segunda-feira, novembro 14, 2005

Valente Constança !

Ora tenho que, primeiro, tirar o chapéu à jornalista que há bocadinho entalou completamente Cavaco Silva ao ponto de ele ter de dizer que na "altura tinha dito na televisão, que não compreendia como os americanos se tinham enganado nas WMD e que também dissera que discordava de intervenções não autorizadas ou patrocinadas pela ONU". É que ninguém,mas ninguém sabia dessa sua opinião! ( Ai os ratos a saltarem fora...)
Não terá sido a melhor entrevista dela. Mas foi certamente a mais corajosa, e para ele foi uma miséria.
Nem uma ideiazinha. Uminha, senhores.
Eu ali com a família em atenta espera e nada. Um vazio. No ecran os pixels mexiam, os queixos moviam-se, as câmaras buscavam os ângulos mais favoráveis de um e de outro.
Mas o som da minha TV estava como o rio que não passa pela minha aldeia, que não é melhor do que...( vocês sabem!...)
Até mandei calar um mais falador a ver se percebia um som. Nada.
Um zero!
As perguntas passavam por ele como as bolas pelo Ricardo. Ela perguntava alhos e vinham bugalhos embrulhados em jactância. Que tinha sido ele que tinha feito tudo o que estava feito em Portugal.
Que o desenvolvimento alcançado era obra dele. Perceberam? Dele! Desenvolvimento! Dele!
E que vai tratar de pressionar ( esta ouvi. Baixinho, mas ouvi!) o governo que não tinha credibilidade porque prometia uma coisa e fazia outra ( abrindo os braços em cruz ), a Assembleia da República e os Sindicatos.
Ora vejam lá que belo programa se nos apresenta para começo de ano.
Votem nele, carago, e comprem já as mochilitas para mudarem de País!
Vai ser um desatino!
Vamos ter saudades - condicionais é certo - do Santana Lopes, que Deus tenha!
Valente Constança que abriu a cobra e mostrou o veneno!

4 comentários:

Um Homem das Cidades disse...

Não vi, mas dá para imaginar, Oh se dá!
As forças de bloqueio já começam a não deixar o salazarinho "tabalhar"?

Safa!

Arrebenta disse...

Metadiálogos de Boliqueime (X)

-- Ó, avó, por que é que o avô, quando era o homem mais importante de Portugal, andava sempre de um lado para o outro, num carro blindado?...

(Silêncio. Maria, Modesta e Modista, põe o seu tom de Cinderela compungida, e avança)

-- ... querido... Onde é que tu ouviste isso?...

-- Vó..., foi a minha professora..., lá no colégio, que disse!...

-- Será que essa professora não se cala nunca!!!???...

-- Ó, vó, mas é verdade que o avô andava sempre num carro à prova de bala, e que mais nenhum político antes dele, tinha andado em Portugal num carro à prova de bala?...

-- Meu fofinho, o vovô andava sempre num carro blindado, para evitar que o povo, sempre que o via, se agarrasse a ele, a dar muitos abraços, e beijinhos. Tu não querias que o avô, quando chegasse a casa, viesse cheio de dentadas, de chupões, de nódoas negras, com bocados a menos, enfim, aquelas provas todas que dão aqueles que realmente amam, pois não?...

(cai o pano, por acaso, com bainhas feitas pela própria Maria)

http://great-portuguese-disaster.blogspot.com/

José Ferreira Marques disse...

Já cá tinha vindo...

AC disse...

Pois é amigos, a juntar ao que já temos, isto vai de mal a pior!
E duram, duram, duram..., e a gente não tem coragem para se livrar deles.
http://desgovernos.blogs.sapo.pt/