quinta-feira, novembro 17, 2005

Acabou-se o emprego e o desemprego

A Câmara Municipal de Setúbal (PC), num passe de mágica, está em condições de acabar com o desemprego na cidade, no Distrito e no País!
É verdade.
Faz-se assim: os funcionários da CMS começam a faltar. Ao fim de dez dias de faltas, manda-se instalar um processo com vista à sua punição ,e se necessário, à sua reforma compulsiva.
Que aquela entidade empregadora não brinca: Cumpra-se a Lei!
É o que tem estado a acontecer.A dezenas de funcionários.
Depois, admitem-se outros funcionários e o processo reinicia-se, até não haver mais desempregados.
Passaram todos entretanto pelos quadros da edilidade, e dali para a C.G. Aposentações! Directos.
Com os anos de trabalho que tiverem e com a idade que Deus lhes deu.
Fácil e dá milhões!

1 comentário:

SAF disse...

Lendo estas e outras notícias ( Freitas quer pôr fim a clientela no MNE , por exemplo), não somando as notícias que não conheço (por mais que imagine), mas não esquecendo os tempos não tão passados assim, por exemplo começando no cavaquismo ( ver melhor ) até ao santanismo, passando pelo guterrismo (apesar de existirem diferenças em todas estas eras, existem traços comuns a todos, na assembleia fazem-se leis para melhorar o funcionamento da sociedade – teoricamente, claro -, nos ministérios, institutos, hospitais, ..., e toda a rede de serviço publico, cumprem-se regras, existem “boas condutas”, “gente de bem” – teoricamente, claro -, as autarquias servem as suas populações – teoricamente, claro -, etc, etc, etc, ...), cada vez mais me convenço de quanto fedem, de que cada vez são menos os que - concordando ou não - acreditam em causas colectivas, têm ideais (talvez essa seja a razão da propaganda que “esquerda e direita já não existe”). Ainda por cima, os iluminados comentadores, isentos de qq interesse é claro, sem querer, mostram-nos essa realidade (só é preciso ler as entrelinhas, comparar comentários de hoje com os de ontem, e temos toda esta realidade, não a dizem e até a contrariam na sua oratória, mas, as suas posições e análises, leva até o mais distraído a estas conclusões, só necessita de usar a memória!).
Reconheço, rendo-me ás evidências, conseguiram à custa de todos nós, protegeram-se muito bem (de facto, são bons estrategas, armadilharam de tal maneira que qq dia só mesmo zerando tudo, aprovam as leis com que se desculpam depois, impedem leis que não lhes servem para nada - mesmo que nos sirvam a todos nós -, e tudo isto, fomos nós todos que o permitimos).
Porque não, em era de globalização, fazer um concurso público - talvez internacional, considerando que os nacionais resultaram no que resultaram -, do estilo:
Gente séria para trabalho sério
O candidato deverá querer fazer algo, ser sério, honesto, ter fortes convicções, espírito de equipa, acreditar que a união faz a força, não pode ceder a interesses nem querer ter a vida garantida, não pode ter características de pato bravo e tem de ter coragem comprovada. A filiação partidária não é, nem uma necessidade nem um inconveniente, mas será levado em conta todo o percurso de vida, nomeadamente, onde estava, o que pensava e o que fazia antes e após o 25 de Abril; como evolui socioeconomicamente e culturalmente nas 3 décadas seguintes, o que leu e que filmes viu bem como quais são os seus preferidos, o que pensa do mundo de hoje, o que condena, o que aplaude, ...
Existe uma forte possibilidade futura de milhares de vagas, a necessidade poderá passar por reestruturar e reorganizar todos os órgãos de responsabilidade (foi detectada completa irresponsabilidade na execução dos mesmos, à já longa data).
Nota: Não ter amigos, nem conhecidos, nem familiares próximos ou afastados, é um factor preferencial (diminui o risco de ceder a tentações).