguições culturais e religiosas"?

Por Saramago, uma gargalhada, de enorme desprezo!
Já percebemos melhor a ausência de quem tinha a obrigação de ter ido receber os restos mortais de Saramago e de lhe prestar homenagem em nome do povo português!
Há cumplicidades que apenas engrandecem quem delas sempre se afastou.

1 comentário:

Rogério Pereira disse...

Saramago disse que a igreja precisa da morte para se afirmar aos crentes. Nada de mais acertado. Neste caso até precisaram da sua morte... afirmando-se com disparates que alguns crentes ainda dão atenção. É pena? É! Mas é assim