terça-feira, maio 06, 2008

Basta! Isto é um horror!


Não aprecio particularmente a pintura da Paula Rego, mas devo reconhecer o seu extraordinário sentido de justiça que trespassa a tela dos seus quadros.

E há notícias que infelizmente são a legenda de muitos dos seus quadros.

Dizem-nos que já foram mortas em Portugal, até hoje, 17 mulheres e que mais outras 11 foram gravemente feridas pelos maridos ou namorados, o que seja !

É preciso fazer alguma coisa:

A frieza dos números não traduz todo terror que se abate sobre as vítimas, sobre as mulheres. E não vale a pena escamotear ou discutir minudências: Trata-se de um crime da pior espécie onde, para além da frieza de processos, há grande dose de premeditação. A mulher não é morta à primeira estalada. Não. São anos e anos de amesquinhamento da personalidade, e de terror sobre todos os membros da família ! Há três planos para lutar contra isto. Primeiro é preciso que a Igreja católica suba ao púlpito, tire a máscara do cinismo e condene estas práticas de terror. Não os oiço na condenação destes números. Preferem até agora discutir se devem ou não pagar IRS sobre o salário que o contribuinte lhes paga... Segundo, é preciso melhorar a efectiva responsabilidade dos actores escolares. Efectivar trabalho cívico desde a juventude. Participar não apenas em visitas a museus, à praia e a supermercados! É preciso levar os jovens aos hospitais e às cadeias! Sugerir-lhes trabalhos de grupo sobre a solidariedade e sobre a civilidade. Finalmente, é preciso e urgente assustar os futuros agressores. Com penas exemplares, sem direito a perdões, nem a saídas precárias. É preciso parar este flagelo que lança uma sombra de horror e de impunidade sobre a sociedade!
Basta!

2 comentários:

marta disse...

Tenho de vir com mais tempo.

São horas de começar a fazer o jantar.
sorriso
mas do pouco que já li, não o posso perder.

Anónimo disse...

Extraordinária entrevista a que assisti agora na TVI. Maria de Lurdes Rodrigues no seu melhor. Clara, acertiva e demolidora. Socialista!
Isto quem sabe, sabe!

Cada um acredita naquilo que quer até naquilo que não existe é uma espécie de claravidência e algum fanatismo político