domingo, junho 15, 2008

Foi isto que esteve em discussão na Irlanda.

O Tratado de Lisboa não foi discutido nem avaliado na Irlanda. Serviu foi de papel de embrulho à mais descarada e despudorada campanha proto-fascisto-religiosa, agora tão apreciada por uns desmiolados e desclassificados aqui em Portugal.
Como se tivessem ganho alguma coisa.
Limitaram-se a perder ... a vergonha de se associarem a estas merdas.
São os que sentados à mesa do Orçamento aqui e em Bruxelas apenas desejam a ineficácia da Europa e a sua paralisia face aos extremismos sejam internos, sejam do outro lado do Atlântico.
Foi preciso importar ideologia neo-conservadora? Venha ela!
Os fins justificam todos os meios, dizem.
Por isso andam de terra em terra a insultar os membros do governo e a sonhar com horizontes passados.
Vejam lá:




On April 24th, Fine Gael Leader Enda Kenny, speaking to the Forum on Europe questioned a ‘No to Lisbon’ leaflet that stated ‘the Treaty will impose a limit on the size of Irish families’. This is a direct reference to the Éire go Brách leaflet, which states: the EU is to impose further Population Control methods across Europe, which will result in the penalisation of large families, and similar to China may restrict families to a One Child Policy.The facts surrounding this issue are as follows:The EU through its repressive Population Control policies kills over 2.2 million children a year in Abortion clinics, mostly through legislation emanating from Brussels.In Eastern Europe 45% of all conceived children are killed in abortion clinics, while in several countries this figure rises to 66%. The statistics for Northern Europe are 20%, Southern Europe 24% and Western Europe 16%.

4 comentários:

AL disse...

Os referendos sobre como este são maus? Até podem ser. Mas para muitos governantes, só agora é que são maus, pois enquanto indiciavam resultados do seu agrado eram bons. Como aconteceu com Sócrates. Agora que vê as coisas a correr mal, até já defende que não se tenha em conta o resultado deste referendo. Os líderes europeus já começam a lavar as mãos como Pilatos: a Irlanda que se desenrasque! Grande solidariedade! Ao menos os irlandeses puderam votar. Os portugueses, quando elegeram este governo, também acreditavam que o poderiam fazer. Mas o nosso Primeiro ministro teve medo e cancelou a promessa feita (mais uma).

MFerrer disse...

É verdade. 47% dos irlandeses votaram SIM.
Não sei, e vc também não sabe certamente, é o que é que o resultado na Irlanda tem a ver com Sócrates.
Vc queria sair da UE? Faça o favor. Pode seguir para Marrocos. É perto e talvez se ambiente.
Por cá a maioria dos portugueses que pensam querem integrar-se na Europa.
O resto que diz são apenas escapatórias para o seu ódio ao Governo.
É a pertinácia referendária a atacar.
Pena que nunca tenha exigido um referendo sobre a Constituição Portuguesa...,( qq delas!!!)
ou sobre o Acto Colonial...,
ou sobre a Lei da Criação da Regiões Autónomas...,
ou sobre o Serviço Militar ...,
ou sobre tudo o que foi democraticamente aprovado pela nossa AR.
Estamos numa democracia representativa. Isto não uma democracia popular, nem uma anarquia.
Tenha lá uma ideia que seja sua!
E que valha a pena ser discutida.

AL disse...

Só se esquece de um pormenor: quem defendeu o referendo, antes de chegar ao Governo, foi o actual primeiro ministro. Ou não?

O Raio disse...

Primeiro quero esclarecer que votei "Sim" no referendo ao aborto e até votei PS nas últimas eleições.

Depois quero dizer-te que devias ter vergonha de teres escrito "Por cá a maioria dos portugueses que pensam querem integrar-se na Europa"

É o espírito tipico do eurofanático que quer a Europa Uber alles, quer os cidadãos a queiram quer não. É a democracia fordiana que, tal como Ford dizia sobre o seu modelo T que "as pessoas podem escolher a cor que quiserem, desde que seja preto", os eurofanáticos do teu estilo (há também quem lhes chame federastas) apoiam todos os actos democráticos desde que os cidadãos votem como eles querem. Isto lembra um pouco o Mugabe e o Zimbabué, não é?

Depois os irlandeses têm razão no que toca ao aborto. Embora eu tenha votado "Sim" no referendo sobre o aborto, revoltar-me-ía se o aborto fosse cá imposto por uma decisão vinda de Bruxelas ou de Estrasburgo.

É que se o tratado entrasse em vigor isso até pode acontecer!

Por fim o pulular de pessoas como tu, tão longe da democracia como um muçulmano devoto do presunto, de pessoas que acham que têm a verdade e querem impor uma Europa supranacional a toda a gente, assusta-me e afasta-me (a mim a a muitos outros) cada vez mais da integração europeia.

Quando a guerra começar (e vai começar, não tenhas dúvidas) eu não hesitarei, estarei de armas na mão ao lado da liberdade contra os eurofascistas como tu.