quarta-feira, novembro 23, 2005

A superioridade da cultura do Terror

Para os que ainda não estão completamente intoxicados com a permenente campanha de propaganda que "justifica" as invasões, as rapinas, a superioridade moral das "intervenções" anti-terroristas, talvez ainda seja tempo de arrepiarem caminho.
Think again, como dizia o meu amigo Russel.
Não, não é esse! Esse não era meu amigo.De quem falo é do Miguel Russel que esteve só 14 anos no Tarrafal - às mãos da Pide e dos Tribunais plenários - e que felizmente já cá não está para ver estes novos algozes a propagarem a fé e o império da desordem mundial e da completa e insuportável arrogância e desprezo pelos direitos humanos.
É ler e meditar :
In The Independent / UK
Furore over ex-marine's account of killing of civilians
By Natasha Saulnier
Published: 20 November 2005
For 20 months, former US marine Staff Sergeant Jimmy Massey has claimed in numerous interviews that he and his platoon killed unarmed civilians during the invasion of Iraq.

British-trained police in Iraq 'killed prisoners with drills'
By Francis Elliott, Raymond Whitaker and Kim Sengupta
Published: 20 November 2005
Britain has been dragged into the growing scandal of officially condoned killings in Iraq
British-trained police operating in Basra have tortured at least two civilians to death with electric drills, The Independent on Sunday can reveal.
John Reid, the Secretary of State for Defence, admits that he knows of "alleged deaths in custody" and other "serious prisoner abuse" at al-Jamiyat police station, which was reopened by Britain after the war.

1 comentário:

Grand Vizir disse...

Do meu "camarada" doutras caminhadas fica aqui um comentário com qualidades humanas.
E também a resposta.
- Não sei quem ficou com a biblioteca. Certamente os familiares próximos.
"Exactamente ! Lembro-me de termos ido a casa dele, na já Maputo,
e com dificuldade nos movimentámos lá dentro, tantos eram os
livros por tudo o que era sítio.
Quando me negaste o acesso ao livro "Le drame de la résistance grecque",
Collection "Explication de notre temps", éditions Raisons d'être, Paris, 1946,
por E.N.Dzélépy, com a esfarrapada desculpa de não saberes quem é que
o poderia ter, eu lembrei-me desse "camba" (da pessoa, e da casa, não do nome).
Dizes que morreu. É pena, mas é a lei da vida. As "intermitências da morte" só em literatura. E os livros ? Não os herdaste ? É pena.
Um abraço."