terça-feira, outubro 25, 2005

A multiplicação das famílias e as rémoras

Ao contrário do que receava, as visitas ao blog de apoio ao Cavaco Silva, têm sido divertidíssimas.
Ora vejam, com a devida vénia, o que lá deixou um tal de "arrebenta", cujo sentido de humor só peca pela localização:

" Era uma vez um país maravilhoso,
onde 100 famílias se governavam,
e um dia veio um furacão horroroso,
que levou as 100 famílias pelos ares,pelos ares,pelos ares,
a rodopiar,até que caíram estilhaçadas no chão,
e toda a gente,"tadinhos, tadinhos deles, tadinhos...",
toda a gente se pôs a colar os pedacinhos,
depois de colados,
deram 300,em vez das 100 iniciais.
Então,o Homem da Gasolineira(de acordo com uma sapiente-burra jornalista,
da família dos "Silvas", portanto, já de cá, mesmo antes de isto ser"cá")
foi fazer a rodagem de um carro até à Figueira da Foz, e disse:
"Vêm aí fundos, vou-me instalar",
e o dinheiro escorreu,escorreu,escorreu,
parecia que havia um enorme ralo,porque chovia,
mas eram poucas as poças que ficavam no chão,
e cada vez mais gente se pendurava no Gasolineiro,
o chamado Princípio das Rémoras,
que não se preocupavam com andar a palitar os dentes aos tubarões,
e era a rémora Dias Loureiro, mais a rémora Leonor Beleza,
mais a rémora do irmão e da irmã e do irmão da irmã dela,uma família de rémoras ,e mais a rémora do Durão Barroso,
e a rémora do Deus Pinheiro,
e o Taveira,e o Eurico de Melo,
e o Marques Mendes,
e um dia essa porcaria acabou toda,
já nem me lembro como(vejam no RTP-Memória),
e veio o "Picareta", tentar distribuir pelos cágados

aquilo que só os tubarões e as rémoras andavam a papar,
o problema é que havia cada vez mais cágados, e rémoras e tubarões,
e o dinheiro escorreu,escorreu,escorreu,parecia que havia um ralo,
penso de que,cada vezMAIS MAIOR,e um dia essa porcaria acabou toda,
já nem me lembro como(vejam no RTP-Memória),
e ficaram a boiar no lago milhares de rémoras e cágados e restos de fundos e tubarões.
Portanto,isto já não é La Fontaine,
é o Padre António Vieira,mas ao contrário,
pelo que vou simplificar,sendo mais objectivo.
Na enorme Retrete Nacional,presentemente entupida,
e com um sarro que vinha do tempo das Cruzadas,
o Professor Gasolineiro deixou,com a maior das canduras(cof,cof,cof....)
instalar-se uma segunda camada de sarro,
o sarro cavaquista,sobre o qual,-- espantação geral!... -
-já uma terceira camada de sarro hoje se entranhou,
o Sarro do Final dos Tempos,
ou, como Píndaro diria,um sarro de um sarro.
E todo esse sarro está agora a tentar amarinhar,
por ali acima,com medo de se afogar no sanitário entupido.E é assim que eu vejo o Gasolineiro,
a quem o eclipse,e eu,
não agoiramos nada,
mas mesmo nada,de bom.
( Continuar a rir)

1 comentário:

E.M. disse...

Brilhante!